A caminho de uma guerra santa


     A caminho de uma guerra santa 
O fato novo desta segunda rodada do Instituto Opinião em Jaboatão, postada abaixo, é o crescimento do candidato do PR, Anderson Ferreira. Com exceção de Cleiton Collins (PP), todos os candidatos a prefeito oscilaram positivamente, mas o republicano foi o que mais avançou: dez pontos percentuais. O jogo no segundo colégio eleitoral do Estado ainda está, entretanto, completamente embaralhado.
Se este levantamento indicar uma tendência, Anderson, provavelmente, já tenha garantido sua presença no segundo turno, seja contra Collins ou Neco. Anderson x Collins, num confronto final, seria uma verdadeira guerra santa, porque são postulantes de um mesmo segmento eleitora: o mundo evangélico.
O que a pesquisa também aponta é a dificuldade do candidato oficial decolar. Escolhido pelo prefeito Elias Gomes (PSDB) e apresentado como continuador da sua obra, Heraldo Selva (PSB) cresceu pouco, dentro da margem de erro, saindo de 3% para 5,6%. Nas ruas, entretanto, tem apresentado um grande volume de campanha, com verdadeiros arrastões, caminhadas competitivas e um bom guia eleitoral no rádio.
Além de ter sido escolhido muito tarde, depois de um longo processo em que Elias deixava transparecer a sua preferência por Conceição, agora candidata a vice, Selva não embala também porque, ao contrário do que o prefeito imaginava ou até vendeu como propaganda enganosa, a sua gestão não tem aprovação da população, o que reacende o sentimento de mudança, beneficiando o campo da oposição.
Segundo constatou a pesquisa, o governador Paulo Câmara (PSB), cuja gestão enfrenta dificuldades, tem melhor avaliação em Jaboatão do que o próprio Elias. O prefeito aparece com 55,6% de desaprovação e 37,2% de aprovação, enquanto o governador tem 51,4% de aprovação e 33,4% de desaprovação. Elias, aliás, tem um percentual de rejeição da sua administração quase empatando com o presidente Michel Temer, que aparece com 60,4% de desaprovação, ou seja, apenas cinco pontos acima do prefeito.
Candidato desconhecido, como é o caso de Heraldo Selva, portanto, só tem chances numa eleição se o padrinho estiver bem avaliado, o que não é o caso de Elias Gomes. Basta lembrar o fenômeno Eduardo Campos, que elegeu Geraldo Júlio no Recife, tirando o PT do poder depois de 12 anos, e em seguida Paulo Câmara, este por outro fenômeno: o impacto da sua morte num acidente aéreo em agosto de 2014.
Por Magno Martins

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