terça-feira, 4 de outubro de 2016

PSDB isola e ignora Daniel


     Na largada para o segundo turno no Recife, o prefeito Geraldo Júlio (PSB) abocanhou, ontem, dia seguinte à eleição do primeiro turno, o apoio oficial do PSDB e do DEM, que entraram na disputa com Daniel Coelho e Priscila Krause, respectivamente. Com isso, as chances do socialista se reeleger aumentam consideravelmente. No caso do PSDB, Daniel ignorou a orientação do partido e emitiu uma nota informando que ficaria numa posição de neutralidade no round final entre Gerado e João Paulo (PT).
Trata-se de uma postura isolada, rancorosa e típica de político que não sabe engolir a lição das urnas. Daniel não é dono dos seus votos. Seu eleitorado, além de conservador, dificilmente migraria para João Paulo, porque eleitor que vota em candidato tucano não tem apetite nem disposição para fazer uma mudança de 180 graus, optando por um candidato com DNA petista, como é o caso de João Paulo.
Tanto isso é verdade que as pesquisas projetando o segundo turno, feitas pelos mais diversos institutos no primeiro turno, já apontaram uma vantagem de até 15 pontos para Geraldo.  Geraldo é, portanto, o candidato que tem mais chances de atrair esse eleitorado do que o seu adversário. A não ser que essa tendência natural e histórica se inverta, abrido um baita precedente no processo histórico do Recife.
Geraldo não se elegeu no primeiro turno por 0,66 pontos percentuais. Provavelmente, se Carlos Augusto, do PV, partido aliado, não tivesse entrado na disputa, o prefeito teria liquidado a fatura logo no primeiro turno, porque o candidato da bandeira verde teve 0,62, quase o mesmo percentual de votos que o prefeito precisava para se reeleger. Mesmo que em política essa migração não possa ocorrer naturalmente, mas teoricamente o PV possa ter complicado Geraldo.
João Paulo chega ao segundo turno extremamente fragilizado. Murchou na reta final, principalmente depois do debate na TV-Globo. Nas pesquisas, variou numa margem entre 29 a 32 pontos, acabou nas urnas tenho apenas 24% dos votos. Como adversário de Geraldo, João não tem margem de manobras para ampliar, diferentemente do prefeito, que já garantiu o apoio de dois partidos estratégicos – PSDB e DEM.
 POR MAGNO MARTINS

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