Antonio Campos diz numa coletiva de imprensa que o PSB dele não é o de Paulo Câmara nem o de Geraldo Júlio

No início da década de 80, quando se preparava para disputar o governo de Minas e logo em seguida a Presidência da República (eleição indireta), o então senador Tancredo Neves disse o seguinte: “O meu PMDB não é o PMDB do Arraes”. Arraes voltara do exílio havia pouco tempo e se abrigou no PMDB que era o desaguadouro natural de todos os políticos que faziam oposição ao regime militar, independente de ideologia. Tancredo, que era um político sábio e perspicaz, sabia que como candidato a presidente iria precisar do aval dos militares para garantir sua eventual vitória, e depois posse. E achou necessário sinalizar para a “linha dura” do Exército que era um político liberal, e não socialista como Arraes. Daí a sua frase. Hoje, 32 anos depois, o advogado Antonio Campos, inspirado ou não no político mineiro, demarcou o seu espaço no PSB com palavras semelhantes: “O meu PSB não é o de Paulo Câmara nem o de Geraldo Júlio ”.Coluna Fogo Cruzado 

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