Promotor do Ministério Público Estadual está preocupado com situação do PatosPrev. Dentro de alguns anos a autarquia pode falir.

Patosonline

O promotor Alberto Cartaxo do Ministério Público de Patos foi entrevistado pela imprensa local nesta quarta-feira, dia 16, e na oportunidade falou sobre a atual situação da autarquia do município de Patos, denominada de PatosPrev. 
Cartaxo disse que não houve pagamento da cota patronal e outros benefícios ao PatosPrev. Ela ainda informou que a gestora anterior (prefeita Francisca Motta) se utilizou de um mecanismo de redução das contribuições previdenciárias necessárias. 
“Um servidor que recebia mais que um salário mínimo, não tinha a contribuição previdenciária cobrada em cima do valor total, como inclusive prevê a lei orgânica do município. Em vez disso, a gestora fazia cobrança em cima de um salário mínimo apenas. Portanto, o restante não se cobrava, nem a cota patronal, nem as contribuições previdenciárias, vindo a causar uma redução artificiosa na folha de pagamento”, explicou. 
Cartaxo também informou que o levantamento de quanto está a dívida na atualidade ainda está sendo feito, e que a última prestação de contas do PatosPrev foi do ano de 2011. 
O promotor afirmou que a sociedade e os sindicatos devem ficar atentos, pois caso a gestão do PatosPrev continue no mesmo modelo de atualmente, é possível que dentro de 15 anos essa autarquia possa decretar falência e não tenha mais dinheiro para pagar aos aposentados. 

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