terça-feira, 15 de novembro de 2016

Senado já gera divergências

    Na chapa para o Senado no bloco liderado pelo governador Paulo Câmara (PSB) em 2018, um dos nomes – são duas vagas – dados como certo é o do deputado Jarbas Vasconcelos (PMDB). O outro, a ser escolhido entre as forças do próprio PSB ou fora da legenda, será objeto de uma batalha que tem tudo para deixar um rastro de destruição.
Derrotado na estreia como candidato a prefeito de Olinda, o advogado Antônio Campos, irmão do ex-governador Eduardo Campos, não esconde de ninguém a indicação da sua mãe, atual ministra do Tribunal de Contas da União, Ana Arraes. Sem contar tempo ainda para a aposentadoria, ela seria aposentada pela chamada proporcionalidade. Na prática, o salário fica reduzido, mas ela topa.
No PSB fala-se, também, nos nomes de Danilo Cabral, ex-secretário de Planejamento, cumprindo seu segundo mandato de deputado federal, e de Antônio Figueira, secretário da Casa Civil. Fora da seara socialista aparecem os nomes dos ministros Bruno Araújo (Cidades), do PSDB, e de Mendonça Filho (Educação), do DEM. Correndo ainda por fora estariam o presidente estadual do PSD, André de Paula, e o secretário de Transportes, Sebastião Oliveira, presidente estadual do PR.
Outro nome cogitado, mas dependendo de uma negociação para sua volta ao bloco da Frente Popular, é o do senador Armando Monteiro Neto (PTB), num cenário que parece pouco provável. Embora tenha se afastado estrategicamente da campanha de João Paulo, que disputou e perdeu a Prefeitura do Recife, para não se contaminar pelo PT, o trabalhista tem feito duras críticas ao Governo Paulo Câmara.
E por isso mesmo, uma composição dele com o PSB, a esta altura, seria uma equação bastante complicada. Quanto a Jarbas, nome que parece consensual na base governista, o PMDB teria que sacrificar a reeleição do vice-governador Raul Henry, porque não poderia ocupar duas vagas na chapa majoritária. Neste caso, Henry deve sair candidato a deputado federal.

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