terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Proposta que estabelece teto para os gastos públicos pelos próximos 20 anos foi aprovada em 1º turno com 61 votos; nesta terça, texto teve 53 votos favoráveis.


No G1
A ausência de senadores da base do governo Michel Temer fez com que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) em segundo turno, aprovada nesta terça-feira (13), tivesse oito votos a menos do que na votação em primeiro turno.
A PEC teve 53 votos favoráveis a 16 contrários (veja como votou cada senador), somente quatro votos acima do necessário para que a proposta fosse aprovada. No primeiro turno, por outro lado, a PEC teve o apoio de 61 senadores, contra 14 votos "não" (saiba como votou cada senador).
Veja a lista dos senadores da base que se ausentaram no 2º turno:
  • Davi Alcolumbre (DEM-AP): votou sim no 1º turno
  • Jader Barbalho (PMDB-PA): votou sim no 1º turno
  • João Alberto Souza (PMDB-MA): votou sim no 1º turno
  • Marcelo Crivella (PRB-RJ): votou sim no 1º turno
  • Rose de Freitas (PMDB-ES): votou sim no 1º turno
  • Wilder Morais (PP-GO): votou sim no 1º turno
  • Zezé Perrella (PTB-MG): votou sim no 1º turno
O único senador a mudar de posição foi Dário Berger (PMDB-SC), que votou favoravelmente à proposta no primeiro turno, mas votou "não" nesta terça. Ele integra a base do governo.
Outros dois senadores também se ausentaram na votação desta terça: Fernando Collor (PTC-AL) – ele votou "sim" no primeiro turno –, e Randolfe Rodrigues (Rede-AP) – que votou "não" no primeiro turno. Randolfe, porém, compareceu após a votação ao plenário e pediu ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que registrasse na ata da sessão o voto "não" (o voto não é registrado no painel).
Três senadores que não haviam participado da votação em primeiro turno registraram voto nesta terça: Jorge Viana (PT-AC) e Roberto Requião (PMDB-PR), que votaram contra a PEC, e Telmário Mota (PDT-RR), que se posicionou a favor do texto.
Governo comenta
Após a sessão, o líder do governo no Congresso, senador Romero Jucá (PMDB-RR), afirmou que seis senadores que certamente votariam pela aprovação da matéria não compareceram à sessão, entre os quais Rose de Freitas e Fernando Collor.
“Preferimos aprovar o texto. Se tivéssemos adiado, poderíamos ter dado sinal de fraqueza”, disse. “Ganhamos. O importante é isso: no meio de um vendaval, entregar o produto”, completou.
Em cerimônia nesta terça no Palácio do Planalto, o presidente Michel Temer atribuiu ao horário da sessão a redução do número de votos favoráveis ao governo entre o primeiro e o segundo turnos.
"Eu quero esclarecer que a votação agora foi menor do que a votação primeira. Mas ela se deve ao fato do presidente Renan [Calheiros] ter antecipado a votação que seria, na verdade, inicialmente programada para a tarde e muitos senadores estão chegando agora. Falei com vários que chegaram agora. Eu digo para esclarecer que o número de 61 [votos] também não mudou acentuadamente, mudou por outras razões que não o apoio ou não ao governo", afirmou Temer.

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