Bretas, o Moro carioca que prendeu Cabral e Eike


Bretas: o caminho é longo para dar conta do propinoduto fluminense (Leo Martins/Agência o Globo)
Quem é o juiz durão Marcelo Bretas, responsável pela Lava-Jato no Rio e que em dois meses pôs na cadeia Sergio Cabral e Eike Batista
Veja - Thiago Prado
No desenrolar da Operação Lava-Jato, uma conversa de uma hora, em 8 de novembro de 2015, selou uma relação que mudaria a história do Rio de Janeiro.
Naquela data o juiz Sergio Moro convidou a seu gabinete um companheiro de toga até então pouco conhecido: Marcelo da Costa Bretas, 46 anos, titular da 7ª Vara Federal do Rio.
Bretas estava em Curitiba para receber as cerca de 150 000 páginas digitalizadas com evidências de um esquema milionário de corrupção na Eletronuclear.
A investigação, subproduto da Lava-Jato, deveria basear-­se no Rio, a sede da estatal, e caiu-lhe no colo por sorteio. A dimensão dos novos alvos transformou a rotina de Bretas.
Concentrada em desmantelar o propinoduto carioca, a 7ª Vara deixou até de receber novos casos.
O juiz tem trabalhado doze horas por dia e almoçado na própria sala, onde se fecha, solitário, para redigir suas decisões. Nas rodas de advogados, Bretas é chamado de “Moro carioca”.

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