quinta-feira, 2 de março de 2017

Cinco já depuseram contra a chapa Dilma-Temer


Do Broadcast Político
Além de Marcelo Odebrecht, ouvido nesta quarta-feira, 1, cinco testemunhas já prestaram depoimento no processo movido pelo PSDB contra a chapa Dilma Rousseff-Michel Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A corte eleitoral apura se a campanha à reeleição da chapa em 2014 foi financiada com dinheiro de propina. Veja abaixo os depoimentos já prestados pelas testemunhas.

Otávio Azevedo Em setembro do ano passado, o ex-presidente da empreiteira Andrade Gutierrez, Otávio Azevedo, afirmou em depoimento que doou R$ 1 milhão para a campanha de Dilma Rousseff em 2014, como propina de 1% por contratos firmados com o governo federal. O valor teria sido desviado da Petrobrás e repassado ao diretório do PT. A defesa de Dilma, porém, apresentou ao tribunal cópias de um comprovante de doação da empreiteira não ao PT, mas ao PMDB, afirmando que a quantia foi entregue ao vice-presidente, Michel Temer. Convocado novamente a prestar depoimento dois meses depois, Azevedo mudou a versão inicial e disse que a doação não foi proveniente de propina. A defesa de Dilma afirma que ele mentiu.

Carlos Roberto Cortegoso O empresário Carlos Roberto Cortegoso, dono da Focal Confecções e Comunicação Visual - segunda maior fornecedora da reeleição da chapa Dilma-Temer -, afirmou em depoimento no dia 20 de fevereiro que forneceu material de campanha para a chapa. Conhecido como “garçom do Lula”, por ter trabalhado em um restaurante em São Bernardo do Campo (SP) frequentado pelo ex-presidente quando ainda era sindicalista, Cortegoso é investigado pela Operação Custo Brasil, desdobramento da Lava Jato, por ter escoado pelo menos R$ 309 mil da propina no Ministério do Planejamento na gestão de Paulo Bernardo.

Cortegoso atua em campanhas do PT desde a década de 90 e forneceu material gráfico e camisetas para todas as disputas presidenciais do partido desde 2002. Em 2014, os gastos com a Focal chegaram a R$ 23 milhões.

Jonathan Gomes Bastos O ex-motorista da Focal, Jonathan Gomes Bastos, afirmou que teve seu nome usado como ‘laranja’ por três empresas. “Usaram meu nome em três empresas citadas na Lava Jato, a Focal Point, CRLS e Notícia Comunicação. Fui laranja, né?”, disse ao sair do prédio do Tribunal Regional Eleitoral (TER) de São Paulo, onde prestou depoimento por videoconferência. Ele já havia prestado depoimento no dia 8, e reiterou a versão de que emprestou seus documentos para Cortegoso, mas não sabia para qual finalidade eles seriam usados.

Rogério Zanardo e Rodrigo Zanardo No mesmo dia, os irmãos Rogério Zanardo e Rodrigo Zanardo, apontados como donos da Rede Seg Gráfica, confirmaram em depoimento que prestaram serviços à chapa Dilma-Temer, mas negaram serem os proprietários da empresa.

Agenda 
Nos próximos dias, estão previstos mais quatro depoimentos de executivos da Odebrecht. Na quinta-feira, serão ouvidos Benedicto Barbosa da Silva Junior e Fernando Reis, no Rio, e na próxima segunda-feira, 6, Cláudio Melo Filho e Alexandrino de Salles Ramos, em Brasília. Os depoimentos serão mantidos em sigilo

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