Para isolar Renan, Temer quer canal direto com senadores do PMDB



O presidente Michel Temer vai negociar cargos e matérias do Congresso Nacional diretamente com senadores do PMDB para isolar o líder do partido no Senado, Renan Calheiros (AL).

A relação entre Temer e Renan, que nunca foi boa, piorou nas últimas semanas com as reiteradas críticas do senador alagoano ao governo federal, principalmente, na área econômica.

Nesta terça-feira (4), o líder do PMDB usou um jantar na casa da senadora Katia Abreu (PMDB-TO) como palco para novas críticas ao presidente da República.

A avaliação de goverrnistas é de que Renan Calheiros tem "esticado a corda", o que praticamente inviabiliza uma recomposição com o Planalto.

Diante deste cenário, a conta do governo é que, atualmente, Renan tem um pequeno grupo de peemedebistas que lhe dá sustentação em sua "cruzada". Entre eles, os senadores Katia Abreu, Roberto Requião (PR), Rose de Freitas (ES), Helio José (DF) e Valdir Raupp (RO).

Deste grupo de parlamentares, além de Renan, o Planalto dá como "perdidos", sem brecha para negociação, Kátia Abreu e Roberto Requião.

Os demais, nas palavras de um auxiliar de Temer, "usam a guerra pessoal de Renan para serem atendidos".  Em outras palavras: buscam cargos em troca de fidelidade ao governo.

Por isso, uma das estratégias do governo será a negociação no "varejo".  Outra, é apostar no desgaste político de Renan com os desdobramentos da Lava Jato.

Para um ministro do governo, a combinação do avanço das investigações e a derrubada do sigilo das delações da Odebrecht vai isolar o senador na bancada.

"É como aconteceu com Eduardo Cunha. Vai chegar uma hora em que os próprios senadores vão se afastar, não vão querer sair na foto com ele", disse esse auxiliar de Temer.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Crescem os riscos de Patos ficar totalmente sem água no ano que vem.

Maranata: empresa terceirizada tem lucros exorbitantes após ser contratada pela Prefeitura Municipal de Patos

Governador afaga PMDB de Patos e presenteia Grupo Mota com direção da Maternidade. Ricardo teria exigido nome de médico para o cargo