SÓ PARTE DO PMDB FOI AO JANTAR DA DILMISTA KÁTIA PARA RENAN, QUASE TODOS LEAIS A TEMER

Diário do Poder

Foi um “fracasso de público”, como definiu um dos participantes, o jantar organizado na casa da senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) para que o líder da bancada do partido, Renan Calheiros (AL), desse uma “demonstração de força”. Apenas metade dos senadores peemedebistas compareceu e, ainda assim, nenhum deles se associou à pregação antigovernista de Renan, à exceção da anfitriã e de Roberto Requião (PR), que se aliaram ao PT contra o impeachment da ex-presidente cassada Dilma Rousseff.
O senador Raimundo Lira (PMDB-PB) esteve na confraternização, mas destacou que a posição de Renan é pessoal. Ele se refere às frases de efeito de Renan para se posicionar contra as reformas em discussão no Congresso, especialmente a da Previdência, como se falasse em nome da bancada que lidera. A julgar pelas declarações de Lira, o senador alagoano fala apenas na primeira pessoa: "Não vejo nenhum grupo dentro do PMDB pensar dessa forma", disse ele na porta da residência da senadora dilmiista Kátia Abreu.

RAIMUNDO LIRA: POSIÇÃO DE RENAN É PESSOAL.
Quase todos os senadores presentes ao jantar, aliás, têm apoiado o governo Michel Temer, a começar pelo próprio líder do Governo, Romero Jucá (RR), que é muito ligado ao presidente, de quem foi inclusive ministro do Planejamento. Também compareceram dois ministros de Temer: Dyogo Oliveira (Planejamento) e Helder Barbalho (Integração Nacional).
O ex-presidente José Sarney e a filha, Roseana Sarney, outros que são leais a Michel Temer, marcaram presença no jantar. Nas conversas, segundo relato de senadores presentes, Sarney fez uma declaração apaziguadora, reconhecendo que o governo precisa "dialogar mais".
Também compareceram Jader Barbalho (PA), Rose de Freitas (ES), Valdir Raupp (RO), Marta Suplicy (SP), Elmano Férrer (PI), Hélio José (DF), Dário Berger (SC) e Garibaldi Alves (RN). Eunício de Oliveira (CE) não apareceu.
Diante do fracasso da “confraternização” que objetivava "dar força" a Renan, os senadores combinaram dizer aos jornalistas que o encontro “não teve motivação política”, como se fosse possível reunir uma dúzia de políticos sem esse propósito, mas apenas saborear um dos pratos típicos do Tocantins, a fritada de aratu.

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