Do extremismo à santidade


Para amenizar a imagem de extremista, equipe prepara documentário obre Bolsonaro
De olho na eleição de 2018, a equipe de Jair Bolsonaro (PSC-RJ) está produzindo um documentário, a princípio para a internet, sobre sua carreira política. A ideia é construir um vestal de estadista para o deputado, amenizando o extremismo que o projetou. Assessores garimpam cenas em que ele aparece, por exemplo, carregando bandeiras de arco-íris, símbolo do movimento gay, e arquivos da Câmara com discursos ponderados, especialmente aqueles em ele que ataca a corrupção.
Bolsonaro tem sido orientado a baixar o tom de seus discursos, evitando falas raivosas contra determinados grupos ou colegas da Câmara. Em seu gabinete, brincam que a meta é que ele consiga passar 2017 sem novos processos no Conselho de Ética da Casa.
De olho no eleitorado que se mostra avesso a partidos e políticos tradicionais, Bolsonaro investirá na mensagem de que “PT e PSDB são iguais”. “A única diferença é que um está de macacão e o outro usa black tie”, diz o deputado.
O Muda Brasil, partido que deve abrigar Bolsonaro e sua prole em 2018, entregou ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), semana passada, 501 mil assinaturas — 15 mil a mais do que o necessário — para dar início à oficialização de sua criação.
Ministros da corte, porém, têm se mostrado resistentes a aprovar novos partidos no momento em que a cláusula de barreira se torna um dos principais temas da reforma política.  (Daniela Lima – Coluna Painel, FSP)

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