Temer é aconselhado a manter tucanos no governo


O Globo - Amada Almeida

A despeito da pressão de ala do governo para que Michel Temer substitua ministros do PSDB, o presidente tem sido aconselhado a não expulsar os tucanos, que continuam ameaçando desembarcar completamente do governo. "Ter apenas o 'centrão' como aliado seria a desmoralização final do presidente", diz um aliado do alto escalão.
 
A pressão contra os tucanos vem justamente do centrão. Parlamentares de partidos como PR, PP e PSD alegam que, com os constantes ataques disparados ao governo e reuniões para decidir sobre a permanência na base, o PSDB não deveria ter tanto espaço na Esplanada.
 
Hoje, o PSDB está à frente de quatro ministérios: Antonio Imbassahy (Governo), Bruno Araújo (Cidades), Luislinda Valois (Direitos Humanos) e Aloysio Nunes Ferreira (Relações Internacionais).
 
A defesa de líderes do centrão é que, diante das ameaças de saída da base, Temer se antecipe e ele próprio substitua os ministros tucanos. Alegam que a base ficará mais enxuta, sem os 46 deputados do PSDB, mas ficará mais fiel.
 
Para outra ala do governo, no entanto, a expulsão dos tucanos é um erro estratégico. "O PSDB é um grande partido. Tem crédito. Não é hora de abrir mão de capital político", diz um dos aliados.

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