








O candidato ao Governo de Pernambuco Jarbas Vasconcelos vai mesmo voltar à região do Pajeú. Neste fim de semana, visita municípios da região como informa a coluna Folha Política de hoje. Na região, Jarbas não tem nenhum prefeito o apoiando, mas oito ex prefeitos estão com ele, como Giza Simões (Afogados da Ingazeira) e José Francisco Filho (Carnaíba). Jarbas deve passar em quatro municípios, entre eles São José do Egito e Afogados da Ingazeira. |
Por Nill Júnior |
O deputado federal Roberto Magalhães (DEM), que não é candidato à reeleição, gravou para o guia de Marco Maciel, que foi exibido hoje no horário político do partido.
No blog de Josias Divulgada na noite de sexta (3), a novidade eletrificara o petismo: Antonio Carlos Atella, o falso procurador de Verônica Serra, é filiado ao PT.
O mandachuva José Eduardo Dutra levou o pé atrás. Achou tudo muito "estranho". Mandaria averiguar.
Dia seguinte, manhã de sábado (4), o presidente do PT-SP, Edinho Silva, veio aos holofotes para informar o resultado da inspeção. Atônio Carlos, de fato, tentara filiar-se ao PT no ano da graça de 2003. Mas um erro ortográfico impedira a concretização do ato.
Segundo Edinho, grafara-se o sobrenome do sujeito incorretamente: Em vez de Atella, “Atelka”. O comitê de Dilma Rousseff respirou aliviado. Durou menos de 48 horas o sossego. Nesta segunda (6), a chefe do cartório da 183ª Zona Eleitoral da comarca de Ribeirão Pires (SP) expediu uma certidão.
Chama-se Fabiana Gonzalez Mendes. Anotou no documento o seguinte:
1. Antonio Carlos Atella é, sim, filiado ao PT. Seu “registro de filiação” é datado de 20 de outubro de 2003. Ali, Atella é Atella mesmo. Nada de “Atelka”.
2. A filiação de Antonio Carlos ao PT foi anotada nos livros da 217ª Zona Eleitoral de Maua (SP).
3. Em 10 de abril de 2006, requereu-se a transferência do registro de filiação para a comarca de Ribeirão Pires (183ª Zona Eleitoral).
4. Em 21 de novembro de 2009, a anotação de filiação ao PT foi excluída pelo TSE (Tribunal superior Eleitoral).
5. Por quê? A exclusão ocorreu “em virtude de constar zona eleitoral incorreta para o eleitor [Antonio Carlos Atella] na lista interna do partido [PT]”.
6. Não há vestígio de “pedido de desfiliação” encaminhado pelo PT à zona eleitoral de Ribeirão Pires. Para a Justiça Eleitoral, Antonio Carlos ainda é do PT.
Ou seja, o neoaloprado que retirou ilegalmente, no balcão da Receita em Santo André (SP), cópias de declarações de IR da filha de Serra é mesmo petista.
A versão construída pelo partido de Dilma desce à crônica da eleição como uma mentira. Ou, por outra, uma verdade que esqueceu de acontecer.
Posso ter alguns minutos do seu tempo?
DÉBORA DUQUE
O prefeito de Serra Talhada, Carlos Evandro (PR), deu, ontem, uma demonstração de que “tem cabelo na venta”, como dizia Joaquim Francisco para definir um político corajoso. No mesmo dia em que o governador Eduardo Campos (PSB) promoveu uma gigantesca carreata em sua cidade, ele anunciou, formalmente, com um café da manhã em sua casa, o apoio à reeleição do senador Marco Maciel (DEM). Não se trata de um ato simples. Evandro é filiado ao PR e ligado ao grupo do deputado federal Inocêncio Oliveira, que implorou para que ele (Evandro) não assumisse compromisso com Maciel. “Não devo satisfação a ninguém. Sou um político independente”, disse o prefeito ao ser perguntado se não se sentia constrangido com o seu gesto no mesmo dia em que o governador visitava Serra Talhada com os seus dois candidatos a senador - Humberto Costa, do PT, e Armando Neto, do PTB.
O candidato a deputado federal Mendonça Filho (DEM) realizou neste domingo a sua primeira bicicleata de campanha. Cerca de 500 bicicletas enfeitadas com bandeiras do democrata, tomaram de azul a praia de Boa Viagem. Acompanhado da mulher Taciana, Mendonça pedalou cerca de 10 quilômetros. “Recife é linda e merece atos políticos que valorizem a nossa cidade com alegria e animação” comemorou, relembrando as bicicleatas na campanha para prefeito em 2008.
SERRA TALHADA - O senador Jarbas Vasconcelos (PSB) pisou em terreno adversário logo cedo, no qual as principais lideranças - incluindo o vice-prefeito Luciano Duque, do PMDB - apoiam o governador Eduardo Campos (PSB). Ao lado dos candidatos ao Senado, Marco Maciel (DEM) e Raul Jungmann ((PPS), após caminhada na feira, não deixou de reclamar da suposta cooptação de prefeitos e lideranças que teria sido empreendida pelo socialista. O peemedebista se disse impressionado com o estágio em que seu adversário manteria seus neoaliados, destacando que o socialista estaria impondo pressão e medo numa proporção maior do que na época da Ditadura Militar. “Tive muita adesão (na época que comandou o Governo do Estado), mas não na base da pressão, do medo. Em Serra Talhada, eu senti as pessoas com medo de cumprimentar. Nem no Regime Militar eu vi isso assim”, disparou Jarbas, demonstrando indignação.
CUSTÓDIA - O tom do discurso oposicionista promete esquentar neste último mês de campanha. A revelação foi feita pelo candidato ao Senado, Raul Jungmann (PPS), durante visita da chapa da coligação Pernambuco Pode Mais à feira-livre de Custódia. O pós-comunista adiantou, inclusive, que usará o seu guia eleitoral de televisão de amanhã para denunciar “a má utilização de dinheiro público na capacitação profissional dos pernambucanos”. “Tenho compromisso e não posso dizer exatamente o que é. Só posso dizer que é sobre o mau emprego de recursos na capacitação. Como ela vem ocorrendo no Governo Estadual”, resumiu.
“Lula, em comício de ontem, diz que (a presidenciável) Dilma (Rousseff/PT) não pode passar o que ele passou no Senado. O que foi que ele passou no Senado?”, questionou o ex-governador, tachando a oposição feita ao presidente na Casa Alta como “muito mais fraca, tímida, acanhada e desorganizada do que a que o PT fez antigamente”. “Isso é uma brincadeira que ele está fazendo e não é cobrado por ninguém. A sociedade está acomodada”, caracterizou, após caminhada no bairro de Três Carneiros, Zona Sul do Recife. |
RIO - Presidente do PTB, o deputado cassado Roberto Jefferson, que começou o domingo na internet com críticas ao aliado José Serra, candidato do PSDB à Presidência da República, intensificou as reclamações e, no início da tarde, já fala em “ruptura”. Jefferson se queixa dos ataques ao ex-presidente e senador Fernando Collor (PTB-AL), antigo adversário e hoje aliado do PT e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Candidato ao governo de Alagoas, Collor faz campanha para a petista Dilma Rousseff, fato destacado pela campanha tucana na TV, numa estratégia de mostrar que a petista tem como aliado o ex-presidente, que foi cassado após uma campanha encabeçada pelo PT, em 1992. Apesar de muitos parlamentares do PTB apoiarem Dilma, o partido está coligado com o PSDB de Serra.“Desconheço os motivos pelos quais o tucano José Serra passou a desferir golpes abaixo da linha da cintura na TV contra o senador Fernando Collor”, disse Jefferson, no Twitter e em seu blog. “O que os tucanos estão querendo com insultos, uma ruptura?”, questionou. “Nós, do PTB, estamos coligados ao PSDB na campanha nacional e somos sistematicamente deixados de lado na discussão de estratégias e rumos”, protestou o presidente do PTB.
O líder petebista disse que suspeitava que os ataques a Fernando Collor fossem uma reação de José Serra às críticas feitas por Roberto Jefferson à campanha tucana e aproveitou para atacar outro partido coligado ao PSDB: “Não vi, em nenhum momento, a campanha tucana criticar envolvidos no mensalão do DEM, por exemplo. Por que o PTB?”
O deputado federal Raul Jungmann (PPS) está engajado na luta pela instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) com o objetivo de tirar a limpo a quebra de sigilo dos dados pertencentes à filha do presidenciável José Serra (PSDB), Vêronica Serra, e pessoas ligadas ao PSDB, realizado por funcionário da Receita Federal. A coleta de assinaturas já foi iniciada. Somando esforços com o pós-comunista na missão de angariar apoios está o deputado Carlos Sampaio (PSDB/SP). Em contato direto com Serra, Jungmann tratou do assunto nas últimas terça-feira e quinta-feira, ao telefone. Ao ex-governador de São Paulo, sugeriu que ele cerrasse fileiras em Brasília por considerar que, da Capital Federal, “é mais fácil de dialogar com o País”. Jungmann cogita a possibilidade de Serra se dirigir, hoje mesmo, para lá.
Os líderes da Frente Popular no Pajeú resolveram rejeitar a adesão do ex-prefeito de Santa Terezinha, Teógenes Lustosa de Araújo (PSDB), ao palanque de Eduardo Campos.
Em mais uma declaração trágica, Lula disse que a Receita Federal é séria e confiável. Acossado pelo escândalo pipocado pela abertura de dados fiscais de 140 pessoas, entre elas Verônica Serra, filha de José Serra, o presidente não sabe o que diz ou zomba da inteligência do cidadão brasileiro. Se fosse séria, como explicar a existência de um balcão de venda de sigilos para compra e venda de declarações de renda com ramificações a partir da delegacia de Mauá (SP)? A própria Receita deu a mão à palmatória e admitiu que as declarações de renda de Verônica foram retiradas na delegacia de Santo André (SP) com uma procuração falsificada. O contador Antônio Carlos Atella Ferreira assumiu que pegou na Receita as declarações da filha do ex-governador paulista e afirmou, para ratificar a bobagem que Lula disse acima, que é muito fácil obter dados de quem quer que seja na Receita Federal. Só não explicou a mando de quem agiu. O caso, que Lula tenta minimizar confiando agora na apuração da Polícia Federal, lembra os “aloprados” de 2006, quando petistas foram detidos com dinheiro para comprar um dossiê contra tucanos. Lula tenta afastar a sombra de crime eleitoral para não atingir Dilma. Mas, na verdade, tudo isso e outros escândalos confirmam o aparelhamento do Estado na era petista. Num País sério, ao invés de falar lorotas, o presidente já teria demitido o xerife da Receita. Folha Política
Do Terra
Em entrevista exclusiva ao Terra nesta madrugada, o candidato do PSDB à presidência da República, José Serra, diz que a quebra do sigilo fiscal de sua filha, Verônica, faz parte de uma operação armada em benefício da candidatura de sua adversária Dilma Rousseff (PT). "É espantoso a gente ver o grau de delinquência que envolve a campanha dela, uma candidata inventada, a quem se atribui um monte de coisas que não fez", ataca ele.
A Receita Federal afirmou no final da noite desta terça-feira (31) que o acesso aos dados do imposto de renda de Verônica teria sido feito a pedido da própria contribuinte e motivado por uma procuração com firma reconhecida em cartório. "Isso é hilariante", ironiza o candidato. E completa: "essa é uma maneira de distrair a atenção e de dar uma versão mentirosa para ocupar espaço na imprensa. Aliás, o que é muito típico do PT, da campanha da Dilma e dela própria".
Economista de formação, Serra afirma que Dilma apresenta dados inverídicos sobre o País. Ex-ministro da Saúde na gestão FHC, o candidato diz também que as declarações da petista sobre o setor "deveriam ser arquivadas no Museu da Imagem e do Som". Para ele, "há duas Dilmas: a do teleprompter, ou colinha, e a verdadeira". E arremata: "se eu não tivesse a expectativa de ganhar ficaria horrorizado com a sorte do Brasil". Leia abaixo a íntegra da entrevista:
O sigilo de sua filha, Verônica, foi quebrado. O que o senhor tem a dizer sobre isso?
Na verdade, esta operação, de envolver a filha de um candidato para prejudicar a eleição dele, foi feita pela primeira vez por Collor e contra Lula. Agora, o pessoal da Dilma está usando a mesma tecnologia. Aliás, não é por coincidência que o Collor está apoiando Dilma, e ela o apoiando. Por que mexer com a filha de um candidato? Têm medo de que ele ganhe? Montar essa farsa é um crime contra a Constituição. O sigilo fiscal é protegido. Não porque haja qualquer problema, minha família é ficha limpa. Isto é uma baixaria para ser utilizada em campanha. Os dados do Imposto de Renda da minha filha, que já haviam sido quebrados, estavam sendo postos nos blogs sujos, no ano passado. Na época, ela ainda me disse: 'provavelmente quebraram meu sigilo porque tem informações aqui que só tem no meu IR'. E o Imposto de Renda dela sempre foi caprichado, tudo direitinho.
A Receita alega que o sigilo foi quebrado a pedido da contribuinte através de uma procuração.
Isso é hilariante. Como eles já sabiam que essa quebra de sigilo acabaria vindo a público, eles já trabalharam nessa farsa grotesca. Minha filha nunca pediu para quebrarem o sigilo dela. Todo mundo que declara Imposto de Renda tem as declarações consigo. Se quiser olhar, vai lá e pega. E mais, por que ela faria isso em Santo André? Não tem nada a ver. Ela trabalha em São Paulo, capital. Essa é uma maneira de distrair a atenção e de dar uma versão mentirosa para ocupar espaço na imprensa. Aliás, o que é muito típico do PT, da campanha da Dilma e dela própria. Nós sabemos que esse serviço de espionagem foi montado no ano passado. Todo mundo parte de um jogo sujo montado para pegar gente do PSDB, mais ou menos próxima. Não hesitaram em pegar minha filha, uma mulher que cuida de três crianças pequenas, trabalha muito e não está metida em política. Ela já sofreu bastante devido ao meu envolvimento na política.
Por quê?
Ela me viu ser preso e algemado no aeroporto, no Chile, pela polícia do Pinochet, quando tinha quatro anos de idade. Ficamos meses e meses, eu, ela, o irmãozinho e a mãe, refugiados numa embaixada em Santiago, uma verdadeira prisão. Era uma tensão horrível. Ela ficou anos fazendo desenhos onde aparecíamos cercados por muros. Na era petista, passou a ser vítima dos blogs sujos, jornalistas alugados. E agora mais esta. Esse pessoal não tem escrúpulos mesmo. Eu me pergunto o que aconteceria se eles chegassem ao poder. Se fazem o que fazem em uma campanha, imagine no governo. Ainda bem que tenho expectativa de ganhar essa eleição. É espantoso a gente ver o grau de delinquência que envolve a campanha da Dilma, uma candidata inventada, a quem se atribui um monte de coisas que não fez.
Esse processo corre o risco de ser resolvido só depois das eleições.
Aí é uma questão da Justiça. Que ela não anda depressa, não anda. E às vezes nem pode andar depressa porque tem certos procedimentos que precisam ser seguidos. Aliás, quando eles armam os factoides, dizendo mentiras para despistar, jogam também com esse elemento.
Vamos falar um pouco sobre a campanha? Há quatro meses o senhor é a opção oficial do PSDB à presidência da República. Teria feito algo diferente desde que se lançou candidato?
A menos que tivesse bola de cristal, não. Fiz o que tinha de fazer.
Muitos aliados reclamam da falta de diálogo com o senhor. Aceita essa crítica? O que acha dela?
Duvido que sejam "muitos". Sempre estive disponível para todas as coisas importantes. Por exemplo, ajudei como nunca na formação das alianças estaduais.
O senhor começou a campanha muito a frente de sua adversária nas pesquisas. Algo saiu fora do previsto? Algo deu errado? O quê?
A campanha, de fato, começou em agosto.
Assim como se admite a vitória, admite-se também a derrota quando se entra em processos eleitorais. Caso não vença, o que o senhor imagina que faria da vida?
Olha, só penso na vitória. Você me acompanha há algum tempo e nunca me viu sentir ou pensar diferente.
Nem desanima com as pesquisas?
Anteontem, morreu Dorina Norwill, uma mulher extraordinária. Segundo sua neta, ela dizia: 'eu tenho uma mola em baixo de mim, quando algo me puxa para baixo, eu reajo para cima'. Nisso, sou igual à Dorina.
Tenho acompanhado o senhor em quase todas as viagens. Noto que desde a última semana o senhor passou a pedir voto. Por quê?
Porque estamos chegando mais perto do dia da eleição. Isso sempre acontece.
Cada presidente deixa uma marca que faz com que ele seja relembrado na história. FHC, com o Plano Real, por exemplo. Como o senhor gostaria, caso eleito presidente, de ser lembrado pela história?
Como um bom presidente, que conseguiu construir as bases de um desenvolvimento nacional sustentado, elevar a ética e a seriedade na vida pública, e que pôs a educação, a saúde e a segurança no rumo. Mas quem vai escolher a marca não serei eu.
No discurso que o senhor fez na convenção nacional do PSDB em Salvador, comparou Luiz Inácio Lula da Silva a Luis XIV. A qual personagem da história se compararia?
Bem, não foi uma comparação de verdade. Você não percebeu a brincadeira? Mas creio que seria pretensioso me comparar a algum personagem histórico de grande porte.
Quando assumiu a prefeitura da capital, o senhor reviu os contratos feitos pela sua antecessora Marta Suplicy. Acredita que isto é algo que deve ser feito pelo próximo presidente em âmbito nacional?
Não revi os contratos. Renegociei preços, que eram, em geral, inflados. Claro que no governo federal procuraremos renegociar preços inflados.
Hoje, aparentemente, a economia vai bem. O crédito é abundante, as reservas são altas, a inflação não pressiona - está controlada - e há perspectiva de crescimento. O senhor acredita que algo ameace esse quadro? O senhor vê algum risco iminente de desequilíbrio desses fatores no mandato do próximo presidente?
Depende de quem for eleito. Como espero vencer, vamos controlar os desequilíbrios, que são óbvios na área externa, onde o deficit em conta corrente cresce vertiginosamente.
O que o senhor achou da entrevista de Dilma ao Jornal da Globo? Mais especificamente, o que achou do que ela disse sobre economia?
Sinceramente, não entendi nada, exceto as falsidades... Você viu a entrevista que ela deu sobre Saúde no sábado passado? Também não entendi nada. Aliás, deveria ser arquivada no Museu da Imagem e do Som (MIS). Há duas Dilmas: a do teleprompter, ou colinha, e a verdadeira.
Falsidades na economia?
Ela afirma que as taxas de juros no Brasil estão convergindo para as internacionais, quando ocorre o inverso. É de arrepiar que ela não saiba disso. Diz que durante 25 anos o governo não investiu no Brasil. Quais 25 anos? Antes do Lula? A taxa média de investimentos nesse período foi muito mais alta do que a do governo Lula. Aliás, hoje é uma das mais baixas do mundo todo. Ela fala que repudia segurar créditos tributários para fazer caixa. Mas é exatamente o que foi feito no governo dela com o imposto de renda à pessoa física, cuja devolução foi retardada com o objetivo confesso de fazer caixa. Diz que acabou com o racionamento de energia elétrica no Brasil. Acabou como, se, quando Lula assumiu, não havia racionamento no Brasil? Conta vantagens sobre hidrelétricas, apesar de não ter concluído nada importante nessa área em oito anos! E afirma que botou R$ 8,5 bilhões no saneamento em São Paulo! Falsidade total. Se eu não tivesse a expectativa de ganhar ficaria horrorizado com a sorte do Brasil.
O senhor acredita que o eleitor vota com o bolso ou por razões subjetivas?
O que decide o voto do eleitor? Exceto marquetólogos de segunda, ninguém sabe ao certo antes da eleição. As boas análises, como não poderia deixar de ser, são sempre a posteriori.
O senhor é crítico contumaz do modelo de gestão dos órgãos públicos da administração Lula (Correios, agências...). Como pretende mudar esse modelo?
O que há de muito grave é o loteamento. É isso o que o governo faz, e o que ela faria desenfreadamente se fosse eleita. Entrega os Correios para este partido, a diretoria financeira de uma grande estatal para a fração de um partido semi-aliado, aluga a Fundação Nacional de Saúde para três partidos, etc. E os sujeitos nomeados, na maior parte das vezes, nem políticos de segunda são. Muito menos técnicos. São só afilhados de políticos, sem nenhuma qualificação, que vão lá para utilizar os órgãos públicos a favor dos seus chefes. Já li que um deles disse que conhecia os Correios só como usuário...
Defende a denominação "terrorista" atribuída por parte de seus aliados a Dilma? Por quê?
Sinceramente? Eu não tenho maior preocupação a respeito do passado da Dilma. O importante, e o que me preocupa, são as ideias ou as não ideias do presente.
Mudando completamente de assunto, o senhor pretende colocar nas bebidas aquelas imagens que colocou nos maços de cigarros? O que acha de servirem bebidas alcoólicas em avião?
Acho que não poria essas imagens, não. Mas a ideia de não servir bebidas alcoólica ou limitá-las bastante nos aviões é boa.
E por fim, o senhor tem um melhor amigo?
Tenho vários melhores amigos. E perdi vários, de maneira implacável, nos últimos tempos. O último foi (o ex-secretário da Saúde de São Paulo, Luiz Roberto) Barradas.
Luiz Carlos Azedo, colunista político do “Correio Braziliense” e do “Diario de Pernambuco”, diz em sua coluna de ontem (03) que o presidente Lula pode ter duas frustrações na presente campanha: assistir à reeleição do senador Arthur Virílio (PSDB0-AM) e a vitória de Roberto Freire (PPS) para a Câmara Federal no Estado de São Paulo.Ramonilson Alves, Deputado Federal Eflain Filho, Benone Leão e Umberto Joubert. Por uma Patos Melhor!