MARILEIDE ALVES
Fragilizada de uma forma geral, a oposição tenta alternativas para o fortalecimento do campo, visando a retomada do poder no País. Nesse cenário, os dois principais partidos oposicionistas - PSDB e DEM - deram início, no final do mês passado, à discussão sobre a possível fusão desses grupos políticos. Defendida por uns, rejeitada por outros, a tese, contudo, não teve desdobramentos e o tema só deve voltar à pauta das legendas após as eleições municipais de 2012. As duas siglas se voltam, agora, para outra alternativa que tem por objetivo conquistar espaços: a união compulsória, que consiste nos dois partidos apoiarem o nome mais forte em uma determinada cidade. Se o candidato for do DEM, ele terá o apoio do PSDB; e vice e versa.
A “debandada” dos quadros do DEM para o PSD, capitaniado pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, teria aberto a possibilidade para a fusão entre o DEM e PSDB. Surgiu como plano “A” para o esvaziado DEM manter seus quadros na oposição, ao lado dos tucanos. O tema, no entanto, ainda não chegou aos diretórios municipais e se restringe à cúpula nacional das duas legendas.”É ruim especular em cima de algo que a gente não tem clareza. O que existe são dois partidos de oposição, onde é natural que haja uma ação articulada entre os dois com relação ao posicionamento futuro. Há quem defenda a união dos dois, respeitando as particularidades de cada um nos estados. É um assunto que pode constar da pauta, mas ele ainda não está na pauta”, afirmou o presidente estadual do DEM, deputado federal Mendonça Filho.


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