terça-feira, 16 de junho de 2009

Para aposentados, nada

Lula reduziu o IPI de carros, máquina de lavar, geladeira, fogão, moto, deu dinheiro ao FMI, ajudou até a Argentina. Mas nem cogita aumentar decentemente os aposentados, nem reduzir impostos sobre remédios. CH,15/06/09.

Serra critica reforma tributária

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), voltou a criticar hoje (15) a proposta de reforma tributária em tramitação no Congresso Nacional. Segundo ele, o projeto “é ruim porque aumenta carga tributária, aumenta a guerra fiscal. Piora tudo o que está aí”. O governador também voltou a chamar o projeto de “horror” e disse que faz suas críticas baseado em sua “experiência na área tributária”. José Serra se reuniu hoje com o ministro Guido Mantega (Fazenda) para discutir a ampliação do limite de endividamento do Estado. CH,15/06/09.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

É uma legião - Mais uma sobrinha de Sarney tem vaga criada por ato secreto

Boletim, assinado pelo ex-diretor-geral, Agaciel Maia, nomeia Maria do Carmo Macieira para cargo em gabinete de Roseana
Ato de nomeação é de 2005, mas só foi publicado na intranet do Senado neste ano; a governadora do Maranhão não foi localizada
Prima da governadora Roseana Sarney (MA), Maria do Carmo de Castro Macieira foi nomeada no Senado por meio de ato secreto. O documento determina o ingresso dela num cargo no gabinete ocupado pela própria Roseana, então senadora pelo PMDB do Maranhão.O gabinete era chefiado pela servidora Doris Marize Romariz Peixoto, a atual presidente da comissão de sindicância que investiga o uso de atos secretos no Senado desde 1995. Os outros integrantes são o diretor de Recursos Humanos, Ralph Campos, e o consultor-geral de Orçamento, Fábio Gondim.O ato de nomeação da prima de Roseana foi assinado pelo então diretor-geral da Casa, Agaciel da Silva Maia, que deixou o cargo em março por ter ocultado da Justiça casa avaliada em R$ 5 milhões.Maria do Carmo Macieira é prima de Roseana por parte da mãe, Marly, mulher do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). O ato de sua nomeação consta do Boletim Administrativo do Pessoal Suplementar número 3264-S.O boletim foi editado em 29 de junho de 2005. Porém, só foi publicado na intranet da Casa por um arquivo de 14 de maio deste ano. Do boletim consta a nomeação de José Raimundo Ferreira Verde Filho também para o gabinete de Roseana.O ex-diretor de Recursos Humanos João Carlos Zoghbi era o responsável pela edição dos boletins administrativos de pessoal. Ele também deixou o cargo em março deste ano, após a denúncia de que emprestou um apartamento funcional do Senado para os filhos.
Por Reinaldo Azevedo

Roberto Magalhães: 'Quem legisla mesmo é Lula'

No arraial do tucano Sérgio Guerra, nessa sexta à noite, o deputado federal Roberto Magalhães (DEM), reafirmou que está no fim da carreira política. Ex-governador de Pernambuco, e ex-prefeito do Recife, Magalhães demonstrou-se desgostoso, em especial, com o papel da oposição na gestão Lula.
"Acho que a gente tem que saber a hora de entrar e de sair. A vida, vocês sabem, cada estágio a gente tem que se adaptar, então, chega um ponto que aquilo que, no passado, lhe entusiasmava e tal, começa a ficar rotina, sem graça", desabafou.
"Por exemplo, ser deputado federal hoje, na situação em que estamos vivendo, veja, são 513 deputados federais e Lula tem 14 partidos. Desses 513 deputados, nós, da oposição, que somos três partidos, sabe quantos votos, no máximo, nós conseguimos? 110. Então, qual é o seu papel de oposição numa situação dessa?"
"Quem legisla mesmo é Lula, é o presidente. Porque nós ficamos o tempo todinho a dizer amém, ou não, que nós não dizemos sempre amém, mas a maioria diz amém a todas as medidas provisórias de Lula", criticou. Blog do Jamildo

Cansado de que?

Ou João da Costa (PT) não tem noção do cargo que ocupa, ou o prefeito o Recife está mais perdido do que cego em tiroteio, sem saber como administrar direito o governo municipal. Só assim pode ser explicado o anúncio que fez de que vai tirar férias em julho porque não descansa desde a campanha eleitoral.
Nenhum político de bom senso, com noção do que é a atividade que exerce fala em férias antes de seis meses de um mandato. Ainda mais quando está no comando da prefeitura de uma cidade como o Recife, cheia de problemas a resolver, entre eles os cuidados com morros e encostas na época das chuvas que exigem uma atenção toda especial.
Se João da Costa não atentou pra nada disso, qualquer hora vai pedir pra sair e passará o cargo para Milton Coelho numa boa, achando que o vice prefeito poderá substituí-lo perfeitamente. Alguém duvida?
Mas como no Dia dos Namorados ele dançou muito com a mulher Marília, na festa promovida pela Prefeitura, e nem parecia que dois dias antes tinha baixado hospital por conta de um mal estar generalizado, quem sabe ele já se sente melhor e esquece dessa história de férias.
Escrito por Divane Carvalho

Voltando pra Casa

A Assembleia Legislativa de Pernambuco volta a funcionar a partir dessa segunda-feira na sua antiga sede, o Palácio Joaquim Nabuco, na rua da Aurora, depois de passar dez meses realizando suas sessões e homenagens no edifício anexo, que teve o auditório transformado em plenário para os deputados.
O presidente da Assembleia, Guilherme Uchoa preside a solenidade de reabertura a partir das 14h30 para marcar a volta ao antigo prédio que, a partir de agora, será usado com restrições atendendo a recomendações técnicas. A Mesa Diretora já anunciou que haverá redução de eventos porque a Casa não suporta mais do que 200 pessoas no interior do plenário.
Apesar da reforma do Palacio Joaquim Nabuco, um novo prédio do Legislativo já foi licitado e deverá ficar pronto, segundo o presidente, dentro de 14 meses. Quando concluído, o antigo prédio da Assembléia funcionará como museu para visitação pública. Mas alguns eventos que tradicionalmente eram realizados no local não serão mais permitidos, como as convenções partidárias, por exemplo, que reúne mmuitas pessoas, ou qualquer coisa semelhante.
Escrito por Divane Carvalho

Traição no arraial

Ligado ao grupo do deputado Inocêncio Oliveira, o ex-prefeito de Araripina, Valdeir Batista, deu um abraço em Jarbas no arraial de Sérgio Guerra e comentou: “Se você for candidato tem o meu apoio e o caldo engrossa para Eduardo". Quando percebeu que este colunista ouviu a confidência, apelou: “Não coloque na sua coluna nem no seu blog. Pelo amor de Deus!”
Escrito por Magno Martins

Arrastapé de Sérgio Guerra

O governador José Serra (PSDB-SP), não quis conversa com os jornalistas logo que chegou ao local. Mas logo depois se descontraiu e até concordou em subir ao palco para cantar com o acompanhamento de Dominguinhos a música “Eu só quero um xodó” do próprio sanfoneiro e de sua parceira Anastácia.
O governador de São Paulo deixou o local por volta das 2 da manhã.
O ex-prefeito de Caruaru, Tony Gel(DEM), que também compõe e canta forró, levou para a festa do senador um dos melhores grupos de pé-de-serra de sua cidade: “Forró quentão”.

domingo, 14 de junho de 2009

Na solidão do poder, Sarney vive seu outono do patriarca

Presidente do Senado mostra desgaste, em meio a sucessão de escândalos
Com passos curtos e seguros, vestindo um sobretudo de lã preta, José Ribamar Ferreira de Araújo Costa, 79 anos, entrou na noite de segunda-feira na residência oficial do presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP). Na área externa da casa, em volta do presidente Lula, grupos de políticos e jornalistas conversavam animadamente e esperavam o jantar em homenagem aos participantes da 4ª Conferência Legislativa de Liberdade de Imprensa. Feitos os cumprimentos protocolares, um José silencioso, que não denunciava a biografia com mais de meio século de poder político, fugiu do burburinho e ficou parado no primeiro dos três degraus que separam o salão da casa do jardim virado para o Lago Paranoá.
Apartado da descontração em torno de Lula e recolhido do frio das noites candangas de junho, o ex-presidente da República, ex-governador de Estado, presidente do Congresso, ex-deputado federal e senador José Sarney ouviu de um jornalista a pergunta: "Presidente, o Senado já está mais ameno?" E Sarney, expondo os indícios do fardo em que se transformou o cargo, respondeu: "Meu filho, aquilo não ameniza nunca."
Era o início da semana em que, depois de todos os escândalos - da hora extra sem limites à profusão de diretores -, a reportagem do Estado revelaria o caso dos atos secretos que fizeram da direção-geral do Senado um guichê de distribuição de empregos e salários entre amigos, na última década e meia. O GLOBO

Jarbas estava Certo

Todas as mazelas que estão sendo descobertas nos armários do Senado. Só vieram a público depois dos pronunciamentos do senador Jarbas Vasconcelos (PMDB) no início do ano contra a corrupção no PMDB e em outros partidos. Antes da eleição da Mesa Diretor. Jarbas advertiu que o Senado precisava de um presidente que tivesse condições de moralizar a Casa. Pois é, essa história do neto de Sarney parece tão mal contada. DP,14/06/09.

sábado, 13 de junho de 2009

Reforma política 1

Marco Maciel é, talvez, dos 81 integrantes do Senado, o único que faz da “reforma político-institucional” (é assim que se refere à reforma política) a razão de ser o seu mandato.
Ele luta por essa bandeira há muitos anos. Mas chegou à conclusão de que não é aconselhável votar nada sobre essa matéria neste final de legislatura, sob pena de haver retrocesso.
“A essa altura do campeonato, é melhor que não se vote nada. Pois, em vez de avanços, poderemos ter alguns retrocessos”, disse ele, citando como exemplo a possibilidade de aprovação da “PEC da janela” de autoria do deputado Flávio Dino (PCdoB-MA) que também é conhecida no Congresso como “PEC da infidelidade”. Escrito por Inaldo Sampaio

Reforma política 2

Fala ainda Marco Maciel: “O Código Eleitoral de 32 já determinava que o mandato deve pertencer aos partidos e não às pessoas, princípio que foi reafirmado pela Constituição liberal de 1946. Se se permite a troca de partido a cada quatro anos, não estaríamos avançando e sim retrocedendo”.
E acrescentou: “Então eu acho que nesse clima talvez não seja bom para o país nós operarmos a reforma política”. Escrito por Inaldo Sampaio

Reforma política 3

O senador pernambucano reconhece que a reforma política só avançará se o Poder Executivo (leia-se o presidente da República) entrar na guerra em favor de sua aprovação, algo que não ocorreu no governo do ex-presidente FHC nem na gestão do presidente Lula.
“No dia 1º de fevereiro de 2007, quando instalamos a atual legislatura, eu tive oportunidade de dizer que o primeiro tema com que nós deveríamos nos preocupar era a reforma político-institucional. Ela é a mãe de todas as reformas”.
“Nesse particular, concordo com uma observação de (Norberto) Bobbio que diz o seguinte: a discussão não deve girar mais sobre governo bom ou governo ruim, estado máximo ou estado mínimo, e sim sobre governabilidade versus ingovernabilidade”. Escrito por Inaldo Sampaio

Reforma política 4

Marco Maciel encara com certo ceticismo a proposta lançada pelo ex-presidente FHC segundo a qual a reforma política deveria ser iniciada pela implantação do voto distrital.
Disse ele: “Os políticos de São Paulo dizem isto porque já existe naquele Estado uma certa distritalização (o eleitor, majoritariamente, vota em candidatos de sua região). Mas não é algo simples de ser feito porque exige mexer em muita coisa”. Escrito por Inaldo Sampaio

Atos secretos

Marco Maciel chegou ao Senado pela primeira vez em fevereiro de 83 após derrotar a candidatura do ex-governador Cid Sampaio, que concorreu pelo PMDB.
Mas, segundo revelou ao blog, jamais tinha ouvido falar nos tais “atos secretos” pelos quais ex-diretores da Casa nomearam parentes e afilhados políticos de senadores.
- Como eu não os conhecia, foi uma coisa para mim surpreendente – disse o senador pernambucano, para quem o Senado, infelizmente, “não está vivendo um bom momento” desde o início deste ano. Escrito por Inaldo Sampaio

Marco só falará sobre reeleição em 2010

O senador Marco Maciel (DEM) foi um dos políticos mais assediados na noite desta sexta-feira durante o “arrastapé” junino do seu colega Sérgio Guerra (PSDB).
O mandato dele, tal qual o do senador tucano, estará se encerrando em dezembro de 2010. Mas ele não demonstra nenhuma vontade de emitir opinião sobre o processo eleitoral marcado para outubro do próximo ano.
Disse ao blog que é “muito cedo” para conversar sobre eleições e ao ser perguntado sobre se realmente está disposto a concorrer ao quarto mandato de senador, respondeu:
“Como diria nosso Édson Régis, eu não tenho a pressa que aniquila o verso. A eleição está muito longe e eu não desejo definir isso agora. É um assunto para ser discutido no início do ano de 2010”.
O ex-vice-presidente da República confirmou ter-se encontrado recentemente, em Brasília, com seu colega Jarbas Vasconcelos (PMDB). Mas negou que o eixo da conversa tenha sido o processo eleitoral.
“Sinceramente, nós não falamos sobre isso. A conversa girou sobre assuntos do Senado, especialmente da Comissão de Constituição de Justiça”, garantiu.
Ele também gostaria de saber se o senador peemedebista vai entrar ou não na disputa eleitoral pelo Governo de Pernambuco, mas vai respeitar o “timing” dele de só dar essa resposta aos partidos de oposição em janeiro ou fevereiro do próximo ano. FOGO CRUZADO

sexta-feira, 12 de junho de 2009

O povo não é bobo

"Quem pensa que o povo não pensa, o povo pensa", costumava dizer, com sabedoria, o ex-arcebispo de Olinda e Recife, dom Helder Câmara para explicar que se enganam aqueles que ficam imaginando que as pessoas mais simples não entendem o que acontece ao seu redor.
Estava certo. Por toda parte, ontem, o que se comentava é que essa história do prefeito João da Costa (PT) baixar hospital por conta de estresse foi para despistar o mal estar causado pelos "pepinos" financeiros herdados do antecessor João Paulo (PT), que ele não consegue digerir.
Essa indigestão teria se complicado depois que a secretária de Comunicação Social, Lygia Falcão, deu uma entrevista de página inteira a um jornal revelando o total desentrosamento da equipe de João da Costa. E ainda por cima disse que o prefeito não sabe exatamente o que quer em termos administrativos.
Como se pode ver, o povo de besta não tem nada e bem depressa juntou as peças do quebra-cabeça. Divane Carvalho

Oposição admite ceder pela CPI da Petrobras

DEM e PSDB avaliam tirar Virgílio da relatoria da CPI das ONGs para acabar com impasse que paralisa nova comissão
Ao perceber a estratégia do Palácio do Planalto de tentar adiar para agosto a instalação da CPI da Petrobras, a oposição já discute a possibilidade de abrir mão da relatoria da CPI das ONGs. Com isso, DEM e PSDB querem forçar o governo a solucionar o impasse que impede o início dos trabalhos na CPI da Petrobras. A oposição identificou que já houve a pacificação da base governista, e que a ordem no governo é usar o impasse como desculpa para desviar o foco das denúncias envolvendo a estatal.
Na próxima semana, as cúpulas de DEM e PSDB devem se reunir para analisar a conveniência de insistir em manter a relatoria da CPI das ONGs com o líder tucano, senador Arthur Virgílio (AM), desde que o senador Inácio Arruda (PCdoB-CE) foi destituído do cargo, ao ser indicado como titular da segunda CPI. O governo tem dado sinais de que não tem pressa para resolver essa pendência, pois joga para a oposição a responsabilidade pela demora em iniciar os trabalhos da CPI.
- Definitivamente, o governo entende que é melhor não instalar a CPI da Petrobras. Mas não podemos frustrar a expectativa nacional. O governo não tem esse direito. Nem a oposição vai abrir mão dessa investigação - afirmou o líder do DEM, senador José Agripino Maia (RN).
- Devemos evitar dar pretexto para que o governo não instale a CPI da Petrobras. Está claro que o medo do governo não é com o que já foi divulgado, mas sim com as denúncias que ainda estão escondidas - disse o senador Álvaro Dias (PSDB-PR).
A oposição começou a fazer uma avaliação pragmática sobre a situação. Mas precisa encontrar uma saída para tentar evitar o constrangimento com o presidente da CPI das ONGs, senador Heráclito Fortes (DEM-PI), e o novo relator, o tucano Arthur Virgílio. O GLOBO

Ciro cogita concorrer em SP

PSB já encomendou nova pesquisa para testar candidatura ao governo do Estado
"Gente que eu respeito" pediu para analisar essa possibilidade, diz deputado do Ceará; assessor próximo a Lula é "simpático" à ideia
Enquanto o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) estuda a possibilidade de concorrer ao governo de São Paulo, seu partido e importantes aliados intensificaram nos últimos dias a aposta em sua candidatura.
O PSB já decidiu encomendar uma nova pesquisa, que deve ficar pronta na metade da semana que vem, para saber mais precisamente qual o potencial eleitoral de Ciro em São Paulo.
Um primeiro levantamento apontou o deputado com 18%, índice bem superior ao de outros possíveis candidatos da base aliada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Ciro afirma que ainda se prepara para ser candidato à Presidência, seu projeto original, mas que admitiu "pensar" sobre a candidatura em São Paulo. O deputado disse que é "homem de partido", o que foi interpretado como uma "brecha" por entusiastas de sua candidatura em São Paulo.
"Um punhado de gente que eu respeito começou a apelar para que eu examine o assunto", disse Ciro. Entre essas pessoas, estão os deputados federais Márcio França (PSB-SP), Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), Aldo Rebello (PC do B-SP) e Cândido Vaccarezza (PT-SP). "A hipótese Ciro não pode ser descartada. Eu pessoalmente sou simpático a ela", disse o chefe de gabinete de Lula, Gilberto Carvalho, em encontro petista em São Paulo na semana passada. Folha de S. Paulo.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Sarney e cúpula do Senado na festa da família Agaciel. Música-tema:”O Poderoso Chefão”. E isto não é uma piada. Ou é…

No Estadão:Embalado pela música tema do filme O Poderoso Chefão, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), vestiu o figurino de padrinho e compareceu ontem ao casamento da jovem Maiana, filha do ex-diretor-geral da Casa Agaciel Maia.
Chamado por parlamentares de oposição de supersenador, Agaciel, mesmo afastado do comando da Casa na esteira de escândalos administrativos, atraiu à Igreja do Perpétuo Socorro, no Lago Sul, uma bancada de poderosos senadores do PMDB.
Além de Sarney, outros dois ex-presidentes da Casa marcaram presença na cerimônia - o hoje líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), e Garibaldi Alves Filho (RN). Senador licenciado e sempre aliado de Sarney, o atual ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, também prestigiou a festa.
Em meio a mais um escândalo - desta vez a revelação pelo Estado da existência de atos secretos editados pelo Senado para beneficiar com cargos e salários um grupo de apadrinhados -, Sarney foi abraçado por Agaciel.
O presidente “abençoou” o jovem casal. O noivo, Rodrigo Cruz, é um exemplo administrativo de como funcionou a “era Agaciel” - consolidada, principalmente, sob o comando de Sarney e Renan. O novo genro era um desconhecido dos corredores do Senado. Mas uma figura recorrente nos atos secretos da Casa. Do sogro, não tem o que reclamar.
Em 18 de janeiro de 2007, Cruz foi nomeado por Agaciel para trabalhar como assistente parlamentar no gabinete do então senador Maguito Vilela (PMDB-GO) com salário de R$ 2,6 mil. Um ano depois, virou secretário do curso de educação do Interlegis, programa digital da Casa para o ensino legislativo, um dos principais braços políticos de Agaciel. O salário subiu para R$ 8,1 mil.
O mecanismo? Ato secreto. As movimentações internas do genro de Agaciel no Senado foram todas assinadas pelo então diretor adjunto e hoje diretor-geral, José Alexandre Gazineo.
Em 10 de outubro do ano passado, durante o cumprimento da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) antinepotismo, Agaciel foi obrigado a demitir o genro. Mas escondeu a decisão, numa tentativa de ocultar o loteamento familiar do Senado. A exoneração saiu num ato secreto.
Ontem, sob holofotes, Cruz e Agaciel não quiseram falar com a reportagem. O noivo e Maiana, despediram-se dos senadores e convidados ao som de Eu Sei que Vou te Amar, tocado pela banda Rogério Midlej, que cobrou R$ 5 mil pela performance.

Patos no Caminho da Mudança!

Ramonilson Alves, Deputado Federal Eflain Filho, Benone Leão e Umberto Joubert.  Por uma Patos Melhor!