Renan Calheiros (PMDB) ainda não se colocou como candidato a presidente
do Senado, mas um grupo de senadores já se articula para impedir que o
alagoano volte ao cargo, do qual renunciou em 2007 para não ter o
mandato cassado. Na noite desta terça-feira (06), dez parlamentares se
reuniram no apartamento do senador Jarbas Vasconcelos, em Brasília,
justamente para traçar a estratégia de enfrentamento, para o caso de
Renan querer mesmo suceder José Sarney (PMDB). Na ocasião, Pedro Simon
(PMDB) colocou que a melhor opção seria Jarbas, porém o pernambucano
declinou. Argumentou que o candidato deve ser um peemedebista dissidente
do grupo de Sarney, mas aliado do Palácio do Planalto. Por ser
oposicionista, ele admitiu que seu nome está fora de cogitação. Quem for
eleito, assumirá no dia 2 de fevereiro de 2013.
Participaram do jantar, além de Jarbas e Simon, os senadores Luiz
Henrique (PMDB), Ricardo Ferraço (PMDB), Casildo Meldraner (PMDB),
Álvaro Dias (PSDB), Aloysio Nunes (PSDB), Cyro Miranda (PSDB), Cristovam
Buarque (PDT), Pedro Taques (PDT) e Randolfe Rodrigues (PSOL). Roberto
Requião (PMDB), estava viajando, e Ana Amélia (PP), por motivo de saúde,
não compareceram. O próximo encontro está marcado para o dia 27, na
residência de Buarque, e a expectativa é de ampliar o número de
participantes.
Por telefone, Cristovam disse nesta quarta-feira (07) não saber da
reação de Renan Calheiros e que a preocupação dos 11 parlamentares é com
a imagem, credibilidade e repercussão do Senado. “Renan renunciou à
presidência quando estava prestes a ter o mandato cassado. Não há vetos,
só queremos estar preparados. Se o Palácio do Planalto escolher Jarbas
ou outro nome, vamos avaliar. A ideia é que seja alguém do PMDB”,
comentou o pedetista, referindo-se à acusação de improbidade
administrativa contra o peemedebista. Na votação em plenário, em 2007,
Calheiros conseguiu a maioria dos votos e escapou da cassação.
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
Obama leva nos Estados-chave e se reelege nos EUA
O democrata Barack Obama foi reeleito
presidente dos Estados Unidos nesta terça-feira (6), após uma campanha
muito disputada contra o republicano Mitt Romney.
'Eu
rezo por ele, para que Deus o ajude', afirmou Sarah durante a coletiva
de imprensa improvisada no jardim de sua casa. 'É uma disputa dura, por
isso tenho rezado por ele. Se for a vez dele (vencer), Deus o deixará
triunfar', acrescentou.
Obama conseguiu, até agora, 290 votos de um total de 538, contra 200 do rival, segundo projeção da AP.
A festa da vitória já acontece no McCormick Place, em Chicago, onde Obama acompanhou a apuração. 'Isto aconteceu graças a vocês, obrigado. Mais quatro anos', disse Obama - um pioneiro em utilizar politicamente as redes sociais - no Twitter.
O democrata foi para a cidade de Illinois, seu reduto eleitoral, já na noite de segunda-feira (5). Durante a tarde desta terça, reservou espaço para jogar basquete, seu passatempo favorito e também um 'ritual' para o líder nos dias de eleições.
As pesquisas de intenção de voto realizadas dias antes da eleição apontavam um empate técnico entre os dois candidatos em âmbito nacional, mas com ligeira vantagem para o presidente nos estados-chaves.
No complexo sistema eleitoral americano, é o resultado em cada estado é que importa. Ao votar em um candidato, a população na verdade escolhe um colégio eleitoral dentro de seu estado, composto por delegados, que só então elegerá o presidente.
Em todo o país, o colégio eleitoral reúne 538 delegados, de 50 estados e do distrito de Columbia, onde fica a capital Washington.
Antes da eleição, os estados de Nevada (6 delegados), Colorado (9 delegados), Iowa (9 delegados), Wisconsin (10), Ohio (18), Pensilvânia (20), Michigan (16), Virgínia (13), Carolina do Norte (15), New Hampshire (4) e Flórida (29) eram considerados tecnicamente empatados, e oficialmente poderiam ser ganhos por qualquer um dos candidatos. Obama já possuía ligeira vantagem na maior parte deles, menos na Carolina do Norte e na Flórida.
A vitória em Ohio e na Flórida acabou sendo crucial para determinar a vitória de Obama, após um tenso processo de apuração.
Dia da eleição
Ainda durante o dia, antes do fim da votação, Obama, parabenizou o adversário republicano pela disputa acirrada para a Casa Branca e expressou confiança na reeleição.
No Quênia, moradores de Nyangoma-Kogelo (430 km a oeste de Nairóbionde nasceu o pai do candidato e presidente dos EUA, Barack Obama, fizeram uma votação simulada para a Presidência dos Estados Unidos. A avó paterna de Obama, Sarah Obama, deixou a reclusão de sua casa, no povoado queniano de Kogelo, para falar por alguns minutos com a imprensa.
A festa da vitória já acontece no McCormick Place, em Chicago, onde Obama acompanhou a apuração. 'Isto aconteceu graças a vocês, obrigado. Mais quatro anos', disse Obama - um pioneiro em utilizar politicamente as redes sociais - no Twitter.
O democrata foi para a cidade de Illinois, seu reduto eleitoral, já na noite de segunda-feira (5). Durante a tarde desta terça, reservou espaço para jogar basquete, seu passatempo favorito e também um 'ritual' para o líder nos dias de eleições.
As pesquisas de intenção de voto realizadas dias antes da eleição apontavam um empate técnico entre os dois candidatos em âmbito nacional, mas com ligeira vantagem para o presidente nos estados-chaves.
No complexo sistema eleitoral americano, é o resultado em cada estado é que importa. Ao votar em um candidato, a população na verdade escolhe um colégio eleitoral dentro de seu estado, composto por delegados, que só então elegerá o presidente.
Em todo o país, o colégio eleitoral reúne 538 delegados, de 50 estados e do distrito de Columbia, onde fica a capital Washington.
Antes da eleição, os estados de Nevada (6 delegados), Colorado (9 delegados), Iowa (9 delegados), Wisconsin (10), Ohio (18), Pensilvânia (20), Michigan (16), Virgínia (13), Carolina do Norte (15), New Hampshire (4) e Flórida (29) eram considerados tecnicamente empatados, e oficialmente poderiam ser ganhos por qualquer um dos candidatos. Obama já possuía ligeira vantagem na maior parte deles, menos na Carolina do Norte e na Flórida.
A vitória em Ohio e na Flórida acabou sendo crucial para determinar a vitória de Obama, após um tenso processo de apuração.
Dia da eleição
Ainda durante o dia, antes do fim da votação, Obama, parabenizou o adversário republicano pela disputa acirrada para a Casa Branca e expressou confiança na reeleição.
No Quênia, moradores de Nyangoma-Kogelo (430 km a oeste de Nairóbionde nasceu o pai do candidato e presidente dos EUA, Barack Obama, fizeram uma votação simulada para a Presidência dos Estados Unidos. A avó paterna de Obama, Sarah Obama, deixou a reclusão de sua casa, no povoado queniano de Kogelo, para falar por alguns minutos com a imprensa.
terça-feira, 6 de novembro de 2012
Estiagem no Nordeste deve se prolongar, diz Inpe
Stênio Ribeiro
Repórter da Agência Brasil
Brasília – A forte estiagem que castiga o Semiárido nordestino e os vales do Jequitinhonha, em Minas Gerais, e do Mucuri, no Espírito Santo, tende a se agravar, por causa da instabilidade climática no Oceano Pacífico, que sugere possível manifestação do fenômeno La Niña, com redução das probabilidades de chuva no Nordeste nos próximos três meses.
A notícia foi dada pelo climatologista do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Lincoln Muniz Alves, durante audiência pública hoje (6), na Comissão de Agricultura da Câmara, para discutir as consequências da seca na situação socioeconômica dos 1.315 municípios da região, dos quais 1.275 foram afetados significativamente, de acordo com mapa do Banco do Nordeste (BNB).
O superintendente de Políticas de Desenvolvimento do BNB, José Rubens Dutra Mota, disse que a situação “é de desolação” em quase todo o Nordeste, onde a produção agrícola caiu 22% em relação ao ano passado e o nível dos reservatórios de água estão abaixo de 38%, além das perdas relevantes de animais. Panorama que, segundo ele, afeta diretamente em torno de 10 milhões de pessoas.
Para aliviar um pouco esses efeitos, Mota disse que o Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) criou linha de crédito emergencial no valor de R$ 1,5 bilhão, com foco principalmente nos pequenos produtores rurais. Do total, foram contratados R$ 1,189 bilhão até a semana passada, mas há demanda maior que a verba prevista, com base nas propostas em carteira, principalmente da agricultura familiar.
O representante do Ministério da Integração Nacional, Miguel Ivan Lacerda, da Secretaria de Programas Regionais, disse que “nunca se construiu tanta cisterna como neste ano no Semiárido nordestino”, onde foram instalados 25.852 reservatórios para consumo familiar. Como todos que participaram da audiência, ele reconhece que “a seca mexe com a vida das pessoas”, mas ressaltou que “a pobreza tem diminuído” em todos os estados do Nordeste.
O secretário de Políticas Agrícolas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Marcelo Guimarães, destacou a necessidade de mais investimentos em logística de abastecimento, ações articuladas nos três níveis de governo, distribuição de sementes e mais investimentos em irrigação para a produção de fruticultura e hortaliças, dentre outros.
Como exemplo de articulação com os estados, Guimarães citou que a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) iniciou programa com o governo de Pernambuco para a compra de 8.450 ovinos e caprinos de pequenos criadores para abastecer escolas, creches, asilos e outras entidades sociais. A Conab gastou R$ 221 mil até agora na compra dos animais, abate e armazenamento da carne em embalagens a vácuo de 10 quilos. Para o secretário, ao mesmo tempo em que ameniza os efeitos da seca para o pequeno produtor, o programa também oferece uma alternativa de comercialização.
Procurador dá ultimato a prefeito de Tabira
Após ter recebido
inúmeras queixas do prefeito eleito de Tabira (Sertão Pernambucano, a
405 km do Recife), Sebastião Dias (PTB), quanto à não colaboração do
atual gestor municipal, Dinca Brandino (PSB), no processo de transição
administrativa, o promotor de Justiça Leôncio Tavares Dias entrou em
contato com o procurador do município, César Pessoa, para cobrar
documentos que apontem os dados necessários para que o processo ocorra
de forma transparente e fluida.
Em resposta, o procurador afirmou que ainda não teve acesso irrestrito aos dados de todas as Secretarias, e que por isso resolveu dar um ultimato a Brandino: caso os documentos exigidos não sejam entregues até a próxima sexta-feira (9), o Ministério Público irá ingressar com uma ação de improbidade administrativa contra o gestor.
Em resposta, o procurador afirmou que ainda não teve acesso irrestrito aos dados de todas as Secretarias, e que por isso resolveu dar um ultimato a Brandino: caso os documentos exigidos não sejam entregues até a próxima sexta-feira (9), o Ministério Público irá ingressar com uma ação de improbidade administrativa contra o gestor.
Prefeito alagoano pede cassação de Collor no STF
José Pacheco Filho
(PPB), prefeito de São Sebastião (AL), não gostou nada de ver Fernando
Collor (PTB), num palanque durante a campanha eleitoral, lhe chamando de
ladrão, segundo o Radar Online.
Irritado, ingressou no STF com uma queixa-crime contra Collor, pedindo que ele seja punido por calúnia e difamação.
Quer ainda que, ao final do processo, Collor, ou, como diz a queixa-crime, o “folclórico senador alagoano, mais conhecido por seu desequilíbrio e por ter sido o único presidente da República deposto por corrupção”, seja condenado e tenha seu mandato de senador cassado.
O caso está nas mãos do ministro Dias Toffoli.
Irritado, ingressou no STF com uma queixa-crime contra Collor, pedindo que ele seja punido por calúnia e difamação.
Quer ainda que, ao final do processo, Collor, ou, como diz a queixa-crime, o “folclórico senador alagoano, mais conhecido por seu desequilíbrio e por ter sido o único presidente da República deposto por corrupção”, seja condenado e tenha seu mandato de senador cassado.
O caso está nas mãos do ministro Dias Toffoli.
Depois que o DEM conquistou as prefeituras de Salvador, Aracaju, Mossoró (PR), Feira de Santana (BA) e Vila Velha (ES), o presidente José Agripino (RN) não admite, sequer por hipótese, falar em fusão com outro partido. Quem não estiver satisfeito no partido - como o deputado Tony Gel (foto)- deve logo sair. Porque fusão com outra legenda seguramente não haverá.
O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, agora condenado no julgamento no Mensalão, voltou a centrar fogo no governador Eduardo Campos (PSB). Em seu blog, Dirceu colocou como "justa" a aspiração à Presidência, nutrida pelo governador, mas não deixou de alfinetar o socialista. "Por enquanto (Eduardo) se alia tanto ao PT como ao PSDB, entre outros (como fez na eleição deste ano), desde que o PSB cresça e se expanda. Esse é o jogo", disparou o ex-ministro.
domingo, 4 de novembro de 2012
O jovem Domênico Perazzo, filho do atual vice-prefeito de Tuperatama, Romero Perazzo, usou uma forma bem criativa para criticar o atual prefeito Sávio Torres. Domenico anda recitando versos para lamentar o fato de Torres ter apoiado a candidatura de Valmir Tanú, deixando seu pai fora da disputa. É que Domênico queria ver seu pai concorrendo à sucessão como candidato a prefeito. Folha Sertão
ACM Neto (DEM), prefeito eleito de Salvador, mandou um recado curto e grosso para Sérgio Guerra, presidente nacional do PSDB: não haverá aliança automática entre os dois partidos na sucessão presidencial de 2014. Ele não descarta dar apoio a Eduardo Campos (PSB), repetindo declarações feitas pelo senador e presidente nacional do partido, José Agripino (RN).
O DEMOCRATAS e o PSB
Folha Política
Expoente do DEM, hoje, de expressão nacional, o prefeito eleito da terceira maior cidade do País - Salvador -, ACM Neto, entende que o DEM saiu maior do que entrou na disputa municipal. Conquistou dois prefeitos de capitais. Antes, não tinha nenhum. Subtraindo o estrago causado pela criação do PSD às vésperas do pleito, o desafio do Democratas, agora, na opinião do deputado, “é estruturar para ter uma boa bancada de deputados e senadores em 2014”. Apesar de a brecha aberta pelo STF, ao permitir que o PSD - sem ter passado por qualquer eleição - levasse consigo tempo de TV e fundo partidário, o DEM, diz ACM Neto, não estaria discutindo, no momento, nenhum tipo de fusão ou aliança com outros partidos.Mas, da mesma forma que o dirigente pernambucano, Mendonça Filho, o baiano, não “descarta nada”. “Eu não estou descartando absolutamente nada”, reforçou, em entrevista a Fernando Rodrigues, do UOL. Sinal de que, hoje, após a debandada gerada pelo PSD, o partido parece ter lucrado, ao menos, em um aspecto: alcançou a unidade na linguagem e pensa em conjunto. Nesse nada a descartar de ACM, entra, inclusive, um eventual diálogo para 2014 com o PSB do governador Eduardo Campos, embora o DEM seja um partido de oposição ao Governo Federal, enquanto os socialistas estão na base da presidente Dilma.
Jarbas, o fim de um ciclo na política de Pernambuco?
Ana Lúcia Andrade
Os 4.295 votos obtidos pelo debutante
Jarbas Filho, 21 anos, na disputa para vereador do Recife, este ano,
aumentaram o passivo eleitoral que seu pai, o senador Jarbas Vasconcelos
(PMDB), acumula desde as duas derrotas estaduais consecutivas: a de
2006, quando não fez o sucessor, apesar do governo bem avaliado, e a de
2010, quando perdeu o governo do Estado por mais de dois milhões de
votos.
Essa conta, segundo próprios aliados ouvidos pelo JC
na última semana, Jarbas poderia não ter pago. Mas a obrigação de
“pai-avô” foi mais forte e o levou a arcar com mais um ônus eleitoral.
Pior, contribuiu para aumentar a sensação de que seu tempo político
definitivamente passou.
Abraçar a causa do filho, num momento
precoce, coincidiu com um movimento político feito por Jarbas de
proporções, consequências e interpretação carregados de riscos. A
“volta”, após vinte anos de rivalidade, ao campo político agora liderado
fortemente pelo governador Eduardo Campos (PSB) até aparecia no
horizonte de muitos que o acompanham como algo “natural”.
Pronto para ocorrer a qualquer momento,
dado o único projeto político que move hoje o peemedebista, o de
derrotar o PT, e considerando a promessa que fez a si mesmo: “Não
terminarei minha vida política agarrada com a direita”.
Mas o roteiro da passagem “reduziu” a
liderança de Jarbas para alguns, quando ainda era ele a base das
oposições no Estado, e por não ter cumprido o percurso de forma gradual;
ganhou contornos de conveniência eleitoral para outros, quando casou
com o compromisso de eleger o filho vereador e com o “dever” de abrir
uma “avenida” política para o deputado Raul Henry; e, por fim, sagrou o
senador um coadjuvante da política de Pernambuco, totalmente dependente
da conjuntura que venha a ser gerada em torno do projeto político futuro
de Eduardo.
Como a vida, a política é feita de
ciclos. Infeliz aquele que acredita, assentado no apogeu, que será
eterno. O ocaso de Jarbas obedece a essa regra, avaliam observadores da
cena política. Mas é impossível descolar a perda de seu protagonismo da
contramão que guiou sua trajetória, depois de longas conversas com
várias pessoas que o acompanham há anos, sobretudo quando ele
desembarcou no Senado. Ressaltadas são as bandeiras que o senador ergueu
no Legislativo combinadas com a ética na política.
Jarbas voltou ao Congresso como aquele
combativo dos tempos ditatoriais. Só não entendeu, ou fez por escolha,
que não podia deixar a política local no passado, mas, principalmente,
não devia brigar contra uma realidade política maior que ele. A oposição
frontal que decidiu fazer contra o ex-presidente Lula alia-se ao dever
cívico de alimentar uma oposição no País. Mas no tom que bradou o grito
do contra, o fez ser ouvido apenas como um porta-voz da reprovação aos
bons ventos que sopravam no País, e em particular em Pernambuco, e que
Eduardo Campos, sabiamente, soube surfar. O presente do político Jarbas
guarda um passado respeitado, ainda capaz de prestar serviços. Mas não
ao seu projeto, analisam. Que no campo eleitoral sofre.
E no campo da política dependerá do “se”
seu novo aliado contra o PT, Eduardo, estiver mesmo disposto a encarar
voo solo. O passaporte que levou o senador a fazer a travessia foi a
sinalização do governador de se confrontar com o PT. O tempo dirá se ele
escolheu o caminho certo ou, mais uma vez, entrou numa contramão. O JC procurou ouvir o senador, mas não obteve retorno.
sábado, 3 de novembro de 2012
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
José Agripino não quer mais nem ouvir falar em fusão do DEM com o PSDB ou o PMDB
A vitória do DEM em Aracaju (João Alves Filho), Salvador (ACM Neto),
Feira de Santana (José Ronaldo) e Mossoró (Cláudia Regina) levou o
presidente nacional do partido, senador José Agripino (RN), a afastar em caráter definitivo a proposta de fusão com o PSDB ou com o PMDB.
Segundo ele, a vitória do partido nesses quatro grandes colégios eleitorais assegura a sua sobrevivência no Nordeste, e de uma forma que o agrada: “mais coeso e mais depurado”.
A vitória da vereadora Cláudia Regina em Mossoró (2ª maior cidade do RN) teve um sabor especial para Agripino porque a candidata derrotada, deputada Larisa Rosado (PSB), teve o apoio da ex-governadora Vilma Faria e do governador Eduardo Campos.
Segundo ele, a vitória do partido nesses quatro grandes colégios eleitorais assegura a sua sobrevivência no Nordeste, e de uma forma que o agrada: “mais coeso e mais depurado”.
A vitória da vereadora Cláudia Regina em Mossoró (2ª maior cidade do RN) teve um sabor especial para Agripino porque a candidata derrotada, deputada Larisa Rosado (PSB), teve o apoio da ex-governadora Vilma Faria e do governador Eduardo Campos.
Em comemoração pela vitória, ACM Neto entrega o primeiro pedaço de bolo ao senador José Agripino Maia
ACM Neto
voltou terça-feira à Câmara dos Deputados, onde é líder do DEMOCRATAS, e
foi recebido com festa e muita comemoração dos funcionários e
companheiros de partido.
ACM Neto anuncia ex-governador como chefe da transição
Prefeito eleito de Salvador, o deputado
federal ACM Neto (DEM) se encontrou nesta quinta-feira (1º) com o atual
prefeito, João Henrique (PP), pela primeira vez após a eleição, para
começar o processo de transição na cidade. O coordenador da equipe será
Paulo Souto, governador da Bahia por duas vezes (1995-1998 e 2003-2006),
quando o Democratas ainda era PFL, de acordo com a Folha de S. Paulo.
O prefeito eleito disse que sua principal preocupação agora é "definir um modelo eficiente de governo".
O prefeito eleito disse que sua principal preocupação agora é "definir um modelo eficiente de governo".
Kassab é traidor?
Os
tucanos estão revoltados com o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab.
Eles dizem que graças ao péssimo governo dele, a forma como tratou Serra
na campanha e a adesão ao PT foram os pilares para a derrota do PSDB na
capital paulista.
O secretário de Energia, José Aníbal, foi duro: "Kassab cumpre bem o papel de quinta coluna e cupim dos tucanos. Menos de 24 horas depois da eleição, aderiu a quem já servia".
Sinceramente, alguém desconhecia que Kassab é um daqueles políticos que se movimenta conforme o rumo do pêndulo do poder? Alguém foi surpreendido pelo fato de Kassab buscar um lugar ao sol para continuar sobrevivendo?
A forma com os tucanos estão tentando um "bode expiatório" não faz sentido. Aquece o coração, mas desarticula os pilares da razão. O candidato José Serra já tinha uma alta rejeição independentemente do desastre Kassab.
E mais, Serra sempre alimentou a ideia de sair de mãos dadas com Kassab e seu recente partido caso o PSDB lhe negasse legenda a concorrer mais uma vez à presidência da República. O que Serra não esperava é que sofreria uma surra. Primeiro, o susto promovido por Celso Russomanno, e depois, a derrota para Fernando Haddad.
O secretário de Energia, José Aníbal, foi duro: "Kassab cumpre bem o papel de quinta coluna e cupim dos tucanos. Menos de 24 horas depois da eleição, aderiu a quem já servia".
Sinceramente, alguém desconhecia que Kassab é um daqueles políticos que se movimenta conforme o rumo do pêndulo do poder? Alguém foi surpreendido pelo fato de Kassab buscar um lugar ao sol para continuar sobrevivendo?
A forma com os tucanos estão tentando um "bode expiatório" não faz sentido. Aquece o coração, mas desarticula os pilares da razão. O candidato José Serra já tinha uma alta rejeição independentemente do desastre Kassab.
E mais, Serra sempre alimentou a ideia de sair de mãos dadas com Kassab e seu recente partido caso o PSDB lhe negasse legenda a concorrer mais uma vez à presidência da República. O que Serra não esperava é que sofreria uma surra. Primeiro, o susto promovido por Celso Russomanno, e depois, a derrota para Fernando Haddad.
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
Condenado, Pedro Corrêa entrega passaporte ao STF
Condenado
por três crimes no julgamento do mensalão, o ex-deputado Pedro Corrêa
(PP) entregou seu passaporte ao STF (Supremo Tribunal Federal) num sinal
de que não pretende deixar o país. Corrêa
é o segundo dos 25 condenados a se antecipar a decisão do Supremo sobre
a entrega dos documentos -- a medida já foi adotada pela defesa de
Rogério Tolentino.
O ex-deputado foi condenado por corrupção passiva, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro por participação no esquema de desvio de recursos públicos e empréstimos fraudulentos que foram utilizados na compra de apoio político no Congresso no início do governo Lula.
Na semana passada, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, requisitou ao Supremo que determine a apreensão dos passaportes de todos os condenados no julgamento do mensalão para evitar que eles deixem o país.(Folha de S.Paulo)
O ex-deputado foi condenado por corrupção passiva, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro por participação no esquema de desvio de recursos públicos e empréstimos fraudulentos que foram utilizados na compra de apoio político no Congresso no início do governo Lula.
Na semana passada, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, requisitou ao Supremo que determine a apreensão dos passaportes de todos os condenados no julgamento do mensalão para evitar que eles deixem o país.(Folha de S.Paulo)
“O PT do Nordeste, o grande derrotado nas eleições municipais, teme ser transformado em moeda de troca para atender aos interesses do partido em São Paulo. Os nordestinos receiam ser sacrificados em favor da candidatura de Luiz Marinho ao Governo de SP e da reeleição da presidente Dilma”.
“Com
pretensões de disputar os governos de seus Estados em 2014, os
senadores Wellington Dias (PI), Humberto Costa (PE) e Walter Pinheiro
(BA) reclamaram da falta de apoio e da solidariedade do ex-presidente
Lula e da presidente Dilma nas eleições das capitais. Eles esperavam que
Lula fosse mais correto e leal”.
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