domingo, 5 de junho de 2016

Dilma teria conversado com Odebrecht sobre propina, diz revista

POR  EM NOTÍCIAS
Foto: Roberto Stuckert Filho/ PR
O empreiteiro Marcelo Odebrecht, em acordo de delação premiada firmado na última semana, teria afirmado que a presidente afastada Dilma Rousseff autorizou pessoalmente uma operação de caixa dois entre o primeiro e o segundo turno da eleição de 2014. A informação foi publicada pela revista Istoé, que ainda informou que Odebrecht, depois de doar legalmente R$ 14 milhões para a petista, teria sido procurado pelo tesoureiro da campanha de Dilma, Edinho Silva, para que mais R$ 12 milhões fossem doados “por fora”. O empresário diz que, a princípio, teria se recusado a pagar o montante, mas decidiu tomar a decisão final apenas após encontrar a presidente.
De acordo com Odebrecht, no encontro com Dilma ele teria perguntado se deveria mesmo realizar o pagamento exigido por Edinho Silva. A presidente então teria respondido: “é para pagar!”. Conforme informações reproduzidas na publicação, dos R$ 12 milhões que teriam sido doados ilegalmente à campanha da presidente, a metade seria para custear despesas com o marqueteiro João Santana e a outra parte seria repassada para o PMDB. A recusa em repassar o valor para o ex-ministro da Secretaria de Comunicação seria porque, oficialmente, o Grupo Odebrecht já havia doado R$ 14 milhões à campanha de Dilma.
Segundo a Istoé, a Polícia Federal e a Procuradoria da República já investigava possíveis pagamentos da Odebrecht a João Santana através de caixa dois eleitoral. A própria esposa de Santana, Mônica Moura, confirmou que pelo menos R$ 10 milhões teriam sido pagos a ela e ao marido na disputa de 2014 fora da contabilidade oficial. Deste total, a Odebrecht teria sido a responsável pelo pagamento de R$ 4 milhões ao casal. Um depósito de US$ 3 milhões feito pela Odebrecht em uma conta na Suíça de João e Mônica já teria sido descoberta pela PF.
Foto: Cicero Rodrigues/ World Economic Forum
Foto: Cicero Rodrigues/ World Economic Forum
Marcelo Odebrecht está preso desde junho de 2015 em Curitiba, Paraná. O empreiteiro promete revelar informações comprometendo 38 políticos na “delação das delações”. Um dos que devem estar no detalhamento é o ex-presidente Lula. Odebrecht afirmou que vai explicar como ocorreram as obras do sítio de Atibaia, que seria de propriedade do petista. Informações sobre o financiamento de campanhas de diversos políticos também seriam reveladas.
Odebrecht subscreveu um acordo de confidencialidade com a Lava Jato, o que seria o início da negociação de delação. Ou seja, na prática, a delação ainda não foi assinada. A Justiça só autorizará o acordo depois que a veracidades dos depoimentos forem comprovados pela força-tarefa da Lava Jato.
OUTRO LADO – O ex-ministro da Comunicação Edinho Silva afirmou que esse diálogo nunca existiu. “Eu nunca procurei ninguém para fazer doações em caixa dois. Todas as minhas conversas foram para que as doações fossem efetuadas em depósito bancário e todas doações foram declaradas à Justiça Eleitoral”.
A presidente Dilma Rousseff tem negado qualquer envolvimento com esquemas de corrupção e afirmou, em entrevista, em maio, ter feito apenas pagamentos declarados a João Santana.

PF: gravação mostra líder tucano sabotando CPI


Folha de S.Paulo – Aguirre Talento e Márcio Falcão
Um vídeo gravado por câmeras de segurança comprova, segundo a Polícia Federal, uma reunião do então presidente do PSDB e senador Sérgio Guerra (PE) com o então diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e empreiteiros para enterrar a CPI da Petrobras em 2009.
No registro, que também tem áudio, Guerra afirma que "não vamos polemizar", diz que tem "horror a CPI" e que considera "deplorável" um deputado "fazendo papel de polícia". O tucano, que morreu em 2014, era um dos integrantes da comissão.
Folha teve acesso a relatório da PF com a transcrição das conversas, que ocorreram no escritório de um amigo do lobista Fernando Soares, o Baiano, também presente.
Em sua delação premiada, Costa disse que Guerra pediu R$ 10 milhões para enterrar a CPI e que o pagamento foi feito pela empreiteira Queiroz Galvão.
Na reunião, participam um então executivo da Queiroz Galvão, Ildefonso Colares Filho, e um da Galvão Engenharia, Erton Medeiros. Presos na Operação Lava Jato em novembro de 2014, ambos foram soltos em 2015 por ordem do Supremo Tribunal Federal.
Não há, na transcrição da PF, conversa explícita sobre propina. Ouvidos sobre o vídeo, Costa e Baiano interpretaram um determinado trecho como sendo um acerto velado de pagamento.
Nesse ponto, eles conversavam sobre a defesa da Petrobras contra uma empresa que apresentava problemas. Guerra comenta: "Acho que a defesa não foi completa, a defesa não foi [o advogado] Antônio Fontes?".
Depois, pergunta: "E aí, como é que tá [inaudível] bem?". Colares responde: "Dando suporte aí ao senador, tá tranquilo". Guerra diz: "Conversa aí entre vocês".
Baiano diz que "as tratativas ilícitas eram ditas de forma velada, sem dizer 'propina'". Segundo ele, seria a reunião final para acertar detalhes do pagamento de R$ 10 milhões, que sairia do consórcio que construía a refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, composto por Queiroz Galvão e Galvão Engenharia.
Guerra deixa clara sua disposição em não avançar na CPI, segundo a transcrição.
O tucano afirma inclusive que seu então colega de partido, o senador Álvaro Dias (atualmente PV-PR), queria mandar "algumas coisas pro Ministério Público", mas que ele tentaria "controlar isso".
Guerra também chega a questionar Costa sobre atrasos nas obras e acusações de sobrepreço. O então executivo da Petrobras cita custos, exemplificando com a mão de obra, e diz que não havia irregularidades.
"Aí você vai na obra lá, tem refeitório com ar-condicionado, nutricionista e tal. Custa mais caro, custa."
Guerra o tranquiliza: "Nossa gente vai fazer uma discussão genérica, não vamos polemizar as coisas. [...] Eu tenho horror a CPI, nem a da Dinda [possível referência à investigação contra o então presidente Fernando Collor] eu assinei, é uma coisa deplorável, fazer papel de polícia. Parlamentar fazendo papel de polícia".
OUTRO LADO
O PSDB informou, em nota que "não conhece a gravação e por isso não comentará, mas reitera seu apoio às investigações da Lava Jato".
No fim de 2014, quando veio à tona a declaração de Paulo Roberto Costa sobre Sérgio Guerra, seu filho Francisco Guerra disse que não teria como falar com alguém que não está mais aqui. "Mas eu preservo o legado do meu pai com muita honra."
A Queiroz Galvão informou que "não tem conhecimento do suposto vídeo e de seu conteúdo" e que não comenta investigações em andamento. A Galvão Engenharia nega as acusações e disse que Erton Medeiros já deu esclarecimentos às autoridades.

Odebrecht delata13 governadores e 36 senadores


 
A delação dirá que a Odebrecht pagou as reformas do sítio em Atibaia a pedido de Lula, tríplex no Guarujá realmente pertencia ao ex-presidente e Aécio recebia 5% de propina das obras da Cidade Administrativa, em Minas Gerais, 
O Globo
Reportagem da revista “Veja” deste final de semana afirma que as delações premiadas do empresário Marcelo Odebrecht e de altos funcionários da empreiteira deverão citar pelo menos treze governadores e 36 senadores como beneficiários de propinas nas campanhas eleitorais de 2010 e 2014. De acordo com a publicação, a Odebrecht distribuiu, à margem da lei, cerca de R$ 100 milhões em recursos aos candidatos. Segundo a revista, Marcelo Odebrecht decidiu fazer o acordo de delação depois de todas as tentativas de livrá-lo da prisão.
A revista revela também que o ex-presidente da OAS, José Adelmário Pinheiro, o Léo Pinheiro, também dirá em sua delação premiada que pagou as reformas do sítio em Atibaia a pedido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que o tríplex no Guarujá realmente pertencia ao ex-presidente e que Aécio recebia 5% de propina das obras da Cidade Administrativa, em Minas Gerais, através de um emissário. Outros beneficiários citados pelo empresário são o atual ministro da Secretaria de Govern, Geddel Vieira; o senador Romero Jucá; o presidente do Senado, Renan Calheiros; e o deputado Eduardo Cunha, todos do PMDB. A revista lembra também que, depois de resistir, Pinheiro decidiu fazer acordo de delação premiada numa tentativa de reduzir sua pena de 16 anos.
Segundo a revista, a presidente afastada Dilma Rousseff será o principal alvo das revelações de Marcelo Odebrecht. O empresário — que está preso desde junho do ano passado e foi condenado a 19 anos de prisão por lavagem de dinheiro e associação criminosa — confirmará aos investigadores da Operação Lava-Jato que a reeleição de Dilma foi financiada com propina depositada em contas no exterior, diz “Veja”.

Lula pode ser preso esta semana ou até amanhã

O ex-presidente Lula deve ser preso esta semana, com chances da operação ser realizada amanhã, segundo uma fonte da Polícia Federal. O Ministério Público denunciou Lula por crimes de falsidade ideológica e lavagem de dinheiro na aquisição de um triplex em Guarujá, no litoral paulista. O que mais preocupa o ex-presidente é a citação a seu filho caçula, Luis Cláudio Lula da Silva, dono da LFT Marketing. Segundo a investigação, a empresa recebeu R$ 2,4 milhões do escritório Marcondes & Mautoni, que fazia lobby para empresas automotivas.
As investigações já mostraram que esse dinheiro foi dado a Luis Cláudio em troca de um projeto copiado da internet. Também há evidências de favorecimento de noras de Lula. O ex-presidente é investigado pela Procuradoria da República no Distrito Federal sob suspeita de favorecer a Odebrecht, que pagou palestras e viagens do petista a países onde fez obras financiadas pelo BNDES. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, abriu inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os dois estão investigados juntos, sob a acusação de tentar obstruir as investigações da Operação Lava Jato.
Obstruir a ação da Justiça é um dos poucos crimes que dão cadeia na certa, no Brasil. O próprio senador Delcídio Amaral (ex-PT/MS), que na ocasião era o influente líder do governo Dilma no Senado, foi preso em flagrante quando foi gravado tentando comprar o silêncio do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, que negociava um acordo de delação premiada.

Morre o ex-ministro e ex-governador Jarbas Passarinho


Passarinho em uma das recentes aparições públicas, durante lançamento de livro na biblioteca do Senado (Foto: Adriano Machado)

Nascido no Acre em 1920, ele iniciou sua trajetória política no Pará.
Como ministro, participou da reunião em que foi decretado o AI-5
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Do G1, em Brasília
O ex-ministro, ex-senador e ex-governador do Pará Jarbas Passarinho morreu na manhã deste domingo (5) aos 96 anos, em Brasília, em decorrência de problemas de saúde devido à idade avançada, segundo nota divulgada pelo governo do Pará.
O velório começou às 13h na Paraóquia Militar do Oratório do Soldado, na capital federal, cidade onde morava havia muitos anos. O enterro está marcado para as 16h no Campo da Esperança, também em Brasília.
Nascido em Xapuri, no Acre, em 1920, Jarbas Passarinho iniciou sua trajetória política no Pará. Foi oficial do Exército e, na ditadura militar, assumiu em 1964 o governo do Pará, indicado pelo presidente Castelo Branco.

Em 1966 deixou o governo do Pará e foi eleito senador pelo estado pelo partido Aliança Renovadora Nacional (Arena). Durante o mandato, foi convidado por Costa e Silva para assumir, em 1967, o Ministério do Trabalho e Previdência Social. Nesse mesmo ano, passou para a reserva com a patente de coronel.
Como ministro, participou da reunião que decretou o Ato Intitucional nº 5, conhecido como AI-5, no dia 13 de dezembro de 1968, e que deu amplos poderes para o regime militar.
Na ocasião, Jarbas Passarinho proferiu uma frase que ficou marcada na história brasileira. “Às favas, senhor presidente, neste momento, todos, todos os escrúpulos de consciência”, disse ao justificar por que estava votando a favor do AI-5.

Renúncia de Cunha? Ele cai atirando


Aliados muito próximos de Eduardo Cunha passaram a defender de forma veemente que ele renuncie à presidência da Câmara para salvar seu mandato.
No roteiro pensado por três membros de sua “tropa”, ele abriria mão do cargo após o Conselho de Ética derrotar o relatório que pediu sua cassação. Seria a única forma de conseguir os 257 votos em plenário e aprovar uma pena mais branda.
Eduardo Cunha manda às favas qualquer um que lhe sugira a renúncia.
De um aliado de Dilma: “Sabe quem vai conseguir fazer a reforma política nesse país…? Sérgio Machado!”, referindo-se ao delator que complicará muito a vida de graúdos do PMDB.  (Painel - Folha de S.Paulo)

sábado, 4 de junho de 2016

Mendonça abre os cofres do MEC para as Universidades Federais

Mendonça Filho - foto agência brasil
O ministro Mendonça Filho (Educação) autorizou nesta sexta-feira (3) a liberação de R$ 488,9 milhões para as 63 Universidades Federais, hospitais universitários os 41 Institutos Federais de Educação.
Pernambuco ficará com R$ 25,7 milhões desse montante, o qual será dividido com a UFPE, UFRPE, Univasf, IFPE e Fundaj.
“Recebi reitores e entidades representativas das Universidades e Institutos Federais e todos se queixara de dificuldades financeiras, que comprometem as atividades dessas instituições”, declarou o ministro.
Os recursos liberados destinam-se à manutenção e custeio (serviços terceirizados, material de consumo, energia elétrica, água, hospitais universitários, entre outros) bem como ao auxílio financeiro para incentivar a permanência dos estudantes de baixa renda (assistência e moradia estudantil, alimentação, transporte, entre outros benefícios).
Para as instituições federais de Pernambuco o MEC liberou R$ 10 milhões para a UFPE, R$ 5,2 milhões para o IFPE, R$ 2,6 milhões para Univasf, R$ 5 milhões para UFRPE, R$ 1,9 milhões IFPE Sertão e R$ 802 mil para a Fundaj.
Na véspera, o MEC liberou R$ 396,54 milhões para o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) referente à quarta parcela dos recursos destinados aos programas nacionais de Alimentação Escolar (Pnae) e de Apoio ao Transporte Escolar (Pnate).

Delações dão ao impeachment tom de guerra de facções


Blog do Josias de Souza
O conteúdo das últimas delações premiadas da Lava Jato —além das cenas da já conhecida promiscuidade nas altas esferas da política entre os que lutam para se firmar no Planalto e os que brigam para retornar— revela um cenário típico de guerra entre facções criminosas pelo controle dos negócios do poder.
Sérgio Machado, o delator do PMDB, disse ter repassado R$ 70 milhões roubados da Transpetro para Renan Calheiros (R$ 30 milhões), Romero Jucá (R$ 20 milhões) e José Sarney (R$ 20 milhões) —uma troica de cardeiais que Michel Temer afaga, para evitar que o roteiro do impedimento de Dilma desande no Senado.
Marcelo Odebrecht, o delator dos delatores, avisou que seu alvo mais reluzente será Dilma. Ele conta que as arcas da reeleição de madame foram abastecidas com dinheiro de propina. Algo que, aliás, a forca-tarefa da Lava Jato já havia farejado ao rastrear o envio de R$ 3 milhões da construtora Odebrecht para uma conta aberta na Suíça por João Santana, além do repasse de R$ 22 milhões em dinheiro vivo ao marqueteiro da reeleição.
A batalha do impeachment se desenrola contra um fundo de progressivo descrédito da sociedade saqueada e submetida a uma combinação de recessão, inflação e desemprego. Há em cena dois Brasis. O país oficial faz pose de limpinho ao lado dos seus respectivos lixões, enquanto briga pelo controle dos pontos de coleta. O país real luta para sobreviver à escassez e ao desemprego.
Alheio às revelações de Machado sobre os 12 anos de pilhagem na Transpetro, sob as barbas de Lula e o nariz empinado de Dilma, Temer negocia com Renan a manutenção da Eletrobras, ontra boca de propinas, na cota do PMDB do Senado.
Num instante em que Dilma reivindica o direito de continuar voando nas asas da FAB, o delator Nestor Cerveró rouba o que lhe resta de chão sob os pés ao revelar que ela mentiu sobre Pasadena.
Enquanto se acusam mutuamente, os dois lados simulam interesse em interromper o fluxo de propinas, acabar com a política de acorbertamento e do compadrio. Ou seja, prometem acabar com seus valores mais tradicionais.

Partidos são centrais de negócios, diz novo ministro


O novo ministro da Transparência, Controle e Fiscalização, Torquato Jardim, avaliou que atualmente os partidos políticos no país são "uma central de negócios" e reagiu com ceticismo à possibilidade da operação “lava jato” trazer mudanças à cultura da corrupção no país. As declarações foram dadas em entrevista ao jornal "Diário do Povo do Piauí", concedida no final do mês passado e antes de ser convidado para assumir o ministério.
Sobre as críticas de Jardim, os líderes do chamado “centrão” da Câmara dos Deputados reagiram com indignação. “Prefiro ficar calado do que responder idiotice. Idiotice não se responde”, afirmou o líder do PTB, deputado Jovair Arantes (GO), um dos principais articuladores do centrão. Para o parlamentar goiano, o novo ministro tem o dever de explicar sua declaração.
“Temos certeza que fazemos política da melhor qualidade, centrada na responsabilidade ética e democrática”, disse. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. Por Magno Martins

sexta-feira, 3 de junho de 2016

São José do Egito: Ruas com Lixo, Cidade Suja, Prefeito Fedorento.

O prefeito de São José do Egito, Romério do PT, abondou a cidade que se encontra totalmente tomada de lixo. Este elemento é uma vergonha e representa a imoralidade do PT na terra da poesia.

RAINHA DA CASCATA NO RIO

DENUNCIADA NO STF POR OBSTRUIR A LAVA JATO, DILMA ACUSA OS ADVERSÁRIOS
Denunciada pela Procuradoria Geral da República (PGR) por obstrução da Justiça, exatamente com o objetivo de impedir ou dificultar as investigações da Operação Lava Jato, a presidente afastada Dilma Rousseff fez jus ao apelido de “Rainha da Cascata”, atribuído pelos seus críticos, ao participar de ato no Rio de Janeiro, nesta quinta (2), quando acusou políticos do PMDB de assumir o governo com o objetivo impedir o andamento das investigações. Dilma sabe, por sua própria experiência, que o governo não tem esse poder.
Dilma foi denunciada pela PGR de tentar obstruir a ação da Justiça quando nomeou Lula no cargo de ministro da Casa Civil logo após o ex-presidente ter sido conduzido para depor sob vara, na Polícia Federal. O procurador-geral Rodrigo Janot se convenceu de que o objetivo da nomeação foi garantir a Lula foro privilegiado, a fim de impedir que ele fosse alvo de outras iniciativas do juiz federal Sérgio Moro, coordenador da Lava Jato.
Outra denúncia da PGR contra Dilma decorre da revelação do ex-senador Delcídio do Amaral (ex-PT/MS), que, líder do seu governo, recebeu dela a incumbência de tratar da nomeação do advogado Marcelo Navarro para o cargo de ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), sob a condição de tomar decisões favoráveis a bandidos investigados e até já presos na Lava Jato, como o ex-presidente da Odebrecht Marcelo Odebrecht.
Apesar de ser a presidente que tentou e não conseguiu atentar contra a Lava Jato, Dilma afirmou, discurso durante ato contra o impeachment, que seu afastamento é uma tentativa de impedir a continuidade da operação, e classificou como "assustador" os primeiros dias da gestão do presidente em exercício, Michel Temer (PMDB).

Fernando Bezerra Coelho contesta nova tese de defesa de Dilma


Foto: Fábio Medina Osório
Foto: Fábio Medina Osório
O senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE) contestou, nessa quinta-feira (2), a nova teve de defesa da presidente Dilma Rousseff apresentada, à Comissão Especial do Impeachment (CEI) no Senado, pelo ex-ministro da Advocacia Geral da União, José Eduardo Cardozo.
defesa alega que gravações divulgadas recentemente, envolvendo o senador Romero Jucá (PMDB-RR), comprovariam “desvio de finalidade” no processo; tese que, segundo observou Fernando Bezerra, já foi recusada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em relação a desvio de finalidade imputado ao presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
“É evidente que o que nós estamos apurando aqui são atos praticados pela (então) presidência da República no exercício do cargo, em momento muito pretérito a este”, destacou o senador pernambucano, integrante titular da CEI pelo Partido Socialista Brasileiro, juntamente com a senadora Lúcia Vânia (PSB-GO).
“Eu não concordo nem com o que quer a defesa da (então) presidente – que é trazer essas fitas que foram vazadas (recentemente) – como também não concordo com colegas do PSDB ou dos demais partidos que sustentam o atual Governo Michel Temer – que querem trazer gravações de Delcídio do Amaral ou de outros fatos que são objeto de investigação (específica) da (Operação) Lava Jato. Nós temos que nos pautar pela denúncia”, acrescentou Bezerra Coelho, ao classificar tais áudios como “matérias estranhas” à denúncia aprovada pela Câmara.
Conforme ressaltou na CEI – e também reforçou, em seguida, no Plenário da Casa, quando avaliou que “este processo de impeachment não tem volta” – o senador reafirmou que o amplo direito de defesa deve ser assegurado em todas as etapas do julgamento de Dilma Rousseff.
Ao elogiar as condutas do presidente e do relator da comissão especial – Raimundo Lira (PMDB-PB) e Antonio Anastasia (PSDB-PE), respectivamente – Fernando Bezerra enfatizou que o colegiado tem garantido espaço para todas as argumentações, trabalhando dentro de prazos razoáveis e conforme rito definido legalmente.
“O que restará à defesa é recorrer ao Supremo (STF); mas, não questionar que estamos aqui atropelando. Não estamos. Tem se assegurado aqui o espaço para que aqueles que defendem a presidenta Dilma possam fazer a todo o instante, inclusive utilizando muito maior tempo do que os outros que estão defendendo o processo de impeachment”, disse.

Após reunião com reitores, Mendonça Filho libera R$ 25,7 mi para universidades em Pernambuco

POR  EM NOTÍCIAS
Foto: Arquivo JC Imagem
O ministro da Educação, o pernambucano Mendonça Filho (DEM), autorizou, nesta sexta-feira (3), o repasse de R$ 488,9 milhões para universidades federais e hospitais universitários no País. Desse valor, R$ 25,7 milhões são para instituições no Estado.
A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) receberá R$ 10 milhões. O Instituto Federal de Pernambuco (IFPE) é o que terá o segundo maior montante, de R$ 5,2 milhões. A Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), R$ 5 milhões; a Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), R$ 2,6 milhões; o IFPE Sertão, R$ 1,9 milhões. Haverá também recursos para a Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj): R$ 802 mil.
O dinheiro é para bancar manutenção e custeio das instituições e para os programas de auxílio financeiro para incentivar a permanência dos estudantes de baixa renda nos cursos.
Segundo Mendonça Filho, em reunião com representantes das universidades, nessa quinta-feira (2), eles se queixaram de dificuldades financeiras que comprometem as atividades. Segundo o ministro, uma das prioridades da sua gestão é amenizar esse problema.

Arena PE: provas da Lava Jato inseridas na investigação


O juiz Sérgio Moro, da Operação Lava Jato, autorizou o compartilhamento de provas obtidas na operação envolvendo a empreiteira Odebrecht com a Polícia Federal em Pernambuco para uma investigação sobre a Arena Pernambuco, construída no Recife para a Copa do Mundo de 2014.
A decisão do juiz da Lava Jato atende pedido dos investigadores pernambucanos, que querem acesso aos materiais e relatórios da força-tarefa da Lava Jato sobre a maior empreiteira do País e que podem contribuir com as investigações sobre a suspeita de superfaturamento no estádio.
A obra, cujo custo foi estimado em R$ 796 milhões, entrou na mira da Polícia Federal no ano passado, quando foi deflagrada a Operação Fair Play para apurar as suspeitas de superfaturamento de R$ 48,7 milhões no empreendimento construído pela Odebrecht. O contrato com a Odebrecht foi assinado na gestão do governador Eduardo Campos (PSB), morto num acidente aéreo em agosto de 2014.
Na ocasião da operação, a PF fez buscas no escritório da empreiteira no Recife, no CGP (Comitê de Gestão Público Privada) do Governo de Pernambuco, na Arena Pernambuco e em uma residência no bairro de Boa Viagem, na zona sul do Recife.
Na Arena, seis policiais apreenderam documentos e computadores. Ninguém foi levado para prestar depoimento. Os agentes também buscaram planilhas de custo e contratos envolvendo a construção de outros três estádios construídos ou reformados pela empreiteira: Itaquerão (SP), Maracanã (RJ) e Fonte Nova (BA).
A PF quer comparar os custos das demais obras com os da Arena Pernambuco, que é o foco da operação. Se forem identificadas irregularidades também nos outros estádios, as investigações devem ser ampliadas.
No total, foram cumpridos 10 mandados de buscas e apreensão em Pernambuco, Bahia, São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal.
Na época, a Polícia Federal disse que a concorrência internacional que teria sido fraudada foi firmada em fevereiro de 2010. O contrato suspeito de superfaturamento tem data de junho de 2010, ainda em vigor, e foi firmado entre o governo de Pernambuco e a sociedade anônima Arena Pernambuco Negócios e Investimentos S/A - formada pelas empresas Odebrecht Investimentos em Infraestrutura Ltda e Odebrecht Serviços de Engenharia e Construção S/A.
O inquérito policial federal foi instaurado em julho de 2014 e aponta para indícios de organização criminosa para a corrupção de agentes públicos e obtenção fraudulenta de financiamento junto ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) além da fraude em licitações.
Atualmente a Odebrecht está em processo de colaboração premiada com o Ministério Público Federal.

Julgamento de Dilma antecipado


    Foi mais que acertada, providencial e necessária à decisão da Comissão Especial do Impeachment de reduzir em 20 dias os prazos para entrega das alegações finais pela acusação e pela defesa da presidente afastada Dilma Rousseff. Com isso, pode ser antecipada para 12 de julho a votação, no plenário principal do Senado, da fase intermediária do processo, chamada de “pronúncia”.
Nessa etapa, a comissão deve emitir parecer dizendo se a denúncia de que Dilma cometeu crime de responsabilidade é ou não procedente e se deve ir a julgamento final. Na fase da "pronúncia", o colegiado deve coletar provas, realizar perícias e ouvir testemunhas para opinar sobre a denúncia. A mudança do cronograma gerou intenso bate-boca entre integrantes da comissão responsável pela análise do pedido de impeachment.
Diante da polêmica na Comissão Especial, ontem, o presidente Raimundo Lira sugeriu levar a questão para análise do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, que atua como juiz do processo. Ao chegar para a sessão do Supremo Tribunal Federal, ontem, Lewandowski, disse analisará a questão do prazo se houver apresentação de recurso.
"Eu vou analisar depois que receber os recursos formalmente, com as razões de recurso", afirmou. Ele foi perguntado pelos jornalistas se o correto seria aplicar o mesmo prazo do rito de impeachment de Collor (15 dias corridos) ou o previsto no Código de Processo Penal ( 5 dias úteis), mas não quis responder.  Senadores favoráveis e contrários ao afastamento de Dilma da Presidência discutiram calorosamente e trocaram acusações após o presidente da comissão especial acatar o pedido da senadora Simone Tebet (PMDB-MS).
Pela proposta dela, fica reduzido de 15 para cinco dias o prazo máximo para entrega das alegações finais da defesa e o mesmo número de dias para as da acusação. Com isso, reduziu-se o tempo de tramitação do processo em 20 dias em relação ao que havia sido proposto inicialmente pelo relator do caso, senador Antônio Anastasia (PSDB-MG), o que poderá fazer com que a votação no plenário aconteça em meados de julho, e não mais em 2 de agosto.
Para acalmar os ânimos, Raimundo Lira anunciou durante a sessão que, em acordo com a defesa de Dilma, decidiu adiar a votação do cronograma do processo de impeachment, prevista para ontem, para que o Supremo possa decidir antes sobre o prazo para as alegações finais. “Estou adiando a aprovação do cronograma na condição do recurso ao presidente do Supremo ser encaminhado hoje, com a defesa abrindo mão dos cinco dias [para entrar com recurso]. Quem vai fazer o recurso abre mão dos cinco dias e eu abro mão de votar o cronograma hoje”, explicou.

Preso, prefeito de Catende é suspeito de liderar grupo


Do G1 Caruaru
O prefeito de Catende, Otacílio Alves Cordeiro (PSB), o filho e a nora dele foram presos, ontem, suspeitos de integrar um grupo que praticava emprego irregular de verbas públicas, falsificação de documentos e lavagem de dinheiro na prefeitura do município da Mata Sul de Pernambuco.
"Eles também praticavam os crimes de corrupção. São vários crimes pelos quais eles estão sendo investigados. Certamente uma das lideranças desta associação é o prefeito [de Catende]", disse o delegado Salustiano Albuquerque.
Durante a "Operação Tsunami", a Polícia Civil apreendeu documentos, computadores e R$ 758.437 na casa do prefeito e no prédio da prefeitura. Na ação, os mandados de prisão preventiva, busca domiciliar e condução coercitiva foram realizados em outros cinco municípios: Recife, Altinho, Cupira, Palmares e Quipapá.
O advogado do caso, Bartolomeu Mendonça, informou à TV Globo que está analisando as denúncias para definir a linha de defesa de cada um dos suspeitos. Os detalhes da investigação e o resultado detalhado da operação serão apresentados na sexta-feira (3), no auditório da Sede Operacional da Polícia Civil de Pernambuco, no Recife.
Cumprimento de mandatos
A "Tsunami" cumpriu 11 mandados de prisão preventiva, 21 de busca domiciliar e oito de condução coercitiva contra integrantes de uma associação criminosa em Catende na quinta-feira (2).
De acordo com a assessoria da Polícia Civil, todas as medidas cautelares foram expedidas pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE). A ação ainda será realizada em municípios do Agreste e da Região Metropolitana.
Prefeito passou mal
O prefeito de Catende foi preso preventivamente na "Operação Tsunami" da Polícia Civil, nesta quinta-feira (2). De acordo com a assessoria de imprensa da Polícia Civil, o prefeito Otacílio Carvalho (PSB) foi encaminhado ao Departamento de Crimes contra o Patrimônio da Polícia Civil (Depatri), no Recife, para prestar depoimento.
Ele passou mal ao ser abordado e foi levado de ambulância, sob custódia, ao Real Hospital Português, conforme a assessoria de imprensa da unidade de saúde. De acordo com a assessoria, ele continua internado no hospital, mas não foi divulgado o estado de saúde do paciente.

Dilma é incompetente para governar a nação


Em conversa com o blog do Magno, o líder do Partido Socialista Brasileiro (PSB) na Câmara, deputado Paulo Foletto (ES), afirmou que Dilma Rousseff não reúne condições necessárias para retornar à Presidência da República. “Dilma é incompetente para governar a nação”, garante.
Foletto menciona a precária situação da economia brasileira, com 11 milhões de desempregados, deixada pelo governo petista, “além dos problemas relacionados à corrupção, ao aparelhamento do Estado, à ineficiência da administração pública brasileira”.
O Senado Federal discute, atualmente, o processo de impeachment de Dilma, que resultará na cassação ou não do mandato da petista, além da perda dos direitos políticos. Confirmando o cenário atual, tudo indica que ela será cassada.

Delações expõem participação de Dilma no petrolão

Por Magno Martins às 14:30
O líder do PPS na Câmara, deputado Rubens Bueno (PR), disse nesta sexta-feira (03) que a divulgação da delação premiada de Nestor Cerveró, ex-diretor da área internacional da Petrobras, de que Dilma Rousseff, quando era presidente do Conselho Administrativo da estatal, tinha conhecimento “de todos os detalhes” da compra da Refinaria de Pasadena, no Texas (EUA), e de que políticos do PT recebiam propina da Petrobras, coloca a presidente afastada no centro do escândalo do Petrolão.
“Aos poucos, a verdade vai se delineando com as delações de integrantes do esquema criminoso. As revelações de Cerveró mostram que Dilma mentiu quando disse que o relatório de Pasadena não tinha informações suficientes que a levassem a detectar o caráter extremamente danoso à empresa na realização do negócio”, afirmou Bueno.
No depoimento tornado público pelo relator da Lava Jato no STF (Supremo Tribunal Federal), o ministro Teori Zavascki, Cerveró revelou que “não corresponde à realidade” a afirmação de Dilma “de que somente aprovou a aquisição porque não sabia dessas cláusulas”.

Médicos forçam ministro a extinguir o Mais Médicos


O ministro da Saúde, Ricardo Barros, sofre pressão da Ordem Médica do Brasil contra o programa 'Mais Médicos', lançado pela presidente Dilma Rousseff, atualmente afastada do cargo, e que consumiu mais de R$ 4 bilhões até agora.
A turma do jaleco entregou documento ao ministro. Reivindica maior participação das entidades médicas em ações de planejamento e na saúde preventiva, e carreira vinculada ao ministério que incentive o profissional a ir para o interior, onde faltam profissionais, o que motivou a vinda dos médicos cubanos.
A Ordem dos Médicos pede a obrigatoriedade do Revalida, o exame da classe, para que estrangeiros atuem no Brasil. E é contra o convênio com a OPAS/Cuba, pelo qual o programa é pago.
O ministro se resumiu a dizer que vai buscar ferramentas nos Estados que possam ser incorporadas à gestão. (Leandro Mazzini - Coluna Esplanada)

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Patos no Caminho da Mudança!

Ramonilson Alves, Deputado Federal Eflain Filho, Benone Leão e Umberto Joubert.  Por uma Patos Melhor!