sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Na arena Recife: vitimização estimulada


De Marisa Gibson  hoje na coluna DIARIO POLÍTICO
Símbolos e cores - A um mês das eleições, o deputado federal João Paulo (PT), principal adversário do prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB), que concorre à reeleição, tem um ingrediente a mais para sua campanha de rua: os protestos contra o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), uma vitimização que rende dividendos eleitorais e que, portanto, deve ser estimulada.
Nesse ponto, o candidato petista teve sorte: o seu maior aliado, o senador Armando Monteiro Neto (PTB), ainda que represente setores mais conservadores, é ex-ministro de Dilma e manteve-se fiel à ex-presidente em todo o processo do afastamento. Mesmo assim,  é para o eleitor desse segmento que se distancia da militância petista, que João Paulo aparece com frequência de camisa branca, e não vermelha, na propaganda eleitoral. Para se chegar ao poder é preciso, sim, muito teatro.
Essa é  a essência do guia eleitoral. Geraldo, por exemplo, manteve ao seu lado o vice Luciano Siqueira (PCdoB), justo para se aproximar da esquerda recifense que gosta tanto de vermelho, tal como o comunista costuma aparecer em todos os eventos, inserções e propaganda da campanha socialista, ainda que provoque constrangimento nos demais aliados.
A propaganda do prefeito também exibe cenas com o ex-governador Eduardo Campos, cuja morte em 2014, provocou uma comoção que garantiu ao candidato socialista Paulo Câmara (PSB) uma expressiva vitória no primeiro turno.

Temer tem legitimidade


     Temer tem legitimidade 
Ao contrário do que prega o PT, o impeachment da presidente cassada Dilma Rousseff (PT) decorreu em estrita obediência à Constituição, assegurado amplo direito de defesa e sob supervisão de suprema corte insuspeita, o STF. As acusações de fraude orçamentária, porém, embora pertinentes enquanto motivo para impeachment, nunca se mostraram irrefutáveis e soaram, para a maioria leiga, como tecnicalidade obscura –e, para uma minoria expressiva, como pretexto de um "golpe parlamentar".
Michel Temer (PMDB) é o sucessor legal da ex-presidente Dilma Rousseff e está investido, até prova em contrário, da legitimidade formal para governar o País até dezembro de 2018. A decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal e do julgamento, Ricardo Lewandowski, de dissociar a perda do mandato e a inabilitação para exercer cargo público deu ao Senado ensejo para poupar a ex-presidente desta última sanção, quando, em segundo escrutínio, não se alcançou a maioria de dois terços.
Essa conduta pode traduzir falta de convicção condenatória ou desejo de desarmar espíritos, mas viola o parágrafo único do artigo 52 da Constituição, que prescreve a inabilitação como consequência automática da perda do mandato. O destino de Dilma Rousseff, entretanto, é agora assunto privado, conforme seu governo, um dos piores da história nacional, desaparece de vez para ser recolhido aos livros de história.
A prioridade máxima da administração agora confirmada é a recuperação de uma economia em frangalhos. Para tanto, é preciso abandonar as hesitações da interinidade e adotar, como sugeriu o próprio Temer em suas primeiras falas como governante efetivo, atitude mais corajosa e firme.
É mandatório que o presidente emita sinais convincentes de que não será candidato a ficar no cargo em 2018. É, sobretudo, imperativo aprovar no Congresso os projetos de reforma econômica - teto para o gasto público e revisão nas regras da Previdência— que se configuram como alavancas sem as quais o Brasil não emergirá da recessão calamitosa em que atolou há dois anos.

Democratas

Presidente da República em exercício, Rodrigo Maia e o deputado Efraim Filho

Jucá assume presidência do PMDB


O senador Romero Jucá (PMDB-RR) assumiu definitivamente a presidência nacional do PMDB com o compromisso de dar uma base ampla de sustentação ao governo do presidente da República Michel Temer. “Vamos ter que discutir com a sociedade e propor medidas que vão poder reorientar a direção que o País vai precisar tomar. Nós temos que ter muita consciência de que precisamos construir uma base política que dê operacionalidade e rapidez às decisões de um governo de curto espaço de tempo, um governo de dois anos. Precisamos também discutir com a sociedade, por meio de segmentos organizados, pois as medidas terão que ser muito bem entendidas e o contexto dessas medidas também muito bem explicado”, disse.
Segundo o presidente do PMDB, o momento agora é de definição, em que o Brasil terá que enfrentar seus dramas, seus desafios, suas incorreções. “Nós vamos viver um Brasil de muitos novos desafios. Ontem nós enfrentamos e vencemos a primeira etapa que era o processo de impeachment, mas, com a posse definitiva do presidente Michel Temer, temos a consciência da responsabilidade e do grande desafio amplo e múltiplo que vamos ter que enfrentar no curto espaço de tempo”, afirmou.
O senador disse que as medidas serão apresentadas pelo governo no curto prazo e que terão que ser aprovadas com rapidez. “Vamos ter que cair em campo e realmente ter que discutir, tratar, propor e aprovar algumas questões que são emblemáticas e decisivas para o País poder sair dessa situação de gravidade e calamidade econômica em que vivemos”, disse.
Jucá negou que o partido tenha patrocinado algum tipo de acordo para manter os direitos políticos da ex-presidente, mesmo com a sua cassação. “O PMDB não patrocinou nenhum tipo de acordo para isso. Eu votei favorável a decisão de punição porque entendo que ela (a cassação) não é divisível. Uma coisa (a punição) é consequência da outra (a cassação). Não dá para se fazer uma cassação e não retirar os direitos políticos. Portanto, a penalização é automática, na minha avaliação e pela Constituição”, disse.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Jarbas Vasconcelos diz que adiamento da votação para quarta-feira foi sinal de que Senado queria melar resultado em favor de Dilma

Por Jamildo Melo

Um dia depois de o Senado, com a ajuda do presidente do STF Ricardo Lewandowski,, rasgar a Constituição e livrar a ex presidente Dilma da perda de direitos políticos, depois de confirmado em votação o afastamento em definitivo, o deputado federal e ex senador por Pernambuco Jarbas Vasconcelos (PMDB) afirmou, nesta quinta, que o indicativo de que o Senado Federal poderia beneficiar de alguma forma a ex ­presidente foi dado no momento em que a votação final do impeachment foi adiada para a quarta ­feira (31) de manhã.

“A votação poderia ter acontecido na sequência das discussões de terça, já que como ocorre de forma eletrônica não duraria sequer dez minutos. Foi muito estranho esse adiamento desnecessário. Ao deixar para o dia seguinte, se ganhou tempo para articular justamente o que foi decidido pelos senadores”, afirmou o deputado federal.

Segundo o parlamentar pernambucano, ao manter Dilma habilitada para ocupar funções públicas, com a possibilidade ainda em análise de ela participar de eleições futuras, se coloca em xeque a efetividade da Lei da Ficha Limpa.

“A lei da Ficha Limpa vem sofrendo inúmeros ataques ultimamente. Esta decisão do Senado pode ser mais um. A sociedade está atenta e não vai permitir isso”, disse acreditar.

“Além de representar um retrocesso e uma violação à Constituição do País, a decisão do Senado que ajudou Dilma vai beneficiar diretamente o deputado Eduardo Cunha, cujo mandato pode ser cassado pela Câmara dos Deputados no próximo dia 12. E é bom lembrar que o desmembramento da votação no Senado que ajudou a Dilma e vai ajudar Cunha é fruto de uma proposição da Rede, um partido que sempre cobrou uma punição severa para o ex­ presidente da Câmara”, diz.

HELOÍSA IRONIZA VOLTA DO PT ÀS RUAS E PEDE NOVA ELEIÇÃO

Diário do Poder

A vereadora de Maceió e ex-senadora Heloísa Helena (REDE) celebrou com ironia o impeachment da presidente Dilma Rousseff como um momento positivo de retorno às ruas daqueles que silenciaram diante de perdas de direitos trabalhistas, da mercantilização da saúde pública, da tragédia ambiental da construção da hidrelétrica de Belo Monte e de quem fez ética seletiva como bandeira nos governos do Partido dos Trabalhadores.
Heloísa, que já anunciou a desistência das disputas eleitorais ao se negar a concorrer à reeleição para o mandato no Legislativo da capital alagoana, disse ainda que continuará apelando ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por uma nova eleição e pedindo punição para Dilma e seu sucessor Michel Temer (PMDB) com relação às denúncias do uso de dinheiro do esquema do petrolão pela chapa na campanha de 2014.
Leia a mensagem que Heloísa Helena divulgou em grupos do aplicativo WhatsApp: 
“Eba!! Voltará às ruas quem silenciou na reforma da previdência feita por Lula que vergonhosamente retirou direitos dos trabalhadores, penalizando quem entrou mais cedo no mercado de trabalho... Voltará às ruas quem silenciou na cínica privatização dos Hospitais Universitários feita por Dilma, onde a mercantilização da saúde impera... Voltará às ruas quem silenciou na tragédia ambiental pra acumulação de capital e roubalheira política de Belo Monte pra financiar campanhas eleitorais... Voltará às ruas quem fez da ética seletiva sua bandeira - implacável para adversários e cúmplice dos aliados... E nós, que das lutas não saímos por conveniências eleitoreiras, vamos continuar apelando ao TSE por nova eleição, pois o Brasil precisa que seja devidamente esclarecido e punidos os responsáveis pelo jogo sórdido da campanha eleitoral de Dilma/Temer e dos parlamentares (à direita e à “esquerda”) associados à jogatina com dinheiro público no propinódromo da Petrobrás. #JulgaTSE #NovaEleição #NemDilmaNemTemer #AvanteLavaJato"

DESCARTÁVEL PELO PT, DILMA PODE RETORNAR AO PDT


O PT deixou claro a Dilma Rousseff que fora da presidência da República ela virou peça descartável para o partido. Após o Senado destituí-la do cargo em definitivo, Dilma leu um vigoroso discurso de protesto contra o impeachment. Auxiliares próximos dizem que Dilma não sabe ainda o que vai fazer da vida, mas o “gelo” que já percebe no PT pode levá-la de volta ao PDT, o primeiro partido a que se filiou.

Rodrigo Maia despacha do Planalto como presidente em exercício

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), despachou na manhã desta quinta-feira (1º) do Palácio do Planalto como presidente da República em exercício. Maia assumiu a função ainda na noite desta quarta (31), quando o presidente Michel Temer, agora efetivo, embarcou para a reunião de cúpula do G20 na China.
Conforme a Secretaria de Imprensa da Presidência, Rodrigo Maia recebeu parlamentares pela manhã e, à tarde, se reunirá com o ex-ministro da Advocacia-Geral da União Luís Inácio Adams e irá à posse dos ministros Laurita Vaz e Humberto Martins na presidência e na vice-presidência do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Ainda de acordo com a assessoria da Presidência, Maia recebeu pela manhã o presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), parlamentares do DEM, e os líderes do PSDB na Câmara, Antonio Imbassahy (BA), e do PPS, Rubens Bueno (PR).

A PERSONALIDADE DO DIA !!!

Presidente Michel Temer

São Joaquim do Monte: Romaria do Frei Damião



Joselma Xavier Araújo 
FALTANDO POUCOS DIAS PARA A GRANDE ROMARIA DO FREI DAMIÃO, O SANTUÁRIO RECEBE TODOS OS CUIDADOS PARA RECEBER OS MILHARES DE ROMEIROS DO NORDESTE.

Reunião do PSB atrai grande público em Riacho do Meio

Antônio Andrade, Ecleriston Ramos e o futuro Prefeito Evandro Valadares.


Blog Mais Pajeú


AGENDA 40 !!!


Em dia de impeachment, País tem três presidentes

Dilma Rousseff (PT), Michel Temer (PMDB), Rodrigo Maia (DEM). Esses são os três presidentes – e seus respectivos partidos – que o Brasil teve nesta quarta­ feira (31), dia em que a petista foi condenada por crime de responsabilidade fiscal pelo Senado e perdeu o cargo dois anos e meio antes do fim do mandato. Com o impeachment de Dilma, Temer, seu ex ­vice nas duas eleições e já ocupando o cargo interinamente, tomou posse em definitivo. Porém, três horas depois de assumir, o peemedebista viajou para a China, deixando o presidente da Câmara no seu lugar. Rodrigo Maia com Temer na posse do peemedebista (Foto: Beto Barata/Palácio do Planalto)
 Rodrigo Maia com Temer na posse do peemedebista (Foto: Beto Barata/Palácio do Planalto)

Na China, Temer participa do encontro do G­20 e de reuniões bilaterais com representantes de outros países. O agora presidente levou em sua comitiva os ministros da Fazenda, Henrique Meirelles, e das Relações Exteriores, José Serra. Também seguem o peemedebista em sua primeira viagem no cargo o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB­AL), que votou pelo impeachment mais cedo, além de alguns parlamentares convidados. Temer tenta convencer deputados e senadores a votar as pautas do interesse do seu governo, principalmente as medidas econômicas propostas.

Petistas choram e Dilma reage a traições


A voz de Ricardo Lewandowski anunciando o fim da votação ecoava da televisão da biblioteca do Palácio da Alvorada. Ao lado de Lula, Dilma Rousseff observava atenta a sessão que, após quatro meses, selaria seu destino. Aliados choravam, inclusive Rui Falcão, presidente do PT. O silêncio foi quebrado quando o placar mostrou o número de apoiadores da petista: 20. “Filho da puta!”, soltou Dilma, referindo-se a Telmário Mota (PDT-RR), que mudara de lado após promessa de cargos.
Até tu?
Dilma também se decepcionou ao ver seu ex-ministro Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE) votando a favor de sua inabilitação.
A ex-presidente tem dois destinos possíveis: Porto Alegre ou Rio, onde a mãe tem um apartamento. Paula, sua única filha, não apareceu para vê-la durante seu exílio do Planalto. Dizia que precisava cuidar do filho bebê. Mas assessores se ressentiam da ausência.

Inferno de Dilma: alvo de ações populares e sociais


Leandro Mazzini – Coluna Alvorada
O Inferno de Dilma Rousseff só começa.
Cidadã comum, ela deve se tornar alvo de avalanche de processos e indiciamentos, no âmbito cível (ações populares) e policial (Lava Jato).
Só um cargo de secretária em algum governo estadual a blinda, em parte – e a torna alvo sob tutela de um tribunal de justiça estadual.
Daí a preocupação de seus aliados em evitar a sua inelegibilidade  no Senado.
A propósito, o  potencial primeiro evento internacional da economista Dilma Rousseff, ex-presidente do Brasil, deve ser na Argentina.
Ela estuda convite do grupo Mães da Praça de Maio, suas fãs.

Atrito PSDB-PMDB: Renan tramou anistia a Dilma


Surpresa que beneficiou petista foi articulada pelo presidente do Senado
A anistia a Dilma Rousseff no final do julgamento, uma surpresa para Michel Temer e o PSDB, tem nome: Renan Calheiros.
O presidente do Senado viabilizou a articulação nos bastidores e a sustentou no Senado pouco antes da votação. Foi fundamental o papel de Renan para permitir que Dilma mantivesse a possibilidade de ocupar função pública durante oito anos.
Renan sinaliza assim que será um polo de poder importante e fundamental para o governo Temer. O episódio mostra que PMDB e PSDB não estão falando a mesma língua e que Temer precisará administrar um atrito na largada de sua Presidência.  (Kennedy Alencar)

Golpe: Temer vê ação de Dilma para deslegitimá-lo


"Golpista são eles", afirma peemedebista em reunião ministerial
Blog do Kennedy
O presidente Michel Temer reagiu à dura manifestação da agora ex-presidente Dilma Rousseff, que prometeu oposição incansável ao peemedebista, por avaliar que a afirmação de que houve golpe é uma tentativa de deslegitimar o seu governo.
Daí ter pedido que os ministros rebatessem a pecha de golpistas. Demonstrando desconforto, Temer afirmou: “Golpistas são eles”.
Outro recado importante foi cobrar unidade entre os apoiadores do governo, a fim de evitar atritos como os que têm acontecido entre o PMDB e o PSDB.
*
Leia aqui as prioridades que Temer elencou em conversa com o SBT. E aqui uma análise sobre o papel de Renan na articulação para preservar o direito de Dilma exercer função pública, o que gerou atrito com o PSDB e o DEM na largada da Presidência de Temer.

Meu coração de estudante está feliz

Profeta das montanhas da Jaqueira e da Freguesia dos Aflitos, o bicho-grilo Adalbertovsky confessa a respeito do Impichi da jararaca vermelha: “Meu coração de estudante está feliz. Nossa geração veio à luz sob o signo das utopias socialistas na década de 1960. Nossos corações amavam os Beatles, amavam um pouquinho os Rolling Stones, amavam e amam a democracia. Meus ídolos e minhas musas são cultivadas no santuário das minhas devoções, são criaturas abençoadas por Zeus e bonitas por natureza. 
Em 1964, nossos corações juvenis ficaram amargurados quando o presidente Jango, os governadores Miguel Arraes e Leonel Brizola foram cassados e deportados pela força das armas. Tanques de guerra nas ruas, Congresso Nacional mutilado e amordaçado, prisões. Houve um golpe de Estado com ruptura da Constituição e atos institucionais. Mas, o mundo gira e a Lusitana roda, dizia o poeta.
“Há 13 anos e meio, o Brazil se deixou arrebatar por um demagogo despreparado e farsante. O governo não poderia continuar nas mãos dessa camarilha corrupta e incompetente. O presidente Michel Temer recebeu uma herança nefasta para administrar e equacionar”, afirma o profeta Adalbertovsky ao sintetizar os ritos democráticos desde a anistia em 1979, na crônica “Meu coração de estudante está feliz”, postada na sua integra no menu Opinião. Meta os peitos! 
Por Magno Martins

PT e Renan articularam salvaguarda para Dilma


Folha de S.Paulo
A votação que decidiu manter Dilma Rousseff apta para ocupar funcções públicas  resultou de uma articulação capitaneada pelo PT e pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). O Senado cassou o mandato de Dilma, poe 61 a 20, mas evitou que a petista ficasse proibida de exercer funções públicas –foram apenas 42 votos para que isso ocorresse, 12 a menos do que o mínimo necessário.
A manobra regimental de última hora envolveu também o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Ricardo Lewandowski, e irritou integrantes da base do novo governo, causando desgaste e troca de acusações na base aliada de Michel Temer.
DEM e PSDB ameaçaram questionar o Supremo sobre o episódio, mas recuaram sob a avaliação de que isso abriria brecha para que todo o processo fosse questionado.
Renan votou a favor do impeachment, pondo fim ao mistério se continuaria neutro ou não em relação ao processo. Por outro lado, agiu nos bastidores para dar uma "recompensa" à Dilma.
Sob respaldo de Renan, Lewandowski acatou pedido da defesa de Dilma para que fossem feitas duas votações para selar o destino da petista.
A primeira, sobre a cassação do mandato, que selou a saída da petista. E uma segunda, para decidir se, condenada, ela ficaria inabilitada para ocupar cargos públicos pelos próximos oito anos.
A decisão de Lewandowski, porém, causou confusão no plenário. Hoje senador, o ex-presidente Fernando Collor de Mello (PTC-AL), condenado em impeachment em 1992, reclamou do tratamento diferenciado.
Do microfone, disse que, em 1992, chegou a renunciar para evitar o julgamento do Senado e a consequente inabilitação para cargos públicos, mas, ainda assim, a Casa decidiu concluir o processo para lhe aplicar a pena.
A oposição ao PT argumentou o mesmo e sustentou que, constitucionalmente, as duas sanções seriam indissociáveis, mas Lewandowski não cedeu.
Apesar da decisão, ainda não ficou claro se a agora ex-presidente poderá disputar cargos eletivos. A permissão para ela concorrer às eleições deve ser objeto de questionamento judicial em caso de registro de candidatura.
'QUEDA E COICE'
Na noite anterior, Renan se reuniu com petistas e questionou se dariam apoio à iniciativa de colocar em votação projetos de interesse do governo e do Judiciário em troca da ajuda para não impedir Dilma de ocupar cargos públicos.
Petistas ouvidos pela Folha antes do início da sessão disseram não ter havido acordo.
"No Nordeste, costumam dizer uma coisa: 'Além da queda, coice'. Não podemos deixar de julgar, mas não podemos ser maus, desumanos", discursou Renan.
Aliados de Dilma também fizeram apelos. A senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) chegou a dizer que a petista se aposentaria com "R$ 5.000" pelos cálculos que faz hoje e que, portanto, precisava trabalhar para sobreviver.
Lewandowski se somou aos apelos: "[A pena] Inabilita o condenado ao exercício de qualquer função pública. De professor, de servidor de prefeitura, enfim, até de merendeira de um grupo escolar", disse. Logo em seguida, afirmou que, com sua posição, não queria "induzir" os votos dos parlamentares.
Dilma conseguiu escapar da inabilitação com o apoio de Renan e outros quatro peemedebistas, além do líder do partido no Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE) e Valdir Raupp (PMDB-RR) que se abstiveram.
A dissidência dos peemedebistas irritou o Planalto. Logo após a votação, Temer disparou sinais de que não sabia da articulação de Renan e de que era contra a interpretação dada por Lewandowski.
O líder do PSDB, Cássio Cunha Lima (PB), disse que seu partido fora traído.
O julgamento final de Dilma durou sete dias, em um total de 73 horas e 44 minutos. O país conheceu o resultado da votação da cassação às 13h36. 

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Mendonça Filho em São José do Egito

Ministro da Educação Mendonça Filho com o Presidente Michel Temer e lideranças nacional no palácio do Planalto.
Evandro Valadares e Ecleriston pediram a faculdade para São José do Egito. No dia 16 de setembro, o Ministro da Educação Mendonça Filho (DEM), vai está na terra da poesia para anunciar uma novidade. Evolução de Verdade vai voltar!

Patos no Caminho da Mudança!

Ramonilson Alves, Deputado Federal Eflain Filho, Benone Leão e Umberto Joubert.  Por uma Patos Melhor!