Débora Duque
A manutenção do
impasse sobre a candidatura petista com o desfecho da prévia de domingo
(20) não atrapalhou apenas as movimentações da aliança governista.
Mesmo se beneficiando automaticamente do desgaste do PT e do provável
fracionamento da Frente Popular, os oposicionistas permanecem inquietos
com a indefinição do quadro eleitoral. Entre eles, há o consenso de que
qualquer mudança no cenário das quatro pré-candidaturas da oposição só
irá ocorrer quando o martelo for batido no campo da situação. Por
enquanto, a estratégia adotada por cada um dos prefeituráveis é
manter-se distante da briga petista, assistindo de camarote à disputa
e esperando para colher os possíveis dividendos mais na frente.
As
pessoas estão conformadas com essa situação e está cada um trabalhando
em faixa própria, avaliou Raul Jungmann (PPS), um dos prefeituráveis.
A peça que ainda pode movimentar o tabuleiro da oposição é o chamado
grupo dos alternativos, liderado pelo senador Armando Monteiro Neto
(PTB), cuja possibilidade de lançar um nome para a disputa está cada
vez mais evidente com o racha do PT. Internamente, não se descarta a
possibilidade de o bloco atrair alguma das candidaturas oposicionistas.
Além disso, o possível lançamento dessa candidatura alternativa pode
também forçar o recuo de uma das postulações da oposição.
No
momento, porém, a movimentação do petebista é avaliada como positiva
pelo grupo. Só confirma ainda mais o segundo turno da eleição. Agora a
legitimidade de se fazer um discurso de oposição é nossa, avaliou Raul
Henry (PMDB). A opinião do peemedebista é endossada por Mendonça Filho
(DEM). É mais um segmento que mostra que o Recife está no mal caminho.
Agora, prever o que vai acontecer com as candidaturas da oposição daqui
para frente é algo que ainda é prematuro, reconhece.

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