Segundo o líder da Oposição, Silvio Costa Filho (PRB), desde o início da gestão estadual, a bancada oposicionista alertou sobre o crescimento da violência e nada foi feito. “Realizamos audiências públicas e reuniões com vários representantes da área de segurança pública, além de cobrar do Governo a adoção de medidas para conter a escalada da violência. Apresentamos uma série de propostas, que infelizmente não foram adotadas, a exemplo da reformulação do Pacto pela Vida e a retomada da mesa de negociação com os profissionais da segurança pública”, relatou o parlamentar, acrescentando que as únicas medidas práticas adotadas pelo Estado foram a troca do comando da PM e a passagem de três secretários pela Secretaria de Defesa Social em menos de três anos.
Outro dado que chama atenção é o alto número de homicídios divulgados no Atlas da Violência produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Segundo o estudo, Pernambuco é o quinto Estado mais violento do País, com taxa de homicídio de 47,3/100 mil habitantes. Infelizmente, os dados apontam as fragilidades do programa Pacto pela Vida, que contribuiu, entre 2007 e 2013, para a queda das taxas de homicídios. Nos últimos três anos da gestão Paulo Câmara, houve um crescimento em 39,3%, no número de assassinatos. Além disso, foi registrado um aumento entre 15% e 17% na quantidade de jovens assassinados, como também em relação às mulheres. Segundo o Atlas, tivemos um aumento de 21%, saindo de 233 em 2015, para 286 no ano seguinte.
“Entendemos que governar é elencar prioridades. Mesmo o governo gastando milhões em publicidade para mostrar que a segurança vai bem, o Pernambuco de verdade é diferente do que é apresentado nas campanhas publicitárias. Nunca se morreu tanto no nosso Estado e a população está com medo de sair às ruas. Além do custo econômico que a criminalidade tem trazido. Em 2017, foram mais de 180 assaltos a bancos e a caixas eletrônicos. Isso tem prejudicado a economia dos municípios pernambucanos”
Ainda de acordo com o parlamentar, “é preciso que o governador, em caráter emergencial, apresente um planejamento para combater a violência. A Bancada de Oposição e a Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional Pernambuco (OAB-PE), apresentaram um conjunto de sugestões ao Governo do Estado, mas infelizmente essa é uma gestão sem liderança e que não busca o diálogo com a população”, pontua.
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