quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Impreachment: grupos trocam empurrões na Câmara


O salão verde da Câmara foi palco de confusões na tarde desta quarta-feira (4). Minutos antes do protesto contra o presidente Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o grupo pró-impeachment, deputados e funcionários de gabinetes do PT bateram boca, trocaram xingamentos e houve até empurra-empurra por conta do painel da oposição pela saída de Dilma Rousseff do cargo.
A deputada Moema Gramacho (PT-BA) teria sido alvo de protestos dos manifestantes pró-impeachment acampados no Salão Verde ao passar pelo painel instalado pela oposição esta tarde, quando foi reclamar que o faixa não poderia estar no local. Segundo ela, há uma norma da Casa que proíbe a instalação.
Neste momento, a começou a confusão. Os manifestantes começaram a gritar palavras de ordem contra o PT. Jonas Tolocka, funcionário da liderança do PT, teria então partido para a defesa da deputada. O grupo pró-impeachment alega que Tolocka arrancou o banner que estava colocado na parede do salão verde.
Houve empurra-empurra. O deputado Alexandre Leite (DEM-SP), apareceu e deu voz de prisão para Jonas. A Polícia Legislativa também tentou conter a confusão. Todos trocaram xingamentos. Avisado do ocorrido, Cunha mandou retirar o banner. Jonas foi encaminhado à delegacia da Câmara para esclarecer o ocorrido. (Da Folha de S.Paulo - Débora Alves)

Capa: Lula vai à Justiça contra revista Veja


O ex-presidente Lula foi à Justiça contra a revista Veja nesta terça-feira 3, após a publicação, no último fim de semana, de uma capa ofensiva que trazia o petista com roupa de presidiário. Em nota, a assessoria de imprensa do Instituto Lula definiu a capa como "uma montagem mentirosa, ofensiva e grotesca" do ex-presidente.
A nota destaca que Lula não é alvo de nenhuma ação penal em curso no País, ao contrário da própria revista, que "sofre inúmeros processos". A ação por danos morais protocolada pelos advogados classifica de "sórdida mentira" a reportagem de capa da publicação, além de "evidente manipulação e falta de critério jornalístico" em seu conteúdo.
A capa que mostrou a perda da compostura de Veja em seu ataque sem pudor a Lula gerou polêmica. Para o cientista social Robson Sávio Reis Souza, a publicação de Veja deixou de ser fascista para virar nazista. No entendimento do jornalista Fernando Brito, do Tijolaço, a revista deveria ser apreendida pela Justiça.

Juízes do caso Lulinha deixa comando da Zelotes


A juíza substituta Célia Regina Ody Bernardes, da 10ª Vara Federal no Distrito Federal, deixou hoje (4) de comandar os processos relacionados à Operação Zelotes. A magistrada deixou o caso em função do retorno do juiz titular, Vallisney de Souza Oliveira, que assumirá o comando das ações oriundas da operação.
Oliveira estava afastado das funções porque atuava como juiz auxiliar no Superior Tribunal de Justiça (STJ). De acordo com a Justiça Federal, o magistrado voltou às atividades porque acabou o período de sua convocação no STJ.
Na semana passada, Célia Regina deferiu pedidos de prisões preventivas e de buscas e apeensões na quarta fase da Zelotes. Uma das buscas e apreensões foi feita no escritório do filho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Luiz Cláudio Lula da Silva. Na decisão, segundo Célia Regina, o atual estágio das investigações permite concluir que as empresas atuaram para anular os créditos tributários no Carf e pagaram para a criação de leis que beneficiem grupos privados. Na decisão, a magistrada classificou os acusados como "pessoas para quem o crime é meio de vida".
As primeiras fases da Zelotes investigaram a manipulação de julgamentos do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), ligado ao Ministério da Fazenda. A PF estima que foram desviados mais de R$ 19 bilhões. No entanto, durante o desenrolar das investigações, a polícia e o Ministério Público Federal (MPF) encontraram indícios sobre a suposta negociação na edição de três medidas provisórias (MPs) que beneficiaram empresas do setor automobilístico.

Jamais visto na história desse país, índice tão elevado de rejeição contra um governante. DILMA CAI FORA!


Democratas

O governo gastou R$ 6,6 milhões para desenvolver um sistema para que o contribuinte pague impostos, o eSocial. Além do alto custo, o sistema é ineficiente e tem prejudicado o próprio contribuinte. Pelo quarto dia consecutivo, os contribuintes do Simples doméstico encontraram dificuldades para emitir a guia de pagamento do imposto. O problema é de norte a sul do país, mas o governo quer repassar a responsabilidade pela má gestão para a população. A Receita Federal teve cinco meses para implantar o programa e agora quem será penalizado será o contribuinte pelos erros e incompetência do próprio governo?

Relator de processo contra Cunha será anunciado às 17h


O presidente do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, José Carlos Araújo (PSD-BA), marcou para as 17h de hoje o anúncio do relator do caso contra o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). O processo para investigar se houve quebra de decoro do peemedebista foi aberto formalmente ontem. Cunha é acusado de receber propina para viabilizar negócios da Petrobras e de manter contas secretas na Suíça.
Na lista de possíveis relatores, sorteados ontem entre os integrantes do colegiado, estão Fausto Pinato (PRB-SP), Vinicius Gurgel (PR-AP) e Zé Geraldo (PT-PA). A função não pode ser assumida por parlamentares do PMDB ou do Rio de Janeiro, partido e estado de Cunha.
O processo pode durar até 90 dias úteis. Com a escolha do nome do relator, começa a contar o prazo de dez dias para apresentação de um parecer preliminar que apontará se a representação deve continuar. Se o relator definir pela admissibilidade e o colegiado aprovar a decisão, Cunha terá outros dez dias para apresentar sua defesa.
A partir daí, o conselho tem mais 40 dias para ouvir testemunhas e colher documentos. Com o fim desse período de oitivas e coleta de provas, o relator terá ainda mais dez dias para concluir o parecer final indicando a perda do mandato para que o conselho delibere sobre o destino de Cunha.

Jungmann crê na queda de Dilma pela força das ruas


O deputado federal Raul Jungmann (PPS-PE), vice-líder da Minoria na Câmara dos Deputados, voltou a fazer duras críticas à presidente Dilma Rousseff e chamou as oposições para que convoquem novas manifestações nas ruas de todo o País para pressionar a abertura do processo de impeachment. O parlamentar acredita que a governante não reúne condições de reverter o quadro de crise política e econômica, por isso defende com veemência uma mudança na condução do Brasil.
“A paralisia frenética do Governo Federal demonstra que não tem capacidade de reverter esta situação. Por isso, é preciso que as oposições se articulem porque não acontecerá o impeachment se não estivermos nas ruas. É preciso que as oposições formem uma coalisão permanente e transbordem esse sentimento para as ruas e praças desta nação, o que tenho certeza que acontecerá de forma crescente para que possamos reconquistar uma direção para este País, uma direção para o nosso futuro. Dessa forma, poderemos virar a página da corrupção, da incompetência, da incapacidade e da falta de respeito que hoje predominam no Governo Federal”, disparou Raul Jungmann.
O deputado pernambucano citou como exemplos de ingerência do Governo o crescimento de desempregados no País, que chegou a 2 milhões, a redução em 3 milhões de famílias da Classe C e a demissão do general Antonio Hamilton Martins Mourão do Comando Militar do Sul. Mourão foi transferido para a Secretaria de Economia e Finanças do Exército, em Brasília, perdendo, assim, o poder de falar para a tropa, porque, em conversa com oficiais da reserva, criticou a classe política, o governo e convocou os presentes para "o despertar de uma luta patriótica". “O general Mourão traduziu, talvez como cidadão, o que hoje é o sentimento da maioria dos brasileiros de que é preciso afastar a corrupção, de que é preciso dizer não à incompetência e de que é preciso, sem sobra de dúvida, mudar os rumos deste País”, avaliou o pós-comunista.
Raul Jungmann também lembrou o veto da Venezuela à indicação brasileira do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para que o ex-ministro da Defesa e ex-presidente do tribunal, Nelson Jobim, acompanhe e observe as eleições parlamentares venezuelanas marcadas para dezembro deste ano. Para o deputado do PPS, a passividade do Governo Federal neste episódio demonstrou sua “incompetência” diplomática. “Nenhuma palavra vai ser dada pelo Governo Brasileiro em relação a esse veto? Não existe ministro das Relações Exteriores no Brasil? Vamos ser achincalhados perante toda a comunidade internacional porque a Venezuela veta o ex-presidente do Supremo Tribunal de Justiça, ex-membro desta Casa e ex-ministro da Justiça? Não há ninguém do Governo para dar uma satisfação? Este é o mais claro sinal de desorganização”, criticou.

E continua a gastança no governo federal, mesmo com a crise econômica avançando a todo vapor...


Ronaldo Caiado


Para Ciro, Cunha "é câncer", e será cassado


"Não é possível que o parlamento brasileiro ainda sobreviva com o mínimo de respeitabilidade popular sem resolver esse câncer", declarou Ciro Gomes (PDT) hoje (3), durante passagem pelo Aeroporto de Fortaleza, dizendo acreditar no processo de cassação do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). "É enrolado em tudo que não presta desde de não sei quando, todo mundo sabia disso, votou por que recebeu uma bandinha, mas agora foi pego, não tem mais saída", emendou. O ex-ministro também não poupou o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB-SP), a quem chamou de "parceiro íntimo" de Cunha.
Eleições
Sobre sua possível candidatura à presidência em 2018, Ciro declarou que será "se achar necessário". "Tenho estudado o Brasil, compreendo as questões brasileiras, conheço a geografia econômica do país, conheço as inteligências do país, conheço o território do país, tenho muito amor pelo Brasil, tenho planos para o país e, se isso for traduzido em candidatura, tanto melhor. Se não, vamos achar outro que faça melhor pelo Brasil", disse.(Do portal Ceará 247, com informações do Diario do Nordeste)

Mendonça Filho

A cada novo dia o governo Dilma/PT revela sua ineficiência e faz mais uma trapalhada com os brasileiros. Um simples cadastro, para colocar em prática o Simples Doméstico, virou um pesadelo para o cidadão, que está gastando horas em frente ao computador, sem conseguir fazer o cadastro ou emitir o boleto. E, de quebra, ainda tem a ameça de pagar multa se não cumprir o prazo. Dilma gasta mal e cobra demais! Como podemos em pleno século XXI, com toda tecnologia que dispomos, não conseguir fornecer às pessoas um sistema que funcione?

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Conselho de Ética instaura processo para investigar Eduardo Cunha


Nathalia PassarinhoDo G1, em Brasília
Conselho de Ética da Câmara se reúne para instaurar processo para investigar o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) (Foto: Nathalia Passarinho/G1)Conselho de Ética da Câmara se reúne para instaurar processo para investigar o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) (Foto: Nathalia Passarinho/G1)
O Conselho de Ética da Câmara instaurou na tarde desta terça-feira (3) processo para investigar se o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB –RJ), cometeu quebra de decoro parlamentar ao dizer que não possui contas bancárias secretas na Suíça.
As investigações poderão resultar em absolvição, censura verbal ou escrita, suspensão ou cassação do mandato.
Alvo de investigação na Operação Lava Jato, Cunha é acusado pelo PSOL e pela Rede, autores do requerimento, de ter mentido em depoimento à CPI da Petrobras, em março, quando disse  não possuir contas no exterior.
Documentos enviados pelo Ministério Público da Suíça ao Brasil mostram a existência de contas na Suíça. O Supremo Tribunal Federal já abriu um inquérito para investigar as suspeitas.
Desde que surgiram as suspeitas, Cunha nega ter recebido “qualquer vantagem indevida de quem quer que seja”. Ele tem se recusado a falar sobre o assunto, quando questionado por jornalistas.
O pedido de investigação foi lido no plenário, procedimento que significa a instalação do processo.
A partir desta terça, o presidente do Conselho de Ética, José Carlos de Araújo (PSD-RJ), escolherá dentre três nomes sorteados qual será o relator do caso, a quem caberá fazer um relatório preliminar em até 10 dias.
Foram sorteados os deputados José Geraldo (PT-BA), Vinicius Gurgel (PR-AP) e Fausto Pinato (PRB-SP). 
No início da sessão, o presidente do Conselho de Ética pediu que o deputado Júlio Delgado (PSB-MG) declinasse de participar do sorteio, já que foi adversário de Cunha na eleição para a presidência da Câmara.
“Faço um apelo para que o senhor declinasse. Não posso tirar ninguém, de ofício, do sorteio. Se vossa excelência quiser participar, irá participar. Dos três, eu jamais escolheria o senhor para esse processo. Mas faço o apelo para não participar do sorteio, tendo em vista que participou das eleições [para presidente da Câmara]”, disse Araújo.
O próprio Delgado já havia adiantado a jornalistas que pediria para ficar de fora do sorteio e acolheu o “apelo” do presidente do Conselho de Ética.
Nas próximas 24 horas, José Carlos Araújo conversará com os três parlamentares sorteados, para ver quem tem disposição de assumir a relatoria, e fará a nomeação. O relator deverá apresentar um parecer à comissão recomendando a continuidade ou não do processo.
Todo o procedimento no Conselho de Ética não pode ultrapassar 90 dias, conforme as regras internas da Câmara. Enquanto durar o processo, Cunha poderá continuar à frente da presidência da Casa. Segundo José Carlos de Araújo, o conselho não tem poderes para afastar o peemedebista do posto.
“O Conselho de Ética não tem nada a ver com a presidência da Câmara. Ele vai continuar, porque o conselho não tem força para afastá-lo da Presidência", disse o deputado.
Araújo destacou, porém, que Eduardo Cunha será tratado, nas investigações, como “qualquer deputado”.
“Antes de presidente ele foi eleito deputado. É um deputado como qualquer outro e será tratado como tal”.

Governador e ex-governadores dão o último adeus a Osvaldo Coelho

Osvaldo Coelho - imagem Ricardo Alves
O governador Paulo Câmara compareceu ao velório do ex-deputado Osvaldo Coelho (DEM), na tarde desta segunda-feira (2), em Petrolina, e levou em sua companhia três ex-governadores de Pernambuco: Roberto Magalhães, Joaquim Francisco e Mendonça Filho.
O deputado e também ex-governador Jarbas Vasconcelos (PMDB) não compareceu porque tinha compromissos inadiáveis em Brasília, mas enviou suas condolências aos familiares do ex-parlamentar.
O prefeito de Petrolina, Julio Lossio (PMDB), decretou luto oficial por três dias, assim como os prefeitos de Cabrobó, Auricélio Torres (PSB), e de Santa Maria da Boa Vista, Eliane Costa (PSL).
Lossio disse que perdeu um “pai”, pois tudo que aprendeu na política deve unicamente a Osvaldo Coelho. “Todo mundo tem uma escola na vida. Tudo que fiz e faço eu aprendi com ele nas suas conversas e orientações”, acrescentou.
O caixão do ex-deputado foi coberto com bandeiras de Pernambuco e de Petrolina. Ele foi sepultado no cemitério central de Petrolina após uma missa de corpo presente celebrada pelo bispo diocesano Dom Manoel dos Reis.

Vice de Petrolina agradece homenagens que foram prestadas a Osvaldo Coelho

Guilherme Coelho - foto reprodução internet
O vice-prefeito de Petrolina, Guilherme Coelho (PSDB), divulgou nota nesta terça-feira (3) agradecendo em nome dos seus familiares as homenagens que foram prestadas ao seu pai, o ex-deputado Osvaldo Coelho, que morreu domingo à noite no Recife aos 84 anos de idade.
“Foi uma despedida à altura de Osvaldo Coelho. Todos nós ficamos muito gratos com a consideração e a presença maciça dos amigos e admiradores, que vieram se despedir de papai. É um momento de dor, mas também é um momento de gratidão em ver o reconhecimento público de toda a dedicação deste grande homem”, diz a nota do vice-prefeito.
Guilherme Coelho agradeceu também ao reitor da Univasf, Julianeli Tolentino, que atendeu ao pedido da família e abriu pela primeira vez as portas da Universidade para a realização de um velório.
Por fim, agradeceu à Polícia Militar, ao Corpo de Bombeiros, ao Exército e à Guarda Municipal, que coordenaram as ações de segurança durante o velório e o sepultamento.
Também em nota, o diretor da Faculdade de Administração de Petrolina, Rinaldo Remígio, agradeceu o trabalho feito por Osvaldo Coelho em prol do sertão do São Francisco.
Diz a nota: “Dr. Osvaldo sempre destacava a importância da Facape para muitas famílias que tinham a oportunidade de ver seus filhos estudando perto de casa. E era pensando nisso que ele lutava pelo acesso a um ensino de qualidade na região. Sua dignidade, inteireza de caráter e seriedade jamais serão esquecidas e são a nossa grande perda. Neste momento de profunda tristeza, externamos nossos sentimentos. E que a luta incansável de Dr. Osvaldo por um Sertão melhor sirva de inspiração para todos nós”, disse o professor Remígio.

O Gandhi do Sertão

       O Gandhi do Sertão 
Como sertanejo apaixonado até pelas suas pedras, que são lindas e nos dão a impressão que falam, como disse certa vez num dos seus livros o meu pai Gastão Cerquinha, noticiei com a alma retorcida e uma profunda dor a morte do ex-deputado Osvaldo Coelho (DEM), de raízes, sentimentos e coração irrigados pelas águas do lendário Rio São Francisco.
Osvaldo, como meu pai, tinha cheiro de bode, aroma de marmeleiro e seu corpo se confundia com xique-xique, porque seus atos, ações e caminhadas eram devotados à terra sertaneja. Com mais de 50 anos dedicados à vida pública, recebendo do povo a honra de representá-lo em 13 mandatos eletivos, dos quais oito na Câmara dos Deputados, Osvaldo defendeu o Sertão até a morte, mesmo sem mandato, como estava.
Não conheci Nilo Coelho, seu irmão, o bravo senador que morreu de um infarto depois de desafiar o regime ditatorial em um histórico discurso da tribuna, quando afirmou que não era presidente do Congresso do PDS, mas presidente do Congresso Brasil, ao cobrar investigação sobre o atentado no Rio Centro. Por tudo que fez, sendo também governador de Pernambuco, Nilo virou mito.
Osvaldo também foi mito. Filho de Clementino de Souza Coelho, o “Coronel Quelé”, e dona Josefa, tinha a liturgia da irrigação, que tirou Petrolina da paisagem de vidas secas, fez riquezas e gerou empregos que não existiam numa terra abençoada pelo rio da unidade nacional, em que se plantando tudo dá, tudo se transforma e faz renascer a vida na sua plenitude.
Quando o conheci, na cobertura da morte do irmão Nilo, em Petrolina, no início dos anos 80, não tive nenhuma dúvida de que seria o grande sucessor e líder do clã. Osvaldo foi mais do que isso. Foi um dos grandes defensores da irrigação, da educação para o Vale do São Francisco. Marcou sua trajetória dedicada às políticas pelo Nordeste e, principalmente, para desenvolvimento do semiárido.
Em Petrolina, foi de Osvaldo Coelho a luta pela implantação do Projeto de Irrigação Senador Nilo Coelho, que transformou o cenário local em uma das maiores potências na fruticultura irrigada do País. A produção em larga escala de frutas, como manga e uva, fez do Vale do São Francisco um local atrativo para grandes investidores.
A implantação da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), que tornou a região um polo na educação, também teve forte presença dele. Foi responsável, igualmente, pela criação da Escola Técnica e Agrotécnica em Petrolina. Conhecido como o “Deputado da Irrigação”, Osvaldo Coelho era visto como a “Força do Sertão”, justamente por priorizar o homem sertanejo nos projetos de desenvolvimento.
Em um dos artigos, que frequentemente publicava, Osvaldo Coelho finalizou com a frase: “Espero que as pessoas lembrem de mim como aquele que fez de tudo para fortalecer os mais fracos”. Esta ideia resume sua trajetória, com uma política que tinha como propósito dar dignidade àqueles que muitos precisavam: os sertanejos atingidos pelo fenômeno da seca, assim como ele mesmo ainda na década de 1930, em que presenciou um cenário cruel de retirantes.
Como Gandhi, que combatia a divisão da Índia entre hindus e muçulmanos, Osvaldo não concebia que o Nordeste fosse tratado de forma desigual, entre uma gente que prosperava nas regiões metropolitanas e outra, discriminada e sem oportunidades, que ia morrendo ao deus dará nas terras do semiárido.
Certa vez ouvi de Jarbas Vasconcelos, ainda na condição de governador de Pernambuco, que do clã Coelho, família política e poderosa que se espalhou às margens do rio São Francisco, Osvaldo era o que tinha, na verdade, mais espírito público. E que nunca o havia recebido em audiência para tratar de questões pessoais. “Ele sempre tratava das causas públicas”, repetia Jarbas.
Marqueteiro e publicitário de mão cheia, José Nivaldo Júnior, da Makplan, disse, ontem, chorando copiosamente com a notícia da morte de Osvaldo, que ele era o braço do Sertão. Na verdade, ele foi braço, tronco e membros. Foi a cabeça pensante, a voz dos oprimidos, dos que tinham esperança em crescer feito gente nas áreas irrigadas do São Francisco.
Foi o nosso Gandhi sertanejo!

Análise da cassação de Cunha começa hoje


Da Folha de S.Paulo – Débora Alvares e Ranier Bragon
O Conselho de Ética da Câmara instaura nesta terça (3) o processo que vai analisar o pedido de cassação do mandato do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). A partir de então, com a escolha do relator, começam a valer os prazos para apresentação de defesa, depoimentos de testemunhas e elaboração do relatório final. O primeiro passo é sortear três nomes entre os 18 membros efetivos do conselho contra os quais não há impedimento para relatar a proposta. O deputado não pode ter presidido o conselho, ser do mesmo partido ou Estado do acusado nem da sigla que entrou com a representação.
Caberá então ao presidente do conselho, deputado José Carlos Araújo (PSD-BA), escolher um dos sorteados. O relator pode fazer um relatório preliminar pela inépcia do caso, o que o faria ser engavetado automaticamente, a não ser que haja recurso ao plenário com assinatura de um décimo dos deputados da Casa – pelo menos 52. O presidente do conselho disse à Folha que será um dos primeiros a assinar um desses recursos se for necessário.
Nos bastidores, fala-se que, antes da escolha, Araújo conversará com os três candidatos e averiguará qual tem mais chances de levar o caso até o fim. O presidente do conselho não quer deixar o processo acabar no início.
Após sua instalação, o Conselho de Ética deve notificar o acusado, que terá dez dias para apresentar defesa. Depois, o relator tem 15 dias – prorrogáveis por mais 15– para ouvir testemunhas e elaborar o relatório final.
Se o resultado do processo for pela cassação, o acusado terá cinco dias úteis para recorrer à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), que analisará se o Conselho seguiu o regimento e a constitucionalidade das decisões.
Segundo aliados, Cunha irá usar todo o tempo garantido pelo regimento. Araújo já alegou dificuldades para comunicar ao peemedebista a data de início da análise. Procurado pela Folha, Cunha disse não precisar "evitar notificação" e negou ter sido procurado por Araújo.

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Emoção e homenagens no velório de Osvaldo Coelho


   Do G-1 em Petrolina
O corpo do ex-deputado Osvaldo Coelho chegou por volta das 9h na Biblioteca da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), onde está sendo velado. O caixão veio de Recife, capital pernambucana, em um voo fretado, junto a alguns familiares. O carro da funerária foi acompanhado por uma fila de veículos, que percorreram várias avenidas de Petrolina.
A família está muito abalada. Filhos, irmãos e netos estavam bastante emocionados no momento do último adeus. Alguns admiradores já aguardavam na Biblioteca a chegada do corpo do ex-deputado. Os irmãos Augusto Coelho e Geraldo Coelho estavam presentes, mas não conseguiram falar com a imprensa. A filha de Osvaldo Coelho, Patrícia Coelho, destacou o legado que o pai deixou, não apenas para a família, mas para todos os sertanejos.

“Eu diria que papai foi uma pessoa que tinha um amor à vida. Ele agradecia todos os dias por mais um dia. E ele amava este Sertão como ninguém, tanto que ele odiava ficar em qualquer outro lugar e por isso quisemos trazer o corpo dele o mais rápido possível, para que ele ficasse junto aos sertanejos, pessoas que ele tanto amava. O legado que ele deixa é o amor ao trabalho. Ele sempre dizia que não há dificuldade no mundo que muito trabalho não possa passar. Tanto que conseguiu transformar a região, que antes era seca, em um lugar próspero que o Brasil inteiro conhece como produtora de alimentos”, disse.
Patrícia Coelho lembrou ainda a luta pela implantação da Univasf. “Eu dizia a ele: 'Mas papai, o senhor já foi tão humilhado em Brasília, então desista. Ele dizia que não conjugava os verbos desistir e desanimar e completava que só parava quando a universidade estivesse implantada”, contou.


O ex-deputado Osvaldo Coelho morreu na noite de ontem na sua casa em Recife, após um ataque cardíaco. Ele tinha 84 anos e mais de 40 dedicado à política em prol do sertanejo. O sepultamento está previsto para às 17h no cemitério Campo das Flores, no Centro de Petrolina.

ACM Neto: "Osvaldo era uma voz do Nordeste"

O prefeito de Salvador, Antônio Carlos Magalhães Neto (DEM), enviou, há pouco, ao blog, nota lamentando a morte do advogado e ex-deputado Osvaldo Coelho. "Ele (Osvaldo Coelho) foi meu colega de Câmara, um nome de destaque na defesa dos interesses do Nordeste", afirmou o prefeito. ACM Neto disse também que Osvaldo Coelho sempre trabalhou pela união dos deputados do Nordeste para trazer mais recursos e desenvolvimento para a Tegião. "Aos amigos, familiares e colegas de Osvaldo Coelho, os meus sentimentos", concluiu. 

Emoção e 30 mil pessoas no adeus final a Osvaldo


Do G1 Petrolina
Antes de iniciar o sepultamento, o bispo da Diocese de Petrolina, Dom Manoel dos Reis de Farias realizou a missa de Corpo Presente, ainda na biblioteca do Campus Petrolina da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf). Durante a celebração, o religioso destacou o legado deixado por Osvaldo Coelho. “Foram projetos que contemplavam a todos. A irrigação trouxe prosperidade para a região. Ele foi um homem que acreditou e fez por Petrolina e por isso é uma cidade que tem todo esse avanço. A educação também faz parte da sua história. Toda a vida de Osvaldo Coelho deixa uma grande marca. Trabalho realizado para todos e educação para todos”, disse o Bispo.
O caixão com o corpo do ex-deputado deixou a Univasf já no início da noite, em um caminhão do Corpo de Bombeiros, acompanhado pelos netos e amigos. O cortejo foi seguido por milhares de pessoas e percorreu as principais ruas e avenidas da cidade. Sobretudo, os locais onde o trabalho do ex-deputado estava presente.
O agricultor Sinfroniano Evangelista Amorim, disse que era amigo de Osvaldo Coelho e se conheceram ainda quando eram pequenos. Com emoção, ele falou sobre o amigo. “Uma pessoa igual a ele vai demorar muito para aparecer. Poucos têm a competência que ele teve de deixar tudo isso, essa bondade para o Nordeste. Ele era uma pessoa que sabia ouvir. Ele ouvia, analisava e dava um conselho para o bem.
 Acho que não só eu, como todos os petrolinenses que conheceram ele do começo até agora estão perdendo muito e é uma coisa incomparável. Mesmo sem mandato, nunca deixou de trazer coisas para Petrolina”, disse o agricultor. Ao chegar ao Cemitério Campos das Flores, na Zona Central da cidade, a multidão recebeu o caixão onde estava Osvaldo Coelho com muitos aplausos. O prefeito de Petrolina, Julio Lossio, levou o caixão até o túmulo e ressaltou que estavam devolvendo um grande homem a Deus.
Já o irmão Geraldo Coelho, que durante todo o velório preferiu não falar, desabafou. “Esse é um momento muito triste. Da última vez que falei com ele ao telefone, ele disse que já estava voltando para Petrolina, porque Recife não era a cidade dele”, destacou dizendo um 'até logo'. O caixão foi sepultado após o toque fúnebre de trompeta, executado por militares do Exército Brasileiro. Amigos, filhos e netos se despediram de Osvaldo Coelho com aplausos e muita emoção.

domingo, 1 de novembro de 2015

Morre no Recife ex-deputado Osvaldo Coelho

Morreu, há pouco, em sua casa, no Recife, aos 84 anos, de um infarto fulminante, o ex-deputado federal Osvaldo Coelho (DEM), pai do ex-prefeito de Petrolina, Guilherme Coelho, e tio do senador Fernando Bezerra Coelho, Osvaldo teve onze mandatos entre Assembleia Legislativa e Câmara Federal (o que significam 44 anos participando da vida política do país).
No último pleito que disputou em 2006, Osvaldo recebeu a expressiva votação de 72.109 votos, insuficientes, contudo, pelo sistema proporcional, para manter o seu irretocável mandato na Câmara dos Deputados.
Num artigo, após a derrota, escreveu: "Fiz todo o possível para que o sertão tivesse um sonho melhor e consegui várias conquistas. Hoje, a região a qual represento é dotada de um aeroporto internacional, uma Universidade Federal, um CEFET, e é conhecida internacionalmente como a Capital da Irrigação.
De acordo com o IBGE, em 2004, dentre os 5.560 municípios do Brasil, Petrolina ocupa a 3º posição no PIB agropecuário municipal, graças à fruticultura irrigada. Deixo implantado, em funcionamento, o Projeto de Irrigação Maria Tereza. Deixo concluída a primeira etapa do projeto de engenharia do Empreendimento Canal do Sertão de Pernambuco, que irá viabilizar economicamente 17 municípios da Região Oeste do Estado e em fase de conclusão de obras o Projeto de Irrigação Pontal.
Deixo Petrolina com a responsabilidade de ser uma metrópole regional dotada de fonte de renda, de infra-estrutura de transporte e de um importante centro educacional. Aos que pretendem se enfileirar no mesmo caminho da minha luta, sugiro que insistam em reduzir a maior taxa nacional de analfabetismo, triste realidade do semiárido nordestino. Persistam na luta para obtenção de um crédito subsidiado, compatível com as condições climáticas do semiárido.
Exijam-se do Governo mais incentivos às atividades produtivas, como a bovinocultura, a ovino-caprinocultura, a piscicultura e a apicultura, atividades econômicas que possibilitam a inclusão social. Ênfase especial deve ser dada à Irrigação, à implantação de Projetos Públicos de Irrigação".

Patos no Caminho da Mudança!

Ramonilson Alves, Deputado Federal Eflain Filho, Benone Leão e Umberto Joubert.  Por uma Patos Melhor!