
Diogo Moraes (Foto: Rodrigo Carvalho/Acervo JC Imagem)
» Diogo Moraes (PSB)
É do atual primeiro secretário da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) uma emenda impositiva que destinou R$ 150 mil para a contratação da banda Garota Safada para a 10ª Vaquejada dos Amigos, realizada na fazenda do pai do atual deputado federal João Fernando Coutinho (PSB). Acusando o deputado de usar recursos públicos para festa particular, o Ministério Público requereu o bloqueio de bens e do valor.
Em nota, a assessoria de imprensa do socialista afirmou: “Temos plena confiança nos órgãos de controle envolvidos para solucionar a questão. Estamos à disposição das instituições e reformarmos o nosso compromisso de fornecer tudo aquilo que nos for solicitado para que o caso seja esclarecido e confirme que não cometemos nenhuma irregularidade bem como nenhum dano ao erário público.”

João Fernando Coutinho (Foto: Clemilson Campos/Acervo JC Imagem)
» João Fernando Coutinho (PSB)
A auditoria do Tribunal de Contas do Estado (TCE) usado como base para as ações civis públicas apontou “interferência intensa” do deputado, que era primeiro secretário da Casa em 2014, junto à Empresa Pernambucana de Turismo (Empetur), “determinando a contratação de atrações artísticas e realização de eventos mediante o uso de recursos provenientes de emendas parlamentares”. De acordo com o TCE, o parlamentar era um dos que determinavam valores do cachê e local da apresentação, por exemplo, o que seria desrespeito à lei de licitação.
Em nota, o deputado disse que “os procedimentos de indicação das atrações custeadas através de emendas parlamentares obedeceram fielmente às regras estabelecidas pela Empetur” e ressaltou que a responsabilidade sobre a contratação é da empresa.
Sobre a acusação de promoção pessoal e política do deputado através da vaquejada, afirmou que aparece nas peças publicitárias como patrocinador do evento. João Fernando Coutinho ressaltou que não existem outros parques de vaquejada públicos na região e que o evento é gratuito e aberto ao público.

Augusto César (Foto: Roberto Soares/Alepe)
» Augusto César (PTB)
O TCE apontou, no relatório usado pelo Ministério Público, que a HC Produções, contratada para diversos eventos em 2014 mesmo não tendo a exclusividade sobre a negociação de artistas, era de dois filhos e de uma assessora do gabinete do parlamentar. De acordo com o Tribunal, os contratos da empresa a partir de recursos de emendas parlamentares chegaram a R$ 2.093.600 naquele ano, sendo R$ 493 mil só de iniciativa de Augusto César.
O
Blog entrou em contato com a assessoria do deputado, que não se posicionou ainda sobre a acusação.

Clodoaldo Magalhães (Foto: Roberto Soares;/Alepe)
» Clodoaldo Magalhães (PSB)
O MPPE requereu à Justiça, em caráter liminar, o bloqueio de bens e valores em nome do deputado, acusando-o de apresentar uma emenda parlamentar destinando R$ 95 mil para shows do cantor Geraldinho Lins e das bandas Arreio de Ouro e Forró do Firma na vaquejada realizada na fazenda do pai de João Fernando Coutinho.
“Nós destinamos emendas parlamentares e indicamos o município, a atração e quem vai realizar para que o município licite. Então é bom deixar claro que o parlamentar só indica, acho equívoco. Deve-se investigar se houve falha na execução, pois é de toda responsabilidade do ente que vai organizar. Mas é importante lembrar que fui autor em 2014 de uma lei que restringe a destinação de emendas para shows”, afirmou o deputado ao
Blog por telefone.

Júlio Cavalcanti (Foto: Roberto Soares/Alepe)
» Julio Cavalcanti (PTB)
O deputado é acusado de determinar, por ofício, o evento, o artista e o município em contrado envolvendo emendas parlamentares de R$ 64.400.
Em nota, afirmou que ainda aguardava a formalização da denúncia e a notificação. “Mas adiantamos que as emendas foram feitas de acordo com a orientação (documentada) da Empetur – que solicitava indicação de banda e cachê. E os eventos aconteceram em Buíque e Sertânia, conforme a indicação das emendas, havendo comprovação dos mesmos nos veículos de comunicação locais.”

Maviael Cavalcanti (Foto: Bernardo Soares/Acervo JC Imagem)
» Maviael Cavalcanti (DEM)
O TCE aponta no relatório que, da mesma forma que outros deputados, João Fernando Coutinho e Maviael Cavalcanti indicaram por ofício o evento, o município e o artista envolvidos no contrato 610 da Empetur, em 2014. O valor envolvido foi de R$ 40 mil.
“Estou no aguardo da formalização. Mas sei que o TCE não me jogou por nada. Por isso não entendo ainda porque estou sendo acusado. Eu enviei uma emenda parlamentar no valor de R$ 20 mil para uma Prefeitura, que não me recordo, mas sei que o TCE-PE não reprovou minhas contas”, disse por telefone ao
Blog .

Sílvio Costa Filho (Foto: Roberto Soares/Alepe)
» Sílvio Costa Filho (PRB)
Após a apresentação de emendas, enquanto João Fernando Coutinho determinou por ofício que a indicação do artista ficaria a cargo da prefeitura envolvida na contratação. Sílvio Costa Filho, porém, depois enviou um ofício indicando o evento, o município e o artista.
Procurada pelo
Blog ,
o deputado lançou uma nota de esclarecimento:
“Em 2014, por solicitação da Prefeitura Municipal de Cachoeirinha, encaminhei uma emenda no valor de R$ 120.000,00 para a Empetur, destinada à realização de evento no referido município. A partir daí, passou a ser atribuição da Empetur realizar o processo licitatório, a fiscalização do evento e o pagamento do recurso. Inclusive, está no Portal da Transparência que o pagamento ainda não foi realizado. Não tenho nenhuma responsabilidade administrativa ou jurídica sobre esse recurso. Portanto, não compreendo a ação encaminhada pelo MPE”.