terça-feira, 12 de setembro de 2017

PF vê organização criminosa em PMDB da Câmara


Polícia Federal concluiu inquérito e remeteu para o Supremo Tribunal Federal. Relatório atribui prática de crimes a Michel Temer, Moreira Franco, Eliseu Padilha, Geddel, Eduardo Cunha e Henrique Alves.
Por Ana Paula Andreolla, TV Globo, Brasília
A Policia Federal concluiu nesta segunda-feira (11) o inquérito que apura se integrantes do PMDB da Câmara formaram uma organização criminosa para desviar recursos de órgãos públicos.
O relatório com as conclusões do inquérito foi enviado para o Supremo Tribunal Federal porque entre os apontados como responsáveis estão políticos com foro privilegiado no STF.
De acordo com o relatório da PF, os investigadores encontraram indícios de formação de organização criminosa que envolvem o presidente Michel Temer, os ex-deputados Eduardo Cunha e Henrique Alves, o ex-ministro Geddel Vieira Lima e os ministros Moreira Franco e Eliseu Padilha, todos do PMDB.
>> SAIBA MAIS ABAIXO O QUE TODOS OS CITADOS DISSERAM
O Supremo Tribunal Federal enviará o inquérito para a Procuradoria Geral da República, que, se concordar com os argumentos da PF, apresentará denúncia contra os envolvidos ao STF. Na última sexta-feira, a PGR apresentou denúncia ao Supremo contra integrantes do PMDB no Senado.
Segundo a PF, "o grupo mantinha estrutura organizacional com o objetivo de obter direta e indiretamente vantagens indevidas em órgãos da administração pública direta e indireta".
A PF atribui ao grupo a prática de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, fraude em licitações e evasão de divisas, entre outros crimes.
Temer
Entre os depoimentos analisados pela PF estão o do operador Lúcio Funaro, que teve a delação premiada homologada pelo STF. Funaro disse aos investigadores, por exemplo, que Temer o pediu que repassasse para campanhas comissões obtidas por negócios feitos na Caixa. Funaro também relatou que o presidente interveio para defender interesses de grupos privados aliados durante a tramitação da MP dos Portos.
Segundo a Polícia Federal, Temer e o ex-deputado Eduardo Cunha tinham hierarquia semelhante no grupo, mas o presidente tinha "a função de conferir oficialidade aos atos que viabilizam as tratavias acertadas por Eduardo Cunha, dando aparente legalidade e legitimidade em atos que interessam ao grupo."
Em relação à inclusão de Temer no relatório da PF, a Constituição diz que o presidente da República só pode responder por atos cometidos no exercício do mandato.
Os investigadores argumentam que a suposta organização criminosa continuava em operação quando Temer assumiu a Presidência da República. Mas qualquer eventual denúncia apresentada pela PGR contra o presidente terá de ser autorizada pela Câmara.
O inquérito concluído nesta segunda pela PF deve subsidiar a segunda denúncia da Procuradoria Geral da República, por organização criminosa, contra o presidente Michel Temer. A denúncia pode ser apresentada nesta semana, antes do fim do mandato de Rodrigo Janot como procurador-geral da República. Na segunda-feira, Janot será substituído no posto pela procuradora Raquel Dodge.
Versões dos citados
Saiba abaixo o que os citados disseram:
A assessoria de Michel Temer enviou a seguinte nota: "O Presidente Michel Temer não participou e nem participa de nenhuma quadrilha, como foi publicado pela imprensa, deste 11 de setembro. O Presidente tampouco fez parte de qualquer “estrutura com o objetivo de obter, direta ou indiretamente, vantagens indevidas em órgãos da administração pública”. O Presidente Temer lamenta que insinuações descabidas, com intuito de tentar denegrir a honra e a imagem pública, sejam vazadas à imprensa antes da devida apreciação pela justiça."
A assessoria de Eliseu Padilha divulgou a seguinte nota: "O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, informa que só irá se pronunciar quando e se houver acusação formal contra ele que mereça resposta."
O advogado de Eduardo Cunha, Délio Lins e Silva, afirmou: "A defesa nega as acusações e prestará os devidos esclarecimentos oportunamente, quando convocado pelas autoridades."
A assessoria de Moreira Franco divulgou a seguinte nota: "Jamais participei de qualquer grupo para a prática do ilícito. Repudio a suspeita. Responderei de forma conclusiva quando tiver acesso ao relatório do inquérito. Lamento que tenha que falar sobre o que ainda não conheço. Isto não é democrático."
O advogado de Henrique Alves, Marcelo Leal, enviou a seguinte nota: "Henrique Eduardo Alves faz parte do PMDB há mais de 40 anos e não de uma organização criminosa. A tentativa de criminalizar a atividade política enfraquece a democracia e a sua inocência será provada ao longo do processo."
G1 buscava contato com todos os demais citados até a última atualização desta reportagem.
Nota da Polícia Federal
Leia a íntegra da nota da Polícia Federal sobre o assunto:
PF conclui inquérito do STF
Brasília/DF – A Polícia Federal concluiu na data de hoje (11/09), o inquérito 4327 do Supremo Tribunal Federal, instaurado para apurar crimes supostamente praticados pelo chamado grupo do “PMDB DA CÂMARA”, onde ficou comprovado indícios da prática do crime de organização criminosa (previsto no Artigo 1°, § 1° e Artigo 2° da lei n° 12.850/2013).
Integrantes da cúpula do partido, supostamente, mantinham estrutura organizacional com o objetivo de obter, direta e indiretamente, vantagens indevidas em órgãos da administração pública direta e indireta.
O grupo agia através de infrações penais, tais como: corrupção ativa, passiva, lavagem de dinheiro, fraude em licitação, evasão de divisas, entre outros crimes cujas penas máximas são superiores a 4 anos.
Considerando decisão que integra os autos, será encaminhada cópia integral dos autos do inquérito 4327/STF para fins de instrução do inquérito 4483/STF.
As informações se restringem à nota.

Henry vai defender controle do PMDB em Brasília


Em encontro da Executiva Estadual do PMDB encerrado, há pouco, no Recife, o presidente da legenda, Raul Henry, informou que estará, amanhã, em Brasília, para se inteirar da decisão que a Executiva Nacional tomará em relação ao Diretório pernambucano. Ele disse que foi convocado para uma reunião da Executiva, na qual entrará em pauta a situação do diretório em Pernambuco e nos estados do Paraná e Tocantins. Henry prometeu reagir com dureza e falou em judicializar o processo.
Ele só não soube informar que tipo de ação caberá junto a Executiva Nacional, porque não foi ainda comunicado de nenhum tipo de decisão por parte do presidente Romero Jucá. “Só saberemos amanhã durante a reunião do diretório”, afirmou.
Henry entregou aos jornalistas uma nota oficial do diretório regional do PMDB destacando que o partido em Pernambuco foi objeto de uma grande violência e que todos os que fazem a legenda no Estado exigem respeito. “Este Diretório Estadual foi eleito de maneira legitima e democrática. Dele, participam, sem distinção, todas lideranças políticas que fazem o PMDB de Pernambuco em todas as regiões do Estado. Não permitiremos que usurpem a nossa história de mais de 50 anos de luta e de resistência”.
A nota faz ainda duras críticas ao senador Fernando Bezerra Coelho, a quem o Diretório Nacional está entregando o partido. “O senador ainda tem tempo para aprender a lidar com gestos de grandeza, elegância e generosidade, como foi o de Jarbas Vasconcelos ao admitir seu acolhimento no partido. Aprender também que a nossa história é de lealdade, não de traição. De coerência, não de oportunismo. De decência, não de incorreção.
A nota acaba com uma manifestação de solidariedade a Jarbas. “Por todas essas razões, exigimos respeito. Declaramos nosso irrestrito apoio a Jarbas Vasconcelos. E manifestamos para a opinião pública do Estado nossa indignação e a disposição de lutar em todas as frentes para preservar a identidade, a história e o patrimônio político do PMDB de Pernambuco.

Lula e Dilma !!!


Minas Gerais celebra os 115 anos de nascimento do ex-presidente JK

O governador de Minas, Fernando Pimentel (PT), participou nesta terça-feira (12) na cidade de Diamantina de uma solenidade para a entrega da medalha Juscelino Kubitschek a diversas personalidades.
O ex-presidente JK era natural de lá e completaria hoje (12) 115 anos. Pimentel aproveitou o “gancho” e, sem citar nenhuma vez o nome do ex-presidente Lula, petista como ele, lembrou que Juscelino foi chamado diversas vezes por seus adversários da UDN de “o presidente mais corrupto da história do Brasil”. Teve o mandato de senador cassado pelos militares, foi preso e exilado, mas nada se provou contra ele em matéria de improbidade.
Em seu discurso, Pimentel citou a acusação feita a JK de que teria recebido de uma empreiteira que trabalhou na construção de Brasília um apartamento no bairro de Copacabana, no Rio de Janeiro, a título de propina.
“O prédio continua lá, mas o apartamento nunca foi de Juscelino”, disse o governador mineiro, numa referência clara ao tríplex do Guarujá que seria de propriedade do ex-presidente Lula. A acusação, inclusive, custou ao ex-presidente 9 anos e 6 meses de prisão por sentença prolatada pelo juiz Sérgio Moro.
O governador disse também que passados mais de 40 anos da morte de JK, ninguém mais de lembra dos nomes de seus algozes, enquanto o ex-presidente permanece reverenciado no coração do povo brasileiro.
Foram convidados para receber a comenda os governadores  Tião Viana (Acre), Pedro Taques (Mato Grosso), Wellington Dias (Piauí), Robinson Faria (Rio Grande do Norte), Confúcio Moura (Rondônia) e Jackson Barreto (Sergipe).

Carreras se solidariza com situação de Jarbas no PMDB

Nota de solidariedade
Após tomar conhecimento dos detalhes do ingresso do senador Fernando Bezerra Coelho ao PMDB, através dos pronunciamentos de Raul e Jarbas, não poderia deixar de me solidarizar com os quadros do PMDB de Pernambuco diante dos fatos recentes, que são extremamente graves.
Sempre acreditei que a política se faz com diálogo franco, educação, honestidade e cordialidade, independentemente de partido, ideologia ou posição hierárquica. Não foi assim que a direção nacional PMDB, que todos sabem por quem é comandada, tratou o vice-governador Raul Henry, o deputado federal Jarbas Vasconcelos e toda a militância do partido, ao admitir, sem nenhuma consulta, diálogo ou cordialidade, o senador Fernando Bezerra Coelho.
Em mais de 50 anos de trajetória política, Jarbas foi eleito deputado estadual, deputado federal, prefeito do Recife duas vezes, governador de Pernambuco em dois mandatos e senador, sempre sendo reconhecido por aliados e adversário como um homem firme e corajoso, com posições que engrandecem a política do estado. Por sua vez, o vice-governador Raul Henry também ocupou as cadeiras de deputado estadual, federal e foi vice-prefeito da Capital com clareza de propósito e competência, como sempre se comprovou nas urnas.
Felipe Carreras – deputado federal licenciado e secretário de Turismo do Estado

Cardozo se diz indignado com armadilha de Joesley


O ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo declarou nesta segunda-feira, 11, que soube “com indignação” que os executivos do grupo J&F, Joesley Batista e Ricardo Saud, tentaram criar uma “armadilha” na reunião em que discutiram a contratação dos serviços de seu escritório, o CM Advogados.
Segundo Cardozo, também causou surpresa a afirmação de que Joesley teria celebrado um contrato fictício com seu atual sócio, o advogado Marco Aurélio Carvalho, que previa o envio de uma parcela dos pagamentos pelos supostos serviços ao próprio petista. O contrato em questão, escreveu Cardozo, foi firmado por outro escritório de advocacia de Carvalho antes de os dois se associarem no atual.
No depoimento prestado na Procuradoria-Geral da República em 7 de setembro, Ricardo Saud admitiu que Cardozo foi gravado em um encontro na casa de Joesley Batista. A gravação teria irritado o ex-procurador da República Marcello Miller, que sugeriu aos executivos que escondessem a gravação citando Cardozo e Carvalho no exterior, “em aparente tentativa de ocultação dos arquivos das autoridades pátrias, o que reforça o intento de omitir alguns fatos, após a orientação de Marcello Miller”, diz o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, no documento em que pediu a prisão de Joesley.

Opinião sobre Janot no Supremo nunca foi tão ruim


Integrantes do Supremo avaliam que dificilmente Rodrigo Janot será afastado pela corte dos casos que envolvem o presidente Michel Temer.
Ainda assim, o chefe do MPF deve se preparar para ouvir uma série de críticas à sua atuação no julgamento desta quarta (13).
Membros do tribunal afirmam que nunca antes o juízo sobre o trabalho de Janot foi tão ruim. Se o procurador-geral fica, dizem, é porque o tempo que lhe resta é tão pequeno que não vale o desgaste de impedi-lo.
O governo vai se apoiar na fragilidade da delação da J&F de Joesley Batista para rebater a afirmação da PF de que Michel Temer tinha poder de decisão em “quadrilhão” do PMDB. Diz que o relatório perde força ao citá-lo como destinatário da mala entregue a Rodrigo Rocha Loures, como sustenta o empresário.(Folha de S.Paulo)

Marun é escolhido relator da CPI da JBS no Congresso


Do G1
O deputado Carlos Marun (PMDB-MS) foi escolhido relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da JBS, instalada na semana passada no Congresso para apurar supostas irregularidades em empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ao grupo J&F – que controla a JBS.
A escolha foi feita pelo senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO), presidente da CPI, que já havia declarado que o PMDB teria preferência para indicar um relator, por formar as maiores bancadas na Câmara e no Senado.
Nos bastidores, houve pressão do PMDB e do governo para que Marun, que faz parte da "tropa de choque" de Temer, fosse escolhido relator. Para tentar diminuir a influência do peemedebista na relatoria, Ataídes Oliveira nomeou dois sub-relatores.
O deputado delegado Francischini (SD-PR) assumirá a sub-relatoria de contratos da JBS, que também tratará da delação do grupo, e o deputado Hugo Leal (PSB-RJ) ficará com a sub-relatoria de assuntos fiscais, previdenciários e agropecuários.
No fim de semana, Ataídes de Oliveira se encontrou com Temer e com o ministro da Secretaria de Governo, Antonio Imbassay, que afirmou que o PMDB não abriria mão da nomeação de Marun como relator.
Líderes peemedebistas também disseram que não deixariam os trabalhos da CPI andarem se Marun não fosse o relator, pela questão da proporcionalidade.
Criada em maio, a comissão só foi instalada depois que a Procuradoria Geral da República anunciou que revisaria as delações da JBS por suspeita de omissão de informações.
Os depoimentos de Joesley Batista, um dos donos do grupo, e de executivos da empresa embasaram a denúncia contra o presidente Temer por corrupção passiva, que foi barrada pela Câmara em agosto.

Presidente da UGT-PE se reúne com Temer em Brasília


O presidente da União Geral dos Trabalhadores em Pernambuco (UGT-PE), Gustavo Walfrido, esteve, ontem, reunido no Palácio do Planalto, em Brasília, com o presidente Michel Temer para tratar da elaboração de uma Medida Provisória (MP) que corrija os equívocos inseridos na nova legislação trabalhista que entrará em vigor a partir de novembro e trará sérios prejuízos à classe trabalhadora.
Da reunião, participaram o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira e o ministro da Ciência e Tecnologia, Gilberto Kassab. No encontro, ficou decidido que o ministro Ronaldo Nogueira será o responsável por constituir o texto da MP e discutir com as centrais, partidos políticos, Câmara e Senado. Além disso, também falar com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e do Senado, Eunício Oliveira, para colher sugestões que viabilizem sua aprovação.
A UGT aposta como fatores fundamentais para o resgate dos direitos suprimidos dos trabalhadores rever a questão do trabalho intermitente, do trabalho da mulher gestante em ambiente insalubre, da eleição do representante dos trabalhadores nas empresas com mais de 200 funcionários sem a presença do sindicato, do custeio sindical etc. Também participaram da reunião dirigentes e deputados pertencentes à central, tais quais os vice-presidentes nacionais Ademir Camilo, Roberto de Lucena, diretores como Miguel Salaberry Filho (Secretário nacional de Relações Institucionais da UGT), Luiz Carlos Motta (presidente estadual da UGT-SP),  Chiquinho Pereira (Secretário Nacional de Organização e Políticas Sindicais da UGT) e o presidente da UGT, Ricardo Patah .
O presidente Michel Temer disse que as lideranças políticas da Câmara e do Senado construirão junto com o Ministro do Trabalho MP que atenda aos trabalhadores. Ele se comprometeu a encaminhá-la até o final do mês ao Congresso.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Lula volta a depor a Moro. Aliados nas ruas


Blog do Esmael Morais
O ex-presidente Lula desembarcará na próxima quarta-feira, dia 13, em Curitiba, para prestar novo depoimento ao juiz Sérgio Moro. O petista não estará sozinho. Lula será recebido e acompanhado na Capital paranaense por uma nova Jornada de Luta pela Democracia, um ato de solidariedade ao ex-presidente e de denúncia da perseguição e do caráter político da Operação Lava Jato.
A jornada é organizada por um conjunto de militantes e representantes de entidades e movimentos sociais articulados pela Frente Brasil Popular.
A audiência desta semana integra o processo que envolve a compra de um terreno para a construção da nova sede do Instituto Lula e um imóvel vizinho ao apartamento do ex-presidente, em São Bernardo do Campo.
Para o PT, a campanha jurídica-política-midiática para condenar e prender o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva atingiu seu apogeu na "Semana da Pátria" e terá importantes desdobramentos nos próximos dias.
O petista promete responder a todos os seus acusadores, inclusive o que ele considera "absurdos" que lhe foram imputados pelo ex-ministro Palocci.
O principal ato político da Jornada acontece na Praça Generoso Marques (próximo à Catedral), no centro de Curitiba.
Confira a programação completa do dia 13/09:
15h – Atividades culturais
17h – Lançamento do livro: "Comentários a uma sentença anunciada: o processo de Lula", organizado por um grupo de professores e operadores do Direito, que evidencia os abusos e inconsistências no processo contra Lula.
18h- Ato de solidariedade ao ex-presidente (com a presença de Lula)

Silêncio de Geddel estranha Planalto


Apesar de ressaltarem que Temer não expressa qualquer preocupação com o caso de Geddel Vieira Lima, integrantes do Planalto têm dito que é muito estranho o silêncio do ex-ministro sobre os R$ 51 milhões atribuídos a ele.
As polêmicas que circundam a colaboração da J&F devem ampliar a pressão sobre Fachin no Supremo. Aliados do presidente Michel Temer dizem que, se Rodrigo Janot errou ao acelerar a tramitação do acordo dos Batistas, o ministro do STF incorreu no mesmo pecado ao homologá-lo sem cautela.


Esses aliados apontam que a PF só encontrou os áudios apagados por Joesley porque a defesa de Temer solicitou perícia no grampo que afetou o presidente. O exame não havia sido pedido por Fachin. (Folha de S.Paulo – Painel)

PMDB estadual reage à chegada de FBC

"Não aceitaremos desmoralização da liderança de Jarbas Vasconcelos" 
Do Diario de Pernambuco
A executiva estadual do PMDB de Pernambuco reuniu-se ontem à noite para buscar um contra-ataque à tentativa do senador Fernando Bezerra Coelho, ex-PSB e agora integrante da legenda, de entrar no partido destituindo a liderança local, além de mudar a rota política do partido no Estado. FBC se filiou na quarta-feira, através do diretório nacional.
O encontro aconteceu somente ontem, pois o vice-governador Raul Henry, que preside a sigla no Estado, estava na Ásia desde 29 de agosto, em missão oficial, só retornando na madrugada de ontem. Ficou acertada uma reunião do diretório estadual para amanhã, às 11h. Antes do encontro da executiva, Raul esteve com o deputado Jarbas Vasconcelos, que se recupera de uma forte crise de sinusite.
“Nosso sentimento é de completa indignação. A atitude do senador é inaceitável. Não permitiremos a usurpação da nossa história. Não aceitaremos a tentativa de desmoralização da liderança de Jarbas Vasconcelos. Reagiremos a essa violência de todas as maneiras possíveis, para preservar a identidade do PMDB de Pernambuco”, disse Henry.

Henry: FBC só confirma a fama de traidor que ele tem


Blog da Folha
O vice-governador de Pernambuco e presidente da executiva estadual do PMDB, Raul Henry, fez duras críticas ao processo de ingresso do senador Fernando Bezerra Coelho no partido e à possível perda do comando da legenda para o novo integrante. Em entrevista à Rádio Folha FM 96,7, hoje, Henry voltou a falar em "violência contra a história da legenda", disse que o grupo "vai lutar" e chamou, ainda, o parlamentar de "traidor".
Questionado se a iniciativa seria uma retaliação da executiva nacional à postura do deputado federal Jarbas Vasconcelos em favor da denúncia do presidente Michel Temer (PMDB), Raul Henry disse acreditar as duas coisas parecem não ter relação.
"Agora é uma coisa diferente, uma articulação do senador Fernando, uma coisa absolutamente desleal, traiçoeira, indigna da parte dele, mas não vamos aceitar. Me parece que com essa só confirma a fama de traidor que ele conseguiu cultivar aqui em Pernambuco. Não vamos admitir, nós vamos para a luta e para o enfrentamento", disparou.
O dirigente partidário lembrou entrevista "muito generosa" concedida por Jarbas em relação ao senador, na qual ele afirmava que acolheria Fernando Bezerra Coelho no PMDB.
"Mas ninguém imaginava que na impossibilidade de Jarbas conversar, acometido de uma forte sinusite, que sequer foi a Brasília, eu numa viagem de trabalho a Ásia, que o senador fosse entrar no partido dizendo que estava entrando para ser o comandante estadual do PMDB. Que história é essa? Que falta de respeito é essa? Que violência é essa contra a nossa história, contra toda uma trajetória que nós temos, contra a liderança de Jarbas, querendo atropelar, querendo desmoralizar a liderança de Jarbas? Não vamos aceitar isso por hipótese nenhuma", declarou o vice-governador.
Raul também acrescentou que teve uma conversa sobre um eventual ingresso com o senador há dois meses. E que depois não conversou.
Na entrevista à Rádio Folha, Raul Henry também disse que na quarta-feira (13) vai ter reunião da executiva nacional e que ele e Kaio Maniçoba, atual secretário estadual de Habitação e que também faz parte da direção nacional, estarão e que levantarão o assunto para debate.

PF: Temer era poder de decisão em quadrilhão do PMDB


Folha de S.Paulo – Reynaldo Turollo JR - Bela Megale - Camila Mattoso - Rubens Valente 
Relatório da Polícia Federal enviado ao STF (Supremo Tribunal Federal) nesta segunda-feira (11), em um inquérito que apura uma suposta organização criminosa formada por membros do PMDB da Câmara, conclui que o presidente Michel Temer tinha poder de comando no grupo e utiliza terceiros para executar tarefas sob seu controle.
O inquérito, conhecido como "quadrilhão do PMDB", tem ainda como alvos os ex-deputados Eduardo Cunha (RJ), Geddel Vieira Lima (BA) e Henrique Alves (AL), os três presos devido a diferentes investigações.
"Ao lado de Eduardo Cunha, os elementos analisados nos autos demonstram que o presidente Michel Temer possui poder de decisão nas ações do grupo do "PMDB da Câmara", tanto para indicações em cargos estratégicos quando na articulação com empresários beneficiados nos esquemas, para recebimento de valores, sob justificativa de doações eleitorais", diz a PF.
"E, como em toda organização criminosa, com divisão de tarefas, o presidente Michel Temer se utiliza de terceiros para executar ações sob seu controle e gerenciamento. Assim, podemos identificar nos autos diversas situações em que utiliza de Moreira Franco [ministro da Secretaria-Geral] e Eliseu Padilha [ministro da Casa Civil] e mesmo de Geddel Vieira [Lima] como longa manus, e seus prepostos, a exemplo da captação de recursos da Odebrecht e OAS (concessão dos aeroportos)."
"De forma consistente, foi apontado como uma das figuras centrais beneficiadas em pagamentos pelo grupo JBS, inclusive com possível recebimento de R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais), por intermédio do ex-deputado Federal e ex-assessor Rodrigo da Rocha Loures, acompanhado em ação controlada executada pela Polícia Federal, um dos pontos de destaque da 'operação Patmos", afirma o relatório.
ARTICULADOR POLÍTICO
Segundo a PF, um fato relevante que demonstra a ascensão de Temer sobre o PMDB da Câmara ocorreu em abril de 2015, quando a então presidente Dilma Rousseff o nomeou como articulador político do governo, após extinção da Secretaria de Relações Institucionais.
"Conforme reportagens da época, o objetivo de tal mudança de interlocutor do governo seria aproveitar a vasta experiência no trato com o Poder Legislativo do então vice-presidente [Temer], para melhorar o relacionamento do governo Dilma com o Congresso Nacional, principalmente com o PMDB", diz a PF.
O relatório, assinado pelos delegados Marlon Cajado e Cleyber Lopes, lista uma série de vantagens supostamente recebidas pelo presidente: "R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais) pagos para Rocha Loures (Operação Patmos), R$ 10.000.000,00 (dez milhões de reais) em doações pelo Grupo Odebrecht. Há ainda notícia de R$ 20.000.000,00 (vinte milhões de reais) referente ao PAC SMS da Odebrecht. Soma-se ainda notícia de R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais) supostamente pago ao coronel [João Baptista] Lima, pelo Grupo J&F Investimentos."
E continua: "Ainda houve circulação de valores decorrentes de esquemas ilícitos que foram pagos 'a pedido' de Michel Temer, como os R$ 5.460.000,00 (cinco milhões quatrocentos e sessenta mil reais) empregados na campanha de Gabriel Chalita à Prefeitura da cidade de São Paulo/SP, o qual era apadrinhado político do Presidente Michel Temer. Por fim, há que se considerar as doações oficiais e em 'caixa 2' realizadas em favor da campanha do seu também apadrinhado político, Paulo Skaf, para Governador do Estado de São Paulo nas eleições de 2014."
Para concluir sobre o presidente, a PF se baseou nas delações de Lúcio Funaro –apontado como um dos principais operadores financeiros do PMDB–, de executivos da Odebrecht, da J&F Investimentos, em relatório de análise de celular de Eduardo Cunha, que foi apreendido, além das ações controladas realizadas no âmbito da Operação Patmos, em abril e maio.
A polícia aponta como anteriores ou relacionados à organização criminosa, no tocante a Temer, os crimes de corrupção passiva e embaraço de investigação de infração penal praticada por organização criminosa (obstrução de Justiça), doações via caixa 2 e lavagem de dinheiro.
OUTRO LADO
Temer, por meio de sua assessoria, disse que não participa nem participou de nenhuma quadrilha nem integra qualquer "estrutura com o objetivo de obter, direta ou indiretamente, vantagens indevidas em órgãos da administração pública".
"O presidente Temer lamenta que insinuações descabidas, com intuito de tentar denegrir a honra e a imagem pública, sejam vazadas à imprensa antes da devida apreciação pela Justiça."
O ministro Eliseu Padilha disse, também via assessoria, que só irá se pronunciar quando e "se houver acusação formal contra ele que mereça resposta".
Moreira Franco disse que jamais participou "de qualquer grupo para a prática do ilícito". "Repudio a suspeita. Responderei de forma conclusiva quando tiver acesso ao relatório do inquérito. Lamento que tenha que falar sobre o que ainda não conheço. Isto não é democrático." 

Deputado quer convocar mulher de Joesley para depor


O deputado João Rodrigues (PSD-SC) apresentou requerimento para que a jornalista Ticiana Villas Boas, mulher de Joesley Batista, dono da J&F, seja convocada a prestar depoimento na CPI mista da JBS, instalada pelo Congresso na semana passada.
Rodrigues disse ter apresentado a solicitação por “uma razão óbvia”: “Ela é a esposa de Joesley e, ao longo dessa vida matrimonial, deve ter partilhado muitas conversas. Sabemos até que há discordância em uma delas”, disse, referindo-se ao áudio em que Ticiana negou informações dadas por Ricardo Saud, que atuava como lobista da J&F no Congresso.
“Ela tem muito a nos dizer”, afirmou o deputado.
A comissão, criada para apurar irregularidades em empréstimos do BNDES para a JBS, se reúne nesta terça-feira (12) para analisar os requerimentos de deputados e senadores. Até agora constam 95 itens na pauta da sessão.  (Folha de S.Paulo)

domingo, 10 de setembro de 2017

Presidente Temer articula a favor da CPMI da JBS


Presidente Temer (à frente) e o presidente do Senado, Eunício Oliveira, fazem articulação política
Do Jornal do Brasil

O presidente Michel Temer continua a articular para se fortalecer e tentar combater a Operação Lava-Jato. Neste sábado (9), após almoçar com ministros e aliados políticos no Palácio do Jaburu, ele recebeu, no fim da tarde, o senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO), presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que vai investigar as delações da JBS.
O senador tucano, segundo fontes próximas a ele, ouviu de Temer que é muito importante que a investigação sobre a JBS prossiga. Está marcada para a próxima terça-feira (12) uma reunião da CPMI onde deverá ser escolhido o relator. O nome mais forte para assumir a relatoria é o do deputado Carlos Marun (PMDB-MS), um dos integrantes da tropa de choque de Temer.
Interlocutores afirmam que o nome de Marun é agradável, mas que qualquer que seja o escolhido, não irá gerar problemas para o Palácio do Planalto.
“O senador Ataídes tem apoiado de forma muito firme e decidida as iniciativas do governo no Senado. A decisão sobre o relator é dele e está em boas mãos, nenhuma preocupação”, afirmou o ministro da Secretaria de Governo, Antônio Imbassahy, também do PSDB.

PT e o dilema do plano B: cadê o substituto para Lula?


“Sem Lula no páreo todo mundo é japonês”.
Sob impacto do depoimento de Antonio Palocci, dirigentes de siglas que são aliadas históricas do PT decidiram iniciar, ainda em reserva, discussões sobre o rumo que tomarão em 2018. Eles não veem chances de o ex-presidente Lula ser candidato à Presidência e argumentam que não há substituto — nem mesmo um nome ungido pelo petista — que consiga unificar a esquerda.
A ordem agora é pensar no próprio plano B. Sem Lula no páreo, argumentam, “todo mundo é japonês”.
Os aliados do PT avaliam que “o pior não é o que Palocci disse” em depoimento a Sergio Moro, na quarta (6), mas o que ele “ainda vai falar”.
Para esses políticos, o que o ex-ministro e integrante da cúpula do PT fez “foi uma ‘avant-première’” do arsenal que possui.
Diversas expressões que causaram furor público no testemunho de Palocci — entre elas o famoso “pacto de sangue” da propina — já haviam sido ditas por ele aos procuradores com quem negocia uma intrincada delação premiada, em Curitiba.  (Painel – FSP)

Quase 25% dos deputados já mudaram de partido


Folha e .Paulo – Angela Boldrini
Quase um quarto dos deputados eleitos em 2014 já trocou de partido pelo menos uma vez desde o início deste mandato, aponta levantamento feito pela Folha.
Dos 513 ocupantes das cadeiras da Câmara, 124 foram alçados ao cargo em legenda diferente daquela a que hoje pertencem, segundos dados da Casa. Ou seja, 24% dos parlamentares atuais.
No total, foram 168 movimentações até 15 de agosto. A discrepância se dá porque alguns trocaram de legenda mais de uma vez.
Seis deputados já acumulam três mudanças na 55ª Legislatura, que começou em 2015 e vai até o início de 2019: Major Olímpio (SD-SP), Hiran Gonçalves (PP-RR), Cícero Almeida (Pode-AL), Macedo (PP-CE), Adalberto Cavalcanti (PTB-PE) e Valtenir Pereira (PSB-MT).
Destes, só o parlamentar alagoano não passou pelo PMB (Partido da Mulher Brasileira), epítome do que os troca-trocas podem acarretar. O partido, nascido no fim de 2015, conseguiu filiar 25 deputados, a maioria no primeiro mês de existência da sigla.
Um a um, eles foram deixando a legenda. O último dos peemebistas, Weliton Prado (MG), deixou o partido em agosto para integrar a bancada do Pros. Antes, ele havia pertencido ao PT.
O tamanho da bancada federal é importante para um partido porque é ele que determina o acesso ao dinheiro do fundo partidário e seu tempo de televisão e rádio.
O fundo é distribuído de duas formas: 5% entre todas as legendas, e os outros 95% repassados proporcionalmente aos votos recebidos na última eleição da Câmara. O PMB, com sua bancada atual de zero deputados, pleiteia na Justiça que o rateio seja feito com base nos deputados que se filiaram a ele no meio do mandato, o que lhe daria, só em 2017, mais de R$ 7 milhões do fundo.

Janot: PMDB da Câmara, de Temer recebeu R$ 350 mi


Propina
Última denúncia do 'quadrilhão da Lava Jato' atribui crime de associação a organização criminosa que desviou recursos da Petrobrás, junto com o PT, o PMDB do Senado e o PP
O Estado de S. Paulo - Ricardo Brandt, Fausto Macedo, Breno Pires, Beatriz Bulla e Rafael Moraes Moura

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, vai apontar recebimento de R$ 350 milhões em propinas pelo “PMDB na Câmara”, grupo político que tinha como um dos líderes o presidente, Michel Temer, no esquema de corrupção e cartel descoberto na Petrobrás.
É a última denúncia criminal do “quadrilhão da Lava Jato” e será apresentada nesta semana ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo atual PGR. São 4 acusações contra políticos do PP, do PT, do PMDB do Senado e do PMDB por crime de associação à organização criminosa.
“O grupo do PMDB da Câmara dos Deputados que integrou a organização criminosa obteve ilicitamente pelo menos R$ 350.000.000,00 à partir de propina paga por empresas”, escreve Janot, na denúncia contra o “quadrilhão do PT” feita no dia 5, que inclui os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.
Entre as empresas corruptoras estão Odebrecht, Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, OAS, UTC, Mendes Junior, Engevix e Setal, que confessaram crimes ou buscam um acordo de leniência com o Ministério Público Federal.

sábado, 9 de setembro de 2017

Que herança!


Ricardo Boechat – ISTOÉ
Raquel Dodge (foto) vai assumir a Procuradoria-Geral da República dia 18 com um ônus que jamais recaiu sobre outros ocupantes do cargo. Terá de decidir sobre as “flechadas” de Rodrigo Janot – a última delas suspendendo o acordo de delação premiada de Joesley Batista e executivos da JBS. Pode anular ou confirmar os atos, mas não ao som de apitos e chocalhos, como fazem os índios em seus costumes tribais. Os olhos do País estarão voltados para Dodge.
Enquanto isso, uma reaproximação ocorreu em Brasília nessas semanas que antecedem a entrada em vigor da reforma trabalhista. Seis anos após abandonarem o Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador, cinco confederações patronais estão de volta. A CNI, CNA, CNC, CNT e o Consif (sistema financeiro) se mandaram inconformadas à época com a interferência do então ministro do Trabalho, Carlos Lupi, numa eleição para escolha do presidente do Codefat.
O gesto quebraria tradicional sistema de rodízio ao cargo, entre empregador e empregado. A composição ampliada trará melhores debates e decisões ao Codefat.

Patos no Caminho da Mudança!

Ramonilson Alves, Deputado Federal Eflain Filho, Benone Leão e Umberto Joubert.  Por uma Patos Melhor!