O peemedebista derrotou a atual prefeita, Lúcia Mariano (PTB), esposa do deputado federal Adalberto Cavalcanti (PTB), na foto ao lado, que domina de forma hegemônica o poder por mais de 40 anos. Grande parte desses recursos foi adquirida por meio de emendas do próprio parlamentar, responsável pelas manobras para prejudicar o sucessor.
Rafael responsabiliza o deputado pela interrupção dos repasses. “Ele [Adalberto Cavalcanti] prefere perder os recursos a deixar o patrimônio para o povo de Afrânio.”, afirmou. A população também está denunciando o sucateamento de serviços básicos, como a saúde. A Prefeitura possui uma parceria com uma clínica popular de Petrolina, mas, segundo Rafael Cavalcanti, o convênio foi interrompido por revanchismo eleitoral.
Além disso, o peemedebista afirma que houve uma tentativa de retirar equipamentos de uma cooperativa de leite em Afrânio. O prefeito eleito tenta contornar a situação dialogando com aliados políticos. Na última terça, se reuniu com o vice-governador de Pernambuco, Raul Henry (PMDB). “Eu já procurei outros deputados. Na próxima segunda, vou a Brasília tentar conseguir recursos para diminuir esse prejuízo que a cidade vai ter. Não aceitaram a derrota nas urnas e estão retaliando a população”, analisa.
Assim como a esposa, Adalberto Cavalcanti disputou uma eleição majoritária este ano: o petebista se candidatou a prefeito de Petrolina, cidade vizinha a Afrânio, mas também foi derrotado nas urnas (obteve 13,24% dos votos válidos, ficando na 4ª posição), depois de ter largado como favorito em todas as pesquisas. As urnas não lhe foram desfavoráveis apenas em Petrolina e Afrânio. Em Queimada Nova, cidade do Piauí que faz divisa com Pernambuco, seu irmão Raimundinho Cavalcanti (PHS) também perdeu a eleição para prefeito.
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