Irritado com o ato dos líderes, Waldir Maranhão chegou a exonerar, ontem, o secretário-geral da Mesa Diretora, Silvio Avelino, em retaliação ao fato de o subordinado ter participado, na véspera, do encontro com as lideranças partidárias. Ao deixar a Câmara no início da tarde de ontem, o presidente interino ressaltou que a eleição será mantida para quinta-feira, apesar de os líderes terem antecipado em dois dias a votação. O regimento interno permite que o colégio de líderes convoque sessões extraordinárias para, inclusive, realizar eleições para a presidência da Casa.
Polêmica à parte, com a pulverização, o Palácio do Planalto já trabalha com o cenário de segundo turno. No núcleo do Governo, a avaliação é que a eleição é hoje uma incógnita. Por isso, a ordem é não repetir o movimento da presidente afastada Dilma Rousseff, que ganhou um inimigo ao trabalhar contra a candidatura de Cunha na disputa de 2015. “O Governo vai ficar longe dessa disputa. Se o Governo entrar, não tem forma de ganhar. Haverá sequelas. O importante é a base estar unida”, dizia, ontem, o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha.
“Sendo um aliado, não interessa quem vai ganhar”, raciocina ele. Com a multiplicação de candidaturas, o líder do PSD, deputado Rogério Rosso, que era cotado para unir o chamado “centrão”, avisou que está fora da disputa. “Não sou candidato por entender que precisamos de estabilidade e consenso na Casa. Com a quantidade de candidatos, prefiro trabalhar para o consenso”, disse.
Já o grupo originário da antiga oposição busca uma candidatura única. Os dois nomes mais fortes são os dos deputados Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Heráclito Fortes (PSB-PI). Esse grupo é formado pelo PSDB, DEM, PPS e PSB, e tenta atrair o apoio de outros partidos de esquerda como PDT e PC do B. “Não vou disputar com o Heráclito. Estamos afinados”, avisa Rodrigo Maia. Por Magno Matins
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