Parlamentares que dão sustentação ao Palácio do Planalto ouvidos pela reportagem disseram que o pronunciamento feito por Temer neste sábado (20) foi bom ao mostrar fragilidades nas acusações contra o peemedebista.
Para eles, Temer deu discurso para a base aliada contestar nos plenários da Câmara e do Senado a afirmação de que a Procuradoria-Geral da República vê indícios dos crimes de obstrução de Justiça, corrupção passiva e organização criminosana conduta de Temer narrada em delação pelos irmãos Batista, da JBS.
No entanto, estes mesmos parlamentares dizem, sob reserva, que, se surgirem fatos novos contra o presidente na próxima semana, pode haver uma debandada da base aliada.Neste sábado, o PSB, que comanda o Ministério de Minas e Energia, pediu a renúncia de Temer e disse que, se isso não ocorrer, defende o impeachment do presidente. A legenda —sétima maior da Câmara, com 35 deputados— não se manifestou sobre a possibilidade de entregar os cargos que seus integrantes ocupam no governo.
O PPS —16ª bancada da Câmara, com nove deputados— abriu mão do Ministério da Cultura, mas manteve-se no Ministério da Defesa e afirmou que continua na base do governo.
Também envolvido na crise atual, o PSDB —terceira bancada, com 47 deputados— está dividido, mas deve definir sobre o desembarque até terça-feira (23).
O Podemos -ex-PTN, 13ª bancada, com 13 deputados- anunciou ter deixando a base e assumido posição de "independência".
Segundo integrantes do governo, o Podemos continuará votando com o Planalto, mas quer o título de "independente" para receber os senadores Álvaro Dias (PV-PR) e Romário (PSB-RJ).
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