Chegou a negociar, inclusive, a ocupação de espaços e cargos tanto no Governo do Estado quanto na Prefeitura do Recife. Ocorre que Priscila correu forte e solta pela raia nacional, fez articulações pesadas com o apoio ostensivo do seu pai, o ex-governador e ex-ministro Gustavo Krause.
Mesmo sem ser anunciado oficialmente enquanto tal, na verdade todas as lideranças do DEM nacional apoiaram Krause e deixaram Mendoncinha isolado. De fato, Mendonça já estava enfraquecido ao perder a Liderança do DEM na Câmara do Deputados, especialmente com a prevalência do prefeito de Salvador, ACM Neto, que colocou o novo líder no lugar de Mendonça.
Agora Mendonça Filho fica inteiramente desmoralizado ao ser forçado a quebrar os compromissos assumidos com Paulo Câmara e com Geraldo Júlio. Todos esperam que tenha semancol e entregue urgente todos os cargos que ocupa no Governo do Estado, já que na Prefeitura do Recife terá, certamente, que devolver imediatamente.
O que resta a Mendonça é lutar pela queda da presidente Dilma e tentar espaços políticos para compensar as perdas em Pernambuco por conta da derrota que sofreu ao ter que engolir a candidatura de Priscila para concorrer ao cargo de prefeito na capital. A propósito, pode ser que nestas eleições a cena pernambucana venha a assistir, com Priscila, ao nascimento de uma nova liderança política.
Realisticamente, tudo indica que Priscila não tem as mínimas condições de obter uma vitória eleitoral, especialmente pela débil estrutura do seu pequeno partido, em particular pelo pouco tempo de TV, onde conta com apenas meio minuto para o guia eleitoral, além de poucos militantes e precário apoio financeiro. Mesmo assim, Priscila tem tudo para conquistar uma grande vitória política e se transformar num quadro majoritário de grande potencial no futuro.
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