quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Grande Comício de encerramento da Frente Popular de São José do Egito.


Falta o torpedo final

Carlos Chagas
Cada vez que a Operação Lava Jato manda prender um dos marechais do PT, quantos companheiros desistem e se desligam da legenda, formal ou informalmente?  Milhares ou milhões?
A degola de Antônio Palocci constitui-se numa explosão de profundas consequências para o partido, menos porque o ex-ministro será condenado à prisão por longo período, mais porque, depois dele, só resta mesmo disparar o torpedo final sobre o Lula. Nessa hora, estará acabado o PT. 
Esse golpe de graça ou petardo definitivo, porém, exige tornar o ex-presidente inelegível por via judicial.
Por enquanto, a sobrevivência do PT liga-se à sorte do Lula. Procuradores, Polícia Federal, Ministério Público e Receita atuam para levar o combate às últimas consequências, ou seja, ao afastamento do Lula da vida política. É o embate derradeiro, ainda de resultado inconcluso.
Afinal, as acusações contra o primeiro-companheiro, por enquanto costeando o alambrado, restringem-se a um apartamento triplex cuja propriedade ele nega, e ao armazenamento de presentes recebidos durante seus dois mandatos na presidência da República. Crimes, é claro, mas nada parecido com os praticados por Antônio Palocci, orçados em mais de uma centena de milhões carreados para seu bolso. Daí para trás, até chegar a José Dirceu, há munição capaz de implodir o Partido dos Trabalhadores, desde que disparado o último torpedo para atingir o Lula.
Os petistas aferram-se à possibilidade de blindar seu chefe maior para levá-lo até a próxima sucessão presidencial. Difícil é, mas impossível, não será.

Para a PF, havia risco de Mantega fugir do Brasil




Folha de S.Paulo - Bela Megale e Gabriel Mascarenhas

A Polícia Federal diz ter identificado o risco de o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega fugir do Brasil entre setembro e outubro deste ano. O petista foi alvo da 34ª fase da Operação Lava Jato, na semana passada.
Nascido na Itália, Mantega tem dupla cidadania. Investigadores ouvidos pela Folha relatam, em conversas reservadas, que Mantega e a mulher, Eliane Berger, estavam com passagens compradas para Paris com embarque marcado para o dia seguinte ao da detenção, ocorrida na última quinta (22).
Segundo integrantes da PF, após ser alvo de prisão temporária, revogada horas mais tarde pelo juiz Sergio Moro, Mantega remarcou a viagem para 8 de outubro, com retorno previsto para o dia 15 do mesmo mês.
O advogado do ex-ministro, José Roberto Batochio, negou que seu cliente tivesse uma reserva para o dia seguinte à operação, mas confirma que Mantega e a mulher planejavam viajar para Paris no dia 8 de outubro. Batochio diz que o casal desistiu da viagem devido ao agravamento da saúde de Eliane, em tratamento para combater um câncer.
O advogado de Mantega também rechaça que o petista planejou fugir do país. "Isso é uma sórdida invencionice", afirmou o defensor.
Entretanto, considerando haver risco de fuga, a PF seguiu monitorando o petista após sua soltura. No início desta semana, a polícia identificou que o ex-ministro petista cancelou a reserva para outubro. De acordo com policiais que participam da investigação, o bilhete comprado garantia ao passageiro a possibilidade de embarcar em qualquer voo em que houvesse vaga – outro ponto rechaçado pela defesa do petista.
Diante do que identificou como plano de Mantega para sair do Brasil, a PF sugeriu informalmente ao juiz Sergio Moro que apreendesse o passaporte do ex-ministro. Até a tarde de terça (27), porém, não havia medidas cautelares que impeçam o ex-ministro de viajar para o exterior.

Ângelo abre vantagem de 14 pontos em Sertânia

      Por Houldine Nascimento
      
O candidato do PSB a prefeito de Sertânia, Ângelo Ferreira, abriu uma vantagem de 14 pontos percentuais sobre o seu adversário, o prefeito Guga Lins, do PSDB, e deve ser eleito no próximo domingo. Se as eleições municipais fossem hoje, o socialista teria 50,3% dos votos ante 36,3% do tucano. Em terceiro lugar, o candidato do Psol, Júlio César, ficaria com apenas 4% dos votos. Brancos e nulos representam 1,4% e indecisos estão na casa de 8%.
Ângelo também lidera na espontânea (46,9%), enquanto o candidato à reeleição registra 36%. Júlio César é lembrado por 2% dos entrevistados. O índice de brancos e nulos permanece 1,4% e os indecisos sobem para 13,7%. Quando é traçado o cenário de rejeição, Guga Lins aparece no topo. Entre os entrevistados, 35,1% disseram que não votam nele de jeito nenhum.  Em seguida, vem Ângelo Ferreira com 26,6%. Já o representante do Psol tem a recusa de 10,9% dos eleitores. Somente 5,4% disseram rejeitar todos os candidatos e 22% afirmaram não rejeitar nenhum deles.
O Instituto Opinião aplicou 350 questionários entre os dias 19 e 20 de setembro nas localidades de Albuquerque Né, Algodões, Alto da Conceição, Alto do Cemitério, Alto do Céu, Alto do Rio Branco, Carolina, Centro, COHAB I e II, Cruzeiro do Nordeste, Ferro Novo, Ferro Velho, Henrique Dias, Imaculada Conceição, Maniçoba, Maria Melo, Moderna, Pedra Grande, Pernambuquinho, Presidente Vargas, Rio da Barra, Rua da Cerâmica, Rua da Cruz, Rua do Juá, Rua dos Currais, Treze de Maio, Umburanas, Valdemar Siqueira e Vila dos Motoristas. O levantamento está registrado no TRE sob o número PE-04871/2016.

Mendes quer que PF apure morte de candidato em Goiás

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes, entrou em contato, ontem, com o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, e pediu a atuação da Polícia Federal na investigação do assassinato do candidato à prefeitura de Itumbiara (GO) José Gomes da Rocha (PTB).
"Nós estamos em contato estreito com o Ministério da Justiça e também já pedimos que a Polícia Federal atue na investigação desses episódios que repercutem e podem afetar o pleito eleitoral", disse Gilmar Mendes nesta quinta-feira, 29, durante a sessão plenária do TSE.
"Estamos acompanhando com todo o cuidado o desdobramento desses episódios, que eles sejam desde logo esclarecidos, investigados", destacou o ministro. Nesta quarta-feira, o TSE divulgou nota informando que o presidente da Corte Eleitoral "repudia" a morte de José Gomes da Rocha.
Segundo informações do TSE, já foram registrados pelo menos 20 homicídios envolvendo candidatos e pré-candidatos a cargos eletivos ao longo dos últimos nove meses. Os assassinatos ocorreram em dez Estados: Rio de Janeiro, São Paulo, Ceará, Bahia, Alagoas, Rio Grande do Norte, Acre, Rondônia, Rio Grande do Sul e Goiás.
O candidato a prefeito pelo PTB, conhecido como Zé Gomes, foi executado nesta quarta-feira com um tiro na cabeça. O autor dos disparos, o funcionário público Gilberto Ferreira do Amaral, e o policial militar Vanilson Rodrigues morreram minutos depois em tiroteio - que também deixou ferido o vice-governador do Estado e governador em exercício, José Eliton (PSDB).

Governo elabora atualização das políticas de defesa

Do G1
O governo federal apresentou, hoje, no Palácio do Planalto, o "Livro Branco de Defesa Nacional", documento que contém atualizações das políticas nacionais de defesa e estratégias de segurança que deverão ser executadas pelas Forças Armadas (Exército, Marinha e Aeronáutica) ao longo dos próximos anos.
No mesmo evento, o governo apresentou outros dois documentos que complementam o "Livro Branco": a "Política Nacional de Defesa" e a "Estratégia Nacional".
A primeira edição do “Livro Branco" foi divulgada em 2012 e, conforme a assessoria do Ministério da Defesa, uma atualização deve ser enviada para análise do Congresso Nacional a cada quatro anos.
De acordo com o Ministério da Defesa, o livro contém dados estratégicos, orçamentários, institucionais e materiais sobre as Forças Armadas e aborda temas como "cenário estratégico", "política nacional de defesa", "estratégia nacional de defesa", "modernização das Forças Armadas" e "operações de paz e ajuda humanitária".
A apresentação do Livro Branco à imprensa, no Salão Leste do Palácio do Planalto, foi feita pelo ministro da Defesa, Raul Jungmann, e pelos comandantes das Forças Armadas:  general Eduardo Villas Bôas (Exército), almirante Eduardo Bacellar (Marinha) e Nivaldo Rossato (Aeronáutica), após eles se reunirem com o presidente Michel Temer.
Também estiveram presentes o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, almirante Ademir Sobrinho, e o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Sérgio Etchegoyen.

Eleições: saiba o que se torna proibido na propaganda

Por Magno Martins 

 Após 45 dias de campanha de rua, as eleições 2016 já estão na reta final. A partir desta quinta-feira, tem início os últimos preparativos para o dia 02 de outubro. Vale lembrar que nestes últimos dias a Justiça Eleitoral não permite mais o mesmo tipo de propaganda que foi permitido durante um mês e meio. Hoje terminam diversas atividades importantes da campanha eleitoral. É o último dia para a exibição da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão, comícios, reuniões públicas e realização de debates, estando previsto para hoje diversos debates como em Recife e Caruaru.
A legislação eleitoral prevê ainda que hoje é o ultimo dia para os partidos políticos e as coligações indicarem aos Juízos Eleitorais o nome das pessoas autorizadas a expedir as credenciais dos fiscais e dos delegados habilitados a fiscalizar os trabalhos de votação durante o primeiro turno das eleições. Lembrando que não é necessário submeter à Justiça Eleitoral os nomes dos fiscais e locais onde irão atuar.
Nesta sexta-feira, ainda são permitidas as propagandas em carro de som, a realização de caminhadas, panfletagem e carreatas – todas até as 22h. Também é possível realizar a colocação de adesivos em automóveis, propagandas em jornais e fazer a campanha na internet.
No sábado, a publicidade paga em jornais não é mais permitida, mas a propaganda eleitoral mediante alto-falantes ou amplificadores de som, entre as 8h e às 22 horas, estão liberadas. Já no dia da eleição, os únicos tipos de propagandas permitidas são os adesivos em automóveis e a publicação na Internet – sites, Facebook e aplicativos em mensagens instantâneas, como o Whataspp.
A advogada eleitoral Diana Câmara destaca que essa reta final de campanha demanda ainda mais atenção para as regras eleitorais, em especial para o dia da eleição. “Não houve mudanças na legislação acerca dos prazos finais de campanha e nem para o dia da eleição. Contudo, deve o candidato atentar para o que prevê a lei a fim de não cometer irregularidades e sofrer sanções. No dia da eleição não é permitido fazer boca de urna, nem aglomeração de pessoas ou distribuição de material, como o santinho do candidato. Já na internet a propaganda continua, sendo um bom canal para mostrar o dia do candidato, demonstrações de apoio, inclusive com pedido expresso de voto. Assim, vale a pena investir nas redes sociais, mas sem o uso de link patrocinado”.

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Goiás: vice-governador baleado, candidato morto


José Gomes (de vermelho) morreu baleado em Itumbiara, Goiás (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
Homem atirou contra veículo onde estavam os políticos durante carreata.
Vice José Eliton (PSDB) está internado em hospital de Itumbiara.

Sílvio Túlio e Vanessa Martins - Do G1 GO

O vice-governador de Goiás, José Eliton (PSDB), de 44 anos, foi baleado no abdômen durante uma carreata nesta quarta-feira (28), em Itumbiara, região sul de Goiás. Um atirador atingiu quatro pessoas e foi morto por seguranças do vice-governador. Três morreram: o candidato à prefeitura de Itumbiara José Gomes da Rocha (PTB), de 58 anos, o cabo da PM Vanilson João Pereira, da escolta do vice, e o atirador. Imagens mostram o tumulto e barulho de tiros no momento do atentado.
Segundo o delegado regional de Itumbiara, Ricardo Chueire, que está no local do crime, o atirador foi identificado como Gilberto Ferreira do Amaral, de 53 anos, funcionário da prefeitura. Ele foi atingido e morreu. Segundo a assessoria de imprensa do Governo de Goiás, o atirador parou na frente do veículo onde Eliton e José Gomes estavam e efetuou vários disparos.
Eliton foi socorrido e levado para o Hospital Municipal Modesto de Carvalho, em Itumbiara. Uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) aérea de Goiânia foi para cidade transportar o vice-governador para a capital. Segundo o secretário de Saúde de Itumbiara, Adriano Martins, a unidade deixou o município às 20h45. Ao chegar à capital, José Eliton deve ficar internado no Hospital de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol).
A assessoria de imprensa do governador informou mais cedo que Eliton passava por uma cirurgia, ainda em Itumbiara. Ainda não há informações sobre o estado de saúde dele.
O ataque
O deputado federal Jovair Arantes (PTB) também estava no mesmo veículo que foi alvo do ataque. Ele contou que o atirador estava sozinho em um carro que seguia na pista contrária ao do comboio. "Todo mundo achou que vinha pegar na mão, mostra um papel para o Zé [José Gomes]. De repente, ele sacou a pistola e começou a atirar a esmo. Graças a Deus que um segurança da responsabilidade da vice-governadoria estava presente e matou o cara", afirmou.

A Executiva do PSDB Goiás divulgou nota lamentando o atentado. "José Gomes da Rocha liderava as pesquisas entre os candidatos a prefeito de Itumbiara. Foi um homem honrado, trabalhador e muito querido, sobretudo pela população. A Executiva presta sua homenagem ao segurança Vanilson, também vítima fatal do atirador. Muito triste haver pessoas capazes de atos de tamanha violência e covardia".

terça-feira, 27 de setembro de 2016

TCU reprovará contas de Dilma e condenará Mantega



O TCU (Tribunal de Contas da União) deve julgar no dia 5, e reprovar, as contas de Dilma Rousseff em 2015., segundo informa  a colunista Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo desta terça-feira.
Diz a colunista que na mesma data, o tribunal julgará a responsabilidade direta de integrantes da equipe econômica sobre as pedaladas de 2014. Havia dúvidas entre os ministros sobre a condenação do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega. Agora, ela é praticamente uma certeza.
Há discussões, ainda, sobre o rigor da pena que seria aplicada a ele. Ela poderia chegar a oito anos de inabilitação para funções públicas, mas é possível que o prazo seja menor, desde que aplicada uma multa.

Lava Jato vira pelo avesso consultoria de Palocci


Blog de Josias de Souza

Nas palavras de um integrante da força-tarefa de Curitiba, a Lava Jato vai virar do avesso a empresa Projeto Consultoria Empresarial e Financeira Ltda.. Tem sede em São Paulo. Pertence ao ex-ministro petista Antonio Palocci, preso nesta segunda-feira. Apura-se a suspeita de que dinheiro de propina passou pela caixa registradora da firma.
Ironicamente, parte da matéria-prima que ajuda os investigadores a varejarem a empresa de Palocci foi produzida pelo Ministério da Fazenda, a pasta que ele comandou no primeiro mandato de Lula. Afora dados colecionados pela Receita Federal, há pelo menos um relatório do Coaf, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras, outro órgão da Fazenda, que fiscaliza operações bancárias atípicas.
Datado de 23 de outubro de 2015, o documento do Coaf veio à luz em 31 de outubro do ano passado, em notícia produzida pelo repórter Thiago Bronzatto. Chama-se Relatório de Inteligência Financeira 18.340. Tem 32 páginas. No trecho dedicado a Palocci, informa que passaram pelas contas bancárias da consultoria Projeto R$ 216 milhões entre entradas e saídas, desde junho de 2011.
Anotou-se no texto do Coaf que as contas da empresa Projeto “não demonstram ser resultado de atividade ou negócios normais, visto que utilizadas para recebimento ou pagamento de quantias significativas, sem indicação clara de finalidade ou relação com o titular da conta ou seu negócio.”
O Coaf resumiu os informes que recebeu da rede bancária: “A empresa Projeto, Consultoria Empresarial e Financeira Ltda […] foi objeto de comunicações de operações financeiras […] com valor associado de R$ 216.245.708,00, reportados no período de 2008 a 2015, dos quais R$ 185.234.908,00 foram registrados em suas contas correntes e o restante em contas de terceiros…”
Numa das transações, a empresa de Palocci recebeu R$ 5.396.375 da montadora de automóveis Caoa, investigada noutra operação policial, a Zelotes. Além de Palocci, “o italiano” das planilhas do departamento de propinas da Odebrecht, o relatório do Coaf revela movimentações bancária suspeitas de outros personagens sob investigação policial. Entre eles Lula e mais dois ex-ministros petistas: Fernando Pimentel (Desenvolvimento), hoje governador de Minas, e Erenice Guerra (Casa Civil), na mira de Curitiba. Juntos, movimentaram notáveis R$ 297,7 milhões.

STF aceita denúncia contra Gleisi Hoffmann e Bernardo

Do UOL
O STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu, por unanimidade, nesta terça-feira (27) abrir ação penal contra a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) e o marido dela, o ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo, por suspeitas de terem recebido de forma ilegal R$ 1 milhão para a campanha de Gleisi ao Senado em 2010. Dessa forma, eles virão réus na ação.
Segundo a denúncia da Procuradoria-Geral da República, o dinheiro teria origem no esquema do chamado petrolão, investigado pela Operação Lava Jato, e teria sido repassado à campanha com o objetivo de manter no cargo o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, hoje um dos principais delatores do esquema de corrupção na estatal.
A decisão é da 2ª Turma do STF, da qual participa o relator do processo, ministro Teori Zavascki, responsável pelas ações da Operação Lava Jato no Supremo. Participaram do julgamento, além de Zavascki, Celso de Mello, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes.
Em seu voto, Teori rejeitou o argumento dos advogados de defesa de que a denúncia não traria provas das acusações.
"Não há como acolher a tese das defesas de que denúncia seria inepta por não descrever o fato criminoso em todas as suas circunstâncias", disse. "Para embasar a peça acusatória, apresenta o Ministério Público inúmeros indícios concretos", afirmou Teori.
O ministro também comentou as contradições nos depoimentos iniciais dos delatores Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef, sobre a quem Paulo Bernardo teria feito a suposta solicitação do dinheiro, tese da defesa.  Segundo Teori, apesar da divergência inicial, posteriormente ambos confirmaram o repasse feito a pedido do ex-ministro. "Youssef não só confirmou a relação da entrega de valores, reconhecendo ainda, mediante fotografia, a pessoa do denunciado Ernesto Rodrigues como a pessoa responsável por receber a quantia", disse Teori.
Ao abrir processo, o STF transforma Gleisi e Paulo Bernardo em réus pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A decisão, no entanto, não equivale a uma confirmação da suposta participação do casal no esquema, o que deve ser provado durante a fase de julgamento da ação, que começa agora.
A senadora e o marido negam qualquer participação em irregularidades. Os advogados de defesa do casal afirmam que a denúncia não traz provas e se baseia em "meras conjecturas".
Bernardo foi ministro do Planejamento no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ministro das Comunicações na gestão da ex-presidente Dilma Rousseff.
Também foi denunciado, e transformado em réu, o empresário Ernesto Kugler Rodrigues, acusado de atuar como intermediário no repasse do dinheiro à campanha petista.
O que diz a denúncia
Segundo afirma a Procuradoria, Paulo Bernardo teria pedido o valor à Paulo Roberto Costa e os pagamentos foram realizados por meio de empresas de fachada em operação que contou com a participação do doleiro Alberto Youssef, também delator na Lava Jato.
O suposto pagamento de propina à campanha de Gleisi Hoffmann foi detalhado por Paulo Roberto e Youssef em seus acordos de colaboração premiada com a Lava Jato, segundo afirma a Procuradoria.
A denúncia afirma que o advogado e delator Antonio Carlos Pieruccini, que possuía negócios com Youssef, foi o responsável por transportar os valores, em dinheiro, de São Paulo a Curitiba. A entrega teria sido feita a Ernesto Rodrigues em quatro parcelas de R$ 250 mil, segundo a Procuradoria

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Por unanimidade TRE defere registro de candidatura de Nabor Wanderley


Por unanimidade, o Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba deferiu o pedido de registro de candidatura de Nabor Wanderley, candidato à prefeito de Patos pelo PMBD.
Durante sessão do pleno, a Corte do deferiu, por 6 votos a 0, o pedido de candidatura.
O registro de candidatura de Nabor Wanderley havia sido impugnado pelo juiz da 28ª Zona Eleitoral, José Milton Barros de Araújo. O pedido de impugnação foi ajuizado pela coligação ‘Patos tem Jeito’, encabeçada pelo deputado estadual Dinaldinho Wanderley (PSDB), que alegou que Nabor foi condenado em oito processos pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) em ações que tratavam de fraudes, ausência de licitações e outras irregularidades que resultam em improbidade administrativa.
O relator do recurso no TRE-PB, votou pelo provimento do recurso e consequente deferimento do registro de candidatura. Ele foi acompanhado pelos demais juízes da corte eleitoral. Mais Patos

Após prisão de Palocci, Temer cobra explicações

Da Folha de São Paulo
Preocupado com críticas de que seu governo usa politicamente a Lava Jato, o presidente Michel Temer vai cobrar de seu ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, explicações sobre suas declarações dadas no domingo (25), quando afirmou que "nesta semana" iria ter mais uma fase das operações do Ministério Público e Polícia Federal que investigam o petrolão.
O presidente, que já estava irritado com seu assessor, ficou ainda mais contrariado depois que a Lava Jato deflagrou hoje nova operação, prendendo o ex-ministro Antonio Palocci (governos Lula e Dilma) e pelo menos dois assessores dele.
Segundo auxiliares presidenciais, a fala do ministro da Justiça dá munição a quem pode acusar o presidente Temer de tentar interferir e monitorar a Operação Lava Jato, passando a mensagem de que o Palácio do Planalto é informado sobre tudo das operações e até usa as informações politicamente.
No Planalto, a avaliação é que Alexandre de Moraes ficou numa posição "ruim" e terá de se explicar "muito bem" porque fez seus comentários em Ribeirão Preto (SP), terra de Antonio Palocci, principal alvo da força-tarefa da Lava Jato nesta sua 35ª fase.
Segundo assessores, as declarações no mínimo infelizes do ministro da Justiça têm duas leituras. A primeira, grave, que ele teria usado uma informação privilegiada obtida junto à Polícia Federal, que é subordinada a ele, durante evento público. Para complicar ainda mais o ministro, o pedido de prisão de Palocci foi feito pela PF.
A segunda, considerada também péssima, é que ele poderia não saber da operação de hoje, mas usou a Lava Jato politicamente, num momento de campanha eleitoral, numa cidade em que há um candidato tucano, Duarte Nogueira, disputando a prefeitura local.
Alexandre Moraes foi secretário de Segurança do governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP).
Ainda ontem, a equipe de Moraes tentou relativizar suas declarações, dadas durante evento com integrantes do MBL (Movimento Brasil Limpo), grupo que organizou atos de apoio ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.
Na conversa com o MBL, Moraes disse que uma nova etapa da Lava Jato ocorreria nesta semana. "Teve a semana passada e esta semana vai ter mais, podem ficar tranquilos. Quando vocês virem esta semana, vão se lembrar de mim", afirmou o ministro.
Mais tarde, sua assessoria disse que tudo não passou de uma "força de expressão" de Alexandre de Moraes, com o intuito de garantir a continuidade das investigações e buscando sinalizar que não haveria interferência do governo nas operações.
O episódio envolvendo Alexandre de Moraes é mais um de uma coleção de declarações consideradas "desastradas" pela equipe de Michel Temer, que tem gerado desgaste precoce no governo do peemedebista.
Na abertura da coletiva concedida pela Força Tarefa da Lava Jato, para explicar a operação de hoje, os investigadores fizeram questão de afirmar, logo no início, que o governo não é informado previamente das operações.

PF prende Palocci na 35ª fase da Operação Lava Jato

Do G1
O ex-ministro Antonio Palocci (PT) foi preso na 35ª fase da Operação Lava Jato, que foi deflagrada pela Polícia Federal (PF) na manhã desta segunda-feira (26). Ao todo, foram expedidos 45 mandados judiciais, sendo 27 de busca e apreensão, três de prisão temporária e 15 de condução coercitiva, que é quando a pessoa é levada para prestar depoimento e depois liberada. A operação ocorre em São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal.
Antônio Palocci foi ministro da Casa Civil no governo Dilma Rousseff e ministro da Fazenda no governo Lula. A prisão dele foi pedida pela PF e acatada pela Justiça. O ex-ministro foi detido em apartamento na Alameda Itu, no bairro Jardins, em São Paulo, e será levado da PF na capital paulista para a carceragem da PF em Curitiba, no início da tarde. Os policiais também cumprem mandados na casa e no escritório do ex-ministro.
O advogado do petista, José Roberto Batochio, chamou a prisão de arbitrária e disse que não sabe quais são as acusações contra seu cliente.
Os outros dois presos são: o ex-secretário da Casa Civil Juscelino Antônio Dourado e Branislav Kontic, que atuou como assessor na campanha de Palocci em 2006. Eles também serão levados para Curitiba.
Suspeitas de propina
A 35ª fase apura a relação entre o Grupo Odebrechet e o ex-ministro Antonio Palocci. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), há evidências de que o Palocci e Branislav receberam propina para atuar em favor da empreiteira, entre 2006 e o final de 2013, interferindo em decisões tomadas pelo governo federal. O ex-ministro também teria participado de conversas sobre a compra de um terreno para a sede do Instituto Lula, que foi feita pela Odebrechet.
"Conforme planilha apreendida durante a operação, identificou-se que entre 2008 e o final de 2013, foram pagos mais de R$ 128 milhões ao PT e seus agentes, incluindo Palocci. Remanesceu, ainda, em outubro de 2013, um saldo de propina de R$ 70 milhões, valores estes que eram destinados também ao ex-ministro para que ele os gerisse no interesse do Partido dos Trabalhadores", diz o MPF.
As suspeitas sobre Palocci na Lava Jato surgiram na delação do ex-diretor de Abastecimento da PetrobrasPaulo Roberto Costa. Ele disse que, em 2010, o doleiro Alberto Youssef lhe pediu R$ 2 milhões da cota de propinas do PP para a campanha presidencial da ex-presidente Dilma Rousseff. O pedido teria sido feito por encomenda de Palocci. Youssef está preso na PF em Curitiba e já foi condenado por corrupção e lavagem de dinheiro na Lava Jato.
O que diz o suspeito
O advogado de Palocci, José Roberto Batochio, disse que a Lava Jato "parece um espetáculo". “O show tem que continuar. O circo tem que continuar”, afirmou. Batochio também estranhou o fato de o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, ter anunciado no domingo (25) que haveria Lava Jato nesta semana.
“O fato de ele anunciar em um encontro do PSDB que haverá novas diligências não é estranho. Aécio [Neves] denunciado, Anastasia denunciado, Serra. Por que será [que anunciou no evento]?” Para Batochio, “as liberdades constitucionais foram sequestradas em Curitiba”. “Ninguém faz nada. Um silêncio absoluto”, disse.
"Não sabemos a acusação, pois ela é até o presente momento absolutamente secreta ao melhor estilo da ditadura militar. Você não sabe de nada, não sabe o que está sendo investigado, um belo dia batem à sua porta e o levam. De modo que nós estamos voltando ao velho tempo do autoritarismo, da arbitrariedade. Qual a necessidade de se prender uma pessoa que tem domicílio certo, que é médico, que foi duas vezes ministro, que pode dar todas as informações quando for intimado. É por causa do espetáculo?", questionou Batochio.
Ações em favor da Odebrecht
Segundo a PF, há indícios de uma relação criminosa entre o ex-ministro e a Odebrecht. "Há indícios de que o ex-ministro atuou de forma direta a propiciar vantagens econômicas ao grupo empresarial nas mais diversas áreas de contratação com o poder público, tendo sido ele próprio e personagens de seu grupo político beneficiados com vultosos valores ilícitos", diz a PF.
As investigações da PF e MPF apontam que Palocci e a Odebrechet negociaram:
- Esforços para aprovação para o projeto de lei de conversão da Medida Provisória 460/2009, que resultaria em benefícios fiscais para a empreiteira;
- Aumento da linha de crédito junto ao BNDES para Angola, país com o qual a empresa tinha relações comerciais;
- Interferência em licitações da Petrobras para aquisição de 21 navios sonda para exploração da camada pré-sal;
- Favorecimento de negócios envolvendo programa de desenvolvimento de submarino nuclear (Prosub).
Ainda conforme a PF, outro núcleo da investigação apura pagamentos efetuados pelo chamado “setor de Operações Estruturadas” da Odebrecht para diversos beneficiários que estão sendo alvos de mandados de busca e de condução coercitiva.
Planilha de propinas
De acordo com o MPF, a planilha apreendida mostra valores ilícitos repassados a Palocci tanto em período de campanha quando fora dele. A planilha era chama de “Posição Programa Especial Italiano” e usava, segundo investigados, o termo “italiano” como codinome para se referir ao ex-ministro.
"A análise das anotações registradas nesta planilha aponta para o fato de que grande parte dos valores utilizados para o pagamento das vantagens indevidas se originaram da Braskem, empresa petroquímica que possui diversos contratos com a Petrobras", diz o MPF.
O Ministério Público afirma que alguns dos valores registrados ainda precisam de maior apuração para identificar a quais fatos estão relacionados.
Terreno do Instituto Lula
"As provas até agora colhidas apontam que, além dos pagamentos realizados em favor de Monica Moura e João Santana [marqueiteiros de campanha] no interesse do Partido dos Trabalhadores, os subornos repassados a Antonio Palocci também envolveram a aquisição do terreno inicialmente destinado à construção da nova sede do Instituto Lula, referido na planilha pela rubrica “Prédio (IL)”, afirma o MPF. A empreiteira comprou o terreno avaliado em R$ 12 milhões, segundo laudo revelado em maio deste ano.
Investigadores dizem que Antonio Palocci participou de reunião com Marcelo Odebrecht e Roberto Teixeira, e recebeu, por intermédio de Branislav Kontic, documentos encaminhados via e-mail pelo presidente do grupo empresarial, relacionados à compra do terreno (em mensagens sob o título “Prédio Institucional”, “Prédio do Instituto” e planilha intitulada “Edificio.docx”).
Outra prova analisada, segundo o MPF, se refere à minuta de contrato do terreno encontrada no sítio usado pelo ex-presidente Lula, em que constava o pecuarista José Carlos Bumlai, amigo de Lula, como o comprador, e representado por Roberto Teixeira. Em depoimento, Bumlai afirmou que se recusou a figurar como comprador do imóvel, tendo sido, de fato, identificado que a compra se deu em favor de pessoas vinculadas à Odebrecht.
Operação Omertà
Segundo a PF, o nome desta fase da Lava Jato, Omertà, é uma referência a um código de honra da máfia italiana, que fazia um voto de silêncio perante autoridades. A polícia diz que o silêncio imperava no Grupo Odebrecht e foi quebrado por integrantes do setor de operações estruturadas, o que permitiu o aprofundamento das investigações.
Além disso, o nome remete à postura atual do comando da empresa, que se mostra "relutante em assumir e descrever os crimes praticados".

TRE deve concluir nesta segunda-feira julgamento de recurso de Nabor


O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) deve concluir hoje, segunda-feira (26) o julgamento do recurso do deputado estadual Nabor Wanderley (PMDB), que pede o deferimento de sua candidatura a prefeito de Patos.
A assessoria do juiz Emiliano Zapata, que pediu vista do processo na sessão da última quinta-feira (22), confirmou que o magistrado irá apresentar seu voto-vista na sessão desta segunda-feira.
O relator do processo, juiz Ricardo da Costa Freitas, já apresentou seu voto pelo provimento do recurso e consequente deferimento do registro de candidatura.
Os dados do peemedebista já estão inseridos nas urnas que serão destinadas ao pleito de Patos, segundo informou o coordenador das eleições, Fábio Falcão.
Devido ao período eleitoral, A Corte Eleitoral está realizando duas sessões ao dia, às 9h e às 14h. O processo de Nabor consta como o primeiro da pauta. Mais Patos

PT acusa ministro de usar PF com fins eleitorais

Por Magno Martins 
A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) e o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) utilizaram as redes sociais neste domingo (25) para denunciar uma suposta instrumentalização da Polícia Federal e da Operação Lava-Jato para influenciar nas eleições municipais de 2 de outubro. As declarações dos dois petistas fazem referência ao fato de que o ministro da Justiça, Alexandre Moraes, anunciou durante um ato de campanha no PSDB em Ribeirão Preto (SP) (foto) que a Lava Jato vai voltar às ruas na próxima semana.
“Ministro da Justiça sabe agora com antecedência as operações da PF na Lava Jato? Pode isso? Cadê a autonomia da PF? Só funcionou com Dilma e Lula”, resumiu a senadora paranaense no microblog Twitter, questionando uma possível utilização das estruturas da PF em benefício de candidatos de Moraes e de seu partido, o PSDB. Gleisi sustenta ainda que só nos governos dos ex-presidentes Luís Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff a Polícia Federal tinha autonomia.
Já o deputado Pimenta foi mais incisivo, no mesmo Twitter, denunciando que o governo de Michel Temer usa a Polícia Federal contra o PT e aproveitando-se de uma alegada seletividade da força-tarefa da Operação Lava Jato: “Descarada ameaça do Ministro da Justiça revela seletividade criminosa da lava jato. Golpistas usam PF para #BocaDeUrna contra o PT.”  Moraes antecipou que a força-tarefa vai atuar em breve durante um evento de campanha de Duarte Nogueira, candidato tucano à Prefeitura de Ribeirão.

Dinaldinho é condenado por propaganda ofensiva contra Nabor em Guia Eleitoral


O candidato a prefeito de Patos pelo PSDB, Dinaldinho Wanderley foi condenado pela Justiça Eleitoral, no sábado (24), por propaganda ofensiva contra seu adversário na disputa, Nabor Wanderley (PMDB). A justiça ainda concedeu direito de resposta ao peemedebista dentro do guia eleitoral do tucano.
O direito de resposta deverá ser veiculado no prazo de 48 horas, em tempo igual ao da ofensa, nos mesmos horários das ofensas, manhã e tarde.
Esta é a segunda vez que a justiça concede direito de resposta a Nabor Wanderley, por ofensas ditas por Dinaldinho durante seu tempo no guia eleitoral.
No mesmo dia, Dinaldinho Wanderley também foi condenado a pagamento de multo no valor de R$ 5 mil, por propaganda irregular, em virtude do uso de bandeiras acima do permitido. Mais Patos

TSE considera a hipótese de poupar Temer

Josias de Souza
A equipe técnica do Tribunal Superior Eleitoral julga ter reunido provas suficientes para sustentar que o financiamento da campanha à reeleição de Dilma Rousseff e Michel Temer incluiu verbas desviadas do esquema criminoso da Petrobras. São evidências documentais e testemunhais suficientes para justificar a cassação da chapa que prevaleceu em 2014. Como Dilma já foi deposta, o mandato que está em jogo é o de Temer. E já começam a soar no TSE avaliações sobre a conveniência de poupar o substituto constitucional de Dilma.
blog ouviu dois dos sete ministros que compõem o plenário do TSE. Um deles disse que o tribunal não pode ficar alheio à conjuntura. Acrescentou que, ao julgar o processo, os ministros “talvez tenham que fazer um juízo atenuatório, levando em conta as consequências” de uma interrupção da Presidência de Temer. O outro ministro declarou que “a eventual preservação do mandato do presidente substituto não seria nenhuma aberração jurídica.”

Mendonça Filho o melhor ministro





 Dos ministros de Michel Temer, o pernambucano Mendonça Filho é o que tem gerado mais notícias positivas para o Governo. A revista Veja desta semana traz como matéria de capa a revolução no ensino médio, produto de plano criado por Mendonça e lançado na semana passada por Temer como um verdadeiro gol de placa. A publicação destaca como uma reviravolta no falido modelo que vigora no Brasil. Diz que, bem aproveita, pode ser uma chance de tornar a escola mais flexível, atraente e capaz de preparar os jovens para o concorrido jogo global.

No olho mecânico

       Por Magno Martins
Pesquisas do Instituto Opinião identificaram eleições que serão disputadas no voto a voto, num clima de tensão e emoção para os candidatos, aliados e a população. Floresta, no Sertão de Itaparica, é uma delas. Ali, Obadias Novaes (PSD) e Ricardo Ferraz (PRP) voltam aos velhos e tradicionais clássicos entre as famílias Novaes e Ferraz.
Segundo o levantamento de intenção de voto, apenas um ponto separam um candidato do outro. Na estimulada é que Obadias quem, numericamente, está à frente com um ponto. Na espontânea, ocorre o inverso, ou seja, é Ricardo quem aparece com um ponto à frente. Haja coração! Carpina, na Zona da Mata Norte, também promete muita emoção.
 Ali, Joaquim Lapa, do PTB, aparece com apenas três pontos separado de Manoel Botafogo, do PDT, mas a disputa tem um detalhe que chama a atenção: o pedetista tem um parente que o atrapalha. Trata-se de Júnior Botafogo, do PSD, sobrinho de Manoel, cujos 3,4 pontos percentuais podem tirar a vitória do tio, beneficiando Lapa, que tem o apoio do senador Armando Monteiro e do deputado federal Ricardo Teobaldo.
Vitória de Santo Antão, também na Zona da Mata, está inserida no mesmo patamar de disputa sem previsão do que sairá das urnas no próximo domingo. Medem forças as tradicionais forças políticas que brigam pelo poder por mais de 50 anos: os grupos de Aglailson e do prefeito Elias Lira. Paulo Roberto, do PSD, aparece, numericamente, com três pontos de diferença, à frente de Aglailson Júnior, mas como a margem de erro é de cinco pontos percentuais para mais ou para menos, a tendência é de uma apuração voto a voto.
Floresta, Carpina e Vitória de Santo, portanto, são eleições do imponderável, a não ser que ocorram fatos ao longo desta semana que possam beneficiar um ou outro candidato, mexendo nos cenários levantados pelo Instituto Opinião. Como toda eleição tem o chamado fator surpresa, tudo pode acontecer. Se não, ganhará o candidato que organizar a melhor logística para o dia do pleito.