sexta-feira, 26 de maio de 2017

Prédios do Hospital da Clipsi e Hotel Ouro Branco vão a leilão


A Justiça Federal na Paraíba promoverá o primeiro Leilão Judicial do ano na próxima terça-feira (30), às 9h, em 1ª praça, com bens (clique aqui) relativos a processos que tramitam nas Varas Federais de João Pessoa, Campina Grande, Monteiro, Guarabira, Patos e Sousa. Os interessados poderão participar através das modalidades presencial (auditório da Justiça Federal, em João Pessoa), telepresencial (videoconferência nas Subseções de Campina Grande, Sousa, Monteiro, Patos e Guarabira) e virtual (on line).
Há uma diversidade de bens disponíveis para arremate, como o do Hotel Ouro Branco, localizado na Avenida Nossa Senhora dos Navegantes, no bairro de Tambaú, avaliado em R$ 34 milhões, assim como o prédio do Hospital Clipsi, situado na Rua Treze de Maio, no Centro de Campina Grande, no valor de R$ 27 milhões. Os bens poderão ser arrematados  por um preço mínimo a partir de 50% do valor da avaliação, conforme determina o Novo Código de Processo Civil.
Compõe ainda a lista para o próximo leilão o imóvel onde funciona a concessionária Fiat Capital, na Avenida Senador Ruy Carneiro, indo à hasta pública em valor avaliado de R$ 19 milhões. Além de imóveis (apartamentos, casas, lotes e prédios comerciais), também serão disponibilizados automóveis, peças de vestuário e outros bens como mobília, combustíveis, máquinas industriais e celulares.
Qualquer cidadão, acima de 18 anos, poderá se apresentar na sede da Justiça Federal e oferecer lanços. “Para os lanços virtuais, no entanto, é necessário se cadastrar junto ao leiloeiro, até 24 antes da hasta pública. Os interessados devem acessar o edital no site http://web.jfpb.jus.br/ leilaoJFPB/, onde constam os dados dos pregoeiros”, explica o diretor de Secretaria da 5ª Vara Federal, Helio Aquino.
Dentro do projeto Leilão Eficaz da JFPB, o evento se repetirá, em 2ª data, no dia 13 de junho, às 9h, também em João Pessoa, com as transmissões nas modalidades telepresencial e virtual.]
Justiça Federal

TCE julga procedente denúncia feita por ex-vereador de Itapetim contra ex-prefeito Arquimedes Machado

TCE julga procedente denúncia feita por ex-vereador de Itapetim contra ex-prefeito Arquimedes Machado

TCE julga procedente denúncia contra ex-prefeito Arquimedes Machado

A Segunda Câmara do Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE) julgou ontem quinta (25) Denúncia formulada por Mário José Soares Costa Cavalcanti, ex-vereador da Câmara Municipal de Itapetim, contra o ex-prefeito Arquimedes Machado, e as empresas Cayo Jefferson Heli Cavalcanti Piancó-ME, Freitas & Marques Consultoria e Construções Ltda-ME, Itapajeú – Construções e Projetos Ltda., Paulo Raimundo Marques Nunes Neto-ME., acerca de fraude em licitações para execução de obras, fornecimento de combustíveis e gêneros alimentícios, no Município nos exercícios de 2013 e 2014.
De acordo com o Blog Afogados online a Segunda Câmara da Corte de Contas do TCE, à unanimidade, julgou procedente a presente denúncia contra Arquimedes Machado, ex-prefeito de Itapetim. Ainda, aplicou multa ao ex-prefeito e demais responsáveis.
Outrossim, acatando a sugestão da representante do Ministério Público, declarou inidôneas, no prazo de cinco anos, todas as empresas envolvidas. Por fim, determinou que seja encaminhada à Policia Federal cópia integral dos autos.

Presidente do BNDES, Maria Silvia Bastos pede demissão ao presidente Michel Temer

A presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Maria Silvia Bastos, pediu demissão nesta sexta-feira (26) ao presidente Michel Temer.
Ela formalizou o pedido em reunião no início da tarde com o presidente, no Palácio do Planalto. Interinamente, responderá pela presidência o diretor Ricardo Ramos.
Ela afirmou que a demissão foi motivada por razões pessoais. Segundo informou a GloboNews, Maria Silvia sofria pressão de empresários pela liberação de créditos.
A presidente do BNDES, Maria Silvia Bastos, concede entrevista durante evento no Rio de Janeiro (Foto: Daniel Silveira/G1)A presidente do BNDES, Maria Silvia Bastos, concede entrevista durante evento no Rio de Janeiro (Foto: Daniel Silveira/G1)
A presidente do BNDES, Maria Silvia Bastos, concede entrevista durante evento no Rio de Janeiro (Foto: Daniel Silveira/G1)
Maria Silvia Bastos permaneceu no cargo por pouco mais de um ano. Ela foi anunciada para a presidência do banco pelo Palácio do Planalto em 16 de maio de 2016, na semana seguinte à posse de Michel Temer como presidente em exercício.
Ex-presidente da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), ex-secretária de Finanças da Prefeitura do Rio de Janeiro e ex-diretora do próprio BNDES, Maria Silvia foi a primeira mulher a comandar o banco público.
À época da nomeação dela, o governo Temer era alvo de críticas por não ter nenhuma mulher ou negro entre os ministros.

Elogios de Temer

Em um pronunciamento à imprensa no último dia 20, sobre as delações dos executivos da JBS, o presidente Michel Temer aproveitou o discurso para elogiar Maria Silvia.
"O BNDES mudou no meu governo. A presidente Maria Sílvia moralizou o BNDES. Botou ordem na casa. E tem meu respeito e meu respaldo para fazê-lo! Assim como Pedro Parente o fez na Petrobras. Estamos acabando com os velhos tempos das facilidades aos oportunistas. E isso, meus amigos, incomoda muito", declarou o presidente na ocasião.
Em nota divulgada nesta sexta, após a confirmação da saída de Maria Silvia, a Presidência destacou que ela comandou o banco de forma "honesta, competente e séria" (leia a íntegra da nota mais abaixo).
"Seu trabalho honrou o governo e moralizou um setor estratégico para o país, despolitizando a relação com o setor empresarial e elegendo critérios profissionais e técnicos para a escolha de projetos a serem contemplados com financiamentos oriundos de recursos públicos. Deixará como legado um modelo a ser seguido em toda máquina pública", diz a nota.

CPI

A saída de Maria Silvia Bastos do comando do BNDES acontece na mesma semana em que o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), leu o requerimento de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar empréstimos promovidos pelo banco público no programa de internacionalização de empresas.
O pedido de criação da CPI foi apresentado após a divulgação das delações premiadas dos empresários Joesley e Wesley Batista, donos da JBS, e de executivos da J&F, que controla a JBS.
Segundo relatos dos delatores, o grupo corrompeu políticos para ter incentivos fiscais e conseguir dinheiro no BNDES e nos fundos de pensão.

Notas

>>> Leia abaixo nota do BNDES sobre a demissão da presidente:
COMUNICADO
Maria Silvia Bastos Marques informou pessoalmente hoje, (26 de maio), ao presidente Michel Temer, a decisão de deixar a presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por razões pessoais.
O diretor Ricardo Ramos, pertencente ao quadro de carreira do BNDES, responderá interinamente pela presidência do Banco.
>>> Leia abaixo a íntegra da nota da Presidência sobre a saída de Maria Silvia Bastos:
Nota à imprensa
O presidente da República, Michel Temer, manifesta seu profundo agradecimento a Maria Silvia Bastos Marques, que presidiu o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social de forma honesta, competente e séria por pouco mais de um ano.
Seu trabalho honrou o governo e moralizou um setor estratégico para o país, despolitizando a relação com o setor empresarial e elegendo critérios profissionais e técnicos para a escolha de projetos a serem contemplados com financiamentos oriundos de recursos públicos. Deixará como legado um modelo a ser seguido em toda máquina pública.
Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República
>>> Leia abaixo a íntegra da carta de Maria Silvia Bastos aos funcionários do BNDES:
Prezados benedenses,
Nesta sexta-feira, 26 de maio, informei pessoalmente ao presidente Michel Temer a minha decisão de deixar a presidência do BNDES.
Todos os diretores permanecem no cargo e o diretor Ricardo Ramos, pertencente ao quadro de carreira do BNDES, responderá interinamente pela presidência do Banco.
Deixo a presidência do BNDES por razões pessoais, com orgulho de ter feito parte da história dessa instituição tão importante para o desenvolvimento do país. Nas duas passagens que tive pelo Banco, como diretora, nos anos 90, e agora, como presidente, vivi experiências desafiadoras e de grande importância para minha vida profissional e pessoal.
Neste ano à frente da diretoria do BNDES busquei olhar para o futuro, estabelecendo novos modelos de negócios e estratégias para o Banco, sem descuidar do passado e do presente, sempre tendo em mente preservar e fortalecer a instituição e seu corpo funcional.
Desejo boa sorte a todos, esperando que sigam trabalhando para que o BNDES continue sendo o Banco que há 65 anos faz diferença na vida dos brasileiros.
Um grande abraço,
Maria Silvia

OAB protocola pedido de impeachment


A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) protocolou nesta quinta­feira (25) o pedido de impeachment do presidente Michel Temer (PMDB) na Câmara e negou que o processo desestabilize o país.
Cercado por dezenas de jornalistas e sem a presença de políticos de oposição, o presidente do Conselho Federal, Claudio Lamachia, apresentou o pedido juntamente com conselheiros federais, presidentes das seccionais e demais dirigentes das OABs no país.
"O país não sofre nenhuma desestabilização pela abertura de um processo de impeachment", diz o presidente da entidade, que declarou ainda que o pedido é "técnico".
O pedido da OAB é o 13º contra Temer na Câmara. O presidente da Casa, deputado Rodrigo Maia (DEM­RJ), já avisou que não pretende acatar as solicitações. A OAB acusa Temer de prevaricação, o que caracterizaria crime de responsabilidade ­­condição para o processo de impeachment.
"Estou absolutamente tranquilo, em que pese o momento que estamos vivendo. Estamos novamente, num curtíssimo espaço de tempo, pedindo o impeachment de mais um presidente da República", disse Lamachia, em referência ao pedido de impeachment de Dilma Rousseff no ano passado também endossado pela entidade.
Houve um pequeno protesto contra a seccional da OAB no Amapá, única a dar voto contrário na reunião do sábado. Lamachia afirmou que foi procurado por alguns parlamentares de oposição que queriam acompanhar o ato, mas pediu a senadores de oposição para deixar a OAB fazer um ato "técnico e cívico".
A OAB minimizou a importância dos áudios em que Temer foi flagrado conversando com o empresário Joesley Batista para a abertura do impeachment. "O fato de o presidente da República em dois pronunciamentos e na entrevista [à Folha] não ter negado torna esses fatos incontroversos.
Temos o crime de responsabilidade do presidente", disse Lamachia. Para a OAB, "o fato de esta gravação ter sofrido ou não edição torna­se irrelevante diante das declarações do senhor presidente onde ele torna incontroversos esses fatos que eu coloquei agora"
"Este voto não se pauta única e exclusivamente no conteúdo dos mencionados áudios, mas também nos depoimentos constantes dos Inquéritos e, em especial, nos pronunciamentos oficiais e manifestações do Excelentíssimo Senhor Presidente da República Federativa do Brasil que confirmam seu conteúdo, bem como a realização do encontro com o colaborador", diz o pedido da OAB apresentado à Câmara. O texto cita até entrevistas de Temer à imprensa, além da gravação com o empresário Joesley Batista, da JBS.
A OAB elenca duas condutas de Temer que levariam a crime de responsabilidade. A primeira seria a infringência ao artigo 85, V, da Constituição Federal, combinado com art. 9, 7, da Lei 1.079/1950 e com os arts. 4 e 12 do Decreto 4.081/2002: proceder de modo incompatível com a dignidade e o decoro do cargo; possível exercício de advocacia administrativa, conforme dispõe o art. 321 do Código Penal.
A segunda seria a infringência ao artigo 85, VII, da Constituição Federal, combinado com o art. 9, 7, da Lei 1.079/1950: ato omissivo próprio no exercício da função pública.
O pedido também pede que sejam ouvidas cinco testemunhas: os delatores Joesley Mendonça
Batista, Wesley Mendonça Batista, Ricardo Saud e Francisco de Assis e Silva, e o procurador­geral da República Rodrigo Janot Monteiro de Barros.
A apresentação do pedido vem um dia após violentos protestos em Brasília que pediram a saída de Temer do governo.

Ex-governadores de PE assinam carta aos brasileiros


Do blog do Wagner Gil

Aos brasileiros Pernambuco deu, ao longo de sua história, notáveis exemplos de compromissos com as lutas pela liberdade, pela democracia e pelo respeito aos direitos humanos.

 Desde a Revolução Pernambucana de 1817, a Confederação do Equador de 1824 e a Revolução Praieira de 1848 que estamos na vanguarda das melhores causas nacionais.

 Nós, ex-governadores de Pernambuco, firmamos posição – neste momento de grave crise política, ética e econômica – em defesa dos princípios democráticos e do mais absoluto respeito à Constituição em vigor, fruto da luta de milhões de brasileiros.
 
Defendemos irrestrito apoio as ações desenvolvidas pelo Ministério Público e o Poder Judiciário no sentido que seja aplicado o rigor da punição a corruptos e corruptores. As investigações de desvios de recursos públicos devem ser levadas às últimas consequências.
 
Só uma ação integrada e harmônica entre os três poderes constituídos garantirá uma solução para o impasse político que o País enfrenta neste grave momento da nacionalidade.
 
A Nação clama por respeito à Constituição, aos princípios democráticos, punição aos corruptos e corruptores, como premissa básica para estabilidade da economia e retomada da geração de empregos.
 
Gustavo Krause
Jarbas Vasconcelos
João Lyra Neto
Joaquim Francisco
Mendonça Filho
Roberto Magalhaes

"Calma, 2017 não tem parentesco com 1964"


Clovis Rossi, da Folha de São Paulo

Tornou-se recorrente nas redes sociais e mesmo em parte da mídia tradicional afirmar que a convocação do Exército pelo presidente Michel Temer trazia ecos de 1964 e, por extensão, da ditadura que então se instalou. 
Bobagem. Em 1964, as Forças Armadas saíram dos quartéis para tomar o poder. Agora, para proteger o poder ou, mais precisamente, os edifícios que são símbolos do poder. É, pois, completamente diferente. 
Não que seja digna de aplausos a iniciativa do governo Temer. Ao contrário. Mas daí à evocação de 1964 é incidir no típico raciocínio "fast food" que assola a pátria: fácil e rápido de fazer, mas de gosto no mínimo discutível. 
Não há, a rigor, muitos pontos de contato entre 2017 e 1964. Para começar, havia, então, uma disputa pelo poder entre projetos realmente antagônicos. Havia, há 50 e tantos anos, um Partido Comunista que era comunista de verdade. E havia, ainda por cima, a tal de Guerra Fria, em que países como o Brasil serviam de peões para uma batalha ideológica. 
Vencida, pelo capitalismo, a guerra ideológica, a disputa limita-se apenas a como administrá-lo, não mais à substitui-lo. 
Hoje, a disputa pelo poder não envolve projetos realmente antagônicos. Luiz Inácio Lula da Silva enterrou o projeto que seria antagônico ao que Michel Temer representa ao dizer que tudo o que o PT pregava enquanto esteve na oposição não passava de "bravata". 
Tanto não são antagônicos que Henrique de Campos Meirelles foi o ministro da Fazenda "de facto" de Lula, como presidente do Banco Central, e é o ministro da Fazenda "de facto" e de direito de Michel Temer. E, ainda por cima, um presidenciável ou, no mínimo, ministro da Fazenda também do esquema que assumirá o governo se e quando Temer cair. 
Vamos deixar de fantasias. A ideia de que "todo o poder emana do povo" (parágrafo único do artigo 1º da Constituição) é hoje, ao menos no Brasil, uma balela. Todo o poder emana dos agentes de mercado. Ponto. 
Tanto que na discussão em torno da sucessão de Temer, não se debate uma agenda que possa ser defendida e implementada pelo sucessor. Procura-se apenas um sucessor que possa tocar a agenda que já está posta pelo esquema de poder agora encurralado. 
"The Economist", na edição que está nas bancas, diz, claramente: "Fique Temer ou saia, o melhor que o Brasil pode esperar agora é um presidente fraco que possa terminar o que ele começou, no restante do presente mandato, que vai até o fim do próximo ano". 
O que "ele começou" é uma agenda imposta pelo mercado. Pode ser certa, pode ser errada, mas certamente não é uma escolha democrática. 
Trata da necessária estabilização da economia, mas nem tangencia os imensos problemas da pátria, que vão muito além. Nada há nela que, por exemplo, permita enfrentar a obscena pobreza (73 milhões de brasileiros sobrevivem com no máximo meio salário mínimo, conforme dados do Ministério de Desenvolvimento Social, ainda no tempo de Dilma, ou seja, após 13 anos de poder do PT, supostamente pró-pobres, mas de fato pró-mercado). 
Nada há também sobre a igualmente obscena desigualdade, retratada, por exemplo, no fato de que são necessários 14 anos para que os beneficiários do Bolsa Família, os pobres entre os pobres, recebam o que os favorecidos pela Bolsa Juros recebem em apenas um ano –e são os ricos entre os ricos. 
Nem vale a pena falar de educação, saúde, serviços públicos, infraestrutura, problemas crônicos. 
O que há de positivo, na comparação 2017/1964, é o fato de que, então, a oposição ao governo de turno cobrava que os militares rasgassem a Constituição –o que de fato fizeram. Agora, ao contrário, qualquer proposta de remoção do presidente obedece aos mandamentos constitucionais. Impeachment está na Constituição, eleição indireta está na Constituição e até emenda para estabelecer a eleição direta, em vez da indireta, faz parte das regras constitucionais do jogo. 
O funcionamento das instituições estabelece uma diferença definitiva entre 2017 e 1964: o golpe de 64 resultou em presos políticos – o que é abominável. Já as instituições de 2017 estão gerando políticos presos (e empresários também)– uma saudável novidade.

A degola de Costa

A degola de Costa– O deputado Silvio Costa (PTdoB) foi destituído  da vice-liderança da oposição na Câmara após discordar da postura adotada pelos parlamentares hostis ao Governo durante a invasão à mesa-diretora da Casa.  O líder da oposição, José Guimarães (PT), que o destituiu, sequer o informou.  “Ele não teve a coragem de informar a atitude pessoalmente”, afirmou.  Costa provocou a ida do líder quando classificou de "infantil e equivocada” a postura de invadir a mesa da Câmara Federal, querendo encerrar a sessão à força. “Uma oposição responsável deveria ter ficado no plenário, obstruindo a sessão e criticando o Governo”, avaliou. 
]Por Magno Martins

Duque prepara cronologia para desmentir versão de Lula


De Andréia Sadi, do G1

O ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque detalhou em pelo menos dois anexos de sua delação premiada operações envolvendo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O novo delator da Lava Jato quer desmentir versão apresentada pelo petista ao juiz federal Sérgio Moro no qual falou de encontro com Duque, em um hangar do aeroporto de São Paulo, para perguntar sobre contas no exterior do ex-diretor da estatal. 
Nesses dois anexos, estão detalhados os encontros com Lula e o esquema de propinas envolvendo a Sete Brasil, empresa que tinha contratos com a Petrobras para a construção de navios-sonda.
Segundo Renato Duque, o dinheiro de propina da Sete Brasil teria abastecido contas do PT, de José Dirceu e de Lula. Ainda de acordo com o delator, o ex-ministro Antonio Palocci teria gerenciado os valores desviados para o presidente na época em que estava no governo.
O Blog apurou que Palocci também deve confirmar a informação de Duque em sua delação premiada.
Em outro anexo, o ex-diretor de Serviços da Petrbras fala dos encontros com Lula, como o que ocorreu no hangar do aeroporto de São Paulo, em 2014. Lula confirmou o encontro e disse que pediu a João Vaccari Neto que marcasse a reunião. 
Duque afirma que o registro das passagens são os voos JJ 3929 e JJ 3944, ida e volta Rio-Congonhas. 
Uma pessoa ouvida pelo Blog que acompanha as investigações disse que a versão de Lula, de que pediu o encontro no hangar com Duque após relatos na mídia de uma conta no exterior, será confrontada.
Motivo: interlocutores do ex-diretor da Petrobras sustentam que, até a data do encontro, não havia notícia consistente de conta no exterior de Duque. 
Lula confirmou em depoimento a Moro que esteve com Duque no hangar em São Paulo, mas não se lembrava da data. Nesta semana, em petição à Justiça, o delator informou que o encontro ocorreu em 2 de junho de 2014.
No depoimento, o ex-presidente da República foi questionado por Moro sobre a data em que havia ocorrido a conversa.
"Eu não tenho ideia, doutor. Sei que foi num hangar lá em Congonhas, e a pergunta que eu fiz para o Duque foi simples: tem matéria nos jornais, tem denúncia de que você tem dinheiro no exterior, de que está pegando da Petrobras. Você tem conta no exterior? Ele falou: 'não tenho'. Acabou."
Em cronologia discutida pelo ex-diretor, Duque relembra que a primeira notícia que explicitava sua relação com empresas suspeitas de pagamento de propina na Petrobras foi em 29 de junho de 2014. 
Tratava-se de uma reportagem sobre uma viagem oferecida pela SBM Offshore, suspeita de pagar propina a funcionários da Petrobras em troca de contratos. 
Sobre as contas de Duque, a primeira informação sobre isso sairia no período em que ele foi preso: novembro de 2014.
À Folha, no sábado (20), Doria definiu Loures como "uma pessoa a quem eu tinha estima" e disse "lamentar muito essa conduta". Ao peemedebista cabe se defender e, se culpado for, "aceitar as consequências". Lembrou ainda que "eu estava presente e ele também" em evento do Itaú.

Os dois participaram de conferência do banco em Nova York. Na cidade, Loures se reuniu com possíveis investidores a convite do Eurasia Group. "Ele estava em NY para o evento do prefeito, e o convidamos para falar com nossos clientes sobre as reformas no Congresso", afirma Alexsandra Sanford, diretora de comunicação da consultoria.
Na conversa com Joesley Batista, Loures já divagara sobre a dupla jornada de político e empresário. "Sabe que eu sou uma espécie de híbrido? Como venho da iniciativa privada ­a gente tem a nossa empresa­, vivo da vida real, das dificuldades e oportunidades da vida empresarial."
A empresa em questão é a Nutrimental, que seu pai fundou em 1968, produzindo feijão desidratado para merenda escolar. O perfil da companhia mudou após Rodriguinho, como o deputado afastado é chamado, inventar barrinhas de cereais depois batizadas de Nutry ­pedido do navegador Amyr Klink, que queria algo leve e saudável para suas viagens.
A ideia aproximou o clã do PIB –o pai, homônimo seu, preside o conselho de inovação  da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). A política também está no DNA dos Loures desde os tempos do Paraná província: um ascendente de Rodriguinho foi deputado provincial entre 1862 e 1863, e seu avô, deputado nos anos 1950.
Em sua primeira campanha (foi eleito à Câmara em 2006), bradou: "Sou bisneto, neto e filho de uma dinastia que serve ao Paraná! Do alto da pirâmide milionária da Fiep [Federação das Indústrias do Paraná] nos contemplam 500 anos de fome, subdesenvolvimento e analfabetismo político".

"Redução de delegados na Lava Jato é incompreensível"


O procurador Carlos Fernando dos Santos Lima classificou, nesta sexta­feira (26), como "incompreensível" a redução da equipe da força­tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba. A declaração foi dada durante entrevista coletiva sobre a 41ª fase da operação Lava Jato realizada hoje.
"A operação em Curitiba não está diminuindo, ao contrário, vamos ter muito serviço, novos fatos, e todas as acusações que temos que proceder", disse Lima. "Talvez a Direção­Geral da Polícia Federal compreenda que precisamos manter uma equipe que realmente dê condições de suporte às medidas que vão ser tomadas daqui para a frente, investigações que vão se desenvolver", declarou.
Lima ressaltou que a força­tarefa continua com 13 procuradores e disse que a direção da Polícia Federal deve compreender que "precisamos manter uma equipe que dê condições de suporte para as medidas que vão ser tomadas daqui para frente", principalmente por conta dos possíveis novos acordos de delações, como da empresa JBS.
"Possivelmente, uma parte [das investigações da JBS] virá para Curitiba. Incompreensível para nós essa redução para apenas quatro delegados."
Já o delegado Igor Romário de Paula, apresentou outro número de delegados. Ele declarou que, além dele, mais cinco delegados dividem as funções em Curitiba. Antes, eram nove. "De fato, com o número que temos hoje fica difícil dar continuidade, prosseguimento da forma como sempre foi. Estamos tentando recompor. Na equipe de agentes e analistas não houve redução tão grande. Dificuldade maior hoje é com o número de delegados. Mas, enfim, temos que tentar recompor da forma como possível", afirmou Romário de Paula.
O delegado não fez especulações sobre eventual interferência do governo na Lava Jato. "Eu falo do ponto de vista administrativo interno da Polícia Federal. Se há alguma articulação maior, mais ampla, eu não sei dizer. A dificuldade operacional a gente vai ter que superar."
Romário de Paula observou que estão em curso 120 procedimentos instaurados no âmbito da PF em Curitiba. "Quanto maior a equipe disponível, melhor vai ser o trabalho desenvolvido." Ele defendeu equipes com a "qualificação necessária".
"Eu não vejo indícios de qualquer tipo de influência para tentar barrar a investigação aqui [em Curitiba]. Vejo limitação em função da disseminação da investigação. São 17 Estados que vão receber desdobramentos. Realmente, fica difícil continuar recebendo gente para cá", finalizou.

“O cenário-base é que o presidente vai continuar”


Da Exame

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta sexta-feira esperar que o presidente Michel Temer encerre o seu mandato e voltou a mostrar confiança na aprovação das reformas estruturais pelo Congresso Nacional independentemente do quadro político.
“O cenário-base é que o presidente vai continuar”, disse Meirelles, durante evento em Brasília. “A reforma da Previdência extrapola esse campo de debate (de troca de governo)”, disse.
O ministro já havia reconhecido que a votação da reforma da Previdência deverá sofrer atraso no Congresso em função da crise política, mas disse acreditar na aprovação mesmo se Temer não seguir no comando do país.
O governo Temer enfrenta forte crise política desde que o presidente virou alvo de inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) por corrupção passiva, organização criminosa e obstrução da Justiça, em investigação aberta com base em acordo de delação fechado pelo empresário Joesley Batista, um dos donos da JBS. O presidente teve uma conversa gravada pelo executivo.
Meirelles voltou a afirmar que a economia brasileira deixou a recessão no primeiro trimestre e destacou que a retomada docrescimento econômico tem como base as reformas que estão sendo realizadas.
“As reformas estão dando impulso e consistência na recuperação da economia”, afirmou.
O ministro também destacou que a equipe econômica trabalha na aprovação de medidas microeconômicas, também consideradas fundamentais por ele para ajudar na aceleração do crescimento.