quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Nova cartada para dar o poder a FBC


Articulado pela executiva nacional, integrante do MDB em Pernambuco entrou com nova ação para tirar Raul Henry da presidência estadual
Do Diario de Pernambuco - Aline Moura
Os dois grupos do MDB de Pernambuco correm contra o tempo para desfazer a imagem de que montam castelos de areia (ao sabor do vento e da maré) em pleno ano eleitoral. A menos de dois meses do prazo-limite para novas filiações partidárias, o presidente nacional da sigla, Romero Jucá, nomeou o ex-ministro João Henrique para ser o relator de um novo pedido de dissolução do diretório estadual, presidido pelo vice-governador Raul Henry. A proposta tem outros argumentos – não revelados oficialmente – e passará por um novo trâmite.
O objetivo de Jucá é afastar Raul e o deputado federal Jarbas Vasconcelos do comando da legenda estadual, passando o bastão para o senador Fernando Bezerra Coelho.
A disputa saiu do campo político e virou pessoal para todos os envolvidos. Bezerra articulou a intervenção antes de entrar na legenda, Raul chamou o senador de “traidor” e Jarbas acusou Jucá de “crápula”.
O novo pedido de dissolução do diretório teria sido feito por um integrante do MDB do município de Cupira chamado Gilberto Lopes, aliado de Fernando Bezerra Coelho. Segundo informações de bastidores, na nova matéria, ele apresentou argumentos diferentes da primeira para impedir uma outra disputa jurídica, ação articulada junto à cúpula nacional. Ela teria excluído, por exemplo, a questão de insuficiência partidária, que deu margem para Raul Henry se defender, uma vez que o MDB cresceu 128% na eleição de 2014. E mencionado a instabilidade jurídica que tomou conta do partido, em pleno ano eleitoral.
Jucá não foi localizado para falar sobre o novo pedido até o fechamento da edição nem o advogado que representa a legenda, Renato Ramos. Raul Henry, por sua vez, optou por se preservar, diante de tanta polêmica. Ele, no entanto, compareceu à reunião da executiva nacional em Brasília, onde o assunto foi discutido por cerca de 10 minutos. 
Jucá encaminhou o pedido de dissolução ao novo relator e Raul mencionou o papel histórico do MDB estadual, o que vem sendo ignorado. João Henrique é ex-ministro dos Transportes do governo Fernando Henrique e ex-deputado federal pelo Piauí. Ele integra o grupo emedebista contrário à aliança com o PT no estado piauiense e muito ligado a Jucá e ao ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha. Foi cotado para ser ministro de Temer recentemente e disse: “Não posso dizer não ao presidente”. 
Segundo informações de bastidores, a cúpula nacional resolveu partir para uma nova ofensiva por entender que, no Tribunal de Justiça de Pernambuco, o primeiro pedido de dissolução estava comprometido. Caso contrário, Romero Jucá não teria dado encaminhamento a outro e escolhido um relator de sua confiança. No dia 19 de janeiro, o desembargador Eduardo Sertório Canto voltou a impedir a dissolução do diretório do MDB de Pernambuco. A iniciativa, na ocasião, foi contra os interesses de FBC, que pretende concorrer ao governo de Pernambuco, mas está com os planos parados em virtude da disputa jurídica. 
O impasse, aliás, que tem causado dores de cabeça em todos os candidatos que pretendem concorrer às eleições pelo partido, sejam eles ligados ao grupo do senador ou a de Raul Henry. Os dois times descartam pensar em plano “B”, mas o prazo eleitoral corre independentemente das palavras ditas. E são poucos dispostos a pensar em castelos de areia até o fim de março, quando ondas altas estão a caminho.

Armando aprova intervenção, mas diz que PE está pior

O senador Armando Monteiro (PTB-PE) classificou como “gravíssima” a situação da segurança pública em Pernambuco ao concordar, em discurso no plenário, na noite de ontem, com a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro. “Temos em Pernambuco números de guerra”, assinalou, ao informar que a taxa de homicídios recorde no estado, no ano passado, de 5.427 assassinatos, é superior à taxa por 100 mil habitantes verificada no Rio.
“A violência em Pernambuco é uma emergência social que alcança todas as regiões do estado”, enfatizou, destacando que o governo Paulo Câmara produziu “um grave retrocesso” nas estatísticas locais de homicídios. “O caso de Pernambuco se enquadra no quadro de fragilização da autoridade estadual e na incapacidade de se garantir a continuidade de políticas de segurança de êxito, como o Pacto pela Vida”, acrescentou.
Segundo Armando, a intervenção das Forças Armadas na segurança pública do Rio era inevitável. Advertiu, porém, que a medida envolve muitos riscos, como as fragilidades estruturais da área de segurança, traduzidas na grande deficiência do patrulhamento ostensivo – apenas 40% do efetivo da PM carioca está disponível para o policiamento, mencionou- e no controle do crime organizado sobre extensa e populosa área urbana.

Partidos decidem fazer chapinha para deputado federal

Em Brasília, as movimentações políticas são intensas, afinal faltam poucos dias para os candidatos definirem os partidos onde estarão filiados.
Ontem, líderes de vários partidos se reuniram na residência do deputado federal Augusto Coutinho e praticamente acertaram a formação de uma "chapinha" para deputado federal.
Este movimento ainda busca mais candidatos, contudo ficou combinado que o interesse é por candidatos que tenham potencial de votos abaixo de 50 mil.
Todo este trabalho visa fugir do chamado “chapão da morte”. Também ficou definido que para deputado estadual, cada partido buscará o caminho que se sentir mais confortável.
PP, SD, PDT e PCdoB já bateram o martelo, o PSL se mostrou interessado, além de outros nomes que ainda não decidiram qual partido estarão filiados.

Paes comunica ao MDB que deixará partido


O ex-prefeito do Rio Eduardo Paes comunicou ao ministro Moreira Franco (Secretaria-Geral) que deixará o PMDB. A conversa aconteceu na manhã do último sábado. Pré-candidato a governador no Rio, Paes tenta se descolar do desgaste do partido no estado, que está com sua cúpula presa e patina com a administração de Luiz Fernando Pezão. O ex-prefeito negocia sua filiação ao PP.
“Conversamos sobre o futuro dele. Ele disse que tinha meditado muito e que iria sair (do partido)”, disse Moreira.
Às vésperas das eleições, Moreira está na linha de frente de uma articulação para tentar mudar o comando do PMDB do Rio, hoje nas mãos do presidente afastado da Assembleia Legislativa, Jorge Picciani, que está preso preventivamente.
Paes tinha ficado de dar uma resposta ao PMDB logo após o Carnaval. Interinamente no comando do diretório estadual, o ministro Leonardo Picciani (Esporte) chegou a dizer, no mês passado, que o ex-prefeito do Rio não terá garantia de apoio do PMDB à sua eventual candidatura a governador se deixar o partido e cobrou uma definição.
O ex-prefeito estaria nas conversas finais para entrar no PP. As negociações têm sido feitas com o presidente nacional do partido, senador Ciro Nogueira (PI) e com o presidente estadual, o vice-governador Francisco Dornelles.
“O Dornelles hoje mesmo me ligou. Ele está ouvindo a opinião de cada um. A bancada é amplamente favorável, até porque Eduardo foi excelente prefeito, tem grande chance de se eleger (governador) e abrilhantaria o partido”, afirmou o deputado Simão Sessim (PP-RJ).
Devem ir para o PP junto com Paes os deputados federais Pedro Paulo e Soraya Santos.
Paes mantém o plano de ser candidato mesmo com a confirmação pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TER-RJ), nesta quarta-feira, de sua condenação por abuso de poder político e econômico e a inelegibilidade por oito anos. Ainda cabe recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A ação foi proposta pela coligação “Mudar é possível” (PSOL e PCB), cujo candidato a prefeito do Rio em 2016 foi o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL).

Ministério do Trabalho virou casa da Mãe Joana


Josias de Souza
Não é preciso muito esforço para notar que a relação incestuosa de Michel Temer com o PTB do ex-presidiário Roberto Jefferson transformou o Ministério do Trabalho numa casa da Mãe Joana. No comecinho de janeiro, o PTB indicou para a pasta o deputado maranhense Pedro Fernandes. Vetado por José Sarney, ele virou ex-ministro antes de ser nomeado. Jefferson emplacou, então, a filha Cristiane Brasil. Nomeada, ela foi ministra por 48 dias sem assumir o cargo. A Justiça não deixou.
Depois da descoberta de que a quase-ministra do Trabalho amargara condenação na Justiça trabalhista, Temer prometeu a Jefferson que não transformaria sua filha numa Joana D’Arc. De fato, o governo não levou Cristiane Brasil à fogueira. Apenas fez de conta que não viu quando o PTB, já meio de saco cheio do seu presidente, ligou o microondas para que Cristiane Brasil fosse frita na própria gordura.
Com a filha já bem passada, Jefferson indicou outro nome: Helton Yomura, que já responde interinamente pelo ministério. Seu partido rebelou-se. Temer conseguiu um milagre: trocou um ministério pelo apoio do PTB. E criou uma guerra em que um pedaço do partido ameaça brigar com o seu governo. Armado o escarcéu, o presidente decidiu não decidir. Vai esperar até o fim de março por um nome consensual do PTB. Se fosse possível ouvir o outro lado, Mãe Joana decerto diria que a pasta do Trabalho não é a sua morada. Trata-se de mais um puxadinho da Casa do Temer, acusaria a veneranda senhora.

Velhos tempos, velhos dias


Carlos Brickmann
Há quem diga que Temer, sabendo que a reforma da Previdência seria rejeitada, armou um factoide para mascarar a derrota. Há quem diga que Temer, com a popularidade no chão, decidiu encarnar-se no herói que luta contra bandidos. Pode ser: ninguém jamais perdeu dinheiro ao apostar no caráter vacilante de um político.
Mas por que não armar tudo direitinho?
A crise no Rio vem de longe, de muitos anos; o Rio esteve sob controle dos bicheiros, dos narcotraficantes, dos milicianos. Os bandidos, de certa forma, supriam a ausência do Governo: levavam doentes para hospitais, às vezes conseguiam remédios para os moradores, tudo em troca da submissão total. Nas eleições presidenciais de 1989, só Brizola podia livremente fazer sua campanha. Os outros candidatos, para entrar no Rio, precisavam acertar uma aliança com algum bicheiro de porte – e certamente não era de graça. O Correio atende no máximo à metade da população.
A outra metade está em áreas perigosas demais. Só que isso tudo era conhecido e, mesmo sem a erupção de crimes dos últimos dias, já exigia ações bem planejadas.
Não é só jogar o fardo para que os militares carreguem. Por que a improvisação?

Até tu, Maia?


Ricardo Miranda – Blog Os Duvergentes
Como ferir mortalmente um presidente que, iludindo-se depois de mandar intervir no Rio, cortina de fumaça para seus fracassos no Congresso, começa a acreditar que tem chances eleitorais? Que tal bradar que esse presidente planeja criar impostos? Não se salvaria nem o otimismo descompensado de Elsinho Mouco, para quem “até vampirão da Tuiuti pode virar atributo positivo” se a intervenção der Ibope. Tosco. Pois Rodrigo “Pitbull” Maia, versão nada paz e amor do presidente da Câmara, decidiu morder a mão daquele que lhe alimenta.
Em uma “confissão” à bela, onipresente – e, reconheça-se, competente – Andréia Sadi, o filho de César deu uma de Brutus. Revelou,como quem não quer nada (mas quer tudo), que, numa conversa com Michel Temer no sábado, 17, no Palácio Guanabara, no Rio, o presidente sugeriu um imposto exclusivo para financiar a segurança pública.
Claro que Rodrigo Maia, que também sonha com uma improvável candidatura presidencial, ao ouvir tal heresia, reagiu à altura. “O presidente disse: Rodrigo, que tal pensarmos em um imposto só para a segurança pública? Eu disse: presidente, é inviável. O decreto inviabiliza proposta de emenda à Constituição”, narrou Maia, em seus escritos psicografados por La Sadi.
Maia afirmou ser contra aumentar impostos e acrescentou, imperativo, que, se o governo quiser, terá de fazer por decisão do Executivo, sem passar pelo Legislativo. Que arrojo! Um verdadeiro Maia. A perdida Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República informou que não iria comentar as declarações de Maia, mas é possível imaginar Temer dando cambalhotas pra trás. Mouco estava dormindo.
E Maia só está esquentando os tamborins, seguindo com rigor instruções do pai ritmista, criador do factóide estilo carioca e da Cidade da Música. Com a reforma da Previdência enterrada e velada, ele e doutor Eunício (presidente do Senado Eunício Oliveira, por assim dizer) decidiram chamar o plano B de Temer, o pacote de medidas parido para compensar as coisas, de “café velho e frio, que não atende a sociedade”. De patriotas assim o inferno está cheio.
Brutus é pouco pra Maia. Ele está mais pra um calígula sem tesão.

Renan se equipa para voltar a comandar Senado


Josias de Souza
As pesquisas ainda não permitem antever quem será o próximo presidente da República. Mas seja quem for, corre um risco estupendo de ter que pagar pedágio a Renan Calheiros para alcançar a governabilidade. Colecionador de inquéritos, denúncias e ações penais, Renan organiza sua infantaria para pleitear a presidência do Senado pela quinta vez. Mexe-se com a certeza de que será reconduzido a Brasília pelo eleitor de Alagoas.
Por enquanto, Renan dedica-se a remover do seu caminho o atual presidente do Senado, Eunício Oliveira, que sonha em ser reconduzido ao posto em 2019. Ele não perde a oportunidade de medir forças com o rival. Nesta terça-feira, a dupla travou em plenário uma briga na qual Michel Temer entrou com a cara. A matéria prima da desavença foi o decreto sobre a intervenção federal na segurança do Rio.
Esgrimindo o artigo do regimento que limitava o número de oradores, Eunício quis sonegar o microfone ao correligionário do PMDB. Com isso, ofereceu a Renan a possibilidade de transformar num cavalo de batalha seu desejo de espinafrar a intervenção de Temer. Supremo paradoxo: no final, Renan acabou votando a favor da intervenção, a mesma que tachara minutos antes de ''decorativa'' por não ter alcançado o pescoço do pseudo-governador Luiz Fernando Pezão.
A exemplo de Renan, Eunício também luta pela reeleição no seu Estado, o Ceará. Eles têm algo em comum. Num instante em que um pedaço do PT procura um Plano B, ambos não abrem mão de manter Lula como Plano A. Preso ou solto, o pajé do PT não deixará de ocupar o topo do ranking de preferências do eleitorado nordestino. Se necessário, Renan e Eunício subirão no caixote para alardear em suas províncias o refrão petista segundo o qual “eleição sem Lula é fraude.”
A democracia, como se sabe, é um regime em que as pessoas têm ampla e irrestrita liberdade para exercitar sua capacidade de fazer besteiras por conta própria. Mas o eleitor dispõe de uma vacina capaz de imunizá-lo contra a sensação de que o voto é um mero equívoco renovado de quatro em quatro anos. Basta jogar água no chope de oligargas que já se julgam eleitos. A troca não é garantia de acerto. Mas proporciona o prazer de cometer erros diferentes.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Alckmin diz que Anastasia é candidato natural em Minas


Estadão
Pré-candidato ao Palácio do Planalto e presidente nacional do PSDB, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, afirmou, hoje, que o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) é o "candidato natural" do partido ao governo de Minas Gerais. O Estado, hoje sob o comando do petista Fernando Pimentel, foi governado por Anastasia de 2010 a 2014. Ele era vice do ex-governador Aécio Neves (PSDB), que renunciou para concorrer a vaga no Senado. Minas é o segundo maior colégio eleitoral do País.
Alckmin disse que será o "porta-bandeira" de Anastasia, caso ele queira disputar o cargo. "Anastasia é a candidatura natural. Tem experiência, é um dos melhores gestores do Brasil e Minas precisa do Anastasia. É um quadro excepcional, une o partido e também os aliados. Se depender de mim, estarei na linha de frente, porta-bandeira do Anastasia", disse.
O governador tem encontro marcado com Anastasia na tarde desta quarta-feira, na sede do partido, em Brasília. Uma eventual candidatura do senador fortaleceria o palanque do governador tucano em Minas Gerais.
A bancada de Minas também tenta convencer Anastasia a se lançar para o pleito. O senador tucano, no entanto, estaria resistente à "convocação". Mais cedo, o presidente estadual do PSDB, deputado Domingos Sávio, disse que o partido fará um "apelo" para que Anastasia assuma a "missão" de ser o candidato tucano ao governo do Estado. "Anastasia não vai ignorar isso. É uma convocação. A vida pública não se faz só de desejo pessoal. É uma missão", afirmou. "Se tem perspectiva de ele resolver nosso problema em Minas Gerais, tem que tentar. Ele não precisa nem se licenciar do cargo (de senador), já que está na metade do mandato", disse.

Jungmann: Mandados coletivos são “falsa polêmica”

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, afirmou, hoje, que se trata de uma "falsa polêmica" a questão do uso de mandados de busca e apreensão coletivos durante a intervenção federal na área de segurança no estado do Rio de Janeiro.
"A jurisprudência não está consolidada, tem juiz que dá, tem juiz que não dá, a última palavra é sempre da Justiça", disse. "O delegado, seja ele quem for, ele pode usar desse recurso ou outro recurso. Então, nós estamos vivendo aqui uma falsa polêmica", afirmou o ministro.
O emprego dos mandados gerou polêmica e versões distintas no próprio governo federal. Ontem, após reunião no Tribunal de Justiça do Rio, o ministro da Justiça, Torquato Jardim afirmou que termo coletivo é "impróprio tecnicamente" e dá "ideia de generalidade". Torquato explicou que os mandados podem trazer mais de um endereço, nomes e apelidos, mas que não são "coletivos".
“O ministro Torquato disse o que nós dissemos com as palavras, ele é um técnico, ele é um jurista. Mas se vocês ouvirem a totalidade da fala dele, ele no conteúdo disse o que nós estamos dizendo", disse Jungmann.
No dia anterior, Jungmann declarou à imprensa que as operações no Rio vão precisar de mandados de busca e apreensão coletivos em razão da "realidade urbanística" da região.
Nesta quarta, Jungmann participou da apresentação de um sistema de alerta de monitoramento de desmatamento na Amazônia. Após o evento, ele conversou com jornalistas e foi questionado se o governo desistiu dos mandados coletivos, apresentados na justiça estadual.
Segundo o ministro, o delegado responsável por uma investigação poderá pedir esse tipo de mandado com mais de um endereço e caberá ao Judiciário conceder ou não.
De acordo com o ministro, se for "necessário" para "salvar crianças, idosos, mulheres, homens", é possível procurar um juiz e solicitar o mandando.
"Não é o problema de que o governo recuou ou não recuou, não é nada disso. A necessidade é que vai dizer e o juiz é soberano para conceder ou não conceder", afirmou.

Jucá: MDB vai trabalhar para ter candidato próprio

Reconduzido à presidência do MDB, o senador Romero Jucá (RR) disse, nesta tarde, que o partido vai trabalhar para ter candidato próprio à Presidência da República e que o presidente Michel Temer é sempre um nome, como outros, para a função.
"O presidente Michel Temer é uma opção do MDB para ser candidato a presidente da República, se ele assim o entender. O partido defende candidatura própria, nós temos várias opções e vamos trabalhar no sentido de termos candidatura própria", declarou Jucá após reunião da Executiva da sigla.
Jucá disse que o tempo vai dizer se Temer será candidato. "O presidente vai definir no momento apropriado se ele poderá ser ou não candidato", afirmou.
O emedebista destacou como possível candidato do bloco governista o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, o governador do Espírito Santo, Paulo Hartung, e o presidente da Fiesp, Paulo Skaf. "Nós temos muitos nomes que podem ser candidatos a presidente. Nós estamos discutindo qual é o nome mais viável, mais factível, que possa ganhar as eleições", disse. Mais cedo, o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun (MDB), afirmou que o presidente Michel Temer é "elegível" e tem todas as condições de disputar reeleição nas eleições deste ano.
O dirigente desconversou ao ser questionado sobre o incômodo que a pauta governista causou nos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE). "Não sei, aí tem de perguntar para eles. Nós sentamos e discutimos uma agenda. A partir daí eles podem falar, não vou interpretar o senador Eunício nem o deputado Rodrigo Maia", tergiversou.
O senador teve o mandato prorrogado na função por mais um ano, a partir de 2 de março, assim como todos os membros do diretório nacional. Na reunião desta tarde, ficou definido que deputados federais que vão disputar a reeleição este ano receberão R$ 1,5 milhão para campanha e candidatos ao Senado terão disponíveis R$ 2 milhões. Não ficou definido quanto receberão os candidatos para eleições majoritárias.

Declarações de marqueteiro levam Temer a se explicar


O porta-voz do governo, Alexandre Parola, lê nota no Palácio do Planalto. - Ailton de Freitas / Agência O Globo
Porta-voz nega que 'ações' sejam voltadas para eleição, mas não refuta candidatura
Débora Bergamasco – O Globo
O presidente Michel Temer mandou seu porta-voz, Alexandre Parola, esclarecer publicamente que o marqueteiro Elsinho Mouco não fala pelo Palácio do Planalto e que a intervenção na segurança pública do Rio não tem ligação com a “agenda eleitoral”. O pronunciamento foi realizado para tentar diminuir o mal-estar causado junto a Temer e aliados após o colunista do GLOBO Bernardo Mello Franco publicar na edição desta quarta-feira uma entrevista com Mouco, na qual o marqueteiro diz que o presidente “já é candidato” à reeleição.
— Assessores ou colaboradores que expressem ideias ou avaliações sobre essa matéria não falam, nem têm autorização para falar, em nome do presidente — diz a nota lida pelo porta-voz.
No entanto, em momento algum a nota nega a possibilidade de Temer se candidatar à reeleição, apenas afirma que como presidente da República, ele não age movido por questões eleitoreiras.
— A agenda eleitoral não é, nem nunca será, causa das ações do presidente. Assim o comprovam as reformas propostas na “Ponte para o Futuro” (programa do PMDB para o governo) e que têm sido implementadas desde o primeiro dia da administração. O presidente da República não se influenciou por nenhum outro fator, a não ser atender a uma demanda da sociedade. É essa a única lógica que motivou a intervenção federal na área de segurança pública do estado do Rio de Janeiro — leu o porta-voz.
Por fim, a nota declara que o governo não se pautará pelo “aplauso fácil”:
— O governo seguirá sua trajetória sem pautar-se pela busca do aplauso fácil, mas na rota firme das decisões corajosas que buscam enfrentar e resolver os dramas verdadeiros de nossa nação, sem nenhuma significação eleitoral.
No começo da manhã, diante da repercussão da entrevista ao colunista do GLOBO, Elsinho Moucodistribuiu uma nota pública com conteúdo semelhante, dizendo que aquela era apenas sua opinião e que não falava em nome do presidente.
“Nunca falei, não falo, nem tenho alçada para falar em nome do governo.“ E completou: “O presidente Michel Temer nunca me autorizou a fazer qualquer movimento de natureza eleitoral. Mais do que isso, para minha frustração, já me proibiu de tocar nesse assunto com ele. Todos que me conhecem, no entanto, sabem que, mesmo nos momentos mais difíceis, sempre achei que o presidente entraria para a história do Brasil como um presidente reformador, transformador, alguém que é capaz de enfrentar os problemas reais do Brasil com coragem.”

Michel Temer entra em campanha


Radar On-line
Apesar da impopularidade, Michel Temer parece ter esperanças em permanecer no cargo. Além dos louros que a intervenção federal pode lhe trazer, o presidente vai viajar pelo país em “campanha”. Um e-mail enviado pela Secom para todos os ministérios revela um pouco dessa estratégia.
“Informamos que a Secretaria de Imprensa da Presidência da República está programando uma série de entrevistas do senhor Presidente da República na imprensa regional. Nessas oportunidades, serão abordadas realizações do Governo Federal nos estados”, diz o comunicado.
O motivo do e-mail é para que as pastas organizem um “briefing contendo as principais políticas públicas do ministério […] com a maior brevidade possível”.
Com o apelo da intervenção federal e as entrevistas pelo país, Temer mostra que não vai largar o osso assim tão fácil.

Mendonça diz que deixará o governo até abril

O ministro da Educação, Mendonça Filho, confirmou, no início da manhã de hoje, que irá deixar o governo até o começo de abril para disputar as eleições deste ano. "Não defini ainda qual cargo que irei disputar, mas está pacificada a decisão de deixar o governo até abril", disse o ministro, que é cotado para concorrer ao governo de Pernambuco.
Mendonça participa agora pela manhã de seminário internacional sobre financiamento estudantil. Segundo ele, as novas regras do Fies tornaram o programa sustentável e garantem financiamento em condições favoráveis aos estudantes. "São 100 mil financiamentos com juro zero e o pagamento só ocorre após o aluno se formar e ter renda", concluiu o ministro.
Faltando pouco mais de um mês para que os ministros-candidatos deixem os cargos, a base aliada do governo Temer no Congresso começa a disputar as indicações dos substitutos.

Disciplinado, experiente, tem maior abacaxi da carreira


Nomeado interventor no Rio, Braga Netto vê ação militar com 'reserva' 
Igor Gielow – Folha de S.Paulo
Com fama de cumpridor de missões disciplinado, o general Walter Souza Braga Netto ganhou na noite de quinta-feira (15) o que um conhecido seu qualificou de o maior abacaxi da sua carreira: o cargo de interventor federal na segurança pública do Rio de Janeiro.
Braga Netto estava de férias quando recebeu a notícia. No dia seguinte, estava ao lado de seus superiores civis em Brasília no anúncio do decreto da intervenção.
O mesmo amigo aponta que ele parecia desconfortável pela rapidez com que os fatos se sucederam, e as declarações curtas que deu explicitando que iria trabalhar num plano operacional a partir de agora reforçaram essa impressão. Disse que há muita mídia na avaliação da gravidade da situação.
Não que Braga Netto esteja despreparado ou não tenha ideia do que pode ser feito: ele é visto no Exército como um dos maiores conhecedores da realidade operacional fluminense. O Ministério da Defesa acumulou planilhas e mapas alimentados com dados estatísticos da criminalidade no Rio de Janeiro.
Mas o general Braga Netto também já disse ver com reservas o emprego de militares em operações urbanas, um sentimento muito comum entre oficiais superiores.
Isso ocorreu durante uma palestra em 28 de agosto de 2017 no Centro Cultural da Justiça Federal, no Rio. Na apresentação, apontou os itens que o preocupavam na GLOs (Operações de Garantia da Lei e da Ordem): insegurança jurídica e danos psicológicos à tropa.
Mas fez uma defesa dos resultados da ações, que considera inevitáveis dado o quadro de degradação da segurança nos Estados.
Comandante militar do Leste, ele desenvolveu boa parte de sua carreira no Rio, notadamente nas antigas unidades blindadas que acabaram redistribuídas para o Rio Grande Sul. Mineiro de Belo Horizonte, ele entrou na Academia das Agulhas Negras em 1975, somando assim 43 anos de serviço militar.
Após um giro por adidâncias militares na Polônia (2005-6) e nos Estados Unidos (2012), o general retornou à capital fluminense para ser diretor da Divisão de Educação Superior Militar em 2013.
Doutor em política e estratégia, ele voltou a campo em agosto daquele ano, quando foi designado para supervisionar os trabalhos de segurança durante a Olimpíada do Rio. A experiência no exterior, acrescida de um período como observador militar das Nações Unidas no Timor Leste, facilitou o contato com forças estrangeiras.
Segundo um ex-integrante do então governo de plantão, o de Sérgio Cabral (MDB), o general sempre foi flexível no trato com autoridades civis, tornando boa a interlocução durante os jogos em 2016.
Foi feito comandante militar do Leste, responsável por quase 30 mil soldados no Rio e outros 20 mil em Minas e Espírito Santo, dias antes da abertura do evento esportivo.
General de Exército, quatro estrelas, está no topo da carreira ativa. Comandou diversas operações no Rio. Algumas polêmicas pelo impacto na população civil, como a realizada na Rocinha no fim do ano passado.
Braga Netto, que completa 61 anos no próximo dia 11, viu a violência que combate de perto na família. Um irmão seu, o tenente da Marinha Ricardo, foi morto em um assalto perto da ponte Rio-Niterói em 1984, conforme revelado pelo site G1 na segunda (19).
Segundo um conhecido seu, é difícil avaliar o peso do episódio na disposição tática do general, já que ele é considerado extremamente reservado fora da família é casado e tem dois filhos.
A experiência como chefe do setor de inteligência do Comando Militar do Leste também reforça a imagem, e, segundo esse mesmo amigo, deverá balizar o plano para descascar o proverbial abacaxi que lhe foi confiado pelo governo de Michel Temer (MDB).
RAIO-X
Nascimento
Belo Horizonte, 1957
Formação
No Exército desde 1975, foi nomeado general em 2009
Principais cargos
Adido militar na Polônia e nos EUA, supervisor de segurança da Olimpíada-2016, comandante da 1ª Região Militar e comandante militar do Leste desde 2016

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Maia diz que Plano B de Temer é "café velho e frio"


Josias de Souza
Durou menos de 24 horas a fantasia do Planalto de que seria possível aprovar no Congresso um Plano B para atenuar o fiasco da reforma da Previdência. “Esse é um café velho e frio que não atende como novidade à sociedade”, disse o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, sobre o pacote de 15 projetos apresentados pelo governo, 11 dos quais já em tramitação no Congresso.
“Do jeito que eles apresentaram, é como se fosse a pauta do governo no Legislativo, isso é um abuso”, ralhou Maia. Dono da prerrogativa de decicir sobre a pauta do plenário da Câmara, o deputado enxergou no anúncio do governo, feito na véspera, um quê de desrespeito.
“O governo que apresente uma pauta econômica nova, porque a que está aqui o tempo de discussão e votação é definido pela presidência da Câmara. Vamos respeitar a independência dos poderes. A apresentação de ontem foi um equívoco, foi um pouco de desrespeito ao Parlamento já que os projetos já estão aqui.”
Eunício Oliveira, presidente do Senado, ecoou Maia: “Pauta do Congresso quem faz somos nós do Congresso. Não é o governo que faz pauta aqui. Ele pode encaminhar projetos. Eu pautarei ou não. Não é o governo que pauta projetos aqui.”
Segundo uma superstição de Brasília, Michel Temer é um articulador político sem igual. Que seja! Contudo, ainda que o presidente baixasse um decreto de intervenção federal no Congresso não conseguiria mais vender para o mercado financeiro a fantasia de que o Planalto conseguirá empurrar goela abaixo dos congressistas o seu “café frio.

Filiação de Lóssio à Rede terá presença de Marina Silva


Blog da Folha
A Porta Voz Nacional da Rede Sustentabilidade e pré-candidata à Presidência da República, Marina Silva, chega ao Recife, na próxima quinta-feira (22), para participar de uma Plenária com os filiados da REDE no estado e prestigiar a filiação do ex-prefeito de Petrolina, Júlio Lóssio, ao partido. O evento será realizado no Recife Praia Hotel, no bairro do Pina, a partir das 18h30, e terá como pauta a conjuntura e o processo eleitoral de 2018. A presidenciável também concederá entrevista coletiva à imprensa, no mesmo local.
De acordo com Clécio Araújo, Porta Voz estadual da REDE, Marina Silva vem cumprindo um roteiro de visitas aos estados com o objetivo de debater com a militância e com lideranças da sociedade a articulação de um projeto de desenvolvimento sustentável, que possa viabilizar saídas para a grave crise política e econômica por que passa o país.
"A superação dessa grave crise passa pela credibilidade de quem vai conduzir o Brasil, a partir de 2019. Entre os pré-candidatos à presidência, Marina se destaca por sua postura ética, pela sua competência administrativa e pela sua experiência política, referendadas por mais de 22 milhões eleitores, em 2014. A população está cansada de tanta corrupção e vai apostar em uma nova forma de se fazer política. Marina reúne todas as condições para fazer o resgate da boa política e para colocar o país nos trilhos do desenvolvimento sustentável. Em Pernambuco, a pré-candidatura de Júlio Lóssio, ao Governo do Estado, também vai fortalecer esse projeto", prevê Clécio Araújo.

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Oposição com data marcada para debater seus rumos


Blog da Folha
A oposição ao Governo Paulo Câmara (PSB) vai se reunir mais uma vez em busca de consolidar sua força e definir seus rumos para 2018. Diante de um quadro que parece ter mudado desde o fim do ano passado, quando a candidatura da vereadora Marília Arraes (PT) ganhava mais força, o grupo terá de traçar estratégias para lidar com uma possível aliança entre o PT e o PSB em Pernambuco, desmanchando a programação prévia do conjunto oposicionista.
Depois de terem se reunido em janeiro, em Petrolina, no Sertão, num evento comandado pelo prefeito Miguel Coelho (PSB), o bloco de oposição a Paulo Câmara já tem data e local definidos para o próximo encontro: 3 de março, numa casa de shows em Caruaru, no Agreste. O grupo terá como anfitriã a prefeita Raquel Lyra (PSDB) e o ex-governador João Lyra Neto (PSDB), liderança com forte influência na região.
Se antes o grupo contava com o crescimento da pré-candidatura de Marília Arraes para o Governo e, com isso, poderia apostar em lançar apenas um nome para a disputa para o Palácio do Campo das Princesas, possivelmente terá de rever a sua estratégia. Para levar o pleito para o segundo turno, talvez seja preciso considerar dois nomes do mesmo grupo na disputa. Isso porque se as negociações de PT e PSB avançarem, o nome da vereadora petista ficará em segundo plano na aliança.
Ainda no fim de janeiro, o senador Fernando Bezerra Coelho (MDB), que é um dos nomes cotados por esse conjunto da oposição para disputar o Governo do Estado, chegou a declarar que o melhor caminho para eles seria uma candidatura única, em função do crescimento da pré-candidatura de Marília Arraes. No entanto, se ele já havia declarado que seria "o candidato" da oposição, também já considerou que o bloco pode oferecer dois nomes.

domingo, 18 de fevereiro de 2018

Arthur Virgílio chama prévias do PSDB de farsa


Josias de Souza
O prefeito de Manaus Athur Virgílio chamou de “farsa” as prévias que disputaria com o governador de São Paulo Geraldo Alckmin, para definir quem representará o PSDB na sucessão presidencial. Em áudio enviado a um grupo de WhatsApp integrado por ex-presidentes da legenda, Virgílio acusou Alckmin de protelar o embate interno por “medo”. Declarou: “Essa postergação foi ficando tão grosseira a ponto de significar a inviabilização de qualquer prévia decente. E eu não me submeterei a pantomima. Não me submeterei a nada que signifique uma farsa.”
O áudio foi encaminhado nesta sexta-feira. Os destinatários estavam incumbidos pelo PSDB de arrematar as regras e o calendário para a realização da eleição interna e do debate que a precederia. O blog obteve cópia da gravação. Logo na abertura, Virgílio avisa aos grão-tucanos: “Meus amigos e companheiros, eu vou abrir meu coração para vocês.” Tomado pelas palavras que soaram a seguir, o rival de Alckmin chutou o balde, como se costuma dizer no português das ruas. Ouça abaixo:
A certa altura, Virgílio referiu-se aos queixumes que ouviu de um dos ex-presidentes do PSDB, Pimenta da Veiga, por ter criticado FHC publicamente. “Não tenho que dar satisfações para ninguém sobre eu criticar ou não o Fernando Henrique. Critico o Fernando Henrique quando eu quiser. Ele não é um ancião que precisa ser protegido nem é uma pessoa que esteja fora das suas faculdades mentais.”

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Maia: Não dá para culpar a mídia por problemas no Rio


O Globo
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, rebateu o general Walter Souza Braga Netto e disse que não é possível transferir para a mídia a culpa pela crise da violência no estado do Rio. Em entrevista à Rádio Globo, Maia disse não acreditar que a decisão de intervenção tenha sido política, e negou ter sido contra a medida determinada pelo presidente Michel Temer.
“Eu discordo dele. Respeito, sei que ele tem boas informações. Mas o que a gente está vivendo no Rio é uma situação muito ruim. E não podemos transferir para os meios de comunicação, que estão no papel deles, a falta de controle da segurança. Talvez ele tenha se explicado mal”, disse o deputado, que acrescentou. “A decisão da intervenção é correta. É uma decisão limite. O que pode acontecer se não der certo? Por isso a minha preocupação com planejamento. Mas a sensação da sociedade é que isso precisa melhorar”.
Mais cedo, Braga Netto disse que a situação no Rio não está tão ruim. Ao fim da entrevista coletiva montada no Palácio do Planalto para explicar o decreto assinado pelo presidente Michel Temer, quando se encaminhava para o gabinete do presidente, ao subir as escadas, foi perguntado se a situação no Rio estava muito ruim. O general virou-se, fez que não, abanando o dedo indicador direito, e respondeu: “Muita mídia”.
Rodrigo Maia disse que a situação no Rio é calamitosa, mas tentou justificar seus receios com a decisão de intervenção. “Nunca fui contra! O que disse era que já havia um planejamento montado, mas sempre disse que apoiaria a decisão do presidente. Só que na madrugada de sexta-feira o governador do Rio admitiu que não tinha mais o controle. Falei com o Pezão durante todo o carnaval sobre essa situação do Rio, sobre uma atuação mais firme no estado. A minha posição, o tempo todo, foi de que se precisava de uma análise profunda da situação e de um planejamento que precisa ser efetivo. Que não seja um voo curto. Essa situação do Rio vem piorando desde 1980”.
O presidente da câmara aproveitou para criticar a postura do prefeito Marcello Crivella, que viajou para a Europa durante o período do carnaval. Para Maia, Crivella precisa ser mais enérgico na conservação da cidade e na atuação da Guarda Municipal. “O Crivella têm feito avanços, mas tem pecado no que se trata de ordem urbana. A cidade deu passos para trás em conservação. Há deterioração do espaço público, e isso influencia na política de segurança. A rua precisa ser ocupada de forma eficiente. Mas do que a presença física da Guarda Municipal, que sempre foi competente, as ruas precisam ser ocupadas de forma eficiente”.
O decreto assinado hoje se restringe à área de segurança pública. Segundo o documento, o interventor fica subordinado ao presidente da República e “não está sujeito às normas estaduais que conflitarem com as medidas necessárias à execução da intervenção", afirma trecho do decreto. Ele também "exercerá o controle operacional de todos os órgãos estaduais de segurança pública”.
Ainda assim, o interventor poderá solicitar, caso necessário, "os recursos financeiros, tecnológicos, estruturais e humanos do Estado do Rio de Janeiro". Além disso, "poderão ser requisitados, durante o período da intervenção, os bens, serviços e servidores afetos às áreas da Secretaria de Estado de Segurança do Estado do Rio de Janeiro, da Secretaria de Administração Penitenciária do Estado do Rio de Janeiro e do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro, para emprego nas ações de segurança pública determinadas pelo interventor"
Outro ponto do decreto permite que o interventor solicite "a quaisquer órgãos civis e militares da administração pública federal os meios necessários para consecução do objetivo da intervenção".
Segundo o ministro da Defesa, Raul Jungmann, a intervenção está prevista até dezembro de 2018 e as polícias Militar, Civil, bombeiros e o sistema carcerário estarão sob o comando do governo federal. No entanto, ele disse que, no ato da intervenção, diferentemente do estado de sítio, a ordem jurídica permanece a mesma.

Nova cartada para dar o poder a FBC

Articulado pela executiva nacional, integrante do MDB em Pernambuco entrou com nova ação para tirar Raul Henry da presidência estadual D...