sexta-feira, 21 de abril de 2017

Todas as campanhas tiveram caixa 2, diz Palocci a Moro


Ex-ministro depôs em ação sobre suspeita de favorecimento à Odebrecht.
Ele se disse disposto a fazer revelações que prolongariam a Lava Jato.
O ex-ministro Antonio Palocci prestou depoimento ao juiz Sérgio Moro na ação que apura se ele favoreceu a Odebrecht. Palocci disse que houve caixa dois em todas as campanhas eleitorais; que está disposto a revelar nomes e operações de interesse da Lava Jato; e que isso faria com que a operação levasse mais um ano.
No depoimento Antonio Palocci admitiu o uso de caixa dois em campanhas eleitorais, inclusive pelo Partido dos Trabalhadores.
Palocci: Não vou ser hipócrita de dizer que nunca vi, não sabia, soube de algumas ocasiões de pagamento não contabilizado.
Pergunta: Inclusive do Partido dos Trabalhadores?
Palocci: De todos os partidos, pelo menos dos grandes partidos, é uma situação mais que óbvia e conhecida por todos.
Palocci negou ser o “Italiano” da planilha do departamento de propina da Odebrecht.
Palocci: “Italiano” pode ser eu como 40 milhões de brasileiros. Ninguém na Odebrecht nunca me chamou de “Italiano”.
Antonio Palocci também negou recebimento de propina em troca de favorecimento da Odebrecht junto aos governos Lula e Dilma, de quem foi ministro; ou que tenha autorizado pagamentos na campanha de Dilma Rousseff, em 2010.
Pergunta: O senhor interferiu, administrou, gerenciou, autorizou qualquer pagamento a fornecedores de campanha da campanha presidencial de 2010 no exterior?
Palocci: Jamais faria isso, eu fui ministro da Fazenda.
No fim, disse ao juiz Sérgio Moro que queria fazer mais esclarecimentos.
Palocci: Encerro aqui e fico à disposição, hoje e em outros momentos, que todos os nomes e situações que eu não optei por não falar aqui por sensibilidade da informação estão à sua disposição o dia que o senhor quiser, e se estiver com a agenda muito ocupada a pessoa que o senhor determinar eu imediatamente apresento todos esses fatos com nomes, endereços, operações realizadas e coisas que vão ser certamente do interesse da Lava Jato, que realiza uma investigação de importância. Acredito que posso dar um caminho talvez que vá lhe dar mais um ano de trabalho, mas é um trabalho que faz bem ao Brasil.             
 
Apesar do aceno, o juiz Sérgio Moro não tem o poder fechar um acordo de delação premiada. Qualquer acordo precisa ser, primeiro, negociado com o Ministério Público ou Polícia Federal. Só depois é que a delação é homologada pela Justiça.
Mesmo negando qualquer participação em favorecimento ilícito ou benefícios à Odebrecht, vários delatores afirmam  que Antonio Palocci era o “Italiano”, responsável por gerenciar uma conta corrente do PT com dinheiro de caixa dois.
Entre eles estão o próprio Marcelo Odebrecht e Alexandrino Alencar, além dos marqueteiros João Santana e Mônica Moura, que fizeram as últimas três campanhas do PT à Presidência.

STF pede que Câmara discuta impeachment de Temer


Ministro do STF determina que MP notifique Câmara para discutir impeachment de Temer
De O Estado de Minas
O ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou ontem que o Ministério Público Federal (MPF) apure a demora na instalação da comissão do impeachment do presidente Michel Temer na Câmara dos Deputados. O  colegiado foi criado há mais de um ano, mas não tem número suficiente de membros para funcionar. Os deputados que ainda não fizeram as indicações poderão ser investigados por crime de desobediência e prevaricação.
No mandado de segurança do advogado mineiro Mariel Marley Marra ao Supremo, acatado por Marco Aurélio, ele pede que o MPF noticie os parlamentares. Os líderes partidários que fazem parte da lista são Baleia Rossi (PMDB), Arthur Lira (PP), Eros Biondini (PROS), Efraim Filho (DEM), Cleber Verde (PRB), Aureo (Solidariedade), Professor Victório Galli (PSC), Marcos Montes (PSD), Aelton Freitas (PR), Ricardo Tripoli (PSDB), Tereza Cristina (PSB), Arnaldo Jordy (PPS) e Evandro Gussi (PV).
Na ação,  Mariel Marley argumenta que Temer cometeu o mesmo ato de Dilma ao assinar decretos que abriram créditos suplementares, sem autorização do Congresso, incompatíveis com a meta de resultado primário. A assinatura dos decretos é uma das razões do processo que levou à perda do cargo de Dilma. A comissão foi criada em 5 de maio do ano passado por ordem de Marco Aurélio. Apenas nove partidos indicaram 16 membros do órgão. 
A comissão deve ter 66 integrantes e, para funcionar, precisa de metade mais um. Marco Aurélio determina que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), seja notificado de sua decisão e receba uma cópia do documento. Se o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, identificar a prática de crime, pode pedir abertura de inquérito no STF. As penas para desobediência ou prevaricação podem resultar na perda de mandato. Procurada, a assessoria da Câmara informou que a presidência da Casa ainda não havia sido notificada.
Padilha
Outro fato negativo para o governo foi uma tabela entregue pelo delator Valter Lana, executivo da Odebrecht, à Lava-Jato, que aponta pagamento de propina de R$ 1.490.909,00, em 2010, ao ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha (PMDB). Segundo Lana, os valores sobre obras da Linha 1 da Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre (Trensurb), entre São Leopoldo e Novo Hamburgo (RS), foram repassados em sete parcelas entre julho e setembro daquele ano.
O delator disse à Procuradoria que houve pagamento de propina também ao ex-ministro Paulo Bernardo (governos Lula e Dilma/Planejamento e Comunicações), ao deputado Marco Maia (PT-RS) e a ex-dirigentes da Trensurb Humberto Kasper e Marco Arildo da Cunha.
Paulo Bernardo, conhecido como “Filósofo”, teria recebido R$ 934 mil em quatro parcelas entre novembro de 2009 e outubro de 2010. A tabela aponta cinco pagamentos, entre julho e novembro de 2010, no total de R$ 734 mil a Marco Maia (“Aliado”). Marco Arildo, apelidado de “Sucesso”, teria recebido R$ 260.389,00 em quatro parcelas entre julho e novembro de 2010. Foi destinado, segundo o delator, para Humberto Kasper, o “Jornalista”, um pagamento de R$ 38.718,00 em 21 de setembro de 2010.
A Trensurb é uma sociedade de economia mista, vinculada ao Ministério das Cidades e tem por acionistas a União (99,8558%), o estado do Rio Grande do Sul (0,1116%) e o município de Porto Alegre (0,0326%). Foi criada em 1980 e iniciou operação comercial em 1985.
A licitação ocorreu em 2001, mas ficou parada até 2008 por determinação do Tribunal de Contas da União, segundo o delator. No início das obras, estimadas em R$ 323.977.829,28, Valter Lana disse que recebeu três demandas de propinas em três oportunidades: a primeira para Eliseu Padilha, a segunda para Marco Maia, Marco Arildo e Humberto Kasper e a terceira para Paulo Bernardo. Os pedidos, segundo o delator, foram independentes e ocorreram entre o fim de 2008 e o início de 2009. O pedido de Padilha, codinome “Bicuíra”, teria sido feito em um encontro entre Valter Lana e o peemedebista. 
Segundo o delator, a reunião ocorreu no escritório do ministro ou no do próprio executivo. “Ele (Padilha) também trouxe aqui algo em relação à licitação”, disse Lana. “Ele foi ministro dos Transportes no governo FHC, quando houve a licitação. Ele também se dizia credor e afirmou que havia combinado com a empresa que se isto virasse, que teria direito, ao que me recordo, era também um porcentual maior, depois foi diminuindo. Esse eu não tenho certeza, mas disse e continuo dizendo que é alguma coisa em torno de 1% do valor do contrato.”
Defesa
Padilha disse que “confia nas instituições brasileiras, razão pela qual registra que tem certeza de que com a abertura das investigações lhe será garantida a oportunidade para exercer amplamente seu direito de defesa.” “Paulo Bernardo nega ter feito esse pedido e informa que não teve qualquer conversa com executivos da Odebrecht para tratar da inclusão da obra no PAC. Ela foi incluída de maneira absolutamente lícita e atendendo a reivindicação da bancada federal do RS, sem qualquer participação da empresa Odebrecht”, disse Verônica Sterman, advogada do ex-ministro.
A assessoria de Marco Maia também se manifestou. “O deputado desconhece o teor das delações mentirosas feitas pelos delatores da Odebrecht. Repudia a divulgação seletiva e vazada de supostos depoimentos.” A reportagem não localizou o empresário Marco Arildo Cunha. A Trensurb informou que não se manifesta em relação ao conteúdo das delações. Quanto à realização da obra em si, ela foi 100% concluída em 2015, com a finalização da atualização tecnológica dos sistemas de controle de tráfego e energia do metrô. A reportagem não localizou Humberto Kasper.

Lava Jato: a parte do Leão


O Globo -  Coluna Poder em Jogo
Por Lydia Medeiros
As autuações da Receita Federal sobre a Lava-Jato já somaram R$ 10,7 bilhões desde 2014, quando a operação foi deflagrada. O valor é equivalente ao rombo do Rioprevidência, o fundo de aposentadorias e pensões dos servidores do Rio de Janeiro. 
A cobrança dos tributos devidos por empreiteiras, operadoras e operadores de câmbio, políticos e ex-executivos está só começando, e deve durar anos. De acordo com advogados tributaristas, esse valor poderá ser bem maior ainda. Segundo relatório de planejamento da Receita para este ano, a apuração vai se intensificar em outros setores envolvidos no escândalo, como energia, transporte e saneamento básico.

Estradas de PE têm lombadas eletrônicas desligadas


Feriado de Tiradentes
Estradas de PE têm fiscalização e lombadas eletrônicas desligadas durante feriadão de Tiradentes. Departamento de Estradas de Rodagem (DER) desligou equipamentos para minimizar congestionamentos e, assim como a Polícia Rodoviária Federal, irá fiscalizar as estradas para diminuir os riscos de acidentes de trânsito.
 Do Portal G1 - PE
As lombadas eletrônicas de alguns dos trechos das rodovias PE-035, PE-060 e BR-232 permanecem desligadas até a manhã da segunda-feira (24), devido ao fluxo ampliado de veículos durante o feriadão de Tiradentes. De acordo com o Departamento de Estradas de Rodagem (DER), também serão feitas ações de fiscalização para reforçar a segurança e coibir irregularidades nas estradas.
Os equipamentos foram desligados desde a noite da quinta (20) para minimizar os congestionamentos nos pontos em que há maior fluxo de veículos. Na PE-035, foram desligadas as lombadas nos quilômetros 7,3 e 7,9, em Itapissuma; na PE-060, em Ipojuca, a lombada desligada fica no quilômetro 16, e na BR-232, as lombadas desativadas ficam nos quilômetros 6 e 7, no Reicfe, e 9, em Jaboatão dos Guararapes.
Somente na BR-232, o órgão estima um aumento de 30% no fluxo de veículos durante o feriado desta sexta (21) e o fim de semana. As outras duas rodovias estaduais que levam às praias e a outros destinos turísticos de Pernambuco também terão demanda maior de automóveis, mas o percentual de aumento não foi divulgado pelo órgão. Devido ao aumento no tráfego das vias, as equipes de fiscalização irão orientar os motoristas e pedestres para evitar acidentes de trânsito.
Haverá, ainda, fiscalizações através de câmeras de monitoramento do Centro Integrado de Controle e Comando da Polícia Militar de Pernambuco (CICCR). O trabalho intensificado se encerra às 5h da segunda (24).

Polícia Rodoviária Federal

Até a meia-noite do domingo (23), a Polícia Rodoviária Federal realiza a 'Operação Tiradentes 2017' nas rodovias federais em Pernambuco. Durante o feriado prolongado, a fiscalização nas estradas será intensificada busca coibir acidentes graves, que deixam feridos ou mortos.
Durante as abordagens, os policiais vão verificar se os motoristas e passageiros dos veículos utilizam o cinto de segurança e se o dispositivo de retenção para crianças está sendo usado de forma adequada. Segundo a PRF, o uso correto dos equipamentos reduz até 75% as chances de morte em caso de colisão.

Contribuição sindical: lidando com a perda


O Globo - Coluna Poder em Jogo
Por Lydia Medeiros

Com medo de serem derrotados na reforma trabalhista, e ficar sem a farta arrecadação da contribuição sindical obrigatória, deputados ligados a centrais sindicais, liderados por Paulinho da Força (SDD), articulam um meio de amenizar o possível rombo nas contas das entidades sem ao dinheiro do imposto.
 A ideia é criar uma regra de transição para suavizar as perdas. O grupo percebeu que há um clima desfavorável às centrais na Câmara. Nos estados, os sindicatos pressionam os parlamentares contra a reforma da Previdência, divulgando fotos daqueles que apoiam as mudanças com o carimbo de “traidor”.

Delator: Cunha recebeu mesada por três anos


Segundo Benedicto Júnior, o deputado cassado recebeu 36 parcelas de 547.000 reais, entre 2011 e 2014
O ex-deputado Eduardo Cunha (Evaristo Sá/AFP)
 Da Veja
O ex-presidente da Odebrecht Infraestrutura Benedicto Júnior afirmou, em delação premiada, que a empreiteira pagou 19,7 milhões de reais ao deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para que o peemedebista exercesse influência sobre a liberação de recursos do FI-FGTS para obras do Porto Maravilha, no Rio de Janeiro. Os pagamentos, segundo o delator, foram feitos por meio de 36 parcelas de 547.000 reais cada uma, pagas entre 2011 e 2014.
A delação da Odebrecht é a terceira que aponta esquema de corrupção envolvendo Cunha na Caixa Econômica Federal. O empresário Ricardo Pernambuco Júnior, da Carioca Engenharia, entregou ao Ministério Público Federal uma tabela com 22 depósitos no total de 4.680.297,05 dólares (14,4 milhões de reais) também correspondentes ao Porto Maravilha.
O ex-vice-presidente da Caixa Fábio Cleto, homem forte de Cunha dentro da instituição financeira, também relatou que o peemedebista cobrava comissões variáveis de 0,3%, 0,5% ou de até mais de 1% dos repasses feitos pelo fundo. Uma delas teria chegado a 52 milhões de reais
Benedicto disse ter se reunido em 2011 com Cunha, no escritório político do então deputado, onde o peemedebista teria pedido as propinas. Os valores exigidos pelo parlamentar foram discutidos em reunião entre as integrantes da Concessionária do Porto Maravilha – OAS, Odebrecht e Carioca Engenharia.
De acordo com o delator da Odebrecht, teria ficado claro que, “a partir dos pagamentos concretizados, haveria apoio do deputado Eduardo Cunha para eventuais liberações futuras do FI-FGTS para o Porto Maravilha, no Rio”.
No sistema Drousys, utilizado pelo Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht – o “departamento de propina” da empreiteira – para controlar o pagamento de vantagens indevidas, Cunha tinha o apelido de “Caranguejo”. Procurada, a defesa de Cunha não se manifestou. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
(Com Estadão Conteúdo)

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Mendonça continua ampliando seu raio de influência em Pernambuco

O ministro Mendonça Filho (Educação) continua ampliando o seu raio de influência em Pernambuco, já que apareceu na última pesquisa do Instituto Maurício de Nassau com 10% de intenções de votos dos pernambucanos para o governo estadual.
Ele liberou nesta quarta-feira (19) R$ 87 milhões para o Instituto Federal de Pernambuco (IF-Sertão), as Universidades Federal, Federal Rural, Universidade do Vale do São Francisco (Univasf) e Fundação Joaquim Nabuco.
Os recursos serão aplicados na manutenção, custeio e pagamento de assistência estudantil, dentre outras necessidades.
Desde o início do ano, o MEC já repassou R$ 96 milhões para as instituições federais em Pernambuco, o que só aconteceu porque o ministro é pernambucano e deputado federal pelo DEM.
Para todo o Brasil, foram destinados, R$ R$ 199,52 milhões. Desse valor, R$ 27,26 milhões serão destinados especificamente para o pagamento de despesas relacionadas à assistência estudantil.
Outros R$138,19  milhões foram transferidos às Universidades Federais, incluindo repasses para hospitais universitários. Já a rede federal de educação profissional, científica e tecnológica receberá R$ 59,73 milhões.
O restante, R$ 1,59 milhão, foi repassado às unidades Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines), Instituto Benjamin Constant (IBC) e Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj).
Desde o início do ano, o MEC repassou R$ 1,9 bilhão para as instituições federais, incluindo o que foi destinado ao pagamento de despesas das universidades e institutos federais.

Cármen: STF julgará Lava Jato independente de percalço


Do G1
A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, divulgou, hoje, por meio de sua assessoria, declaração sobre o andamento da Operação Lava Jato no STF sob sua presidência.
Na nota, a ministra afirma que o Supremo julgará os processos da Lava Jato "independentemente de qualquer percalço ou tentativa de atraso". Ela diz ainda que a Corte "honrará" a responsabilidade jurídica que tem com os processos.
"O Supremo Tribunal Federal julgará os processos da Lava Jato que são de sua competência independentemente de qualquer percalço ou tentativa de atraso honrando a responsabilidade jurídica e a importância histórica que a guarda da Constituição lhe confere", disse a ministra.
A manifestação, a primeira da ministra desde a homologação e divulgação das delações da Odebrecht, ocorre em momento de apreensão da classe política quanto ao andamento das dezenas de novas investigações abertas na Lava Jato a partir dos depoimentos de executivos da empresa.
Desde a abertura dos 76 inquéritos sobre 98 pessoas autorizadas pelo ministro Edson Fachin, políticos já ingressaram com diversos pedidos na Corte, seja para mudar a relatoria ou arquivar as investigações.
Embora previstos como direitos da defesa, pedidos do tipo podem atrasar as investigações, devido ao volume de processos concentrados num único gabinete no Supremo.
Nesta semana, Cármen Lúcia e Edson Fachin também decidiram reforçar a equipe responsável pela análise dos processos da Lava Jato na Corte. Ainda não foram definidos quantos servidores – como juízes auxiliares e assessores jurídicos – vão compor o grupo.
A maioria dos inquéritos autorizados, porém, já foi enviada de volta à Procuradoria Geral da República (PGR), que conduz as investigações, com autorização para dezenas de diligências a serem cumpridas pela Polícia Federal para coletar provas. Por isso, a maior parte dos trabalhos agora deve se concentrar nos dois órgãos.

Pode vir quente que estou fervendo


Carlos Brickmann
Agora que, passada a Páscoa, 2017 está começando, a Lava Jato vem com tudo: as delações premiadas de João Santana e Mônica Moura, os marqueteiros do PT (que conhecem boa parte das manobras da Odebrecht para financiar as campanhas de Lula, Dilma e candidatos presidenciais em países latino-americanos); e o avanço nas negociações para a delação premiada de Antônio Palocci, chefe da Casa Civil de Dilma, ministro da Fazenda de Lula e seu principal contato nos meios financeiros. Dizem que Palocci vai mostrar como bancos e conglomerados financiaram o PT.

Há ainda o depoimento de Léo Pinheiro, que era presidente da OAS na época da reforma do apartamento triplex, no Guarujá, que não é de Lula; da reforma do sítio de Atibaia, aquele que também não é de Lula; e do pagamento da guarda dos presentes que Lula ganhou como presidente, e que segundo o Ministério Público não são de Lula, mas da Presidência.

Por fim, o depoimento de Lula ao juiz Sérgio Moro. Lula montou duas estratégias: uma política, lotar ônibus com petistas e cercar o local do depoimento; outra, jurídica, de convocar 87 testemunhas, para atrasar o julgamento. Nenhuma deve funcionar: os antipetistas também prometem se reunir em Curitiba. E Sérgio Moro, para coibir a iniciativa de atrasar o julgamento, determinou que Lula esteja presente nos 87 depoimentos.
Antecipar sua estada em Curitiba é aquilo que Lula menos deseja.

2018: quem se habilita?


Carlos Brickmann
Aécio talvez não consiga ser candidato, depois da delação da Odebrecht. Serra apanhou menos, mas apanhou. Quem será o candidato do PSDB? Lula, apesar do temporal de acusações, continua bem nas pesquisas (mas com índice recorde de rejeição). E corre o risco real de virar ficha suja até 2018. Se não for Lula, quem será o candidato do PT à Presidência?
Pelo jeito, os candidatos deverão merecer a origem de sua condição (deveriam manter limpíssimas suas togas brancas - "cândidas", em latim). Gente como Sérgio Moro (já disse que não quer), João Dória (já disse que seu candidato é Alckmin), Joaquim Barbosa (recusou convite do PSB). Ou candidatos exóticos, como Tiririca e Bolsonaro. Quem se habilita?

Reforma trabalhista: governo teme resposta das ruas


O governo conseguiu aprovar um novo requerimento de urgência para acelerar a tramitação da reforma trabalhista na Câmara. A pressa para aprovar o texto passava pelo temor de que as manifestações convocadas pela oposição para o próximo dia 28 façam os deputados da base desistirem de apoiar o projeto. “Eu estou avisando, se não aprovarem a urgência do projeto, a reforma pode ir para as calendas”, disse o relator do texto, deputado Rogério Marinho (PSDB-RN), antes da abertura da sessão que acabou aprovando o requerimento.
As centrais sindicais convocaram para o próximo dia 28 uma greve geral contra as reformas da Previdência, trabalhista e a aprovação da Lei da Terceirização irrestrita.
Um interlocutor do governo afirma que, se a mobilização for muito grande, poderá fazer com que deputados desistam de apoiar as reformas, por medo da pressão popular. (Agência Estado)

Advogado de Lula fez contrato falso para ocultar sítio


O Globo - Juliana Arreguy e Dimitrius Dantas
Uma reunião entre o advogado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e dois funcionários da Odebrecht decidiu a confecção de um contrato falso para evitar que as reformas em um sítio em Atibaia pudesse ser ligada ao petista. É o que disse Emyr Costa, engenheiro indicado pela Odebrecht para tocar as obras no sítio, que detalhou, em sua delação, um encontro entre ele, Alexandrino Alencar, diretor da empreiteira, e Roberto Teixeira, advogado e compadre de Lula.
— Ele (Alexandrino Alencar) me disse para a gente contar ao senhor Roberto Teixeira como que a obra tinha sido feita para que ele pudesse bolar alguma forma de regularizar essa construção para que não parecesse que tivesse sido feita em benefício do ex-presidente Lula nem tampouco pela Odebrecht — contou Emyr Costa.
O método que Teixeira teria encontrado para encobrir Lula como beneficiário teria sido a confecção de um contrato entre o empreiteiro da obra, Carlos Rodrigues, e o proprietário do sítio, Fernando Bittar, sócio do Fábio Luis Lula da Silva, filho do ex-presidente. O contrato teria valor mais baixo do que o gasto na obra para ser compatível com o rendimento de Bittar.
— Eu disse (para o Teixeira) que tinha esse empreiteiro que tinha trabalhado lá, e aí ele deu a ideia. “Olha, então você procura esse empreiteiro e faz um contrato em nome do proprietário que aparece na escritura do terreno”. Naquela data, eu fiquei sabendo que o sítio estava em nome do Fernando Bittar — disse Emyr, emendando. — Era um valor mais baixo do que os R$ 700 mil que tinha custado. Eu fiz o contrato pessoalmente, marquei uma reunião com esse Carlos Rodrigues. Encontrei com ele no estacionamento do clube, pedi para ele assinar o contrato e emitir nota fiscal no valor do contrato. Ele me devolveu o contrato assinado e a nota fiscal e eu, então, voltei uns dias depois ao escritório do Roberto Teixeira, entreguei para ele e saí de lá.
O valor da obra, segundo Emyr Costa, foi definido inicialmente em R$ 500 mil e teria sido pago pelo Setor de Operações Estruturadas, departamento da Odebrecht responsável por propina. O dinheiro chegava em espécie a Atibaia durante as obras, em dezembro de 2010, enquanto Lula ainda ocupava a Presidência.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Frente a Temer, general ataca corrupção e crise moral


Presidente Michel Temer participa de cerimônia comemorativa ao Dia do Exército em Brasília - 19/04/2017 (Marcos Corrêa/PR)
Eduardo Villas Boas, chefe do Exército, ressalta, porém, que ‘não há atalhos fora da Constituição’; instituição homenageia presidente e juiz da Lava Jato
Veja Online
O general Eduardo Villas Boas, comandante do Exército, aproveitou a sua fala na cerimônia de comemoração do Dia do Exército para fazer um discurso cheio de recados políticos. Ele alfinetou a classe política ao falar de “incontáveis escândalos de corrupção”“aguda crise moral” e “ausência de disciplina social”, mas avisou que “não há atalhos fora da Constituição.”
Em seu discurso, Villas Boas citou também o “colapso da segurança pública”, a “ineficiência que nos retarda” e “uma irresponsável aversão ao exercício da autoridade”, como fatores que “oferecem campo fértil ao comportamento transgressor e à intolerância desagregadora”.
No evento, o Exército condecorou com a Ordem do Mérito Militar o juiz federal Sergio Moro, responsável pela Operação Lava Jato na primeira instância, e o presidente Michel Temer (PMDB)que estavam no evento.
O general ponderou ainda que este momento “tão grave não pode não pode servir a disputas paralisantes”. “Pelo contrário, ele exige do povo e de suas lideranças, a união de propósitos que nos catalise o esforço de regeneração, para restabelecer a esperança e a confiança que nos permita identificar nossos objetivos comuns e reconstruir, a partir daí, o sentido de projeto de nação que nos legaram os heróis de Guararapes.”, concluiu.

Protestos marcam urgência para reforma trabalhista


“O PT não quis votar, quer esculhambar e isso não vou aceitar”
Não será possível pedir vista ou emendas à matéria na comissão especial que analisa o substitutivo do relator
Veja Online
Com 287 votos favoráveis, o plenário da Câmara dos Deputados aprovou o requerimento de urgência para o projeto de lei da reforma trabalhista. Eram necessários 257 votos para aprovar a urgência.
A urgência foi rejeitada ontem pelo plenário por insuficiência de votos – obteve 230 apoios. Mas o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), colocou a matéria em aprovação novamente hoje.
A medida causou revolta entre os parlamentares de oposição, que chamaram a manobra de ‘golpe’. Deputados de oposição seguraram cartazes que diziam: ‘método Cunha não’ – referência ao ex-presidente da Casa Eduardo Cunha, que refazia votações que não tinham o desfecho que ele queria. A deputada Benedita da Silva (PT-RJ) diz que Maia desrespeita a representação parlamentar.
Maia, por sua vez, afirmou que o PT não aceitou uma proposta de acordo para colocar o projeto em votação no dia 3 de maio. “O PT não quis votar, quer esculhambar e isso não vou aceitar”, disse o presidente da Câmara.

Bispo disse que PE está às baratas, revela Izaías

Falando, há pouco, na plenária da oposição na Câmara de Vereadores, em Garanhuns, o prefeito anfitrião Izaías Regis (PTB) não mediu as palavras para atacar o governador Paulo Câmara (PSB), que, segundo ele, é inimigo do município. O trabalhista chegou a afirmar que o bispo de Garanhuns, dom Paulo Jackson, na missa da Páscoa, desapontado, disse em sua preleção ter a sensação de que o Estado está entregue às baratas.
Izaías voltou a dar explicações sobre o gesto de não receber o governador Paulo Câmara, há 15 dias. Afirmou que foi acusado de mal-educado e descortês, mas que se ausentou simplesmente para não constranger o governador. "Eu não iria me sentir à vontade, porque poderia ser acusado de estar tirando proveito de um evento deles falando minhas verdades", afirmou.
O prefeito disse, ainda, que o governador trata muito mal a cidade de Garanhuns. "Agora mesmo estamos fazendo o festival Dominguinhos sem um centavo de apoio do Estado", afirmou. Izaías afirmou, por fim, ter a convicção de que o povo de Garanhuns irá dar o troco ao tratamento de mendigo que recebe derrotando nas urnas Paulo Câmara.

EGIPCIENSE FUTEBOL CLUBE

Foto CLÁUDIO VIANA
DE PÉ: WANDELSON BARBOSA - NÊGO DA PRAÇA - LEONARDO - BOSCO – TUDA SIQUEIRA - MÁRIO - BENONE LEÃO - ZÉ BIQUINHO
AGACHADOS: SILO – DÁMA - FLAVIO LIRA - AÍRTON – ROGÉRIO- MARCOS MANSINHO - BOGA – LUCIANO
“ESTÁDIO MUNICIPAL FRANCISCO PEREIRA” – SÃO JOSÉ DO EGITO 


Presidente do Sport convida torcedores do Fla para ver taça de 1987: “Não é de isopor”


O presidente do Sport, Arnaldo Barros, ironizou a tentativa do Flamengo de, através do Superior Tribunal de Federal, conseguir dividir o título de 1987. Após a decisão do STF, que determinou o Leão como único campeão, o mandatário leonino disse não acreditar em recurso por parte dos cariocas e convidou os torcedores do Urubu a contemplarem a taça da competição, na sede do Rubro-negro pernambucano.
- Não acredito que o Flamengo irá se insurgir contra a decisão do STF. Porém, se o fizer, o Sport estará pronto para se defender. Os torcedores do Sport e do Flamengo que quiserem contemplar a taça das bolinhas podem vir aqui. Essa é de verdade, não é de isopor – disse Arnaldo Barros, em alusão a uma replica do troféu, que foi feita pelo Flamengo em 2012, para comemorar os 100 anos de futebol do clube carioca.
A provocação do mandatário leonino nasceu da comemoração dos 100 anos do futebol do Flamengo, feita pelo clube em 2012. O evento, realizado na gávea, exibiu uma réplica da Taça das Bolinhas que foi fabricada enquanto a situação sobre o título de 1987 era resolvido.
Homero Lacerda, presidente do Sport em 1987 e atual presidente do Conselho Deliberativo também comentou sobre o assunto.
- O Flamengo sabe que o Campeonato Brasileiro de 1986 classificou 32 clubes para a primeira divisão, e deram aquele jeitinho de dividir em duas chaves. Mas eram todos da primeira divisão. O Flamengo sabia que era primeira divisão. O Flamengo assinou um pedido para participar desse campeonato. Existe um regulamento dessa competição. O Sport ganhou em todos os tribunais. Primeira, Segunda e Terceira instâncias, e na Suprema Corte do país.

PT prometeu, Mendonça fez


O prefeito de Serra Talhada, Luciano Duque (PT), ficou ancho da vida, como diz o companheiro José Adalberto Ribeiro, ao receber a noticia, ontem, do ministro da Educação, Mendonça Filho, da liberação de R$ 4 milhões para construção da escola integral educadora Zuleide Feitosa. Trata-se de uma unidade educacional top de linha, com 12 salas de aula, refeitório, quatro laboratórios, quadra coberta e todos os equipamentos de primeiro mundo. A escola foi uma promessa de Duque na campanha de 2012. Dilma prometeu, nas não cumpriu.

Teresa chama Sebastião de mandacaru

Na entrevista que os deputados da oposição concedem, neste momento, na rádio Marano, em Garanhuns, para falar da agenda do seminário "Pernambuco de verdade", a deputada Teresa Leitão (PT), que passou a integrar a caravana, cuidou de responder ao secretário estadual de Transportes, Sebastião Oliveira, que em nota ao blog afirmou que a oposição está em Garanhuns mentindo, mais uma vez, para a população.
"Nós estivemos no aeroporto e conversamos com os trabalhadores que encontramos capinando. Eles nos disseram que foram chamados para limpar o mato hoje, ou seja, uma maquiagem do Governo", disse. Teresa acrescentou que o Governo escalou Sebastião para agredir a oposição.
E classificou o secretário de mandacaru, espécie nativa da região, espinhosa, que não dá sombra nem encosto. "Ele mente. Não encontramos obra nenhuma lá", afirmou. Antes, a deputada Priscila Krause condenou o Governo pela decisão de proibir em Caruaru que a polícia divulgue as ocorrências relacionadas aos crimes na região.
"Estamos diante de um Estado ditatorial, que omite a verdade e esconde o número de crimes", disse a parlamentar. Também na emissora, o deputado Julio Cavalcante destacou os reclamos do prefeito Izaías Regis na área de violência, além da dívida dos pipeiros que levam água para áreas atingidas pela seca. "Os pipeiros estão há seis meses sem receber pagamentos", afirmou.

Álvaro denuncia pagamento pela metade em hospital

Em entrevista à Rádio Marano, em Garanhuns, o deputado estadual Álvaro Porto (PSD) afirmou que funcionários terceirizados do Hospital Dom Moura foram obrigados a assinar documento para receber os salários atrasados. O mais grave, segundo o deputado, é que mesmo tendo direito a seis meses de salários, os trabalhadores só receberam três. De acordo com Porto, a informação lhe foi repassada hoje durante a visita da bancada de oposição à unidade hospitalar por funcionários que pediram anonimato. "Isso é um absurdo. Os terceirizados estão sendo coagidos e ainda perderam três meses de trabalho".
O deputado destacou que servidores do hospital denunciaram que quando chove corredores e enfermarias alagam. E qualquer cirurgia é uma aventura. "O diretor do hospital nos recebeu, deu explicações, mas a realidade é bem diferente da que ele descreveu. Profissionais da área médica se queixaram das condições de trabalho, da falta de equipamentos, de material velho e da existência de apenas uma ambulância", disse.
Na entrevista, Álvaro Porto revelou ainda que pessoas com cargo comissionado lhe confidenciaram que foram obrigadas a comparece aos eventos do Pernambucano em ação, comandado pelo governador Paulo Câmara em Garanhuns há duas semanas".