sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Especulações em torno do retorno de Dinaldinho causam instabilidade administrativa na Prefeitura Municipal de Patos

Um dos assuntos mais discutidos nos últimos dias diz respeito a possiblidade do retorno de Dinaldinho Wanderley (PSDB) ao cargo de prefeito de Patos. O regresso se daria, de acordo com especulações, nesta sexta-feira, dia 15, data em que se completa o ciclo de 180 dias do afastamento determinado pelo Tribunal de Justiça da Paraíba (TJ/PB).
Desde que o prefeito foi afastado, existe uma demanda judicial de advogados do próprio Dinaldinho Wanderley lutando para que o retorno ao cargo se dê antes do prazo, porém, todos os pedidos foram negados tanto pelo TJ/PB, bem como pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).
“As especulações tem causado muitos problemas para a gestão do prefeito interino Bonifácio Rocha, pois muitos fornecedores não querem vender temendo o retorno de Dinaldinho que, infelizmente, não honrava os pagamentos e fez com que a prefeitura perdesse credibilidade dos fornecedores. Se ele vai voltar ou não, já não sabemos, mas que isso está causando instabilidade administrativa na prefeitura, está evidente”, relatou um advogado da prefeitura que pediu para não ser identificado.
O Ministério Público Estadual (MPE) foi o autor do pedido de afastamento do prefeito Dinaldinho Wanderley e a ação foi referendada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (GAECO). O processo foi analisado pelo TJ/PB, através do relator Desembargador Carlos Martins Beltrão Filho, que reconheceu a necessidade de afastamento do prefeito eleito.
O retorno de Dinaldinho ao cargo de prefeito divide operadores do poder judiciário. Alguns acreditam que o prefeito ficará afastado até que se esgote o prazo de instrução processual, tal qual definiu a súmula que consta no Diário da Justiça na publicação do dia 29 de novembro de 2018. Outros entendem que acabado o prazo de 180 dias, o prefeito retorna.
Como nesta sexta-feira, dia 15, os 180 dias se completam, a expectativa de prós e contras Dinaldinho Wanderley é grande. À sociedade patoense resta o aguardo de mais um capítulo da política.
 Jozivan Antero – Patosonline.com

Perderam todos


Por Arthur Cunha – especial para o blog
Com o perdão da palavra, caros leitores, a eleição para a Presidência da Comissão de Cidadania, Direitos Humanos e Políticas Públicas da Assembleia Legislativa foi uma cachorrada. Teve de tudo; reviravolta, manobra regimental, troca de acusações entre parlamentares, azedume, desarmonia, xingamento, gente querendo aparecer, confronto velado entre pastores, bate-boca de evangélicos com representantes dos movimentos sociais e confusão, muita confusão. No fim das contas, perderam todos: as lideranças, os deputados, as candidatas, suas claques, e, em última instância, o Poder Legislativo, o mais plural de todos, onde o debate deveria levar ao consenso. Ah, só para registrar, as Juntas ficaram com o cargo.
Nunca antes na história da Alepe uma indicação de um presidente de comissão foi tão conturbada como a de ontem. Regimentalmente, cabe aos líderes do governo e da oposição indicarem os componentes dos colegiados. Já os presidentes são escolhidos por meio de uma composição, sem que haja bate-chapa. Mas uma série de desentendimentos gerou o imbróglio nesse caso. É bem verdade que só em fazer parte de uma comissão já garante ao deputado a justificativa para ele levantar e defender uma bandeira referente ao tema. Não precisa ser presidente para ter palanque, se esse for o objetivo.
O embate e os desdobramentos de Clarissa Tércio contra as Juntas viraram um confronto entre o “sagrado”, representando a bancada evangélica, e o “profano”, dos movimentos sociais e de igualdade de gênero. A disputa foi reduzida a uma briga elementar, como se uma Comissão de Direitos Humanos só tratasse desses temas. Ninguém pensou na Casa, apesar dos discursos. Faltou altruísmo; sobrou egoísmo.
No final, as Juntas levaram por aclamação porque os oposicionistas deixaram a reunião sem votar diante da eminente derrota. Em um arranjo de última hora, Cleiton Collins ficou na vice. E a comissão de onde se esperava o exemplo de respeito à pluralidade social, que deveria acolher diferentes respeitando as suas legítimas divergências, já começou os trabalhos com seus integrantes apequenando a Alepe. Terça que vem tem nova reunião. O que não tem é clima de convivência entre os representantes do povo que ali estarão. Parece até que eles esqueceram o tamanho da sua responsabilidade. Blog do Magno Martins

Mourão: Bolsonaro deve enquadrar filhos; prevê queda de Bebianno


Da agência Reuters
O vice-presidente Antônio Hamilton Mourão disse nesta quinta-feira que o presidente Jair Bolsonaro terá de controlar seus filhos, depois que um deles chamou o ministro de mentiroso nas mídias sociais, exacerbando as tensões em um novo governo que enfrenta seu 1º grande escândalo ministerial.
Em entrevista à Agência Reuters, Mourão também declarou que Bolsonaro ainda não decidiu se seu secretário-geral, Gustavo Bebianno, deveria deixar o governo diante das acusações de uso indevido de fundos de campanha nas eleições de outubro.
O escândalo envolvendo um dos assessores mais próximos, que nega as acusações, roubou o trovão das primeiras notícias da proposta de reforma do governo — uma pedra angular de uma ambiciosa agenda de reformas econômicas.
Mourão afirmou à Reuters que era hora de Bolsonaro "dar uma ordem unificada às crianças".
"Cabe ao presidente chamar seus filhos e dizer: 'Olha, você trabalha no Senado, você na Câmara e você na prefeitura. Vá trabalhar lá para apoiar as ideias do governo'", avaliou.

Bebianno buscou congressistas, ministros de tribunais e militares


...para contornar crise
Ministro foi defendido pelo presidente da Câmara dos Deputados e pelo vice-presidente
Mônica Bergamo – Folha de S.Paulo
Gustavo Bebianno buscou apoio entre congressistas graduados, ministros de tribunais superiores e até de militares para contornar a crise em torno de sua permanência na Secretaria-Geral da Presidência.
Um dia depois de sofrer ataques de Carlos Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, que endossou a artilharia, Bebianno foi defendido pelo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e pelo vice-presidente, Hamilton Mourão.
No meio militar a reação à crise é de perplexidade com o endosso de Bolsonaro aos ataques públicos de Carlos a Bebianno.
Um general diz que o filho do presidente vai acabar colocando o governo no corner logo nos primeiros rounds.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Brumadinho: Joice diz que “bancada da lama” quer controlar CPI


Parlamentares dizem que deputada quer transformar a comissão em palanque
Mônica Bergamo – Folha de S.Paulo
A CPI que investigará o rompimento da barragem de Brumadinhodetonou uma guerra entre parlamentares. A deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), autora da proposta de criação da comissão, acusa o que ela chama de “bancada da lama” de querer controlar o colegiado para abafar as investigações.
Já parlamentares que disputam uma vaga na comissão dizem que Hasselmann quer transformá-la em palanque. A temperatura subiu na quarta (13), quando a CPI foi anunciada. O deputado Fábio Ramalho (MDB-MG) afirmou a Joice que a presidência e a relatoria tinham que ficar com deputados mineiros.
 “Esquece, Fabinho”, respondeu a deputada. Em seguida, em um discurso, ela disse: “Eu não vou permitir que essa CPI seja usada para criar dificuldade e vender facilidade”. À coluna, acrescentou: “Por que a bancada da lama não quer que uma parlamentar totalmente independente como eu presida a CPI?”.

Saída do ministro Gustavo Bebianno: ele pode cair atirando


Bolsonaro aterrissa no laranjal do PSL e leva crise para o Planalto
Chamado de mentiroso pelo presidente, Bebianno pode cair atirando
De reportagem de Bruno Boghossian – Folha de S.Paulo
Bebianno seria insuficiente para estancar a crise. Sua dimensão pode até crescer. O ministro sabe que tem responsabilidade pelos cheques que assinou pelo partido, mas também conhece o caminho do dinheiro. Exposto em praça pública, ele pode cair atirando.
Os primeiros alvos seriam o ministro Marcelo Álvaro Antônio(Turismo) e o atual presidente do PSL, Luciano Bivar, que direcionaram os recursos para as candidaturas laranjas. Se a lei da gravidade funcionar, a queda da dupla será inevitável.
As sequelas do conflito podem ainda causar novas dores de cabeça em Bolsonaro. Homem de confiança do presidente na disputa eleitoral, Bebianno conhece como poucos aliados os segredos de sua campanha.

Bolsonaro manda PF investigar laranjas. Pode demitir ministro


Diz que Bebianno pode 'voltar às suas origens'
Presidente afirma que deu carta branca a Moro e admitiu possibilidade de saída de ministro
O presidente Jair Bolsonaro admitiu a possibilidade da saída do ministro Gustavo Bebianno (Secretaria-Geral) de seu governo devido ao esquema revelado pela Folha de candidaturas laranjas do PSL nas eleições de 2018, quando Bebianno estava no comando do partido.
"Se estiver envolvido e, logicamente, responsabilizado, lamentavelmente o destino não pode ser outro a não ser voltar às suas origens", afirmou Bolsonaro em entrevista exibida pelo Jornal da Record na noite desta quarta-feira (13) e gravada ainda no Hospital Albert Einstein, antes de ele receber alta.
Bolsonaro afirmou ainda que determinou à Polícia Federal que investigue o caso e que deu carta branca ao ministro Sergio Moro (Justiça).
"Conforme o compromisso assumido com Sergio Moro logo depois da minha eleição, ele tem carta branca para apurar qualquer tipo de crime sobre corrupção e lavagem de dinheiro", disse, acrescentando que o ministro já tomou providências e determinou que a PF apurasse o esquema sobre laranjas.  (Folha de S.Paulo)

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

MDB comandará três comissões do Senado; Simone Tebet vai liderar CCJ

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Por Douglas Fernandes em Notícias 
Estadão Conteúdo – Mesmo derrotado na disputa pelo comando do Senado, o MDB garantiu nessa terça-feira (12) o comando do maior número de colegiados da Casa, entre eles a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a mais importante. Também ficará nas mãos de emedebistas a Comissão Mista de Orçamento e a Comissão de Educação.
Apesar de o foco da sociedade ficar nas decisões do plenário, que reúne todos os 81 senadores, as comissões são fundamentais para o processo parlamentar porque todos os projetos de lei e emendas constitucionais são submetidas, primeiro, ao crivo desses colegiados. Pela CCJ, por exemplo, passam todas as propostas da Casa.
Como tem a maior bancada, com 13 senadores, o MDB fez prevalecer a regra de proporcionalidade, tradição segundo a qual os maiores partidos têm direito de escolher as comissões mais importantes primeiro.
O acordo foi costurado com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e os demais líderes de bancadas, mas só foi possível com o compromisso de que o partido tivesse “bom senso” nas indicações. Na prática, significou um veto antecipado a nomes próximos do senador Renan Calheiros (MDB-AL), derrotado na eleição pelo comando do Senado.
A CCJ, por exemplo, será comandado pela senadora Simone Tebet (MDB-MS), adversária de Renan dentro da bancada e que apoiou Davi Alcolumbre. O senador Dário Berger (MDB-SC), aliado dela, vai comandar a Comissão de Educação, enquanto o senador Marcelo Castro (MDB-PI) tem acordo para ser eleito presidente da Comissão Mista de Orçamento.
A presidência dessas comissões é muito disputada entre os partidos e entre os próprios parlamentares porque é o presidente quem escolhe as pautas de votação, define os relatores de cada proposta e garante o cronograma e o ritmo dos trabalhos.
Segunda maior bancada da Casa, com nove senadores, o PSD também conquistou uma comissão importante no Senado: a de Assuntos Econômicos, antes controlada pelo PSDB. A presidência do colegiado, por onde deve passar a reforma da Previdência, está prometida para o senador Omar Aziz (PSD-AM). O partido de Gilberto Kassab ainda vai controlar a Comissão de Relações Exteriores, para a qual deve ser designado Nelsinho Trad (PSD-MS).

Tucanos

Para o PSDB, que viu sua bancada diminuir de 11 para oito senadores, sobraram duas comissões menos relevantes: a de Desenvolvimento Regional e a de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor. Como compensação, os tucanos devem ganhar uma subcomissão para discutir a reforma da Previdência. O nome preferido do presidente do Senado para o posto é o de Tasso Jereissati (CE).
Como todas as siglas aceitaram a divisão, a eleição dos presidentes das comissões deve ocorrer nesta quarta-feira (13) por aclamação.

Mourão enquadra Salles: Chico Mendes é parte da história do Brasil


Um dia após a entrevista do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, em que afirma não saber a história de Chico Mendes, o vice-presidente Hamilton Mourão enquadra o ministro e afirma que o líder seringueiro é personagem histórico para a luta ambiental no país.
"O Chico Mendes faz parte da história do Brasil na defesa do meio ambiente. É história. Assim como outros vultos passaram na nossa história", afirmou Mourão aos jornalistas.
Durante o programa Roda Viva, da TV Cultura, Salles disse que não conhece Chico Mendes e afirmou que já ouviu "histórias" sobre o líder ambientalista reconhecido mundialmente.
"O fato é que é irrelevante. Que diferença faz quem é o Chico Mendes neste momento?", disse o ministro. "Eu não conheço o Chico Mendes, escuto histórias de todos os lados. Dos ambientalistas mais ligados à esquerda, que o enaltecem. E das pessoas do agro que dizem que ele não era isso que contam. Dizem que usava os seringueiros pra se beneficiar", afirmou.  (BR 247)

Laranjal do PSL pode derrubar Bebiano


O escândalo das candidaturas laranjas do PSL para desvio de recursos públicos durantes as eleições pode custar a queda do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno. 
Segundo o jornalista Igor Gielow, da Folha de S. Paulo, Bolsonaro quer uma solução rápida para o caso, discutiu com o ministro e o fez cancelar agendas, o que aumentou a pressão entre aliados pela saída de Bebianno do governo.
Bebianno vem tentando empurrar a responsabilidade para o então presidente licenciado da sigla, o deputado federal Luciano Bivar (PSL), que é o dono do PSL.
Internado no hospital Albert Einstein onde se recupera da retirada da bolsa de colostomia, Bolsonaro mostrou especial contrariedade com a reportagem do jornal do domingo (10), em que uma candidata com 274 votos amealhou o terceiro maior naco de verba pública destinada aos postulantes do PSL no Brasil. A Polícia Federal investiga o caso.  (BR 247)

Sai das cinzas: o movimento importante do MDB


Depois de perder o comando do Senado, onde tinha hegemonia desde 2001, o MDB conseguiu fazer hoje movimentos importantes para não perder totalmente sua influência política. No Senado, o partido vai comandar a Comissão de Constituição e Justiça, com Simone Tebet (MS), e a de Educação, com Dário Berger (SC). Como disse Simone, a CCJ “é o coração do Senado”. Por lá passarão, por exemplo, a reforma da Previdência e o pacote anticrime do ministro Sérgio Moro.
O MDB presidirá também a Comissão Mista de Orçamento, com o senador Marcelo Castro (PI), que mexe com todas as liberações de recursos. Além disso, na Câmara, deve levar a melhor contra o PSL e comandar a Comissão de Finanças e Tributação com o deputado Sérgio Souza (PR). Outra ação importante foi a formação de um bloco parlamentar no Senado com PP e PRB. O bloco, que será liderado pelo senador Esperidião Amin (PP-SC), terá um total de vinte integrantes, ampliando a influência do grupo na Casa. (Estadão - BR 18)

Vespeiro: Maia e sua boa nova


O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), um dos principais articuladores da reforma entre os políticos, dá sinais de que o governo não vai mexer na aposentadoria dos trabalhadores rurais. Já o  ministro Sergio Moro (Justiça) recusou pedido do Instituto de Garantias Penais (IGP) para fazer um debate público com a sociedade civil sobre seu pacote anticrime.
Em ofício, o ministério disse que não é obrigado a fazer o evento; que o tema ainda será objeto de ampla discussão no Congresso; que há pressa, já que a proposta consta das prioridades para os 100 dias de governo Bolsonaro; e que o texto já está na Casa Civil. (Painel)

Lula quer Haddad dentro da cela. Como advogado


Lula já assinou nova procuração para que Fernando Haddad volte a advogar para ele —tendo acesso livre à sala em que está preso.
A ideia é que o ex-prefeito represente o petista na execução penal.
A juíza Carolina Lebbos decidiu, em janeiro, que a procuração para Haddad defender Lula já tinha perdido a eficácia, pois se destinava à representação na área eleitoral.  (Mônica Bergamo – Folha de S.Paulo)

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Ao discordar de Moro sobre prioridade legislativa, Maia está certo


Presidente da Câmara quer priorizar só reforma previdenciária
Blog do Kennedy
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, está certo ao dizer que dar a mesma velocidade à tramitação congressual da reforma da Previdência e do pacote anticrime poderá ser prejudicial aos objetivos do governo Bolsonaro.
O ministro da Justiça, Sergio Moro, discorda de Maia e pede que o seu pacote de medidas de combate à corrupção seja apreciado por deputados e senadores no mesmo período de análise da reforma previdenciária.
Nessa contenda, Maia tem razão. E o presidente Jair Bolsonaro, que se comprometeu no convite a Moro em bancar na largada o seu pacote de mudanças penais, terá de tomar uma decisão difícil. Dar o mesmo peso à reforma da Previdência e às medidas sugeridas pelo ministro da Justiça ou escolher um dos temas para votar antes.
Mesmo que Bolsonaro dê apoio a Moro, há um detalhe importante: quem controla o ritmo de votações na Câmara é o presidente da Casa.
A história de governos bem-sucedidos no Congresso, como foram as gestões FHC e Lula, mostra que é melhor dedicar a energia legislativa à proposta mais importante. Não há dúvida de que a reforma da Previdência é a mais necessária ao país. Aliás, o pacote de Moro aposta num caminho de aumento de rigor penal que não tem dado resultado

Detalhes importam num governo que pomete


O governo Bolsonaro tem demonstrado solidez em relação à intenção de votar a reforma da Previdência em 2019. Há clima no Congresso e no país a favor desse objetivo, mas a proposta concreta precisa ser conhecida para que a reforma vire realidade.
Nesse contexto, a recuperação lenta do presidente Jair Bolsonaro é um complicador, pois mantém um cenário de indefinição e facilita a troca de chumbo no próprio governo. A convalescença da cirurgia para retirada de uma bolsa de colostomia tem sido mais longa do que previam os médicos.
A velocidade de tramitação da reforma da Previdência dependerá da proposta concreta que será apresentada. O próprio governo precisa unificar seu discurso e tomar decisões.
Uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional) mais consensual será mais fácil de ser aprovada. Se for mais controversa, as dificuldades crescerão, obviamente.  (Kennedy)

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Governistas comemoram nova condenação de Lula

Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula
Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula

Por Douglas Fernandes em Notícias 

Estadão Conteúdo – Eleito na esteira do antipetismo, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente Jair Bolsonaro, comemorou nesta quarta-feira (6) a segunda condenação de Luiz Inácio Lula da Silva. Ele interrompeu a fala do deputado Henrique Fontana (PT-RS), que discursava na tribuna da Câmara, para divulgar a notícia da nova sentença e ironizar suspeitas envolvendo seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ).

Lula foi condenado a 12 anos e 11 meses de prisão no caso do sítio de Atibaia (SP), na segunda sentença relacionada à Operação Lava Jato.

“O petista falou, mas hoje é um dia triste para ele. Lula acaba de ser condenado a 12 anos de cadeia. Lavagem de capitais e corrupção. E quem lidera a lista do Coaf é petista, deputado estadual do seu partido”, afirmou Eduardo Bolsonaro, em referência ao novo presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, deputado André Ceciliano (PT-RJ).
A fala de Eduardo mobilizou os parlamentares. Enquanto uma parte aplaudiu, outra vaiou. “Já dizia Cid Gomes: ‘Lula tá preso, babaca'”, disse o filho de Bolsonaro, continuando as provocações Fontana tentou retrucar, mas seu microfone já estava desligado. Eduardo, porém, saiu em seguida.

Horas depois, foi a vez de a presidente nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR), se manifestar sobre o caso. Ela criticou a nova condenação e a juíza substituta que assumiu os casos da Lava Jato em Curitiba, Gabriela Hardt. Disse ainda que Sérgio Moro, ex-titular do caso e agora ministro da Justiça de Bolsonaro, fez “o serviço sujo” na prisão de Lula.

“Sabe por que condenaram Lula? Para impedir que ele fosse presidente da República. Isso foi o serviço sujo do senhor Sérgio Moro. Tirar Lula do caminho para que a extrema-direita pudesse chegar”, declarou Gleisi. “Esses que vêm aqui comemorar são túmulos caiados. Brancos por fora, brancos por dentro. Tem de vir explicar aqui o laranjal da família Bolsonaro. Por que Flávio Bolsonaro não responde às acusações?”, afirmou. “Esses que vêm pregar o fim do PT não conhecem a história.”

Pouco antes, Moro participou de audiência na Câmara para apresentar seu projeto anticrime aos parlamentares e foi alvo de críticas.

O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), também criticou a condenação. “É lamentável. Eu vejo com muita tristeza que no Brasil exista uma parte do Poder Judiciário que não está preocupada em promover justiça, que condena sem provas, que faz uma verdadeira perseguição política”, disse o senador petista.

Vice-presidente

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, disse ver como “triste” a nova condenação do ex-presidente. “Coitado do Lula. Infelizmente, não soube distinguir o público do privado. É triste”, afirmou Mourão ao ser questionado sobre o caso.

Já o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), parabenizou a juíza Gabriela Hardt no Twitter. “Parabéns à juíza Gabriela Hardt. Lula continuará preso com mais esta condenação e não sairá tão cedo da cadeia. A Lava Jato segue em boas mãos!”, escreveu o governador paulista em sua conta oficial.

A deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) também usou as redes sociais para comemorar. Ela publicou um vídeo em seu perfil. “É um Brasil novo, diferente, onde o poder político não se dobra”, afirmou a parlamentar.

Lula: liberdade remota


A condenação de Lula reforçou a certeza de que dificilmente o ex-presidente será libertado nos próximos anos. A esperança agora recai sobre a possibilidade de uma prisão domiciliar. 
A possibilidade de que Lula seja transferido para o sistema prisional do Paraná depois da segunda condenação criminal assustou pessoas ligadas ao petista. 
Advogados dele, no entanto, duvidam que a transferência possa ocorrer já que o ex-presidente ainda não foi sentenciado definitivamente em nenhum processo. 
Lembram ainda que outros ex-mandatários brasileiros jamais foram colocados em prisões comuns.  (Mônica Bergamo – FSP)

Marco Aurélio envia à 1ª instância inquérito contra Aécio


Investigação tem como base delação da J&F
Amanda Pupo e Rafael eMoraes Moura/ - Estadão
O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), enviou para a primeira instância da Justiça um inquérito que investiga o deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG), baseado na delação de executivos do grupo J&F. A investigação tramitava no Supremo porque apura fatos relacionados ao período em que Aécio foi senador da República (2011 a 2018).
O STF decidiu no ano passado que só permanecem na Corte apurações de supostos crimes cometidos no exercício do mandato e em função do cargo. Com a mudança na carreira política de Aécio, que deixou o Senado para assumir uma cadeira na Câmara, a investigação não é mais de competência do STF, entendeu Marco Aurélio na decisão assinada nesta terça-feira (5).
Remetido à primeira instância da Justiça Federal de São Paulo, o inquérito apura a relação mantida entre Aécio e o grupo J&F, mirando em supostos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.
Quando pediu a abertura da investigação, a Procuradoria-Geral da República (PGR) apontou necessidade de apurar o suposto pagamento de propina de R$ 60 milhões feito em 2014 a Aécio através da emissão de notas fiscais frias, por diversas empresas indicadas pelo parlamentar.

Bezerra Coelho cotado para líder do governo no Senado


insatisfação com o novato Vitor Hugo na Câmara pode dar fôlego a uma surpresa no Senado. Na tentativa de reacomodar o MDB –isolando Renan Calheiros (AL) do resto da bancada–, o presidente Davi Alcolumbre (DEM-AP) patrocina a indicação de Fernando Bezerra (MDB-PE) para líder do governo.
Bezerra é visto como um nome habilidoso e experiente. A articulação para fazer dele líder do governo no Senado passa por, além de Alcolumbre, senadores do próprio MDB.
Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) também foi sondado sobre o assunto. O martelo será batido pelo presidente, que está hospitalizado.
Renan se afastou das conversas no Senado epois da derrota. Seus aliados estão magoados. O modo como ele saiu da disputa deixou todos os que auxiliaram sua candidatura em uma sinuca de bico.  (Daniela Lima – Painel, FSP)

Segunda condenação de Lula surpreendeu seus aliados


Apesar de esperada, a segunda condenação do ex-presidente Lula chegou mais cedo do que os petistas imaginavam.
defesa avalia duas possibilidades de recurso: embargos de declaração ou apelação direto ao TRF-4.
Aliados do ex-presidente dizem que a sentença deixa claro que a juíza Gabriela Hardt correu para poder assinar a nova condenação.
Além de, com base no nome e no apelido, tratar Leo Pinheiro como duas pessoas diferentes, ela comete erros de digitação. Escreveu, por exemplo, “inverosímel” (sic).  (Folha)

Especulações em torno do retorno de Dinaldinho causam instabilidade administrativa na Prefeitura Municipal de Patos

Dinaldinho Wanderley Um dos assuntos mais discutidos nos últimos dias diz respeito a possiblidade do retorno de Dinaldinho Wa...