quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Prêmio Marco Maciel: Ética e Transparência entre o Público e o Privado.


Ministro Mendonça Filho
A primeira edição do Prêmio Marco Maciel: Ética e Transparência entre o Público e o Privado. Uma iniciativa pela qual tenho muito apreço, pois acredito que ações que promovem a cidadania e a responsabilidade social precisam ser estimuladas. O evento também fez uma merecida homenagem a este grande homem político e sua família. Muita admiração por vocês.
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SÃO JOSÉ DO EGITO - PE


O famoso Beco de Laura e o sortido balcão da Casa Lyra, fundada há exatos 100 anos, na minha cidade São José do Egito, Sertão do Pajeú, Pernambuco. Fotos Marcos Cirano, 2015.

RÉU PELA SÉTIMA VEZ

Um juiz federal do DF aceitou, nesta terça-feira (19), denúncia feito pelo Ministério Público Federal (MPF) contra o ex-presidente Lula, o ex-ministro Gilberto Carvalho e mais cinco pessoas. Com isso, é a sétima vez que Lula se torna réu: são quatro casos na Justiça Federal do DF e três na do Paraná. Na denúncia aceita agora, ele é acusado de ter aceitado promessa de R$ 6 milhões de um grupo de lobistas. Em troca, teria favorecido algumas montadoras com a edição de uma medida provisória. As informações são d'O Globo.http://psdb.vc/IiDoe

“O lixo que tem na Lagoa é outro, é o lixo da safadeza”, detona RC ao apontar ‘medo’ de Cartaxo em encarar CPI

PB agora
 “O lixo que tem na Lagoa é outro, é o lixo da safadeza”, detona RC ao apontar ‘medo’ de Cartaxo em encarar CPI
O governador Ricardo Coutinho (PSB) partiu para ofensiva, nesta quinta-feira (21), depois que a bancada do prefeito Luciano Cartaxo (PSD) decidiu instalar três pedidos de CPIs, todas questionando a gestão em que ele foi prefeito da Capital.

Coutinho não só disse que não tinha medo de nenhuma investigação, como desafiou a Câmara a instalar todas Comissões, inclusive a da Lagoa.

De acordo com o governador, a prefeitura tem medo do que pode vir à tona, sobretudo porque não consegue sustentar o debate sobre a suposta retirada de 200 mil toneladas de lixo.

Para o governador, o único lixo que tinha naquele local é o da safadeza, e não o lixo propriamente dito, por isso o medo de Cartaxo em encarar a investigação.

“Primeiro eu não tenho nenhum problema com investigação. Aliás um determinado ano desses aí o atual prefeito mandou a sua base dizer que iria abrir uma CPI. Se eu fosse vereador eu assinava na hora e pedir para aqueles que são da minha corrente política que assinasse, justamente porque era um atestado de que eu não temo nada. Diferente do atual prefeito de João Pessoa que morre de medo porque não tem como explicar que retirou 200 mil toneladas de lixo de dentro da Lagoa. Isso não existe. Se isso fosse verdade, nós teríamos hoje, dentro da Lagoa, uma profundidade exatamente de um prédio de 17 andares. E você viu recentemente que uma pessoa cruzou a Lagoa andando, ou seja, não tiraram nada de lixo. O lixo ali é outro. É o lixo da safadeza”, disparou.

O governador ratificou seu posicionamento corajoso em relação a qualquer tipo de CPI e voltou a lançar o desafio contra a bancada de Cartaxo.

“ Se o cidadão não tem como fazer frente a isso eu faço um desafio – vamos abrir tudo que é CPI. Eu não tenho nenhum problema com CPI, absolutamente nenhum. Estou desafiando. Agora não use isso para tentar impedir a investigação da Lagoa, porque ali não tem para onde correr. Não tem como dizer que ali tinha 200 mil toneladas de lixo. Isso pode até demorar, mas a verdade vai sair. Esse pessoal não me atinge. Eu adoraria ver várias CPIs, estou aqui à disposição. Mas estou segurando a máxima que o atual prefeito não consegue segurar o debate sobre o uso do dinheiro na Lagoa, esse é o problema central. Uma obra daquela, de piso, ter custado R$ 40 milhões, é brincadeira. Vamos ver também essa ciclovia orçada em R$ 9 milhões, vamos ver o que vai dar”, arrematou.

Planalto vê com desconfiança críticas de Maia

Blog da Andréia Sadi
Interlocutores de Michel Temer avaliaram reservadamente ao Blog que veem as novas críticas de Rodrigo Maia (DEM-RJ) ao Planalto com desconfiança, em meio ao processo que vai discutir a segunda denúncia contra o presidente na Câmara dos Deputados.
Nesta quarta-feira, Maia acusou os ministros do governo de quererem enfraquecer o DEM, seu partido. Os alvos de Maia são os ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco, e o presidente do PMDB, Romero Jucá (PMDB-RR).
No entanto, o discurso no Planalto, agora, é evitar atritos com Maia - que ditará o ritmo da segunda denúncia na Câmara. Temer, antes das críticas, já havia conversado com Maia sobre o ambiente da votação na Câmara.
Nos bastidores, a avaliação do Planalto é de que o presidente quer votar a segunda denúncia rapidamente na Câmara, porque teme que a delação de Geddel Vieira Lima se concretize - e que isso possa contaminar o ambiente entre os deputados.
Temer conta com o presidente da Casa para dar celeridade ao processo.
Além das críticas aos movimentos dos ministros, chamou a atenção de aliados de Temer o fato de que Maia recebeu no Planalto artistas que defendem o "Fora, Temer", enquanto o presidente estava em Nova York. A agenda irritou Temer.
PMDB x DEM
Ontem, o presidente da Câmara alertou Temer sobre o movimento dos ministros em relação ao DEM, que considerou grave.
Ao blog, auxiliares do presidente tentam blindar Temer do novo atrito com Maia, argumentando que ele nada tem a ver com os movimentos do PMDB para convencer políticos do PSB a se filiarem ao partido de Temer. Esses parlamentares estavam em negociação com o DEM.
Um dos casos que mais irritou Maia foi o do senador Fernando Bezerra. O ato de filiação dele contou, inclusive, com as presenças dos ministros Moreira e Padilha.
Apesar do discurso do governo de que Temer está alheio ao processo de cooptação de políticos do PSB para o PMDB, Maia lembra, nos bastidores, de uma operação liderada por Temer em julho. O presidente foi pessoalmente a um café da manhã na casa da líder do PSB, Teresa Cristina, com objetivo de atrair deputados do partido para o PMDB.
O mal-estar gerou uma crise entre Maia e Temer em meio às discussões sobre a primeira denúncia.
Agora, Maia afirma que suas críticas não influenciam o processo da segunda denúncia na Câmara.
Mas a ordem no Planalto é baixar a temperatura.

Sentimento de propriedade fez Jarbas perder o PMDB


Por Fernando Castilho
Agora que o PMDB de Pernambuco e mais os partidos de amigos fizeram um desagravo em nome do deputado Jarbas Vasconcelos reivindicando o direito dele continuar no comando da legenda no estado, cabem dois dedos de conversa sobre como foi que, com mais de 50 anos na liderança e comando da agremiação em Pernambuco, o experiente político não percebeu que, ao votar contra Michel Temer na ocasião da primeira denúncia proposta por Rodrigo Janot no Congresso, ele perdeu o comando local da agremiação.
Hoje, parece claro que Jarbas não entendeu os recados de Temer (que é o presidente nacional licenciado do partido) e, hoje, na presidência da República mandou o comunicado pelo seu lugar tenente, o senador Romero Jucá, quando disse que haveria punições.
Jarbas conhece Michel Temer melhor que Fernando Bezerra Coelho. Sabe de sua capacidade de articulação para comandar o partido por décadas e que Temer é aquele sujeito que na política de mesa de bar é chamado de “pelvelso”.
O problema é que Jarbas avaliou mal até que ponto esse índice de maldade poderia ir. Certamente apostando que por ter, inclusive, ajudado a formar o governo Temer em 2016, o velho comandante partidário não faria a desfeita de tomar-lhe o partido em Pernambuco. Mas, Temer fez. Fez e fará com todos os infiéis. Importa pouco que tenham histórico no PMDB confederado.
Neste debate sobre a figura de Jarbas como ícone da resistência democrática, o deputado que propôs a Constituinte e o possível “herdeiro” do comando do partido, segundo dizia Ulysses Guimaraes, é importante observar que Temer será candidato à reeleição em 2018. Se vai ser eleito, isso é com o povo. Mas, ele vai sair candidato.
Achar que Temer não será candidato é o mesmo que achar que Paulo Câmara não será candidato em 2018. Por que não seria? Afinal, está na cadeira, tem o partido e sua máquina.
E esse parece ser o fundamento do jogo que Jarbas não entendeu. Temer está organizando, pela primeira vez, o seu PMDB para ser cabeça de chapa. E, sendo assim, precisará montar os palanques nos estados. Porque, como se sabe, as eleições gerais no Brasil exigem que os partidos que, de fato, disputam o cargo, precisem ter de candidato à presidente até o deputado estadual com potencial de votação. É uma pirâmide. E é isso que faz os chamados partidos pequenos terem chances mínimas de emplacar uma candidatura com potencial. Porque não tem gente pedindo votos para presidente em todos os estados. Mas, o PMDB tem.
Ora, se Temer é candidato e está organizando sua estrutura de disputa nacionalmente por que, em Pernambuco, deixaria Jarbas no comando, quando até Michelzinho sabe que o objetivo de Jarbas é formar uma chapa com o PSB de Paulo Câmara? Por que deixaria ele fazer isso aqui? E o resto do País, faria o quê?
Talvez, Jarbas tenha se apegado à sua história para entender que o Temer, em nome dela, não passaria por cima de seus 50 anos de militância. Só que Temer passou e passará.
Será assim, não porque tem disponível na prateleira “FBC & filhos”, mas porque o senador petrolinense lhe dará um palanque forte aqui, não só contra Paulo, mas contra o adversário de Temer na disputa nacional, seja ele quem for.
Política, ensinam os especialistas, é conversa, traição e maldade. Acordo político tem prazo de validade: a próxima eleição. Nome e tradição só servem para dar brilho, mas não são fatores determinantes.
É importante observar isso. Talvez, Jarbas não tenha entendido quando Jucá lhe transmitiu o recado do chefe. Não percebeu que, estando a decisão tomada em nível presidencial, o máximo que poderia fazer era estender o tapete e apresentar FBC como o mais novo correligionário, ainda que o PSB de Paulo ficasse soltando brasa pelo fundo feito ferro antigo de engomar. Talvez, Jarbas não tenha percebido que já não tinha mais o comando por que ele tinha sido pago como artigo político a FBC em 2018.
Há poucas chances de Jarbas ficar com comando do PMDB de Pernambuco agora. FBC & filhos vão chegar feito noivo rico em casamento de conveniência em que o dote da virgem paga as dívidas da família e o genro assume, de fato, o comando dos negócios.
A menos que decida deixar o PMDB e construir uma nova família, Jarbas não tem outro caminho senão aceitar o fato – ainda que cuspa no prato do genro enquanto ele não chega na sala com sua filha.
Certamente, não será fácil para Jarbas, e nem para todos os que orbitam em seu entorno. Afinal, serviram a ele por décadas. Mas, o jogo está feito. Mesmo que seja muito difícil ir para a festa como convidado quando, um dia, foi o anfitrião

Pesquisa Instituto Qualibest / Vem Pra Rua aponta: Lula tem 59% de rejeição.


DEM prepara reação às atitudes dos ministros de Temer


DEM prepara reação às atitudes dos ministros de Temer
 O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), adotou nessa quarta-feira (20) um discurso de enfrentamento contra o PMDB e auxiliares do presidente Michel Temer. Ele acusou o presidente nacional do PMDB, Romero Jucá, e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral) de atuarem para enfraquecer e evitar o crescimento do DEM.

O líder do DEM na Câmara, Efraim Filho (PB), fez ameaças ao governo de Michel Temer. “O PMDB está construindo muros quando deveria construir pontes. Consequências virão”, disse à Folha, sem querer detalhar quais seriam as consequências.

Quando o PMDB oficializou o convite aos Bezerra Coelho, Efraim já havia dito que “haveria troco”.

Na saída de jantar na embaixada chilena, Maia disse que alertou Temer, em mensagem de celular, sobre o movimento de integrantes de sua equipe e o considerou “grave”. “Que o PMDB pare de tentar reduzir o crescimento do DEM na Câmara dos Deputados. Isso é uma coisa que alertei o presidente. Isso é muito grave e não ajuda quando o próprio Palácio do Planalto participa dessa operação”, disse.

Na Câmara, após o jantar, Maia disse que a relação entre DEM e PMDB tem parecido a de “adversários” e disse esperar que não vire de “inimigos”. “Se é assim que eles querem tratar um aliado, eu não sei o que é ser adversário”, disse.

Maia ficou incomodado com proposta apresentada nesta quarta-feira (20) por Jucá que dificulta a pretensão de partidos de aumentar a janela partidária em 2018, caso do DEM, que pretende filiar dissidentes do PSB.

Para evitar que siglas engordem seus caixas partidários com a filiação de deputados, a inciativa leva em conta o número de parlamentares em 10 de agosto de 2017 para a distribuição de recursos para a disputa eleitoral.

O DEM identificou ainda nesta quarta-feira (20) que o PMDB estava assediando o deputado federal Marinaldo Rosendo (PSB-PE), que estava em conversas com o DEM. “A gente espera que o PMDB, entendendo tudo que o DEM fez pelo governo até agora, tenha respeito e tire os pés de nossa porta”, disse Maia.

Segundo ele, o DEM não pode “ficar levando facada nas costas” do PMDB, “principalmente dos ministros do Palácio do Planalto e do presidente nacional do PMDB”.

No início deste mês, o PMDB filiou o senador Fernando Coelho (PE), que estava no PSB e negociava ingressar no DEM. “Nas últimas semanas, o que a gente tem visto é o contrário, inclusive com a participação do ministro Moreira Franco e do ministro Eliseu Padilha na filiação do senador Fernando Coelho”, criticou.

Maia observou, contudo, que o episódio não afetará seu comportamento em relação à denúncia contra o presidente. “Não vamos misturar as coisas. Cada deputado vai votar com a sua consciência”, disse.

Com Folha de São Paulo

Maia acusa ministros de Temer de enfraquecer o DEM


Folha de S.Paulo – Gustavo Uribe, Talita Fernandes, Daniel Carvalho e Angela  Boldrini
"O DEM não pode ficar levando facada nas costas do PMDB"
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), adotou nesta quarta-feira (20) um discurso de enfrentamento contra o PMDB e auxiliares do presidente Michel Temer. Ele acusou o presidente nacional do PMDB, Romero Jucá, e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral) de atuarem para enfraquecer e evitar o crescimento do DEM.
Na saída de jantar na embaixada chilena, Maia disse que alertou Temer nesta quarta-feira (20), em mensagem de celular, sobre o movimento de integrantes de sua equipe e o considerou "grave".
"Que o PMDB pare de tentar reduzir o crescimento do DEM na Câmara dos Deputados. Isso é uma coisa que alertei o presidente. Isso é muito grave e não ajuda quando o próprio Palácio do Planalto participa dessa operação", disse.
O DEM identificou ainda nesta quarta-feira (20) que o PMDB estava assediando o deputado federal Marinaldo Rosendo (PSB-PE), que estava em conversas com o DEM.
Na Câmara, após o jantar, Maia disse que a relação entre DEM e PMDB tem parecido a de "adversários" e disse esperar que não vire de "inimigos".
"Se é assim que eles querem tratar um aliado, eu não sei o que é ser adversário", disse.
Maia ficou incomodado com proposta apresentada nesta quarta-feira (20) por Jucá que dificulta a pretensão de partidos de aumentar a janela partidária em 2018, caso do DEM, que pretende filiar dissidentes do PSB.
Para evitar que siglas engordem seus caixas partidários com a filiação de deputados, a inciativa leva em conta o número de parlamentares em 10 de agosto de 2017 para a distribuição de recursos para a disputa eleitoral.
"A gente espera que o PMDB, entendendo tudo que o DEM fez pelo governo até agora, tenha respeito e tire os pés de nossa porta", disse Maia.
Segundo ele, o DEM não pode "ficar levando facada nas costas" do PMDB, "principalmente dos ministros do Palácio do Planalto e do presidente nacional do PMDB".
No início deste mês, o PMDB filiou o senador Fernando Coelho (PE), que estava no PSB e negociava ingressar no DEM.
"Nas últimas semanas, o que a gente tem visto é o contrário, inclusive com a participação do ministro Moreira Franco e do ministro Eliseu Padilha na filiação do senador Fernando Coelho", criticou.
Maia observou, contudo, que o episódio não afetará seu comportamento em relação à denúncia contra o presidente. "Não vamos misturar as coisas. Cada deputado vai votar com a sua consciência", disse.
O líder do DEM na Câmara, Efraim Filho (PB), também a fazer ameaças ao governo de Michel Temer. "O PMDB está construindo muros quando deveria construir pontes. Consequências virão", disse àFolha, sem querer detalhar quais seriam as consequências.
Quando o PMDB oficializou o convite aos Bezerra Coelho, Efraim já havia dito que "haveria troco".

Operação da PF prende ex-prefeito de Lagoa do Carro


Do G1/Pernambuco
A Polícia Federal em Pernambuco (PF) prendeu, na manhã de hoje, o ex-prefeito de Lagoa do Carro Severino Jerônimo da Silva, conhecido como Jaílson do Armazém. Ele é um dos alvos da ‘Operação Mata Norte’, deflagrada para desmontar uma rede de corrupção e um esquema de fraude com recursos enviados para compra de merenda escolar no município, distante 60 quilômetros do Recife. O prejuízo aos cofres públicos é estimado em R$ 512 mil.
Ao todo, a PF cumpriu nove mandados de prisão preventiva, cinco de condução coercitiva, quando a pessoa é levada para prestar depoimento, bem como 18 de busca e apreensão. As ações ocorreram no Recife, em Jaboatão dos Guararapes, Paulista e Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana, além de Lagoa do Carro, Nazaré da Mata e Carpina, na Mata Norte.
Entre os detidos, de acordo com a PF, estão donos de empresa de alimentação, um secretário municipal, um advogado. Também foram alvo da ação pessoas utilizadas para viabilizar as fraudes, os conhecidos 'laranjas'. Oitenta e cinco policiais federais e dez servidores da Controladoria-Geral da União participaram da operação.
A ‘Operação Mata Norte’ é parte de uma investigação iniciada em julho de 2017. O trabalho começou com um Relatório de Auditoria da Controladoria-Geral da União, que relatou denúncias de contratação fraudulenta por meio de empresas para fornecimento de merenda escolar para a Prefeitura de Lagoa do Carro, entre 2013 e 2016.
Ficou constatado, segundo a PF, o desvio de recursos públicos federais decorrentes do Programa de Apoio à Alimentação Escolar na Educação Básica (PNAE). Havia sobre preço e superfaturamento nos valores das licitações para obtenção de vantagem ilícita em detrimento da alimentação dos alunos. As empresas investigadas atuam em outros municípios pernambucanos e também são fornecedoras de órgãos estaduais.
Segundo os dados do sistema “Tome Conta” mantido pelo Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE), o montante de recursos públicos empenhados por entes municipais e estaduais investigadas entre, 2012 e 2017, representa mais R$ de 87 milhões.
Esquema
De acordo com a PF em Pernambuco, a fraude funcionava da seguinte maneira: processos licitatórios eram montados, dando aparência de legalidade e de competitividade entre as empresas integrantes do esquema. Elas se revezavam na contratação com a Prefeitura de Lagoa do Carro. A PF ressalta que o esquema contava, ainda, com a participação de políticos, sócios de empresas, empresários, advogado, servidores públicos, pregoeiros e assessores jurídicos.
Delitos
Todos os presos foram conduzidos para a sede da Polícia Federal, na área central do Recife. Eles serão indiciados pelos crimes mediante seu grau de envolvimento e participação. Entre os delitos atribuídos ao grupo estão: desvio de recursos públicos, fraude em licitação e associação criminosa.

Deputados federais cariocas atacam Pezão


Radar Online
Deputados federais cariocas detonaram o governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) em audiência pública na Câmara. As críticas foram direcionadas à política de segurança do estado fluminense.
Morador de Itaguaí, o deputado Alexandre Valle (PR-RJ) classificou como “estelionato eleitoral” o fato do governador criar, às vésperas das eleições, um batalhão da Polícia Militar na cidade. Três anos depois, o ajuntamento ainda não saiu do papel.
Além disso, desde abril o deputado tenta ter uma audiência com o comandante-geral da PM-Rio, sem sucesso. Ele estava presente na audiência pública.
Já o deputado Marcelo Delaroli (PR-RJ) foi ainda mais contundente ao comentar o número elevado de mortes de civis e policiais. Somente em 2017, foram 103 PMs assassinados no Estado do Rio.
“Se o Pezão não tem condições de resolver o problema, pede para sair! O que não dá é para ficar assim, com esse tanto de gente morrendo”, criticou Delaroli.

Se Lula virar ficha-suja, PT pode tornar-se piada


Josias de Souza
O Partido dos Trabalhadores está tonto. A tonteira cresce à medida que aumentam as chances de Lula se tornar um político ficha-suja, inabilitado para disputar eleições. O PT ameaça adotar uma estratégia muito parecida com um plano de fuga. O partido discute a sério a ideia de boicotar as eleições de 2018. Sem Lula, o PT deixaria de lançar candidatos ao Planalto, à Câmara e ao Senado. E viajaria pelo mundo gritando: “É fraude.”
O preso José Dirceu, “guerreiro do povo brasileiro”, apoia o boicote. A investigada Gleise Hoffmann, presidente do PT, acha que o debate expõe a gravidade da hipotética perseguição a Lula. José Américo, deputado estadual do PT de São Paulo, chega a dizer que, sem Lula na urna eleitoral, o país corre “um risco de guerra civil.” Dizia-se o mesmo do impeachment. Mas a única arma que o brasileiro pegou foi o currículo —13 milhões estão na batalha pelo emprego perdido sob Dilma.
Em 13 anos, o PT produziu dois mega-escândalos. No mensalão, Lula safou-se. No petrolão, até o companheiro Palocci o chama de corrupto. Os partidos políticos brasileiros têm cabeças demais e miolos de menos. O PT sofre da mesma escassez de miolos, mas com uma cabeça só. O que o PT informa agora, com outras palavras, é o seguinte: se o cabeça for preso, a organização desistirá de se apresentar como partido político para se refundar como uma piada.

Tem esperto demais nesse jogo, diz Maia sobre Jucá


Fundão eleitoral
O Globo – Letícia Fernandes e Eduardo Barretto
Deputado afirmou que projeto do líder do governo no Senado é "inviável"
Presidente da República em exercício, o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) criticou, nesta quarta-feira, a proposta do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), que ressuscita o chamado fundão eleitoral. Maia afirmou que o projeto de Jucá é "inviável" e beneficia apenas o PMDB, que tem a maior bancada tanto na Câmara quanto no Senado.
Uma das propostas do peemedebista é que a divisão do dinheiro do fundão seja feita de forma proporcional, de acordo com o número de representantes dos partidos na Câmara e no Senado, já para efeito das eleições de 2018, o que prejudicaria legendas menores. O DEM, partido de Maia, é a oitava maior bancada na Câmara.
— O texto do Jucá é inviável porque está priorizando o PMDB. Não tem bobo nessa história - disse o presidente da Câmara, que afirmou que ele não será aprovado:
— O problema é que tem esperto demais nesse jogo. Só que também não tem bobo nos outros partidos, e todos nós fomos eleitos. Então, não adianta ele achar que é mais esperto que os outros. Os outros partidos não vão aceitar um texto que beneficia exclusivamente o PMDB - afirmou Maia.

Militares apontam candidatura Mourão


Helena Chagas – Blog Os Divergentes
Governo e alto comando do Exército avaliam que punir o general Hamilton Mourão por suas palavras sobre uma hipotética intervenção militar poderia transformá-lo em vítima e dar uma dimensão maior ainda ao episódio.
Nesta quarta, militares e civis envolvidos na discussão estão dando essa página como virada, considerando que a entrevista do comandante do Exército, general Villas Boas, no programa de Pedro Bial, na Globo, aqui citada por Andrei Meireles, encerrou o assunto.
Apesar disso, não há certeza de que novos problemas não virão, envolvendo o general, que já havia perdido o comando militar do Sul por falar demais.
Entre seus colegas, há convicção de que Mourão vai tentar uma carreira política, a partir de março, quando cai na compulsória e deixa as Forças Armadas.
Bem a tempo de disputar o pleito de 2018, seguindo a onda levantada à direita pelo capitão Jair Bolsonaro.

Sergio Cabral, condenado a 45 anos de prisão. Sua mulher, Adriana Anselmo, teve 18 anos de pena.


Vereador tem casa arrombada no município de Monteiro

PB agora

O vereador e presidente da Câmara de Vereadores de Monteiro, Givalbério Alves Ferreira (Bero de Bertino), teve a sua residência localizada no Sítio do Meio, município de Monteiro, arrombada no último final de semana por pessoas ainda não identificadas.


Segundo informações do próprio vereador, os invasores arrobaram a porta de trás de sua casa e levaram vários objetos, a exemplo de televisão, fogão, quadros, espelhos, talheres, pratos, entre outros pertences. “Levaram até as lâmpadas”, disse indignado o vereador.


O arrombamento de residências na zona rural do município de Monteiro vem crescendo semanalmente e assustando moradores das comunidades rurais. Nos últimos dias mais de 10 residências foram arrombadas em diversos setores da região.


“Apesar do esforço dos policiais militares e civis, os assaltos na região do Cariri paraibano vem apresentando números assustadores. Como cidadão, sinto-me ameaçado e lesado, e como parlamentar, tenho a obrigação de cobrar providências do Governo do Estado, de defender a população de Monteiro que vem sendo vítima diária da criminalidade”, disse Bero de Bertino. As informações são do portal De Olho no Cariri 

Maia cobra ‘mais respeito’ do Planalto


Presidente da Câmara diz que Temer faltou com a palavra e reclama de ‘facadas nas costas’; segundo ele, denúncia contra peemedebista será concluída em outubro
O Estado de S.Paulo - Isadora Peron, Tânia Monteiro, Igor Gadelha e Adriana Fernandes
Às vésperas de a segunda denúncia contra o presidente Michel Temer chegar à Câmara, o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), fez nesta quarta-feira, 20, duras críticas ao peemedebista, e disse que ele faltou com a palavra e ameaçou com a retaliação do DEM em votações de interesse do governo. Mais cedo, em entrevista ao Estadão/Broadcast, Maia pediu que o Palácio do Planalto pare com o “fogo amigo” e seja mais respeitoso durante a tramitação da ação penal contra Temer, por organização criminosa e obstrução da Justiça.
Segundo Maia, que ocupa interinamente a Presidência da República até a manhã de sexta-feira, o mal-estar com o Planalto se deve ao fato de o PMDB ter filiado, no início deste mês, o senador Fernando Bezerra (PE), ex-PSB. O DEM vinha negociando havia meses a migração do parlamentar e de outros deputados para sua legenda.
 “Quando a gente faz um acordo, tem de cumprir a palavra. A coisa mais importante da política é a palavra. Eu já avisei o presidente, isso causou muito desconforto dentro da bancada”, disse. Maia se referia ao episódio, durante a tramitação da primeira denúncia contra Temer, por corrupção passiva, na Câmara, quando o peemedebista teve um encontro com integrantes da cúpula do PSB. Na época, segundo Maia, Temer foi a um jantar em sua casa negar que o PMDB estivesse fazendo ofensiva no PSB.
Na Câmara, na quarta-feira à noite, o deputado destacou que o fato de os ministros Moreira Franco (Secretaria-Geral) e Eliseu Padilha (Casa Civil) terem participado do ato de filiação de Bezerra mostrou que há uma “digital” do governo na iniciativa. “Mandei mensagem para o presidente Temer falando da ação do presidente do PMDB (senador Romero Jucá) e de alguns ministros do palácio”, afirmou. 
“A gente não pode ficar levando facada nas costas do PMDB, principalmente de ministros do Palácio e do presidente do PMDB”, afirmou Maia. As críticas vieram a público depois de o deputado fluminense saber de abordagens do PMDB para tentar atrair o deputado Marinaldo Rosendo (PSB-PE), que está acertado de ir para o DEM. Procurados pelo Estado na quarta-feira, Moreira, Padilha e Jucá não foram encontrados.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

PF: repasses da Odebrecht para grupo do PMDB

No Exterior
Relatório foi anexado ao inquérito que concluiu pela existência de uma organização criminosa formada por integrantes do partido. Partido só se pronunciará quando tiver acesso a documento.
Perícia da PF confirma repasses da Odebrecht para o PMDB no exterior
Por Jornal Nacional
A perícia da Polícia Federal no sistema que registrava as propinas pagas pela Odebrecht comprovou depósitos no exterior para o grupo do presidente Michel Temer.
A propina havia sido combinada em reunião com Temer e peemedebistas, segundo a delação de um ex-executivo da empreiteira.
O relatório da perícia foi anexado ao inquérito que concluiu pela existência de uma organização criminosa com integrantes do partido.
O que diz a PF
A promessa do pagamento de propina teria sido feita em uma "reunião no escritório político de Michel Temer, no dia 15 de julho de 2010, que contou com a presença dos executivos da Odebrecht Márcio Faria e Rogério Araújo, do operador do PMDB, João Augusto Henriques, do próprio Temer, dos ex-deputados Eduardo Cunha e Henrique Eduardo Alves."
Segundo Márcio Faria da Silva, "ficou acertado que a Odebrecht pagaria ao PMDB propina de 4% do valor do contrato assinado entre a Petrobras e a construtora no dia 26 de outubro de 2010 no valor aproximado de US$ 800 milhões. A propina seria de US$ 32 milhões.
No depoimento ao Ministério Público Federal, Márcio Faria disse ainda que, desse total de US$ 32 milhões destinados ao PMDB da Câmara, identificados nos depósitos com os nomes "tremito" e "mestre", US$ 20,8 milhões foram pagos no exterior, enquanto o equivalente a US$ 11,2 milhões foram pagos em espécie no Brasil.
A negociação e o acerto da propina já haviam aparecido na delação premiada do ex-executivo da odebrecht Márcio Faria da Silva, fechada em dezembro do ano passdo.
Agora, depois de analisar milhares de documentos e fazer o confronto deles com planilhas entregues pela Odebrecht, a Polícia Federal concluiu que, de fato, foi feito o pagamento da propina no exterior para o grupo do PMDB na Câmara.
O relatório do perito criminal da Polícia Federal afirma que "os extratos bancários encontrados no sistema drousys - do departamento de propina da Odebrecht - corroboram as afirmações de Márcio Faria da Silva quanto os pagamentos no exterior, porquanto restou comprovado que os US$ 20,8 milhões foram destinados ao PMDB nas contas bancárias denominadas grand flourish e gvtel, esta última aberta em um banco de Antígua, por Rodrigo Tacla Duran, advogado que segundo apurado no curso da operação Lava Jato atuava no setor de operações estruturadas da Odebrecht."
Versões
Saiba abaixo o que disseram os citados:
Henrique Eduardo Alves e Eduardo Cunha negaram as acusações.
O PMDB declarou que só vai se pronunciar quando tiver acesso ao documento da Polícia Federal.
O Palácio do Planalto declarou que a narrativa delatada é uma "mentira absoluta". Em nota, o Planalto negou que Michel Temer tenha se reunido com os participantes para tratar de valores ou contratos da Petrobras. Disse ainda que o presidente contesta qualquer envolvimento de seu nome com negócios escusos.
A Odebrecht declarou que continua colaborando com a Justiça, que reconheceu seus erros e que pediu desculpas públicas.

Rejeitado o distritão: 238 votos a favor e 205 contra


O Globo - Catarina Alencastro e Cristiane Jungblut
Após várias tentativas, o plenário da Câmara rejeitou na noite de ontem, por 238 a 205 votos, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que mudaria o atual sistema eleitoral para o distritão, no qual seriam eleitos os que obtivessem mais votos, independentemente de alianças partidárias, favorecendo os políticos mais conhecidos. Por ser PEC, eram necessários votos favoráveis de dois terços dos deputados, ou seja: 308.
A derrota do distritão aconteceu a apenas três semanas do fim do prazo limite para que as mudanças pudessem valer nas eleições de 2018. O sistema era defendido por partidos como PMDB, DEM, PP e PSD e rejeitado por legendas como PT, PR e PRB, esses dois últimos donos de bancadas que cresceram devido a votações expressivas de puxadores de votos, como Tiririca (PR-SP) e Celso Russomanno (PRB-SP), ambos com mais de um milhão de votos cada.

Câmara rejeita mudar sistema eleitoral para distritão


Proposta vinha sendo discutida há meses, mas não houve consenso entre as legendas para aprovar a mudança. Líderes partidários decidiram colocar texto em votação para encerrar discussões.
Por Fernanda Calgaro, G1, Brasília
A Câmara dos Deputados rejeitou nesta terça-feira (19) a proposta que transformava o atual sistema eleitoral no "distritão" em 2018 e no "distrital misto", em 2022. A mudança valeria para escolha de deputados e vereadores.
Pelas regras atuais, deputados federais, estaduais e vereadores são eleitos no modelo proporcional com lista aberta. A eleição passa por um cálculo que leva em conta os votos válidos no candidato e no partido. Esse cálculo chama quociente eleitoral. O modelo permite que os partidos se juntem em coligações.
Pelo cálculo do quociente, é definido o número de vagas que cada coligação terá a direito, elegendo-se, portanto, os mais votados das coligações.
Pelo "distritão", cada cidade ou estado passaria a ser considerado um distrito e seriam eleitos os candidatos a vereador e a deputado que recebessem mais votos.
Após meses de negociações, o texto foi colocado em votação no plenário nesta terça mesmo sem consenso entre as legendas. Na semana passada, a proposta chegou a ser discutida, mas a sessão foi encerrada já na madrugada por falta de quórum.
Os líderes partidários da Câmara decidiram nesta terça colocar o texto em votação novamente, mesmo sem consenso, com o objetivo de encerrar as discussões sobre o tema fosse com a aprovação ou rejeição da proposta.
A proposta teve o apoio de PMDB, PP, PTdoB, PSDB, PSD, DEM, Pode e SD. Partidos como PT, PR, PSB, PRB, PDT, PTB, PROS, PSL, PCdoB, PPS, PHS, PV, PSOL e PEN orientaram as bancadas a votar contra o texto.