segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Os Sarney e os Lobão: dinastia no fim?









O PMDB escondeu o ex-presidente José Sarney da campanha de Lobão Filho ao governo do Maranhão. Nas primeiras quatro semanas de horário eleitoral, o senador não apareceu nenhuma vez para pedir votos. A governadora Roseana Sarney, que enfrenta forte rejeição, também foi afastada da propaganda. O marqueteiro Elsinho Mouco culpa o rival Flávio Dino (PC do B) pela estratégia. "Ele veio agredindo, e tive que ir para a emoção. Lobão Filho deixou claro que é do grupo".
"Um ciclo se encerra com a aposentadoria do presidente Sarney e a saída de Roseana. Agora começa a renovação", diz o marqueteiro de Lobão Filho. Desgastados, pai e filha desistiram de concorrer ao Senado.
O ministro Edison Lobão (Minas e Energia), que saiu de férias na segunda-feira passada, sumiu da campanha. Na semana passada, o delator Paulo Roberto Costa o incluiu na lista de políticos que, segundo ele, desviavam verba da Petrobras. (Bernardo Mello Franco - Folha de S.Paulo) 

Candidaturas: fichas sujas saem, deixam as esposas


Cristiana Lôbo 







José Riva (MT), Neudo Campos (RR) e José Roberto Arruda (DF) não esperaram esta segunda-feira, dia 15 - prazo final para alteração das chapas de seus partidos que vão concorrer às eleições de outubro. Na véspera, os três ficha-sujas desistiram de disputar a eleição, ou seja, desistiram de enfrentar a Justiça, não quiseram apostar na tão falada, no passado, 'morosidade da Justiça'.

Os três tiveram negados os registro de suas candidaturas e recorreram às instâncias superiores. Em outros tempos, candidatos na mesma situação manteriam as candidaturas e, se eleitos, tomariam posse. O resto, a 'morosidade da Justiça' cuidaria. O julgamento demorava tanto que os empossados cumpririam todo o mandato até a palavra final da Justiça. Pelo jeito, isso mudou.

Malandragem: ficam as esposas

Os três, que estavam bem posicionados nas pesquisas em seus estados, decidiram não encarar o problema. Um após o outro foi saindo da disputa. E as coincidências não pararam por aí. Os três convocaram suas esposas para representá-los na chapa. Riva e Campos foram substituídos pelas mulheres, Janete e Suely. Já Arruda fez um xadrez - passou o vice Jofran Frejat para a cabeça da chapa e a mulher Flávia entrou como vice.

Marina lidera com 42% no Estado; Dilma, 36%


Dilma, Marina e Aécio aparecem melhores colocados na pesquisa CNI/Ibope

Marina herda eleitorado de Eduardo Campos em Pernambuco e tem vantagem na disputa presidencial no Estado

Do Diario de Pernambuco

A ex-ministra e candidata do PSB, Marina Silva, dispara na dianteira da corrida presidencial e tem a preferência de 42% dos eleitores de Pernambuco. A presidente e candidata do PT à reeleição, Dilma Rousseff, vem abaixo de Marina e hoje tem 36% das intenções de votos na pesquisa estimulada do Ipespe divulgada em primeira mão pelos Diarios Associados. O candidato do PSDB Aécio Neves aparece com 3%. Os brancos e nulos somam 6% e os indecisos 12%. A pesquisa foi realizada entre os dias 9 e 11 de setembro com 2 mil pessoas. 

Nos votos válidos, em que se leva em conta nominais e descarta-se os nulos, brancos e indecisos, Marina lidera com 51% para 44% de Dilma e 4% de Aécio Neves. Em todos os quadros, a candidatura da socialista está bem colocada em Pernambuco.

Marina tem vantagem na Região Metropolitana do Recife (45% para 32% de Dilma); na Mata (42% a 27%) e no Agreste (42% contra 35%). Perde no Sertão do São Francisco (53% para Dilma contra 35% de Marina) e no Sertão (58% para Dilma para 31% de Marina).

ESPONTÂNEA 

Na pesquisa espontânea, a candidata do PSB tem 36% das intenções, Dilma 30% e Aécio 2%. A boa aceitação da candidatura do PSB em Pernambuco casa com o sentimento do eleitor daqui que majoritariamente deseja um presidente de oposição (44%).

Aécio: PT dizer que mudou a vida do povo é 'falácia'




O candidato à presidência, Aécio Neves (PSDB), afirmou, hoje, em visita ao município de Linhares, na região Norte do Espírito Santo, que o PT dizer que mudou o Brasil é uma "falácia". Aécio ainda voltou a fazer críticas à gestão da Petrobras e à candidata Marina Silva (PSB).
“Eu não acredito nessa história que o PT propaga de que transformou a vida dos brasileiros. Isso é uma grande falácia. Quem muda a vida de cada brasileiro é cada brasileiro, que acorda cedo trabalha, estuda, se prepara. O Estado tem a obrigação de a partir da vocação de cada uma das nossas regiões ser a mão estendida, o parceiro, como a Petrobras deixou de ser”, disse.
O candidato realizou uma coletiva de imprensa durante sua visita ao Espírito Santo. Aécio chegou ao aeroporto de Linhares às 11h30 e em seguiu para uma caminhada no Centro da cidade. Em uma das principais avenidas, o candidato caminhou com aliados e cumprimentou os comerciantes.

domingo, 14 de setembro de 2014

O grande vitorioso. Na vez para 2018


 O governador Geraldo Alckmin (SP), que deve se reeleger no primeiro turno, já se prepara para ser o candidato do PSDB ao Planalto nas eleições de 2018. O governador Geraldo Alckmin (SP), que deve se reeleger no primeiro turno, já se prepara para ser o candidato do PSDB ao Planalto nas eleições de 2018. Derrotado por Lula em 2006, seus aliados avaliam que Alckmin não terá adversários no seu partido, sobretudo com Aécio Neves fora do segundo turno.
E, mesmo que Marina Silva (PSB) vença a presidente Dilma (PT), com o apoio dos tucanos, seu projeto não está ameaçado, pois a socialista declarou que não tentará a reeleição. No caso de vitória da presidente, seus aliados afirmam que ele terá a seu favor a imagem de bom administrador e a fadiga de material, pois os petistas estarão há 16 anos na Presidência.(Ilimar Franco - O Globo)

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Brasil se vê desafiado pela “encruzilhada da história”, diz FHC


fernando_henrique_cardoso_foto_IFHC_divulgacao


Em artigo que escreveu para vários jornais do país, intitulado

“A encruzilhada da mudança”, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso
(PSDB) questiona a capacidade de Marina Silva para fazer a mudança de
que o Brasil tanto necessita.
Confira:

Não é a primeira vez que o Brasil se vê desafiado pelas encruzilhadas
da História. Os eleitores escolherão caminhos de mudança, uns mais bem
pavimentados, outros potencialmente acidentados. Manter as coisas como
estão não é boa alternativa, como já está claro para a maioria.
Não é segredo para ninguém que a candidata Dilma Rousseff,
independentemente das boas intenções que tenha – e as tem – embarcou
num desvio que está custando caro a ela e ao país. A partir da crise
de 2008, ainda no governo Lula, como ministra todo-poderosa, Dilma (e
Mantega, ou sei lá quais outros ideólogos) definiram uma “nova matriz
econômica” para o Brasil. Acontece que a nova matriz era velha e não
produziu o feitiço esperado. Repetiu seu erro de pensar que misturando
ingredientes (gasto público solto, política monetária leniente,
crédito público a mil, isenções fiscais aqui e acolá,
microgerenciamento das decisões empresariais, etc.) e agitando o
caldeirão da política econômica, o governo asseguraria o milagre do
crescimento contínuo e a felicidade geral do povo. As preocupações
contrárias foram consideradas fórmulas velhas, “ortodoxas”,
monetaristas, submissas ao FMI, propensas a fazer o ajuste fiscal à
custa do povo.
Os resultados estão à vista e em mau momento: o das eleições. O PIB
não cresce, antes se contrai e a inflação roça o teto da meta e só não
o ultrapassa porque há preços artificialmente represados pelo governo;
a indústria diminui de tamanho e perde competitividade e os
investimentos despencam junto com a confiança das empresas no governo.
Pudera, o superávit primário virou pó, apesar dos artifícios contábeis
e das “pedaladas fiscais”; os bancos públicos, chamados a injetar
anabolizantes creditícios na economia e a bancar o voluntarismo do
governo no setor elétrico, encontram-se expostos a créditos de
qualidade duvidosa, criando dúvidas adicionais sobre a situação fiscal
do país; a Petrobras e a Eletrobras igualmente submetidas ao
voluntarismo governamental perderam valor e capacidade de inversão; as
reservas do Banco Central encontram-se comprometidas pelos swaps
cambiais (quase cem bilhões de dólares) e por aí vai. Cáspite! como se
dizia nas histórias em quadrinho dos anos 1940, é encrenca para não
botar defeito.
Diante desta situação, o que propõe a candidata? O mesmo, com mais
propaganda. Desfia um rosário de realizações, sem se dar conta de que
o calo aperta na má gerência, no aparelhamento desenfreado da
administração por partidos políticos, na baixa qualidade dos serviços
públicos de educação, saúde e transporte e nos casos de corrupção
sistêmica, nas obras inacabadas e no desperdício do dinheiro público.
Ah, sim, também nos impostos que, mais do que elevados, são mal
utilizados. Dá para ganhar eleições desse jeito? Mesmo Lula parece
arrependido de indicar candidatos-postes cujas luzes não acendem…
Daí a responsabilidade por construir caminhos para um futuro melhor
recair nos ombros das oposições que se deparam com uma encruzilhada.
Um caminho aponta uma estrada pavimentada pela experiência, por
realizações; outro, como se faz nos lançamentos de empreendimentos
imobiliários, mostra fotos de maquetas tomadas com lentes grande
angular: aparece o melhor no foco e se esfumam no horizonte as
dimensões das dificuldades reais. A questão não é a foto da partida, é
o percurso para levar a uma construção sólida.
Na tradição personalista de sempre (seria da política velha?), os
dados eleitorais parecem mostrar a formação de um vagalhão. As
intenções da candidata oposicionista são boas, mas o político, já
dizia Weber há um século, não é como o pregador. A este basta a
convicção e a boa palavra. Como nos Evangelhos: aquele que acreditar
em mim encontrará a salvação. O político, além da crença, precisa
construir os caminhos da “salvação”, que será sempre terrena e
imperfeita. O desafio está no fazer e não nas palavras. Há “bons” e
“maus” entre as pessoas, assim como há lados “bons” e “maus” em uma
mesma pessoa. Valem as aspas porque há valores e interesses que para
uns são “bons”, para outros “maus”. Além disso, na política, não se
trata só de pessoas, mas do que elas representam. Na vida pública o
objetivo não é somar os “bons” e alinhá-los contra os “maus”, em
confronto definitivo. Trata-se de organizar forças ao redor de ideias
e de interesses que, ainda que contraditórios em alguns pontos, possam
se compor e formar uma maioria para governar por um período
determinado de tempo em torno de objetivos claros que, se alcançados,
possam beneficiar o país. A candidata Marina, se vencer, será capaz de
tal proeza? Tomara, mas ainda é uma incógnita. Sem negar-lhe méritos
pessoais e políticos, é recente sua conversão a algumas das teses há
muito sustentadas pela oposição que não tem medo de dizer o seu nome.
Aécio representa esta oposição que vem junta há muitos anos. Sobre sua
capacidade de mobilizar e coordenar equipes técnicas, organizar e
liderar maiorias políticas, não cabe dúvida. Ele a demonstrou
reiteradas vezes como deputado federal, presidente da Câmara e
governador de Minas Gerais.
Enfim, escolheremos o caminho mais seguro ou, no embalo da velha
tradição personalista, embarcaremos na direção de mares nunca dantes
navegados? Embora a opção em causa seja diferente de outras que nos
levaram a impasses e desastres no passado, prefiro manter-me firme ao
lado de quem já passou por provas que o capacitam a governar com
grandeza, com competência e a obter os apoios necessários para tirar o
país do labirinto lulo-petista.

PT não irá aliviar: vai pra cima de Marina e Eduardo



 No Palácio do Planalto, as respirações estão presas. A turma de Dilma Rousseff ainda estuda o melhor discurso para se defender do que Paulo Roberto Costa disse na delação premiada e aguarda o surgimento de novos fatos e a aparição de outros personagens.
Por ora, tem-se uma certeza: os petistas não aliviarão Eduardo Campos e, por tabela, Marina Silva. Como cuidado para não soar de mau gosto, os companheiros de Dilma baterão na tecla de que é necessária uma investigação “indiscriminada”.
Depois de espalhar pelo Rio de Janeiro que Marina Silva é contra o pré-sal, os partidários de Dilma Rousseff no estado querem colar na adversária outra pecha: a de atrasar o desenvolvimento de grandes obras. Foi por causa de Marina que a licença ambiental da obra do Arco Metropolitano – uma das maiores construções do governo Sérgio Cabral – demorou tanto a sair do papel. A extinção de um tipo de perereca comoveu os técnicos do Ministério do Meio Ambiente.
Cabe a qualquer candidato minimamente experiente conhecer, ao menos, o seu berço político. Marina Silva anda comentando que está surpresa e extremamente chateada com a campanha difamatória que o PT vem fazendo contra ela, principalmente nas redes sociais. Veja Online

Dilma foi 'beneficiária política' dos desvios

Josias de Souza  
 Arrancado pelas pesquisas da paisagem do segundo turno, Aécio Neves vê no caso da delação do esquema de corrupção na Petrobras uma perspectiva de se recolocar no campo ótico do eleitor. Ao investir contra Dilma Rousseff, ele evita mirar na bolsa: “Não acredito que a presidente da República tenha recebido recursos desse esquema. Mas, do ponto de vista político, ela foi beneficiária, sim. E tinha a obrigação de saber aquilo que acontece no seu entorno.''
Quanto a Marina Silva, hoje mais bem-posta nas pesquisas do que ele, Aécio também foi cuidadoso. Disse enxergar nela “uma tentativa permanente de vitimização.” Prosseguiu: “Eu não faço nenhuma acusação desse gênero [corrupção] à candidata Marina e vou até além. Em relação às acusações sobre o ex-governador Eduardo Campos, conheci Eduardo durante 30 anos. Isso não combina com ele… Agora, esse discurso da candidata Marina de que é vítima dos ataques do PT e do PSDB é um discurso muito defensivo.'

Armando Monteiro anuncia hoje 'fato político relevante'

Do Diario de Pernambuco 
 O senador licenciado e os integrantes da coligação Pernambuco Vai Mais Longe organizaram uma coletiva de imprensa para apresentar, conforme nota enviada, “fato relevante do processo político.” O evento pode apresentar um fato novo que mexa no cenário eleitoral. Para reverter o quadro apresentados nas últimas pesquisas, a coordenação de campanha do PTB começará a adotar novas estratégias.
A primeira delas será a intensificação da militância nas ruas da RMR, inclusive com a realização de atividades paralelas à agenda oficial da chapa majoritária. “Vamos ter várias equipes da campanha da presidente Dilma Rousseff (PT), de Armando e de João Paulo (PT) - candidato ao Senado - nas ruas”, informou o candidato a vice, Paulo Rubem (PDT). De acordo com ele, as equipes vão se subdividir em grupos e ocupar pontos centrais da capital, além dos bairros da periferia. 
A campanha porta a porta será intensificada nesta reta final. “Tem muita gente nos procurando de forma voluntária para estar nas ruas e ir às casas dos eleitores, contribuindo com nosso trabalho”, destacou a vereadora Marília Arraes (PSB). O PT também intensificou as atividades para conquistar votos para a presidente Dilma Rousseff, que vem perdendo espaço para Marina Silva (PSB) desde a morte de Eduardo Campos.

Coletiva de Armando envolve avião da tragédia



Na coletiva que convocou para logo mais, exatamente às 10 horas, em seu comitê da Rosa e Silva, o candidato a governador pelo PTB, Armando Monteiro Neto, vai questionar o uso do avião da queda e morte do ex-governador Eduardo Campos (PSB) pelo candidato Paulo Câmara (PSB), com quem polariza a disputa.
Além de ter revelado já ter usado o avião numa emissora de rádio recentemente, Câmara teria dado, como secretário da Fazenda, isenção fiscal aos supostos proprietários da aeronave, donos de uma empresa de pneus importados. O foco principal será este, mas o candidata oposicionista deve abordar outras questões ao longo da entrevista.

Jarbas defende ex-governador Eduardo Campos


Plenário do Senado

O senador Jarbas Vasconcelos (PMDB) divulgou nota, neste final de semana, em defesa do ex-governador Eduardo Campos, citado em matéria da revista “Veja” como tendo feito parte do “esquema de propina” do ex-diretor de abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa.
A íntegra de sua nota foi a seguinte:
I) É necessário ter toda a cautela possível com essa inclusão do nome de Eduardo Campos nesse novo escândalo na Petrobras promovido pelo Governo do PT. Eduardo não está mais aqui para se defender. Ele se afastou do Governo justamente por discordar desse tipo de prática.
II) O Paulo Roberto vai fazer de tudo para escapar da prisão e escolher este ou aquele, visando poupar os principais responsáveis pela degradação ética e administrativa dentro da maior estatal brasileira: o ex-presidente Lula e a presidente Dilma Rousseff.
III) A inclusão do nome de Eduardo nesse lamaçal do PT tem o único objetivo de atingir a candidatura de Marina Silva, que representa hoje a mais viável possibilidade de mudar tudo isso que o PT instalou no Brasil.
IV) Não podemos aceitar que um réu confesso tente incluir nomes de inocentes nas falcatruas comandadas pelo PT.

Um “latifúndio” que se recusa a morrer

Coluna Fogo Cruzado 

Atribui-se ao ex-deputado Maurílio Ferreira Lima esta definição pouco simpática sobre o seu próprio partido, o PMDB, que é comandado em Pernambuco há mais de 20 anos pelo advogado Dorany Sampaio: “latifúndio eleitoral”. De fato, mesmo sendo um balaio de gatos sem comando e sem qualquer identidade política, o partido está correndo o risco de sair dessas eleições com o maior número de governadores e a primeira ou segunda maior bancada no Senado e na Câmara.
Estão cotados para vencer a eleição de governador Paulo Hartung (ES), Hélder Barbalho (PA), Renan Filho (AL), Marcelo Miranda (TO), Eduardo Braga (AM), Jackson Barreto (SE), Henrique Alves (RN) e Eunício Oliveira (CE), se bem que este último está ameaçado pelo petista Camilo Santana.

A Bela do Dia

Meyrinha Gouveia

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Berinaldo Leão Deputado Estadual Nº 50444

O novo escândalo colocado em evidência pela delação premiada do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, mostra que a corrupção no Brasil está atrelada, segundo entidades que defendem a ética na política, ao modelo de financiamento das campanhas eleitorais, tal como já aconteceu com o mensalão.
 Segundo o juiz Marlon Reis, do Movimento de Combate à Corrupção (MCC), todos os escândalos republicanos no Brasil estão ligados ao financiamento aos políticos e aos financiamentos das campanhas. — O quadro é grave, na medida que envolve governadores, senadores e deputados, repetindo na Petrobras o que já havia acontecido no mensalão. 
 O modelo de financiamento compele os políticos a competir sempre por mais recursos, levando o Brasil a ter as campanhas mais caras do mundo. E o dinheiro vem sempre das empresas privadas que operam com o governo e também das empresas públicas, numa corrida desenfreada pelo dinheiro. Hoje não há limites por essa busca de recursos. É por isso que precisa haver uma reforma política que estabeleça limites ao financiamento de campanhas — disse Marlon Reis.

Na delação de Paulo Roberto, ele jogou na vala comum 25 deputados federais, seis senadores, um ministro de Estado e três governadores. No caso dos governadores Sérgio Cabral (RJ), Roseana Sarney (MA) e Eduardo Campos (PE) pelo fato de seus Estados terem abrigado grandes obras da Petrobras. Cabral disse que sua relação com Roberto foi institucional, mesmo argumento usado pela governadora do Maranhão.

Roseana Sarney

"O PT patrocinou um assalto à Petrobras", diz Aécio

 


A menos de 30 dias do primeiro turno, as campanhas da petista Dilma Rousseff e da ex-senadora Marina Silva (PSB) tentam estancar a todo custo a sangria provocada pelos depoimentos do ex-dirigente da Petrobras e controlar uma possível fuga de votos das candidatas.
Terceiro colocado nas pesquisas de intenção de votos na corrida presidencial, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) avalia que as revelações do ex-diretor de Refino e Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, sobre a montagem de um balcão de distribuição de propina a deputados, senadores, governadores e até um ministro de Estado aliados ao Palácio do Planalto podem mudar o resultado das eleições de outubro. “O governo do PT patrocinou um assalto à Petrobras. No momento em que esse governo assaltava o país, eu fazia oposição”, disse Aécio em entrevista exclusiva ao site de VEJA.

Pesquisas dos partidos indicam queda de Marina

 


A “onda Marina” está prestes a recuar. É o que apontam pesquisas internas do PT, da presidente Dilma Rousseff, e do PSDB, de Aécio Neves.
Segundo o colunista do BR 247, Bernardo Mello Franco, as sondagens encomendadas pelas siglas, que anteciparam a estabilização de Marina na semana passada, passaram a indicar os primeiros sinais de queda da adversária.
Na semana passada, a ex-senadora parou de crescer nas enquetes do Datafolha e do Ibope, mas ainda ameaça a reeleição da presidente Dilma.

Prefeito do PSB declara apoio a Dilma

 


Na manhã do último sábado, o vice-presidente da República e Presidente Nacional do PMDB, Michel Temer, visitou Petrolina para participar de um evento político organizado pelo prefeito da cidade, Julio Lóssio (PMDB).
Entre as autoridades que participaram do evento, chamou à atenção a presença do prefeito de Dormentes, Roniere Reis, do PSB, que declarou o seu voto à presidenta Dilma porque entende que ela é a melhor opção para que o Brasil continue crescendo.



Ao declarar o seu apoio, o prefeito Roniere reconhece os avanços que os governos do ex-presidente Lula e da Presidenta Dilma trouxeram para o sertão do São Francisco, e a relevante contribuição para o crescimento de Dormentes.

A Bela do Dia

Ana Vitória