quinta-feira, 27 de novembro de 2014

"Ninguém, nenhum deputado, senador, nenhum homem vai me calar. O povo de Pernambuco me conferiu o direito de estar aqui no parlamento e só ele pode me tirar me tirar daqui. E é pelo povo pernambucano que subo a tribuna para defender o que acredito", Líder Mendonça Filho, hoje após o presidente do Congresso, Renan Calheiros, tentar impedi-lo de discursar na tribuna pela legalidade dos tramites de votação no Congresso Nacional.

Conhecido pelo perfil discreto, o deputado federal de Pernambuco e líder do DEM na Câmara Federal, Mendonça Filho, perdeu o controle. O parlamentar ocupou a tribuna do plenário do Congresso, na manhã de ontem, e, com o dedo em riste, chamou o presidente da Casa, o senador Renan Calheiros (PMDB), de “vergonha” do Congresso Nacional.
A confusão começou quando Mendonça Filho discursava na tribuna quando Renan teria cortado sua palavra. O deputado pernambucano, mesmo com o gesto negativo, continuou falando e começou a gritar com os microfones cortados dizendo que o presidente do Senado representava a vergonha do Congresso.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Vital do Rêgo é indicado para vaga de ministro do TCU; Raimundo Lira será senador


O presidente do Senado, Renan Calheiros, anunciou na noite desta terça-feira (25) que foi encerrado o prazo para a inscrição  de nomes indicados para o cargo de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). O nome do senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) foi o único inscrito para a vaga do ministro José Jorge, obrigado a se aposentar porque completou 70 anos no último dia 18.

Renan anunciou que o nome de Vital do Rêgo será submetido à análise da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). Se aprovado, ainda terá de passar pela análise do Plenário do Senado. O TCU é um órgão de controle externo, auxiliar do Congresso Nacional.


Com a nova missão de Vitalzinho, a Paraíba também terá um novo representante no Senado Federal, o empresário Raimundo Lira (PMDB).


A vaga  de ministro do TCU é bastante disputada, pois é vitalícia e representa um coroamento para a trajetória política, lá Vital terá como colega, a mãe do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, a ex-deputada Ana Arraes indicada após forte concorrência.

PB Agora

Dilma está diante da armadilha de Getúlio


"Não há registros alvissareiros quando se estabelece excessivo distanciamento entre o sentido programático e classista de um determinado processo eleitoral e a natureza do governo constituído depois que as urnas se pronunciaram", diz o jornalista Breno Altman, que critica a indicação de ministros de perfil conservador para o segundo governo Dilma; Altman traça um paralelo com o último governo Vargas; "Terminou isolado e enfraquecido, vítima da sanha dos oligarcas da terra, do dinheiro e da informação, mas também do tabuleiro político que havia desenhado"; ele também contesta comparação entre o momento atual e o enfrentado por João Goulart

Por meio de nota, Mendonça Filho (DEM) negou ontem ter interferido junto ao Governo do Estado para impedir que a Fundarpe liberasse recursos para o “Jardim Cultural”, tradicional evento de Belo Jardim, tal qual afirmara o prefeito João Mendonça (PSD). E disse que sua história de trabalho pela cidade começou antes de o prefeito, que é seu primo, entrar na política

Mendonça (DEM) diz também na nota que nunca perseguiu ninguém, muito menos sua cidade, onde está em andamento a ampliação da barragem Pedro Moura Júnior, tocada com uma emenda de R$ 4 milhões de sua autoria e uma contrapartida do governo estadual de R$ 1,5 milhão. É por essas e outras ações, afirma, que obteve 42% dos votos válidos de Belo Jardim nas últimas eleições.

As vantagens da mentira

Carlos Brickmann 
 Os Dez Mandamentos da Lei de Deus são severos, rígidos; e nem eles proíbem a mentira. O estadista britânico Winston Churchill dizia que a verdade é tão preciosa que precisa ser protegida por uma muralha de mentiras. A mentira, vemos, tem muitas vantagens; mas tem o poder de destruir quem acredita nela.

Todos assistimos à campanha eleitoral, todos assistimos hoje à desconstrução, pela presidente Dilma, daquilo que a candidata Dilma afirmava. Não tem grande importância: o importante é que a presidente tenha reconhecido, ao escolher sua equipe econômica, a necessidade de gastar menos do que o Governo arrecada, de evitar manobras criativas com a aritmética, de fingir que a inflação e as contas externas estão sob controle, que tudo vai bem e no melhor dos mundos.

Independentemente das promessas de campanha, Joaquim Levy é um bom nome para a Fazenda? Este colunista não tem a menor ideia: sabe que fez uma carreira sólida, que ocupa alto cargo num grande banco, mas se é capaz de formular uma política econômica é algo a ser visto no futuro. É coisa nova para ele.

Há quem ache que o ministro da Fazenda, de fato, será a presidente Dilma. Aí não vai dar certo: da mesma forma que nenhum presidente terá uma boa política econômica com ministros compreensivos como Guido Mantega, nenhum bom ministro aguentará ficar levando pitos, ouvindo gritos e cumprindo ordens.

Dizer uma coisa na propaganda e fazer outra, OK - desde que se faça o que é preciso. O que não pode ocorrer a um governo é acreditar na própria propaganda.

Levy não é o que Dilma prometeu. E alguém tinha acreditado na promessa?

Com Dilma não tem jeitinho

Ilimar Franco - O Globo
 É forte a crítica no PMDB contra a forma pela qual a presidente Dilma ensaia anunciar seu ministério. Mais relevante do que a senadora Kátia Abreu, nome para a Agricultura, ser nova na sigla, é a escolha ser feita à revelia do partido. Dirigentes do PMDB diziam ontem que é um erro a presidente montar seu governo com imposições. Eles não querem ser tratados como o PR no Transportes.
O governo Dilma não considera protestos do PT na formação do Ministério. O partido saiu enfraquecido das urnas e está fragilizado pelo caso Petrobras. As queixas contra Joaquim Levy, na Fazenda, são vistas como protocolares. Quem teria peso para protestar, Lula, está em silêncio, embora sempre haja quem invoque o seu nome.
Os mais próximos da presidente Dilma, no Planalto, levaram um duro puxão de orelhas. Ela não gostou do vazamento para a imprensa dos nomes de sua equipe econômica. E não quer mais saber de nomes nos jornais antes que as escolhas sejam digeridas pelos aliados. A despeito das reações, Dilma não pretende voltar atrás nas escolhas.

Aécio e o impeachment de Dilma: ''É uma sanção legal''

 Após um breve descanso, o ex-candidato, senador e presidente do PSDB, Aécio Neves, reassumiu seu posto no comando da tropa de choque do partido contra a presidente Dilma Rousseff. Para quem esperava, porventura, um político moderado nessa fase de transição de equipe econômica, como têm sido os governadores tucanos Geraldo Alckmin (SP) e Marconi Perilo (GO), aconteceu exatamente o oposto. Irritado com duas decisões do Senado, nesta terça-feira 25, Aécio abriu baterias, primeiro, na tribuna da casa e, em seguida, em entrevista. O senador mineiro atacou a decisão da comissão de Orçamento de aprovar o projeto governista que acaba com a meta de superávit fiscal. Neste tema, ele afirmou que a presidente Dilma Rousseff 'já está cometendo crime de responsabilidade', por ter, segundo ele, remanejado mais de 20% das verbas orçamentárias na forma como foram aprovadas pelo Congresso.
Moderado Aécio só foi no modo, mas no objetivo atuou no ataque. 'Não quero falar essa palavra', respondeu ele, a respeito de uma pergunta sobre a possibilidade de um processo de impeachment contra Dilma. 'Mas essas é uma das sanções legais', completou.
Abaixo, a entrevista de Aécio:

- Com o sr. avalia o momento político da presidente Dilma Rousseff?
Aécio Neves - Vejo hoje uma presidente da República sob chantagem, da sua própria base. Estamos vendo que a dependência dela é tão grande da base, que ela inicia um governo como se estivesse terminando. Ela não tem liberdade para montar o seu governo. Ela hoje monta seu governo em função da dependência absurda que ela tem no Congresso. Isso acontece porque ela cometeu crime de responsabilidade. A lei orçamentária é muito clara. Ela permite o remanejamento, mas Dilma já cometeu esse crime porque a lei orçamentária permite o remanejamento de até 20% de cada dotação, desde que se cumpra a meta fiscal. Esse remanejamento vem ocorrendo e o governo já sabia que não cumpria a meta fiscal e vem ampliando, pedindo créditos para gastar ainda mais. O que se quer agora e que modifique-se a meta e aí ela não receba a sanção. Essa lei vai ser conhecida como a lei da anistia da presidente Dilma, se for aprovada. Eles têm maioria, mas o nosso papel é denunciar isso e em última instância ir ao Supremo Tribunal Federal, que é o que nós vamos fazer.

Esse crime de responsabilidade fiscal pode levar ao impeachment da presidente?
Eu não quero falar essa palavra ainda, mas é uma das sanções. Não podemos viver num país onde a legislação é alterada em função dos interesses do governante de plantão e de uma eventual maioria que amanhã pode estar no outro campo. Aí altera-se novamente a lei? O papel da oposição é lutar politicamente. O que vai acontecer, não se iludam, é que a nota de crédito do Brasil vai ser rebaixada. Isso significa menos empregos e menos desenvolvimento. Quem paga ao final desta conta de um governo ineficiente, perdulário, que enganou a população brasileira é o cidadão brasileiro, principalmente o mais pobre.

O que o sr. achou da indicação de Joaquim Levy para o Ministério da Fazenda?
É uma decisão da presidente. É um quadro qualificado, com quem tenho uma relação pessoal. Mas fico com uma expressão usada hoje pelo ministro Armínio Fraga, que viu na indicação de Joaquim Levy como se um grande quadro da CIA fosse convidado para comandar a KGB.   (Do portal BR 247)

STF arquiva pedido de inquérito do PT contra a Veja


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Partido pedia investigação contra a revista para apurar vazamento de trechos de depoimento atribuído a Alberto Youssef, que delatou esquema de corrupção em acordo de delação premiada, sob segredo de Justiça; segundo a revista, o doleiro declarou que a presidente Dilma e o ex-presidente Lula sabiam de todo o esquema; decisão foi do ministro Teori Zavascki

Tijolaço: tucanos tomaram gosto pelo tapetão


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Fernando Brito, editor do Tijolaço, critica a iniciativa do PSDB, presidido pelo senador Aécio Neves, de questionar a meta fiscal; "Mesmo nas mãos do Ministro Luiz Fux, a ação tucana tem ridículas chances de prosperar. Dificilmente o Supremo vai se aventurar na usurpação da função do Legislativo", diz ele

terça-feira, 25 de novembro de 2014

JC diz que Renata Campos será secretária de Paulo Câmara


Por Inaldo Sampaio
renata campos - foto reprodução internet

Informa o JC desta terça-feira (25), ainda que sem citar fontes, que a viúva Renata Campos já teria sido convidada para o secretariado do governador eleito, Paulo Câmara (PSB) e que o convite teria sido aceito.
Não informa qual seria a pasta, mas presume-se que, em sendo verdadeira a informação, seria da área social.
O JC informa também que o governador eleito pretende enxugar a máquina e que uma das medidas já tomadas seria fusão da Secretaria da Micro Empresa (criada pelo governador João Lyra Neto) com a Secretaria do Trabalho.
Paulo Câmara vai anunciar o secretariado no dia 15 de dezembro, três dias antes da diplomação pela Justiça Eleitoral.

PSDB recorre ao STF contra alteração do superávit


Partido presidido pelo senador Aécio Neves aciona o Supremo Tribunal Federal para tentar impedir que o governo altere o cálculo da meta fiscal; projeto vai ao plenário do Senado nesta tarde; líder do PSDB, senador Aloysio Nunes disse ontem que, caso a presidente Dilma não cumpra a meta, pode sofrer impeachment; cúpula tucana decidiu manter obstrução a todas as tentativas para aprovar a alteração da LDO no Congresso; texto foi aprovado na Comissão Mista do Orçamento nesta madrugada, sob gritos de revolta

Katia na Agricultura agrada ao setor produtivo

 A escolha da senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) para o Ministério da Agricultura, ainda não anunciada oficialmente mas dada como certa, agrada a lideranças do setor produtivo. Representantes do agronegócio acreditam que com a presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), uma das poucas vozes do setor ouvidas pela presidente Dilma Rousseff, o diálogo com o agronegócio será retomado. Uma parte significativa dos ruralistas apoiou Aécio Neves (PSDB) nas últimas eleições.
"A Kátia conhece agricultura, está na CNA há anos, atua como interlocutora e vai ser fácil falar com ela", disse ao Broadcast, serviço da Agência Estado de notícias em tempo real, Luiz Carlos Corrêa Carvalho, presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag).
Ele afirmou que a possível escolha da senadora dará sequência à "boa administração" do atual ministro Neri Geller e ainda citou outros ministeriáveis para avaliar que Dilma deve mudar o perfil no segundo mandato. "A ida do (senador) Armando Monteiro (PTB-PE) para o Ministério do Desenvolvimento e do Joaquim Levy para a Fazenda, além da escolha da Kátia, mostram que Dilma busca unir o País e fazer um governo com a cara do primeiro mandato de Lula", concluiu. (Estadão conteúdo)

PT já aceita perda de espaço por mais força no governo

Em conversas internas, dirigentes do PT já admitem que terão menos espaço na Esplanada dos Ministérios a partir de 2015. O Ministério da Educação, por exemplo, deve ficar fora do portfólio petista. A cúpula do partido pretende dizer a Dilma que compreende a necessidade de ceder cadeiras em nome da governabilidade, mas pedirá um compromisso da presidente de que os novos ministros do partido terão mais 'voz' para tocar políticas públicas e defender os projetos da sigla.
A direção do PT prefere Ricardo Berzoini a Jaques Wagner no Ministério das Comunicações, por achar que ele teria mais pulso para tocar a regulação da mídia. Ontem o titular da articulação política recebeu o vice-presidente de Assuntos Regulatórios do SBT, Roberto Franco.(Vera Magalhães - Folha de S.Paulo)

Congresso segue TCU e sustará verbas para a refinaria

Diante do escândalo de corrupção na Petrobras, integrantes da base aliada e da oposição afirmam que o Congresso não terá outro caminho a não ser aprovar a recomendação do Tribunal de Contas da União (TCU) para suspender o repasse de R$ 19,8 milhões para as obras de terraplanagem da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, onde foi detectado superfaturamento. Segundo levantamento do tribunal, as obras de terraplanagem da refinaria têm um custo total de R$ 534 milhões.
Os parlamentares acreditam que a presidente Dilma Rousseff não terá condições políticas de vetar essa decisão, ao contrário do que fez o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2010, quando vetou a decisão do Congresso, liberando R$ 13,1 bilhões para quatro obras da Petrobras com irregularidades “graves” apontadas pelo TCU.
- Nessa condição, não tem como fazer diferente - disse um senador do PMDB, em referência à recomendação do TCU.
Essa também é a opinião do deputado Rodrigo Maia (RJ), ex-presidente do DEM:
- Só se o Congresso estiver doido para não aprovar.
Em 2009, o TCU recomendou ao Congresso a paralisação, devido a irregularidades consideradas graves, das obras das refinarias Abreu e Lima e Getulio Vargas, no Paraná; do terminal do Porto de Barra do Riacho, no Espírito Santo; e de unidades do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). Para Maia, diferentemente de Lula em 2010, Dilma não terá como vetar:
- É um momento diferente. O Lula tinha como dizer que não tinha informações (sobre esquema de desvio de dinheiro).(De O Globo - Fernanda Krakovics)

Encontro marcado com a História

Ilimar Franco - O Globo
 Quando eclodiu a Operação Lava-Jato, no calor do desfecho das eleições presidenciais, os políticos da oposição caíram matando. E ajudaram a difundir a ideia de que as empreiteiras flagradas cometendo crimes destinaram dinheiro mal havido, e fruto de corrupção, para financiar os partidos do governo, o PT e o PMDB. Tomados pela frustração da derrota criminalizaram as doações eleitorais para os partidos governistas.
Teria sido mais prudente se o principal partido de oposição, o PSDB, fizesse discurso diferenciando o que é roubo do que são contribuições eleitorais. Mas não fizeram isso. Preferiram surfar na denúncia. Não ficaram atentos ao fato de que as empresas de construção civil estão entre as principais financiadoras eleitorais. E que as doações são ecumênicas e se destinam a todos os partidos. Afinal, elas executam obras em todos os estados da Federação.

Foi nesse contexto que o proprietário da UTC, Ricardo Pessoa, revelou em depoimento, para a Polícia Federal, que tinha feito doações para as campanhas do PT, da presidente Dilma, e do PSDB, do senador Aécio Neves. Pessoa tratou de doações com o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, que já está crucificado e criminalizado; e, com Sérgio da Silva Freitas, arrecadador do PSDB, e que tenta ser tratado como inocente alegando que não pegou nenhum dinheiro na própria mão. O réu Fernando Baiano faz negócios escusos desde '2001' e Pedro Barusco desde '1996'.

É presumível que novos fatos, semelhantes, sejam colocados à luz do dia. Mas, se o discurso foi o de que o dinheiro de meu adversário era mal havido, como se pode pretender que a doação para a minha campanha tinha origem honesta? Como se fosse possível com duas cédulas na mão alguém dizer: essa aqui, na minha mão direita, que foi doada para a minha campanha, foi ganha honestamente; agora, essa, na mão esquerda, que foi para a campanha de meu adversário, é fruto de roubo.

Ainda é cedo para saber onde essa investigação vai parar e antecipar qual a disposição do juiz Sérgio Moro. Será que desta vez a Justiça será justa e punirá todos os corruptos? Ou o STF punirá os políticos e os demais tribunais abandonarão seus processos no escaninho do compadrio? O STJ e os tribunais estaduais tratarão esse caso como prioridade, como o STF fez com o mensalão, ou os tratarão comodamente como um caso menor? Está na hora do Poder Judiciário ser cobrado com mais rigor pela impunidade reinante!

O PT merece os ataques que vem recebendo, a exemplo do que ocorreu no mensalão. O berro udenista sempre foi seu instrumento para atacar os adversários. Reclamar, porque? E do que? O PT cresceu dizendo que seus adversários eram todos ladrões, que se serviam do poder ao invés de servir ao povo. Não podem agora achar injusto quando seus adversários fazem o mesmo. Não fazem isso de graça, mas quando pegam petistas pisando na bola.

Mas aqueles que olham tudo isso de fora não devem se impressionar com os fatos. Eles não representam nenhuma novidade nem essa prática foi inaugurada pelos plantonistas no poder. Nem há quem possa se declarar imune. Essa prática é uma chaga nacional. Faz parte dos usos e costumes. Se servir da coisa pública em benefício próprio, e para atrapalhar a vida e a iniciativa alheia, é uma prática ancestral nesse país. E, se alguém tiver alguma dúvida, basta ler o livro 'Mauá - O Empresário do Império', do jornalista Jorge Caldeira, para saber de onde, e desde quando, tudo isso vem.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Igreja submersa volta a aparecer por causa da seca

Igreja do Sagrado Coração de Jesus em Petrolândia (Foto: Paula Cavalcante/ G1)
Foto: Paula Cavalcante/ G1
Do G1
 
Há 26 anos a velha cidade de Petrolândia, no Sertão de Pernambuco, foi inundada para a construção da Usina Hidrelétrica Luiz Gonzaga. Após a inundação, apenas o topo da Igreja do Sagrado Coração de Jesus ficou visível. Hoje, por conta da estiagem, o volume do Lago de Itaparica reduziu e praticamente metade da estrutura do templo pode ser visualizada.
 
As algarobas ao redor da construção também podem ser vistas, bem como uma caixa d'água de uma escola da velha cidade. A Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) informa que o volume útil da barragem atualmente é de aproximadamente 16%. No último período chuvoso, o armazenamento máximo do reservatório de Itaparica foi de 44,3%.
 
Velha Petrolândia foi inundada em 1988 para construção de hidrelétrica (Foto: Paula Cavalcante/ G1)
Foto: Paula Cavalcante/ G1
 
A situação prejudica as principais atividades econômicas do lugar. A agricultura, baseada na fruticultura irrigada, registrou uma baixa na produção. Dos aproximadamente 2.000 agricultores, praticamente todos tem a terra mas não estão plantando mais nada. "As estações de bombeamento dos perímetros irrigados já não conseguem captar a água suficiente para atender a demanda dos plantios que existem. Isso já paralisou a produção do município e apenas fruteiras que já estavam produzindo continuam a produção", explica o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Pesca, Rogério Viana.
 
Para a agricultora Joana Nogueira fica a tristeza de não poder continuar o cultivo. "Tenho minha propriedade e sou impedida de plantar no meu próprio lote porque não é garantido a água", conta.
 
A prefeitura realiza algumas ações para minimizar os efeitos da seca. "Temos disponibilizado equipamentos para abertura e limpeza de canais de aproximação, para que os agricultores irrigantes consigam captar a água. Estamos articulando um grande encontro de instituições para discutir a situação atual. Ver quais são as perspectivas de chuvas. E quanto pretende-se baixar o nível do lago para que em cima disso possa ser feito um planejamento. A gente trabalha também com a hipótese das chuvas serem insuficientes e chegar ao caos, numa situação que a agricultura irrigada tenha que parar", observa o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Pesca. Já em relação à pesca, uma reunião está marcada com representantes do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) para definir ações.
 
As comunidades rurais também sofrem com a estiagem. A agricultora Lucicleide Maria do Nascimento trabalha em uma produção agrícola, mas não cultiva nada em casa. Ainda assim, a família dela tenta controlar a quantidade de água utilizada para consumo humano, pois a localidade costuma ficar até três dias seguidos sem o líquido até para beber. "Tem que economizar bastante para não faltar. Quando a água chega nós colocamos em uma caixa d'água para ir usando", diz.

Alexandre Garcia critica eleitores de Dilma e causa mal-estar na Globo

Do site Notícias da TV:
Um comentário feito pelo jornalista Alexandre Garcia em uma rede de emissoras de rádio na semana passada está causando um tremendo mal-estar na Globo. O comentarista afirmou que os “53 milhões de eleitores” que votaram em Dilma Rousseff são “cúmplices” da corrupção na Petrobras, porque as denúncias envolvendo a estatal são conhecidas desde o início do ano. Na Globo, o comentário foi visto como agressivo, exagerado e inoportuno.

Jornalistas avaliam que a opinião de Garcia foi um “tiro no pé” e afeta a imagem da emissora mesmo não tendo sido feito na TV, afinal, ele é conhecido e só tem programete em rádio porque é “o Alexandre Garcia da Globo”. Em um momento de luta contra a queda da audiência, não ajuda em nada agredir 53 milhões de telespectadores.

O comentário mais comum nos bastidores da Globo é o de que esse tipo de opinião vai formando uma imagem de que a emissora só tem comentarista e apresentador raivoso de direita: Alexandre Garcia, Merval Pereira, Miriam Leitão e William Waack.

No rádio, Garcia comentava a prisão de Fernando Baiano e Adarico Negromonte pela operação Lava Jato. Ele lamentou ainda não ter saído a ordem de prisão do tesoureiro do PT. ”Enquanto isso, é bom que se diga, de novo: 53 milhões de eleitores aprovaram tudo isso e 39 milhões de eleitores lavaram as mãos. Já estava tudo sabido pelos jornais, pelo rádio, pela televisão, desde janeiro, e depois na campanha política. Então, não me venham dizer que não são cúmplices”, afirmou.
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Garcia foi ainda mais claro ao encerrar o comentário: “Nunca na história desse país houve tanta corrupção, e aprovada por 53 milhões mais 39 milhões de Pilatos, de cúmplices”.

Não se esperava que o nome do senador Humberto Costa (PT) aparecesse nas delações do “Petrolão”. Mas apareceu. Teria recebido R$ 1 milhão na campanha de 2010. Prova que qualquer um pode surgir nessa lista. Fala-se em 70 congressistas, mas deve ser bem mais. Muito mais.


Pernambuco mantém a tradição

Ao convidar o senador Armando Monteiro Neto (PTB) para o seu ministério, Dilma manteve a tradição de Pernambuco de manter um filho seu no 1º escalão do governo federal. Marco Maciel e Fernando Lyra foram ministros de Sarney; Ricardo Fiúza de Fernando Collor; Gustavo Krause e Raul Jungmann de Fernando Henrique Cardoso; Eduardo Campos e Humberto Costa de Luiz Inácio Lula da Silva (1º mandato), e Fernando Bezerra Coelho de Dilma Rousseff (1º mandato).

Relator da Lava Jato: 'PF tem feito muito charme

Gabriel Garcia - Blog do Noblat

Quatro perguntas para o novo relator no Tribunal de Contas da União dos processos da operação policial que desvenda o maior caso de corrupção da História do país:

Ministro, como ficarão os processos da Lava Jato no Tribunal de Contas da União?

A partir de primeiro de janeiro, eu ficarei responsável por todos os processos relacionados à Operação Lava Jato, da Polícia Federal. Os processos da Petrobras em andamento, relatados por José Jorge, ficarão com o sucessor dele. Na realidade, tais processos estão do meio para o fim – provavelmente o sucessor será o (senador) Vital do Rêgo (PMDB-PB). Tudo indica que o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), fará o segundo o ministro.
Como o ministro José Múcio encara a Lava Jato?
Acho que foi um processo necessário, doloroso. Repito muito uma frase do filósofo Friedrich Nietzsche: do caos nasce a luz. Vivemos um caos, acho que muita coisa ainda virá, mas temos que ter cuidado para não trazer a emoção para o processo, para não cometer injustiça, que pode ser de dois tipos: pôr inocente na cadeia ou pôr bandido em liberdade.
Os políticos andam preocupados?
Estamos vivendo um clima desagradável. Ninguém sabe quem está na lista. Acho que Polícia Federal tem feito muito charme. A polícia já deveria ter soltado a lista com os nomes dos políticos envolvidos. Vai deixar para soltar lá para frente, perto do Natal.
O senhor acredita em envolvimento do ex-presidente Lula e da presidente Dilma?
Não temos como prever neste momento. Uma delação premiada é imprevisível. O cara, para livrar a pele dele, faz qualquer coisa. Se tivéssemos no Brasil o crime de perjúrio, você poderia ficar mais confortável. Na Itália, o cara paga quando ele mente. Aqui funciona diferente. O criminoso para livrar a pele acusa outras pessoas. Vou ter que fazer essa depuração. Tudo de Petrobras, qualquer processo. Esses processos só terão curso em janeiro.