quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Militar para todo lado


Dos 22 ministros do futuro governo Bolsonaro, sete têm formação militar. Incluindo o general Santos Cruz, escalado para fazer a interlocução política com o Congresso.
Militares articulam para colocar o brigadeiro Hélio Paes de Barros Junior na presidência da Infraero. A movimentação não é bem recebida pela equipe do futuro ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, para quem a presença de um militar no comando da empresa pode atrapalhar o processo de privatização, uma determinação do presidente eleito, Jair Bolsonaro.
O brigadeiro é diretor da Agência Nacional de Aviação Civil e tem mandato até 2021. O atual presidente, Antonio Claret, foi indicado pelo chefe do PR, Valdemar Costa Neto. (Coluna dostadão)

Sem declarar apoio formal, PP acena a Bolsonaro


Jornal do Brasil
Dono da terceira maior bancada parlamentar na Câmara a partir do ano que vem, com 34 deputados federais, o Partido Progressista (PP) se reuniu na tarde de hoje (12) com Jair Bolsonaro, em Brasília, para ouvir os planos do presidente eleito. De acordo com o líder do partido na Casa, deputado Arthur Lira (AL), não foi discutida a entrada da legenda na base do governo, mas o apoio para a votação de projetos.
"Não ficou nada definido com relação a isso [entrada na base de governo]. O partido vai votar as matérias que julgar necessárias, importantes para o país, sem nenhum tipo de assentamento, de fazer parte da base ou não do governo do presidente Bolsonaro", afirmou. O presidente eleito foi, por quase 20 anos, integrante do PP com mandato de deputado no Congresso Nacional.
"As ações programáticas do governo Bolsonaro e do PP se coadunam na maioria dos casos. Nós temos mais convergências do que divergências e nas convergências nós iremos ajudar", acrescentou.

Mais repasse de dinheiro a Aécio, diz Polícia Federal


PF obtém novos indícios de repasse de dinheiro vivo a Aécio Neves

Segundo dono de supermercado de Minas Gerais confirma à PF geração de dinheiro em espécie

Aguirre Talento e Bela Megale - O Globo

Após a deflagração da Operação Ross na terça-feira, a Polícia Federal conseguiu obter novos indícios do repasse de dinheiro vivo em Minas Gerais destinado ao senador Aécio Neves (PSDB-MG), principal alvo da ação sob suspeita de ter captado ilicitamente R$ 128 milhões do grupo J&F, detentor da JBS. Em despedida do Senado nesta quarta-feira,Aécio voltou a dizer que não recebeu propina .

Um dos empresários ouvidos durante a operação, Ronosalto Pereira Neves, sócio da MartMinas Distribuidora, confirmou à PF que realizou uma operação financeira para gerar R$ 1,1 milhão em espécie a pedido da JBS, integrante do grupo J&F. Ronosalto disse que a operação foi feita por um pedido direto do empresário Joesley Batista, dono do grupo, e que o dinheiro foi retirado nos escritórios da MartMinas por um gerente da própria JBS, de nome Roberto.

É o segundo empresário varejista que confirma aos investigadores ter gerado dinheiro vivo em operações com a JBS.Os executivos da J&F relataram em delação premiada que, além do Supermercado BH, também usaram o supermercado MartMinas para gerar R$ 1 milhão em dinheiro vivo destinados a Aécio.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

ACM Neto afirma que 'as coisas estão caminhando' para o DEM apoiar governo Bolsonaro


Jair Bolsonaro se reúne com dirigentes e parlamentares do DEM na sede do governo de transição. Ao final do encontro, o presidente do partido, ACM Neto (sentado, à esq), disse que vai convocar a executiva nacional da sigla para discutir apoio ao futuro governo — Foto: Rafael Carvalho/Governo de TransiçãoJair Bolsonaro se reúne com dirigentes e parlamentares do DEM na sede do governo de transição. Ao final do encontro, o presidente do partido, ACM Neto (sentado, à esq), disse que vai convocar a executiva nacional da sigla para discutir apoio ao futuro governo — Foto: Rafael Carvalho/Governo de Transição
Jair Bolsonaro se reúne com dirigentes e parlamentares do DEM na sede do governo de transição. Ao final do encontro, o presidente do partido, ACM Neto (sentado, à esq), disse que vai convocar a executiva nacional da sigla para discutir apoio ao futuro governo — Foto: Rafael Carvalho/Governo de Transição
O presidente nacional do DEM e prefeito de Salvador, ACM Neto, declarou nesta quarta-feira (12), após se reunir com o presidente eleito Jair Bolsonaro, que "as coisas estão caminhando" para o partido integrar oficialmente a base de apoio do futuro governo no Congresso Nacional.
ACM Neto e as bancadas do DEM no parlamento conversaram com Bolsonaro no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), sede do governo de transição. Um dos principais líderes do DEM, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (RJ), não participou da reunião.
Questionado sobre apoio ao governo Bolsonaro, o presidente do DEM afirmou que as conversas caminham no sentido de a legenda entrar para a base de apoio.
"As coisas estão caminhando para isso, está certo? Todo momento tem sido de troca de ideias, de aprofundamento do conhecimento dessa agenda do governo", disse.
Ao final do encontro, ACM Neto informou a jornalistas que convocará a executiva nacional do partido para definir "um eventual apoio formal e uma condição de integrar a base do governo".
Embora não tenha fechado apoio ao futuro governo, o DEM terá três ministros na gestão de Bolsonaro: Onyx Lorenzoni (Casa Civil), Tereza Cristina (Agricultura) e Luiz Henrique Mandetta (Saúde). O presidente do DEM atribuiu as escolhas dos três integrantes do partido para o primeiro escalão a indicações pessoais de Bolsonaro, e não partidárias.
"Nós não podemos esconder que o partido tem satisfação pelo fato de ter três de seus membros integrados ao primeiro escalão. Nós não indicamos, foi uma escolha do presidente, mas são ministros altamente qualificados. Isso também gera um ambiente muito positivo com o Democratas", ponderou ACM Neto.
O DEM é um dos partidos que formam no Congresso Nacional o bloco conhecido como "Centrão", uma frente de partidos conservadores que se articula para ter mais força dentro do Legislativo.
Na eleição deste ano, o DEM apoiou a candidatura à Presidência de Geraldo Alckmin (PSDB). Com a derrota do tucano no primeiro turno, a direção do DEM liberou os filiados no segundo turno. ACM Neto, contudo, declarou apoio pessoal a Bolsonaro na disputa contra o petista Fernando Haddad.
Atualmente, o DEM tem 42 deputados, mas elegeu 29 para a legislatura que terá início em fevereiro de 2019.
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Bolsonaro recebe parlamentares do DEM no gabinete do governo de transição

Reunião da executiva

Ainda não há previsão de quando ocorrerá a reunião da executiva nacional do DEM que discutirá o eventual ingresso do partido na base de apoio de Bolsonaro no Congresso Nacional. É possível, inclusive, que o encontro ocorra somente no início de 2019, ressaltou ACM Neto.
ACM Neto ressaltou que o partido "está comprometido com a agenda que venha a colocar o país nos trilhos", em especial nos projetos capazes de auxiliar a superar a "crise econômica".
Ele ainda reforçou que o partido não trocará cargos por apoio ao governo, mesmo com três de seus filiados como ministros de Bolsonaro.
“Não temos nenhuma questão vinculada à troca de cargos. Nosso compromisso é exclusivamente com a agenda. E mesmo que não tivéssemos um servente no ministério, imagine três ministros, nós poderíamos apoiar o governo em função do que pode apresentar o governo ao país”, declarou.
Bolsonaro discursa integrantes do DEM ao lado dos futuros ministros da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), da Agricultura, Tereza Cristina (DEM-MS) e da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS)  — Foto: Rafael Carvalho/governo de transiçãoBolsonaro discursa integrantes do DEM ao lado dos futuros ministros da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), da Agricultura, Tereza Cristina (DEM-MS) e da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS)  — Foto: Rafael Carvalho/governo de transição
Bolsonaro discursa integrantes do DEM ao lado dos futuros ministros da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), da Agricultura, Tereza Cristina (DEM-MS) e da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS) — Foto: Rafael Carvalho/governo de transição

Reforma da Previdência

O relator da atual proposta de reforma da Previdência, deputado Arhtur Maia (DEM-BA), participou da reunião. Segundo ACM Neto, o parlamentar defendeu a necessidade de colocar a reforma entre as prioridades do futuro governo.
Bolsonaro já anunciou a intenção de tentar aprovar mudanças na Previdência de forma fatiada. A definição de uma idade mínima para aposentadoria seria o primeiro ponto a ser votado.
O atual presidente Michel Temer enviou uma proposta de reforma, que aguarda para ser votada na Câmara dos Deputados e ainda teria de passar pelo Senado. O projeto foi deixado de lado nesta ano, já que o governo não tinha capital política para aprová-lo.

Presidência da Câmara

ACM Neto explicou que a ausência de Rodrigo Maia no encontro foi acertada com o próprio presidente da Câmara.
Ele lembrou que Maia já teve uma audiência com Bolsonaro e que sua presença na reunião poderia tirar a "liberdade" da bancada na conversa com o presidente eleito.
Sobre a disputa pela presidência da Câmara, na qual Maia poderá disputar a reeleição, ACM Neto afirmou que Bolsonaro tem mantido uma "postura de respeito ao poder legislativo", sem interferência na escolha.

Militar para todo lado

Dos 22 ministros do futuro governo Bolsonaro, sete têm formação militar. Incluindo o general Santos Cruz, escalado para fazer a interlocuç...