segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Secretário de Saúde e Diretora de unidade afirmam já ter indicativos de melhora no setor

O Secretário de Saúde de São José do Egito, Hugo Rabelo,  e Ana Cândido, diretora do hospital Maria Rafael de Siqueira falaram à rádio Gazeta FM e detalharam as primeiras medidas a frente dá saída no município.
A diretora se queixou da falta de informações da gestão anterior e afirmou que já conseguiu colocar o Hospital Maria Rafael de Siqueira para funcionar com as condições mínimas para atender a população.
“O laboratório da unidade já funciona todos os dias da semana, inclusive aos domingos, fazendo todos os exames básicos necessários”, garantiu.
Ana Cândido ainda ressaltou que o atendimento médico de urgência e emergência do hospital está funcionando, além de ter médicos especialistas quase todos os dias.
O secretário destacou a descentralização dos atendimentos especializados, que, segundo ele, estão acontecendo em vários postos de saúde da cidade.
O secretário de saúde relatou que cerca de 3.500 atendimentos foram realizados nas unidades básicas de saúde. “O NASF (Núcleo de Apoio a Saúde da Família) e o CAPSI Infantil (Serviço de Atenção Psicossocial) também já está funcionando”, afirmou.

Essa semana, foi lançado o Boa Noite Trabalhador(a). Um dia por mês cada posto de saúde na zona urbana abrirá em horário especial, a noite, para receber quem não pode ir durante o dia porque trabalha.

PMDB apresenta Temer “reformista” em programa na TV


O Estado de S.Paulo - Pedro Venceslau
O presidente Michel Temer será o protagonista do primeiro programa de TV do PMDB exibido em sua gestão, que vai ao ar no dia 30 de março.
Temer aproveitará o espaço para vender a imagem de “reformista” e exaltar o saque das contas inativas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), vista como a medida mais popular da sua administração até agora.
A propaganda partidária peemedebista será exibida 20 dias depois da liberação do primeiro lote do FGTS.
Segundo a Caixa Econômica Federal, há 18,6 milhões de contas inativas, num total de R$ 41 bilhões.
Como muitos cotistas têm mais de uma conta, o governo estima que 10 milhões de pessoas serão beneficiadas.

Delator cita Geddel em esquema de corrupção na Caixa


Do Fantástico
O empresário Alexandre Margotto, ligado a Lúcio Bolonha Funaro - apontado como operador financeiro de Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara e preso na Lava Jato - revelou em sua delação premiada mais detalhes da ligação do ex-ministro Geddel Vieira Lima com um suposto esquema de corrupção na Caixa Econômica Federal.
A delação do empresário, que foi homologada pelo juiz Vallisney Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília, foi obtida com exclusividade pelo Fantástico (veja no vídeo acima). O acordo de Margotto com a Justiça revela ainda o suposto envolvimento do empresário Joesley Batista, dono do grupo J&F, com as operações irregulares no banco federal. As defesas de Joesley e Geddel negam relação com Alexandre Margotto
O depoimento do empresário revelou também uma surpresa pela 1ª vez: o delator conta que esse escândalo revelou ao menos uma pessoa honesta, um personagem que se recusou a praticar corrupção.
Lúcio Bolonha Funaro, conhecido da Justiça desde as investigações do Mensalão e já definido pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, como "alguém que tem o crime como modo de vida", era quem ajudava a pensar o esquema e a administrar o dinheiro. Ele cobrava propina e fazia repasses. O empresário Alexandre Margotto trabalhava diretamente com Funaro, que está preso no presídio da Papuda, em Brasília.
Em delação premiada, Margotto deu mais detalhes de como funcionava o esquema de corrupção montado dentro da Caixa Econômica Federal, e que já havia sido delatado pelo vice-presidente de Fundos de Governo e Loterias do banco, Fábio Cleto, indicado para o cargo por Eduardo Cunha
De acordo com Alexandre Margotto, o grupo de Cunha operava com Fábio Cleto e também com Geddel Vieira Lima, ex-secretário de governo Michel Temer, filiado ao PMDB, que na época era vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa.
A ligação de Geddel com o esquema foi revelada em janeiro, durante a operação Cui Bono, da Polícia Federal. Nessa época, ele já tinha deixado o governo em meio a denúncias de uso do cargo para benefício próprio. Os depoimentos dele foram gravados em vídeo pelo Ministério Público, em Brasília.

Sabatina: termina processo de indicação de Moraes


Processo de Moraes teve início em 6 de fevereiro, com sua indicação, e deve ser concluído nesta terça-feira, quando parlamentares vão sabatiná-lo - o que soma 15 dias
Agência Estado
O tempo entre a indicação de Alexandre de Moraes para o Supremo Tribunal Federal (STF) e a sua provável aprovação no plenário do Senado deve seguir a média de 20 dias verificada desde a redemocratização. Levantamento feito pelo Estado, analisando as 26 indicações para ministros do STF feitas por presidentes da República desde a redemocratização, mostra que não há um cronograma único nesses casos. Houve ministros cujos nomes foram aprovados no Senado um dia depois da indicação do presidente e nomes que levaram até 50 dias para serem chancelados pelo plenário da Casa. O processo de Moraes teve início em 6 de fevereiro, com sua indicação, e deve ser concluído nesta terça-feira, quando parlamentares vão sabatiná-lo - o que soma 15 dias.


Em outras épocas, esse tipo de processo já foi feito em tempo recorde. Os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e José Sarney já conseguiram aprovar nomes indicados para o cargo de um dia para o outro. Em 2007, senadores aprovaram o nome do então ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Menezes Direito para o cargo um dia depois de Lula indicá-lo. Lula, aliás, foi o presidente que conseguiu dar mais celeridade às suas indicações para o cargo. Na média, os oito ministros que apontou levaram 15 dias para serem aprovados pelo Senado. Já a ex-presidente Dilma Rousseff foi a que teve mais dificuldades para emplacar os nomes da sua escolha no Supremo. Em média, suas cinco indicações levaram 28 dias para receberem o aval do Senado. Em 2015, o nome do ministro e relator da Lava Jato Edson Fachin levou 35 dias para ser aprovado pelo plenário.

EUA: palestras de Dilma e Moro no mesmo dia


Veja
A terceira edição da Brazil Conference at Harvard and MIT (Massachusetts Institute of Technology), uma iniciativa de estudantes brasileiros das duas instituições dos EUA, terá este ano painéis com a presença da ex-presidente Dilma Rousseff e do juiz Sérgio Moro, que comanda as investigações da Lava Jato.
Ambos estão convidados para falar no dia 8 de abril em Boston, mas a programação não será pública, segundo a organização, por motivos de segurança

Propina: delator fala de R$ 7 milhões a ministro


O ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, negociou um repasse de R$ 7 milhões do caixa 2 da Odebrecht para o PRB na campanha de 2014, segundo depoimento que integra a delação da empreiteira na Lava-Jato. Os recursos, entregues em dinheiro vivo, compraram apoio do partido então presidido por Pereira à campanha de reeleição de Dilma Rousseff, que tinha Michel Temer como vice.
O dinheiro dado ao PRB fazia parte de um pacote maior, que envolvia também o apoio de Pros, PCdoB, PP e PDT à chapa governista. Ao todo, a Odebrecht colocou cerca de R$ 30 milhões na operação. O acordo é descrito, com diferentes pedaços da história, nas delações de Marcelo Odebrecht, ex-presidente e dono da empreiteira, e dos executivos Alexandrino Alencar e Fernando Cunha.
Sexto ministro de Temer citado na Lava-Jato, na época Pereira tratou pessoalmente do assunto com Alexandrino, um dos 77 executivos da Odebrecht que fizeram acordo de delação já homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com as delações, Pereira esteve mais de uma vez na sede da Odebrecht em São Paulo para combinar como e a quem o dinheiro, entregue em parcelas, deveria ser repassado.

“Não é prova”
O ministro rebate as afirmações dos delatores. “Eu desconheço essa operação. Comigo não foi tratado nada disso”, disse. “Delação não é prova.”
Presidente licenciado do PRB, Marcos Pereira é homem forte no partido fundado por integrantes da Igreja Universal do Reino de Deus. (Agência Estado)

2018: se não der Lula, PT pode ir de Ciro e Haddad





 



Se a candidatura de Lula ao Planalto em 2018 se inviabilizar por conta da Lava Jato, já há quem defenda que o PT apoie Ciro Gomes (PDT) e coloque o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, na vice.
Um dos entusiastas da ideia é o governador Camilo Santana (CE).
Caso Lula desista mesmo de assumir o comando do PT, o grupo mais próximo ao ex-presidente trabalha para que Márcio Macêdo, hoje tesoureiro da sigla, concorra ao posto com o senador Lindbergh Farias.
A candidatura de Lindbergh à presidência do PT, aliás, tem estimulado os nomes mais à esquerda da sigla a entrarem nas disputas regionais. No diretório municipal de SP, onde Paulo Fiorilo seria reconduzido, Juliana Cardoso deve concorrer. (Painel Folha de S.Paulo)

Carnaval dos deputados será de duas semanas


Com sessões só até esta quarta, deputados federais começam a semana de olho da folga de quinze dias para a folia de Carnaval. Sem previsão de corte ou desconto no salário de R$ 33,7 mil, eles deixarão Brasília na tarde deste dia 22 e, em vez de voltar ao trabalho na tarde da Quarta-Feira de Cinzas (1º), como a maioria dos trabalhadores, os deputados federais só voltam ao batente no plenário em 7 de março.
Em portaria publicada no início do mês, o Supremo Tribunal Federal confirmou retorno aos trabalhos às 14h do dia 1º de março.
O feriado de Carnaval no governo federal também termina na quarta-feira de cinzas, com expediente normal depois do almoço.
Apesar da folga equivalente à metade de um mês, salário e também a cota parlamentar, de até R$ 45 mil, poderá ser usada integralmente.
O presidente do Senado, Eunício Oliveira, marcou sessão para quinta (2): os senadores só folgam nos dias de folia, ao contrário da Câmara.  (Do blog Diario do Poder)

Ex-prefeita: reclusão e abandono após caso de corrupção


Folha de S.Paulo – Marcelo Toledo
De figura importante em seu partido, votações recordes e presença constante em eventos na cidade, ao ostracismo e reclusão em casa, passando por uma prisão e investigação que a tirou do cargo.
Esse é o resumo da vida política da ex-prefeita de Ribeirão Preto Dárcy Vera (PSD), primeira mulher eleita e reeleita ao cargo na cidade e que passou 11 noites na prisão apontada como integrante de um esquema de corrupção.
Ela supostamente desviou ao menos R$ 203 milhões dos cofres públicos, segundo o Ministério Público paulista.
Da Dárcy que circulava numa Kombi rosa —"sua cor favorita"—, que dançava e cantava em eventos e era assídua em redes sociais, pouco restou.
Após a deflagração da operação, em setembro, a ex-prefeita passou a evitar aparições públicas e, depois de obter liberdade provisória, em dezembro, vive enclausurada em casa, no bairro Ribeirânia.
Antigos amigos e aliados políticos que estiveram em seu governo não a têm procurado. Alguns deles nem podem fazer isso, pois também são acusados e a Justiça os proibiu de manter contato com investigados.
A Folha ouviu ex-membros do primeiro escalão dos dois governos Dárcy (2009-2016), amigos, vizinhos e funcionários da prefeitura, que afirmam que a ex-prefeita passa a maior parte dos dias sozinha e não consegue sair de casa por temer ser xingada.
Foi o que aconteceu até aqui ao se apresentar à Justiça, em visitas quinzenais ao Fórum de Ribeirão, onde recebeu vaias e xingamentos.
Situação difícil para quem se tornou uma das vozes mais populares da cidade como locutora da rádio Conquista FM, nos anos 90, e chegou a apresentar programa de TV numa emissora local.

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Maia vai mandar conferir as assinaturas de apoio às 10 medidas de combate à corrupção

Após o ministro do STF, Luiz Fux, ter determinado à mesa do Senado que devolvesse à Câmara Federal, para novo processo de tramitação, as 10 medidas de combate à corrupção enviada ao Congresso pelo Ministério Público Federal em forma de projeto de lei de iniciativa popular, o presidente Rodrigo Maia (DEM-RJ) tomou uma decisão acertada.
Ele determinou à secretaria geral da mesa que confira, uma por uma, as assinaturas dos mais de 2 milhões de eleitores que teriam dado apoio ao projeto.
Isso, inclusive, levou o ministro Gilmar Mendes (STF) a dizer de viva voz ao juiz Sérgio Moro: “Você acha, Sérgio, sinceramente, que esses dois milhões de pessoas leram esse projeto antes de assinar?”
Fux expediu sentença liminar, em dezembro do ano passado, determinando o retorno do projeto à Câmara Federal sob o argumento de que os deputados não poderiam ter alterado o texto que não era de autoria deles.
Das 10 medidas, os deputados suprimiram total ou parcialmente sete e mantiveram apenas seis, mas, ainda assim, o projeto ficou menos ruim do que o original, que previa até a legalidade de provas obtidas por meios ilícitos.
Na última quinta-feira, o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), cumpriu a determinação de Fux e enviou o texto de volta à Câmara, deixando Rodrigo Maia absolutamente perplexo. “Eu não sei o que fazer com isto”, desabafou, dando a entender que a decisão do ministro representa uma nova interferência do Judiciário em assuntos internos de outro poder.

Parada, obra da Transnordestina é retrato do descaso


Sem prazo de conclusão após 10 anos de obras
Ferrovia que prometia mudar a vida de pessoas em três estados segue sem prazo de conclusão, após mais de dez anos de obras.
Por Wagner Sarmento, G1 PE
O descaso se encontra no município de Salgueiro, no sertão de Pernambuco. É ali, não muito longe do centro da cidade, que duas obras bilionárias, anunciadas como promessas de um desenvolvimento que ainda não veio, se entrelaçam. Os trilhos da ferrovia Transnordestina passam por sobre o canal da transposição do Rio São Francisco. Uma obra para integrar e fortalecer a economia do Nordeste. A outra, para vencer a seca. As duas orçadas em mais de R$ 20 bilhões. Ambas paradas.
No caso da Transnordestina, o problema é mais grave. De acordo com o Tribunal de Contas da União (TCU), o contrato atual da obra previa que a ferrovia deveria ter sido concluída no fim de janeiro. Em uma década, no entanto, apenas 600 quilômetros de trilhos foram colocados de 1.753 da extensão total.
No restante do trajeto, que atravessa 35 municípios em Pernambuco, 28 no Ceará e 18 no Piauí, não há nenhum sinal de trabalho em andamento. Foi o que atestou a reportagem do G1, após um giro de mais de 3 mil quilômetros pelos três estados que durou 10 dias.
O ponto de partida é a cidade de Salgueiro, cuja posição estratégica, equidistante de várias capitais do Nordeste, a transformou em epicentro da Transnordestina. É por isso que o município abriga o canteiro industrial da obra. O terreno de 46 hectares tem fábrica de dormentes, pedreira, central de britagem, estaleiro de solda e oficina de manutenção. Tudo parado. Um cenário que persiste pelo menos desde abril do último ano.
Uma imagem aérea do canteiro industrial dá a dimensão do abandono e revela o trecho exato em que Transnordestina e transposição se cruzam. De um lado, correm os trilhos com cinco locomotivas estacionadas. Um espantalho faz as vezes de segurança no posto avançado de vigilância.
Em paralelo, corre o canal que promete levar água do Rio São Francisco a 390 municípios castigados pela seca nos estados de Pernambuco, Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte. No ponto de interseção, o canal ainda não foi concretado. O prazo original para a transposição entrar em funcionamento era 2010. O Ministério da Integração Nacional assegura que a obra será concluída este ano.
A Transnordestina, entretanto, tem futuro incerto. No canteiro industrial da obra, o barulho de obra foi substituído por um silêncio que incomoda. Lançada em 2010 pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva e propalada como a maior do mundo, a fábrica de dormentes – peças de concreto onde são acomodados os trilhos – funciona no local e chegou a produzir 4.800 unidades por dia, com 600 trabalhadores. Hoje, luz apagada, não há ninguém trabalhando.
Pilhas de dormentes, com 366 mil peças fabricadas, o suficiente para 220 quilômetros de trajeto, aguardam a retomada da obra. A gerência de produção industrial garante que os dormentes, mesmo sem uso, não correm risco de degradação, assim como as centenas de trilhos que repousam no parque administrativo. “Eles não estragam. São feitos para durar”, afiança um funcionário sem autorização para conceder entrevista.
No almoxarifado, um retrato contundente de uma obra paralisada: móveis, eletrodomésticos e objetos que ficavam nas casas e apartamentos dos funcionários e que, agora, lotam o galpão silencioso. Ao lado, cinco ambulâncias empoeiradas – uma sem pneu, outra sem farol.
Vagões estão abandonados nos trilhos da Transnordestina, contam moradores (Foto: Wagner Sarmento/TV Globo)
Rastro de abandono
De Salgueiro, a ferrovia segue para o porto seco de Eliseu Martins (PI) e para os portos de Pecém (CE) e Suape (PE). Ao longo do percurso, os rastros do esquecimento são visíveis. Mais de 200 vagões foram deixados em cinco pontos diferentes – alguns com britas e dormentes, outros vazios.
Há centenas de trilhos largados nos trechos em que a obra foi interrompida, mato alto, estruturas de concreto rachando, passagens desgastadas pela erosão e máquinas que ficaram pelo caminho e se tornaram um monumento ao descaso com o dinheiro público num empreendimento que custava, inicialmente, R$ 4,5 bilhões e até agora já consumiu R$ 6,3 bilhões. O orçamento atual do projeto é de R$ 11,2 bilhões – o suficiente para construir 28 mil postos de saúde ou 12 mil escolas.
A construção da Transnordestina começou em 2006 e, a princípio, deveria ficar pronta em 2010. No auge, chegou a empregar 11 mil pessoas. Hoje, são 829 trabalhadores, segundo a empresa que tem a concessão da malha até 2057. A maioria, contudo, está de férias forçadas por causa de uma suspensão da obra. Os oito canteiros que existiam foram reduzidos a dois. Nenhum operário foi visto fazendo qualquer serviço na ferrovia.
De acordo com mapa da obra enviado pela Transnordestina Logística, a ferrovia está pronta nos trechos entre Missão Velha (CE), Paulistana (PI) e Custódia (PE). Mas, mesmo onde a construção foi finalizada, os efeitos da paralisação podem ser sentidos. Num raio de 15 quilômetros do canteiro industrial de Salgueiro, vagões enferrujados pelo caminho chamam a atenção de quem passa. A Transnordestina diz que as carruagens passam por manutenção e são constantemente deslocadas para evitar danos.
Não é o que afirma o desempregado Luciano Bernardino, 36 anos. O terraço da casa dele é uma varanda para o esquecimento. São 20 vagões nos trilhos que passaram por cima do terreno da família. “Esses vagões estão abandonados aí faz uns seis meses. Ninguém aparece para tirar eles daí não”, assevera.
Luciano simboliza os sentimentos antagônicos que marcam a relação de Salgueiro com a ferrovia. A expectativa alimentada no início da obra foi atropelada pela frustração. Ele e mais três irmãos chegaram a trabalhar na obra, mas acabaram demitidos. Enxergam o futuro com ceticismo. “Eu era motorista de caminhão. No começo, eram só flores. Depois, vieram as consequências. Cheguei a trabalhar para três empresas. De repente, mandaram todo mundo embora e falaram que, se a gente quisesse nossos direitos, só na Justiça. Derramamos muito suor nessa obra”, lamenta.
Nenhum dos quatro irmãos conseguiu outro emprego. O auxiliar de produção Antônio Bernardino, 37, trabalhou por quase oito anos na construção da ferrovia. Ainda tem R$ 74 mil a receber. “Agora está ruim porque todo mundo ficou desempregado e as coisas começaram a apertar. Estamos vivendo da roça. O que a gente mais queria é que a obra voltasse”, diz ele, desempregado há oito meses. Em Salgueiro, é fácil ver pontos de comércio e serviço fechados, com placas de aluguel ou venda.
Na altura da cidade de Terra Nova, no sertão pernambucano, a paisagem rural é cortada por trilhos com cerca de 150 vagões abandonados, cheios de pedras. Junto a eles, três carcaças: uma de gado morto pela seca e dois caminhões fora de estrada depenados, sem condições de uso, com seus pneus gigantes retirados suas estruturas se deteriorando.
Por todo o percurso, os sinais de desgaste se anunciam. Por falta de manutenção, a erosão corrói estruturas, a ponto de algumas terem rachado ou se partido. Foi o que ocorreu num trecho da ferrovia em Araripina, sertão de Pernambuco, num viaduto que passa por cima dos trilhos.
A mais de 400 quilômetros dali, em Itaueira, sudoeste do Piauí, onde ainda não há ferrovia construída, somente terraplenagem, uma ponte sobre a rodovia PI-140 começou a ser erguida, mas o serviço ficou inacabado. Quem passa pelo local se depara com vergalhões enferrujando, pedras amontoadas, placas de concreto e uma estrutura de ferro deixada numa estrada de barro.
O destino da ferrovia no Piauí é o porto seco de Eliseu Martins, onde o acesso se dá por uma estrada de barro em condições precárias e a obra da Transnordestina se resume a uma clareira gigante aberta no meio do cerrado, sem trilhos, corroída pela erosão, com equipamentos deixados a céu aberto e nenhum rastro de construção.

Peitar Lava Jato e firmar candidatura: mais Lula na TV


Com a intenção de consolidar o nome de Lula para 2018 e fazer frente à série de acusações que o atingem, o PT determinou a seus diretórios estaduais que usem a imagem do ex-presidente nas propagandas de TV durante todo o primeiro semestre. Quer, com isso, chegar ao congresso da sigla, em junho, com sua candidatura ao Planalto construída. Em conversas com conselheiros, o petista tem dito que precisa de um discurso que fale mais do futuro e não fique preso às “velhas teses”.
Lula já disse que o PT deve usar seu congresso, em junho, para “discutir com profundidade” os erros internos para que o partido “volte a despertar esperança de um país melhor”.
Recentemente, o petista disse que se o PT “recuperar o exemplo de ética que foi neste país, recupera com muita facilidade a credibilidade que conquistamos”. “É verdade que decrescemos, mas ninguém ocupou o espaço que a gente deixou.”


Em relatório, a consultoria Eurasia diz acreditar que, em março ou abril, Herman Benjamin, do TSE, recomendará a cassação da chapa Dilma-Temer, mas que há apenas 20% de chances de o peemedebista não terminar seu mandato. (Painel – Folha de S.Paulo)

Ameaça de greve de PM no carnaval assombra Temer


Em conversas recentes com governadores, Temer tem demonstrado grande preocupação com o risco de greve de policiais durante o feriado de Carnaval.
 A avaliação do governo é que um episódio como o do Espírito Santo em um Estado como o Rio de Janeiro teria consequências mais graves ao país.
 Depois do massacre no presídio Anísio Jobim, em Manaus, o governo do Amazonas trabalha na implementação de uma tecnologia de reconhecimento facial e biométrico de todos os presos do Estado.
O projeto está sob o comando da Prodam.  (Painel - Folha de S.Paulo)

PT teme que bancada no Senado seja dizimada em 2018













Paulo Rocha (ao centro), líder do PT no Senado. Ao fundo, a senadora Gleisi Hoffman (foto: Marcelo Camargo – Agência Brasil)
Dos dez senadores, oito encerrarão seus mandatos em 2019
Epoca - Nonato Viegas
Senadores petistas estão mesmo preocupados com as eleições de 2018. Dos dez atuais, apenas dois têm mandato até 2023.
O temor é que a bancada seja dizimada em 2018, ainda como efeito da Lava Jato.
De todos, dizem os petistas, apenas Jorge Viana, do Acre, conta com chances concretas de reeleição.
Todo o resto tem defendido muito fortemente que Lula se lance logo candidato à Presidência da República.


Acreditam que, com Lula na disputa, seria mais fácil conseguir votos. Terão palanques.

O jogo de Lula para salvar o PT e escapar da Lava Jato


Andrei Meireles – Blog Os Divergentes
Lula já foi a diferença. Agora se diz igual. Ninguém é melhor do que ele e seu partido. Um jeitinho de evitar a dispersão da tropa por quem sempre surfou como “o cara” na baliza entre o bem e o mal.
Testa a eficácia do “tudo junto e misturado” porque o batido “nós contra eles” parece não colar mais. O que muda é só o discurso.
Essa nova carapaça também serve como munição para seus advogados nas batalhas judiciais.
Melhor para Lula só as bobagens que iludem torcedores em geral. Basta olhar certas manchetes e passear nas redes sociais. Policiais e procuradores também entram nessa pilha.
Todos tropeçam na própria ânsia.
Quem acompanha de perto as investigações, sem se pautar por holofotes ou os tais timings, enxerga diferente.
Avalia que, na Lava Jato e em outras investigações, a bola pode estar a caminho da caçapa.
Não existe magia capaz de distraí-la.
A conferir.

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Temer se muda para o Palácio da Alvorada


Jornal do Brasil
Michel Temer já mora no Palácio da Alvorada. A mudança foi concluída nesta semana, e este é o primeiro final de semana em que o peemedebista, Marcela e o filho Michel passam na residência oficial da Presidência.
Nesta sexta-feira (17), o casal e o filho estiveram em São Paulo, onde a família morava antes de Temer assumir a Presidência do país. 
Em Brasília, eles estavam morando no Palácio do Jaburu, destinado ao vice-presidente da República.
Desde setembro, quando a ex-presidente Dilma Rousseff retirada do Alvorada, havia a expectativa da mudança da família Temer para o palácio, que só se concretiza agora. A mudança foi confirmada pela assessoria de imprensa do Palácio do Planalto.

Força-tarefa no Rio negocia delação envolvendo Cabral


Segundo fontes próximas às investigações, o doleiro Vinicius Claret, conhecido como Juca Bala, está em tratativas para assinar o acordo de delação premiada
iG Minas Gerais | Agência Estado
A força-tarefa da Lava Jato no Rio de Janeiro negocia, em estágio avançado, uma nova delação premiada que revelaria detalhes de supostos envios de propinas ao exterior para o ex-governador Sérgio Cabral (PMDB). Segundo fontes próximas às investigações, o doleiro Vinicius Claret, conhecido como Juca Bala, está em tratativas para assinar o acordo de delação premiada.
A colaboração avança sobre repasses no exterior, que integrantes do Ministério Público Federal (MPF) acreditam que podem chegar a R$ 1 bilhão.
Em outra ponta, os procuradores têm progredido nas apurações sobre fraude em licitações no Estado do Rio que podem atingir o ex-secretário estadual da Saúde Sérgio Cortes. O MPF suspeita da existência de irregularidades na conquista de licitações na área da Saúde.
Cortes acompanhou Cabral na viagem a Paris, em 2009, que se tornou conhecida após a divulgação de fotos de parte da comitiva em uma festa portando guardanapos na cabeça. Além de Cortes e Cabral, o então secretário da Casa Civil, Régis Fichtner, estava no grupo que acompanhava o então governador e virou alvo das investigações.
Juca Bala, brasileiro que morava em Montevidéu, no Uruguai, teria começado a atuar para o esquema de Cabral quando os doleiros Renato e Marcelo Chebar - que já fecharam acordo de delação - passaram a ter dificuldades em tocar a operação do ex-governador. O motivo teria sido o aumento do volume de propina depois de 2007, quando Cabral assumiu o governo do Rio.
Os irmãos doleiros já revelaram como a organização criminosa liderada por Cabral ocultou mais de US$ 100 milhões (cerca de R$ 340 milhões) com o envio de propinas para o exterior.
Defesas. Cortes negou irregularidades durante sua gestão. Procurado na noite de ontem, Fichtner não se posicionou até as 21 horas. Os advogados de Cabral não responderam aos contatos da reportagem.

Propina: ministro acusado de levar R$ 7 milhões


Mais um ministro de Michel Temer caiu na lista da Odebrecht. Trata-se do bispoMarcos Pereira, da Igreja Universal, que recebeu R$ 7 milhões da Odebrecht para vender o apoio do PRB à chapa Dilma-Temer, em 2014.
O acerto foi revelado nas delações de Marcelo Odebrecht, Alexandrino Alencar e Fernando Cunha, segundo reportagem de David Friedlander e Andreza Matais.
Depois de apoiar a reeleição, Pereira rompeu com o governo Dilma e aderiu ao golpe parlamentar de 2016, ganhando, como contrapartida, o ministério do Desenvolvimento, mesmo sem ter qualquer afinidade com a área econômica ou industrial.
Com a revelação deste fim de semana, Pereira passa a ser mais um ministro delatado pela Odebrecht, numa lista que inclui ainda nomes como Eliseu Padilha (R$ 4 milhões em espécie), Moreira Franco (propinas nas concessões de aeroportos) e José Serra (R$ 23 milhões na Suíça), além do próprio Temer (pedido de R$ 11 milhões no Jaburu).
Agora, basta Pereira ser denunciado por Rodrigo Janot para que ele seja demitido por Michel Temer – o que seria um favor à indústria nacional, que já dá sinais de ter se arrependido do golpe, em especial depois das mudanças nas políticas de conteúdo nacional no setor de petróleo.
Pereira, no entanto, rebateu as afirmações dos delatores. “Eu desconheço essa operação. Comigo não foi tratado nada disso”, disse. “Delação não é prova.”
Os relatos de que houve compra de apoio partidário para a campanha Dilma-Temer poderão ser analisados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no processo que investiga abuso de poder político e econômico na campanha. Ou seja: esta nova denúncia pode favorecer a cassação de Temer

Delator cita Cunha, Geddel, Henrique e donos da Friboi


O Globo - André de Souza
O empresário Alexandre Margotto, ex-sócio do doleiro Lúcio Bolonha Funaro, citou vários políticos e empresários no acordo de delação premiada fechado com o Ministério Público Federal (MPF) e homologado pelo juiz federal Vallisney de Souza Oliveira. Segundo os termos do acordo, ele se comprometeu a falar de irregularidades envolvendo o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, preso atualmente em Curitiba; o ex-ministro da Secretaria de Governo Geddel Vieira Lima; o ex-ministro do Turismo Henrique Alves; e os irmãos Joesley e Wesley Batista, donos da JBS e do frigorífico Friboi.
Entre os pontos abordados estão os negócios ilícitos envolvendo os recursos dos fundos de investimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FI-FGTS).
"O colaborador explicará como funcionava o esquema geral relacionamento à liberação de investimento do FI-FGTS e/ou carteiras administradas do FGTS, explicando também as ilicitudes envolvendo o investimento do FI-FGTS no empreendimento Porto Maravilha, que envolve as empreiteiras Carioca Engenharia, Odebrecht e OAS, bem como os investigados Eduardo Cunha e Fábio Cleto", diz trecho do acordo. As obras do Porto Maravilha, no Rio de Janeiro, já levaram à instauração de uma investigação contra Cunha.

Humberto diz que é hora de assumir a corrupção do PT

Humberto Costa
O senador Humberto Costa (PT-­PE) foi ministro da Saúde do governo Lula, esteve no olho do furacão durante a prisão de Delcídio do Amaral, o ex-petista preso tentando obstruir a Lava-Jato, e durante o traumático processo de impeachment da correligionária Dilma Rousseff. 
Atuou na linha de frente para amparar o que restou do PT e era o líder do partido no Senado até duas semanas atrás. É, portanto, um petista do núcleo duro da legenda - e, também, a primeira voz autorizada a dizer publicamente, como fez em entrevista a VEJA, que chegou a hora de o PT admitir que se envolveu em corrupção, pedir desculpas à sociedade pelos erros que cometeu, abandonar o discurso de “denúncia do golpe” e apresentar propostas econômicas para tirar o país do atoleiro. “A autocrítica é necessária, essencial, mas não é suficiente”, afirma.