quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Presidente nacional do DEM diz que vai votar em Bolsonaro

O presidente nacional do DEM, ACM Neto, que é também prefeito de Salvador, disse nesta quarta-feira (10) que vai votar em Bolsonaro para presidente da República, mas os filiados estão liberados para votar em quem quiser. Essa posição já havia sido tomada em Pernambuco pelo presidente estadual do DEM e candidato derrotado a senador, Mendonça Filho.
O anúncio de ACM foi feito ao lado do candidato derrotado ao governo da Bahia, José Ronaldo, ex-prefeito de Feira de Santana.
“Dadas as circunstância desse segundo turno, eu irei votar no Jair Bolsonaro”, disse o prefeito de Salvador que foi também um dos coordenadores da campanha de Alckmin (PSDB) a presidente da República.
“Eu não concordo 100% com os pensamentos, com as bandeiras e com as pregações de Bolsonaro. Eu não preciso concordar 100% com alguém para achar que essa pessoa merece meu voto, no segundo turno, quando temos apenas duas alternativas”, declarou o prefeito.
Segundo ele, “se nós estamos há quatro anos vivendo uma gravíssima crise econômica, social, moral e política, é graças ao PT, é graças ao que Dilma Rousseff e o Partido dos Trabalhadores fizeram no nosso País, sobretudo ao estelionato eleitoral cometido em 2014”.
“Espero que ele (Bolsonaro) possa, uma vez eleito presidente da República, trabalhar para unificar o país, trabalhar para superar esse quadro que se instalou de polarização de extremos e de posturas radicais”, disse o dirigente do DEM.
No primeiro turno, o DEM elegeu 29 deputados federais (Fernando Filho em Pernambuco), quatro senadores e dois governadores, entre eles Ronaldo Caiado (GO).

Pernambuco deu três estadistas ao Brasil e São Paulo nenhum

Coluna Fogo Cruzado 
Pernambuco deu ao Brasil Frei Caneca, Joaquim Nabuco e Agamenon Magalhães
Vez por outra, um engraçadinho (a) do Sul/Sudeste coloca nas redes sociais que o Nordeste é o estorvo do Brasil. Uma região de analfabetos por ter dado a vitória a Haddad no 1º turno da eleição presidencial. Por causa desse ódio aos nordestinos, o presidente da OAB-PE, Ronnie Duarte, pediu providências ao Ministério Público Federal para apurar os responsáveis por esse tipo de postagem. É perda de tempo, pois esses idiotas dificilmente serão identificados. O Nordeste tem que dar a resposta recorrendo à História, como costumava fazer Tancredo Neves (que falta ele está fazendo ao Brasil!). O sábio mineiro costumava dizer que o poderoso São Paulo, que tem ¼ dos eleitores do Brasil, nunca deu um estadista. Pernambuco deu Frei Caneca, Joaquim Nabuco e Agamenon Magalhães, para citar apenas esses três. E o que nos legou São Paulo nos últimos dois séculos? Ademar de Barros (o homem do “rouba mas faz”), Quércia (que Deus o tenha!) e Maluf (para citar também apenas três). Poderão dizer que FHC seria a exceção, mas isso é falso. Ele nasceu no Rio de Janeiro. Os que discriminam os nordestinos (lá em São Paulo é o que mais se vê), certamente eleitores de Bolsonaro, deveriam fazer o que ele fez anteontem em entrevista ao Jornal Nacional: “Quero ser presidente para unir o Brasil”.

Datafolha para presidente: Bolsonaro, 58%; Haddad, 42%


O Datafolha divulgou, o resultado da primeira pesquisa do instituto sobre o segundo turno da eleição presidencial. O levantamento foi realizado hoje e tem margem de erro de 2 pontos, para mais ou para menos.
Nos votos válidos, os resultados foram os seguintes:
Jair Bolsonaro (PSL): 58%
Fernando Haddad (PT): 42%

PF prende ex-governador Marconi Perillo


Suspeitas de receber R$ 12 milhões da Odebrecht
Ordem de prisão foi informada no momento em que Perillo prestava depoimento
Aguirre Talento e Mateus Coutinho -O Globo
Polícia Federalprendeu preventivamente na tarde desta quarta-feira o ex-governador tucano Marconi Perillo,candidato derrotado ao Senado pelo estado de Goiás, por suspeitas envolvendo pagamentos de propina da Odebrecht, investigada na operação batizada de Cash Delivery .
As suspeitas são que o ex-governador recebeu da Odebrecht R$ 2 milhões em 2010 e R$ 10 milhões em 2014, em troca de benefícios em obras no estado.
Segundo a defesa de Perillo, a ordem de prisão, concedida pela Justiça Federal de Goiás, foi informada ao tucano no momento em que ele se apresentou na PF para prestar depoimento sobre o caso. O ex-coordenador de suas campanhas eleitorais, Jayme Rincón, havia sido preso na deflagração da operação, no último dia 28 , mas a PF na ocasião afirmou que não podia solicitar a prisão de Perillo porque estava próximo das eleições e ele era candidato.
No pedido da prisão, o Ministério Público Federal afirma que “abundam indícios” de que Perillo é chefe da organização criminosa e diz que o resultado das buscas e apreensões, como o fato de terem encontrado R$ 1 milhão nas residências de investigados, mostra que a organização “encontra-se atualmente em franca atividade de coleta de propina e de lavagem de dinheiro”. O MPF cita que Perillo continuava mantendo influência sobre o governo estadual e que já estava se articulando para ser indicado ao Tribunal de Contas dos Municípios de Goiás para obter foro privilegiado e tentar se blindar das investigações.
Em sua decisão, o juiz federal Rafael Ângelo Slomp, da 11ª Vara Federal de Goiás, afirmou que havia risco de a organização criminosa estar em atuação durante o período eleitoral, por isso seria justificável a prisão preventiva do ex-governador. “Possíveis dívidas de campanha ainda podem estar sendo pagas, fechamentos de contas eleitorais sendo realizados, bem como valores arrecadados podem ainda estar em vias de ser distribuídos, de modo que a necessidade da prisão não deve ser afastada antes do término do período eleitoral, sobretudo se considerada a precipitada influência do investigado no governo estadual”.
Ouvido pela PF na ocasião de sua prisão, Ryncón confirmou ter sido procurado por executivos da Odebrecht para tratar de contribuições financeiras às campanhas de Perillo, mas diz que todos os valores recebidos foram registrados na Justiça Eleitoral e legais.
Em nota, o advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, afirmou que o Tribunal Regional Federal da 1ª Região já havia concedido duas decisões liminares para soltar duas outras pessoas presas nessa mesma operação e disse que “não há nenhum fato novo que justifique” a prisão. “A defesa acredita no Poder Judiciário e reitera que uma prisão por fatos supostamente ocorridos em 2010 e 2014, na palavra isolada dos delatores, afronta pacífica jurisprudência do Supremo, que não admite prisão por fatos que não tenham contemporaneidade”, afirmou Kakay.

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Bivar diz que Bolsonaro vai dar ‘virada enorme’ em Haddad no Nordeste

Foto: Sérgio Bernardo/JC Imagem
Foto: Sérgio Bernardo/JC Imagem

Por Douglas Fernandes em Eleições 2018
Em entrevista ao Resenha Política da TV JC nesta terça-feira (9), o presidente licenciado do PSL, Luciano Bivar, se mostrou muito confiante em uma “virada” do deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ) contra o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) na região Nordeste. Bivar afirmou ainda que Bolsonaro não vai depender de “palaques tradicionais” na região para conseguir esse resultado contra o petista.
“Vai independer de palaques tradicionais (a virada entre os eleitores nordestinos). Eu posso te dizer aquilo que Bolsonaro já falou. A grande surpresa vai ser no Nordeste. Vamos dar uma virada enorme. Vamos ultrapassá-lo no Nordeste porque a gente preserva a família, as propriedades (privadas), a tradição, a religiosidade, a correção, o respeito às instituições e nada disso acontece do outro lado”, afirmou o fundador do PSL.

Ressaltando a vitória de Bolsonaro em seis das nove capitais do Nordeste, incluindo o Recife, Bivar aposta que o tempo igual no horário eleitoral de TV e rádio para os dois candidatos no segundo turno faça o capitão reformado ter um desempenho melhor fora dos grandes centros urbanos. O guia começa nesta sexta-feira (12) e os presidenciáveis terão 2 blocos diários de 10 minutos cada. No primeiro turno, o candidato do PSL teve apenas oito segundos, enquanto o petista teve dois minutos.
“Há todo um sentimento realmente de mudança. É claro que como o nosso país é um país continental, a ressonância do teu programa (na internet) chega mais difícil na periferia do Nordeste do que aqui nos grandes centros. Então, até que essas informações verdadeiras cheguem lá… E eles são os reis do ‘fake’ porque você viu que eles estão sempre inventando mentiras. E o povo tem essa crendice”, disse. 
“Teve aqueles programas todos de Bolsa Família, que eles induziram tudo que Bolsonaro iria acabar com o Bolsa Família. E que acabar com 13º (salário). Tudo mentira. Muito pelo contrário vamos incentivar mais ainda. Até você desmitificar isso aí. E aproveitam um homem que sofre um atentado, toma uma facada e fica sem fazer campanha”, afirmou.

“Não existe hipótese de eu apoiar o PT”, diz Álvaro Dias

O senador e candidato derrotado à Presidência da República pelo Podemos, Álvaro Dias (PR), declarou nesta terça-feira (9) que não há hipótese de apoiar o candidato do PT, Fernando Haddad, neste segundo turno da eleição presidencial.
O partido se reuniria na noite de hoje para tomar uma posição, “mas desde já eu adianto: não existe a hipótese de eu apoiar o PT no segundo turno desta eleição. Jamais vou me esquecer o que eu disse nos últimos 15 anos: o PT é uma organização criminosa que assaltou os cofres públicos”, escreveu o senador em seu twitter.
Dias ficou em nono lugar na corrida eleitoral com  Presidência, com 859.601 votos (0,80%).

Marcio França nega apoio ao PT e declara-se neutro


Foto: Facebook de Márcio França
Por Josias de Souza

Candidato à reeleição ao governo de São Paulo, Márcio França (PSB) desenvolveu uma vacina para imunizar-se contra a tática do rival João Doria, que tenta tatuar a estrela vermelha do PT na sua candidatura.
“Não vamos apoiar o PT”, escreveu França nas redes sociais (foto abaixo). Simultaneamente, França liberou sua vice, a coronel da Polícia Militar Eliane Nikoluk, para divulgar à corporação um vídeo apoiando Jair Bolsonaro (assista acima).
A movimentação de França ocorre no mesmo dia em que a Executiva nacional do seu partido, o PSB, decidiu apoiar o presidenciável petista Fernando Haddad. A legenda liberou três diretórios estaduais, entre eles o de São Paulo, para “se posicionar de forma independente, de acordo com a conjuntura local”.
Liberado, França anotou no Facebook: “Honrei a minha palavra e o PSB de São Paulo vai ficar neutro na eleição presidencial. Não aceitamos o ‘Nós contra Eles’. São Paulo vai conduzir a união do Brasil…”
Nesta quarta-feira, Paulo Skaf, candidato derrotado do MDB ao Palácio dos Bandeirantes, deve declarar apoio a França. Será o apoio do presidente da Fiesp, a poderosa Federação das Indústrias de São Paulo, ao candidato que Doria chama de “comunista”. 

terça-feira, 9 de outubro de 2018

Bolsonaro diz procurar ministro da Educação que tenha autoridade

Por: Agência Estado


O candidato do PSL ao Planalto, Jair Bolsonaro, afirmou que busca um nome que tenha autoridade para comandar o Ministério da Educação. "Estou procurando alguém para ser ministro da Educação que tenha autoridade. Que expulse a filosofia de Paulo Freire. Que mude os currículos escolares", disse, e emendou: "para aprender química, matemática, português, e não sexo". 

As falas foram durante entrevista à Rádio Jovem Pan, na tarde desta terça-feira (9).

Na ocasião, Bolsonaro fez duras críticas ao PT que, segundo ele, tem interesse em manter uma desinformação na sociedade para prendê-las ao Bolsa Família. 

Mesmo com a crítica, Bolsonaro disse que pretende ampliar esse programa social, mas combater desvios. 

O candidato também afirmou que costuma ser chamado de extremista mas que, na verdade, seus oponentes que são. "Os apaixonados pela Venezuela, por Cuba, são eles", disse.

fonte: Estadão Conteudo

Composição das bancadas na Câmara Federal em 2019


09/10/18

Agência Brasil 

Desempenho dos pernambucanos que disputaram em outros estados

Coluna Fogo Cruzado 
Roberto Freire, presidente nacional do PPS, não se elegeu deputado em São Paulo
Diversos políticos pernambucanos concorreram às eleições em outros estados, sendo que uns ganharam e outros perderam. O senador Romero Jucá (MDB), que está no Senado há 24 anos, lutou feito um leão em Roraima para renovar o mandato, mas não conseguiu. Perdeu a segunda vaga para Mecias de Jesus pela diferença de 426 votos. A primeira ficou com o também pernambucano Chico Rodrigues (DEM), que já foi deputado federal e governador. Também não conseguiu renovar o mandato pelo Distrito Federal o senador Cristovam Buarque (PPS), que é pernambucano do Recife. As vagas ficaram com Leila do Vôlei (PSB) e o deputado Izalci (PSDB). Cristovam é um dos políticos mais sérios do Brasil e também um dos mais românticos, que coloca seu idealismo em primeiro plano e o pragmatismo em plano inferior. Já defendeu a extinção dos atuais partidos e sua substituição por outros e uma constituinte exclusiva para fazer uma reforma político, algo absolutamente inexequível no Brasil de hoje. Também amargou derrota em São Paulo o ex-deputado Roberto Freire, presidente nacional do PPS. Ele já não foi eleito em 2014, mas assumiu uma cadeira na Câmara em decorrência do convite feito por Geraldo Alckmin ao deputado Arnaldo Jardim (PPS) para assumir a Secretaria de Agricultura do governo de São Paulo. Freire era o primeiro suplente e o substituiu. Por fim, há o pernambucano (de Exu) Odilon Oliveira (PDT), juiz federal aposentado, disputando o segundo turno com Reinaldo Azambuja pelo governo do Mato Grosso do Sul. Ele ficou em segundo no primeiro, mas tem chance de chegar em primeiro no segundo.

Urnas surpreenderam equipe de Bolsonaro


PSL, que saltou de um para 52 parlamentares, esperava eleger entre 30 e 40 deputados
Mônica Bergamo - Folha de S.Paulo
O resultado avassalador em favor de apoiadores de Jair Bolsonaro (PSL-RJ) nas urnas surpreendeu o candidato e sua equipe mais próxima. Eles esperavam, por exemplo, eleger entre 30 e, no máximo, 40 deputados. O PSL saltou de um para 52 parlamentares.
A eleição de Arolde de Oliveira (PSD-RJ) para o Senado, no Rio, foi outra surpresa. “Feliz com minha vitória, incompreensível aos olhos humanos mas perfeitamente natural quando aceitamos a vontade de Deus”, escreveu a um amigo.
“Para nós, que somos crentes, Deus quis”, disse ele à coluna. “Era algo imprevisível porque eu fiz uma estratégia que poderia dar errado. Mas ninguém entra numa campanha para perder.”
Ele explica que seu partido, o PSD, fez aliança com Geraldo Alckmin (PSDB-SP). Mas, no Rio, não deu palanque ao tucano. Em troca, a família de Bolsonaro o apoiou, colocando seu nome em todos os santinhos do candidato distribuídos aos eleitores.
A passagem da eleição para o segundo turno também foi inesperada. Bolsonaro viu a apuração pela televisão com assessores próximos e ficou certo de que ganharia na primeira rodada quando chegou a 49% dos votos das urnas apuradas. Depois, o percentual começou a cair. 

Bolsonaro avança sobre áreas do PT e de Dilma


Antigos redutos do PT, decisivos para vitória de Dilma em 2014
Em 2014, petista ganhou em 54 cidades do Rio; Fernando Haddad, em nenhuma
Luís Guilherme Julião e Marlen Couto – O Globo
O candidato à Presidência Jair Bolsonaro ( PSL ) avançou sobre tradicionais redutos petistas no primeiro turno das eleições 2018. Bolsonaro não só consolidou sua posição no Sul, Sudeste e Centro-Oeste — onde Aécio Neves ( PSDB ) também registrou seus melhores resultados há quatro anos — como foi o mais votado no Rio de Janeiro, em Minas Gerais e no Rio Grande do Sul.
Em 2014, a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) foi vencedora nos três estados. O PT, por outro lado, manteve a liderança em quase todo o Nordeste com Fernando Haddad .
O bastião petista na região garantiu o segundo turno. O partido só não ganhou no Ceará, reduto eleitoral de Ciro Gomes (PDT).
No primeiro turno, Bolsonaro venceu em 17 estados. Na eleição passada, Aécio Neves ficou na liderança em apenas dez. Já Fernando Haddad, do PT, ficou em primeiro lugar na votação para presidente em nove estados, enquanto Dilma liderou em 15, em 2014.

Juiz parabeniza filho de Bolsonaro pela eleição


Flávio Bolsonaro e Arolde de Oliveira para o Senado
Filho de Jair Bolsonaro agradeceu os votos do juiz federal
O Globo
O juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal e responsável pela Lava-Jato no Rio de Janeiro, usou seu perfil oficial no Twitter para parabenizar a eleição de Flavio Bolsonaro (PSL) e Arolde de Oliveira (PSD) para o Senado Federal. Na postagem, o juiz pediu ainda que "Deus abençoe" os novos representantes do Rio de Janeiro no Congresso Nacional.
"Parabenizo os novos Senadores, ora eleitos pera representar o Estado do Rio de Janeiro a partir de 2019, Flavio Bolsonaro e Arolde de Oliveira. Que Deus os abençoe!", escreveu.
Filho do candidato à Presidência Jair Bolsonaro, Flávio também usou seu perfil na rede social para agradecer a mensagem do juiz federal:
"Obrigado Dr. Bretas e que Deus nos dê muita sabedoria, todos os dias, para fazermos a Sua vontade!".

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

#Elesnão: vítimas da limpeza imposta pela unas


Dirigentes de diversos partidos se espantaram com a renovação imposta pelas urnas ao Congresso. Nomes tradicionais da direita e da esquerda foram limados
 “Foi uma eleição contra o establishment”, comentou Aécio Neves (PSDB-MG), que se elegeu deputado federal.
#Elesnão -  Políticos que se projetaram na tropa de choque de Michel Temer na Câmara, como Beto Mansur (MDB-SP) e Darcísio Perondi (MDB-RS), não conseguiram se reeleger.
Lúcio Vieira Lima (MDB-BA), irmão de Geddel, o das malas de dinheiro, também ficou de fora.(Daniela Lima – FSP)

Bolsonaro diz que não pode virar “Jairzinho paz e amor”


O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, afirmou, hoje, em entrevista à rádio Jovem Pan que no segundo turno das eleições vai continuar sendo a mesma pessoa e que não pode "virar o Jairzinho paz e amor" e se "violentar".
Após votação neste domingo (7), Bolsonaro foi ao segundo turno com o candidato do PT, Fernando Haddad. O segundo turno está previsto para o dia 28 deste mês. Segundo apuração do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no primeiro turno Bolsonaro alcançou 46,03% dos votos e Haddad 29,28%.
Bolsonaro falava a rádio sobre estratégia para o segundo turno e se pretendia fazer alguma sinalização aos eleitores de centro. "Olha só, eu não posso virar o Jairzinho paz e amor e me violentar. Eu tenho que continuar sendo a mesma pessoa", disse.
O candidato falou que já foi mal interpretado por fazer brincadeiras e que agora não faz mais. "De vez em quando eu falava palavrões e eu não falo mais", disse. "Eu fiz uma brincadeira e me dei mal. [...] É brincadeira que se faz. E eu não faço mais essas brincadeiras porque levaram para maldade, como se eu fosse inimigo das mulheres", afirmou.
O candidato afirmou ainda que não quer entrar em "briga LGBT" (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais) e voltou a falar que a família é a união entre homem e mulher, de acordo com a Constituição, para efeito de proteção do estado.
"A questão de família está na Constituição que para efeito de proteção do estado, é reconhecida a união estável entre homem e a mulher, devendo o próprio estado facilitar a conversão em casamento. Eu não quero entrar nessa briga LGBT, cada um vai ser feliz da maneira que bem entender. Agora, eu não posso admitir você levar para criancinha de seis sete anos de idade a questão da ideologia de gênero", disse.
Bolsonaro disse, ainda, que gays não tem super poderes e que maioria vota com ele. "Nós não podemos achar que os gays podem ter super poderes. E digo mais: a maioria dos gays votam comigo", afirmou.

Mendonça e Bruno declaram apoio a Bolsonaro

Os deputados Mendonça Filho (DEM) e Bruno Araújo (PSDB), dois ex-ministros do presidente Michel Temer (MDB), derrotados na disputa pelas duas vagas de Pernambuco no Senado, declararam apoio ao candidato Jair Bolsonaro (PSL). Os dois comunicaram que, independentemente da posição tomada pelos seus partidos, vão caminhar ao lado do capitão reformado do Exército.
Em 2016, Bruno Araújo e Mendonça Filho tiveram papel de destaque nas articulações que culminaram no impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). "Qualquer que seja a posição (do partido), eu votarei, farei campanha e irei atuar dentro do PSDB para trazer grande maioria da bancada federal do partido para votar e trabalhar por Bolsonaro", informou Bruno Araújo, ex-ministro das Cidades no governo Temer. Ele é presidente do PSDB em Pernambuco.
Durante boa parte da campanha eleitoral deste ano, Mendonça e Araújo evitaram fazer críticas ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, devido a alta popularidade do petista no estado.
No entanto, na reta final, ao perceberem o crescimento do antipetismo, voltaram a ter uma posição mais incisiva. No domingo, após a derrota, Mendonça voltou a atacar o PT de maneira contundente. "Vou defender que o partido apoie Jair Bolsonaro para tirar o Brasil dessa organização criminosa que comandou o país por 13 anos", disse Mendonça, ex-ministro da Educação.
O deputado Jarbas Vasconcelos (MDB), eleito para uma das vagas do Senado na chapa do governador Paulo Câmara (PSB), disse no domingo que ainda não havia definição em relação ao segundo turno presidencial. Câmara afirmou que vai conversar com Jarbas para tentar convencê-lo a caminhar ao lado do petista.

domingo, 7 de outubro de 2018

Confira os deputados federais eleitos por Pernambuco


João Campos (PSB)
Marília Arraes (PT)
André Ferreira (PSC)
Felipe Carreiras (PSB)
Luciano Bivar (PSL)
Pastor Eurico (Patriota)
Sebastião Oliveira (PR)
Eduardo da Fonte (PP)
André de Paula (PSD)
Silvio Costa Filho (PRB)
Daniel Coelho (PPS)
Raul Henry (MDB)
Túlio Gadêlha (PDT)
Danilo Cabral (PSB)
Fernando Monteiro (PP)
Wolney Queiroz (PDT)
Augusto Coutinho (SD)
Ricardo Teobaldo (Podemos)
Fernando Filho (DEM)
Gonzaga Patriota (PSB)
Carlos Veras (PT)
Bispo Ossesio (PRB)
Renildo Calheiros (PCdoB)
Tadeu Alencar (PSB)
Fernando Rodolfo (PHS)

Confira os deputados estaduais eleitos por Pernambuco


Gleide Ângelo (PSB)
Pastor Cleiton Collins (PP)
Clodoaldo Magalhães (PSB)
Guilherme Uchoa Jr (PSC)
Doriel Barros (PT)
Aglailson Victor (PSB)
Manoel Ferreira (PSC)
Rodrigo Novaes (PSD)
Adalto Santos (PSB)
Joaquim Lira (PSD)
Francismar (PSB)
Diogo Moraes (PSB)
Clarissa Tércio (PSC)
Lucas Ramos (PSB)
Priscila Krause (DEM)
Simone Santana (PSB)
Gustavo Gouveia (DEM)
Claudiano Filho (PP)
Alessandra Vieira (PSDB)
Joel da Harpa (PP)
William Brigido (PRB)
Juntas (PSOL)
Waldemar Borges (PSB)
Tony Gel (MDB)
Eriberto Medeiros (PP)
Isaltino (PSB)
Fabíola Cabral (PP)
Alberto Feitosa (SD)
Clovis Paiva (PP)
Antonio Moraes (PP)
Terresa Leitão (PT)
João Paulo (PCdoB)
Romero Sales Filho (PTB)
Romero (PP)
Henrique Queiroz Filho (PR)
Antônio Coelho (DEM)
Zé Queiroz (PDT)
Rogério Leão (PR)
Marco Aurélio Meu Amigo (PRTB)
Wanderson Florêncio (PSC)
João Eudes (PP)
Romário Dias (PSD)
Cláudia de Lupércio (SD)

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Bois, Bíblias e balas de Bolsonaro


Candidato da extrema direita quer fazer um partido com um catadão nas bancadas conservadoras
Vinicius Torres Freire – Folha de S.Paulo
Os aliados de Jair Bolsonaro cozinham a criação de um partido. O catadão deve ter adeptos das bancadas do boi, da Bíblia e da bala (BBB), que na média têm 46% das cadeiras da Câmara.
Parece muito. Quase três de cada quatro deputados federais pertencem a pelo menos um desses grupos, que incluem parlamentares até do PT, no entanto. Quanta bala pode ter Bolsonaro, então? A migração pode ser grande, em caso de vitória do capitão da extrema direita.
Quando o então ainda vermelho-rosa Lula da Silva venceu a eleição de 2002, houve uma debandada de parlamentares de partidos que eram a base de Fernando Henrique Cardoso. A maioria migrou para equivalentes do centrão ou centroides, que negociavam apoio ao PT no poder. O PFL, hoje DEM, foi amputado, por exemplo.
Difícil imaginar que o adesismo fosse menor em caso de vitória de Bolsonaro —ao contrário, neste país muito mais direitista. Convém lembrar que o sucesso do ex-presidente da Câmara e agora presidiário Eduardo Cunha se devia ao apoio do BBBismo. Esse é o núcleo e o osso duro de roer do centrismo bebebista.
Um teste de fidelidade ao conservadorismo dos deputados pode ser sua filiação simultânea aos três Bs: boi, Bíblia e bala. Isto é, às frentes parlamentares da Agropecuária, Evangélica e de Segurança Pública. Os triplos B são 55 de 513 parlamentares. Deputados filiados tanto às frentes do boi e da Bíblia são 83. 
O grosso desses políticos é do MDB e dos partidos da coligação de Geraldo Alckmin (PSDB), cada vez mais bolsonarizada de corpo e alma.
O partido com maior identificação com a bancada do boi é o MDB (74% de seus deputados). A seguir, dos partidos maiores, vem o pessoal do DEM, do PTB e do PP, na coalizão de Alckmin (mais de 50% dos deputados).
Na bancada da Bíblia, o líder é o partido evangélico, claro, PRB (71%), seguido curiosamente pelo pessoal do PSB (57%) e pelo bloco do PP (50%), descendente do partido de base da ditadura militar. Os partidos com mais deputados filiados à bancada da bala vêm dos mui enrolados judicialmente PR e PP e do DEM.
O PSD, centrão típico, está bem representado e distribuído pelo BBB.
É possível que parlamentares filiem-se a várias frentes mais por pragmatismo e tática do que por filiação às tais ideias conservadoras de tais agrupamentos (que são, na verdade, as opiniões de seus integrantes mais ativos). Há sete petistas na bancada do boi e sete na bancada da Bíblia, por exemplo. É possível que vários deputados tenham apenas assinado a lista, sem assistir às aulas, sem militar de fato.
O candidato da extrema direita recebeu o apoio em tese formal da Frente Parlamentar da Agropecuária, apelidada de “bancada do boi”, uma lista assinada por ao menos 213 parlamentares em exercício. Em si mesmo, esse partido informal gigante não quer dizer grande coisa.
Caso venha a vencer ou a liderar um bloco de direita, Bolsonaro deve tentar recolher deputados de tripla militância BBB, a princípio que não sejam evidentemente mensaleiros e petroleiros, para não queimar o filme anticorrupção logo de cara.
Feitas as intersecções desses conjuntos, pode montar um partido que conte com 50 a 80 deputados. Seria um dos maiores da Câmara. Caso vença a eleição, o resto da maioria na Casa poderia vir do adesismo gravitacional típico. Funcionou com Fernando Collor, até o governo amalucado e de votação minoritária no primeiro turno virar um salseiro, de resto corrupto.

Presidente nacional do DEM diz que vai votar em Bolsonaro

Por  Inaldo Sampaio O presidente nacional do DEM, ACM Neto, que é também prefeito de Salvador, disse nesta quarta-feira (10) que v...