sábado, 21 de abril de 2018

Para Dirceu, PT não deveria disputar Planalto em outubro


Crê que Ciro seria mais viável que Lula
Blog do Kennedy
Em conversas com petistas, o ex-ministro da Casa Civil diz que o PT não deveria ter a cabeça de chapa na eleição presidencial de outubro. Ele não acredita na viabilidade jurídica da candidatura de Lula. Crê que seria melhor uma aliança, provavelmente com Ciro Gomes (PDT). Dirceu tem falado que, em 2018, não seria a vez do PT.
O ex-ministro da Casa Civil perdeu muita influência no PT, mas ainda é ouvido por setores do partido. Nos bastidores da legenda, as indicações de Luiz Fux e Rosa Weber para o STF são debitadas nas contas dele e da então presidente Dilma Rousseff. As duas nomeações foram desastrosas para o PT no mensalão e na Lava Jato.
Fux havia feito acordo para matar no peito e absolver Dirceu. Não cumpriu o acertado. Dilma pediu a Rosa Weber que lesse o processo do mensalão antes de ser indicada. Weber leu e conversou com Dilma, que saiu da conversa com a impressão de que ela absolveria Dirceu e outras figuras do partido. Isso não aconteceu, e o resto é história.
Se o juiz Sérgio Moro e o Tribunal Regional Federal da 4ª Região aplicarem a Dirceu a mesma interpretação dada ao caso de Lula, o ex-ministro da Casa Civil deverá ser preso em breve. Ele teve recurso negado ontem no TRF-4.

Voo tucano: a grave crise no PSDB de Aécio


O senador Aécio Neves | Arquivo O GLOBO
O Globo - Coluna Poder em Jogo
Por Lydia Medeiros 

É grave a crise no PSDB de Aécio Neves. Depois de virar réu no Supremo, o senador mineiro viu o presidenciável do partido, Geraldo Alckmin, pedir publicamente que não se candidate à reeleição Senado ou a uma vaga na Câmara em outubro.
Diante da confusão, Antonio Anastasia, líder da chapa tucana ao governo de Minas, embarcou para uma viagem ao Japão, a 10 mil quilômetros de distância de Belo Horizonte.

Ideia fixa


Candidatura de Barbosa é a consequência do trabalho contra a o establishment partidário
André Singer – Folha de S.Paulo
No feriado de 15 de novembro de 2013, o então presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Joaquim Barbosa, mandou prender três figuras nacionais do PT: José Dirceu, José Genoíno e Delúbio Soares. Tratava-se de evidente jogada com fins políticos. 
“O fato de ser a data da comemoração da República completa o simbolismo ideal para um possível futuro candidato a chefe do Executivo”, escrevi nesta coluna no dia seguinte.
Passados quatro anos, na véspera do prazo se esgotar, o ex-ministro do STF filiou-se ao PSB (Partido Socialista Brasileiro), de modo a talvez cumprir o vaticínio e concorrer à Presidência da República. A escolha do PSB é ad hoc. Diversas legendas poderiam servir de veículo para o plano concebido no julgamento da Ação Penal 470.
Dirigentes da sigla fundada por Miguel Arraes se queixam de não saber quais são as ideias de Barbosa. Na realidade, ninguém as conhece, talvez porque elas não sejam necessárias. 
Tendo se transformado numa celebridade da mídia no processo do mensalão, Barbosa encarna o princípio de que a Justiça deve ser igual para todos, o qual constitui o lema único do PJ (Partido da Justiça), a sua verdadeira agremiação.
Sendo negro, de origem pobre e eleitor de Lula, completa-se o perfil imaginário supostamente capaz de substituir o do próprio ex-mandatário, agora preso. Pró-forma haverá um programa, mas a tendência é Barbosa entregar a economia aos que dela entendem, concentrando-se em distribuir “justiça” em todo o Brasil.
A candidatura do ex- relator do mensalão é a consequência natural do trabalho metódico contra a o establishment partidário posto em prática pelo PJ desde 2012.
Os seus gestos espalhafatosos contribuíram para que houvesse junho de 2013. Depois das grandes manifestações vieram, et pour cause, as prisões midiáticas já citadas. Sergio Moro aprendeu com ele e, no Dia da Proclamação da República de 2014, os jornais noticiavam a detenção de 23 donos ou dirigentes de empreiteiras com negócios na Petrobras.
O cientista político Luiz Werneck Vianna entendeu que se tratava de um “tenentismo togado”, o qual se distinguiria do tenentismo dos anos 1920 e 1930 por não ter um programa para o Brasil. O combate à corrupção é, sem dúvida, meritório, e merece aplausos. Mas transformá-lo em objetivo único constitui biombo para esconder conflitos de fundo.
Dado o arraso causado pela sequência mensalão-Lava Jato, era provável que o PJ apresentasse um candidato para ocupar o vazio que ele mesmo criou. Do ângulo estritamente eleitoral, pode dar certo. Outra coisa é saber se será capaz de construir um rumo coletivo para nos tirar da crise.

Personagem da semana: Aécio desaba em queda livre


No banco dos réus, sem papagaios de pirata ou estafetas ao lado e com poucos correligionários, o tucano desaba em queda livre
Débora Bergamasco – ÉPOCA
Com os cabelos mais brancos, a fisionomia abatida e o corpo acima do peso num terno apertado, o senador Aécio Neves (PSDB-MG), de 58 anos, fez uma passagem-relâmpago pelo Senado no fim da tarde da terça-feira 17 de abril. Menos de uma hora antes, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), em decisão unânime, tornara-o réu em denúncia de corrupção passiva e obstrução da Justiça. É consequência da gravação de uma conversa, no hotel Unique em São Paulo, no dia 24 de março de 2017, em que ele pediu R$ 2 milhões ao empresário Joesley Batista, da JBS.
Diferentemente de 2014, quando perdeu uma disputada eleição presidencial para Dilma Rousseff e arrastava atrás de si um séquito de políticos, Aécio desta vez andava sozinho, na presença de poucos auxiliares de sua equipe.
Ele deu uma passada rápida no plenário do Senado para manter conversas ao pé do ouvido com correligionários. E saiu pouco tempo depois, a fim de encarar — praticamente sozinho — a imprensa que o aguardava do lado de fora.
Os costumeiros papagaios de pirata do PSDB e de legendas aliadas, sempre a postos para fazer figuração em frente às câmeras na época em que ele pregava pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, desta vez bateram asas. Não quiseram associar suas imagens à do único senador tucano réu no Supremo.
Aécio não respondeu a perguntas dos jornalistas. Com olhos fixos à frente, foram cerca de três minutos de um pronunciamento entremeado com sorriso sem graça para declarar que já esperava por aquela decisão da Suprema Corte e que estava “sereno” para, finalmente, começar seu processo de defesa na Justiça. Aécio cogitou fazer um discurso na tribuna do Senado. Mas não se encorajou. “O plenário está vazio...”, disse ao justificar sua desistência em assumir a tribuna. E bateu em retirada para sua casa, uma mansão no bairro do Lago Sul, em Brasília, onde mora com a mulher e o casal de filhos gêmeos desde que a delação da JBS se tornou pública.
Deixar de viver no Rio de Janeiro, em seu apartamento na Avenida Vieira Souto, em Ipanema, foi um dos primeiros movimentos do tucano para tentar restaurar os destroços nos quais sua vida pública se transformou.
A gravação de Joesley, seguida por uma operação da Polícia Federal que flagrou emissários do senador recebendo uma parcela de R$ 500 mil, em dinheiro vivo, foi o maior baque da carreira política de Aécio. Sepultou suas pretensões de continuar a ser protagonista na política nacional. Até então, Aécio ainda dava as cartas como presidente do PSDB e como interlocutor preferencial do presidente Michel Temer entre os tucanos desde o impeachment de Dilma. Mantinha-se influente, apesar de outras denúncias, como a construção com dinheiro público de um aeroporto para uso privado em terras de parentes, em Cláudio, no interior de Minas Gerais. Também foi delatado por executivos da Odebrecht que denunciaram cobrança de propinas na construção da Cidade Administrativa, em Belo Horizonte, e em obras do setor elétrico, além da emissão de notas frias de mais R$ 60 milhões repassados para sua campanha presidencial. Todas essas suspeitas geraram contra Aécio, além da ação penal em que ele se tornou réu, mais oito investigações que correm sob o comando do Supremo. Ele nega todas as acusações.

Gravação de Joesley: Aécio contra indicação de Serraglio


Tucano ainda revela preocupação para aprovar projeto de anistia ao crime de caixa dois
O Globo
Na gravação que Joesley Batista entregou à PGR no ano passado, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) atacou o então ministro da Justiça, Osmar Serraglio, por ele não aceitar orientações sobre indicação do comando para a Polícia Federal. Serraglio confirmou em entrevista ao GLOBO, nesta sexta-feira (20), as acusações já formuladas pela PGR.
Na ocasião, o tucano disse ao empresário que o então ministro era “um bosta de um caralho, que não dá um alô”. Aécio disse que Michel Temer “errou de novo de nomear essa porra desse (...). Porque aí mexia na PF.”
O senador demonstrava preocupação com os inquéritos que seriam abertos na época das delações da Odebrecht e sugeriu a Joesley que era necessário intervir para que os responsáveis pelas investigações fossem previamente selecionados para evitar uma distribuição aleatória.
 “O que que vai acontecer agora? Vai vim um inquérito de uma porrada de gente, caralho, eles são tão bunda mole que eles não (têm) o cara que vai distribuir os inquéritos para o delegado. Você tem lá cem, sei lá, 2.000 delegados da Polícia Federal. Você tem que escolher dez caras, né?, do Moreira, que interessa a ele vai pro João (...) O Aécio vai pro Zé”, disse o tucano, na gravação.
Além disso, ele propôs ao empresário que ajudasse a pressionar o presidente da Câmara, o deputado Rodrigo Maia, para que ele votasse matérias que incluem a anistia ao caixa dois. O tucano chegou a dizer que “alguém” de Joesley poderia mandar “um recado pro Rodrigo” para “assustar um pouco”.
Depois, Aécio emendou: “Tem que votar essa merda de qualquer maneira (…) Eu tô assustando ele (Rodrigo Maia). Se a gente conseguir isso (anistia do caixa dois), já dá 80% do problema”.

Memórias de um caudilho chamado Lula


Esse espécime político não permite que cresça quem lhe faça sombra
Clóvis Rossi - Folha de S.Paulo
Uma das frases mais emblemáticas do rico folclore do futebol diz: “Desgraçado é o goleiro. Onde ele pisa não nasce nem grama".
É uma alusão ao fato de que, nos campos de antigamente, havia um semicírculo de terra em frente às traves. Hoje, suspeito que os novos e luxuosos estádios tornaram a frase anacrônica.
O que não é anacrônica é a adaptação desse velho refrão aos caudilhos—essas figuras que encheram (e ainda enchem) páginas e páginas da história latino-americana, principalmente.
Caudilhos têm o péssimo hábito de impedir que nasça até mesmo uma humilde graminha ao redor deles. Menos ainda, portanto, que surja uma palmeira capaz de lhes fazer sombra.
Luiz Inácio Lula da Silva é o mais notável exemplar da raça dos caudilhos no Brasil.
A discussão em torno de um eventual plano B para a candidatura petista, se Lula ficar mesmo inabilitado, demonstra que ele não permitiu que surgisse um único nome capaz de consolidar-se à sua volta.
Não é apenas teoria. Há dois episódios que provam que Lula carrega os gênes dos caudilhos. Primeiro, quando houve o momento anterior em que não podia ser candidato, escolheu uma figura menor, medíocre, despida do mais leve teor de carisma, para substituí-lo.
Dilma Rousseff serviria apenas para esquentar a cadeira até a volta de Lula nas eleições de 2014 (só lhe faltou coragem para dizer a Dilma que voltasse para casa que ele seria candidato). Mas, em 2018, voltaria, não fosse a Lava Jato.
Um segundo episódio ocorreu em 1997, véspera de uma eleição (1998) em que a vitória de Fernando Henrique Cardoso parecia absolutamente inevitável. O real ainda era um sucesso de público e crítica, como se verificou no pleito que deu a vitória a FHC no primeiro turno.
Lula já havia perdido duas eleições presidenciais e uma para governador de São Paulo. O debate no PT era se convinha ou não submeter seu líder a uma nova derrota ou se seria melhor experimentar um outro nome, em uma espécie de “vai que cola".
Foi nesse cenário que houve, em um “resort” próximo a Santiago do Chile, uma reunião da esquerda latino-americana, convocada pelo sociólogo mexicano Jorge Castañeda e pelo filósofo brasileiro Roberto Mangabeira Unger.
No jantar que precedeu a abertura do encontro, os quatro petistas presentes discutiram a situação, em uma mesa isolada, enquanto o pianista tocava “Besame Mucho".
Eram Lula, José Dirceu, Marco Aurélio Garcia e Tarso Genro. Em uma mesa distante, Ciro Gomes. Ao meu lado, Leonel Brizola nos divertia com suas saborosas histórias.
Os petistas comunicaram depois a decisão: Tarso Genro seria o candidato em 1998, desde que conseguisse seduzir as bases do PT.
Na volta ao Brasil, Lula não deu a mais leve chance para que Tarso consolidasse seu nome no partido. Ao contrário de Dilma, não seria um poste de Lula, mas o substituto do caudilho —uma palmeira que não poderia crescer.
Agora, a situação é diferente: se não houver alguma mudança dramática, Lula estará inabilitado para sempre e, portanto, não lhe importará regar uma árvore que possa crescer no seu território. Minha dúvida é saber se Lula está ou ficará convencido de que seu tempo acabou. Se continuar achando que ainda jogará uma prorrogação, desconfio que não abençoará ninguém que lhe possa de fato fazer sombra.


PS — No aeroporto de Santiago, enquanto esperávamos o voo de volta, Lula me disse que, entre os então tucanos do Ceará, confiava muito mais em Tasso Jereissati do que em Ciro Gomes. Ciro foi ministro com o PT, Tasso implacável crítico. Política é assim: dificilmente há inimigos para sempre ou amigos para toda a vida.

Dilma vai tentar visitar Lula na segunda-feira


A ex-presidente Dilma Rousseff desembarca na segunda (23) em Curitiba. Ela vai participar de reunião do diretório nacional do PT e tentar visitar seu padrinho político, Lula, na carceragem da PF.
Até agora, os únicos políticos que conseguiram visitar o petista foram os da comitiva de senadores que articulou inspeção na PF.
Não houve conversa privada.
O superintendente do órgão, um delegado e dois agentes acompanharam o encontro.
Por Magno Martins

Paulo desmente Bruno e o manda recuperar o PSDB-PE


O governador Paulo Câmara desmentiu, ontem, declarações do ex-ministro Bruno Araujo  (PSDB) de que ambos teriam se reunido, juntamente com o prefeito Geraldo Júlio, à época do impeachment de Dilma Rousseff, a fim de tramar para a queda da então presidente da República.
“Nunca, nem eu e nem Geraldo, nos sentamos com ele para discutir a questão do impeachment”,  disse o governador, para quem o deputado tucano deveria se preocupar com "o partido dele", do qual é presidente no Estado, “que se esvaziou sob o seu comando”.
O governador disse ainda na nota que divulgou no início da noite, que seu partido foi dos últimos a se definir, “de forma clara e transparente”  em torno do impeachment,  e, “ao contrário do deputado”,  que aderiu, não quis fazer parte do governo Temer.
Segue, na íntegra, a nota do governador Paulo Câmara:
“O deputado Bruno Araújo deveria se preocupar com o partido dele em Pernambuco, Nunca, nem eu e nem Geraldo, nos sentamos com ele para discutir a questão do impeachment. É bom lembrar que tanto o PSDB quanto o DEM deixaram nossa base política. Nesse episódio do impeachment, o PSB foi um dos últimos partidos a se definir. E fez isso de forma clara e transparente. E, ao contrário do deputado,  não quis fazer parte do Governo Temer”.
Paulo Câmara 
Governador de Pernambuco e vice-presidente nacional do PSB”

Rivais avaliam que PSDB afasta eleitor de Alckmin


Aécio se vê como ‘bola da vez’
Pré-candidatos ao Planalto incluíram em pesquisas internas investigações sobre o desempenho tímido de Geraldo Alckmin junto ao eleitorado. Receberam como resposta que o PSDB se tornou um partido pesado demais para ele carregar. O noticiário desta sexta (20), com novas denúncias sobre Aécio Neves (PSDB-MG) e a ofensiva do MP paulista na direção do presidenciável, dá força à tese. Quem falou com o senador mineiro diz que ele “está consciente de que se tornou a bola da vez”.
Agora, até mesmo os aliados que rebatem as acusações de que Aécio é alvo reconhecem que “não importam os fatos”. “A narrativa se tornou indefensável.”
A investigação aberta pelo Ministério Público de SPpegou os tucanos mais próximos a Alckmin de surpresa. Eles atribuíram a iniciativa a uma disputa interna por protagonismo e adotaram tom pragmático: melhor agora do que lá na frente.
Dos dez promotores de Patrimônio Público do estado, apenas três aceitaram assinar a abertura da ação contra o ex-governador.  (Folha de S.Paulo – Painel)

Aos poucos, PSDB ganha jeitão de bola da vez


Josias de Souza
Dois dias depois de defender a tese segundo a qual Aécio Neves deveria sair de fininho da cena pública, abstendo-se de levar a cara as urnas, Geraldo Alckmin foi abalroado pela notícia de que o Ministério Público de São Paulo abriu inquérito civil sobre os R$ 10 milhões que o departamento de propinas da Odebrecht repassou para suas campanhas em 2010 e 2014. Apura-se a suspeita de improbidade.
Nos subúrbios do tucanato, aliados de Aécio começaram a dizer que a candidatura presidencial de Alckmin já fazia água antes mesmo de o grão-duque do tucanato de Minas ter virado carga a ser jogada no mar.  A troca de joealhadas ocorre num instante em que o PSDB ganha a reluzente aparência de bola da vez. Com Lula na cadeia, adensou-se a percepção de que forças poderosas tornaram-se impotentes.
Por mal dos pecados, a invulnerabilidade do tucanato vai a pique em plena temporada eleitoral. O réu Aécio, que pretendia reeleger-se senador, não sabe se terá condições de candidatar-se a deputado. Alckmin, que já disputou um segundo turno contra Lula na sucessão de 2006, permanece ancorado na faixa de um dígito nas pesquisas.

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Preso mas mantém salários de R$ 33 mil e verbas


Deputado preso integra comissão que prepara novo Código de Processo Penal
Preso desde fevereiro, João Rodrigues não pode trabalhar na Câmara. Comissão especial analisa texto que propõe mudanças em ações penais e em investigações criminais.
Ainda tem direito à remuneração mensal, cujo valor bruto é de R$ 33.763,00..Como o deputado está ausente das sessões de votação, poderá ter descontos proporcionais ao número de faltas. E cota para o exercício da atividade parlamentar, de R$ 39.877,78, e a verba de gabinete, de R$ 101.971,94. Ele mantém ainda o gabinete funcionando e não teve suplente convocado.
Por Fernanda Vivas, G1, Brasília

O deputado João Rodrigues (PSD-SC), preso desde fevereiro por determinação do Supremo Tribunal Federal, é um dos integrantes da comissão especial que analisa a proposta de novo Código de Processo Penal (CPP). Se aprovado, o novo CPP vai substituir o atual, de 1941. O código traz regras para investigações criminais e ações penais que podem resultar em condenações na Justiça.
Questionado sobre o fato, o líder do PSD, deputado Domingos Neto (CE), informou por meio da assessoria que o deputado foi reconduzido às comissões que já participava antes – procedimento comum na Casa. Declarou ainda que o processo de Rodrigues não transitou em julgado – ou seja, não se esgotaram as possibilidades de recursos na Justiça. E que, até a indicação para a comissão, o deputado ainda estava em atividade na Câmara.
A indicação do deputado João Rodrigues (PSD-SC) para a comissão especial foi feita em abril de 2015. O parlamentar foi condenado em segunda instância em 2009 por fraude e dispensa de licitação quando era prefeito da cidade de Pinhalzinho, em Santa Catarina.
Em fevereiro deste ano, ele foi preso, por determinação do Supremo Tribunal Federal, que negou recurso do parlamentar e determinou a execução provisória da pena, de 5 anos e 3 meses de prisão.

Lula preso, mas Haddad trabalha seu nome: plano único


A prisão de Lula não interrompeu o trabalho de Fernando Haddad (PT), responsável pela formulação do programa de governo do partido, segundo  Daniela Lima, na sua coluna Painel, da Folha de S.Paulo desta sexta-feira.
Apontado como possível substituto do ex-presidente na corrida pelo Planalto, o ex-prefeito tem dito que não faz outra coisa além de formular propostas.
A sigla discute como levar a versão atualizada do plano até Lula.
As opções: carta, via Gleisi Hoffmann ou mesmo advogados.

O plano C de Dilma também estava no Nordeste


Radar Online
Além do Ceará, Dilma Rousseff cogitou disputar uma vaga no Senado pelo Piauí.
As pesquisas mostravam um caminho promissor para a ex-presidente se eleger pelo estado.
Ao fim, ele optou por mudar o domicílio eleitoral do Rio Grande do Sul para Minas Gerais, na tentativa de ajudar Fernando Pimentel a ficar mais quatro anos no governo.

Promotoria abre inquérito contra Alckmin por improbidade


O Ministério Público de São Paulo abriu inquérito civil contra o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), seu cunhado Adhemar César Ribeiro e também contra o secretário Marcos Monteiro (Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação), codinome ‘Salsicha’ ou ‘M&M’, por suposto ato de improbidade.
Alckmin, por meio de sua assessoria de imprensa, afirmou que ‘vê a investigação de natureza civil com tranquilidade e está à disposição para prestar quaisquer esclarecimentos’. “Não apenas por ter total consciência da correção de seus atos, como também por ter se posicionado publicamente contra o foro privilegiado”.
Alckmin, pré-candidato à Presidência, teria se beneficiado de valores estimados em R$ 10,5 milhões repassados para suas campanhas de 2010 e 2014 via Caixa 2. O cunhado e ‘M&M’ teriam operacionalizado os repasses, por meio de contatos com executivos da Odebrecht.
Assinam a portaria de instauração do inquérito civil os promotores Otávio Ferreira Garcia, Nelson Luis Sampaio de Andrade e Marcelo Camargo Milani, todos da Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, braço do Ministério Público do Estado.
Os promotores usam o artigo 11 da Lei de Improbidade para embasar o procedimento. O artigo 11 estabelece que ‘constitui ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da administração pública qualquer ação ou omissão que viole os deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade e lealdade as instituições’.
Na semana passada, a ministra Nancy Andrighi, do Superior Tribunal de Justiça, remeteu para a Justiça Eleitoral de São Paulo o inquérito contra Alckmin que tramitava na Corte Superior. Em tese, a prática de Caixa 2 da qual Alckmin supostamente se favoreceu é de competência eleitoral.
Os promotores de Justiça, que nesta sexta-feira, 20, abriram o inquérito civil contra o tucano, entendem que eles também têm competência para investigar o caso. O dinheiro que teria abastecido as campanhas de Alckmin, segundo delações premiadas de executivos da Odebrecht, foi repassado ‘a título de Caixa 2, sem regular declaração à Justiça Eleitoral, de R$ 2 milhões para a campanha de 2010 e de R$ 8,3 milhões para a campanha de 2014’.
Os delatores que revelaram a estratégia tucana são Benedicto Barbosa da Silva Júnior, ‘BJ’, Carlos Armando Paschoal, ‘CAP’, e Arnaldo Cumplido de Souza e Silva, todos ex-funcionários da empreiteira. Os promotores destacam que ‘há notícia de que as quantias pagas em parcelas foram recebidas mediante a participação de Adhemar César Ribeiro, cunhado de Alckmin’.
Eles anotam, ainda, que um dos delatores, Arnaldo Cumplido, revelou que ‘os pagamentos eram orientados por seu chefe direto’, Luiz Antônio Bueno Júnior, e entregues a Marcos Antônio Monteiro, à época coordenador financeiro da campanha de Geraldo Alckmin e diretor-presidente da Imprensa Oficial do Estado’. Os promotores estudam enquadrar o ex-governador do artigo 9.º, da Lei 8429/92, por enriquecimento ilícito.

Maia engaveta 28 pedidos de afastamento de Temer


Do Boadcast Político - Estadão
Desde que Michel Temer assumiu a Presidência da República, a Câmara dos Deputados já recebeu 28 pedidos de afastamento do emedebista. De maio de 2016 até hoje, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), indeferiu apenas um pedido de abertura de processo de impeachment do presidente e mantém outros 27 "sob análise".
Ao Broadcast Político, Maia demonstrou não ter pressa em enterrar de vez os pedidos, como pedem os aliados do emedebista. No fim do ano passado, o presidente da Câmara sinalizou que não daria provimento a nenhum dos pedidos, mas nunca indeferiu oficialmente as petições. "Fique tranquila, não mudei de opinião", respondeu Maia.
O último pedido foi protocolado ontem, 18, pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). A denúncia sugere "possível prática de crime de responsabilidade" por causa de obra na casa de uma das filhas do presidente, que teria sido paga em dinheiro vivo pela mulher do coronel João Baptista Lima Filho, amigo do emedebista.
O único pedido arquivado foi de um movimento estudantil do Distrito Federal apresentado em 14 de fevereiro do ano passado. O requerimento foi indeferido seis dias depois do protocolo por falta de reconhecimento de firma e ausência da certidão de quitação eleitoral dos cidadãos que assinavam o documento.
Dos 28 pedidos, 22 apresentam como justificativa para o afastamento de Temer as delações dos executivos da JBS, entre eles o da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). O primeiro dos pedidos de impeachment foi apresentado em novembro de 2016, baseado nas acusações do ex-ministro da Cultura, Marcelo Calero, de que o ex-ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, o teria pressionado para liberar a construção de um prédio em Salvador. Outras duas denúncias que aguardam parecer do departamento jurídico também se sustentam nas declarações de Calero.
Deputados da base governista não escondem o desconforto de saber que Maia tem em suas mãos a possibilidade de autorizar, a qualquer momento, a abertura de um processo de impeachment de Temer. O vice-líder do governo, Beto Mansur (MDB-SP), aconselhou Maia a fazer uma "limpeza nas gavetas" e "incinerar" os pedidos. "Ele deveria encerrar esse assunto, mesmo porque os pedidos são inócuos", comentou.

quinta-feira, 19 de abril de 2018

Ex-presos creem que Lula não suportará a solidão


Ex-presidente está isolado em uma sala especial da Superintendência da Polícia Federal
Mônica Bergamo – Folha de S.Paulo
Ex-presos da Operação Lava Jato acreditam que em pouco tempo Lula não suportará a solidão, consequência de seu isolamento em uma sala especial da Superintendência da Polícia Federal do Paraná.
Uma das pessoas diz que, ao chegar à prisão, entrou em depressão. Até que outros presos começaram a comentar a novela e a oferecer chocolates. “Com isso, a cabeça até aguenta”, afirma o ex-detento.
Na opinião dos mesmos condenados, Lula demorará a entender que talvez fique um bom tempo preso. Segundo eles, é a fase mais dura da prisão pois todos os que entram no sistema acreditam que podem sair dele em curto espaço de tempo.

Maia diz que brasileiro não despertou para eleição


O Globo
O presidente da Câmara dos Deputados e pré-candidato do Democratas ao Planalto, Rodrigo Maia, disse que a falta de popularidade de seu nome na disputa eleitoral é resultado de dois fatores que fogem ao seu controle: do momento econômico do país e da profusão de candidatos no pleito de 2018.
“O brasileiro está preocupado com manter o emprego, com os preços dos produtos. E não com a eleição”, afirmou. “Ao contrário: hoje, as pessoas querem distância das eleições”.
Na última pesquisa Datafolha, Maia aparece com 1% das intenções de voto. Em janeiro, disse esperar chegar a maio com 7%. O desempenho aquém do desejado não abalou sua convicção de concorrer ao planalto - embora tenha levantado boatos de que seu partido esteja reavaliando a candidatura. Frente aos números, e sem citar a última pesquisa, Maia desconversou:
“No Brasil algumas coisas viram mito”, hoje, em São Paulo, onde participou de evento com clientes do banco Santander. “Um dia me perguntaram qual número eu queria atingir. Eu falei '6%, 7%', e isso virou notícia”.
Maia disse esperar que seu desempenho melhore a partir de julho, “É quando teremos essa candidatura organizada e a definição dos palanques estaduais”, disse o democrata. “Tendo paciência, em julho teremos esse cenário mais organizado”.
Segundo ele, o esperado para esse ano é que o eleitor adie suas decisões quanto em quem votar, e que as pesquisas serão um termômetro ruim para a disputa. “Por enquanto, os candidatos vão ter de prestar atenção a sua rejeição. Intenção de voto, só depois de uns dias de tempo de TV”, argumentou.
Maia ainda disse que, na sua avaliação, o melhor candidato será aquele capaz de construir as melhores articulações políticas. “E o DEM é um partido preparado para isso”.
Sobre a economia, o presidente da Câmara afirmou que não sente a necessidade de "mandar uma sinalização ao mercado " e que "as pessoas que acompanham política" já conhecem suas posições nesse campo. “O principal é discutir o tamanho do Estado, e discutir a reforma da previdência”, disse.


“É preciso construir, nos próximos anos, uma estrutura mais produtiva. E reorganizar as despesas do Estado. Isso vai permitir que se pense em maiores investimentos em educação, saúde e segurança”.

Para Dirceu, PT não deveria disputar Planalto em outubro

Crê que Ciro seria mais viável que Lula Blog do Kennedy Em conversas com petistas, o ex-ministro da Casa Civil diz que o PT não deveri...