segunda-feira, 24 de julho de 2017

A BELA DO DIA !!!

Dra Ruana Furtado

Deus é fiel em todo tempo. Para ele toda honra e toda glória pelos séculos dos séculos, Amém.

DEM poderá lançar Priscila Krause para a Câmara Federal

Diferentemente do que dissemos neste Blog, o DEM tem representante, sim, na Assembleia legislativa de Pernambuco que é a deputada Priscila Krause, um dos melhores parlamentares da atual legislatura.
Ela disputou a prefeitura do Recife nas últimas eleições e virou um “quadro majoritário” no partido para as futuras eleições.
Em 2018, caso o ministro Mendonça Filho (Educação) resolva disputar um cargo majoritário, ela (Priscila) deverá substituí-lo na Câmara Federal.
Priscila é filha do ex-governador Gustavo Krause, que no JC deste domingo (23) prestou uma homenagem ao ex-senador Marco Maciel que na última sexta-feira (21) completou 78 anos de idade.
O título do artigo é “A falta que ele faz na política” e nele Krause cita o fecho de um documentário produzido pela TV Senado sobre a vida do ex-vice-presidente da República, consoante a sua ótica: “Marco Maciel foi o ser humano menos imperfeito que eu conheci”.
“Não fosse a enfermidade (Alzheimer) que comprometeu seriamente sua saúde, Marco Maciel estaria inteiramente dedicado à vida pública, buscando saídas para a crise que atormentou o Brasil”.

Capela do Monte / São José do Egito - PE

SÃO JOSÉ DO EGITO - PE. 

CAPELA DO MONTE 

"Por do Sol em São José do Egito PE, tendo o reflexo nas nuvens e ao fundo a capela do Monte, em 22.07.2017" 
Fotografia e texto de JOSIMAR MATOS
Por Gilberto Loper

Deputados do DEM compõem núcleo duro de Maia


Grupo fiel ao presidente da Câmara tem correligionários e claque de novos aliados
O Estado de S. Paulo - Isadora Peron

Primeiro na linha sucessória da Presidência da República, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), mantém um núcleo duro de formado por aliados antigos correligionários e uma claque de deputados que se aproximou dele após assumir o comando da Casa, em julho de 2016. Caso chegue à Presidência, após um eventual afastamento de Michel Temer do cargo, esse grupo deve ter influência sobre o governo e pode vir a ocupar cargos importantes na Esplanada dos Ministérios.
Dos antigos aliados, todos do seu partido, destacam-se o ministro da Educação, Mendonça Filho, o presidente do DEM, senador Agripino Maia (RN), o atual líder da legenda na Câmara, deputado Efraim Filho (PB), além dos deputados Pauderney Avelino (AM) e José Carlos Aleluia (BA).
O prefeito de Salvador, ACM Neto, também é figura próxima do presidente da Câmara. ACM Neto costuma ir a Brasília quase todas as semanas para se reunir com Maia e outros integrantes do DEM. Na quarta-feira passada desembarcou na capital federal para tentar apaziguar os ânimos entre Maia e Temer, depois de o presidente convidar para o PMDB parlamentares do PSB que estudam migrar para o DEM.
Entre os nomes que passaram a gravitar mais recentemente em torno de Maia estão os deputados de primeiro mandato Alexandre Baldy (Podemos-GO) e Fernando Monteiro (PP-PE). A convivência entre eles extrapola assuntos políticos. Os três formaram um grupo informal de corrida e suas mulheres também se encontram.
Baldy se aproximou de Maia porque o cunhado é amigo de longa data do deputado fluminense. No dia da votação da denúncia na
Pai. Outra figura de extrema importância na vida política de Maia é o pai, o ex-prefeito e atual vereador do Rio César Maia (DEM), o grande articulador da carreira do filho. A possibilidade de Maia assumir o Palácio do Planalto afastou o ministro Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência) do núcleo político do presidente da Câmara. Antigo aliado de Temer, Moreira é padrasto da mulher de Maia e trabalhou para que o então deputado chegasse à presidência da Casa. No momento em que a crise com Temer se agravou, o presidente da Câmara esclareceu: “O ministro Moreira Franco não é meu sogro, ele é casado com a minha sogra".

Senado sem candidato natural


    Se em Pernambuco o cenário para as eleições de governador em 2018 se encontra, hoje, cheio de incertezas, conforme já abordei em comentário neste espaço, para o Senado está mais embaralhado ainda. Hoje, só existe um pré-candidato – o deputado federal Jarbas Vasconcelos (PMDB), pela aliança encabeçada pelo governador Paulo Câmara (PSB), que vai à reeleição.
Se o PSDB voltar à coligação governista, o ministro de Cidades, Bruno Araújo, seria o nome natural para fechar a chapa como o segundo candidato a senador. São duas vagas em disputa – a de Armando Monteiro (PTB), pré-candidato a governador, e Humberto Costa (PT), que tentará uma vaga na Câmara dos Deputados. Na hipótese de o DEM ser o aliado do PSB e não o PSDB, o nome natural para o Senado é o do ministro da Educação, Mendonça Filho.
Os nomes, hoje, se restringem ao trio – Jarbas, Bruno e Mendonça. Se o PT se entender numa chapa com o PDT, o que parece provável, o candidato a senador da pré-candidata a governadora Marília Arraes tende a ser o ex-prefeito de Caruaru, José Queiroz. Hoje filiado ao PSDB, o ex-governador João Lyra Neto é também cogitado para o Senado num cenário em que Bruno optasse pela reeleição à Câmara Federal.
Correndo por fora, surge o inquieto e polêmico deputado Sílvio Costa, presidente estadual do PCdoB, que entrou no páreo, segundo as más línguas, apenas para ocupar espaço na mídia, porque, na verdade, seu projeto é emplacar novo mandato federal. Se vier de fato a disputar o Senado, o deputado pode prejudicar o projeto de Armando ao Governo do Estado, até porque nenhum senador aceitaria compor a chapa de Armando para senador com Silvio Costa, aliado histórico do trabalhista, num voo solo para o Senado.
A eleição para o Senado em Pernambuco, portanto, está zerada e até o seu start pode surgir novidades. Tem um cenário pela frente a ser ocupado por um nome alternativo aos políticos tradicionais. Existe um consenso em Brasília de que os escândalos no País, com destaque para a Lava Jato, dificultarão a eleição de políticos que tenham tido seus nomes citados na lista de propinas ou caixa dois do esquema desmontado pelo juiz Sérgio Moro.
A renovação da Câmara dos Deputados tende a ser elevada nas eleições de 2018 não apenas em Pernambuco, mas no País e o Senado, consequentemente, não ficará imune a este furacão de mudanças. Nas ruas, há, também, um sentimento da população de reprovação aos profissionais da política, que fazem dela trampolim para obter vantagens, inclusive o enriquecimento ilícito.
Por Magno Martins

LEMBRANÇAS...

BENONE LEÃO - JOSÉ MÚCIO 

Ano de 1986 


Foto do arquivo pessoal de BENONE LEÃO

Por Gilberto Lopes

As denúncias e o fim do fôlego da Economia


Economia não tem fôlego para esperar incerteza sobre denúncia
Leandro Colon – Folha de S.Paulo
O recesso parlamentar costuma ser um período pacato e escasso em termos de notícias políticas e econômicas. Mesmo assim, o governo de Michel Temer conseguiu a proeza de gerar uma agenda negativa para o presidente com o aumento de imposto sobre os combustíveis.
Era o que Temer menos precisava agora. Logo depois do anúncio da medida, ele declarou, em viagem a Mendoza, que a população "irá compreender" a decisão. Veio com o blá-blá-blá de que ela será fundamental para cumprir a meta fiscal.
Temer deveria ter a coragem de admitir que a crise política em que o governo se meteu tem grande parcela de culpa na redução de receita e no consequente reajuste de tributo.
Conforme mostrou a Folha no sábado (22), são R$ 6,1 bilhões a menos com a desconfiguração do novo Refis, o fiasco do programa de desoneração da folha de pagamento, entre outras coisas que dependem do Congresso. Sem falar da reforma da Previdência, que empacou após o escândalo das revelações da JBS. Sua aprovação na Câmara estava prevista para junho –logo depois, seguiria para o Senado. Se o cronograma tivesse sido mantido, certamente seria outra a expectativa de rombo nas contas públicas e a de aumento de imposto no curto prazo.
Hoje é remota a chance de a denúncia da PGR contra Temer receber os 342 votos necessários dos deputados para autorizar o STF a decidir se o transforma ou não em réu. E pequena é a possibilidade de haver quórum para a votação no dia 2 de agosto. São sinais que poderiam ser celebrados no Planalto, se eles não fossem, de certo modo, perigosos.
O país perde com o discurso do governo de que cabe à oposição colocar o número suficiente de votantes em plenário e de que não há problemas em protelar a votação. Perde porque o Congresso vai parar à espera de uma solução –ademais, em breve teremos mais uma denúncia da PGR. A economia não tem fôlego para ficar refém dessa incerteza.

Gleisi poderá estar presa na campanha de 2018


Gleisi pode ser condenada e presa antes da eleição. Lula também.
Do Blog Diário do Poder

Além do ex-presidente Lula, caso a instância superior confirme a sentença do juiz federal Sérgio Moro, também a presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), poderá chegar à campanha de 2018 atrás das grades. Ela é ré em ação em que é acusada de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O processo contra Gleisi pode ser julgado ainda este ano pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A informação é do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.
O STF foi unânime ao aceitar denúncia por corrupção. Gleisi recebeu R$1 milhão da roubalheira à Petrobras para sua campanha, em 2010.
Se Gleisi Hoffmann for condenada, o STF deve também cassar e declarar vago o seu mandato, e manda-la para a prisão.
Gleisi responde pelos mesmos crimes que condenaram Lula a 9 anos e meio de prisão: corrupção e lavagem de dinheiro.
O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), em Porto Alegre, em geral leva 180 dias para julgar recursos da Lava Jato.

Membros do MBL ocupam cargos pelo país


Folha de S. Paulo – Felipe Bächtold

O banner de campanha dizia "candidato oficial: MBL 2016". Hoje, o ex-candidato a vereador pelo DEM Ramiro Zinder está em uma diretoria na Secretaria de Turismo de Florianópolis.
Líderes do Movimento Brasil Livre na mobilização pelo impeachment de Dilma Rousseff, em 2016, vêm ganhando cargos comissionados em grandes cidades neste ano.
O grupo foi um dos principais articuladores dos protestos contra o PT a partir de 2015 e tem milhões de seguidores nas redes sociais. No ano passado, o MBL lançou integrantes pelo país na eleição e, em alguns municípios, apoiou candidatos a prefeito.
A reportagem identificou lideranças do movimento nos protestos nomeados para cargos também em Porto Alegre, Goiânia, Caxias do Sul (RS) e São José dos Campos (SP). Os indicados têm perfil jovem e de início na carreira pública.
Em Florianópolis, Zinder, 37, agradeceu ao MBL no Facebook por ter ajudado "a se tornar uma liderança política". Ele fora nomeado, em fevereiro, para outro cargo, na pasta da Educação da gestão de Gean Loureiro (PMDB).
Na capital de Goiás, governada por Iris Rezende (PMDB), a indicação também foi de um candidato derrotado a vereador. Agora na presidência do Instituto de Previdência dos Servidores Municipais, com salário de mais de R$ 10 mil, Sílvio Fernandes (DEM) recebeu apoio dos coordenadores nacionais do MBL em um vídeo na véspera da eleição.
Em São José dos Campos, Sandro Mendes, nomeado assessor da Secretaria de Governança na gestão do tucano Felício Ramuth, chegou a ser acionado pela coligação do PT na Justiça Eleitoral por fazer, nas páginas do MBL local, "propaganda negativa".
O advogado Lohan Fuly foi indicado para uma coordenadoria da Secretaria da Educação. Os dois fizeram postagens na página do movimento criticando a criação de cargos na Câmara Municipal.
Na capital gaúcha, Ramiro Rosário (PSDB), "candidato oficial" do movimento em 2016, se elegeu para a Câmara, mas hoje é secretário de Serviços Urbanos na administração do tucano Nelson Marchezan Jr. A porta-voz do MBL no Estado foi nomeada para a assessoria da secretaria.
Marchezan tem relação próxima com o movimento desde os protestos de 2015 e recebe apoio do grupo na internet.
Em Caxias do Sul, cidade governada pelo PRB, Rodrigo Ramos, ex-candidato do PR a vereador, assumiu cargo na Secretaria da Cultura.

Código Penal pode rever delação e prisão preventiva


Novo Código Penal
Comissão da Câmara discute mudanças na regra da colaboração premiada e prazo de até 180 dias para a prisão provisória, medidas consideradas pilares da Lava Jato
O Estado de S.Paulo - Isadora Peron

No debate sobre o novo Código de Processo Penal (CPP) na Câmara, deputados discutem mudanças nas regras de delação premiada, prisão preventiva e condução coercitiva, além da revogação do entendimento de que as penas podem começar a ser cumpridas após a condenação em segunda instância. As medidas, que em parte se tornaram pilares da Operação Lava Jato, costumam ser alvo de críticas dos parlamentares.
O Ministério Público Federal atribui à colaboração premiada importância significativa para o sucesso da operação e considera que ações para rever os acordos têm por objetivo enfraquecer as investigações. Atualmente, o instrumento é regulado pela lei que trata de organizações criminosas, de 2013. Dos artigos que constam no atual código, a prisão preventiva não tem duração determinada e a condução coercitiva não prevê punição em caso de uso considerado abusivo.
Pelo cronograma estabelecido pela comissão especial que discute o tema, o relator João Campos (PRB-GO) deve entregar o seu parecer ainda em agosto. Com isso, o projeto pode ser votado até outubro no plenário da Câmara. O texto final será resultado de outros cinco relatórios parciais já apresentados.
A reforma no CPP, que é de 1941, teve início no Senado e foi aprovada em 2010. Na Câmara, ficou esquecida até o ano passado e foi desengavetada durante a presidência do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), alvo da Lava Jato. O peemedebista teve a prisão preventiva decretada em outubro de 2016 e está atualmente em Curitiba.
Presidente da comissão que discute o CPP na Casa, o deputado Danilo Forte (PSB-CE) tem defendido alterações nos acordos de delações premiadas e na aplicação da condução coercitiva.

O Brasil dos delinqüentes


Jornal do Brasil
A pobreza, o desempregado, o morador de rua, até mesmo os delinquentes da delinquência comum, são a consequência do que fizeram contra o país os grandes delinquentes que, no passado, eram chamados de "colarinho branco".
E a delinquência agora é delatada por outros delinquentes. O povo que hoje vê a delação do delinquente Marcos Valério - e que tem na maioria de sua população nascidos após 1970 - não conheceu as músicas feitas pelo compositor Juca Chaves contra as filhas de um presidente. Não sabe da história de um preso comunista, que perguntou ao coronel que lhe levava à cela: "Mas esse não é fulano de tal, marido de fulana de tal, querida do presidente fulano de tal?" 
O coronel respondeu: "É ele mesmo"
O comunista então falou: "Então essa não é cela de comunista. É cela de ladrão."
Se olharmos para muitos dos filhos dos políticos do passado, vemos que até hoje eles vivem como nababos, sem que seus pais nunca tenham trabalhado, e sim feito a vida política com as facilidades da corrupção.
Uma campanha eleitoral custa muito mais do que um político ganha em salários e benefícios em 20 anos de mandato, e a justiça nunca se preocupou em investigar isso. Como então esse político pode bancar campanhas milionárias, se não ganha este volume tão grande nem em 20 anos de mandato? 
A justiça nunca se preocupou em saber como esses senhores, que vinham do norte, nordeste ou do sul longínquo, chegavam no Rio e tinham dinheiro para bancar suntuosos apartamentos que, na época, já valiam muito. Num prédio onde moravam dois banqueiros, morava também um político que se dizia honesto. Esses apartamentos não valiam, naquele tempo, os 20 mil dólares por metro quadrado de hoje, mas de qualquer maneira não era só na atividade política que eles ganhavam o que lhes permitisse morar nas regiões mais ricas e caras do Rio, que sempre teve proporcionalmente o metro quadrado mais caro do país.
Hoje, alguns pensam que inventaram a roda, como se no passado ela fosse quadrada. Há políticos "honestos" que, com nepotismo, conseguiram eleger todos os filhos, como se a política no Brasil fosse as capitanias hereditárias. Deixou de ser atividade vocacional para ser uma profissão rentável.
Não há político abaixo de 40 anos - com raríssimas exceções - que não seja filho ou neto de político. Filhos que tiveram pais cassados choramingam pelo sofrimento de seus pais que, num processo democrático, jamais poderiam ter sido cassados. Mas eles esquecem que a cassação deles foi diferente dos cassados ideológicos, que também não deveriam nunca ter sido cassados. Deveriam ser banidos apenas pelo voto. Mas alguns desses que choramingam são conscientes que o afastamento de seus pais da vida pública não foi por razões ideológicas, e sim por ordem moral. 
Hoje, a corrupção se instalou de uma forma endêmica. Só existe morto de fome quando não existe trabalho para que o faminto se alimente. E só existe esse volume de corrupção porque nunca houve justiça que a punisse. Então, não venham agora imaginar que inventaram a roda.
O mais triste disso tudo é a vergonha que o Brasil e a dignidade do povo brasileiro passam quando brasileiros, que vão ao exterior posando de grandes senhores, falam mal do próprio país. A quem interessa o processo jurídico brasileiro, se não aos próprios brasileiros? Por que falar mal do Brasil lá fora? 
Prestes, quando na assembleia francesa, falou mal do Brasil e vários líderes do próprio partido questionaram o velho comandante. Um companheiro disse a ele: "Do seu país, somente fale mal dentro dele". 
Só se pode falar mal do seu país fora dele se, dentro dele, não houver mais tribuna para se falar, ou se você for expulso e impedido de expor, em suas terras, as mazelas da própria pátria.

domingo, 23 de julho de 2017

Hoje: aumento da gasolina e diesel nas refinarias


Reajuste vai se somar à alíquota mais alta de PIS/Cofins na composição dos valores
O Globo - Ramona Ordonez
Não bastassem os aumentos das alíquotas de PIS/Cofins para combustíveis anunciados pelo governo federal no último dia 20, a Petrobras reajustou, nesse sábado, dia 22, os preços da gasolina e do óleo diesel em suas refinarias.
A companhia elevou os preços da gasolina em 1,4%, e do diesel em 0,2%. No dia anterior, a estatal já havia aumentado esses valores em 0,1% e 2%, respectivamente.
Desde o início de julho, a Petrobras colocou em prática uma nova política de preços para os dois combustíveis que prevê reajustes mais frequentes, podendo ser até mesmo diários, para manter a paridade com as cotações internacionais, e também levando em conta a concorrência no mercado interno.
A área comercial da Petrobras tem liberdade para promover as variações desde que fiquem dentro do teto de até 7% para cima ou para baixo.

Efraim: gesto de Temer com PSB beirou a deslealdade


Folha de S. Paulo - Angela Boldrini

Para o líder do DEM na Câmara, Efraim Filho (PB), o desafio de Michel Temer (PMDB) é manter a governabilidade após a votação da denúncia contra o presidente no plenário. "A grande expectativa é sobre o tamanho de base que sairá dessa votação, se é uma que garante governabilidade ou não", disse à Folha.
Segundo ele, caso não se atinja essa margem, o partido pode reavaliar sua posição na base de Temer. "No momento que ela [a governabilidade] estiver ameaçada, é hora de começar a se pensar mais no Brasil que em nomes e partidos", afirmou.
O líder da bancada também criticou o gesto do presidente de procurar nesta semana os dissidentes governistas do PSB, que articulam para se unir ao DEM. O ato gerou uma crise entre as legendas, que, diz, já foi debelada.
*
*Folha - Por que o DEM ainda apoia o governo?*
Efraim Filho - Porque entendemos que não é a hora de fazer mudanças. Estamos tendo muita cautela para não precipitar nenhuma conduta que possa aumentar a instabilidade. Essa é uma postura do presidente [da Câmara], Rodrigo Maia, que não se moveu um milímetro do papel institucional que lhe cabe.
Mas o DEM não vê com bons olhos a possibilidade de Maia assumir a presidência?
Temos que pensar primeiro no Brasil, que é maior do que nomes, do que partidos. E pensar num cenário que agrave a crise não é o melhor.
O DEM pensa na melhor forma de fazer a travessia da crise. Por enquanto entendemos que é não haver mudança de governo. Agora, não tenho dúvidas de que Maia está preparado para qualquer missão que a Constituição lhe designar, seja para agora, seja para o futuro.
O partido se sentiu traído com a movimentação de Temer com relação aos deputados do PSB nesta semana?
Gerou desconforto, um ruído absolutamente desnecessário nesse momento delicado. Não é a conduta que se espera de um aliado. Isso nós deixamos bem claro com o nosso posicionamento, e acreditamos que com o recuo do PMDB, arrefeceu a crise. Foi um gesto que beirou a deslealdade.
O partido fechará questão contra a denúncia na votação do plenário?
Não. Haverá orientação de bancada, mas divergências serão respeitadas.
O presidente tem força para barrar a denúncia?
Ele demonstrou que tem base para rejeitar a denúncia. A grande expectativa é sobre qual o tamanho da base que sairá dessa votação. Se é uma que dará condições de governabilidade, ou não.
Não adianta rejeitar a denúncia com 300 votos contra o governo. Esse é o grande desafio.
O sr. falou que o DEM permanece no governo por "estabilidade". Caso não se atinja essa margem de governabilidade, o que o partido fará?
O DEM defenderá a manutenção da governabilidade, mas no momento que ela estiver ameaçada, é hora de começar a se pensar mais no Brasil que em nomes e partidos e aí fazer uma reavaliação.
O presidente tem aprovação de apenas 7%, segundo levantamento do Datafolha. O DEM não teme ser contaminado por essa baixa popularidade em 2018?
O DEM acredita que tomando-se decisões corretas, especialmente na agenda econômica, a popularidade pode mudar.
O partido foi um dos grandes mobilizadores das manifestações contra Dilma Rousseff. Por que o sr. acha que as ruas estão caladas?
A população já percebe que nós temos eleições já em 2018 e é melhor fazer essa travessia do que dar um salto no escuro. E demonstra a falta de capacidade [de mobilização] da esquerda, a voz deles já não representa a voz da sociedade. 

Ramalho: "Governo não perde de jeito nenhum"


Para vice-presidente da Câmara, Fábio Ramalho, denúncia contra Temer não passa porque troca de governo agora ‘não é bom para o País’
O Estado de S. PauloCaio Junqueira e Daiene Cardoso

O Vice-presidente da Câmara dos Deputados e substituto imediato de Rodrigo Maia (DEM-RJ), o deputado Fábio Ramalho (PMDB-MG), defende em entrevista ao Estado/Broadcast um “prazo de validade” para a Lava Jato. “O Brasil não vai aguentar isso para o resto da vida. Ela (Lava Jato) não pode ser indeterminada. Ela já fez o seu trabalho.” Ele ainda afirmou que nenhuma denúncia contra o presidente Michel Temer será aceita pela Câmara. “O governo não perde de jeito nenhum”, afirmou.
Ramalho é conhecido na Casa pelas festas oferecidas aos colegas. “Fabinho Liderança”, como é chamado, já se coloca até como pré-candidato a presidente da Câmara em 2019 em uma disputa que pode ser contra Maia, que já fala, nos bastidores, em concorrer ao terceiro mandato.
“Eu estou preparado para assumir a presidência da Câmara dos Deputados quando eu for candidato, daqui a um ano e meio”, disse o parlamentar.
Como o senhor vê a Lava Jato?
Lava Jato tem de ter prazo de validade. Tudo tem de ter prazo para terminar. Ela é excelente para o Brasil, mas que tenham mais operações. Ela não pode ser indeterminada.
Por quê?
Porque ela já fez o seu trabalho. Em qualquer país do mundo, investigação tem de ter prazo para terminar.
Mas ela ainda não terminou...
Então eles têm de ter uma maneira de terminar até para você começar com outra pauta. A pauta todinha do Brasil é só a Lava Jato.
Mas não é importante ir até o fim com as investigações?
Eu sou favorável que vá até o fim, mas tem de ter tempo de validade. Não pode ficar eternamente. Me mostre uma operação no mundo que teve prazo indeterminado. Defendo a Lava Jato, mas tem de ter prazo de término. O Brasil não vai aguentar isso o resto da vida. Além da corrupção, tem de se avançar na desburocratização do País, na segurança jurídica do País, nas reformas.
E qual seria esse tempo para ela terminar?
Determina um tempo: seis meses.
Mas é que uma investigação leva a outra...
Você pode achar o que for, mas tem de ter um prazo para terminar.
O governo precisa de 308 votos para aprovar, por exemplo, a reforma da Previdência, mas a base aliada está cada vez menor...
Esquece base. A base do governo hoje, para manutenção do governo, é de mais de 250 deputados. Para aprovar a Previdência são 308 votos necessários, mas nessa questão não é de base, é de responsabilidade. É hora de fazer todo tipo de reforma. A reforma penal, a reforma tributária, a reforma da Previdência. O que tiver de ser feito, a gente tem de fazer nesses dois anos.
E a denúncia contra o presidente Michel Temer por corrupção passiva será aprovada na Câmara dos Deputados?
A questão da denúncia, o que eu falei para o presidente, é que tanto faz votar ela ou não. Se realmente quer votar a denúncia, o que vence no Parlamento é o número de votos. Se quem vota a favor vai defender o a favor, quem vota contra é que vai arrumar os votos para ser contra (o governo).
Existe a possibilidade de não votá-la?
O presidente não deu resposta. A denúncia tem de ser um consenso do Parlamento para votar. Não é consenso de governo, é o Parlamento que vai decidir se quer votar ou não. 
Mas tem de dar uma resposta ao Supremo Tribunal Federal ao pedido da Procuradoria-Geral da República.
Eu sou favorável que o Parlamento tem de votar. No meu ponto de vista tinha de votar na segunda-feira (passada), mas vi que segunda não votava. Conversei com várias pessoas, até de oposição, que me disseram que não votariam neste instante, mas em agosto votariam.
A tendência é de que os lados contrários, prevendo a derrota, vão tentar esvaziar a sessão.
Olha, o governo não perde de jeito nenhum. Ninguém está defendendo Michel Temer nem anistiando nenhum governo. O que a gente pensa hoje é que uma troca de governo neste momento não é bom para o País. O que o País ganhará com isso? Ganhará um crédito ruim no exterior e dentro do Brasil não ganhará nada. Não vai mudar nada. Os empregos não vão surgir.
Por que um deputado votaria a favor de um presidente que é impopular, acusado de corrupção e com a economia patinando? Qual o argumento dos governistas?
Não sou governista, sou independente. Não foram colocadas provas robustas para a gente. Não estamos votando contra a investigação, mas contra a suspensão de mandato agora. 
A votação é por chamada nominal. Existe um constrangimento de dizer no microfone que é contra a aceitação da denúncia?
Quem não tiver coragem, vai para casa. Pode passar na Globo, em tudo quanto é televisão. Quem tem medo não pode ser político. O Parlamento é coisa para gente de coragem.
O senhor acredita na fidelidade do presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia?
Não tenho nada para desacreditar nele, não.
O Centrão está, agora, com Maia ou com o presidente Michel Temer? 
O Centrão está bem alinhado, junto e amarrado ao Palácio do Planalto. E amarrado não só com a cúpula, mas com a base também. Mas não vejo disputa entre Michel e Rodrigo.
O senhor estaria preparado para assumir a Câmara dos Deputados de vez?
Eu não vou na hipótese, não. Eu estou preparado para qualquer coisa, mas essa é uma hipótese. Eu estou preparado para assumir a presidência da Câmara dos Deputados quando eu for candidato, daqui a um ano e meio. Se eu puder ser e for eleito. Pretendo ser candidato, mas não agora.
Mas Rodrigo Maia tem pretensão de ser reeleito presidente da Câmara dos Deputados...
Ele é um grande presidente da Câmara. Quem estiver melhor apoia o outro.
Como vê o cenário para a eleição presidencial de 2018?
O candidato mais forte que nós temos até hoje ainda é o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Se ele puder ser candidato, é o candidato mais forte, é inegável que ele é o mais forte. Ele tem uma multidão de gente, foi um grande estadista. A gente espera que ele possa, nos tribunais superiores, provar sua inocência, né?