sexta-feira, 31 de julho de 2009

Deputado Antônio Moraes -PSDB

Exercendo seu terceiro mandato consecutivo, o deputado Antônio Moraes ocupa o cargo de 2º vice-presidente da Mesa Diretora na Assembleia Legislativa. Formado em Direito pela Universidade Católica de Pernambuco e natural de Macaparana, ocupou por cinco anos a direção do Conselho Nacional de Petróleo no Nordeste e foi secretário de Segurança Pública no terceiro governo de Miguel Arraes. Delegado aposentado da Policial Civil, Moraes desempenhou suas atividades em diversas delegacias de Pernambuco, chegando a exercer o cargo de Diretor de Polícia da Capital.
O deputado defende, na Alepe, entre outras prioridades, a reforma e construção de barragens; o envio de viaturas policiais a várias cidades; reforma de delegacias e a instalação e melhoria de laboratórios de informática em escolas, bem como a recuperação de rodovias e aumento do número de eletrificações rurais e abastecimento d’água; implantação de centros profissionalizantes; preservação do meio ambiente e das tradições culturais de Pernambuco.
Entre as leis de sua autoria estão as que estabelecem o Dia Estadual do Cantador Repentista – 06 de janeiro e o Dia Estadual do Cordelista – 19 de novembro. Outras propostas incluem o Certificado de Responsabilidade Social para empresas sediadas em Pernambuco, a instalação de salas de leituras nas escolas do Estado e a Lei Nº 12.225 que dispõe sobre a divulgação do Disque Denúncia (3421.9595), além do Projeto nº 385/2007, que define e disciplina a piscicultura na zona rural de Pernambuco.
Apresentou ainda o Projeto de Lei nº 978/2009, alterando a Lei nº 13.389, de 24 de novembro de 2007, instituindo o primeiro domingo do mês de março, como a Data Magna do Estado de Pernambuco, de acordo com a Lei Federal nº 9.093, de 12 de setembro de 1995. Outras iniciativas são o projeto nº 972/2009, cuja emenda modificativa nº 1/2009, estabelece a cassação do cadastro de contribuintes do ICMS de pessoas física ou jurídica que comercializam derivados de petróleo e suas frações recuperáveis, fora dos padrões estabelecidos pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Na área da cultura, além de outras preposições citadas anteriormente, são de autoria do deputado os projetos nº 956/2009 e 993/2009 que consideram Bloco da Saudade e o Bloco das Flores patrimônios imateriais do Estado.
Por fim, é também de sua autoria a emenda modificativa nº 4/2009 ao Projeto de Lei nº 932/2009, que estabelece a proibição de vender, expor à venda, oferecer, servir, transportar, trazer consigo, guardar, consumir, entregar a consumo ou fornecer, ainda que gratuitamente, bebidas alcoólicas no interior dos estádios de futebol e dos ginásios de esportes, durante o período da realização de partidas e competições profissionais de caráter oficial.

Aleluia quer sessão conjunta para ouvir governo sobre Itaipu

A oposição tenta promover uma sessão conjunta da Câmara e Senado logo na reabertura dos trabalhos legislativos para ouvir os ministros de Minas e Energia, Edson Lobão, e das Relações Exteriores, Celso Amorim, sobre a intenção dos governos do Brasil e do Paraguai em alterar o contrato da Hidrelétrica de Itaipu. A iniciativa é do vice-presidente nacional do Democratas, deputado José Carlos Aleluia, que procurou o líder do DEM no Senado, José Agripino (RN), para tratar do convite aos ministros pelas comissões de Minas e Energia, de Relações Exteriores e de Infraestrutura. “Precisamos ouvir o governo sobre os reflexos dessa decisão no bolso dos brasileiros. Não há dúvida de que a mudança no contrato é nociva aos interesses do país e representa mais um desastre da gestão Luiz Inácio Lula da Silva. O presidente da República não tem procuração da Sociedade, muito menos do Congresso Nacional para sair por aí financiando republiquetas populistas”, declarou Aleluia. A mudança no contrato da Hidrelétrica de Itaipu é um crime de lesa-pátria, entende Aleluia. "À semelhança de Hugo Chávez, que financia republiquetas populistas com o petróleo venezuelano, Lula usa a energia elétrica para consolidar chefes de Estado incompetentes, como o paraguaio Fernando Lugo", criticou. O parlamentar observou que os acionistas privados da Eletrobrás vão cobrar do governo brasileiro os prejuízos pelo “desastrado ato do presidente Lula de abrir mão de receita”. O líder democrata lamentou que Lula e seus auxiliares sequer conheçam a história da construção de Itaipu. Segundo o democrata, o governo brasileiro beneficiou o Paraguai no projeto de Itaipu. "Originalmente, o projeto contemplava a construção da Usina num canal e seria edificada com todos os direitos de uso e exploração pelo Brasil, como advogava o engenheiro Marcondes Ferraz. Para ajudar o desenvolvimento do Paraguai, o governo brasileiro fez uma concessão, e decidiu construir a Hidrelétrica na divida entre os dois países. A energia seria comercializada pelo Brasil, como rege o contrato vigente", lembrou Aleluia.

Oposição acha “cemitério” do Samu

Na primeira investida da caravana que fez na Região Metropolitana, ontem, a oposição localizou, por acaso, ao lado da Prefeitura do Recife, o que classificou como “cemitério de ambulâncias do Samu. A intenção era inspecionar o Posto de Saúde da Família (PSF) do Pilar, cujo atendimento foi questionado por moradores da comunidade. Mas ao deixar o ambulatório, o grupo de parlamentares federais, estaduais e municipais acabou encontrando mais de dez veículos sucateados, com vidraças e equipamentos quebrados, adesivados com a logomarca do Serviço de Saúde.
As viaturas fabricadas em 2007, estavam estacionadas atrás de dois ônibus alinhados, ambos também contendo o slogan do Samu. O comboio de parlamentares não perdoou o “esconderijo” e já deu sinais de que usará a cena como mais um argumento de combate à gestão municipal.
“Já tínhamos questionado o déficit de ambulâncias, mas não sabíamos que estavam aí quebradas. Eles tinham informado que estavam em manutenção. Vou entrar com um pedido de informação sobre os carros parados, no dia 3 de agosto, quando voltaremos do recesso”, assinalou a vereadora Aline Mariano (PSDB). Pelos cálculos dela, apenas sete ambulâncias devem estar em circulação atualmente, tendo em vista que são 15 carros para cada 100 mil habitantes e o contigente populacional do Recife é de 1,5 milhão.
Além da tucana, integravam a comitiva os deputados federais Bruno Rodrigues (PSDB), André de Paula (DEM), Raul Henry (PMDB) e Raul Jungmann (PPS); os estaduais Pedro Eurico (PSDB), Augusto Coutinho (DEM) e Jacilda Urquisa (PMDB); a vereadora Vera Lopes (PPS) e o presidente estadual do PMN, Silvio Barbosa. JC,28/07/09.

HOSPITAL

O ponto escolhido pela oposição para atacar o Governo do Estado foi o Hospital Metropolitano Sul, no Cabo, um dos três prometidos por Eduardo Campos (PSB), durante a campanha de 2006. Concluída a fase de fundação, a obra permanece em estágio inicial. “Pelo edital, o prazo é março de 2010. E, nesse prazo, não fica pronto nunca. A gente já constatava que a promessa do Governo não será cumprida, mas precisávamos ver. Aí chegamos aqui e o engenheiro fala que não pode falar”, reclamou Augusto Coutinho. O engenheiro responsável pela obra, Marcelo Cavalcanti, recusou-se a conceder informação. “Não vou poder responder. A obra é pública. Qualquer questão sobre a obra é com a Secretaria de Saúde”, esquivou-se. JC,28/07/09.

Caiu muito a confiança de Eduardo em relação a Inorcêncio

Inocêncio Oliveira (PR) está esperando espaço na agenda palaciana para um encontro mais demorada com o governador. O deputado teve uma conversa rápida com Eduardo, durante a posse dos novos secretários, na segunda-feira, mas ainda falta colocar pingos em muitos iis. No Palácio o que se diz é que caiu muito a confiança de Eduardo em relação a Inocêncio. Já o deputado afirma que não foi bem compreendido, mas continua solidário a Eduardo da Fonte (PP) que não teve o tratamento merecido por parte do presidente do PSB, Milton Coelho.

PMDB abre fogo também contra Heloisa

Além de levar ao Conselho de Ética do Senado o líder tucano Arthur Virgílio (AM) por quebra de decoro, pelo aspone dele que ganhava até horas extras para viver na Europa, o PMDB deve representar contra a ex-senadora Heloisa Helena (PSOL) no Ministério Público Federal, cobrando dela mais de R$ 1 milhão sonegados ao Imposto de Renda, conforme sentença transitada em julgado no Supremo Tribunal Federal. CH,30/07/09.

Éramos 6


quinta-feira, 30 de julho de 2009

Raul vai atrás de votos no Sertão do São Francisco

Em campanha à reeleição, o deputado federal Raul Henry (PMDB) passou toda a manhã de hoje no Sertão do São Francisco. Ele esteve em Petrolina (com o prefeito peemedebista Júlio Lossio), Lagoa Grande (com a prefeita também peemedebista Rose Garziera) e Santa Maria da Boa Vista. Foi ciceroneado nessas visitas pelo secretário de Segurança Cidadã de Petrolina, Murilo Cavalcanti, que é seu amigo pessoal, e outros peemedebistas da região. Raul desconfia que será a “bola da vez” caso o senador Jarbas Vasconcelos não dispute o governo estadual, mas não pretende ficar dormindo em berço esplêndido. Está cuidado da reeleição, pois, como diz o ditado popular, “quem sai na frente bebe água limpa”. Escrito por Inaldo Sampaio

Deputado Adelmo Duarte - DEM

Natural da cidade de Lajedo, município do Agreste Meridional, deu início a sua carreira política em 1977 como o vereador mais votado de sua cidade, tendo sido posteriormente prefeito em dois mandatos, de 1983 a 1988 e de 1993 a 1996. Entre as suas realizações está a criação do distrito industrial, que impulsionou a produção de móveis tubulares e de confecções. Também foi presidente do Conselho de Desenvolvimento do Agreste Meridional (Codeam).Na Assembleia Legislativa de Pernambuco, Adelmo Duarte vem exercendo o seu segundo mandato, enfatizando a importância, o crescimento e a valorização da mão-de-obra dos setores avícola e agropecuarista. Atualmente é o 1° vice-líder da bancada do Democratas e vem se destacando como titular nas seguintes comissões: Administração Pública, Agricultura, Pecuária e Política Rural. É, ainda, suplente nas Comissões de Constituição,Legislação e Justiça,Ética Parlamentar e Redação Final.

PSOL protocola sua segunda representação contra José Sarney

O líder do PSOL no Senado, José Nery (PA), defendeu nesta quarta-feira (29) a cassação do mandato do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), por quebra de decoro parlamentar. Para ele, os fatos e as denúncias contra Sarney "são tão graves" que não há outro caminho a não ser o Conselho de Ética "aprovar e encaminhar ao Plenário o pedido de cassação de Sarney".
A defesa da cassação do mandato de Sarney foi feita antes de a presidente do PSOL, Heloísa Helena - ex-senadora e ex-candidata à Presidência da República nas eleições de 2006 e atual vereadora na cidade de Maceió (AL) - protocolar junto à Secretaria Geral da Mesa a segunda representação do partido contra o presidente do Senado por quebra de decoro parlamentar.
O partido solicita que sejam investigadas as denúncias de que a Fundação José Sarney seria a responsável pelo desvio de cerca de R$ 500 mil recebidos da Petrobras a título de patrocínio cultural. O PSOL também questiona a declaração de Sarney de que "não teria nenhuma responsabilidade administrativa" sobre a fundação que leva o seu nome. O partido solicita ainda a abertura de investigações de que Sarney não teria declarado à Justiça Eleitoral uma casa onde mora em Brasília, avaliada em cerca de R$ 4 milhões.
Na primeira representação, ocorrida no final de junho último, o PSOL pediu o aprofundamento de investigações relativas ao suposto envolvimento de Sarney com os chamados atos secretos, bem como denúncias de que o neto dele teria se beneficiado em operações de crédito consignado a servidores da Casa.
Outros senadores
Indagado se o PSOL também entraria com pedido de quebra de decoro contra senadores do PSDB, incluindo o líder do partido no Senado, Arthur Virgílio (AM), que teria admitido que abrigava em seu gabinete um funcionário fantasma, José Nery disse que, no momento, "é preciso priorizar o aprofundamento das investigações envolvendo o nome do presidente do Senado". Motivo: a gravidade e a avalancha de denúncias, a começar, segundo ele, pela edição de atos secretos, desmandos administrativos e nepotismo. Mas não afastou a hipótese de o partido denunciar outros senadores por quebra de decoro.
A presidente do PSOL, Heloísa Helena, voltou a dizer que o seu partido, ao apresentar pedido de quebra de decoro contra Sarney, "cumpre apenas a sua obrigação constitucional".
- Hoje não são mais apenas indícios relevantes de crimes contra a administração pública praticados por Sarney. Pelo contrário. Existem fatos que mostram claramente o tráfico de influência, a intermediação de interesse privado, e exploração de prestígio, que possibilitam a cassação de mandato parlamentar - afirmou Heloísa Helena. Agência Senado

Pode ficar pior, viu?

Já parou pra pensar que José Sarney (PMDB-AP) pode virar presidente da República? Pois é, se em abril Lula fizer mais uma das suas viagens internacionais e o vice José de Alencar não puder assumir o cargo, por questões de saúde, o presidente do Senado vai comandar o país, não é uma loucura? Claro que o sucessor natural seria o presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB-SP). Acontece que, se ele sentar na cadeira do presidente da República perde o direito de disputar a reeleição e, naturalmente, Temer não quer nem pensar nessa possibilidade. Como nada indica que Sarney pode renunciar ao cargo, apesar das inúmeras denúncias contra ele, a possibilidade dele assumir a Presidência da República é grande. E quem achar ruim pode se queixar ao Papa.
A não ser que, até lá, aconteça alguma coisa fora do figurino que está aí. Afinal, o PSDB deve protocolar amanhã a segunda representação contra Sarney no Conselho de Ética, onde o presidente do Senado é alvo de três denúncias apresentadas pelo líder dos tucanos, Arthur Virgílio (AM) e uma representação do PSOL.
Desativado desde março, o conselho foi reativado na semana passada e está nas mãos dos aliados de Sarney. O presidente do colegiado, senador Paulo Duque (PMDB-RJ), integrante da tropa de choque do líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), já sinalizou que pode arquivar as denúncias. O presidente do conselho tem a prerrogativa de rejeitar sumariamente todas as denúncias. DC,28/07/09.

"Inocêncio" todo, agora!

E Inocêncio Oliveira (PR) hem? Chegou mansinho na posse dos novos secretários de Eduardo Campos. E calado. Nem parecia aquela deputado que, um dia desses, estava no maior salto alto dizendo a todo mundo que seu voto era para o senador Sérgio Guerra (PSDB) e que não entrava de jeito nenhum no chapão comandado pelo PSB do governador. Se aprumou direitinho, não foi não? Bastou Eduardo Campos não dar a mínima para as ameaças de Inocêncio e ele nunca mais fez ameaças, nem disse que estava magoado, muito menos ensaiou pedir alguns carguinhos, como costumava fazer com todos que passaram pelo Palácio do Campo das Princesas, em troca de seu apoio nas eleições. DC,28/07/09.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Evento do PPS vira ato da União

A oposição ao governador Eduardo Campos (PSB) no Estado parece mesmo disposta a não brincar em serviço. Ontem, o XVI Congresso Estadual do PPS, realizado na Câmara dos Vereadores do Recife, das 8h às 14h, extrapolou os limites da definição de diretrizes partidárias e transformou-se num ato em prol da reedição da antiga aliança União por Pernambuco (PMDB, PPS, PSDB, DEM). Não à toa, compareceram os senadores, Marco Maciel (DEM), Sérgio Guerra (PSDB), o deputado federal, André de Paula (DEM), os estaduais, Augusto Coutinho (DEM) e Pedro Eurico (PSDB), além do presidente estadual do PMDB, Dorany Sampaio. Também não ficou de fora o presidente estadual do PMN, Sílvio Barbosa. O partido, que recentemente, saiu das mãos do deputado federal, Sílvio Costa - aliado do Campo das Princesas - agora tende a engrossar a trincheira oposicionista.
Comandando o evento, o presidente estadual do PPS, deputado federal, Raul Jungmann - reconduzido ao cargo na ocasião - convidou as lideranças aliancistas a compor a mesa e tomarem a palavra. Foi uníssono o coro inflamado em prol da retomada do poder nos níveis estadual e nacional, sob aplausos da militância de 82 municípos, formada por delegados, vereadores, vice-prefeitos e um prefeito, o de Bom Jardim, João Lira. Ao fazer a apresentação dos companheiros, Jungmann não hesitou em definir o grupo como “oposição que em 2010 será Governo do Estado de Pernambuco, tenho certeza e convicção”.
Dorany Sampaio frisou que a intenção do grupo de apresentar uma solução eleitoral para o Estado como meio de reestabelecer o respeito às leis, moralidade pública e administrativa. “Estamos sob a presidência de um cidadão que invade a autonomia dos poderes e acha que exaure a responsabilidade com os famintos e necessitados disponibilizando o Bolsa-Família e gastando fortunas com os bancos (...)As estatísticas de violência de Olinda, Recife e Jaboatão superam a da quase totalidade das cidades do País”, criticou o peemedebista referindo aos governos Lula e Eduardo Campos, respectivamente.
Augusto Coutinho ressaltou a estirpe política de Maciel e Guerra como exemplos da força da oposição, atacou ainda a promessa não cumprida do governador de construir três hospitais e solucionar o problema da Saúde. Até o contido Marco Maciel defendeu o fortalecimento dos partidos aliados como forma de proporcionar “a rotatividade e alternância no poder”. “É lógico que não podemos falar em nomes agora porque a legislação eleitoral não permite”, ponderou Maciel. JC,27/07/09.

João "trapalhão"

Mais uma trapalhada de João da Costa (PT) e a Zona Sul do Recife parou, hoje, durante quase três horas: o prefeito mandou derrubar 67 casebres no Pina e os moradores protestaram fechando o trânsito na avenida Antônio de Góes. E tome engarrafamento.
Armados de pedras e pedaços de madeira, eles impediram a passagem dos veículos que precisavam atravessar a ponte do Pina com destino ao centro do Recife ou à avenida Agamenon Magalhães e o tumulto foi grande. Fizeram fogueiras com palhas de coqueiro e pedaços de móveis, ameaçaram os motoristas que tentaram furar o bloqueio e chegaram a jogar pedras num carro que procurava escapar da confusão.
Quem ficou preso no engarrafamento não tem mais dúvidas: o Recife é uma cidade completamente abandonada porque o prefeito João da Costa só sabe fazer uma trapalhada atrás da outra.
Começou com a perseguição aos vendedores ambulantes da praia de Boa Viagem, depois com o lixo que ele continua sem resolver direito e, agora, com a derrubada de casebres sem uma estratégia para alojar os desabrigados e garantir o direito de ir e vir dos recifenses. Aliás, um direito elementar da população.
Como sempre, João da Costa mandou seu secretário de Planejamento, Amir Schvartz fazer o servicinho sujo: ele começou a derrubar os casebres nas primeiras horas da madrugada e foi aquele alvoroço. Os desabrigados prometem uma manifestação amanhã, na frente da Prefeitura do Recife.
Fazem muito bem. Em vez de impedir o trânsito na cidade, prejudicando pessoas que nada podem fazer para conter os arroubos do prefeito, todos que se sentem prejudicados pelas trapalhadas do petista deveriam protestar na casa dele, isso sim.
Quem sabe o prefeito trapalhão não aprende a trabalhar se levar um choque de cobrança, digamos assim, da população ? Afinal, se o importante para o PT "é cuidar das pessoas", como pregava o ex-prefeito João Paulo, e se o slogan de João da Costa diz que "nossa cidade é a gente quem faz", tá na hora dos recifenses começarem a gritar para serem ouvidos. Antes que o novo prefeito acabe de vez com o Recife. DC,28/07/09

Marco Maciel é o 1º para senador no município de Bezerros

Embora não esteja em campanha à reeleição, o senador Marco Maciel (DEM) lidera as intenções de voto no município de Bezerros, de acordo com pesquisa feita no final de semana por uma empresa de Gravatá. O segundo colocado é João Paulo (PT), o terceiro Sérgio Guerra (PSDB) e o quarto Armando Monteiro (PTB). Para governador, Eduardo Campos (PSB) tem 51% das intenções de voto, ante 33% do senador Jarbas Vasconcelos (PMDB). E, para a Câmara Federal, Inocêncio Oliveira (PR) aparece disparado: 41%, seguindo por Humberto Costa (PT) com 14%, Pedro Eugênio (PT) com 8% e Ana Arraes (PSB) com 5%. Já o instituto Repercussão, de Caruaru, aferiu que na cidade de Bezerros Lula tem 87% de aprovação e que Dilma Rousseff (PT) está tecnicamente empatada com José Serra (PSDB). Ela tem 30%, ante 34% de Serra e 10% de Ciro Gomes (PSB).

terça-feira, 28 de julho de 2009

O nó na Educação continua. As fotos do dia




Agência JCMazella


Marco Maciel, discretamente, inicia campanha pela reeleição

Embora venha a Pernambuco de 15 em 15 dias, o senador Marco Maciel (DEM) viaja muito pouco pelo Estado para quem está se preparando para disputar a reeleição. Ele também só fala o necessário, sobre questões de Pernambuco e também do país, salvo se o assunto for “reforma política”, bandeira que defende há mais de uma década como principal remédio para melhorar, em sua opinião, a “taxa de governabilidade” do país. Apesar da costumeira discrição, Maciel deu uma longa entrevista na tarde desta segunda-feira ao programa de Samir Abou Hana (TV Universitária), que a cada dia mais se consolida como o melhor programa de entrevistas da televisão pernambucana. Como sempre, ele evitou falar sobre 2010, disse que não existe no Código Eleitoral o verbete “pré-candidato” e que comunga do ponto de vista do pensador político italiano, Norberto Bobbio, para quem a discussão sobre “estado mínimo e “estado máximo” está superada. O que se discute hoje no mundo moderno é o problema da “governabilidade” e da “não governabilidade”, algo que tem tudo a ver com partidos políticos, porque, sem a existência deles, fortes, “vertebrados”, nenhum país tem “taxa de governabilidade” alta. Escrito por Inaldo Sampaio

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Oposição fiscaliza hoje obras de Eduardo

As bancadas de oposição na Câmara Federal, Assembleia Legislativa e Câmara do Recife irão visitar, nesta segunda-feira, locais emblemáticos de obras não acabadas, promessas não cumpridas e de falhas na gestão do atual Governo do Estado e da Prefeitura do Recife. O roteiro, no entanto, está sendo mantido em sigilo.
Já confirmaram presença os deputados federais Raul Jungmann (PPS), André de Paula (Democratas), Bruno Rodrigues (PSDB) e Raul Henry (PMDB); os deputados estaduais Augusto Coutinho (Democratas), Pedro Eurico (PSDB), Jacilda Urquisa (PMDB), Ciro Coelho (Democratas) e Edson Vieira (PSDC); e os vereadores Priscila Krause (Democratas), Gustavo Negromonte (PMDB) e Aline Mariano (PSDB).
De acordo com líder da Oposição na Assembléia, Augusto Coutinho, a ação conjunta tem como objetivo mostrar a distância entre o que as gestões estadual e do Recife apregoam na propaganda oficial e a realidade. 'No papel e na televisão tudo está funcionando, mas nós vamos mostrar que a verdade é bem diferente', afirma.
Segundo ele, muitas das denúncias têm chegado através do site da Bancada de Oposição da Assembléia (https://www.hotlink.com.br/webmail2/horde/services/go.php?url=http%3A%2F%2Fwww.bancadadeoposicao.com.br), pela Ouvidoria Online. 'É um serviço pioneiro e que tem nos dado um excelente retorno do que realmente sente a população de Pernambuco'. A comitiva sairá da frente do PPS (Rua Viscondessa do Livramento, 98, Derby), às 9h da segunda-feira, 27 de julho. Escrito por Magno Martins

IML de Caruaru

As condições do IML de Caruaru são precárias. Além de funcionar nos fundos de um hospital, não possui cadeiras para os parentes em espera, a imundície impera no local e, ainda, os profissionais que fazem necropsia cobram dinheiro para formolizar os corpos, neste último caso, cometendo crime, já que o serviço é gratuito para a população carente.

Ladeira abaixo

O ex-prefeito petista de Recife, João Paulo, anunciou que seria ministro de Lula. Virou coordenador nacional da campanha da ministra Dilma. Na verdade, ganhou um carguinho de secretário de Pernambuco. CH,26/07/09.

domingo, 26 de julho de 2009

O fim dos Herdeiros

O deputado José Múcio (PTB-PE) provocou autêntica saia justa, há dias, numa reunião da comissão que discute a reforma política, na Câmara. Ele defendia a adoção do sistema de lista partidária, com um forte argumento:- Os partidos passariam a definir os candidatos, e não as velhas raposas, que colocam filhos e netos para sucedê-los...Todos caíram na gargalhada. Ele não percebeu, mas ACM Neto (PFL-BA), o “Grampinho”, estava no recinto. Foi o único que não achou graça. CH,26/07/09.

Pobre PT!

Partido político que não tem a pretensão de ocupar o poder é tudo, menos um partido politico. Pode ser um grêmio recreativo, um clube literário. Mas não é um partido.
Mesmo sem chance de vencer, um partido ganha musculatura cada vez que se apresenta a uma eleição. Vencer é mutio bom, mas disputar também é importante.
O PT nasceu como partido nacional, com uma cabeça paulista. Sempre se apresentou às eleições, mesmo sabendo que tinha chances mínimas de vitória.
E foi crescendo. E aparecendo. Começou a construir bancadas importantes no Congresso e nas Assembléias, conquistou prefeituras, governos estaduais. E chegou à presidência da República.
E aí... O presidente Lula esmagou o PT para construir o lulismo. Ás custas do PT.
Hoje Lula controla o tubo de oxigênio que mantém vivo o partido. E submete o PT a seus projetos pessoais.
O projeto pessoal de Lula é se perpetuar no imaginário coletivo. Sai do governo no auge da popularidade (pessoal). Elege a ministra Dilma Rousseff como sucessora (feito inédito. E pessoal). Volta ao poder em 2014 (por mérito pessoal).
E obriga o PT a acompanhá-lo.
Para que isto aconteça, Lula exige do PT as maiores demonstrações de contorcionismo ético, político e verbal de que se tem notícia. Nunca antes na história deste país um partido político foi tão humilhado. E não pelos adversários, mas por sua estrela maior.
Mensalão, aloprados, waldomiros, cartões corporativos, Jader, Collor, Renan, Severino, e agora Sarney. Tudo caiu no colo do PT, tudo é debitado na conta do PT.
O presidente não sabe, não viu, não se interessa. Pobre PT!
Lula enquadrou o PT, domesticou os movimentos sociais, transformou em peleguismo o sindicalismo brasileiro, celebrou uma aliança firme com o capital financeiro e com as camadas menos favorecidas. É imbatível.
Refém desta popularidade estratosférica, o PT segue seu líder.
Engole a candidatura de Dilma Rousseff. Apóia as falcatruas de Sarney, Renan et caterva.
E agora, Lula quer obrigar o partido a não apresentar candidaturas nos estados onde não houver garantia de vitória certa.
Ou seja, Lula quer obrigar o Partido dos Trabalhadores a não exercer uma das principais funções de um partido político: a de tentar chegar ao poder através do voto. Enviado por Lucia Hippolito

Fim de festa

O deputado André de Paula (DEM) critica o espaço dado por Eduardo Campos no secretariado a cinco políticos que vão disputar 2010 e que não terão condições de montar nada até abril, quando deverão se desincompatibilizar. Para o democratas, "o governo tem áreas que não funcionam como a Saúde, sob o comando do vice João Lyra Neto, e a Agricultura, onde o titular, Ângelo Ferreira, expressou recentemente o desejo de deixar a secretaria considerando encerrado o seu trabalho, mas o governador prefere priorizar a eleição, deixando na população a sensação de um fim precoce do governo. De fim de festa".

Pacto da Galiléia, o útimo lance

Pacto da Galiléia pôs no mesmo palanque Julião, líderes do PFL e usineiros pernambucanos, pela reforma agrária. O que diabos Francisco Julião está fazendo, acompanhado de antigos adversários e inimigos? Ao seu lado estão o então candidato a governador pelo PFL, José Múcio Monteiro, o governador Gustavo Krause, o ministro-chefe da Casa Civil, Marco Maciel, o candidato ao Senado Roberto Magalhães e alguns dos principais usineiros do estado. O ato ocorreu em 18 de outubro de 1986, no Engenho Galiléia, em Vitória de Santo Antão (PE) - o mesmo local onde em 1955 surgira o movimento das Ligas Camponesas. Foi um comício para o anúncio oficial da assinatura do Pacto da Galiléia, idealizado por Julião e pelo qual os usineiros pernambucanos comprometiam-se a doar 10% de suas terras para a reforma agrária. O Pacto tornou-se o gesto mais incompreendido da história de Julião, o maior fracasso eleitoral da vida dele e um dos motivos que contribuiu para o ostracismo a que foi relegado nos anos seguintes - candidato a deputado federal, foi humilhado nas urnas, obtendo menos de 3.500 votos. José Múcio perdeu a eleição para Arraes, que elegeu também os dois candidatos ao Senado (Antonio Farias e Mansueto de Lavor). Mas, ao mesmo tempo, o Pacto representou uma vitória da pregação de Julião em favor dos camponeses - uma vitória retórica, mas, enfim, vitória. O desenlace do episódio foi retratado em matéria publicada pelo Diario em 25 de novembro, sob o título "Pacto da Galiléia não mais será cumprido". Um dos signatários do acordo, Gérson Carneiro Leão, pediu ao repórter que o procurou na época: "Vamos falar de outra coisa". Como o repórter insistisse, Gérson completou: "O Pacto não existe mais. Era um acordo de José Múcio com Julião. Só teria validade se Múcio fosse eleito. Como não foi..."Para contar esta história - que encerra o ciclo da atuação política de Julião e complementa a série do Diario sobre Julião - a reportagem consultou documentos e textos da época, ouviu personagens daqueles acontecimentos e entrevistou o autor do único texto acadêmico sobre o Pacto, o cientista político Eliezer Queiroz de Souto ("A reforma agrária pelo dízimo: proposta de Francisco Julião aos usineiros", incluído na coletânea Atos retóricos, livro organizado por Tereza Lúcia Halliday, publicado em 1988 e hoje esgotado).O texto do Pacto seguia uma retórica típica de esquerda. "É chegada a hora das grandes reformas sociais", afirmava um dos trechos do documento. "É inaceitável um país rico com o povo pobre. É inaceitável a permanência de contrastes sociais que comprometam o futuro do país". Era assinado pelo próprio Julião, representando os sem-terra, e por José Ranulfo (do Sindicato dos Usineiros), Gérson Carneiro Leão (da Associação dos Cultivadores de Cana) e pela cúpula do PFL: José Múcio, Gustavo Krause, Maciel, Roberto Magalhães e Margarida Cantarelli (o segundo nome do partido na disputa pelas duas vagas para o Senado). "O Pacto não foi compreendido nem à esquerda nem à direita", afirma José Múcio, que hoje é ministro das Relações Institucionais do governo Lula. "Mas se tivéssemos ganho iríamos fazer a reforma agrária que Julião queria".O Julião do pleito de 1986 é um "Julião reciclado", na opinião de Eliezer Queiroz . Não é que ele renegasse o passado, mas naquela eleição vislumbrava outros caminhos para atingir seus objetivos, entende o cientista político. Julião regressara do exílio em 1979, com a anistia. Integrara-se ao PDT, de Leonel Brizola, que vivia disputando espaço com o PMDB, legenda à qual pertencia Arraes. Em 2 de maio de 1986 lançou a "Carta aberta aos usineiros", uma tentativa de convencer os usineiros a aceitar a reforma agrária por consenso. A princípio, eles foram contra; depois, à reboque de José Múcio e desejosos de derrotar Arraes, concordaram - aí está a vitória mencionada no início dessa matéria: depois de passar décadas pregando na esquerda, Julião conseguia entronizar sua bandeira de reforma agrária entre os liberais e a direita. "Foi na Zona da Mata que edificastes vossos domínios, graças à vossa diligência, dizeis com orgulho, enquanto euvos digo que sem o braço do escravo e do servo que explorastes até a inanição jamais seríeis o que sois", diz ele na "Carta". O Pacto da Galiléia parece ter sido o último lance -- desesperado? - do antigo agitador desejoso de ver suas ideias de reforma agrária virar realidade. DP,24/07/09.

sábado, 25 de julho de 2009

Estradas de Pernambuco, que vergonha Eduardo...

A duplicação da BR-101, que está jogada às traças. As obras da rodovia nos estados da Paraíba e do Rio Grande do Norte estão quase concluídas, mas aqui em Pernambuco está longe de terminar. E, quando chove, ninguem passa.

De olho na janela da infidelidade

Infidelidade não é um tema indigesto apenas entre os casais. As conversas políticas visando as eleições de 2010 já estão a pleno vapor, mas a indefinição sobre a possibilidade de mudança de partido vem tirando o sono de muitos candidatos de Pernambuco que pensam em "trair" a legenda de origem. Por motivos variados, um grupo de pelo menos oito deputados estaduais e três federais estaria em compasso de espera para migrar de legenda sem peso na consciência. Eles esperam apenas pelo aval da Câmara dos Deputados, que deve votar em agosto a proposta que estabelece um prazo permitindo troca-troca partidário sem risco de perda do mandato. A "janela da infidelidade", como vem sendo chamada a iniciativa, aconteceria no mês setembro. Somente na Assembleia Legislativa estariam prestes a "pular a cerca" os deputados Marco Barreto (PMN), Edson Viera (PSDC), Carlos Santana (PSDB), Raimundo Pimentel (PSDB), Sebastião Rufino (DEM) e José Alves (PDT), além de Adelmo Duarte(DEM) e Ciro Colho (DEM), sendo os dois últimos ainda indecisos. Na bancada federal comenta-se que os pré-infiéis são Sílvio Costa (PMN), Joaquim Francisco (DEM) e Edgar Moury Fernandes (PMDB). De olho na reeleição, os deputados justificam, nos bastidores, uma infinidade de problemas para mudar de legenda, mas todos almejam migrar para um único destino: a base de apoio do governador Eduardo Campos (PSB). A maioria alega perda de espaço e até perseguição interna. Para muitos deles, a salvação eleitoral será a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC), formulada pelo deputado federal Flávio Dino (PCdoB/MA), que estabelece um prazo de 30 dias (entre 3 de setembro e 3 de outubro deste ano) para que os candidatos possam trocar de legenda. Integrante da comissão especial criada na Câmara dos Deputados para discutir a proposta, o deputado federal de Pernambuco Sílvio Costa (PMN) acredita que no início de agosto a PEC deve ser apresentada para votação no plenário. Depois de perder espaço no seu partido,Costa luta para mudar de legenda, juntamente com o seu filho, o deputado estadual licenciado e atual secretário estadual de turismo, Sílvio Costa Filho (PMN). Apesar de evitar tocar no assunto, o patriarca da família Costa vem tentando criar uma nova legenda para justificar a provável saída do PMN. Trata-se do Partido Socialista da República (PSR), que, ao que tudo indica, não deve prosperar. "O problema é que, depois de passar pala Câmara, a PEC vai para o Senado. Estamos aguardando para ver como essa crise de lá poderá influenciar no trâmite", disse Costa. Crítico do projeto, o deputado Roberto Magalhães (DEM) classifica a proposta como "dois irmãos gêmeos". "Um se chama 'adesismo' e o outro, 'poderismo'. São aqueles que não sabem fazer política sem adesões e sem sair do poder", ironiza o democrata. DP,23/07/09

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Saude na Escola, com a equipe do PSF Dr. João Soares-sete casas/Patos-PB

Equipe do PSF Dr. João Soares, sete casas: Médica Valdecir
Soares, Cirurgião Dentista Benone Leão, Tecnico Francisco
Vicente e Enfermeira Katia Rejane.

Palestra da equipe de saude, para as mães, sobre as verminoses
Escovação supervisionada pelo Cirurgião Dentista Benone leão
Escovação supervisionada pela ACD Raelma Gouveia
Alunas da escola Dona Zefinha Mota, escovando os dentes
e cavidade bucal




Projeto de lei que cria novo salário mínimo profissional para Médicos e Cirurgiões-Dentistas avança na Câmara dos Deputados

No dia 27 de maio, a Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público da Câmara Federal dos Deputados (CTASP) aprovou o Projeto de Lei 3.734/2008, que altera o valor do salário mínimo profissional de Médicos e Cirurgiões-Dentistas.
De autoria do deputado federal Ribamar Alves (PSB-MA) e relatoria do deputado federal Mauro Nazif (PRB-RO), o PL prevê mudanças na lei 3.999, de 1961, que altera o salário mínimo dos Médicos e Cirurgiões-Dentistas e, ainda, sugere a modificação na redação da lei que estabelece o cumprimento de duas a quatro horas diárias para o período de 20 horas semanais, como já consagrado hoje.
O relatório do deputado Mauro Nazif, propõe, também, outras alterações, sendo que a principal delas é no valor do piso salarial estipulado pelo projeto em R$ 7 mil. A Lei n° 3.999 previa que o salário mínimo dos Médicos fosse três vezes o salário mínimo em vigor no país, o que, nos dias de hoje, corresponderia a um salário de R$ 1.245,00. O projeto original previa que o reajuste fosse feito baseado no salário mínimo, mas com as alterações propostas pelo deputado Nazif, a base será o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor).
O próximo passo é a aprovação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. No dia 4 de junho, foi designada a relatora dessa comissão, a deputada federal Sandra Maria da Escóssia Rosado (PSB-RN). O prazo para a apresentação de emendas encerrou-se no dia 18 de junho. Apenas uma emenda modificativa foi apresentada pelo deputado federal José Linhares (PP-CE) que diz: “Modifique-se a redação dada pelo presente Projeto de Lei, ao artigo 5º da Lei nº 3.999, de 1961, para passar a viger com o seguinte teor: Art. 5º - O salário mínimo dos Médicos e Cirurgiões-Dentistas, para uma jornada de 24 horas normais semanais, deverá ser estabelecido através de Convenções Coletivas de Trabalho, nos termos dos artigos 7º, inciso V, e 8º, inciso VI, da Constituição Federal”. A justificativa é de que “deve-se modificar o texto do presente Projeto de Lei, tendo em vista que a Constituição Federal da República determina que os pisos salariais deverão ser proporcionais à extensão e à complexidade do trabalho, sendo assim, não há melhor forma de determinar-se um piso salarial com tais parâmetros, senão através de Convenção Coletiva de Trabalho, onde a participação dos Sindicatos Profissionais e Patronais é obrigatória, conforme preceitua o Artigo 8º, inciso VI, da Carta Magna”. Essa emenda modificativa proposta reforça a complexidade e a dificuldade da aprovação do PL nos termos originais. Agora, foi aberto o prazo para que a relatora apresente o parecer.
A Associação Brasileira de Cirurgiões-Dentistas (ABCD) e a APCD têm acompanhado de perto todo esse processo. Segundo o presidente da ABCD, Luciano Artioli Moreira, apesar de ter sido um avanço importante, é preciso ter consciência de que ainda faltam etapas fundamentais para que a proposta se torne realidade. “O Projeto de Lei foi aprovado na Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público e, agora, segue seu curso natural na Câmara Federal. Depôs deverá passar pelo Senado e a última etapa será a sanção presidencial que poderá vetar parcialmente ou integralmente, ou aprová-lo sem veto nenhum. Infelizmente, não há como prever, ainda, quando e qual será o desfecho dessa história”, ressaltou ele. Em função da nova emenda apresentada pelo deputado José Linhares, a APCD e a ABCD irão se reunir com as demais entidades da Odontologia e da área médica para analisar o que será melhor para a categoria.Para Luciano Artioli Moreira, é preciso informar e mobilizar a categoria para que a emenda que foi proposta seja analisada e o PL possa ser aprovado. “Para sairmos vencedores desse processo, temos que superar importantes etapas e o nosso papel é esclarecer os deputados, a começar pela relatora atual, enfim, trabalhar juntos para que esse ‘filme tenha um final feliz’ proporcionando uma remuneração mais digna a quem cuida da saúde da população”, finalizou Luciano. APCD, jul/2009.

Fecha-se o cerco a José Sarney

Brasília - A revelação dos diálogos gravados pela Polícia Federal, em que José Sarney (PMDB-AP), e o filho dele, o empresário Fernando Sarney, aparecem negociando um emprego para o namorado da neta do senador, agravou a situação política do presidente da Casa, que já é alvo de quatro denúncias no Conselho de Ética. O líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), voltou atrás e, depois de ouvir os áudios da prática de nepotismo, decidiu apresentar a quinta denúncia contra Sarney. O líder do DEM, senador José Agripino (RN), disse que vai propor à bancada que também represente contra Sarney no Conselho de Ética, caso o presidente da Casa não apresente justificativa convincente para as conversas reveladas pelo jornal O Estado de S.Paulo."Fica evidenciada a intenção do senhor Agaciel Maia (ex-diretor geral do Senado) de patrocinar interesse privado perante a administração pública, valendo da condição de funcionário público", afirmou o líder dos tucanos. Virgílio referiu-se aos diálogos em que Sarney e o filho, Fernando, acertam a ajuda de Agaciel para nomear Henrique Bernardes, namorado da neta, Maria Beatriz, para a vaga do meio-irmão dela, Bernardo Brandão. A exoneração e a contratação foram efetivadas por meio de atos secretos. O senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), entende que chegou o "ponto final" de Sarney no comando do Senado. "Não tem mais como ele empurrar com a barriga, é esperar agora que reconheça isso e renuncie à presidência". Três outras denúncias apresentada pelo PSDB e uma representação do Psol já estão no Conselho, onde serão examinadas em agosto, na reabertura dos trabalhos do Congresso. Os partidos acusam Sarney de conivência com uma série de irregularidades detectadas no Senado, entre os quais está a prática dos atos secretos. Arthur Virgílio é, ainda, autor do pedido feito ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, para que investigue o senador Sarney pelo crime de tráfico de influência e o ex-diretor-geral do Senado Agaciel Maia pelo crime de advocacia administrativa.O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) chegou a propor um "plebiscito" - só entre os senadores - para que os parlamentares digam quem apoia ou não a manutenção de Sarney na presidência da Casa. Mesmo no PT, enquadrado pelo presidente Lula para apoiar o senador peemedebista, a tendência de crescimento da dissidências na ala mais fiel ao Planalto foi identificada pela senadora Fátima Cleide (RO). Segundo ela, o partido não quer mudar sua posição, "mas é lógico que se houver fatos novos (contra Sarney) o quadro se agrava".Para o advogado do empresário Fernando Sarney, Eduardo Ferrão, o áudio das gravações feitas pela Polícia Federal e divulgadas pelo jornal O Estado de S.Paulo, "não revelam a prática de qualquer ato ilícito" por parte de Fernando, sua filha Maria Beatriz, e o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Em nota divulgada à imprensa, Ferrão diz que o inquérito policial do qual foram retirados os diálogos está sob sigilo de Justiça, e que a conversa não poderia ter sido divulgada.Planalto - Decreto assinado pelo presidente Lula e publicado ontem no Diário Oficial da União obriga os ministros de Estado e ocupantes de altos cargos comissionados a declarar, no prazo de 60 dias, se têm parentesco com alguém no Executivo Federal que ocupe cargo em comissão ou de confiança ou com estagiário, funcionário terceirizado ou consultor de organismo internacional que preste serviço para o órgão em que o agente trabalhe. As declarações serão, depois, cruzadas pela Controladoria-Geral da União (CGU) com o banco de dados do Executivo na tentativa de identificar casos de nepotismo.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Estratégia jurássica!

Vai eleição, vem eleição e Inocêncio Oliveira não muda o repertório. O comandante do PR em Pernambuco continua com aquela velha, aliás, jurássica estratégia de fazer de conta que está amuado para conseguir mais cargos no governo, sob pena de abandonar o apoio ao governante do dia.
Aqui pra nós, ninguém aguenta mais ouvir essa história não. O pior disso tudo é que Inocêncio não se dá ao trabalho nem mesmo de modernizar o figurino, enfeitar uma frase aqui outra ali, nada disso. É a mesma cantilena, seja o governador de que partido for, ele encena a mesma peça sempre que se aproxima uma eleição.
E nesse palco cansado de guerra ele vai dizendo as mesmas falas: ameaça retirar o apoio ao governador, se finge de magoado por alguma coisa que não diz direito o que é, comporta-se como se estivesse em busca de novos parceiros para enfrentar as urnas, aquele blá,blá,blá que todo mundo já conhece. No dia que um governador tiver a coragem de fazer que não ouve o que Inocêncio Oliveira reclama, num instante ele se apruma. Escrito por Divane Carvalho

SENADOR MARCO MACIEL É CONTRA REFORMA POLÍTICA "MEIA SOLA"

Em artigo para a “Folha de São Paulo” desta segunda-feira, o jornalista e publicitário João Santana, coordenador da campanha do presidente Lula em 2006, assim se pronuncia sobre o projeto de reforma eleitoral aprovado na Câmara, e que agora depende do Senado para virar lei: - O Senado, que vive profunda crise de imagem, tem um bom tema de agenda positiva (liberar o uso da internet nas campanhas políticas sem qualquer tipo de restrição). Mas não é por oportunismo que urge corrigir os equívocos da Câmara. É simplesmente pelo prazer de estar conectado com o futuro. O projeto que a Câmara aprovou há duas semanas terá como relator da Comissão de Constituição e Justiça do Senado o pernambucano Marco Maciel (DEM). Em princípio, Maciel é contrário a uma reforma política “meia sola”. Mas por dever de ofício será obrigado a posicionar-se sobre os principais temas que os deputados federais aprovaram. São eles: 1- Obrigatoriedade de os candidatos e partidos registrarem formalmente os seus programas de governo;
2- Eliminação de trios elétricos e pintura de muros;
3- Regulamentação do uso da internet nas campanhas políticas. De todos, o que se refere à internet é o mais polêmico, pois há os que defendem a sua liberação total e os que são a favor de algumas restrições, como o relator do projeto na Câmara, deputado Flávio Dino (PCdoB-MA). Segundo ele, a internet não pode ser um “território sem regras”, pois, se assim fosse, “seriam permitidos sites que defendem a pedofilia, o racismo, o nazismo e os que ensinam os adolescentes a fabricar bombas caseiras”. Escrito por Valmir Andrade

SÃO AS ÁGUAS DE JULHO ENCHENDO O SERTÃO

SÃO AS ÁGUAS DE JULHO, QUEM DIRIA CHUVA NESTE MÊS É O FIM DOS TEMPOS?
Sertanejos são surpreendidos pela volta da chuva. A tarde inteira da 2ª feira foi de chuva em Afogados da Ingazeira. A meteorologia não fazia nenhuma previsão de chuva para antes de ontem, mais ela veio. Segundo o IPA, foram 51 milímetros bem chovidos em Afogados da Ingazeira.Choveu muito esta semana, também em palmeira desceu um toró d’água daqueles que só não inundou as ruas por conta de altitude. Sabemos da grande frente fria e dos ventos com mais de 80 km/hr na região sul do país, começando pelo Rio Grande do Sul até São Paulo, respaldando na região do pajeú e cidades da Paraíba. E hoje continuou a chuver e a previsão promete mais chuvas, veja neste blog a previsão das cinco cidades do pajeú. Santa Terezinha,Afogados,Itapetim,Brejinho e São José do Egito. Confira. Escrito por Valmir Andrade

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Democratas já vê Joaquim no bloco dos governistas

Alguns líderes do partido ainda procuram estancar o mal-estar, mas outros, como André de Paula, já admitem a mudança. “Não se pode lutar quando a estratégia é estar na base governista”, lamentou Após aparecer ao lado do governador Eduardo Campos (PSB), na sexta-feira, no Festival de Inverno de Garanhuns, como integrante da comitiva dele e posando para fotos, o ex-governador Joaquim Francisco (DEM) adotou o silêncio. De lá para cá, evitou dar declarações à imprensa. Mas a saída dele do DEM já é assimilada, nos bastidores, até por alguns democratas. Antes da aparição com Eduardo, o partido comandado por Mendonça Filho no Estado ainda acreditava que poderia “segurar” o ex-governador no DEM, mas ele deve ir mesmo para o PSB, conforme é especulado há mais de um mês. Ontem, Joaquim não retornou as várias ligações do JC. A mudança de campo político do ex-governador, ex-ministro, ex-prefeito e ex-deputado federal vem sendo pensada por ele há bastante tempo, mas reservadamente. Ele acredita que a troca partidária pode facilitar a sua eleição para deputado federal em 2010. Para tanto, tem mantido muitas conversas com alguns partidos – PSB, PTB e PR, por exemplo. Recentemente, Joaquim admitiu que se reuniu com o presidente estadual do PSB, o vice-prefeito Milton Coelho. Para fazer essa travessia, Joaquim conta especialmente com dois entusiastas: um sobrinho – o secretário-adjunto de Administração, o auditor fiscal José Neto –, e o ex-vereador do Recife Roberto Andrade, hoje atuando no Ministério de Ciência e Tecnologia, da cota do PSB no governo Lula. A saída de Joaquim do DEM é dada como certa por alguns correligionários. Ainda que figuras ilustres do partido como o senador Marco Maciel e o deputado federal Roberto Magalhães tenham trabalhado para garantir a manutenção dele na legenda, nos bastidores circula a informação de que nada mais pode ser feito para evitar o desligamento dele. No DEM, oficialmente ninguém admite, mas já seria ponto comum que depois de participar da “caravana do governador”, Joaquim Francisco inviabilizou sua permanência na legenda. Para o deputado federal André de Paula, o episódio evidenciou mais do que uma simples amizade entre os dois. “Não posso falar pelo partido mas minha opinião é que, de fato, essa viagem foi um sintoma clara de aproximação que vai além de qualquer convívio pessoal. É difícil acreditar que uma amizade possa produzir esse tipo de parceria”, afirmou André, referindo-se à amizade que existia entre José Francisco, pai de Joaquim, e o ex-governador Miguel Arraes, avô de Eduardo Campos, ambos já falecidos. André de Paula mostrou-se contrário à postura de Joaquim. “Mas não se pode lutar contra quando a estratégia é estar na base governista”. “O presidente (estadual do DEM) Mendonça Filho tentou por diversas vezes saber qual eram as insatisfações do ex-governador, mas há um momento em que a estratégia é estar na base do governador e essa é a única pendência que não podemos resolver”, disparou. O líder da oposição na Assembleia Legislativa, Augusto Coutinho (DEM), procurou minimizar o mal-estar no seu partido. “O DEM vê em Joaquim uma peça de grande importância e tem esperança de que ele não saia”, afagou. Coutinho assegurou que não há interesse da legenda em desligar o ex-governador por meio de processo interno. “Ele não ocupa mandato, que é uma prerrogativa para processos de expulsão. Aguardamos a decisão dele”. JC,21/07/09.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Pau pra toda obra

O senador João Pedro (PT-AM), suplente do ministro dos Transportes Alfredo Nascimento, preside a CPI da Petrobrás. O senador Paulo Duque (PMDB-RJ), suplente do suplente do governador Sérgio Cabral, preside o Conselho de Ética do Senado.O senador Wellington Salgado (PMDB-MG), suplente do ministro Hélio Costa, é um dos mais proeminentes membros da tropa de choque do senador Renan Calheiros.O senador Gim Argello (PTB-DF), suplente do ex-senador Joaquim Roriz, que renunciou ao mandato para não ser cassado por corrupção, é homem forte da tropa de choque de Renan Calheiros e o mais próximo e poderoso conselheiro da ministra Dilma Rousseff.É fascinante a meteórica ascensão de Gim Argello. De início vinculado a Roriz como acusado de grossa corrupção, Argello não foi submetido ao Conselho de Ética porque os senadores entendem que atos anteriores ao mandato não são analisados pelo Conselho de Ética.Salvo por esta interpretação, Gim Argelo galgou rapidamente os degraus até a tropa de choque de Renan Calheiros, subiu a rampa do Palácio do Planalto e hoje é vice-líder do governo e conselheiro de Dilma Rousseff.Os senadores citados acima são os mais notórios entre os 17 suplentes de senador atualmente exercendo o mandato. Por morte, renúncia ou licença do titular. Todos aqueles que se preocupam com a vitalidade das instituições democráticas, com a boa prática política, em suma, com a moral e os bons costumes, sabem muito bem que a figura do suplente de senador é uma excrescênciaPolíticos sem um único voto assumem cadeira no Senado da República e decidem sobre nossas vidas. Disputam parcelas do Orçamento, votam nomeações de indicados do presidente da República para cargos na administração, aprovam tratados internacionais.Tudo isto regado a fartas doses de privilégio, altos salários, cotas de gasolina, apartamento funcional ou auxílio-moradia, plano de saúde vitalício, centenas de funcionários, gabinete privativo e convívio com figurões do governo, da alta finança e do empresariado.Ah, e também o direito de empregar toda a parentela, amante e filho de amante, assessor de coisa nenhuma. Que vida boa! E tudo isso sem ter que fazer o esforço de captar um mísero voto. Por essas e outras é que quem tem por ofício analisar a política nacional e o comportamento dos políticos não tem a menor ilusão: o suplente de senador não vai desaparecer.Não tendo que se submeter ao escrutínio do eleitorado, o suplente pode dar as costas à opinião pública. Por isso, é usado pelos cardeais do Senado para fazer todo tipo de trabalho. Desde o mais impopular até o mais antiético.Serve para presidir Conselho de Ética e arquivar processos contra poderosos senadores. Serve para assar pizza em CPI. Serve para participar de tenebrosas transações onde se negocia tudo e todos.Em suma, o suplente de senador é utilíssimo! Sua sobrevivência está garantida no Brasil. Escrito porLúcia Hippólito

Pesquisa irá medir impacto na opinião pública das grosserias da Dilma em relação a subordinados

Na próxima pesquisa qualitativa que o comando da candidatura Dilma Rousseff mandará fazer será incluído o tema "o temperamento da ministra". O que se quer saber é se os destemperos verbais de Dilma contra companheiros de governo, que vieram a público recentemente, chamuscaram sua imagem. De qualquer forma, o grupo que a assessora quer passar a vender a imagem de que eventuais explosões estariam sempre ligadas a questões gerenciais, nas quais ela é muito rigorosa. Na Veja

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Mendonça Filho, Presidente dos Democratas/PE

Em agosto, Mendonça Filho, presidente estadual do DEM, coloca o Democratas nas Ruas na Região Metropolitana do Recife. Os democratas já andaram pelo Sertão, Agreste e Mata Norte, e o roteiro para o RMR começará a ser definido, quando Mendonça retornar da Espanha, onde está de férias.

Coutinho torce para o clima acirrar

O deputado estadual Augusto Coutinho (DEM) viu com naturalidade o apoio que o PP está dando ao senador Sérgio Guerra (PSDB), e parece estar gostando da confusão na base aliada do Governo Eduardo Campos. “Quem tem que explicar isso na verdade é o governador, que já mostra fragilidade no seu governo. É muita propaganda, muita espuma e poucas realizações. O governador é que deve estar incomodado com isso, ao menos tem mostrado isso nos jornais de hoje. Estamos assistindo de camarote, muito tranquilamente, a todo esse desenrolar”, ironizou. O democrata, que deixou claro que mesmo vendo do ‘camarote’, seu partido está se articulando. “Estamos abertos para qualquer tipo de entendimento político, dentro de padrões éticos. Temos, de uma forma muito clara, orientado nossos correligionáriossobre qual a posição do partido”, esclareceu. Para Coutinho, o apoio, mesmo que prematuro, é positivo. “O senador Sérgio Guerra é um aliado nosso. Acho ótimo que ele esteja conseguindo novos apoios, e que ele se fortaleça para a disputa ao Senado, junto com o nosso candidato, que é Marco Maciel (DEM)”, afirmou. O parlamentar alerta, também, que esse é apenas um primeiro movimento de quebra na base, e que, com a possível confirmação da candidatura do senador Jarbas Vasconcelos (PMDB) para o Governo, a situação tende a piorar bastante para o governador Eduardo Campos (PSB). “Esse jogo vai ter várias mudanças, defecções e coisas desse tipo, sem sombra de dúvidas, depois que colocada a candidatura do senador Jarbas”, previu.

Recesso salvador

Começa nesta segunda-feira o recesso parlamentar no Congresso que só volta a funcionar no dia 3 de agosto. Isso significa que todos os escândalos envolvendo o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-PA), serão esquecidos bem depressa e quando os nobres senadores retornarem ao trabalho já terão feito uma outra agenda para discutir. Aí o caso dos atos secretos e todas as outras denúncias feitas contra Sarney se transformarão numa imensa pizza.
Alguém duvida? O circo já está tão acostumado a esse tipo de espetáculo que, antes mesmo que recolhessem a lona para iniciar o período de descanso legislativo, Sarney não escondeu o alívio que sentiu ao encerrar a última sessão do semestre: " Graças a Deus que começou o recesso", confessou, sem nenhum constrangimento. Porque não só ele como todos os senadores sabem que, a partir de agosto, a conversa é outra e a tal crise do Senado entra por uma perna de pinto e sai por uma perna de pato.

Inorcêncio Oliveira

No reino de Serra Talhada // Para o deputado Inocêncio Oliveira o mundo gira, gira, mas termina em Serra Talhada. E a candidatura de Armando Monteiro Neto (PTB) ao Senado vai bater lá na santa terrinha, onde o principal aliado do petebista, Augusto César, é o maior adversário local de Inocêncio. Se Armando ganha o Senado, Augusto César, para desespero de Inocêncio, vai mandar um bocado no município. Esta é a questão.
Dureza // Como se vê, vai ser dureza para Inocêncio Oliveira, mesmo permanecendo ao lado de Eduardo, se for o caso, apoiar a candidatura de Armando Neto ao Senado. É como se Inocêncio tivesse renunciando, com antecedência, seu domínio sobre Serra Talhada. Essa, portanto, vai ser uma conciliação dificil. Afinal, ninguém negocia o poder que tem em favor de um adversário. DP,19/07/09.

João não é mais João

Está em andamento na Prefeitura do Recife o desmonte da equipe do ex-prefeito João Paulo (PT), criador, padrinho e fiador político do atual prefeito João da Costa (PT). Tudo feito na maior discrição, diga-se de passagem, para evitar especulações, reclamações e, principalmente, cobranças dos amigos e assessores de João Paulo. Também para não atiçar a oposição que torce pelo rompimento dos dois petistas, claro.
Quase todo dia tem gente mudando de lugar na Prefeitura. E também nas empresas municipais, nos programas das várias secretarias, enfim, a caça aos cargos comissionados é intensa e nem tão cedo vai acabar. Até porque como foi eleito com o apoio de 16 partidos além do PT, João da Costa não quer contrariar os aliados que querem participar da máquina administrativa.
Tem saído e entrado tanta gente no governo municipal que nem parece que o atual prefeito é do mesmo partido do antecessor, muito menos que assumiu o compromisso, junto aos eleitores, de dar continuidade ao trabalho que ele vinha realizando na Prefeitura. O vai e vem só serviu, até agora, para dispensar pessoas que trabalharam com João Paulo, algumas nos dois mandatos, e que estão sendo dispensadas sem maiores explicações.
Se alguém ainda duvidava que João da Costa seria capaz de se afastar completamente de João Paulo,agora tem tudo para não duvidar mais. E certamente já se convenceu de que aquele slogan "João é João", só serviu mesmo para a campanha eleitoral. Escrito por Divane Carvalho

domingo, 19 de julho de 2009

MATUREIA REALIAZA DE 30 DE JULHO A 02 DE AGOSTO O 1º FESTIVAL DO FRIO

I FESTIVAL DO FRIO - MATUREIA-PB dia 30 de julho Congresso de Violeiros Obs: a melhores duplas de violeiros do Brasil, Geraldo Amansio, Valdir Teles...etc 31 de julho- LIMÃO COM MEL- Banda Flor da Serra- Os Maturis do Forró- Flor da Serra- Trio Pé de Serra, dia 01 de agosto- BIQUINE CAVADÃO - Renato Marinho- The Brothers- Trio Pé de Serra, dia 02 de agosto- TELENGO TENGO- Forro do Puxincói- Trio Pé de Serra. Vale destacar a banda BIQUINE CAVADÃO conhecida nacionalmente, e a consagrada LIMÃO COM MEL.OBS: A empresa FORTALEZA irá monitorar todo o evento com câmeras profissionais, dando mais segurança aos turistas. Fonte - ASCOM Prefeitura Municipal de Maturéia. Valmir Andrade

O fator eleitoral

Foram muitos os governistas que caíram em campo para minimizar a declaração do presidente Lula, que se referiu aos senadores da oposição como "bons pizzaiolos". A rigor tais cuidados caem no vazio. Ultimamente, o presidente tem se especializado em tantos desatinos verbais e ultrapassado todos limites do bom senso político, como a defesa que fez do presidente do Senado, José Sarney (PMDB/AP) e o chamego com o senador Fernando Collor de Mello (PTB/AL), que não há remendo que dê jeito. O comportamento do presidente, no entanto, além de revelar que ele chegou ao limite máximo do narcisismo - está acima de tudo e é o melhor de todos -, deixa claro também que o fator eleitoral está obscurecendo o seu lado racional. Lula quer ganhar a eleição de qualquer maneira, e nada como tentar desmoralizar a oposição no Senado, que se debate em torno da CPI da Petrobras e dos escândalos envolvendo o presidente do Senado, José Sarney. É fato que a CPI da Petrobras bate nos nervos do presidente, porém mesmo tendo ingredientes para implicar Deus e o mundo, a Comissão, já com governistas na presidência e na relatoria, não teria como ir muito longe. Mas Lula, ao apelar para os "pizzaiolos", conseguiu um efeito inverso. Alimentou a ira dos senadores da oposição e alertou a bancada governista. Às vésperas de uma eleição, em que a maioria dos senadores concorre a reeleição, ninguém quer aparecer mal perante a opinião pública. Dos 19 senadores do PMDB, por exemplo, só três - Jarbas Vasconcelos, Pedro Simon e José Sarney, não disputam em 2010. E é por isso, que já se registram mudanças de comportamento. O senador Garibaldi Filho (PMDB/RN), por exemplo, sempre tão afável, não hesitou em condenar a manobra do seu próprio partido que garantiu ao PMDB governista a presidência do Conselho de Ética, que por sua vez vai julgar representações contra Sarney e Renan Calheiros (PMDB/AL). Garibaldi criticou até a demissão de Lina Vieira, da Secretaria da Receita Federal, que caiu em desgraça por ter peitado o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli. Pois é, o fator eleitoral estimula todo mundo. E, se Lula diz bravatas para agradar seu eleitorado, os outros mortais radicalizam para garantir seus mandatos. DP,17/07/09.

Faltou solidariedade

Ninguém conseguiu entender, ainda, o que motivou o deputado Inocêncio Oliveira a ficar solidário com o presidente do PP, Eduardo da Fonte, pelo tratamento grosseiro que este teria recebido do governo em função do seu apoio antecipado à reeleição do senador Sérgio Guerra (PS
DB). Segundo fontes palacianas, o governador Eduardo Campos (PSB) esperava de Inocêncio comportamento de aliado incondicional de todas as horas, por uma razão muito simples: o Estado vive um momento muito difícil, com queda de arrecadação por causa da crise econômica e, para complicar ainda mais, servidores de braços cruzados na Saúde, Educação e Detran. Diante disso, o mínimo que o governador esperava do parlamentar era compreensão e solidariedade, o que não ocorreu. Escalado pelo governador, o secretário de Desenvolvimento Econômico, Fernando Bezerra Coelho, foi até a casa de Inocêncio, na segunda-feira passada de noite e de lá saiu de madrugada. A conversa, segundo este colunista apurou, se deu no exposto acima, ou seja, de desapontamento de Eduardo pela falta de solidariedade de Inocêncio. Muitos aliados do governador tentam incendiar sua relação com o líder do PR. Não convém a Eduardo romper com o deputado, porque o seu projeto de reeleição pode se complicar diante da força do parlamentar no Interior. MM,17/07/09.

Collor não mudou... Quem mudou foi Lula: ficou parecido com Collor

A frase prescreveu em 15 anos

Lula apareceu colérico na sede do PT em 13 de dezembro de 1994. Derrotado dois meses antes por Fernando Henrique Cardoso, continuava ressentido com o presidente eleito. Mas o som da fúria se dirigia a um ex-presidente, lider absoluto no ranking dos inimigos sem direito a perdão, beneficiado na véspera por uma desconcertante decisão do Supremo Tribunal Federal: alegando “falta de provas”, os ministros absolveram o ex-presidente Fernando Collor, que renunciara ao cargo para escapar do impeachment. Vale a pena ler de novo o que Lula disse:
- Como cidadão brasileiro, que tanto lutou para fazer a ética prevalecer na política, estou frustrado, possivelmente como milhões de brasileiros. Só espero que não apareça um trambiqueiro querendo anistiar Collor da condenação imposta pelo Senado.
Nada como um século depois do outro. O aventureiro que desonrou a Presidência da República, insista-se, não mudou. Quem mudou foi Lula. Ficou parecido com Collor. Nenhum trambiqueiro ousou propor ao Senado a anistia simbolicamente concedida pelo atual presidente com o abraço de Palmeira dos Índios.
Num esforço patético, devotos incuráveis caçam explicações que reduzam a vergonha da companheirada ainda capaz de envergonhar-se. ”Foi um cumprimento protocolar, não esqueça que Collor é senador por Alagoas”, resmunga um comentário postado na coluna. Ah, bom. Se é assim, Marcola e Fernandinho Beira-Mar merecerão um afetuoso abraço na primeira visita do presidente a uma cadeia de segurança máxima. “A elite direitista não admite que Lula faça política”, berrou outro.
Fica combinado, então, que Fernando Collor e Renan Calheiros nasceram em lares miseráveis. Fica acertado que a dupla de alta periculosidade é também de esquerda, e luta com bravura e desprendimento pela construção da sociedade socialista. Escrito por Jamildo Melo

sábado, 18 de julho de 2009

Estradas de Pernambuco, que vergonha Eduardo...

Fotos do Blog de Benone Leão

O ataque mais virulento

De Jarbas Vasconcelos: “É incrível que o Senado ainda se surpreenda com as atitudes e as ações do presidente da República. Ele vai continuar usando e abusando de sua popularidade. Ele não tem princípios, é pior do que o pior dos generais que exerceram a ditadura. Ele não tem pudor. Na verdade, quer desmoralizar o Senado, porque seu objetivo é se perpetuar no poder, não quer sombra”. MM,17/07/09.

Voto secreto acoberta malfeitores

A absolvição do deputado Edmar Moreira (o homem do castelo) no Conselho de Ética da Câmara traz novamente à discussão a questão do voto secreto no Congresso.
No Conselho de Ética o voto é aberto. O relator recolhe testemunhos, investiga indícios, estuda depoimentos. Produz um relatório que é abertamente discutido.
Em seguida, os membros do Conselho dão seu voto em voz alta, para condenar ou absolver. Tudo às claras.
No plenário, a situação é outra. Em primeiro lugar, os nobres deputados sequer se dão ao trabalho de ler um relatório que pede a cassação de um colega. Votam segundo suas próprias conveniências.
Como o voto é secreto, não precisam nem produzir uma desculpa esfarrapada.
O voto secreto tem servido, nos últimos anos, para permitir que mensaleiros confessos, como o ex-deputado Professor Luizinho ou o atual deputado João Paulo Cunha, sejam absolvidos pelo plenário. Ou ainda que alguém como o senador Renan Calheiros escape impune.
Mas não é simples resolver essa questão. Pela Constituição de 1988, poucos são os casos de voto secreto no Congresso. São eles: vetos do presidente da República a leis aprovadas pelo Congresso; aprovação de autoridades pelo Senado Federal, e autorização para processar parlamentares presos por flagrante de crime inafiançável.
Mas a Constituição determina também que cassação de mandato de parlamentares seja por voto secreto (Art. 57, § 2º).
Reside justamente aí o ponto mais polêmico. Quando vota o impeachment de um presidente da República (Lei nº 1.079/50), a Câmara dos Deputados o faz através de voto aberto.
Assim, não parece justo que, para apear o presidente da República, o voto seja aberto e para cassar o mandato de um parlamentar, seja secreto.
Mas quem faz as leis são os parlamentares.
Atualmente, tramitam no Congresso duas propostas de emenda constitucional a respeito do voto secreto.
o Senado, a PEC propõe a extinção do voto secreto apenas nos casos de cassação de mandato, mantendo-o na apreciação dos vetos do presidente e na aprovação de autoridades (prerrogativa exclusiva do Senado). A PEC está pronta para ir ao plenário.
Na Câmara, a PEC propõe a extinção pura e simples do voto secreto no Congresso. Já foi aprovada em primeiro turno no final de 2006 – e dorme na gaveta do presidente da casa, deputado Michel Temer, que não convoca o segundo turno de votação.
Enquanto esta questão não se decide, o voto secreto continuará a ser utilizado para proteger malfeitores. Enviado por Lucia Hippolito

Morre o deputado Fernando Diniz

Faleceu nesta sexta-feira(17) o deputado federal Fernando Diniz (MG), um dos principais articuladores do PMDB na Câmara. Discreto, mas muito eficiente nas conversações políticias, Diniz morreu durante um processo cirúrgico a que se submetia. A liderança do partido na Câmara confirmou a morte, mas não esclareceu as circunstâncias. Porém, há informações de que ele estaria sendo submetido a lipoaspiração

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Severino Cavalcanti já está internado em hospital em São Paulo, para exames e possível operação no coração

O prefeito de João Alfredo, Severino Cavalcanti, acaba de dar entrada no hospital HCor, em São Paulo.
Ele foi transportado de Brasília, junto com o filho, José Maurício Cavalcanti.
Antes de tranferência, os médicos observaram que ele estava consciente e orientado e falando. Neste momento, faz exames para ver se será operado do coração.
O ex-presidente da Câmara já foi operado neste mesmo hospital, para a colocação de marcapasso.
Com informações da repórter Bruna Serra

Agripino: CPIs investigam, mas pressão do governo impede punição de responsáveis

Líder do DEM no Senado, José Agripino (RN) criticou nesta quinta-feira (16), em Plenário, declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que os senadores seriam "bons pizzaiolos". Ele afirmou que o Congresso Nacional faz a sua parte ao investigar, por meio das comissões parlamentares de inquérito (CPIs). No entanto, frisou, os envolvidos em escândalos não são punidos, devido a pressões do governo.
Ele citou, como exemplo, o caso do prefeito Santo André, Celso Daniel, seqüestrado e assassinado em 2002, que nunca foi explicado.
- Por que nunca se esclareceu esse assunto, que foi capa da Veja? Certamente por uma pizza patrocinada por sua excelência, o presidente, e seu partido - disse o senador.
Outras investigações de escândalos feitas em CPIs do Congresso Nacional e que também mereceram capa da revista Veja, ressaltou Agripino, apontaram responsáveis por irregularidades, mas não foram tomadas as providências para puni-los. O líder mencionou Marcus Valerio, Delúbio Soares, Duda Mendonça e José Dirceu.
- Depois a pizza e os pizzaiolos estão aqui? Cadê a respostas a esses fatos? - questionou.
Na opinião de Agripino, o comportamento do presidente Lula não foi condizente com o de um chefe de Poder. Para ele, o presidente Lula tem respondido à imprensa de forma evasiva porque estaria inquieto diante da instalação da CPI da Petrobras.
- Era a reação de alguém que estava acometido de TPCPI - tensão pré CPI. Uma coisa absolutamente inadequada, incompatível com o procedimento de um presidente da República. Ele resolveu adotar uma postura de agredir por agredir, de atacar por atacar - disse Agripino.
O senador Papaléo Paes (PSDB-AP), em aparte, também lamentou a postura do presidente Lula em relação ao Parlamento. Para o senador tucano, a CPI da Petrobras não terminará em pizza se todos os procedimentos legais forem observados.
Da Redação / Agência Senado

Sarney agradece recesso parlamentar

Centro de críticas, denúncias e pedidos de afastamento do cargo, o presidente do Senado Federal, José Sarney (PMDB-AP), desabafou hoje (16) e disse que se sente “aliviado” com o fim do semestre. Mesmo sem comparecer ao plenário da Casa, Sarney esteve no Senado e analisou um relatório preparado pela Secretaria Geral com o balanço das votações e ações desenvolvidas. O relatório sustenta que não há matérias pendentes na pauta do Senado. Os parlamentares do Congresso Nacional aprovaram na noite de ontem (15) a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e ficaram liberados para o recesso, que termina no dia 3 de agosto.CH,16/07/09.

PT, DEVOLVA A PETROBRAS AO BRASIL!

E Lula decidiu mesmo tratorar a CPI da Petrobras. Com 8 dos 11 integrantes da comissão, fez a presidência, escolhendo o senador João Pedro (PT-AM) para o cargo, e a relatoria, para onde foi nada menos do que Romero Jucá (PMDB-RR), líder do governo no Senado. Se vocês ficaram com a impressão de que a intenção é não investigar coisa nenhuma, estão absolutamente certos. Mais do que não investigar: Lula quer que a comissão seja usada para demonizar a oposição e para fazer proselitismo em favor da estatal. João Pedro não deixa a menor dúvida sobre o papel que vai desempenhar: seu ato inaugural foi marcar a primeira reunião para 6 de agosto…
Isso quer dizer que a comissão é inútil? Não exatamente. Quer dizer que o trabalho, sem dúvida, será muito difícil. O governo já deixou claro que não tem o menor receio de ser e de parecer truculento quando o assunto é Petrobras. E, se preciso, corta na própria carne — imaginem, então, o que não faria com a carne da oposição…
Lina Vieira, secretária da Receita, trombou com Sérgio Gabrielli, presidente da empresa, e foi demitida. Mas não bastou a demissão. Tiveram também de lhe manchar a reputação profissional, alegando que, sob o seu comando, houve queda na arrecadação. Ontem, ela divulgou um documento desmentindo a informação oficial. E ninguém precisa ser um gênio da perspicácia para entender que, na prática, ela está acusando ingerência política no órgão.
A Petrobras é hoje um poder paralelo. Não está sujeita aos controles normais de uma República — ao contrário, é ela quem controla esses poderes, e a demissão de Lina, com laivos de truculência, deixa isso muito claro. A empresa é, sem dúvida, a guardiã dos segredos do governo Lula.
A oposição enfrentará enorme dificuldade para fazer o seu trabalho. Uma das alternativas que tem é tornar públicos, nos limites da lei, todos os documentos que lhe chegarem às mãos. O PSDB criou o Blog da CPI para divulgar informações sobre a comissão e o andamento da investigação. Em editorial, a página eletrônica afirma: “O que nós do PSDB queremos é desprivatizar a Petrobras”, campanha que lancei neste blog no dia 8 de junho, no post É HORA DE DESPRIVATIZAR A PETROBRAS!
É o lema correto. Aliás, acho que, na rede, pode e deve ser ainda mais direto: “A Petrobras é nossa, não do PT”. Ou ainda: “PT, devolva a Petrobras ao Brasil”.Escrito por Reinaldo Azevedo

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Palanque reforçado

Há quem acredite que o apoio do PP de Severino Cavalcanti e Eduardo da Fonte à reeleição do senador Sérgio Guerra (PSDB) é uma dissidência na Frente Popular que elegeu Eduardo Campos (PPS) governador de Pernambuco, mesmo que a decisão ainda não seja oficial.
Pode até ser. Mas pela pressa do PP em anunciar apoio ao senador tucano, faltando um ano e três meses para as eleições de 2010, parece mais que o partido da base aliada do governador tomou a iniciativa sabendo que ela pode vingar, porque ao Palácio do Campo das Princesas interessaria garantir uma das vagas do Senado para Sérgio Guerra. É claro que, pelo menos por enquanto, socialistas, petistas e demais integrantes da Frente Popular vão se mostrar surpresos com o anúncio do PP. Mas ninguém se engane: com tanto tempo pela frente, até o próximo ano o apoio à reeleição de Sérgio Guerra pode chegar às outras legendas e ao governo.
Discurso é que não vai faltar para justificar a necessidade de reeleger Eduardo Campos ao lado de um senador que trabalha por Pernambuco, é amigo pessoal do governador e não mistura amizade com política. Acha que é complicado? Que nada, os políticos costumam tirar de letra arrumações como essa e na maioria das vezes ainda conseguem convencer os eleitores de que estão certos.
Assim, quem apostar num racha na Frente Popular a partir do apoio do PP à reeleição de Sérgio Guerra, corre sério risco de perder. Pois o governador pode fazer uma aliança branca com o senador tucano e apoiar um candidato do PT para a segunda vaga do Senado. Aí entraria na corrida pela reeleição com o palanque reforçado pelo partido do presidente Lula, seu grande aliado. DC,14/07/09.

Estudantes invadem Senado para pedir saída de Sarney

Cerca de 20 estudantes universitários invadiram o salão azul do Senado, ao lado do plenário, para defender a saída do presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), pelo envolvimento em denúncias de nepotismo, desvio de recursos da Petrobras e apoio a atos secretos. O grupo chegou fazendo barulho, gritando e vestindo camisetas com a frase "Fora Sarney".
O estudante Rodrigo Pilha, que faz Pedagogia na Universidade de Brasília (UNB) afirmou que esse é apenas o primeiro protesto no Senado. "Precisamos conscientizar a sociedade em relação ao que está acontecendo com o Senado. Vamos voltar para cá", afirmou. O grupo de estudantes está em Brasília participando do 51º Congresso Nacional da União Nacional dos Estudantes (UNE).

Severino Cavalcanti é internado na UTI em Brasília

O prefeito de João Alfredo e ex-deputado federal, Severino Cavalcanti (PP), está internado na UTI do Hospital Santa Lúcia, em Brasília. Ele teria sentido falta de ar e foi socorrido na unidade médica. Escrito por Carol Carvalho

Agora, a desconfiança

Não tem outra. Depois que o governador Eduardo Campos (PSB) puxou o freio e enquadrou o deputado Inocêncio Oliveira (PR), que ensaiou um grito de independência ao declarar que seu apoio aos candidatos governistas para o Senado estava zerado e que poderia apoiar a candidatura oposicionista de Sérgio Guerra (PSDB), a questão agora é saber até quando será mantido o jogo de cena. O clima de desconfiança já está estabelecido e ninguém garante o que pode acontecer futuramente. A leitura que se faz das explicações do PR é a de que se Inocêncio Oliveira não ousou mais ir adiante, também não recuou tanto quanto era de se esperar, diante da reação do governador. E o termômetro da sucessão presidencial será fatal para todos os lados: governo, aliados e oposição. Se o candidato a presidente da República da oposição, José Serra (PSDB/SP) ou Aécio Neves (PSDB/MG), crescer muito mais do que a candidata governista Dilma Rousseff (PT), é possível que muitos aliados de Eduardo, entre os quais o PP e o PR, pensem em pular a cerca, independentemente das coligações. E a oposição, incluindo o senador Sérgio Guerra, pode ficar sem nada, caso Dilma Rousseff passe a liderar as pesquisas. Há muitas maneiras de apoios numa eleição, sem que as regras eleitorais sejam infringidas. O verdadeiro jogo eleitoral não é feito publicamente. Todo mundo sabe disso. E é por não ser público que, até agora, ninguém sabe exatamente até onde Eduardo chegou para calar tão rapidamente o deputado Inocêncio Oliveira. Há quem diga que o governador não percebeu a ousadia de Inocêncio, que começou a aflorar quando, sem explicitar suas intenções, o deputado fez um desafio, pela imprensa, para Jarbas Vasconcelos (PMDB) disputar o governo do estado. Depois, o deputado se apresentou como um divisor de águas e tentou colocar o governo contra a parede. O Palácio das Princesas, evidentemente, deve ter outra visão de todo o episódio envolvendo o PP e o PR. Agora, sejam quais forem as versões, não há como não se pautar pela desconfiança daqui em diante. E as sequelas éque vão direcionar as futuras conversas. DP,16/07/09.

Batalhão de Choque é chamado para proteger Secretaria de Educação com a passeata dos professores



Com fotos de João Carlos Mazella. Postado por Jamildo Melo