quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Lava Jato mira Gamecorp, empresa de Lulinha


Josias de Souza
A Gamecorp, empresa que tem como sócio o filho mais velho de Lula, Fábio Luís, encontra-se na alça de mira da Lava Jato. Procuradores da força-tarefa de Curitiba negociam um acordo de delação premiada com Otávio Azevedo, presidente licenciado da empreiteira Andrade Gutierrez, preso há sete meses. O nome de Lulinha, como o primogênito de Lula é chamado na intimidade, pode soar nos depoimentos de Azevedo, informa a revista Veja.
A Andrade Gutierrez é uma das controladoras da antiga Telemar, hoje rebatizada de Oi. Por meio dessa empresa de telefonia, a construtora injetou R$ 5 milhões na Gamecorp em 2005, comprando cerca de 30% da participação societária. Os procuradores querem que Otávio Azevedo revele o que motivou a transação. O candidato a delator resistiu. Mas os investigadores não aceitaram celebrar o acordo de cooperação judicial sem esse pedaço da trama. E o preso decidiu ceder.
De acordo com a reportagem, Azevedo dirá que agiu a pedido de Lula. Nessa versão, o pai de Lulinha, a caminho do término do seu primeiro mandato, tomou conhecimento de que o notório banqueiro Daniel Dantas oferecera-se para virar sócio da Gamecorp. Para impedir que o filho se vinculasse a Dantas, Lula pediu aos donos da velha Telemar, entre eles a Andrade Gutierrez, fizessem uma oferta mais vantajosa. Foi atendido.

FELIZ ANO NOVO

2016 !!!

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Marco Maciel faz falta ao DEM e ao Brasil






Após 44 anos de vida pública, Marco Maciel despediu-se da política em 2011 com as mãos limpas
Por respeito à personagem e um pouco de cautela para tratar do assunto, a imprensa pernambucana ignorou durante vários meses o estado de saúde do ex-senador Marco Maciel, um dos maiores políticos que o Estado já produziu e também um dos mais éticos e mais corretos. Foi preciso que o jornal “O Globo”, em sua edição do último domingo, produzisse extensa matéria sobre o ex-senador pernambucano, que padece do Mal de Alzheimer e se transferiu para Brasília para ficar junto dos filhos. Ele sempre teve uma saúde chamada “de ferro”, mas após o insucesso eleitoral de 2010, quando tentou a reeleição para o Senado e não conseguiu, mergulhou em profunda depressão, que posteriormente evoluiu para o Alzheimer. Nunca exerceu outra atividade que não a política, da qual se despediu com 2011, após 44 anos de vida pública, com as mãos limpas. Por isso está fazendo falta não apenas ao DEM, mas ao Brasil.

CLAUDIO VIANA


CLÁUDIO VIANA "Doca"

"Grande divulgador e incentivador da nossa cultura!"

Fotografia de GILBERTO LOPES
 — com Francisco Vieira.

PT !!!

Sérgio Kenji Yamanaka 
Não sou contra o Socialismo, só que historicamente foi provado que não funciona.
Os ideais socialistas usados pelo PT, como em todos outros países socialista, foram usados apenas para que uma pequena elite de políticos demagogos ganhasse o poder; no Brasil, só para ilustrar, em 13 anos de governo do PT o mínimo que deveria ter sido feito para melhorar a condição dos menos favorecidos seria ter dado uma melhor educação, saúde e emprego (esse último entenda-se fazer a economia crescer) para população mais pobre. E não vem com a desculpa que não conseguiram pois herdaram problemas de governos anteriores de outros partidos, afinal o PT teve 13 anos para melhorar esses pontos que, não só não melhoraram, como pioraram a olhos vistos.
Bolsa família não é invenção do PT nem do FHC, é um conceito econômico que deve ser usado para tirar a população da miséria e dar a condição mínima para que ela comece a se erguer, mas para isso educação, saúde e emprego é fundamental. Bolsa família eficiente é aquele que a cada ano menos pessoas precisem dele, e não o contrário.
E se não bastasse tudo isso, ainda há o fato de o PT ser comprovadamente o governo mais corrupto na história do planeta (só na Petrobrás foram R$ 42 Bilhões, sem contar outros casos como BNDES, Eletronorte, Copa do mundo...).
Enfim, você que gosta do Socialismo, repense, crie um novo conceito para ajudar a classe mais humilde, mas acima de tudo: ESQUEÇA O PT!

Aprovado pelo Senado e agora sancionado pela Presidente da República, salário mínimo passa de R$788,00 para R$880,00 em janeiro de 2016.


Conversas de celular mostram Dirceu discutindo ministérios de Dilma em 2014


POR MATEUS COUTINHO E RICARDO BRANDT
Diálogos encontrados no celular do ex-ministro da Casa Civil condenado no mensalão mostram sua atuação política e participação nos debates do PT enquanto ainda cumpria sua pena em regime domiciliar

José Dirceu. Foto: Futura Press
José Dirceu. Foto: Futura Press
Quinze dias após a presidente Dilma Rousseff ser reeleita no segundo turno da disputa presidencial em 2014, o ex-ministro da Casa Civil condenado no mensalão José Dirceu discutia com interlocutores petistas as indicações dos ministérios do segundo mandato da presidente e previa dificuldades para Dilma. As revelações foram encontradas em mensagens de whatsapp no celular do ex-ministro apreendido pela Polícia Federal na Operação Lava Jato.
“Tem que ser nomes com visibilidade e aceitação na sociedade em amplos setores de cada área, senão não acabará bem esse mandato”, avaliou Dirceu em diálogo com a historiadora e militante petista Maria Alice Vieiras em 10 de novembro de 2014. Na época o ex-ministro ainda cumpria em regime domiciliar sua pena de sete meses e 11 anos de prisão por corrupção no mensalão e a ex-ministra e senadora Marta Suplicy estava prestes a deixar o Ministério da Cultura e, posteriormente, o próprio PT.
Ex-assessora política do ex-ministro, Maria Alice conversava com ele sobre diversos assuntos políticos nessa época e também articulava o contato do ex-ministro com colegas e políticos. Na ocasião, eles conversaram sobre a saída de Marta da pasta e a possibilidade de ela deixar o PT para disputar a Prefeitura de São Paulo em 2016, o que acabou ocorrendo.
“Falei com Fernando sobre cultura e ele citou Samuel Guimarães…viu que Marta já fala em ir para outro partido, disputar a eleição em 16!!!”, exclamou o ex-ministro. “Barreto vem almoçar quarta-feira, disse que é urgente, deve ser o mesmo assunto”, segue Dirceu, que não poupa críticas ao PT no diálogo.
“Por aqui o que se diz que ela no PT disputará prévias com Haddad, uma loucura. Samuel não tem condições, acho que. Porque mesmo que todos esses processos são tão mal encaminhados?”, indaga Maria Alice.
“Não acredito que o PT aceitará e cometerá de novo esse erro”, responde o ex-ministro. “Ele e ela se desentenderam pelo visto, e muito, no passado…”, segue o petista, que mesmo afastado da vida política e cumprindo sua pena no mensalão discute nomes com Maria Alice, chega a sugerir o nome do ex-prefeito de Ouro Preto (MG), Angelo Oswaldo e pede para Maria Alice falar com os petistas de Minas sobre o assunto.
VEJA O DIÁLOGO EM QUE DIRCEU SUGERE O NOME DE ANGELO OSVALDO PARA O MINISTÉRIO DA CULTURA
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Um dia após o diálogo, Marta Suplicy deixou oficialmente o Ministério da Cultura, pasta assumida por Juca Ferreira  e, em abril de 2015 ela se desfiliou do partido com duras críticas ao PT, fortemente desgastado com os desdobramentos da Lava Jato que apontam o partido como um dos principais beneficiários do esquema de corrupção na Petrobrás. Em setembro de 2015 ela se filiou ao PMDB, sendo uma das principais cotadas para disputar a Prefeitura de São Paulo pelo partido.
O conteúdo das mensagens confirma o que já havia informado a reportagem do Estado em junho deste ano que afirmava que Dirceu, embora afastado oficialmente da política, ainda acompanhava de perto as movimentações do PT.
Em agosto de 2015 ele foi preso enquanto ainda cumpria prisão domiciliar no mensalão, desta vez acusado de receber propinas no esquema de corrupção na Petrobrás, e atualmente Dirceu é réu na Justiça Federal no Paraná respondendo pelos crimes de corrupção, organização criminosa e lavagem de dinheiro. No último dia 24 de dezembro a presidente Dilma publicou um decreto de indulto natalino que pode livrar o ex-ministro de sua pena pelo mensalão. A defesa de Dirceu deve pedir o benefício ao Supremo. O indulto, contudo, não livra o ex-ministro do processo do qual é réu na Lava Jato.
COM A PALAVRA, A DEFESA DE DIRCEU:
O criminalista Roberto Podval, que defende o ex-ministro, afirmou que “Dirceu foi condenado no mensalão, mas não esta morto, o direito de atuar politicamente não lhe foi tirado, portanto, é obvio que o mesmo mantinha contatos com vários amigos e falava sobre política”.
O advogado lembra ainda que o próprio juiz Sérgio Moro, ao ser confrontado com os diálogos, apontou que eles não implicavam Dirceu em nenhuma irregularidade relacionada ao processo da Lava Jato do qual ele é réu.
COM A PALAVRA, MARIA ALICE VIEIRAS:
“É de conhecimento público que assessorei José Dirceu desde o momento em que o mesmo resolveu defender-se publicamente. Além disso, fui responsável pelas atividades relacionadas à sua história política, recebendo pesquisadores, organizando palestras, realizando pesquisas para artigos e publicações e também sobre a geração de 68.
A partir de sua condenação na AP470, em 2012, e principalmente após sua prisão no final de 2013, meu contato com ele diminuiu muito, mas sempre que possível conversamos e trocamos opiniões sobre episódios relacionados a política brasileira e ao PT. Além disso, inúmeros amigos e companheiros, agentes políticos ou não, me procuravam durante esse período querendo conversar e ver o José Dirceu. E eu, em alguns casos, articulei essas conversas. Vale lembrar que foi mais ou menos nesse período que ele passou ao regime aberto, o que possibilitou ao mesmo retomar contato com pessoas que não o viam há tempos.
Também é público o fato de que a prisão de José Dirceu não anulou seus interesses sobre os rumos do país e sobre a disputa política pesada que por aqui se estabeleceu. Ele sempre acompanhou e, inclusive, posicionou-se diariamente sobre todos os temas relacionados à política e à economia em seu blog, mesmo depois que foi preso.
Diante disso, essas mensagens, telegráficas, entrecortadas e pontuais, nada dizem além disso: troca de impressões e de opiniões. Não tenho a menor ideia dessa fala dele sobre Jacy Afonso e mídia, tanto que não respondi esse comentário. Sobre a disputa da Câmara, o diálogo é genérico e não deve ter maiores significados. Envolver todo mundo quer dizer envolver o conjunto do PT, todos os grupos e correntes. E não tenho detalhes sobre o envolvimento direto dele nessa disputa.
Por último, não tenho cargo no PT nem na Fundação.
Att,
Maria Alice”

A Justiça de Deus não falha....



Governo Dilma !!!


SÃO JOSÉ DO EGITO - PE

Gilberto Lopes
“Rua Governador  Walfredo Siqueira” - Num dia de domingo.

Presidente do PT reconhece frustração com o 2º governo Dilma

rui falcao - reprodução internet
O presidente nacional do PT, ex-deputado Rui Falcão, faz mais oposição ao governo federal do que muitos parlamentares do PSDB e do DEM.
Após a troca de Joaquim Levy por Nélson Barbosa no Ministério da Fazenda, o dirigente petista divulgou uma nota, nesta segunda-feira (28), intitulada: “Uma Nova e Ousada Política Econômica para 2016″ na qual critica a alta dos juros e o corte de investimentos.
A nota está em sintonia com a pregação dos chamados “movimentos sociais” que criticavam a “política recessiva” do ministro Joaquim Levy.
Falcão acredita que com Barbosa à frente da pasta o Brasil retomará a confiança para superar a “frustração” causada pelo segundo governo de Dilma Rousseff.
Textual: “Entre o final e de 2015 e o início de 2016, o governo da presidente Dilma Rousseff precisa se concentrar na construção de uma pauta econômica que devolva à população a confiança perdida após a frustração dos primeiros atos de governo”.
E acrescenta: “Agora, que o risco do impeachment arrefeceu, mas sem que as ameaças de direita tenham cessado, é hora de apresentar propostas capazes de retomar o crescimento econômico, de garantir o emprego, preservar a renda e os salários, controlar a inflação, investir, assegurar os direitos duramente conquistados pelo povo. Chega de altas de juros e de cortes em investimentos”.

Cunha: pagar pedaladas não muda impeachment


Do G1
O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse, hoje, que a eventual quitação pelo governo das chamadas “pedaladas fiscais” não muda nada em relação ao processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.
Ontem, o Tesouro Nacional informou que o governo pretende realizar o pagamento integral, ainda neste ano, das chamadas "pedaladas fiscais" (atraso na transferência de recursos para bancos públicos, o que caracterizaria empréstimo ao governo, vedado pela Lei de Responsabilidade Fiscal). O pagamento, de R$ 57 bilhões, permitirá ao governo cumprir a meta fiscal – que prevê um déficit recorde de R$ 119,9 bilhões – e não descumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal.
Para Cunha, o pagamento não interfere no processo de impeachment porque, segundo afirmou, as pedaladas não foram o fator que embasou a aceitação do pedido de afastamento da presidente.
"[Pedalada de 2015] não foi a base da aceitação [do pedido de impeachment]. O pedido considera as pedaladas de 2011 a 2014, mas ignoramos 2014. O pedido considera em 2015 a edição de decretos em desacordo com a lei orçamentária [sem o aval do Congresso]", afirmou.
“O governo como um todo tanto está incomodado com o processo. Tanto é que está tentando pagar as pedaladas. Sabe que errou", declarou.
Cunha fez as afirmações durante café da manhã com jornalistas, destinado a um balanço do ano legislativo e realizado no gabinete da presidência da Câmara.

Crise: Renan defende parlamentarismo no país

O presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB-AL) encomendou estudo à consultoria legislativa sobre a discussão em torno da mudança do sistema de governo para o parlamentarismo.
Diante da crise política vivida no país, o tema voltou a ganhar força. Há no Senado e na Câmara diversos projetos propondo a mudança.
O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou que, se houver consenso, vai pautar proposta em 2016. 

Palanque para Cunha


Francisco Jordão - Folha de S.Paulo
Mesmo com o Congresso Nacional entregue aos fantasmas nessa época do ano, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), não tira o time de campo.
Interrompeu seu recesso parlamentar para um café da manhã com jornalistas, no qual falou sobre seus planos para o rito do impeachment da presidente Dilma Rousseff, sobre sua defesa no Conselho de Ética, fez um balanço das votações de 2015 e praticou seu esporte predileto: bater no procurador-geral da República, Rodrigo Janot.
Cunha foi denunciado por Janot sob a acusação de receber propina de US$ 5 milhões e recentemente a Polícia Federal fez buscas e apreensões nas residências do deputado. Ele não se conforma que o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), não esteja recebendo o mesmo tratamento.
Além disso, o presidente da Câmara é acusado de mentir a seus pares sobre contas no exterior e o mesmo procurador apontou 11 motivos para ele deixar o cargo.
Como Cunha jura inocência e não larga o osso, entoa a ladainha de sempre, com um ou outro detalhe a mais, desde que os ventos pararam de soprar a seu favor.
Até resolveu dar pitacos sobre as eleições municipais do ano que vem. Cravou uma obviedade. "O governo não será um bom eleitor em 2016, não há dúvidas disso."
E Cunha será um bom puxador de votos? Quantos aliados o chamariam para subir no palanque? Ele admite prejuízos para sua imagem, afinal, "a mídia" o expôs "de forma negativa continuamente". "Só que não são os meus eleitores que estão me rejeitando. No caso da presidente é diferente porque são os eleitores dela que a estão rejeitando."
O tempo é inimigo de projeções na política e até outubro muita coisa pode mudar. Mas hoje, em termos de apoio nas eleições municipais, Dilma e Cunha têm mais semelhanças do que diferenças.

Eduardo Cunha diz que Janot protege Renan


Um dos principais alvos da Operação Lava Jato, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), voltou nesta terça-feira (29) a insinuar haver uma blindagem ao presidente do Senado, o também peemedebista Renan Calheiros (AL). Rompido dentro do partido com Renan e um dos mais ferozes críticos do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, após ter virado alvo de investigação, Cunha afirmou em entrevista coletiva que os investigadores obtiveram conversas do ex-presidente da OAS, Leo Pinheiro, com Renan, mas que não houve nenhuma divulgação.
Conversas do celular de Leo Pinheiro com Cunha foram apontadas por Janot no pedido de afastamento do presidente da Câmara como suspeitas de negociações de propina. Esse também foi um dos fundamentos para a busca e apreensão feita pela Polícia Federal no último dia 15 nos endereços de Cunha.
"Na ação cautelar minha que motivou a busca e apreensão tem um relatório das ligações do Leo Pinheiro com 632 páginas (...). Dessas 632 páginas, tem 60 páginas que tratam do presidente do Senado e ninguém publicou uma linha. Então é preciso olhar com cautela que está se selecionando sobre quem divulgar", disse Cunha.
A Procuradoria-Geral da República, porém, também havia pedido ao STF a realização de buscas na residência oficial de Renan, mas o ministro Teori Zavascki não as autorizou. Permitiu somente buscas no escritório do PMDB em Alagoas.
A Procuradoria disse que não comentaria as declarações de Cunha. A defesa de Renan declarou que não tomou conhecimento do processo cautelar e que, assim que o fizer, prestará os esclarecimentos. O presidente do Senado não foi localizado.  (Da Folha de S.Paulo)

Sílvio aconselhou e Datena seguiu: é candidato em SP

Segundo a colunista Mônica Bergamo, em sua coluna de hoje na Folha de S.Paulo, foi do deputado federal Guilherme Mussi, presidente estadual do PP, a ideia de colocar José Luiz Datena, da Band, em contato com Silvio Santos para que os dois conversassem sobre a possível candidatura do apresentador da Band a prefeito de São Paulo. "Eu me decidi depois de conversar com o Silvio, essa é a verdade", diz Datena.
Informa ainda a colunista que Silvio Santos teria dito a Datena que "só ganhou" quando se lançou à Presidência da República em 1989. A candidatura de Silvio durou pouco: ela foi cassada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Guilherme Mussi, um dos mentores da candidatura de Datena, é genro de Silvio Santos. Ele é casado com Rebeca Abravanel, filha do dono do SBT. Ontem, segundo Datena, a família passeava em Cartagena, na Colômbia.

Odebrecht: PF põe fotos de Lula e Okamotto no inquérito



De O Estado de S.Paulo - Fausto Macedo e Ricardo Brandt
Documento reforça relações de ex-presidente e seu sócio na LILS Palestras e Eventos com maior empreiteira do País
A Polícia Federal anexou aos autos do inquérito que investiga a Odebrecht, maior empreiteira do País, fotos e planilhas com dados pessoais do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003/2010) e do seu sócio Paulo Tarciso Okamotto, na LILS Palestras, Eventos e Publicações – empresa que Lula criou para administrar sua rotina de contratos com empresas. A PF juntou ao documento cópia do Pedido de Compra 5318, datado de 4 de julho de 2013, emitido pela Construtora Odebrecht e tendo como ‘fornecedora’ a LILS, no valor de R$ 400 mil, para ‘apresentação de palestras’.
Os investigadores incluíram esse documento aos autos para reforçar a linha de investigação sobre as relações do ex-presidente com a Odebrecht, que está sob suspeita de ter integrado cartel para fraudar licitações bilionárias da Petrobrás no período entre 2004 e 2014 (governos Lula e Dilma).
“Conforme se apurou da investigação, os representantes das empresas do Grupo Odebrecht associaram-se aos administradores de grandes empreiteiras com atuação no setor de infraestrutura para, de forma estável e permanente, com abuso do poder econômico, cometer crimes e dominar o mercado de grandes obras de engenharia civil, eliminando a concorrência”, afirma a PF.

Outro lado: citação absurda e irresponsável, diz Aécio


A assessoria de Aécio Neves disse que considera "absurda e irresponsável" a citação a seu nome, "sem nenhum tipo de comprovação".
"Trata-se de mais uma falsa denúncia com o claro objetivo de tentar constranger o PSDB, confundir a opinião pública e desviar o foco das investigações". A assessoria cita o fato de que Ricardo Pessoa, dono da UTC, não incluiu Aécio na lista de quem recebeu recursos da empresa no esquema da Petrobras.
"A falsidade da acusação pode ser constatada também pela total ausência de lógica: o senador não exerce influência nas empresas do governo federal com as quais a empresa atuava e não era sequer candidato à época mencionada. O senador não conhece a pessoa mencionada e de todas as eleições de que participou, a única campanha que recebeu doação eleitoral da UTC foi a de 2014, através do Comitê Financeiro do PSDB", diz a nota.
Procurada, a UTC disse que "a acusação não tem fundamento".

Batendo no PSB


   Até então com contestações discretas em relação ao PSB, legenda que detém o poder na instância estadual e na Prefeitura do Recife numa aliança com o seu partido, o DEM, a deputa Priscila Krause rasgou a fantasia, saiu da toca e centrou fogo no governador Paulo Câmara e no prefeito Geraldo Júlio, contestando convênios celebrados para obras na capital.
São valores da ordem de R$ 60,66 milhões que se destinam a um conjunto de obras sociais em áreas pobres do Recife, Linha do Tiro, do Córrego Jenipapo, Morro da Conceição, Cordeiro e Alto Santa Terezinha. “Os convênios são ilegais porque o Recife não pode pactuar novas obras com o FEM por conta de atrasos nas obras anteriores”, alega a parlamentar.
Priscila atua na Assembleia com os olhos na política municipal. Sua ação não se estende ao Estado, mas ao Recife. Não conseguiu ainda se desvincular da Câmara, onde cumpriu três mandatos de vereadora, porque deseja disputar a Prefeitura. E para virar notícia, faz de tudo.
Algo inerente a quem planeja desafio majoritária é ficar na vitrine, especialmente no Recife, eleitorado exigente, onde os pleitos são decididos com frentes mínimas, muitas vezes inferiores a 1%. Por isso, Priscila procura enlouquecidamente os holofotes, que dela se distanciaram neste primeiro ano na Assembleia, enquanto virou visgo no dia a dia do líder do DEM na Câmara, Mendonça Filho.
Só que Mendonça, diferentemente de Priscila, está inserido num contexto bem diferenciado. No plano nacional, o DEM faz oposição frontal ao Governo Dilma, sendo um dos signatários do pedido de impeachment da presidente. Em Pernambuco e no Recife, o DEM, ao contrário, conjuga outro verbo.
É o verbo governar. O DEM, partido da deputada, está carimbado nos dois níveis de governo, ocupando cargos não apenas na gestão do governador Paulo Câmara como na de Geraldo Julio, no Recife. Priscila foi consultada na época e concordou. Mas como quer, a todo custo, se investir de candidata à sucessão na capital, abriu uma dissidência no seu partido.
Só esqueceu de combinar com o chefe, Mendonça Filho, presidente estadual da sua legenda, que até que diga o contrário, está afinado com Câmara e alinhado com a reeleição de Geraldo Júlio. Há quem aposte, entretanto, que a deputada optou pela radicalização de “oposicionista” para ganhar a carta de alforria do DEM.
Para quem, porém, tem origens no campo da direita, começado sua trajetória no PFL como presidente da Juventude Pefelista e por cima aliada de Marco Maciel, Roberto Magalhães e Joaquim Francisco, construir uma alternativa partidária em outro campo ideológico, a esta altura, se constituirá, fatalmente, uma barreira quase instransponível.

Ausência de Armando é a causa das baixas no PTB


Por Rebeca Silva
O ministro do Desenvolvimento, Armando Monteiro Neto, maior liderança do PTB no Estado, deverá voltar às bases no início do próximo ano para evitar uma debandada no partido. Três petebistas com mandato na Assembleia Legislativa e na Câmara do Recife ameaçam deixar a legenda e outros três já o fizeram. Uma das maiores reclamações é quanto à ausência de Armando, principalmente pelo Interior. Em véspera de ano eleitoral, a cúpula trabalhista corre o risco de perder densidade, caso não afague os ânimos internamente.
Da Casa Joaquim Nabuco, podem sair Romário Dias, que está em dúvida entre o PSDB e PSB e Álvaro Porto, que também pode migrar para a ala socialista, comenta-se nos bastidores, embora ele seja vice-líder da oposição. No legislativo municipal quem está acertando a desfiliação é o vereador e ex-presidente do Santa Cruz, Antônio Luiz Neto, que também deverá aportar no PSB. Carlos Gueiros e Eduardo Marques já comunicaram ao PTB que estão fora. Os vereadores estão entre os mais bem votados das últimas eleições. O deputado federal Adalberto Cavalcanti também oficializou neste ano sua ida para o PMB. Ele negocia a ida do partido da Mulher para a oposição.
Segundo um petebista, a debandada também tem relação com a possibilidade de o PTB ter candidatura própria na capital pernambucana. O nome mais cotado seria o do deputado estadual e líder da oposição, Silvio Costa Filho. “Os três vereadores já tinham um alinhamento com o prefeito do Recife, Geraldo Júlio (PSB), desde o início da gestão. Agora eles estão se estruturando e podem ganhar cargos”, afirmou a fonte. Por causa da ameaça, o PTB irá fazer uma reunião em janeiro de 2016 e traçar estratégias para atrair novos quadros. A meta é lançar cerca de 85 candidaturas e fazer quatro ou cinco vereadores no Recife.
A expectativa é que o troca-troca partidário se oficialize ou aumente a partir de fevereiro, quando o Congresso promulgará a Emenda Constitucional que possibilita a migração em 30 dias antes do fim do prazo de filiação, sem risco de perda de mandato. É a chamada janela da infidelidade, que faz parte da minirreforma eleitoral aprovada neste ano pela presidente Dilma Rousseff (PT). As mudanças também incluem a diminuição de 1 ano para 6 meses no prazo para definição de partido de quem irá disputar o pleito.
Buscando fortalecer a legenda, o presidente estadual do PTB, José Humberto, disse, no entanto, que as desfiliações são normais em período eleitoral. “Ricardo Teobaldo, por exemplo, também saiu do partido e foi para o PTN. Mas isso foi uma estratégia nossa, para aumentar nosso leque de alianças e com isso aumentar o tempo de televisão e de fundo partidário. O mesmo aconteceu com Adalberto. Foi algo conversado conosco”, destacou o petebista.

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Salário mínimo será de 880 reais em 2016

Dilma Rousseff - - -  divulgação
A Presidenta da República, Dilma Rousseff, assinou decreto nesta terça-feira (29) fixando em R$ 880,00 o valor do salário mínimo que entrará em vigor a partir de 1º de janeiro de 2016.
O reajuste agrega à inflação do período uma valorização real, relacionada ao índice de produtividade da economia brasileira, e beneficia diretamente 48 milhões de trabalhadores e aposentados, urbanos e rurais, de todo o Brasil.
O novo aumento dá continuidade à política de valorização do salário mínimo, formalizada por Lei em 2007, que garantiu um aumento real de 76% no seu valor entre 2003 e 2015.
Em 2016, segundo dados do Dieese, o reajuste representará um incremento de renda na economia brasileira de R$ 51,5 bilhões.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Inflação deve fechar em alta de 10,72%

Do G-1
Os economistas do mercado financeiro voltaram a elevar a estimativa de inflação para este ano, segundo levantamento realizado pelo Banco Central na semana passada com mais de 100 instituições financeiras. A pesquisa dá origem ao relatório de mercado, também conhecido como Focus, divulgado nesta segunda-feira (28).
A expectativa dos economistas é de que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial, feche este ano em 10,72%. Na semana anterior, a taxa esperada era de 10,70%. Se confirmada a previsão, representará o maior índice em 13 anos, ou seja, desde 2002 – quando ficou em 12,53%.

O BC informou, na semana passada, que estima um IPCA de 10,8% para este ano. Segundo economistas, a alta do dólar e, principalmente, dos preços administrados (como telefonia, água, energia, combustíveis e tarifas de ônibus, entre outros) pressiona os preços em 2015.Pelo sistema que vigora no Brasil, a meta central para 2015 e 2016 é de 4,5%, mas, com o intervalo de tolerância existente, o IPCA pode oscilar entre 2,5% e 6,5%, sem que a meta seja formalmente descumprida. O BC já admitiu que não conseguirá trazer o IPCA para a meta central de 4,5% no próximo ano. Segundo a autoridade monetária, isso será possível somente em 2017.
Para 2016, a previsão dos analistas dos bancos para a inflação recuou de 6,87% para 6,86% na semana passada. Apesar da queda, ainda continua bem acima da meta central de inflação, de 4,5%, fixada para o ano que vem. Também permanece acima do teto de 6,5% do sistema de metas brasileiro. A inflação não fica oficialmente acima do teto da meta de inflação por dois anos seguidos desde 2002 e 2003.
Para o PIB deste ano, o mercado financeiro manteve a estimativa de uma contração de 3,7%. Se confirmado, será o pior resultado em 25 anos, ou seja, desde 1990 – quando foi registrada uma queda de 4,35%. Para 2016, os economistas das instituições financeiras aumentaram de 2,80% para 2,81% a expectativa de retração na economia do país. Esta foi a décima segunda queda seguida na previsão do mercado para o PIB do próximo ano.

Mendonça diz que Dilma mente descaradamente

Defensor do impeachment da presidente Dilma, o líder do DEM na Câmara, Mendonça Filho, afirma que Dilma mentiu para os brasileiros". "Prometeu gerar milhões de empregos sabendo que que o País estava quebrado. A volta da inflação está corroendo o poder de compra dos salários, a população brasileira está sofrendo com as mentiras contadas pela Presidente", disparou ele, nesta segunda-feira (28), pelo Facebook.
O democrata vem tecendo constantes críticas à presidente. No último dia 23, pela mesma rede social, Mendonça dise que "o PT colocou o Brasil num mar de lama". "Chegou a hora de acabar com a corrupção, liquidar com o aparelhamento da máquina pública e fazer um governo que funcione, com indicadores de eficiência e que garanta a qualidade dos serviços públicos", complementou.


Na mesma semana, o deputado criticou a troca de ministro da Fazenda - Nelson Barbosa, que comandava o Ministério do Planejamento, assumiu o lugar de Joaquim Levy. De acordo com o democrata, a substituição "não sinalizou para as mudanças que o País precisa"."O resultado é o mercado desconfiado com os sinais de interferência do Governo Dilma na condução da política econômica. A volta da linha econômica de Guido Mantega, que levou o País ao caos atual, tende a aumentar a crise. Lamentável", afirmou. 

Depoimentos ligam Lula a reforma de imóvel da OAS

POR  EM NOTÍCIAS
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A empreiteira OAS é investigada pelo Ministério Público de São Paulo por ter, supostamente, favorecido o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na reforma de um apartamento triplex no Guarujá (litoral de SP) e de ter pago uma reforma no imóvel no valor de R$ 700 mil.
De acordo com dados colhidos pela Promotoria, as visitas ao imóvel envolveram medidas para esconder a presença do ex-presidente e parentes no condomínio.
Após a publicação de reportagens sobre o imóvel, Lula desistiu de ficar com o triplex.
Segundo informações da Folha de S.Paulo, José Aldemário Pinheiro Filho, o Léo Pinheiro, presidente da OAS à época, chegou a visitar o imóvel do ex-presidente. Léo Pinheiro foi temporariamente preso na Lava Jato, acusado de corrupção na Petrobras.
Os promotores do Ministério Público analisam a transferência de empreendimentos da cooperativa habitacional Bancoop, entre eles o triplex do Guarujá, para a OAS em 2009. Eles também avaliam se a OAS usou apartamentos do prédio para lavar dinheiro ou beneficiar pessoas indevidamente.
Em um dos depoimentos, Wellington Aparecido Carneiro da Silva, engenheiro da OAS que trabalhou na construção do triplex, contou que Lula chegou a fazer uma “vistoria padrão” no imóvel.

Dilma tem menor apoio na Câmara da era petista


De O Estado de S.Paulo
No fim do ano passado, a taxa de governismo havia caído 10 pontos porcentuais em relação a 2013, atingindo o então recorde de 69%
Processo de deterioração da base de apoio do governo na Câmara se acentuou a partir de 2014
O ano de 2015 registrou o mais baixo nível de governismo dos deputados federais na era petista, consolidando um processo de queda do apoio ao Executivo no Legislativo desde a ascensão do PT à Presidência. Números do Basômetro, aplicativo do Estadão Dados que calcula o apoio ao governo no Congresso, revelam que a taxa média de governismo deste ano foi de 67% - a menor desde 2003.
O processo de deterioração da base de apoio do governo na Câmara dos Deputados começou logo no início do mandato anterior de Dilma, mas se acentuou a partir de 2014. No fim do ano passado, a taxa de governismo havia caído 10 pontos porcentuais em relação a 2013, atingindo o então recorde de 69%. Ainda assim, a adesão do governo entre os deputados registrou nova queda em 2015. Na série histórica iniciada no primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2006), o índice de governismo alcançou seu maior patamar em 2004, com 91%.
A taxa de adesão ao governo é calculada verificando quantos deputados em cada votação acompanharam a orientação governista naquela ocasião. Por exemplo, se há 400 deputados presentes em uma sessão e 100 votam seguindo a orientação do governo, a taxa de governismo será, portanto, de 25%. Para o cálculo da ocorrência por ano, é feita uma média simples de todas as votações.
A situação de Dilma é bem diferente à de seu padrinho. Após atingir o pico de apoio parlamentar ao governo no segundo ano de seu mandato, Lula viu sua taxa de governismo na Câmara sofrer uma queda logo após o estouro do escândalo do mensalão, em 2005. O governo do petista, porém, conseguiu reconstruir sua base e, em 2008, já atingia 88% de apoio entre os deputados.
Queda contínua. O fim da era Lula coincide com uma queda contínua no governismo desses parlamentares. No primeiro ano da gestão Dilma, o índice de governismo era de 85%. De lá para cá, as quedas anuais foram constantes, até chegar no índice de 67% registrado em 2015.
A literatura em ciência política indica que altos valores de apoio ao governo no Congresso são comuns no presidencialismo de coalizão brasileiro. Uma das teorias mais citadas nesse sentido é a dos professores Argelina Figueiredo e Fernando Limongi. Segundo eles, regras constitucionais como o poder de agenda do presidente sobre a pauta do Congresso criam incentivos para que o Executivo tenha alto grau de sucesso na aprovação de suas demandas - o que, em contrapartida, reforça o poder dos líderes e aumenta a coesão das bancadas partidárias.
Fragmentação. Se essa explicação funcionou bem para os governos de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) e de Lula (2003-2010), o mesmo não pode se dizer para os anos Dilma. Além da queda recorde do governismo, os partidos nunca estiveram tão fragmentados (pouco coesos nas votações) quanto hoje.
O maior exemplo é o PP, que participa do bloco governista desde 2003. Em uma escala de zero a dez, em que zero representa coesão máxima - ou seja, todos os deputados votam igual - e dez representa dispersão máxima, a bancada do partido passou de 2 no fim de 2010 para o maior valor registrado atualmente entre as siglas: 4,8 em 2015. 

Ibope: 86% dos brasileiros querem cassação de Cunha


Pesquisa realizada pelo Ibope, entre os dias 5 e 9 de dezembro, constatou que 86% dos brasileiros querem a cassação do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).  O parlamentar é investigado pela Operação Lava Jato, acusado de ter recebido US$ 5 milhões de propina. Cunha mentiu ao Congresso, em depoimento da CPI da Petrobras, alegando que não tinha dinheiro no exterior, razão pela qual é processado no Conselho de Ética da Câmara por quebra de decoro parlamentar. Seu afastamento do comando da Câmara já foi pedido pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao Supremo Tribunal Federal.
Do total de 2002 entrevistados em todo o país pelo país, apenas 9% desejam que ele permaneça no cargo. Outros 5% não responderam. Os que querem Cunha sem mandato superam aqueles que defendem o impeachment de Dilma Rousseff.
De acordo com a mesma pesquisa, 67% apoiam o impedimento, enquanto 28% são contrários. 4% não responderam.
Segundo o Ibope, 90% dos que são favoráveis ao impeachment também querem a cassação de Cunha.
Os número do Ibope são mais expressivos do que os revelados pelo Datafolha do final de novembro. Pesquisa realizada pelo instituto nos dias 25 e 26 de novembro mostrou que 81% dos brasileiros acham que o presidente da Câmara deveria ter o mandato cassado. No levantamento, 7% são contra a cassação do deputado, enquanto 4% são indiferentes e 9% não souberam responder. Na estratificação, 90% dos eleitores com nível superior de escolaridade querem a cassação de Cunha, percentual idêntico ao apurado entre o segmento dos mais ricos, aqueles com renda familiar mensal acima de dez salários mínimos.

Álvaro Dias será candidato do PV à Presidência


O senador paranaense Alvaro Dias irá gravar sua participação no programa eleitoral do Partido Verde (PV).
No programa, que será gravado no dia 4 de janeiro e veiculado no dia 12 do mesmo mês, Alvaro deverá ser apresentado como o candidato do PV à Presidência da República em 2018.
O parlamentar deixou o PSDB em meados deste ano para se filiar ao PV. Na época, ele reclamou do PSDB afirmando que a legenda tucana não abria espaço para outras pessoas que não os já conhecidos medalhões que fazem parte do partido.
Ele também disse que buscava um partido que não estivesse envolvido direta ou indiretamente com a Operação Lava Jato.

TSE dificulta criação de partidos de aluguel


O Tribunal Superior Eleitoral aprovou resolução em dezembro para dificultar fraudes na criação de partidos políticos: agora, as informações sobre os apoiadores das novas siglas serão incluídas em um banco de dados.
A Justiça Eleitoral quer fazer cruzamentos para checar a duplicidade de assinaturas e verificar se o eleitor já é filiado a partido político, o que é proibido.
A oposição e aliados de Michel Temer já calculam que, com a chegada dos recursos no Supremo sobre o rito definido para o impeachment, a novela da deposição de Dilma Rousseff pode se arrastar por todo o primeiro semestre.
A estratégia dos dois grupos é prolongar a agonia da petista e tumultuar o ambiente no Legislativo para impedir que ela esboce reação e saia do buraco.  (Natuza Nery - Folha de S.Paulo)

Sede de vingança


Ricardo Boechat - ISTOÉ
A decisão do STF de libertar o banqueiro André Esteves, mantendo na cadeia Delcídio do Amaral, deixou o senador com gosto de sangue na boca. Ele achou que tinha dado um sinal geral quando contratou um advogado especializado em delação premiada. Agora, convenceu-se de que seus antigos aliados estão pagando para ver.
Quem conhece as entranhas do STF arrisca prever que o presidente Ricardo Lewandowski, no plantão do Judiciário, irá indeferir o habeas corpus para soltura de Marcelo Odebrecht. Ato contínuo enviaria o documento para o relator da Lava Jato na Corte, o ministro Teori Zavascki. O pleito de liberdade para o empresário foi negado na semana passada pelo STJ.

Petropesadelo


Vinicius Mota - Folha de S.Paulo
"Lula não é Chávez, e o PT não é bolivariano", ouviu-se ao longo dos últimos 13 anos, enquanto o chavismo mergulhava no experimento autoritário. O petismo, com sua larga roda de amizades na opinião pública, difundiu a ideia de que vivíamos um progressismo responsável.
A propaganda estava errada. O furor intervencionista, as fraudes contra o Orçamento e a prestação de contas, o conúbio do poder estatal com empresários sedentos por privilégios (nossa "boliburguesia") e a sem-cerimônia de alterar as regras do jogo econômico para moldá-las a apetites de ocasião mostraram-se traços constitutivos do petismo no governo.
O PT aderiu com volúpia à vaga populista regional, encontrou parceiros poderosos na política e na sociedade e contou com beneplácito na academia e na imprensa. O estrago ao exaurir-se o ciclo não terá as proporções bolivarianas porque o Brasil é mais desenvolvido que a Venezuela.
O petróleo e a Petrobras –núcleos do intervencionismo lulista– não dominam a economia brasileira, à diferença do que ocorre na Venezuela. A autonomia das instituições de controle do Poder Executivo também é mais elevada no Brasil.
Ainda assim, a destruição em segmentos e regiões mais afetados pelo petropopulismo será extensa e duradoura. O setor público do Rio de Janeiro está quebrado, como temos visto, porque fiou-se na continuidade da bonança petrolífera.
A crise, que priva a população fluminense de serviços básicos, está no início. A Opep, dos países exportadores de petróleo, prevê que apenas em 2040 a cotação do barril, hoje abaixo de US$ 40, retome os US$ 100 registrados no ano passado.
Serão décadas de dificuldades para Estados e municípios dependentes dos impostos sobre a atividade petrolífera. O sofrimento será mitigado porque o Brasil não embarcou totalmente no petropesadelo e poderá socorrer governos em apuros.