terça-feira, 30 de junho de 2015

Governo Dilma


Aécio responde aos ataques de Dilma


Aécio Neves _ Foto George Gianni-PSDB
O senador Aécio Neves, presidente nacional do PSDB, respondeu nesta segunda-feira (29) as declarações da presidente Dilma Rousseff feitas em Nova York segundo as quais a delação premiada do empreiteiro Ricardo Pessoa não pode ser tratada com dois pesos e duas medidas.
Se a contribuição que o PT recebeu de Pessoa (R$ 7, 5 milhões) foi ilegal, disse a presidente, a do PSDB também o foi porque ele (empreiteiro) deu dinheiro, quase na mesma proporção, para a campanha do senador Aécio Neves.
Ao tomar conhecimento das declarações, o senador minero disse o seguinte: “As novas declarações da presidente Dilma Rousseff, dadas hoje em Nova York, atestam o que muitos já vêm percebendo há algum tempo: a presidente da República ou não está raciocinando adequadamente ou acredita que pode continuar a zombar da inteligência dos brasileiros”.
Nesta terça-feira, em Brasília, os lideres da oposição vão se reunir para unificar o discurso sobre a delação premiada de Ricardo Pessoa.

Dilma tem 87% de reprovação no Estado do Paraná


dilma rousseff 2 - foto Roberto Stuckert Filho_PR
A impopularidade da presidente Dilma Rousseff no Estado do Paraná atingiu índices alarmantes, segundo pesquisa feita pelo Instituto Paraná Pesquisas e divulgada pelo jornal “Gazeta do Povo” (Curitiba).
De acordo com o levantamento, o governo da presidente Dilma é rejeitado por 87% dos paranaenses (ruim e péssimo), ao passo que a gestão do governador Beto Richa (PSDB) é reprovada por 85% dos seus conterrâneos.
Em relação à pesquisa de fevereiro, a impopularidade de Dilma cresceu quatro pontos percentuais e a do governador, sete.
O Paraná foi um dos estados que deram a vitória a Aécio Neves na eleição presidencial de 2014, daí a rejeição a Dilma não ser novidade.
Novidade, sim, é a rejeição ao governador Beto Richa, reeleito junto com Dilma, fato que é atribuído à forma como a Polícia paranaense tratou a greve dos professores (com pancadaria e bombas de gás lacrimogênio).

Irmãos Ciro e Cid Gomes negociam filiação ao PDT

Ciro Gomes _ foto Agência Brasil
Os irmãos Ciro e Cid Gomes, ex-governadores do Ceará e ex-ministros de estado, estão negociando com o presidente Carlos Lupi a filiação ao PDT. Ciro foi ministro de Lula (Integração Nacional) e Cid de Dilma Rousseff (Educação).
Ambos pertenciam ao PSB mas se desligaram do partido em 2013 depois que Eduardo Campos lhes comunicou que seria candidato a presidente da República no ano seguinte. Eles discordaram da candidatura e apoiaram Dilma Rousseff.
Logo em seguida se filiaram ao PROS. Mas estão insatisfeitos nesse partido e de malas prontas para abandoná-lo junto com o prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, que é vinculado à dupla.
Ciro e Cid estão conversando com o PDT há vários meses e poderão selar ainda hoje (30) o desligamento do PROS para ingressar no novo partido.
A filiação ao PDT poderá ocorrer no próximo sábado em solenidade que contaria com a presença do presidente Carlos Lupi.
O presidente regional do partido, deputado federal André Figueiredo, disse que o PDT está de braços abertos para receber o prefeito de Fortaleza e os irmãos Ferreira Gomes.
Em 2014, o PDT concorreu à prefeitura da capital cearense com o deputado o estadual Heitor Férrer.

Câmara discute redução de ministérios


Estadão Conteúdo
Não bastasse a crise econômica e política, o governo terá, a partir de hoje, mais uma questão polêmica para tratar com o Legislativo. Começa a funcionar na Câmara dos Deputados uma comissão especial que discutirá uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz de 39 para 20 o número de ministérios.
A proposta apresentada em 2013 pelo hoje presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), será relatada pelo pupilo do desafeto do Palácio do Planalto, o líder do PMDB na Casa, Leonardo Picciani (RJ). A presidência da comissão ficará com o deputado Evandro Gussi (PV-SP).
Bandeira do PMDB e arma para pressionar o governo, a redução do número de ministérios deve ter ritmo acelerado na Câmara. Picciani ainda não apresentou seu plano de trabalho, mas não deve utilizar todas as 40 sessões a que tem direito. O peemedebista deve aguardar as dez reuniões exigidas pelo regimento da Casa para que deputados apresentem emendas e, logo depois, apresentará seu relatório para votação.
Superada essa etapa, o texto segue para votação em dois turnos na Câmara e, em seguida, no Senado, casa presidida por outro peemedebista, Renan Calheiros (AL), responsável por também tirar o sono da presidente Dilma Rousseff em várias oportunidades.

Joaquim Barbosa: Dilma é mal assessorada


O ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa usou sua conta no Twitter para fazer críticas às declarações da presidente Dilma Rousseff sobre delação premiada. Barbosa escreveu que nunca viu "um chefe de Estado tão mal assessorado como a nossa atual presidente" e que a delação premiada é um "instituto penal-processual previsto em lei no Brasil".
Ontem, Dilma falou em Nova York com jornalistas brasileiros e, ao comentar o suposto conteúdo da delação premiada de Ricardo Pessoa, da empreiteira UTC, na operação Lava Jato, disse que não respeita delatores. Ela ainda citou o período em que foi presa durante a ditadura e afirmou que também a tentaram transformar em uma delatora.
Segundo reportagem da revista "Veja" desta semana, Pessoa disse a procuradores do Ministério Público que fez doações a políticos e campanhas eleitorais com dinheiro oriundo de esquema de corrupção na Petrobras. Uma dessas doações, segundo ele, foi para a campanha de Dilma em 2014.
O acordo da delação de Pessoa foi homologado na última quarta-feira pelo ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF).
"Caberia à assessoria informar à presidente que: atentar contra o bom funcionamento do Poder Judiciário é crime de responsabilidade!", escreveu Barbosa. "'Colaboração' ou 'delação' premiada é um instituto penal-processual previsto em lei no Brasil! Lei!!!", concluiu.
"Há algo profundamente errado na nossa vida pública. Primeiro: nunca vi um chefe de Estado tão mal assessorado como a nossa atual presidente", criticou Barbosa.

Delgado diz que vai deixar CPI da Petrobras


Mencionado pelo dono da UTC, Ricardo Pessoa, como um dos parlamentares que receberam repasses da empreiteira, o deputado Júlio Delgado (PSB-MG) usou o espaço da CPI da Petrobras, hoje, para se defender. Após seu discurso, colegas da comissão rasgaram elogios e fizeram questão de manifestar solidariedade a ele.
Em um breve relato, Delgado disse que só teve um encontro com Pessoa e que o objetivo era conseguir recursos para as campanhas de 16 candidatos a deputado federal e estadual de Minas Gerais. "Depois desse dia, nunca mais falei com esse cidadão", declarou o parlamentar, que alega não ter recebido dinheiro do empreiteiro para sua própria campanha.
Em delação premiada a investigadores da Operação Lava Jato, Pessoa teria entregado uma planilha à Procuradoria-Geral da República (PGR) com repasses de propina e caixa 2 que a UTC teria feito a campanhas e a políticos. Segundo a revista Veja, Delgado seria citado no documento como destinatário de R$ 150 mil.
O deputado colocou seus sigilos à disposição da comissão e reivindicou urgência no agendamento da oitiva do empreiteiro. Ele anunciou que permanecerá na CPI até o depoimento de Pessoa e informou que vai deixar o colegiado para se defender e cumprir o que exigiu de outros citados na Operação Lava Jato: a saída da comissão.

Serra cria mais duas vagas de vereadores


Por Adriano Roberto 
A Câmara Municipal de Serra Talhada, a 418 km do Recife, aprovou, há pouco, o aumento do número de vereadores, criando mais duas vagas. A decisão, embora respaldada legalmente em cima do aumento populacional que se deu recentemente pelo IBGE, foi reprovada pela população, diante da crise nacional e da situação de pré-falência dos municípios. A emenda à Lei Orgânica 004/2015, que modifica o parágrafo do art. 16 da Lei Orgânica Municipal, permitiu que o número de parlamentares fosse alterado de 15 para 17.
A Emenda Constitucional (EC) 58/2009 estabelece o limite máximo de vereadores, proporcional à população, ou seja, 17 vereadores nos municípios com população acima de 80 mil habitantes, porém não obriga que as câmaras aumentem o número de seus representantes. A princípio, os vereadores argumentaram que o aumento não vai inflar o repasse que a Prefeitura faz para a Câmara, o chamado duodécimo.
Mas, na prática, argumentar que o aumento de vereadores não irá a aumentar a despesa pública é uma grande falácia, na medida em que novas estruturas de gabinete serão criadas, gerando consequentemente uma folha de pessoal com a contratação de assessores. Isso implica, consequentemente, em aumentar o subsídio.

A fala mais estúpida de Dilma em cinco anos: presidente desqualifica delatores lembrando que ela não contou nada nem sob tortura. O que ela acabou dizendo? O óbvio!

A presidente Dilma Rousseff está tomando algum remédio? Está ainda sob os efeitos daquela droga, ou, sei lá, daquela entidade, que a fez saudar a mandioca e que a levou a concluir que só nos tornamos “homo sapiens” — e “mulheres sapiens”, para aderir à sua particular taxonomia — depois que fizemos uma bola com folha de bananeira?

Por que pergunto isso? Dilma está em Nova York e decidiu falar sobre a delação de Ricardo Pessoa, dono da UTC, que confessou ter feito doações ilegais ao PT e ter repassado R$ 7,5 milhões à campanha presidencial do partido porque se sentiu pressionado por Edinho Silva. A presidente avançou num terreno perigosíssimo de dois modos distintos, mas que se combinam.

Sobre as doações, afirmou:

“Não tenho esse tipo de prática [receber doações ilegais]. Não aceito e jamais aceitarei que insinuem sobre mim ou sobre minha campanha qualquer irregularidade. Primeiro, porque não houve. Segundo, porque, se insinuam, alguns têm interesses políticos”.


Trata-se de um daqueles raciocínios de Dilma que flertam com o perigo e que atropelam a lógica. Pela lei, a candidata é, sim, responsável pelas contas de campanha. Mas todos sabem que isso sempre fica a cargo de terceiros no partido. Quem disputa eleição não se ocupa desses detalhes. Dilma ainda teria esse acostamento para reparar danos. Mas ela é quem é: a partir da declaração de hoje, assume inteira responsabilidade política pelas doações. Logo, se ficar evidenciado que houve dinheiro ilegal, foi com a sua anuência. É ela quem está dizendo.

Quanto à lógica, como é mesmo, presidente? “Se insinuam que há dinheiro ilegal, alguns têm interesse político”? Bem, tudo sempre tem interesse político, né? A existência do dito-cujo exclui a ilegalidade.

Mas Dilma ainda não havia produzido o seu pior. Resolveu sair-se com esta:

“Eu não respeito delator, até porque estive presa na ditadura militar e sei o que é. Tentaram me transformar numa delatora. A ditadura fazia isso com as pessoas presas, e garanto para vocês que resisti bravamente. Até, em alguns momentos, fui mal interpretada quando disse que, em tortura, a gente tem que resistir, porque se não você entrega seus presos.”

A fala é de uma estupidez inigualável, talvez a pior produzida por ela. A conversa sobre mandioca e bola de folha de bananeira integra apenas o besteirol nacional. Essa outra não. 

Vamos ver, pela ordem:
1 – Dilma compara situações incomparáveis; no tempo a que ela se refere, havia uma ditadura no Brasil; hoje, vivemos sob um regime democrático;
2 – consta que ela foi torturada; por mais que se queira, hoje, associar determinadas pressões a tortura, trata-se de mera figura de linguagem;
3 – Dilma exalta a sua capacidade de resistência e disse que mentiu mesmo sob tortura, o que gerou certa confusão, com a qual ela soube lucrar;
4 – como não concluir que ela está sugerindo que ou Ricardo Pessoa (e o mesmo vale para os demais delatores) deveria ter ficado de boca fechada ou deveria ter mentido?;
5 – querem avançar nas implicações da comparação? O Brasil era, sim, uma ditadura, mas Dilma, era, sim, membro de um grupo terrorista. O estado brasileiro era criminoso, mas o grupo a que ela pertencia também era. Se ela faz a associação entre os dois períodos, está admitindo que os crimes de agora existiram, sim, mas que os delatores deveriam ficar calados;
6 – eu não tenho receio nenhum de dizer que um delator não é o meu exemplo de ser humano, mas não sou diretamente interessado no que ele tem a dizer; Dilma sim;
7 – ao afirmar o que afirmou, Dilma não está se referindo apenas a Pessoa, mas a todas as delações. Na prática, desqualifica toda a operação que, a despeito de erros e descaminhos, traz à luz boa parte da bandalheira do petismo.

Dilma está tentando jogar areia nos olhos da nação. O que tem a ver as agruras que sofreu com esse momento da história brasileira? Sobra sempre a suspeita de que, em razão de seu passado supostamente heroico, deveríamos agora condescender com a bandalheira.

O país foi assaltado por uma quadrilha. Uma quadrilha que passou a operar no centro do poder. E a presidente pretende sair desse imbróglio desqualificando toda a investigação e ainda posando de heroína.

Dilma falando sobre mandioca e bola de folha de bananeira é uma poeta.  (Reinaldo Azevedo)

segunda-feira, 29 de junho de 2015

LULA LÁ


VIÚVAS E ÓRFÃOS PAGARÃO POR CORRUPÇÃO DE DILMA E LULA

Dilma Rousseff, via MP aprovada ontem na Câmara, acaba com o direito vitalício das pensões do INSS.

O PT, sem compaixão e razão, leva desespero aos pobres abreviando direitos de viúvas e órfãos.

Grande parte da bancada feminina, traindo seus discursos de defesa da mulher, votou com o Governo.

Algumas dessas deputadas, com ações na justiça e denúncias no Conselho de Ética, já me processaram por supostas e mentirosas agressões às mulheres.

O voto delas contra as viúvas comprova o caráter de cada uma.

Mendonça Filho


Clinica Odontológica Benone Leão, Rua: Pedro Fermino, 584. Patos-PB.


Matriz da cidade de Tabira.


Entre 2011 a 2014, no primeiro governo Dilma, os gastos de publicidade do governo foram de R$ 9 bilhões. A maior cifra de todos os tempos no Brasil.


Horror sem fim


Valdo Cruz - Folha de S.Paulo
A ruindade das coisas chegou a tal ponto que um empreiteiro, no meio do furacão da Operação Lava Jato, lembra citação famosa para pedir um epílogo para tanta confusão: melhor um fim horroroso do que um horror sem fim.
Seu desejo é que tudo acabe logo na investigação do petrolão para que as empreiteiras façam suas contas de perdas e danos, paguem seus pecados --em alguns casos são bem enormes-- e recomecem sua vida. Algumas, talvez quase do zero.
Tem empreiteira que, depois do sacode causado pela descoberta do petrolão, calcula que seu tamanho será reduzido a meros 10% do atual. Uma tragédia para quem estava em plena expansão de seus negócios.
Só que o caminho pela frente ainda é longo. A delação do empresário Ricardo Pessoa eleva a sensação de que estamos numa espiral de horror sem luz no fim do túnel. Há quem diga até que nem entramos no túnel para esperar pela luz no seu final.
O que causa, agora, tremor não só no mundo das empreiteiras, mas também no Palácio do Planalto e, principalmente, em Lula e no PT. As revelações de Pessoa de caixa dois na campanha da reeleição do petista, se confirmadas, são um tiro fatal.
Acendeu-se o sinal de alerta vermelho no Planalto e no PT. Em alguns casos, a reação beira o desespero. Petistas reclamam que o ministro José Eduardo Cardozo (Justiça) perdeu o controle da Polícia Federal. Ops, a solução então é prender a PF? A mesma que eles gabavam de ser livre para investigar.
Dilma e seu time estão furiosos porque estariam criminalizando só doações feitas a petistas, enquanto a de tucanos, não. Ops, de novo, então se todo mundo faz, tudo bem? O negócio é jogar todo mundo no mesmo balaio para salvar a todos?
Enquanto isso, inclusive por isso, a economia agoniza, o ajuste fiscal se arrasta, os juros sobem, o desemprego também. Ufa, está tudo um horror sem fim. Até as desesperadas tentativas de defesa do petismo.

Cunha pode ser a bola da vez na Lava Jato


Procuradores e advogados esperam uma reviravolta nas investigações que o procurador-geral Rodrigo Janot comanda e que envolvem o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), na Operação Lava Jato. Até o mês passado, delatores que poderiam apresentar elementos contra o parlamentar se mantinham calados, a ponto de sofrerem ameaças dos investigadores de terem os benefícios da colaboração anulados caso omitissem informações.
A informação é de Mônica Bergamo, na sua coluna desta segunda-feira na Folha de S.Paulo.  Diz a colunista que Janot, no limite, pensaria até em apresentar medida cautelar pedindo o afastamento de Cunha da presidência da Câmara. A defesa do parlamentar tem repetido que Janot tenta coagir testemunhas. Cunha diz que as motivações do procurador-geral são políticas e que ele escolhe a quem investigar.
Antes de ser preso, no dia 19 deste mês, o empreiteiro Marcelo Odebrecht já analisava que Ricardo Pessoa, da UTC, era o "fio desencapado" que poderia trazer problemas maiores para o governo Dilma Rousseff. Outros empresários que buscavam se manter informados sobre as delações premiadas manifestavam a mesma certeza.

Histórias de repórter


Derrotado por Joaquim Francisco na eleição para o Governo de Pernambuco em 1990, Jarbas Vasconcelos despontou como favorito em todas as pesquisas na corrida pela Prefeitura do Recife dois anos depois, em 1992. Recife estava nas mãos do vice-prefeito Gilberto Marques Paulo, que governou por dois anos após a renúncia obrigatória de Joaquim para concorrer ao Palácio do Campo das Princesas.
Jarbas já havia sido prefeito, eleito em 1985, com uma aprovação espetacular, apontado como o melhor gestor de capital. Ainda ressabiado com o insucesso eleitoral de 90, resistiu até onde foi possível para não entrar na disputa. O responsável pelas articulações da sua candidatura foi o ex-ministro Fernando Lyra, que transitava bem entre os grupos que já começavam a antever o rompimento de Jarbas com Arraes.
Mas Lyra conseguiu estimular Jarbas, eleito no primeiro turno no pleito que marcou o seu afastamento definitivo de Arraes. Deputado federal mais votado no Estado em 90 numa chapinha que puxou mais cinco, Arraes enxergava a candidatura de Jarbas a prefeito do Recife como trampolim para o Governo do Estado e armou a estratégia de segurá-lo no cargo indicando o vice.
Então deputado estadual, Eduardo Campos, neto e herdeiro político de Arraes, cumpre o ritual de procurar Jarbas para uma conversa. O encontro, agendado para uma segunda-feira em que Arraes cumpria agenda em Afogados da Ingazeira com alguns auxiliares, entre eles Adilson Gomes, foi marcado na casa de Jarbas, no Rosarinho.
Eduardo tentou vender para Jarbas a ideia de que a sugestão da sua presença na chapa teria partido do presidente do PCdoB, Luciano Siqueira, hoje vice-prefeito do Recife. Foi uma conversa sem testemunhas e Eduardo já está morto, mas em nenhum momento Jarbas vetou Eduardo, conforme ele próprio rememora.
“Argumentei para Eduardo que ele vinha fazendo um bom mandato como deputado estadual e que sua presença na chapa o associava diretamente a Arraes, que havia perdido aderência no voto de opinião no Recife, segmento onde se sustentava fortemente a minha candidatura”, relembra Jarbas, 23 anos após o episódio.
Mas Eduardo entendeu os argumentos como um veto e localiza Arraes em Afogados da Ingazeira. Naquela época de comunicações precárias o único telefone disponível no hotel da cidade era um orelhão. Sem saber ainda do que se tratava, mas percebendo que Eduardo estava tenso e angustiado, Adilson comprou 10 fichas para a ligação não ser interrompida.
“Acabada a conversa, Arraes olhou para mim e disse: cancela toda a nossa programação porque tenho que voltar agora. No carro em direção ao campo de pouso de Afogados ele apenas disse que estava sofrendo mais um golpe”, relembra Adilson. Em solo recifense, Arraes segue direto para uma reunião com o seu grupo, saindo de lá com a decisão de lançar Eduardo candidato a prefeito.
Jarbas se elegeu prefeito com Silvio Pessoa, escolha pessoal dele, na vice, enquanto Eduardo Campos terminou no quinto lugar, numa eleição que contou ainda com as candidaturas de André de Paula pelo PFL, Humberto Costa pelo PT, Luciano Bivar pelo PL e Newton Carneiro pelo PSC.
Rompido com o antigo grupo, Jarbas começava a costurar uma aliança com os antigos rivais do PFL (hoje DEM), que anos depois seria batizada de União por Pernambuco - ou “o caminho da perdição”, célebre frase de Arraes. A troca de farpas entre ambos teve seu ápice em 1998, quando Jarbas derrotou Arraes por mais de um milhão de votos de diferença, impedindo a reeleição do socialista.
O fato de Eduardo não ter sido o vice, entretanto, foi encarado pela mídia como um troco de Jarbas a Arraes, por este ter feito corpo mole na campanha de 1990, em que ele (Jarbas) perdeu para Joaquim. Arraes e Jarbas nunca mais se entenderam. Em 1996, Jarbas ajudou a eleger Roberto Magalhães (PFL) prefeito do Recife, enquanto Arraes ficou com Roberto Freire (PPS). Dois anos depois, em 1998, Jarbas teve a sua maior vitória frente a Arraes.
Em 2005, Jarbas deu uma trégua: visitou Miguel Arraes no hospital dias antes da sua morte. Com a morte do avô, Eduardo passou a liderar o PSB e em 2006 foi eleito governador contra Mendonça Filho (PFL). Em 2010, Eduardo devolveu a Jarbas a derrota imposta a Arraes em 98, vencendo-o com uma diferença de quase três milhões de votos. 

Grito de alerta é para a sociedade


Por Mendonça Filho*
Em coluna publicada neste sábado, no jornal Folha de São Paulo, o ex (?) porta-voz de Lula, André Singer, fala de um “grito de alerta” do PT para os petistas e o governo. Segundo ele, depois do decepcionante congresso partidário, no início do mês, são necessárias “medidas urgentes de reorientação” para tirar o partido do “volume morto”.
O que o PT e seus defensores não são capazes de enxergar é que não basta pregar para convertidos (cada vez mais escassos, diga-se de passagem). Eles falam como se o país e o mundo girassem em torno do umbigo deles. Ou do umbigo de ex-presidente Lula, para ser mais específico. Esse “grito de alerta” não é para o PT ou para o Governo. Esse grito é para a sociedade, que já dá mostras de tê-lo escutado muito bem, em alto e bom som.
As últimas pesquisas de opinião demonstram isso claramente. Segundo o Datafolha, 65% da população reprova a gestão da presidente Dilma. Mais um recorde negativo desse governo, que perdeu o controle da inflação, não consegue fazer o país crescer e não para de oferecer escândalos de corrupção.
O mais recente é a lista de nomes que o chefe do “Clube das Empreiteiras”, Ricardo Pessoa, entregou em sua delação premiada na Operação Lava Jato. Até o ministro da Casa Civil, Aluísio Mercadante, aparece na relação de políticos que receberam “doações” vultosas. Aliás, o histórico recente da Casa Civil é triste: José Dirceu, Antônio Palocci, Dilma Rousseff, Erenice Guerra, Ideli Salvatti, Gleise Hoffmann e Mercadante. Todos, em maior ou menor grau, envolvidos em algum tipo de suspeita.
Felizmente, depois de tantos “gritos”, a sociedade brasileira acordou e não parece disposta a adormecer novamente. Ela quer mudanças que vão além de meras “medidas urgentes de orientação”. A sociedade está cansada de ouvir, agora ela quer ser ouvida!
*Deputado e líder do Democratas na Câmara

Lula reclama de mordaça imposta por Dilma


Por Lauro Jardim – Radar Online
Numa das várias queixas que têm feito ao governo e a Dilma, Lula reclamou da lei da mordaça que Dilma baixou em seu ministério em relação à Lava-Jato e à crise do PT, com a intenção de se descolar dos casos de corrupção sob investigação.
Lula se ressente ao ver ministros essencialmente lulistas, como Ricardo Berzoini e Jaques Wagner, calados diante dos ataques que ele vem recebendo.

Janot concorre a novo mandato na PGR


O primeiro debate entre candidatos ao cargo de Procurador-Geral da República para os próximos dois anos, realizado na manhã de hoje, teve a condução da Operação Lava Jato como ponto de maior polêmica. Sob críticas pela forma como guia o caso, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, defendeu sua atuação e pediu votos à categoria para "terminar o que começou". Janot disse que o País vive um "grave momento" e falou em "descomunal caso de corrupção", em referência ao escândalo da Petrobras.
O procurador-geral defendeu que as mudanças estruturais realizadas permitiram que o Ministério Público enfrentasse a investigação com "profissionalismo". "Não foi e não está sendo fácil", afirmou Janot. O mandato do procurador-geral se encerra em setembro e a eleição interna que define a lista tríplice de candidatos a ser encaminhada à presidente Dilma Rousseff está marcada para a primeira semana de agosto. A presidente escolhe então um nome e o submete à aprovação do Senado.
Candidato à vaga de Janot, Carlos Frederico Santos aproveitou o debate para reforçar críticas à forma de condução das investigações da Operação Lava Jato. Para ele, o procurador-geral poderia ter "amadurecido" mais as provas contra políticos antes de apresentar o pedido de abertura de inquérito ao STF. "Por que levamos à Polícia Federal se poderíamos ter resolvido isso dentro da nossa casa?", perguntou o subprocurador, principal crítico à atual gestão entre os candidatos.
Janot respondeu dizendo que a não apresentação do caso do Judiciário poderia gerar "nulidade" do caso. O procurador-geral defendeu seu trabalho dizendo que a competência da Procuradoria-Geral para investigar políticos "alcança a supervisão de investigação criminal", ou seja, é preciso que haja uma supervisão do Supremo. "Atos investigatórios sem a supervisão do STF são nulos", disse. "Prerrogativa de foro trata-se de inquérito judicial e não policial e o próprio Supremo reconhece que a ausência de supervisão dele retrata em nulidade", completou Janot.
O poder de investigação próprio do Ministério Público e uma maior independência em relação à Polícia Federal também foram bandeiras levantadas por Janot. "Nós temos agora a responsabilidade de criar o modelo para que possamos desenvolver com profissionalismo e objetividade nosso mister. (...) Temos que trabalhar para ter mais independência investigatória no que se refere cooperação da Polícia Federal", completou o procurador. Nos primeiros dois meses de investigação de políticos supostamente envolvidos na Lava Jato, PGR e PF tiveram desentendimentos que geraram adiamento de depoimentos marcados.
Janot disse que não poderá se ausentar de Brasília para fazer campanha em razão do momento vivido. "Volto à presença de vocês porque pretendo terminar o que comecei. Estou pronto e firme para prosseguir no desafio. (...) Sem fórmulas mágicas e sem vender ilusões peço seu voto para que possamos continuar avançando", completou o procurador-geral.
Entre os quatro candidatos, Janot e Frederico foram os dois com maior protagonismo no debate. Além deles, concorrem ao cargo os subprocuradores Raquel Dodge, que é vista como uma "opositora moderada" e Mário Bonsaglia, que tem uma posição mais alinhada com a do procurador-geral. Durante o debate foram permitidas apenas perguntas dos procuradores, que poderiam fazê-las pessoalmente ou pela internet. Não foram permitidas perguntas diretas de um candidato para o outro e cada um dos concorrentes respondia a todas as perguntas sorteadas. As perguntas ficaram mais voltadas para questões administrativas, por advirem do público interno.

Brasil


Fora Dilma !!!


domingo, 28 de junho de 2015

Cerração na serra em Brejo da Madre de Deus - PE


Lula para presidente


Ilimar Franco – O Globo
Militantes do PT estão defendendo o retorno de Lula à presidência do partido. A proposta já foi levada a ele. O argumento é o de que não adianta à sigla ter um presidente de fato e um de direito. Os que são simpáticos à tese sustentam que o maior líder petista terá um instrumento para construir uma Frente que reúna sindicatos, partidos de esquerda e social-democratas e, ainda, militantes que queiram se desgarrar de seus atuais partidos. 
Uma ala da esquerda do PT, formada pela Mensagem e a Democracia Socialista, prepara o lançamento de uma “Carta aos Brasileiros”. Com vários ministros no governo Dilma, esses petistas vão defender uma renovação no partido e uma mudança em suas práticas. A articulação do documento está sendo feita pelo ex-governador Tarso Genro e os deputados Alessandro Molon e Paulo Teixeira.
O grupo trata o assunto com reserva. Aguarda a reunião que Lula fará, amanhã à noite, com a bancada no Congresso. O texto servirá de plataforma contra a CNB, que domina a sigla. Essa vive momento delicado. A ala Movimento PT acaba de se desgarrar da maioria. 

sábado, 27 de junho de 2015

IMPEACHMENT EM MARCHA! INSUSTENTÁVEL A SITUAÇÃO DE DILMA.

Uma palavra pode resumir o clima em Brasília,  ontem à noite… PAVOR!
O fecebook bloqueou o post original do Cristalvox sobre o assunto,  sob o argumento ainda não conhecido, talvez porque continha uma expressão que não era pavor e começa com T.
A viagem para os Estados Unidos de Dilma já colocou Joaquim Levy no Hospital com suspeita de embolia pulmonar…
Mas o fato da presidente Dilma  ter chamado  uma reunião de emergência que varou a madrugada,  dá a exata dimensão da graviadade do conteúdo da Revista Veja desta semana. 12 páginas recheadas de pura nitroglocerina.  O núcleo antes chamado de DURO,  agora definido como “MOLE MOLE” porque meteu a mão na grana suja das empreiteiras,  ainda  está a procura de um factóide para desviar a atenção sobre as denúncias corrosivas de Ricardo Pessoa.
A Rede Globo silenciou no Jornal Nacional da sexta. Já vem, sistematicamente, tentando “secar” a Lava Jato. AS 12 páginas da Revista Veja derrubaram a República… E não foi  os Odebrechts abrirem a boca.

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Briga sem brigar


Carlos Brickmann

Lula fez uma série de declarações explosivas, em reuniões fechadas mas com muita gente (e, como dizia Tancredo Neves, se o segredo é conhecido por mais de uma pessoa deixa de ser segredo). Disse que muitos petistas só pensam hoje em cargos, empregos, boquinhas; que o PT perdeu a utopia; que os militantes só militam por pagamento; que Dilma não o ouve e tem mão pesada para política.

Lula definitivamente não é bobo. Sabe que tudo o que diz nessas reuniões será divulgado. Ou seja, falou para que todos saibam, mas numa situação em que pode dizer que não foi bem assim. Mostra sua insatisfação com o PT e o Governo, busca livrar-se da má imagem do partido e da presidente que elegeu, mas sem rupturas. Quer ter as vantagens de ambos os lados.
Lula é um político hábil e executa bem seu jogo. Só se equivoca ao dizer que o PT perdeu a utopia. Utopia não é sinônimo de pudor.

É um erro atribuir o apelido Brahma, pelo qual Lula era conhecido por alguns empreiteiros, a eventuais hábitos pessoais. É Brahma por ser o Número 1. 

O que, a propósito, considerando-se o momento, é muito mais comprometedor.

Petistas surpresos com crítica de Lula ao PT


Deputados federais da corrente petista Mensagem ao Partido se surpreenderam com o tom crítico ao PT adotado publicamente por Lula, revela Lauro Jardim, na sua coluna da revista Veja. 
Argumentam que, há duas semanas, no Congresso do PT, Lula articulou com a corrente majoritária Construindo um Novo Brasil para que as propostas de mudança na legenda, apresentadas pela Mensagem, fossem derrubadas.
A Mensagem, grupo que reúne vozes mais críticas a Lula, como Tarso Genro e José Eduardo Cardozo, saiu derrotada.
Enquanto isso, a única agenda positiva que o governo conseguiu emplacar neste ano está fazendo água. É o pacote de concessões, que teria o condão de dar algum alento à economia, com investimentos bilionários.
Com os grandes interessados – as empreiteiras – presos ou respondendo a processos cabeludos no âmbito da Lava-Jato, quem pode cravar com segurança o sucesso das concessões?
Enquanto isso, a CPI do Carf, que investiga fraudes fiscais, bateu na porta da Confederação Nacional do Comércio. O seu presidente, Antônio de Oliveira Santos, foi convocado a depor

Vem aí a nova Frente da Esquerda Democrática


Os dirigentes do PDT, REDE (a se lançar), PV, PSB e PPS estão conversando para uma alternativa em 2018: lançar uma Frente da Esquerda Democrática como terceira via para a disputa presidencial, anuncia Leandro Mazzini, na sua coluna Esplanada.
Marina Silva, ex-PV, atualmente no PSB mas a caminho de fundar a REDE é o nome mais comentado como presidenciável.
Por ora, uma ideia interessante para todos, um bloco para fazer frente à hegemonia da polarização PT x PSDB.
Mas há quem aposte, no próprio grupo, que pode cada partido sair por si daqui a dois anos e lançar candidato.

Religião: unidos contra Dilma


Um trecho do Plano Nacional de Educação do governo Dilma Rousseff está unindo católicos e evangélicos.
No texto, está escrito que o plano busca a “promoção da igualdade de gênero e de orientação sexual”.
Arquidioceses pelo Brasil já soltaram uma nota rejeitando o plano e ontem o pastor Silas Malafaia gravou um vídeo descendo a borduna na medida (Veja aqui).  
Enquanto isso, desde que os passeios de bicicleta de Dilma Rousseff pelas ruas do entorno do Palácio da Alvorada ganharam as páginas dos jornais, os assessores da presidente, sempre mergulhados em notícias desoladoras resolveram botar a central de inteligência do Palácio do Planalto para trabalhar.
A missão era transformar as pedaladas de Dilma – nada a ver com o que está em jogo no TCU – em agenda positiva. A primeira medida será lançada ainda nesta semana.
Segundo assessores de Dilma, a própria presidente vai inaugurar na sexta-feira a primeira obra do seu segundo mandato: um bicicletário.
O empreendimento terá capacidade para oito bicicletas e será instalado em um dos anexos do palácio.
Agora vai.              (Lauro Jardim - Veja)

Esquerda do PT volta a críticar o governo Dilma


Da Folha de S.Paulo - Cátia Seabra
Tendência integrada pelo secretário-geral da Presidência, Miguel Rossetto, e pelo ministro Pepe Vargas (Direitos Humanos), a DS (Democracia Socialista) apresentou, nesta quarta-feira (24), documento com severas críticas à política econômica e à nomeação de Joaquim Levy ao Ministério da Fazenda.
O texto faz avaliação do 5º congresso do partido, realizado há duas semanas, afirmando que seu resultado deve ser entendido como um recuo que imobiliza o governo, arrasta o partido e impede que a presidente Dilma Rousseff saia de um "altíssimo patamar de impopularidade".
A divulgação do documento coincide com as críticas públicas que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva vem fazendo ao PT e ao governo.
Segundo o texto, "a indicação de Levy e a adoção de uma política conservadora e recessiva na economia seriam uma forma de absorver a pressão neoliberal". O documento também é crítico à aliança com o PMDB.

Impeachment de Dilma: tudo conspira


A prisão do empreiteiro Marcelo Odebrecht e as más notícias na área econômica deram impulso às conversas sobre um eventual impeachment da presidente Dilma Rousseff, ou de alternativas que no mínimo diminuam seu poder. Antes restritas à oposição, e adormecidas nos dois últimos meses, elas agora correm soltas entre parlamentares, ministros e lideranças do PMDB. A informação é de Mônica Bergamo, na sua coluna desta quinta-feira da Folha de S.Paulo.
A prisão de Odebrecht, -- prossegue a colunista --, financiador de campanhas de praticamente todos os partidos e amigo pessoal de diversos políticos, seria um sinal de que Dilma perdeu de vez o que peemedebistas chamam de "controle" da situação: se o empreiteiro foi preso, com argumentos considerados "frágeis", qualquer um no país pode ser detido também, e a qualquer momento. Boa parte dos líderes do partido está sob investigação.
A casa de Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado, virou um dos centros de reunião dos que passaram a defender, depois da prisão de Odebrecht, uma "saída" para a situação, que definem como "grave". As ideias discutidas, no entanto, são consideradas complexas e de difícil viabilização.
O impeachment, por exemplo, não agrada ao presidente do Senado. Ele está em rota de colisão com o vice-presidente Michel Temer, que substituiria Dilma. Outra alternativa ventilada seria a implantação do parlamentarismo no país, sem que Dilma perdesse o mandato, mas, sim, o poder. E uma terceira, a saída da presidente e do vice, com a convocação de eleições, é considerada a mais traumática de todas.

Histórias de repórter

Morto em acidente aéreo de helicóptero, em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, em 12 de outubro de 1992, junto à esposa D. Mora, o ex-senador Severo Gomes, a esposa deste e o piloto, Ulysses Guimarães era o político mais extraordinário para entrevistar por ser, talvez, um dos maiores frasistas da cena nacional.
“A única coisa que mete medo em político é o povo nas ruas”. Esta foi uma das frases dele mais ouvidas durante a campanha do impeachment de Collor. Quando na Bahia foi cercado pela Polícia com cães adestrados, afirmou: “Respeitem o líder da oposição no Brasil”. Só entrevistei “O senhor diretas”, como era conhecido, em duas oportunidades.
Em 1988, antes da promulgação da Constituição Cidadã, por ele presidida, e numa histórica visita dele a Rio Claro, interior de São Paulo, sua cidade natal, na condição de candidato a presidente da República. “Enquanto houver Norte e Nordeste fraco, não haverá Estado forte, pois o País será fraco”, pregou numa das entrevistas.
Em Pernambuco, Ulysses não tinha uma boa relação com Miguel Arraes e foi piorando na medida em que Jarbas Vasconcelos, na condição de vice-presidente nacional do PMDB, foi se aproximando do grande líder, a ponto de criar uma relação afetiva.
Tão próxima que Jarbas era frequentador assíduo da mesa exclusiva de Ulysses no Piantella, restaurante da elite política de Brasília, onde batia ponto todos as noites, após as sessões do Congresso, para degustar sua Poire, uma aguardente de pera.
Antes de Jarbas, Ulysses foi buscar em Pernambuco o ex-governador Barbosa Lima Sobrinho para compor a sua chapa em 1973, quando lançou sua anticandidatura simbólica à Presidência da República como forma de repúdio ao regime militar. Mais tarde, no processo do impeachment de Collor, Barbosa Lima, já na condição de presidente da ABI, reencontrou-se com Ulysses em outra campanha majestosa.
Ulysses Guimarães quase foi o candidato a presidente da República em 1985 pelo PMDB, quando as eleições foram realizadas no colégio eleitoral. As articulações políticas da época acabaram levando à eleição de uma chapa "mista", com Tancredo Neves como candidato a presidente pelo PMDB e o candidato a vice José Sarney, do PFL.
Devido à sua grande popularidade conquistada presidindo a Assembleia Nacional Constituinte, entre 1987-1988, batizada por ele de Constituição Cidadã, pelos avanços sociais que incorporou no documento, Ulysses candidatou-se à Presidência da República nas eleições de 1989 pelo PMDB, mas só teve 4,4% dos votos, porque as lideranças do seu partido, com raras exceções, o apoiaram da boca para fora.
Em Pernambuco, Arraes, governador, organizou um encontro de Ulysses e teve a deferência de ir receber o candidato no aeroporto. Saudou-o, em discurso veemente, como “o futuro presidente da República”. Para quem, lá atrás, declarava-se descrente quanto as chances de Ulysses diante de Collor, foi um progresso apreciável.
Ulysses deu maior importância, ainda, às manifestações da militância que pôde sentir durante o encontro. Animado com o calor da recepção, ele afirmou: “Ofereço à minha pátria a minha idade, a minha coragem e, sobretudo, a minha experiência”. Mas Arraes, ao contrário de Jarbas, que percorreu o País com Ulysses, conspirava.
E por outra razão. Gostaria de fazer seu vice Carlos Wilson candidato à sua sucessão, mas não estava encontrando espaço. Por isso, foi engolindo a candidatura Ulysses com muita dificuldade, porque sabia que Ulysses havia assumido compromisso em apoiar Jarbas. Num dos encontros secretos que teve com Lula, Arraes chegou a ser convidado para ser o seu vice, mas se recusou. O convite vazou, mas Arraes nunca confirmou.
Nos bastidores, ele acusava Ulysses de ter dividido a oposição com uma candidatura sem chances, deixando a entender se o partido tivesse indicado o vice na chapa de Lula este teria tido mais chances de ter derrotado Collor.
A candidatura de Ulysses, com Waldir Pires na vice, depois de renunciar ao Governo da Bahia, ficou para Arraes simbolizada numa frase lapidar do próprio Ulysses, quando disse: “Sou louco pelo poder, seduzido pelo poder e é para isso que eu vivo.”