segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Meu pai será sempre meu herói, diz filha de Delcídio


Reprodução de Instagran

Em resposta a um texto da publicação "Jornal da Cidade Online", que questionava o que o ex-líder do governo no Senado, Delcídio do Amaral (PT-MS), contaria a suas família após ter sido preso no âmbito da Operação Lava Jato, Maria Eugênia Amaral, filha do senador, defendeu o pai e demonstrou apoio a ele.
O jornal recebeu um pedido de Maria Eugênia para que divulgasse um texto de sua autoria, no qual rechaça o artigo publicado anteriormente. Nele, ela critica a jornalista autora da matéria e deixa claro que está do lado de Delcídio independente do que aconteceu.
"O meu pai é e sempre será o meu herói, a minha fortaleza e tenho orgulho de dizer que ele é o exemplo da minha vida", declara. Maria Eugênia alega não estar envergonhada pela situação do pai, e que tanto ela quanto a irmã, Maria Eduarda, ainda admiram o senador.
"Eu acredito e tenho certeza do caráter, postura e grande homem que o meu pai é. Nós somos família e ele não precisa me explicar a pessoa maravilhosa que ele é", complementa. Por fim, a jovem, ao assinar o texto, exalta novamente o orgulho que tem do pai. "Orgulhosamente, filha do senador Delcidio do Amaral", finaliza.  (Do Portal IG)

MPF vai investigar documento que liga BTG a Cunha


De o Globo - Vinicius Sassine, Carolina Brígido e Simone Iglesias
Anotação apreendida pela PF diz que banco pagou R$ 45 milhões ao deputado e a outros parlamentares do PMDB. Ambos negam acusações
Um documento apreendido pela Polícia Federal (PF) na casa do chefe de gabinete do senador Delcídio Amaral (PT-MS), Diogo Ferreira, traz anotações sobre uma suposta transação entre o BTG Pactual e o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). O documento faz menções a habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e, no verso, consta um texto sobre suposta compra de emenda numa medida provisória que favoreceria o BTG. Em troca, conforme a anotação, Cunha teria recebido R$ 45 milhões, dinheiro que também se destinaria a outros parlamentares do PMDB.
O conteúdo do documento foi reproduzido no pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de conversão da prisão temporária em preventiva do chefe de gabinete de Delcídio e do dono do BTG, André Esteves. O ministro do STF Teori Zavascki aceitou o pedido de Janot e determinou as prisões preventivas dos dois neste domingo.
O documento apreendido registra: “Em troca de uma emenda a medida provisória nº 608, o BTG Pactual, proprietário da massa falida do banco Bamerindus, o qual estava interessado em utilizar os créditos fiscais de tal massa, pagou ao deputado federal Eduardo Cunha a quantia de 45 milhões de reais.” Ainda conforme a anotação, "pelo BTG participaram da operação Carlos Fonseca, em conjunto com Milthon Lyra". "Esse valor também possuía como destinatário outros parlamentares do PMDB. Depois que tudo deu certo, Milton Lira fez um jantar para festejar. No encontro tínhamos as seguintes pessoas: Eduardo Cunha, Milton Lira, Ricardo Fonseca e André Esteves."

PGR deve denunciar Delcídio até dia 15 de dezembro


De O Globo - Vinicius Sassine e Carolina Brígido
A denúncia contra o senador e o advogado Edson Ribeiro deve ser remetida ao STF
A Procuradoria Geral da República (PGR) não vai apresentar neste domingo denúncia contra os mais recentes presos na Operação Lava-Jato. Conforme interpretação dos procuradores que conduzem as investigações, o prazo é de 20 dias para finalizar a denúncia contra o senador Delcídio Amaral (PT-MS) e o advogado Edson Ribeiro. Ambos estão presos preventivamente desde a última quarta-feira. Portanto, a denúncia contra os dois deve ser remetida ao Supremo Tribunal Federal (STF) até o dia 15 de dezembro.
Neste domingo, a pedido da PGR, o relator da Lava-Jato no STF, ministro Teori Zavascki, converteu as prisões temporárias de Diogo Ferreira, chefe de gabinete do senador Delcídio Amaral (PT-MS), e do banqueiro André Esteves em prisões preventivas. Pela lógica da PGR, começaria a contar hoje o prazo de 20 dias para a apresentação de denúncia contra os dois. A data limite seria no dia 19 de dezembro.
Segundo a PGR, a legislação penal dá 15 dias para a conclusão do inquérito contra um investigado que foi preso preventivamente. Depois de terminada a instrução do inquérito, passaria a contar o prazo de cinco dias para a apresentação da denúncia. Se a PGR entender que não há provas suficientes, poderá pedir também o arquivamento do caso.

Prisão fez evaporar poder de André Esteves


A decisão do ministro Teori Zavascki, do STF, de manter André Esteves preso por tempo indeterminado fez evaporar no mundo político e empresarial a tese de que o dono do BTG teria poder suficiente para passar poucos dias encarcerado. Investigadores da Lava Jato já diziam, desde as primeiras horas da detenção do banqueiro, que a situação de Esteves, ao longo dos dias, “se mostraria muito difícil”. Decretada a preventiva, já se diz que ele pode “passar um bom tempo” na cadeia.
No pedido enviado a Zavascki, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, aponta para uma relação entre o banqueiro e José Carlos Bumlai. Diz que o BTG fez negócios “altamente improváveis e escassamente explicáveis” com os filhos do pecuarista.
O pedido afirma ainda que a participação de Esteves na Lava Jato já vinha sendo investigada pela força-tarefa do Ministério Público em Curitiba, tendo como foco tanto a relação do BTG com Bumlai como com a Petrobras.(Natuza Nery - Folha de S.aulo) 

Governo vê menção de Delcídio a Dilma como um recado


O governo recebeu como um recado a citação que o senador Delcídio do Amaral (PT-MS) fez de Dilma Rousseff no depoimento que prestou na semana passada na Polícia Federal. Ele disse que ela foi a responsável pela indicação de Nestor Cerveró para o cargo de diretor da área Internacional da Petrobras. A informação é de Mõnica Bergamo, hoje na sua coluna da Folha de S.Paulo.
No entender da colunista, o governo acha que Delcídio pode ser o "fio desencapado" que os investigadores da Operação Lava Jato tanto buscavam e que o universo político tanto temia. Ou seja, aquele personagem capaz de, com suas revelações, envolver pessoas de partidos da situação e até da oposição em situações constrangedoras.
O depoimento do senador foi interrompido na sexta-feira porque, depois de quatro horas, a polícia ainda começaria a esmiuçar as dezenas de citações que ele fez em conversas gravadas por Bernardo Cerveró, filho do ex-diretor da Petrobras. Delcídio se disse exausto e sem condições de continuar. As conversas selecionadas das gravações de Bernardo somam quase duas horas.

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Paulo Câmara pagou R$ 10 milhões em dívidas antigas para ajudar Geraldo Julio no Recife

 POR  EM NOTÍCIAS
Priscila TLP 1
Em discurso na Assembleia Legislativa do Estado nesta quarta-feira, a deputada estadual Priscila Krause (DEM) questionou operação realizada pelo governo de Pernambuco referente à quitação de débitos fiscais da administração estadual com a Prefeitura do Recife em plena crise financeira.
Antes mesmo de internalizar cerca de R$ 700 milhões pela venda da gestão da folha de pessoal, para o Bradesco, o governador Paulo Câmara, aliado de Geraldo Julio, entre os dias 31 de agosto e 11 de setembro, usou quatro unidades orçamentárias do Executivo estadual para liberar juntas R$ 10,54 milhões à Prefeitura do Recife, valor referente à quitação de débitos com a Taxa de Limpeza Pública (TLP) devida por 89 imóveis do Estado, datados desde 1979.
“Os pagamentos (realizados por meio de quatro empenhos) vão de encontro ao plano de contingenciamento anunciado pelo governador Paulo Câmara (PSB)”, protestou a deputada estadual.
Diante do garrote do governo Federal, que tem evitado repassar recursos para a gestão municipal com a desculpa do ajuste fiscal, os recursos devem gerar um desafogo para a municipalidade. Nesta quarta-feira, o prefeitop Geraldo Julio esteve com o ministro Joaquim Levy para cobrar, mais uma vez, a liberação de recursos de empréstimos com bancos internacionais.
Os pagamentos foram realizados pelas secretarias de Administração, de Agricultura e Reforma Agrária, de Educação e o Instituto de Recursos Humanos (IRH).
As informações foram apruradas por meio de documentos oficiais e do Portal da Transparência do Estado
A deputada disse que lhe chama atenção o pagamento realizado pela Secretaria de Agricultura e Reforma Agrária, que quitou o montante de R$ 6,199 milhões referentes ao período de 2007 a 2014 dos imóveis onde está instalada a Ceasa O.S., em Jardim São Paulo.
Os R$ 10,54 milhões pagos pela gestão estadual à PCR pela TLP de exercícios anteriores representam 10,6% do total arrecadado pelo município com a taxa este ano. Em 2014, a administração estadual pagou R$ 553,77 mil pela mesma TLP para os imóveis de sua propriedade.
“A operação está marcada por questionamentos jurídicos, administrativos e políticos e precisa ser esclarecida minuciosamente pela administração estadual”.
“Há duas semanas eu trouxe dados espantosos a respeito do endividamento do governo com fornecedores e prestadores de serviço. Hoje, chegamos aos fatos de que num curtíssimo período de tempo a mesma gestão decidiu quitar à vista débitos antigos com a PCR, inclusive cobranças consideradas inconstitucionais”, comparou a parlamentar.
“No âmbito jurídico, o pagamento da TLP referente a períodos anteriores a 1996, quando passou a vigorar alteração no Código Tributário Municipal, é inconstitucional. Documentos do próprio governo de Pernambuco atestam a inconstitucionalidade, como o caderno de orientações do inventário de bens imóveis assinado pela Secretaria de Administração em outubro de 2013. Em relação ao município do Recife, a cobrança só é devida a partir de 1º de janeiro de 1996”, criticou.
De acordo com o levantamenmto divulgado, o IRH, por exemplo, pagou as taxas referentes aos anos de 1980, 1981, 1982, 1992, 1993 e 1994 de sala que tem na Av. Dr. José Rufino, no bairro de Areias.
Do ponto de vista administrativo, Priscila Krause defendeu que todas as dívidas do governo de Pernambuco com a Prefeitura do Recife precisam ser honradas, mas “na forma e no tempo certos”.
“O secretário da Fazenda afirma que o governo está precisando decidir entre o importante e o imprescindível, eu não tenho dúvidas que o pagamento de dívidas de TLP com a Prefeitura do Recife não se enquadra como imprescindível”, acrescentou a deputada.
Ela lembrou que diante da condição emergencial dos cofres públicos estaduais, o governo teria a obrigação de buscar um acordo com a gestão municipal, parcelando o débito milionário.
Priscila também lembrou que a própria Prefeitura do Recife disponibilizou de janeiro até o fim de julho Plano de Pagamento e Parcelamento Incentivado (PPI), com desconto de 90% para juros e multas para pagamentos à vista e outros descontos significativos para pagamentos parcelados.
A operação questionada por Priscila ocorreu a partir de agosto, dias após o término do PPI, com a expedição de ofício da chefia de gabinete da Secretaria de Fazenda às unidades orçamentárias solicitando que fossem dadas as devidas providências referentes ao Resumo de Débitos Fiscais encaminhado pela Prefeitura. A Secretaria da Fazenda compõe o comitê gestor do Plano de Contingenciamento estadual.
No discurso, a deputada estadual também externou preocupação com possíveis novos pagamentos de débitos do governo de Pernambuco com a Prefeitura do Recife. Segundo levantamento seu, só a Perpart, por exemplo, deve R$ 2,933 milhões de IPTU e TLP (1996 a 2004).
“A proximidade política entre os comandos da Prefeitura e do governo de Pernambuco não pode se transformar em caminho para facilitar projeto político eleitoral de um grupo. Se existe essa proximidade, ela deve operar pelo bem das contas públicas, que é o bem da sociedade”, declarou.
Priscila Krause informou que o valor pago é superior ao orçamento executado no ano inteiro pela Secretaria de Turismo (R$ 5,144 milhões), Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (R$ 6,796 milhões) e Parque Estadual Dois Irmãos (R$ 1,85 milhão).
Ela lembrou que apenas o valor pago pela Secretaria de Agricultura e Reforma Agrária (R$ 6,199 milhões) bancaria o passivo de carros-pipa que aguardam quitação de débito pelo Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), ligado à Pasta, que é de R$ 3,21 milhões.

Cunha evita comentar se teme ser preso após precedente de Delcídio

POR  EM NOTÍCIAS
Foto: Lula Marques/ Agência PT
Foto: Lula Marques/ Agência PT
Estadão Conteúdo – O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), evitou comentar nesta quarta-feira, 25, se teme também ser preso, após a possível abertura de precedente hoje com prisão do líder do governo no Senado, Delcidio Amaral (PT-MS). Também investigado pela Operação Lava Jato, o peemedebista disse que não iria fazer comentários sobre o assunto.
“Não tenho condições de fazer comentários, absolutamente nenhum comentário acerca daquilo que não tenho conhecimento do detalhe”, afirmou o presidente da Câmara ao ser questionado pela imprensa se temia ser preso. “Não vou fazer comentário sobre isso”, reforçou.
Cunha afirmou que acompanhou o caso de Delcídio desde o início do dia, mas disse não ter conhecimento sobre os autos e as motivações da prisão do petista. “Seria uma deselegância da minha parte comentar o que não vi”, afirmou o peemedebista, que passou o dia reunido com governistas e opositores discutindo o assunto.
O presidente da Câmara reconheceu, contudo, que, de uma forma geral, “não tenha dúvida” que a prisão do líder do governo no Senado “acaba afetando” o Congresso como um todo. Delcidio foi o primeiro senador na história da República preso durante o exercício do mandato.

Governo Dilma decide se afastar de Delcídio Amaral

POR  EM NOTÍCIAS
Dilma e Delcídio
Estadão Conteúdo – O Palácio do Planalto decidiu lavar as mãos sobre o destino do senador Delcídio Amaral (PT-MS) e abandoná-lo à própria sorte para que a nova crise não prejudique ainda mais a presidente Dilma Rousseff.
Até ser preso pela Polícia Federal, na manhã de quarta-feira, 25, Delcídio era líder do governo no Senado. O escândalo deixou o núcleo político do Planalto perplexo e em alerta.
Ao longo do dia, Dilma convocou duas grandes reuniões com ministros. A avaliação foi a de que o episódio agravou a situação política. Para que a crise não colasse em Dilma, porém, o Planalto resolveu rifar Delcídio.
Depois de um “pente-fino” na gravação feita por Bruno Cerveró, filho do ex-diretor da área internacional da Petrobrás Nestor Cerveró, ministros adotaram o discurso de que as ações do senador foram feitas em “caráter pessoal”.
“O governo foi surpreendido pelos fatos ensejados pela ação do Supremo Tribunal Federal”, afirmou o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. “Não vejo impacto maior sobre o governo, uma vez que fatos relatados não derivam de ação do governo ou por ele solicitado”, disse.
Em conversas reservadas, porém, auxiliares de Dilma admitem que a estratégia de rifar Delcídio foi adotada para blindar a presidente.
Não sem motivo: além de ver a investigação da Operação Lava Jato avançando sobre o Planalto, a prisão do senador petista ressuscita o escândalo da compra da refinaria de Pasadena, em 2006, quando Dilma era ministra-chefe da Casa Civil.
A refinaria foi comprada por preço superfaturado e Dilma depois afirmou que autorizou o negócio com base em um relatório produzido por Cerveró. De acordo com a presidente, ela constatou depois que o documento tinha falhas.

Ninguém poderia imaginar isso do Delcídio. O sentimento é de perplexidade, diz Aécio Neves

POR  EM NOTÍCIAS
Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem/Arquivo
Senador, entrevistado com exclusividade na Rádio Jornal, chamou governo de “máfia” e disse que o PT “faz mal ao país”. Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem/Arquivo
Com informações da Rádio Jornal
O presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), disse estar perplexo e indignado com a prisão do líder do governo Dilma, senador Delcídio Amaral (PT-MS). Em entrevista ao comunicador Geraldo Freire, na Rádio Jornal, na manhã desta quinta-feira (26), Aécio bateu forte no governo e comentou os últimos acontecimento da Operação Lava Jato. “Nem nós da oposição poderíamos imaginar o tamanho dessa máfia”, disse.
Delcídio Amaral está preso na carceragem da Polícia Federal (PF) em Brasília após decisão unânime da segunda turma do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele foi levado para a PF ontem pela manhã, na 21ª fase da Operação Lava Jato, quando também foram presos seu chefe de gabinete Diogo Ferreira e o presidente do banco BTG Pactual, André Esteves.
A prisão foi embasada por uma gravação apresentada pelo filho do ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró, em que o senador oferece R$ 50 mil por mês para a família dele e mais um plano de fuga para que Cerveró deixasse o País.
Durante a entrevista, Aécio Neves disse que conhecia o senador Delcídio e que todos foram pegos de surpresa: “Ninguém poderia imaginar isso do Delcídio. O sentimento é de perplexidade”, declarou.
O tucano ainda afirma que é “improvável” não existir uma participação maior do governo nos escândalos revelados. “Essa organização criminosa não sobreviveria sem comando. É isso o que a Lava Jato está mostrando”, pontuou.
Para o senador mineiro, de positivo de todo esse escândalo está a prova de que “as instituições da Justiça brasileira funcionam bem”. O político ainda criticou a gestão da Petrobras. De acordo com ele, “o governo do PT conseguiu o milagre de quebrar a estatal”.

Senadores de Pernambuco : 2×1 pela prisão de Delcídio

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Veja como votaram senadores do Nordeste
Dois senadores pernambucanos votaram pela manutenção da prisão do Senador Delcídio Amaral (PT).  Fernando Bezerra Coelho (PSB) e Douglas Cintra (PTB) seguiram a orientação de suas bancadas e disseram simà manutenção da prisão do Senador.
Líder do PT no Senado, Humberto Costa também foi com o PT pelo não. Em determinado momento, ficou em saia justa, confrontado com a carta lida por nomes da oposição do Presidente do PT, Riu Falcão, dizendo que o PT não devia solidariedade a Delcídio.
“Não foi discutida com a bancada”, disse sobre o texto. Buscou justificar o “não” sob alegação de que a discussão é sobre a prisão de um Senador da República  a partir de decisão do STF, dizendo não ser a favor de qualquer malfeito.
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Dos demais Senadores do Nordeste, votaram pela prisão de Delcídio, José Agripino (DEM-RN), Eunício Oliveira (PMDB-CE),     Garibaldi Alves Filho    (PMDB-RN), José Maranhão (PMDB –PB), Antonio Carlos Valadares  (PSB-SE),     Lídice da Mata (PSB-BA),     Eduardo Amorim (PSC-SE),     Otto Alencar  (PSD-BA), Cássio Cunha Lima  (PSDB-PB), Walter Pinheiro (PT–BA), Elmano Férrer (PTB-PI) e Tasso Jereissati   (PSDB-CE).
Votaram contra a manutenção da prisão, João Alberto Souza (PMDB-MA), Roberto Rocha (PSB-MA),    José Pimentel  (PT-CE),    Fernando Collor  (PTB-AL),

Nogueira (PP-PI) e Fátima Bezerra (PT-RN) não compareceram à sessão, Edison Lobão (PMDB-MA) se absteve e Renan Calheiros  (PMDB-AL) não vota como Presidente da Casa.

A mais pura verdade dos fatos

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Por Joel Gomes, vereador de Tuparetama
Tuparetama conhece, evidentemente, o que ocorreu na íntegra na malfadada governança gestada pelo ex prefeito Sávio Torres, que de forma majoritária não acata críticas sobre os mais diversos escândalos praticados quando governou o município.
Atacar Tárcio José de blogueiro que trata o assunto por “cunho pessoal” é não reconhecer a capacidade e probidade que tange o conceito deste jovem que, imparcialmente, traz as notícias como postadas, inexoravelmente é tentar esconder a verdade. A imprensa do estado noticiou fatos similares. Agiu também de cunho pessoal? 

Itapetim: Padre Adhemar e Mário José se movimentam pensando em unir oposição

Padre Adhemar Lucena -foto divulgaçãoMesmo sabendo da orientação histórica da Diocese de Afogados que tem evitado padres na política partidária, o sacerdote Adhemar Lucena anunciou sua  filiação ao Partido da Mobilização Nacional (PMN), com intenção de disputar a prefeitura de Itapetim. A informação é de Antonio Matos Rodrigues ao blog.
Tem até poema escrito por um poeta itapetinense e divulgado nas redes sociais intitulado ‘O Pelo Sinal das Mudanças’, defendendo a candidatura do sacerdote.
O PMN é liderado em Pernambuco pelo ex-vereador e provável candidato a prefeito do Recife, Sérgio Magalhães. Em Itapetim, o PMN tem entre suas principais lideranças, o ex-prefeito Geraldo Mariano, primeiro prefeito eleito pelo PMDB em Pernambuco, um dos maiores defensores da candidatura do Padre Adhemar Lucena.
Mário-JoséAinda disputam a indicação para a disputa o vereadorMario José Soares (DEM) e o advogado Anderson Lopes (PTB), filho do ex-prefeito José Lopes.

Falando em oposição, o vereador Mário José reclamou em nota ao blog que os vereadores Júnior de Diógenes, Fia Cândido, Seu Dido, Romão e Ailson Alves foram contra seu projeto para aplicar mais recursos para abastecimento de famílias carentes no orçamento. “Se for prefeito, vou dar prioridade a orçamento participativo”, prometeu.

Senado confirma STF e decide manter Delcídio preso



Em votação aberta, os senadores decidiram que Delcídio Amaral (PT) deverá ser mantido preso, conforme decisão do Supremo Tribunal Federal. Foram 59 votos para que o parlamentar continue preso e 13 para que ele fosse solto.
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB) apresentou a votação não como sendo sobre Delcídio, mas sobre o poder do STF de prender senadores por flagrante em crime inafiançável.
O PSB, DEM, PSDB, PSD se colocaram a favor da prisão. "Incorreríamos em péssimo exemplo para o país se decretássemos relaxamento dessa prisão", disse o senador Aloysio Nunes, líder tucano no Senado.
O senador José Agripino (DEM) disse que estavam todos "vivendo a sessão constrangimento". "Todos votando contra o coração, mas a favor da razão", frisou.
O PMDB e o PDT liberaram as bancadas.
O PT votou contra a prisão de Delcídio. "Tudo que veio a publico hoje é de extrema gravidade. Mas imagine se Tribunais de Justiça decidam prender deputados estaduais sem crime em flagrante?", disse o líder da bancada, Humberto Costa.
Durante a sessão, Renan Calheiros voltou a criticar a ação do STF. "Equilíbrio dos poderes não permite invasão permanente de um poder no outro", disse.
O senador Roberto Rocha (PSB-MA) propôs uma palavra de reflexão: "A Constituição não estabelece como crime inafiançável organização criminosa". Ele votou pelo relaxamento da prisão.
Donizeti Nogueira (PT-TO) atacou o STF, que, segundo ele, "decidiu com o fígado". Ele sugeriu que o Senado deve discutir se ministro do STF não deve ser vitalício e ser eleito. "O STF não é maior do que o Senado", afirmou.
O senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) ressaltou que "todos temos respeito e apreço" por Delcídio, mas, ponderou, "não podemos admitir que ministros iriam errar numa decisão dessas".
A prisão poderia ser ser revogada se 41 senadores votassem a favor disso.

Delcídio: veja o que disseram autoridades sobre a prisão


 Após a prisão do senador Delcídio do Amaral (PT-MS), líder do governo no Senado, na manhã desta quarta-feira (25), políticos e juristas se manifestaram sobre o caso. Segundo investigadores, o senador foi preso por estar atrapalhando apurações da Operação Lava Jato. Também foram presos pela PF nesta manhã o banqueiro André Esteves, do banco BTG Pactual e o chefe de gabiente de Delcídio, Diogo Ferreira.
Veja abaixo a repercussão:
Senadores:
Humberto Costa (PT-PE):
"É importante registrar também que não há, em nada que foi dito até agora, qualquer tipo de envolvimento ou participação do governo. Isso é importante dizer. "

José Agripino Maia (DEM-RN):
"As razões da prisão não chegaram ao Senado ainda. Só depois de conhecer as razões poderemos nos manifestar. [...] Conhecendo as razões, o Senado vai deliberar. O Senado vai agir com racionalidade, mas também com autonomia"
Lídice da Mata (PSB-BA):
"Ainda a estamos perplexos. Vamos esperar receber mais informações. [...] Neste momento, o Senado é que está no meio de uma crise. O Senado vai ter que refletir e deliberar."
Paulo Baer (PSDB-SC):
"Só me lembro de um fato. Quando houve o episódio da cassação do senador Demóstenes, o que se ouvia falar, e essa não é uma posição minha, mas uma posição da maioria dos senadores, era que se votava naquele momento para preservar a instituição. E eu não tenho dúvidas que a maioria dos senadores pensa neste momento na instituição. Agora se isso significa votar a favor ou contra [a manutenção da prisão], é uma questão que eu ainda não tenho como responder."
Paulo Paim (PT-RS):
"Todo mundo ficou surpreendido. Todo mundo ficou perplexo e não imaginava que isso ia acontecer. E, claro, constrangimento generalizado aqui na Casa."
Randolfe Rodrigues (Rede-AP):
"Eu defendo, de acordo com as informações que vão chegar aqui em relação aos autos, que nenhuma atitude do Senado seja para obstruir o trabalho da Justiça. Se o trabalho da Justiça for a manutenção da prisão, temos que respeitar a PGR e o STF."

Renan Calheiros, presidente do Senado (PMDB-AL):
Em nota, o senador disse que: "O Senado Federal aguarda a remessa das informações pelo STF, segundo o que estabelece a Constituição Federal em seu artigo 53. Posteriormente, o Senado Federal adotará as medidas que entender necessárias.O presidente do Senado vai reunir os líderes partidários e a Mesa Diretora."

Ronaldo Caiado (DEM-GO):
"Deprimente a informação de que ele estaria atrapalhando as investigações. Pelo menos as instituições aqui não se transformaram em instituições bolivarianas. Ou seja, todas as denuncias estão sendo investigadas."

Ministros do STF:
Marco Aurélio Mello:
"Agora, o detentor do cargo público terá de ter freios inibitórios mais intensos e não cometer ilegalidades porque as instituições estão funcionando. Isso nos dá esperança para gerações futuras, não para a nossa. Mas estamos no caminho da correção de rumos. A população precisa de um alento e este alento está no funcionamento das instituições."
Cármen Lúcia:
“Na história recente da nossa pátria, houve um momento em que a maioria de nós brasileiros acreditou num mote segundo o qual uma esperança tinha vencido o medo. Depois, nos deparamos com a ação penal 470 e descobrimos que o cinismo tinha vencido aquela esperança. Agora parece-se constatar que o escárnio venceu o cinismo"
Celso de Mello
“Quem transgride tais mandamentos [da democracia] não importando posição, não importando se patrícios ou plebeus, se expõem as leis penais e por tais atos devem ser punidos nos termos da lei. (...) Nem cinismo, nem oportunismo, nem desejo de preservar vantagem de caráter pessoal podem justificar práticas alegadamente criminosas (...) Ninguém, nem mesmo o líder do governo do Senado da República, está acima das leis que regem este país. Imunidade parlamentar não é manto para proteger senadores da pratica de crime."
Outros políticos:
José Guimarães (PT-CE), deputado líder do governo na Câmara:
"O governo não pode, em função desse episódio, paralisar o país. Há uma questão inusitada. Há um ineditismo. Mas as coisas tem que caminhar em seus leitos normais. Houve uma decisão do Supremo. Uma decisão inusitada. E cabe ao Senado dar uma solução para o problema”, disse Guimarães.
Rui Falcão, presidente nacional do PT:
"Nenhuma das tratativas atribuídas ao senador têm qualquer relação com sua atividade partidária, seja como parlamentar ou como simples filiado. Por isso mesmo, o PT não se julga obrigado a qualquer gesto de solidariedade", afirmou o petista, em nota.
Tarso Genro, ex-governador do Rio Grande do Sul:
"Trata-se de garantia do andamento de inquérito, livre de interferências que poderiam obstar a busca da verdade", publicou o petista na sua conta pessoal no microblog Twitter.

Veja quem votou contra e a favor de soltar Delcídio



Do G1 Brasília - Nathalia Passarinho e Laís Alegretti
Nove dos 13 que votaram pela derrubada da prisão de Delcídio são do PT. Outros 4 que defenderam fim da prisão são do PSB, PDT, PMDB e PTB.
Apenas dois petistas votaram por manter a prisão do líder do governo.
Dos 13 senadores que registraram nesta quarta-feira (25) voto pela derrubada da prisão do senador Delcídio Amaral (PT-MS), líder do governo, 9 são do PT. Os outro quatro são do PSB, PDT,PMDB e PTB. Apenas o PT orientou a bancada a derrubar a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), mas dois senadores petistas votaram por manter a posição do Corte – Walter Pinheiro (PT-BA) e Paulo Paim (PT-RS). Ao todo, 59 votos foram favoráveis a manter a prisão e houve uma abstenção.
Dos 12 senadores que são alvos de inquérito no Supremo (sem contar com Delcídio Amaral) por suspeita de envolvimento nos crimes investigados pela Operação Lava Jato, quatro votaram pela continuidade da prisão: Benedito de Lira (PP-AL), Fernando Bezerra (PSB-PE), Valdir Raupp(PMDB-RR) e Romero Jucá (PMDB-RR).
Outros quatro defenderam a revogação: Fernando Collor (PTB-AL), Gleisi Hoffmann (PT-PR), Humberto Costa (PT-PE) e Lindberg Farias (PT-RJ). Três não participaram da votação: Gladson de Lima Cameli (PP-AC),Ciro Nogueira (PP-PI) e Renan Calheiros (PMDB-AL), que não votou por estar presidindo a sessão. Um dos investigados registrou abstenção – Edison Lobão (PMDB-MA).

Veja a lista:

Votaram por revogar a prisão:
Ângela Portela (PT-RR)
Donizete Nogueira (PT-TO)
Fernando Collor (PTB-AL)
Gleisi Hoffmann (PT-PR)
Humberto Costa (PT-PE)
João Alberto Souza (PMDB-MA)
Jorge Viana (PT-AC)
José Pimentel (PT-CE)
Lindberg Farias (PT-RJ)
Paulo Rocha (PT-PA)
Regina Sousa (PT-PI)
Roberto Rocha (PSB-MA)
Telmário Mota (PDT-RR)

Abstenção
Edison Lobão (PMDB-MA)

Votaram por manter prisão
Acir Gurgacz (PDT-RO)
Aécio Neves (PSDB-MG)
Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP)
Ana Amélia (PP-RS)
Antônio Carlos Valadares (PSB-SE)
Ataídes Oliveira (PSDB-TO)
Benedito de Lira (PP-AL)
Blairo Maggi (PMDB-MT)
Cássio Cunha Lima (PSDB-PB)
Cristovam Buarque (PDT-DF)
Dalírio Beber (PSDB-SC)
Dário Berger (PMDB-SC)
Davi Acolumbre (DEM-AP)
Douglas Cintra (PTB-PE)
Eduardo Amorim (PSC-SE)
Elmano Ferrer (PTB-PI)
Eunício Oliveira (PMDB-CE)
Fernando Coelho (PSB-PE)
Flexa Ribeiro (PSDB-PA)
Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN)
Hélio José (PSB-DF)
Ivo Cassol (PP-RO)
Jader Barbalho (PMDB-PA)
João Capiberibe (PSB-AP)
José Agripino (DEM-RN)
José Maranhão (PMDB-PB)
José Medeiros (PPS-MT)
José Serra (PSDB-SP)
Lasier Martins (PDT-RS)
Lídice da Mata (PSB-BA)
Lúcia Vania (PSB-GO)
Magno Malta (PR-ES)
Marcelo Crivella (PRB-RJ)
Marta Suplicy (PMDB-SP)
Omar Aziz (PSD-AM)
Otto Alencar (PSD-BA)
Paulo Bauer (PSDB-SC)
Paulo Paim (PT-RS)
Raimundo Lira (PMDB-PB)
Randolfe Rodrigues (REDE-AP)
Reguffe (PDT-DF)
Ricardo Ferraço (PMDB-ES)
Ricardo Franco (DEM-SE)
Roberto Requião (PMDB-PR)
Romário (PSB-RJ)
Romero Jucá (PMDB-RR)
Ronaldo Caiado (DEM-GO)
Rose de Freitas (PMDB-ES)
Sandra Braga (PMDB-AM)
Sérgio Petecão (PSD-AC)
Simone Tebet (PMDB-MS)
Tasso Jereisseti (PSDB-CE)
Valdir Raupp (PMDB-RO)
Vanessa Graziotin (PCdoB-AM)
Vicentinho Alves (PR-TO)
Waldemir Moka (PMDB-MS)
Walter Pinheiro (PT-BA)
Wilder Morais (PP-GO)
Zezé Perrella (PDT-MG)

PT joga Delcídio às feras; Executiva quer expulsá-lo


A tendência na Executiva Nacional do PT é a de expulsar Delcídio do partido, embora deva haver resistência de alguns dirigentes, segundo informa Natuza Nery, na sua coluna desta quinta-feira da Folha de S.Paulo.
Revela ainda a colunita que, ao longo do dia, integrantes do PT, do PMDB e do PSDB articularam um plano para livrar o senador da prisão, mediante voto fechado na decisão de plenário sobre a continuidade da detenção. Esse cenário só foi alterado depois que o PT divulgou uma nota oficial abandonando o correligionário.
Em uma das reuniões para tratar do destino de Delcídio, José Sarney fez um alerta aos que defendiam manter o petista na prisão: “Cuidado. Isso abre um precedente…”.

Filho de Cerveró gravou com celular conversa ‘fatal’


De O Globo - Jailton de Carvalho e Carolina Brígido
Tratativa teve uma hora e meia de duração e foi gravada no dia 4 de novembro
A conversa fatal que levou o Supremo Tribunal Federal (STF) a abrir um precedente e decretar a prisão do senador Delcídio Amaral (PT-MT) em pleno exercício de mandato foi gravada num celular por Bernardo Cerveró, filho do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, num quarto dohotel Royal Tulip, em Brasília. Bernardo gravou os diálogos por discordar do plano do senador, do advogado Edson Ribeiro e do banqueiro André Esteves. Pelo plano, Cerveró deveria omitir acusações contra Delcídio e Esteves e, depois de firmar acordo de delação premiada, fugir para a Espanha.
Ator e produtor da companhia de teatro Sarça de Horeb, Bernardo estudou teatro na Casa das Artes de Laranjeiras (CAL), no Rio, e graduou-se pela Angel Vianna Escola e Faculdade de Dança, em 2003.
A conversa, com uma hora e meia de duração, foi gravada no dia 4 deste mês. Pelas investigações da Procuradoria-Geral da República (PGR), o grupo teve vários encontros, o último deles na quarta-feira passada. Chamado para a nova reunião, Bernardo decidiu, no entanto, escapar do compromisso e denunciar a trama. No mesmo dia, a advogada do filho de Cerveró, Alessi Brandão, telefonou e depois compareceu à sede da PGR com as gravações. Procuradores ficaram estarrecidos com a ousadia da trama.
Para os investigadores, era inacreditável que um senador da República pudesse apresentar num mesmo pacote a promessa de derrubar a Operação Lava-Jato com manipulação de decisões no STF, no Superior Tribunal de Justiça e, como se não bastasse, e um plano de fuga para o exterior de um réu que, depois de longos meses presos, decidiu colaborar com as investigações.

Um petista pouco querido pelos correligionários


Do El País - Afonso Benites
Preso sob acusação de atrapalhar a Lava Jato, Delcídio sempre sofreu restrições do PT
A prisão do senador Delcídio do Amaral sob a acusação de atrapalhar o andamento da Justiça (tudo gravado em áudio) é o desfecho de uma maré de más notícias que cercaram o senador nos últimos meses. Primeiro foi ver seu nome ligado à Operação Lava Jato (depois a investigação foi arquivada), na sequência foi filmado por socialites cariocas na ilha espanhola de Ibiza em meio à crise política brasileira e, por último, teve de explicar a ação de um motorista seu, que trocou sopapos com um deputado na entrada do Congresso Nacional.
Se de todas essas ele conseguiu se safar sem nenhuma mácula, dificilmente sairá completamente limpo da última. Ainda mais depois que o presidente do PT, Rui Falcão, emitir uma dura nota sobre a sua prisão.
Delcídio nunca teve vida fácil dentro do PT. Diretor da Petrobras durante os anos Fernando Henrique Cardoso, foi alçado como candidato ao Senado pelo Mato Grosso do Sul em 2002 a contragosto de boa parte do partido, que o via como um representante do PSDB. Pesou a seu favor, seus bons contatos na área financeira e com fortes doadores de campanha, entre eles o ex-bilionário Eike Batista, empresário que atuava na área de mineração.