segunda-feira, 30 de setembro de 2013


As lições do amor de Giza

Por Magno Martins
 Afogados da Ingazeira parou, literalmente, sábado passado, para dar adeus à Giza Simões, ex-prefeita do município. Nascida e criada em Alagoinha, no Agreste, Giza chegou jovem em Afogados, foi professora e pelas mãos do marido, o ex-deputado Orisvaldo Inácio, ingressou na vida pública.
Eleito prefeito, Orisvaldo dividiu o sucesso da sua gestão com Giza, que implantou e coordenou um dos mais arrojados programas na área social. Daí, para ser eleita prefeita foi um pulo. Orisvaldo, que morreu antes, era médico vocacionado.
Entrou na política por acaso. Giza, não. Já nasceu com alma política. Dava-lhe prazer o exercício da atividade pública.
De tão dedicada à causa, abriu paradigmas no Sertão, quebrando o preconceito da assimilação, lenta e gradual, da mulher na política numa região refém da ditadura do coronelismo machista.
Combativa, corajosa e aguerrida, Giza certamente se inspirou em Machado de Assis, que devorou na infância e como professora adotou para seus alunos, que dizia: “A vida sem luta é um mar morto no centro do organismo universal”.
Por isso mesmo, venceu tantas etapas em sua trajetória que pareciam instransponíveis. Bem-sucedida na política, Giza formou com Orisvaldo um casal exemplar.
Eram tão apaixonados que tenho impressão que Giza começou a morrer quando perdeu Orisvaldo.
George Eliot, romancista britânica, diz que “em cada despedida existe a imagem da morte”. A forçada separação provocou-lhe uma dor insuportável.
Rubem Alves, pensador paulista, diz que toda separação é triste, porque guarda memória de tempos felizes e nela mora a saudade.
Pablo Picasso disse, certa vez, que a morte não é a maior perda da vida. A maior perda da vida é o que morre dentro de nós enquanto vivemos.
Giza, portanto, começou a morrer lentamente com saudade de Orisvaldo.
Agora, entretanto, é Afogados da Ingazeira e sua gente que começam a morrer lentamente com uma saudade dupla – dela e do seu velho companheiro.

Mendonça Filho (DEM) defende criação de garantias para repasses da União

Em reunião na Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), o deputado federal Mendonça Filho (DEM) defendeu a criação de um dispositivo constitucional que garanta os devidos repasses do Governo Federal aos municípios quando da criação de novas obrigações para as prefeituras.
“Esse mecanismo acabaria de uma vez com o subfinanciamento dos programas federais. Para cada nova obrigação criada para os municípios, a lei já deverá vir com a devida rubrica, informando de onde virão os recursos para garantir a execução dos programas, evitando o endividamento dos municípios”, disse o democrata.

Mendonça disse ainda que apresenta amanhã (1º), na Câmara Federal, um projeto de lei que retira a obrigatoriedade dos municípios de assumir despesas com a iluminação pública. “A Aneel quer jogar a conta da energia nas costas dos municípios. Não podemos admitir isso.”

Prefeito de Agrestina sofre segunda cassação em um mês

O Ministério Público Eleitoral cassou, pela segunda vez, os mandatos do prefeito e do vice-prefeito de Agrestina, Thiago Nunes (PSD) e Josué Mendes (PTB), respectivamente, por abuso de poder econômico e captação ilícita de sufrágio.

O juiz Marupiraja Ribas, entendeu que a realização da Trilha do Chocalho, no ano passado, que contou, entre outras, com a apresentação da Garota Safada, influenciou a decisão da população no último pleito municipal.

Há exatos 30 dias, Thiago Nunes e Josué Mendes tiveram os seus diplomas cassados pelo juiz Adelmo Barbosa, acusados pelos mesmos crimes, estes, devido à realização de um “showmício” na propriedade de Thiago Nunes.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Atitude de Eduardo ''foi canalhice'', diz Ciro Gomes

O 'fogo' acima dá ideia do verdadeiro teor  das articulações dentro do PSB envolvendo seu presidente nacional e o governador cearense.
Até agora a versão que se vinha tentando passar era de ‘bandeira branca’, com gestos supostamente elegantes, pacíficos, de parte a parte. O ‘estouro’ de Ciro, às vésperas do desmame do partido de Eduardo, foi ontem ao jornalista Gerson Camarotti, no portal G1, do Globo. Ciro até agora até que vinha calado vendo seu irmão dentro da ciranda para deixar o PSB sem maiores sequelas políticas para ele e seu grupo.
COISA DE CANALHA
''Por essa eu não esperava. Isso para mim é coisa de canalha. Essa forma de fazer, eu nunca esperei. Fiquei chocado. Se não queria que a gente ficasse no partido, por que não disse? Isso foi uma canalhice'', desabafou Ciro, que ressaltou ser esta uma posição pessoal e que não falava em nome de Cid, revelou Camarotti.
Ciro externou surpresa e decepção com o fato de o PSB ter convidado para se filiar ao partido a ex-prefeita Luizianne Lins (PT), desafeta do grupo político do governador Cid Gomes. “Eles convidaram a nossa adversária para entrar no partido. Convidou a Luizianne. Isso é provocação”, enfatizou.
CONCILIADOR
Segundo ainda o jornalista de O Globo, Ciro revelou que nos últimos meses tentou conciliar a relação de Eduardo Campos com a presidente Dilma Rousseff. E que chegou a conversar pessoalmente com o presidente do PSB nessa tentativa de reaproximação. Lembrou ainda que fez críticas públicas à articulação política do governo Dilma.“Me decepcionei muito. Vou seguir o Cid. O ambiente ficou deteriorado”,  avisou o ex-ministro, que atualmente é secretário de Saúde do Ceará.
Ainda no início da tarde ontem, na sede do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em Brasília, onde participou de um seminário sobre infraestrutura, Ciro Gomes repetiu o ataque: “Não precisava descambar para o acanalhamento definitivo. Deveria ter um mínimo de compostura”.
QUE PALANQUE? 
Ao definir que o PSB entregaria os cargos federais, Eduardo Campos, segundo Ciro, agiu “de forma truculenta” e com “falta de respeito”. “É preciso ter um mínimo de dignidade. Eduardo sabe que me deve em termos de correção moral, de caráter, de decência”, disparou. Ciro afirmou ainda que seu irmão foi franco ao dizer ao colega pernambucano que a provável candidatura dele ao Palácio do Planalto não seria oportuna.
“Agora que o partido participa com dois ministérios e as vantagens inerentes de estar no governo, apresenta candidatura para quê?”, criticou o ex-ministro, que completou: “O PSB tem seis governadores. Qual vai dar palanque exclusivo para Eduardo? Olha que pergunta constrangedora”, disse, referindo-se aos acordos regionais com outros partidos.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Ex-deputado José Marcos desiste da candidatura a deputado estadual




O ex-deputado José Marcos de Lima (PR) desistiu oficialmente nesta terça-feira de disputar uma vaga na Assembleia Legislativa nas eleições do próximo ano.
Ele vai apoiar em São José do Egito, sua terra natal, onde já foi prefeito, o diretor do Porto do Recife, Rogério Leão (PR), ex-prefeito do município de São José do Belmonte.
Na região do Pajeú onde era sua base eleitoral, o ex-deputado não tem o apoio de nenhum prefeito, na verdade faltou apoio do seu partido ao seu projeto politico.

O lema da pré-campanha de Aécio na TV

O senador Aécio Neves brilha sozinho nos três formatos das inserções nacionais do PSDB que irão ao ar nesta quarta (25) e na sexta-feira (27) em rede de rádio e TV. Sob o lema “Quem muda o Brasil é você”, o tucano fala de futuro e num “papo reto”  estoca o PT: ” As pessoas estão cansadas de enrolação. O que a gente precisa é de papo reto: o que dá pra fazer dizer como, o que não dá, dizer porque”. No plano local, o presidente do PSDB-PE, deputado federal Sérgio Guerra, candidato à reeleição, protagoniza as duas publicidades que destacam as obras de engorda das praias de Jaboatão dos Guararapes. Guerra empenhou recursos de emendas na publicidade que leva a assinatura “O PSDB RESOLVE”.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

O senador Jarbas Vasconcelos (PMDB) está numa posição confortável para disputar a reeleição, liderando com folga todos os cenários da pesquisa do Instituto Opinião. Nenhum dos potenciais adversários o ameaça, nem João Paulo, que tem inserção na Região Metropolitana, nem tampouco Eduardo da Fonte, político novo em ascensão no Estado. Até o ministro Fernando Bezerra fica numa posição bem distante.


Senado vota reconhecimento da profissão de vaqueiro

O Senado Federal vota, nesta terça-feira (24), a proposta que prevê o reconhecimento e a regulação da profissão de vaqueiro no Brasil. O texto, de autoria do deputado Gonzaga Patriota (PSB), institui, como obrigação do vaqueiro, entre outras, a alimentação dos animais, a realização da ordenha e a preparação dos animais para eventos culturais e esportivos.
Ainda de acordo com o projeto, a contratação dos serviços da categoria passa a ser de responsabilidade única do administrador do estabelecimento agropecuário e o contrato de prestação de serviços preverá, obrigatoriamente, seguro de vida e de acidentes em favor do vaqueiro.

A atividade existe no país desde a época colonial e a regulamentação é aguardada desde 1985. Para os vaqueiros nordestinos, o fato é histórico, pois a atividade será reconhecida por lei como profissão, bem como protagonista na criação de um grande patrimônio cultural, sobretudo no Sertão.

Jarbas critica discurso de Dilma na ONU

O senador Jarbas Vasconcelos (PMDB) qualificou como “altamente decepcionante”, “fraco” e “ridículo” o pronunciamento da presidente Dilma Rousseff (PT) na abertura da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), na manhã desta terça-feira (23), em Nova York.

“Foi um expediente totalmente eleitoreiro, medíocre, que envergonha a história da política externa brasileira. Uma iniciativa ruim para a senhora Dilma Rousseff e seu partido, porém muito pior, muito mais grave, para o Brasil, como nação”, afirmou o senador, para quem a política externa brasileira tem hoje “cunho altamente ideológico” e está subordinada aos interesses do Partido dos Trabalhadores.

De acordo com o senador, a presidente dificilmente irá alcançar seu objetivo e de seu partido, que é aparecer com boa pontuação nas próximas pesquisas eleitorais. Jarbas atribuiu as falhas do discurso a seu autor, Marco Aurélio Garcia, assessor de Assuntos Internacionais da Presidência da República, a quem chamou de “grande xiita” do Governo Federal.

Em aparte, o senador Pedro Taques (PDT-MT) afirmou que a política externa de um Estado não deve ser governamental, mas que infelizmente, no Brasil, esta tem sido “ideológica, maria-mole, terceiro-mundista”.

domingo, 22 de setembro de 2013

Aécio visita ACM Neto e destaca aliança PSDB-DEMOCRATAS

O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), ressaltou, nesta sexta-feira (20), a aliança histórica dos tucanos com o Democratas, durante visita ao prefeito de Salvador, ACM Neto.
Aécio foi recebido pelo prefeito e pelo presidente do partido, o senador José Agripino Maia. “Reconhecemos a liderança do prefeito ACM Neto e, ao lado das lideranças do PSDB, dos companheiros do Democratas de outros aliados, como PV e PPS, vamos construir um palanque muito sólido”, afirmou em coletiva à imprensa, logo após o encontro com o prefeito da capital baiana.
A visita foi prestigiada pelo secretário-geral do PSDB, deputado federal Mendes Thame (SP), pelo líder tucano no Senado, senador Aloysio Nunes, pelos deputados federais Antônio Imbassahy (BA) e Jutahy Júnior (BA), pelo diretor de Gestão Corporativa do PSDB, João Almeida, e pelo secretário municipal de Urbanismo e Transporte, José Carlos Aleluia, entre outras lideranças.

Vital do Rêgo substitui Bezerra Coelho no ministério

O nome mais cotado, com ampla vantagem para substituir Fernando Bezerra Coelho, é o do senador Vital do Rêgo (PMDB-PB). Ele concorre com o ex-prefeito de Arapiraca-AL e ex-ministro da Integração Nacional, Luciano Barbosa ou de Arapiraca (PMDB-AL), como é conhecido. A preferência pelo senador, está no fato de o segundo postulante ser uma indicação do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). A intenção de indicar Vital é “acalmar” a base do PMDB, que deseja retomar o cargo, ocupado pelo baiano Geddel Vieira Lima no governo Lula, e tem ameaçado se rebelar contra a líder nacional.
A escolha do senador também tem outros motivos. Ele é nordestino e agradaria ao Senado e à Câmara dos Deputados, já que a mãe, Nilda Godim, é deputada federal pelo PMDB da Paraíba. Outro motivo é o fato de Vital do Rêgo estar no primeiro mandato de oito anos como senador, o que não obrigaria Dilma a trocar novamente o ministro em 2014, visto que ele não precisa ser candidato à reeleição. Os congressistas cravaram que a chance do ministério ser do PMDB é de 100%. Quanto ao nome do novo integrante da Esplanada dos Ministérios ser Vital do Rêgo, o índice está bem avançado.

Jereissatti ataca corrupção no governo Dilma

O ex-senador Tasso Jereissati faz até agora o discurso mais contundente contra o governo Dilma, na sua fala no encontro do PSDB em Maceió. O cearense bate em Dilma em relação a sua ausência do encontro com o presidente Barak Obama, às obras em atraso como a transposição do São Francisco. Para Tasso a economia do país está destroçada, com o povo nordestino à míngua. O ex-senador não poupou nínguém, principalmente a equipe do governo Dilma, segundo ele, protagonistas de novos escândalos que vão surgindo.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

O Estado de Pernambuco tem condições de ser exibido como o grande trunfo de Eduardo Campos na disputa pelo Palácio do Planalto?

Estradas de Pernambuco, após quase oito anos do governo Eduardo Campos

“Não nos curvamos!”

A frase, de autoria do deputado estadual Maviael Cavalcanti (DEM), foi dita após a veiculação da possibilidade de mais uma reeleição do presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, Guilherme Uchoa (PDT). Segundo ele, é um absurdo o pedetista ser reconduzido ao quinto mandato. “[O governador Eduardo Campos] impôs durante esses anos a candidatura de Uchoa. [...] A Assembleia Legislativa não pode ficar sob o domínio de um só”, disse o democrata.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Decisão de sair do governo Dilma não foi unânime no PSB

O governador Eduardo Campos já tem maioria no PSB para lançar-se candidato a presidente da República nas eleições do próximo ano.
É o que se deduz da “reunião ampliada” que ele presidiu ontem, em Brasília, em que se decidiu entregar os cargos que o partido ocupa no governo de Dilma Rousseff.
No entanto, a decisão de “desembarcar” do governo federal não foi consensual dentro do partido e isso continua repercutindo nos estados.
As vozes discordantes foram o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande que sequer participou da reunião; o governador do Amapá, Camilo Capiberibe, que também faltou; o governador do Ceará, Cid Gomes, que se absteve; e os senadores Lídice da Mata (BA) e Antonio Carlos Valadares (SE).
Segundo deputados capixabas, Casagrande considerou o momento “inoportuno” para o partido sair do governo e, Cid Gomes, “intempestivo”.
Já o senador Antônio Carlos Valadares declarou que o PT e o PSB são aliados há muitos anos e que os eleitores deste último “querem a conciliação e não o rompimento”.

Ministro abraçou a impunidade

Magno Martins
Do ponto de vista de argumentação jurídica, o voto do ministro Celso de Mello, que desempatou o julgamento do mensalão em favor dos réus, pode até não ser contestado. Mas foi veementemente repelido pela sociedade.
A opinião pública saiu derrotada, a credibilidade da Justiça sofreu um arranhão e tanto. Como havia um empate, ou seja, a corte estava dividida, Mello não teria nenhum problema em negar os embargos infringentes, porque, neste caso, acompanharia o voto e a leitura, consequentemente, de mais quatro ministros.
Celso de Mello preferiu entrar na contramão da história. Ficará seu currículo manchado para o resto da vida como o juiz da impunidade, que abortou com o seu voto de minerva a prisão imediata de 12 réus confessos do maior escândalo do Brasil nos últimos 50 anos.
Celso foi vacilante, fraco, covarde. Deu às costas a maioria esmagadora da sociedade, que torceu e fez figa pela prisão dos mensaleiros. Alguns segmentos, provavelmente sonhando, ainda criaram expectativas quanto ao voto contrário de Mello.
Todavia, ao longo dos últimos dias, desde o momento em que sobrou para ele o voto do desempate, deu indicativos mais do que claros e evidentes de que salvaria os mensaleiros, dando nova oportunidade em novo julgamento.
Este novo julgamento é um conto de fada, jogo de cartas marcado, porque se no primeiro, onde metade dos juízes do STF se pronunciou pelo fim da impunidade, não se chegou a lugar nenhum, o próximo tende apenas a afrouxar as penas e evitar que 12 dos 25 réus venham a cumprir suas penas em regime fechado e não semiaberto.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

A volta de Marco Maciel

Os amigos mais próximos de Marco Maciel (DEM) trabalham dia e noite tentando convencê-lo a disputar uma vaga na Câmara Federal no próximo ano.
Ex-deputado estadual, ex-deputado federal, ex-governador de Pernambuco, ex-vice-presidente da República no governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e ex-senador, Maciel passou 44 anos consecutivos ocupando cargos públicos até que, em 2010, não se reelegeu senador.
Como o seu amigo Jorge Bornhausen e o filho dele, Paulo, articulam palanque para Eduardo Campos em Santa Catarina, já tem gente apostando que Marco Maciel se filiará ao PSB comandado pelo governador pernambucano. Até porque como o DEM está tão fraco por aqui, quase acabando, contar com o apoio do neto de Arraes seria um reforço e tanto para o ex-senador retornar à Câmara dos Deputados.
E para quem se escandaliza com essa possibilidade - se é que ainda existe alguém que se escandalize com a política - vale lembrar que o ex-senador Jorge Bornhausen foi o maior líder do antigo PFL, hoje DEM e um dos maiores inimigos políticos do ex-presidente Lula (PT), mas considera Eduardo Campos o novo na eleição presidencial de 2014. O filho dele, inclusive, já se filiou ao PSB.
E o que aconteceria com os democratas pernambucanos? Se Maciel seguir o mesmo caminho de Bornhausen, com certeza todos vão acompanhá-lo.

Entrega de cargos tira Eduardo Campos do divã

JOSIAS DE SOUZA

Governador de Pernambuco e presidente do PSB, Eduardo Campos vinha sendo assediado por uma interrogação: é melhor entrar logo na briga ou morrer como um transeunte inadvertido? A devolução dos cargos ocupados no governo de Dilma Rousseff indica que optou pela primeira alternativa. Decidiu erguer os punhos.
Embora não vá formalizar imediatamente sua candidatura presidencial, Eduardo Campos toma um caminho sem volta. Aos negociadores de outras legendas, sinaliza que deixou o divã. Aos financiadores de campanha, indica que está na pista. Aos silvérios do PSB, oferece duas opções: o enquadramento ou a porta de saída.
Em telefonemas disparados na noite passada, Lula aconselhou serenidade a Dilma Rousseff e ao petismo. Receia que 2014 seja uma briga para dois rounds. E não acha inteligente tratar um potencial aliado aos pontapés. No Planalto, essa teoria parece ter sido absorvida. Resta saber até quando.

Eduardo confirma entrega dos cargos, mas nega rompimento

O governador Eduardo Campos confirmou a entrega dos cargos do PSB para amanhã, após a reunião de emergência da executiva nacional. Mas não assumiu ainda sua candidatura do Palácio do Planalto.
Eduardo está operando para que não haja rompimento agora, apenas a devolução de cargos. O partido tem os ministérios da Integração Nacional e a secretaria de Portos, além de vagas em estatais.
A interlocutores, disse que está trabalhando para manter a aliança em solidariedade ao ex-presidente Lula, de quem é amigo. A entrega dos cargos não estava no horizonte do partido até o último sábado.
Mas teve de entrar na agenda por pressão de parte de seus membros após ameaças veladas na imprensa de que Dilma tiraria os cargos de Campos. Uma carta assinada pelos dirigentes da executiva formalizará a decisão.
Integrantes do partido afirmaram que o partido não carregará a pecha de fisiológico. Daí a opção de entregar os cargos e, se prevalecer o entendimento geral, entregar os cargos já amanhã.
Ainda não se sabe se o desembarque atingirá os dois ministérios, já que a secretaria de Portos é ocupada por um afilhado do governador Cid Gomes (PSB-CE), aliado de Dilma dentro da legenda. Na Integração Nacional, o ministro Fernando Bezerra foi indicado por Eduardo Campos.

PSB faz cooptação

Em Pernambuco, haverá muitas surpresas ainda em relação ao troca-troca partidário. Depois do deputado André Campos, que saiu do PT e ingressou no PSB, estariam debandando Clodoaldo Magalhães e Marco Antônio Dourado, do PTB para o PSB, e Isaltino Nascimento, do PT para o PSB.

As informações que chegam de Brasília dão conta de que mais de 100 deputados federais irão mudar de partido até o próximo dia 5, quando vence o prazo do troca-troca partidário. Os partidos que mais inchariam seriam o Solidariedade, criado por Paulinho da Força Sindical, e a Rede de Sustentabilidade, de Marina, este se vier a ser regularizado pelo TSE.

Quanto à bancada federal, o primeiro deputado a confirmar migração partidária foi Augusto Coutinho, do DEM para o Solidariedade. Fala-se, entretanto, que Paulo Rubem Santiago, atualmente no PDT, também se mudaria para o partido de Paulinho da Força Sindical. Com mandato estadual, mas candidato a federal, Tony Gel trocaria o DEM pelo PMDB.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Jarbas compara decisão do STF ao caso Natan Donadon

O senador Jarbas Vasconcelos (PMDB) disse hoje (17), em discurso, que a hipótese de a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) acatar os embargos infringentes dos envolvidos no escândalo do mensalão equivale à decisão da Câmara dos Deputados em não cassar o mandato do deputado federal Natan Donadon – condenado pela própria corte a treze anos de prisão pelos crimes de peculato e formação de quadrilha. “Será uma vergonha nacional, um constrangimento, uma decepção sem tamanho.”

De acordo com o peemedebista, os olhos dos brasileiros estarão fixados, amanhã (18), no pleno do Supremo Tribunal Federal, quando o ministro Celso de Mello anunciará sua posição sobre a validade dos embargos infringentes para os réus do chamado escândalo do mensalão. “Não tenho dúvidas de que a decisão tomada pelo STF pesará enormemente para consolidar ou não a imagem positiva que o Supremo construiu no seio da opinião pública, desde que esse julgamento histórico teve início.”

Em sua avaliação, pela primeira vez, o povo teve a perspectiva de que até os poderosos podem ser condenados e privados da liberdade por causa dos crimes que cometeram. “Qual brasileiro vai compreender que essa reviravolta em torno da condenação dos mensaleiros decorre do simples fato de que dois novos ministros tomaram assento na Suprema Corte?”, questionou o parlamentar.

Jarbas disse que, da mesma forma que se levantam dúvidas quanto ao correto funcionamento do Congresso Nacional, “esmagado pelo autoritarismo do Poder Executivo, será passível de se levantar este mesmo questionamento no que diz respeito à Suprema Corte do país”. “Prefiro que o STF sofra a influência externa das ruas brasileiras do que a influência externa dos gabinetes do Palácio do Planalto e das salas da sede do Partido dos Trabalhadores.”

“Existem julgamentos e existem ‘julgamentos’. Os primeiros, sem aspas, entram para a história pela porta da frente, pelas razões que fizeram e fazem a civilização humana progredir, evoluir. E existem os outros ‘julgamentos’, aspeados, que também fazem parte dos acontecimentos históricos, porém pelas razões inversas, como lembranças amargas daquilo que o ser humano precisar deixar para trás, que é a antítese do que representa a justiça”, concluiu.

Após conseguir uma vitória no Senado com a aprovação da “PEC dos mensaleiros”, Jarbas Vasconcelos pretende ir à tribuna, hoje, para abordar o desfecho do julgamento do mensalão. Para o senador, os ministros do tribunal não podem ignorar o desejo da opinião pública de ver a punição dos envolvidos e acredita na sensibilização do ministro Celso de Mello.


domingo, 15 de setembro de 2013

FILHO HOMENAGEIA PAI COM CACHAÇARIA EM SÃO JOSÉ DO EGITO

Fotos: Marcio Rodrigo
O funcionário público federal, Berinaldo Leão de Oliveira, reuniu na noite do último  sábado 14/09, parentes e amigos em São José do Egito para apresentar seu mais novo empreendimento, a "CACHAÇARIA ZÉ LEÃO", localizada à rua João Pessoa, na parte mais antiga da cidade, vizinho onde funcionou por alguns tempos, o Bar de Zé Leão um reduto tradicional da velha boemia na Terra dos Poetas, e Belo Leão resolveu prestar essa homenagem justa ao seu saudoso pai, homem simples que junto com sua esposa  trabalharam muito para a formação da família.

Infringentes são eles

Português que falamos, todos esses réus que tentam novos recursos no Supremo são infringentes: infringiram (do latim infringere) - descumpriram, violaram, transgrediram, desrespeitaram, ensina o dicionário) a lei e por isso foram condenados. Mas a discussão nem deveria ser essa: o Brasil perde longo tempo e o Supremo dedica boa parte de seus esforços pela oportunidade de tirar uma foto de condenados atrás das grades. Vale a pena o desgaste, a despesa, o esforço? Este colunista sabe que está contrariando boa parte da opinião pública, que quer ver os condenados morando numa sólida masmorra, com chuveiro de água fria e banho de sol cronometrado. Mas a pergunta é pertinente: que é que ganhamos encarcerando os mensaleiros? Os crimes pelos quais foram condenados poderiam merecer outras penas que não as de prisão. Não é necessário, nem útil, nem adequado confiná-los em celas. Não precisam ser contidos; não oferecem risco físico a ninguém. Os condenados devem sem dúvida ser punidos, mas com a proibição de exercer atividade política (e, se desobedecerem a essa proibição, aí sim caberia o confinamento), com multas (o órgão mais sensível do corpo humano é o bolso), com restrições diversas e trabalho comunitário, de forma a não deixar tempo para que se dediquem ao que for proibido. Ganham todos; inclusive nós, contribuintes, livres da pesada conta da hospedagem.
E o exemplo? O exemplo é vê-los condenados, ponto. Pedaços do corpo de Tiradentes foram expostos na rua, como exemplo. Foi horrendo. E não deu certo.

Dilma e Lula: só sarrafo no lombo de Eduardo

O PSB está inconformado com o tratamento que vem recebendo da presidente Dilma, do ex-presidente Lula e do PT. A avaliação é de Ilimar Franco, na sua coluna de hoje, no jornal O Globo. Segundo o colunista, os dirigentes do partido contam que, no auge dos protestos, Dilma e Lula pediram para que o governador Eduardo Campos os ajudasse a superar aquele momento crítico. O candidato socialista ao Planalto atendeu aos apelos e, durante 90 dias, se recolheu. Mas seus aliados dizem que nesse período Eduardo Campos não recebeu nenhuma sinalização da presidente nem de Lula.
Acrescentam que, foi só o governo sair do sufoco, para que petistas fossem para cima de todo mundo na tentativa de enquadrar, atropelar e desqualificar seus atuais aliados. Por sinal, segudo ainda Ilimar, nos corredores do Planalto Eduardo Campos, anda sendo chamado de 'ex-marido inconveniente'.

sábado, 14 de setembro de 2013

Celso de Mello: "Minha convicção está formada"

Hylda Cavalcanti
Da Rede Brasil Atual
O ministro do Supremo Tribunal Federal Celso de Mello afirmou ontem (12) a jornalistas, na saída da sessão do tribunal, que todos conhecem sua opinião sobre um possível novo julgamento para 11 réus da Ação Penal 470, que esse entendimento está consolidado e que ele não pretende mudá-lo por suposta pressão da opinião pública.

A Mello, que é o ministro mais antigo do tribunal, coube a missão de dar o voto de minerva (desempate), já que após duas sessões para debater se aceitaria ou não os embargos infringentes dos réus, a corte chegou a um resultado de cinco juízes a favor e cinco contra.

Ele disse que não se sente desconfortável nem pressionado pela situação. Reiterou, ainda, que esse tipo de questão é inerente às responsabilidades do cargo que ocupa e que, embora não possa antecipar votos, todos sabem qual é sua posição.

Mello deixou claro que está seguro, tem o voto pronto e já sabe como proferir. Deu a entender, ainda, que manterá o posicionamento favorável, evidenciado algumas semanas atrás, em declarações públicas, e também em decisões de julgamentos anteriores no STF.

O ministro chegou a dizer que, se quiserem saber como ele se posicionará sobre o cabimento dos embargos infringentes, os jornalistas devem procurar “as atas da sessão de 20 de agosto de 2012”, dia em que foi discutida pelo tribunal a questão do desmembramento da AP-470.

Na ocasião, o decano da mais alta corte do país enfatizou que “o STF, em normas que não foram derrogadas e que ainda vigem, reconhece a possibilidade de impugnação de decisões do plenário desta corte em sede penal. Não apenas os embargos de declaração, como aqui se falou, mas também os embargos infringentes do julgado, que se qualificam como recurso ordinário dentro do Supremo Tribunal Federal, na medida em que permitem a rediscussão da matéria de fato e a reavaliação da própria prova penal”.

Mello chegou a ser indagado pelos jornalistas sobre o fato do seu entendimento vir a ser modificado. E ironizou que seu pensamento não “evoluiu”. “Não evoluí. Será que eu evoluí?”, afirmou, em tom de brincadeira.

O ministro não quis antecipar o voto com todas as letras, mas disse não ser difícil concluir sobre a forma como votará, pelo fato de já ter se manifestado várias outras vezes sobre o tema. “Ouvi todos os lados, li todos os memoriais redigidos pelos advogados, os memoriais da eminente procuradora-geral da República e os votos bem fundamentados que foram pronunciados na sessão anterior e na sessão de hoje. Tenho minha convicção formada e estou pronto para expô-la na próxima quarta-feira”, afirmou.

Aliado de Eduardo, governador da PB se afasta de Dilma

Na presença dos ministros Ideli Salvati, Relações Institucionais, e Agnaldo Ribeiro, das Cidades, o governador da Paraíba, Ricardo Coutinho, pediu ao cerimonial do encontro estadual de prefeitos do Estado, organizado pelo governo federal, para antecipar seu pronunciamento na solenidade alegando que tinha outros compromissos na manhã desta sexta-feira e precisava viajar. Na verdade, Coutinho, que é do PSB e defende publicamente a candidatura do presidenciável do partido, Eduardo Campos, não quis participar da distribuição de tratores e máquinas de pavimentação entregues aos prefeitos do interior, um dos programas da gestão Dilma Rousseff, adversária de Campos nas eleições do próximo ano.(ÉPOCA - Leonel Rocha)

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

EX-DEPUTADO JOSÉ MARCOS CAIU DE PÁRA-QUEDAS NA REUNIÃO DA COMPESA EM TABIRA

Tirano da marca maior!
O que mais chamou a atenção dos participantes do encontro Compesa e Comissão pelo Abastecimento de Tabira na manhã da ultima 4ª feira foi a presença do ex-deputado Jose Marcos de Lima (foto). O político egipciense chegou à reunião informando ter recebido um telefonema do governador Eduardo Campos pedindo para representá-lo no encontro. 

Ao final quando a ata da reunião foi relatada para os presentes, Jose Marcos de Lima surpreendeu a todos dizendo que não estava ali em nome do Governador, e sim apenas como amigo. Quem assistiu a mudança ficou com a certeza de que Jose Marcos caiu de pára-quedas na reunião querendo votos para voltar a Assembléia Legislativa. (Anchieta Santos) Junior de Finfa

Um país à espera de Justiça

O ministro Celso de Mello terá seis dias para refletir sobre a decisão que pode levar o STF, sob nova composição, a salvar o ex-ministro José Dirceu, o deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP) e o ex-tesoureiro petista Delúbio Soares do cumprimento de pena em regime fechado. Ele já sinalizou que votará a favor de novo julgamento no caso do mensalão. No total, 11 réus podem ter punição revista.
O tribunal está dividido; dos 11 magistrados, cinco já se posicionaram, a favor e cinco contra. Ministros contrários ao cabimento do recurso tentarão convencer o decano da Corte de que os embargos infringentes foram revogados peia Constituição de 1988 e pela Lei 3,038/1990. Ontem, Gilmar Mendes e Marco Aurélio Mello chamaram a atenção do colega sobre a importância do voto dele para a história, o futuro e a respeitabilidade do Supremo perante a nação.(Correio Braziliense)

Prisão de mensaleiros cada vez mais difícil e distante

Diante da inclinação do decano do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello, pela admissão dos embargos infringentes, os réus do mensalão condenados à prisão começam a vislumbrar a possibilidade de as penas serem aplicadas apenas a partir de 2014. Especialmente porque o tema não é consenso na Corte. Há uma divisão entre os próprios ministros do STF sobre o início do cumprimento das punições para quem não tem direito a esses recursos.
Parte do plenário pensa que as detenções devem ser imediatas logo após o término dessa fase do julgamento. Outros acreditam que as penas só devem começar depois de terminada toda a apreciação da ação penal. No entanto, os magistrados ainda não se pronunciaram oficialmente sobre o tema. (Do Correio Braziliense)

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Governo garante desoneração de impostos para transporte público

A presidente Dilma Rousseff (PT) sancionou ontem (11) o projeto de lei de autoria do deputado Mendonça Filho (DEM) que zera as alíquotas de contribuições sociais para o PIS/PASEP e COFINS incidentes sobre o transporte metroviário, ferroviário e aquaviário de passageiros. A Lei 12.860/2013, publicada nesta quinta-feira (12), foi originária do PL 2.729/2011, apresentado pelo democrata em 2011, com o objetivo de reduzir o preço das passagens.

“Esta é uma vitória do parlamento e da sociedade. Nosso projeto de 2011 está em total conexão com as ruas, com o sentimento da população que reclama justamente por um transporte público mais barato e de melhor qualidade”, disse Mendonça.

Dilma Rousseff encaminhou, em junho deste ano, medida provisória com teor semelhante para o Congresso Nacional. Na época, Mendonça Filho acusou o Poder Executivo de copiar a proposta, foi ao colégio de líderes cobrar a votação de seu projeto em caráter de urgência e conseguiu sua aprovação em tempo recorde na Câmara dos Deputados.
Dois meses depois, o texto foi aprovado pelo Senado Federal. “Felizmente a presidente sancionou e reconheceu o Poder Legislativo”, disse Mendonça, ao lembrar que projeto aprovado prevê o benefício fiscal também aos serviços públicos prestados em regiões metropolitanas.

Flores, no Sertão do Pajeú, enfrenta a maior seca dos últimos 50 anos, as reservas secaram e o povo passa fome, mas a prefeita Soraya Murioca (PR) se dá ao luxo de torrar R$ 190 mil no pagamento do cachê da banda Aviões do Forró, que animou ontem a festa de emancipação política.


quarta-feira, 11 de setembro de 2013

O ocaso de Jarbas Vasconcelos

Por Magno Martins
 Deputado estadual, deputado federal, prefeito do Recife e governador do Estado, o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB) parece caminhar para o desfecho do seu longo ciclo político, marcado por um conjunto de contradições e erros que arranham a sua trajetória.
Se não, vejamos: fechou dois mandatos bem-sucedidos como governador e não soube tirar proveito disso. Ao invés de se firmar como a principal liderança de oposição, na saída do poder e quatro anos depois derrotado por Eduardo, capitulou.
Jogou-se facilmente nos braços do seu maior adversário político. A troco de que?  Ninguém sabe, assim como ninguém sabe também por que aceitou enfrentar Eduardo em 2010 sem a menor chance de vitória.
Sua conversão ao socialismo, um pouco mais tarde, não foi, igualmente, absorvida nem pelos seus aliados, que não o seguiram, como Marco Maciel, nem tampouco pelos seus eleitores, que ficaram desapontados.  O socialismo de oportunidades gerou um grande vácuo no Estado, que ficou órfão da contestação e do contraditório.
Eduardo reina absoluto hoje, porque não existe ninguém de peso, de representatividade, de expressão para enfrentá-lo, papel que se encaixaria perfeitamente ao perfil de Jarbas.
Por incrível que pareça quanto mais Jarbas adquire a sabedoria do tempo, mais erra, quando deveria ser o contrário dos que embranqueceram os seus cabelos.
Não precisava, por exemplo, nomear o filho para um cargo na Prefeitura do Recife. Parece prêmio de consolação a quem não conseguiu nas urnas um mandato popular.
Ao invés de cuidar do filho, o senador deveria estar trabalhando para salvar o PMDB no Estado, que perdeu gorduras, está à deriva, sem rumo e sem comandante.
Respeitado pela obra que fez no Estado – melhor prefeito do País e também melhor governador do País – Jarbas tropeçou porque esqueceu alguns preceitos básicos ensinados por Maquiavel.
Que diz, também, que “a ambição do homem é tão grande que, para satisfazer uma vontade presente, não pensa no mal que daí a algum tempo pode resultar dela”.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

PMDB de Pernambuco virou extensão do PSB

"Aos poucos se mostra, no PMDB de Pernambuco, o porquê da aliança inusitada entre Jarbas Vasconcelos e Eduardo Campos. O filho de Jarbas acaba de ser nomeado para um cargo na Prefeitura do Recife, governada pelo PSB. Foi para isso? Fazer da prefeitura da capital um cabide de emprego para não concursado que bastou ser candidato a vereador, apoiando o prefeito Geraldo Julio, para ser aproveitado como pagamento do apoio do PMDB ao candidato do ex-inimigo Eduardo Campos.

Porque razão o PMDB de Pernambuco abandonou sua história libertária para virar um partido de aluguel de segundo escalão da prefeitura comandada pelo PSB? Porque o partido de Ulisses Guimarães não apoia o seu maior prefeito na atualidade, que derrotou Eduardo Campos por duas vezes em Petrolina? Lá, Jarbas não pôs nem os pés para dar apoio a Julio Lossio.

Agora, diante das perseguições que o PSB vem fazendo a Julio Lossio, tentando tomar o mandato legitimado por uma goleada imposta no candidato de Eduardo, Jarbas se cala, preocupado mais com o primeiro emprego do filho do que com a manutenção do mandato do partido em Petrolina.

É lamentável tamanha omissão. Bem que Jarbas poderia pedir ao neo-amigo Eduardo que alivie nas ações movidas pelo PSB contra Julio Lossio, mas talvez ele não tenha tanto interesse assim em fortalecer o PMDB.

O fato é que nós, peemedebistas, estamos à mercê do mandatário maior do PMDB em Pernambuco e às suas vontades pessoais. O PMDB não pode ficar a reboque do PSB, esperando que Eduardo e Jarbas decidam o que é melhor pra ambos. Devemos sim lançar e fortalecer a pré-candidatura de Julio Lossio ao Governo do Estado.

Quem bateu no candidato do todo poderoso Eduardo Campos, por duas vezes, em Petrolina, poderá muito bem se tornar o diferencial em 2014. Afinal, Petrolina tem o maior programa social do interior do Nordeste, com mais de 100 creches implantadas em quatro anos e o maior programa habitacional gerido por uma prefeitura do interior do Brasil, onde nove mil casas populares estão sendo entregues aos sertanejos pernambucanos.

Júlio Lóssio tem o que mostrar e o PMDB é devedor dele.  Julio Lossio, governador já!

Rivaldo Soares
PMDB de Caruaru.”

O deputado federal Manoel Junior (PMDB-PB) publicou no Twitter foto da sua tela de votação: ‘Veja como votei na PEC do Voto Aberto’. Faltou mostrar o voto do caso Donadon.


Fundação BB dá R$ 36 milhões a ONGs ligadas ao PT

 SÃO PAULO - Controlada pelo PT, a Fundação Banco do Brasil firmou convênios de R$ 36 milhões com entidades ligadas ao partido e familiares de seus dirigentes. A lista de organizações não governamentais, associações e prefeituras beneficiadas está sob investigação da Polícia Civil do Distrito Federal. O banco faz auditoria nos contratos e parcerias.
A posse na fundação, em junho de 2010, foi prestigiada por quadros importantes da sigla, entre eles cinco parlamentares e o então ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Luiz Dulci.
Streit sucedeu a Jacques Pena, filiado ao PT do DF, cuja administração foi marcada por repasses a entidades ligadas aos seus parentes, agora sob investigação. Com sede numa sala sem placa de identificação em Brasília, que fica trancada em horário comercial, só a Associação de Desenvolvimento Sustentável do Brasil (Adesbra) firmou parcerias de R$ 5,2 milhões desde 2003. O diretor executivo da entidade, Joy de Oliveira Penna, é irmão de Jacques e tem ligações com outras entidades contempladas com recursos.
Os irmãos Pena são conhecidos por levar para a fundação a República de Caratinga, sua cidade de origem. Com a Associação dos Produtores Rurais e Agricultores Familiares de Santo Antônio do Manhuaçu, sediada no município, a fundação firmou convênio de R$ 1,05 milhão. A associação é comandada por dois primos de Jacques e Joy. "Tem razão de estar desconfiando, porque é parente, né?", admite o ex-presidente, atual tesoureiro da associação e primo da dupla, Sérgio Pena de Faria.
Segundo ele, o projeto desenvolvido na cidade, para aperfeiçoar técnicas de produção agrícola, foi apresentado por outra entidade, mas a fundação não a aceitou, pois a proponente tinha só dois anos de existência. Os dirigentes, então, pediram que a associação a substituísse.
"Cedi os documentos, mandaram para lá, onde que foi aprovado", conta Pena, negando favorecimento. "Essa associação não é igual a gente ouve falar aí que é só para desviar dinheiro. Pode dormir 'sono solto' que os documentos estão direitinho. Esse projeto foi o mais vigiado do Brasil", assegura, acrescentando que os fiscais da fundação fiscalizaram a execução e que houve prestação de contas.
Para Caratinga, a fundação mandou mais R$ 1,3 milhão para construir o Centro de Excelência do Café na gestão do ex-prefeito João Bosco Pessine (PT). A atual administração, do PTB, diz que teve de fazer obras adicionais para completar o projeto. Pessine não foi localizado.
A investigação da Polícia Civil começou a partir de denúncia de uma servidora da fundação, que está sob proteção policial e da área de segurança do Banco do Brasil. O órgão explica que as apurações são da sua alçada, e não da Polícia Federal, pois a fundação recebe recursos do banco, uma empresa de economia mista.
 Denúncia
A funcionária teria recebido ameaças após delatar suposto esquema de desvio de recursos. Ela contou à polícia que a prestação de contas de algumas entidades não era analisada adequadamente. Não está descartado o afastamento do atual presidente da fundação, Jorge Alfredo Streit. A expectativa no Banco do Brasil é de que as primeiras conclusões da auditoria saiam neste fim de semana.
As denúncias sob investigação integram processo sob sigilo que tramita no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios. A fundação explica que não teve acesso aos autos. Recentemente, atendendo à solicitação, enviou informações ao Ministério Público do DF. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo