segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Vereador Estéfano Menudo é condenado à prisão

RENATA BEZERRA DE MELO   
Foi com surpresa que o vereador do Recife pelo PHS, Estéfano Menudo, recebeu, no final de semana, a notícia de que havia sido condenado à mais de nove anos de detenção, acusado de concussão - extorsão envolvendo funcionalismo público. A sentença foi proferida, na última sexta-feira, pelo juiz Honório Gomes do Rêgo Filho e o processo correu na Vara de Crimes contra Administração Pública e à Ordem Tributária.
O advogado do parlamentar, Fernando Lacerda, ainda não foi notificado sobre a decisão do magistrado, mas adiantou que cabe recurso a várias instâncias a exemplo do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), Superior Tribunal de Justiça (STJ) e Supremo Tribunal Federal (STF). De antemão, garantiu que o vereador “respondeu a todo o processo em liberdade e mantém o status durante toda a parte de tramitação de recurso. Ele apela em liberdade”.
Comissário de polícia, com cerca de 20 anos de atuação, Menudo foi acusado de extorsão, junto com mais três agentes e o, então, delegado titular da Delegacia de Roubos e Furtos de Carga, César Urach, por um cidadão, cujo primeiro nome é Antônio, de acordo com o advogado de Menudo. “Desses cinco agentes públicos, dois foram absolvidos e três condenados. Fica a pergunta: Que prova é essa que se presta para condenar três acusados quando a acusação é contra cinco?”, indagou Fernando Lacerda, informando que entre os absolvidos está o, então, delegado titular César Urach.

João da Costa vaiado no Municipal

ARTHUR CUNHA e RENATA BEZERRA DE MELO   
 
 PETISTA, ao lado da mulher, prometeu realizar o melhor Carnaval da cidade
O calvário político-administrativo pelo qual passa o prefeito João da Costa (PT) parece não ter mais fim. O petista foi vaiado pela platéia em uma das mais importantes festas do calendário anual recifense, o Baile Municipal, no sábado, quando subiu ao palco no final dos desfiles para discursar - ele estava acompanhado da primeira-dama, Marília Bezerra. Em sua fala, Costa se comprometeu a realizar o melhor Carnaval da cidade, com muita alegria, conforto e segurança. E nesse momento recebeu aplausos. Já no camarote da PCR, sem citar nomes, atribuiu as vaias a uma orquestração política promovida por adversários. Ontem, o petista não foi à prévia da Noite dos Tambores Silenciosos, alegando cansaço porque ficou no baile até às 5h30. Foi a primeira agenda cancelada desde que ele voltou da cirurgia.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Há dentro da cúpula do Democratas quem acredite que a debandada comandada pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, tenha voo de galinha. A partir de 2012, a força de Kassab seria apenas a de ex-prefeito, deixando órfão o grupo de deputados que o acompanharão.

Assombrações

O deputado Augusto Coutinho (DEM), que será membro titular da comissão mista que analisará a reforma política no Congresso, defende mudanças profundas para corrigir distorções: ´Hoje a Câmara abriga parlamentares que não teriam votos nem para vereador. E o conceito de representatividade, base da proporcionalidade, desaparece diante de assombrações eleitorais como Tiririca e, antes dele, Enéas`. DP,27.02.11.

Depois de Tiririca (PR-SP) na Co­missão de Educação da Câmara dos Deputados, só falta Paulo Maluf (PP-SP) pleitear agora uma vaga na Comissão de Ética da Casa.

PSB trabalha para derrubar o PMDB

ARTHUR CUNHA   
Dilma Rousseff (PT) nem bem iniciou o seu governo e o PSB nacional já pôs em prática um ousado plano de fortalecimento partidário que tem tudo para desagradar a presidente da República e outros aliados da base. A meta dos socialistas é chegar a 2014 como uma legenda “nacional”, robusta, estruturada nos maiores colégios eleitorais brasileiros, com lideranças testadas e aprovadas nas urnas. Caso esse planejamento - que tem à frente o governador Eduardo Campos, presidente nacional da sigla - dê certo, o PSB reunirá as condições político-eleitorais necessárias para se apresentar na corrida presidencial como uma alternativa à dicotomia PT/PSDB, que já terá administrado o Brasil há 20 anos.

Em um cenário menos favorável, os socialistas serviriam de opção para compor na vice da própria Dilma ou o do ex-presidente Lula. Para tal, o PSB já escolheu um adversário: o PMDB. Da tentativa de atrair o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), à disputa silenciosa, travada nos bastidores, pelos cargos no segundo escalão federal, os socialistas trabalham para derrubar os peemedebistas. Trata-se do alvo imediato, emergencial. Fala-se, inclusive, de uma coalizão política formada por petistas, tucanos, socialistas e até democratas para fechar os espaços do PMDB e aplacar sua ânsia por poder. Com a simpatia de Lula e Dilma, a ideia tem na linha de frente da operacionalização Eduardo Campos e o senador Aécio Neves (PSDB/MG), dois presidenciáveis.


Vice-presidente nacional do PSB, o ex-ministro Robero Amaral confirmou o plano, mas não o atrelou à 2014. “Disputar a Presidencia da República é interesse de qualquer partido. E o PSB se prepara, sim. Agora, não se pode dizer se será em 2014 ou em 2018. As cirscuntâncias políticas têm que determinar. Hoje, temos o compromisso em apoiar o governo da presidente Dilma”, ponderou. Em contraponto, o cientista político Hely Ferreira criticou o “pragmatismo” do PSB. “Cada vez fica mais visível que o que se predomina hoje não são mais os conteúdos ideológicos e programáticos dos partidos, mas os pragmáticos. Em nome de um voo nacional, eles passam por cima de tudo para garantir uma candidatura. No caso, se não a Presidência, a  vice”, argumentou.

Unidade ameaçada na Região Nordeste

ARTHUR CUNHA   
É consenso entre os políticos que, para ganhar a Presidência da República, o partido tem que pelo menos marchar unido em todo o País. Para tal, o PSB precisa resolver um foco de conflito interno, que, se não for bem tratado, pode contaminar o planejamento da legenda de subir a rampa do Planalto no futuro. De cunho regional, o problema tem como cerne a hegemonia política no Nordeste. Trata-se da disputa de poder entre o governador de Pernambuco e presidente nacional da sigla, Eduardo Campos, e os irmãos Ciro e Cid Gomes, esse último governador do Ceará.

Originado na pré-campanha de 2010, quando Eduardo articulou a retirada de Ciro da corrida presidencial e levou o PSB para o palanque de Dilma Rousseff, o mal-estar cresceu na composição do segundo escalão do Governo Federal. Campos e os Gomes tentam emplacar os comandos de estatais do segundo escalão, a exemplo da Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf) - Eduardo trabalha pelo secretário estadual de Recursos Hídricos, João Bosco Almeida. A disputa entre os dois grupos se refletiu também na divisão do bolo ministerial. Eduardo acabou ficando com a melhor parte, ao chancelar o nome para um ministério mais robusto, o da Intregração Nacional, que acabou com o pernambucano Fernando Bezerra Coelho (PSB).


Cid e Ciro indicaram o ex-prefeito de Sobral (CE), Leônidas Cristino (PSB), para a Secretaria Nacional dos Portos, com status de ministério. A pasta tinha promessa de ser “bombada” com o comando dos Aeroportos, o que não aconteceu. Sem força política, a bancada socialista na Câmara Federal e no Senado ficou a ver navios. Contudo, o senador Rodrigo Rollemberg (PSB/DF) defende o fim dos conflitos e a união da legenda em torno do Governo Dilma. “Não temos essa pretensão de disputar (a Presidência) em 2014. Nosso compromisso é ajudar o governo da presidente Dilma a ter sucesso. O PSB ajudou a eleger Dilma e tem de estar com centrado em ajudá-la a governar”, destacou Rollemberg.


Presidente estadual do PSB, o vice-prefeito do Recife, Milton Coelho, segue a mesma linha de argumentação. “Acho que o PSB quer ser uma parte influente nos destinos do Brasil. Essa é a vocação do PSB. Isso vai além da vontade de ter qualquer governante ou não. O Brasil precisa aprofundar a democracia e esse é o caminho do PSB”, analisou o dirigente.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

" Não votei com a Dilma, eu votei com o Brasil " Senadora Kátia Abreu (DEM-TO), para quem o mínimo de R$ 545 é contra a inflação

Cassio Cunha Lima (PSDB-PB) e Jáder Barbalho (PMDB-PA) já se sentem senadores: acreditam que, com o voto do ministro Luiz Fux, o Supremo Tribunal Federal validará a Lei do Ficha Limpa só para 2012.

CARNAVAL EM BRASÍLIA

Brasília Urgente: O carnaval começou mais cedo este ano em Brasília. O circo foi montado e a palhaçada corre solta: Tiririca foi eleito membro da comissão de educação e cultura. E sabe por quê? A comissão de educação e cultura precisa de grandes cabeças! É o cabeçudinho da mamãe arrasando de vez com a Educação, seus abestados!

"Não importa para onde ele (Gilberto Kassab) vai, pois vai continuar sendo parceiro de Serra" - (Senadora Marta Suplicy (PT-SP) ao falar sobre o possível ingresso do prefeito de São Paulo no PSB)

Se aplicar regra do STF, Câmara fica sem 29 deputados

Do Estadão

A determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a substituição de deputados em licença tem potencial para deixar 14 Estados sub-representados na Câmara, caso prevaleça o entendimento, ainda provisório, de que a vaga do titular afastado tem de ser preenchida por integrante do mesmo partido. Neste mandato, 29 deputados eleitos não contam com suplentes em seus partidos. Caso saiam para exercer cargo em secretarias estaduais, municipais ou ministérios, não terão substitutos da mesma legenda, de acordo com a regra que vem sendo adotada pelo Supremo.

Desde o ano passado, a Corte e a Câmara travam uma disputa sobre os suplentes. A Câmara segue a ordem da lista de eleitos encaminhada pela Justiça Eleitoral, o que leva em conta as coligações partidárias para preencher as vagas dos titulares afastados. Nos últimos dois meses, a Mesa da Câmara tem cumprido as liminares do Supremo e empossado suplentes do mesmo partido do titular, mesmo que eles não estejam no topo dos mais votados.

Além dos 29 deputados eleitos sem suplentes em seus partidos, a distorção da composição federativa pode ser maior se for levada em conta a situação em alguns Estados nos quais o afastamento de dois titulares deixaria o partido sem substituto. O levantamento foi feito pela assessoria do presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS).

"A Câmara ficar com cadeiras vazias já é um fato inusitado. Legislativo e Judiciário precisam encontrar uma solução para não haver constrangimentos", disse Marco Maia. O líder do DEM, deputado ACM Neto (BA), propõe um acordo com o Supremo para acabar com as coligações nas eleições proporcionais, mas mantendo a validade das coligações das eleições de 2010.

Tucanos têm opiniões diferentes sobre Dilma

 
 
 “ELA (Dilma) tem os números na ponta da língua”, admira-se o governador
SÃO PAULO (Folhapress) - Os dois maiores nomes do PSDB em São Paulo avaliam de forma diversa o desempenho de Dilma Rousseff na Presidência. Enquanto o ex-governador José Serra criticou o “falso rigor fiscal” da administração federal, seu sucessor, Geraldo Alckmin, elogiou o “preparo” da presidente à frente do Planalto. “Ela sabe tudo, tem os números na ponta da língua. É muito preparada”, disse Alckmin, on­tem, após a primeira reunião de trabalho com a presidente. Os dois se reuniram por mais de uma hora no escritório da Presidência em São Paulo e falaram sobre os preparativos para a Copa. O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), e o ministro do Esporte, Orlando Silva, também participaram do encontro.
Já Serra, derrotado por Dilma na eleição presidencial, criticou ontem, em entrevista à rádio Jovem Pan, o “falso rigor fiscal” do Governo Federal, que anunciou um corte de R$ 50 bilhões no Orçamento deste ano. “Quero ver isso acontecer de verdade. Disseram que vão cortar emendas de parlamentares, precisa ver quais emendas. A maior parte é espuma, para dizer que tem um governo austero”, disse. O tucano também falou sobre o salário mínimo. Para Serra, que durante a eleição defendeu o valor de R$ 600, a decisão do governo de estabelecer o reajuste para R$ 545 foi política, e não econômica.

Carta de leitor do Rio Grande do Norte

Meus caros amigos jovens e adultos do meu Rio Grande do Norte meu nome é Marcos welber Rodrigues de Souza um simples cidadão comum que como muitos que vivem em nosso país sofreram com a desigualdade social e ainda estão sofrendo muito. Venho através deste blog com muita humildade tentar expor minhas opiniões usando um dos poucos direitos que o jovem ainda tem neste país. A liberdade de expressão.
Diferente de vários relatos ou matérias que estamos acostumados a ver esta devera conter vários erros de português, pois esta sendo escrito por uma pessoa comum que não tem acesso nem teve a escolas particulares por ser humilde, ou seja, pobre deferente dos filhos de políticos já conhecidos em nosso Brasil.
Desde criança meus pais me educaram bem e não só eles como as pessoas mais velhas que conheci insistiam em me falar. A primeira impressão é a que fica então eu cresci e aprendi com os mais velhos que realmente é a primeira impressão que fica.
Tendo certeza disto e sendo um amante da política nacional e um mero leitor dos blogs de minha cidade resolvi tentar expor minha opinião através do mesmo.
Estou prestando muita atenção nos blogs e jornais de meu Estado e cheguei a minha conclusão da primeira impressão que o atual Governo vem passando. Vejam só as matérias mais faladas no Governo Rosalba. Funcionários do Intep entram em GREVE segundo funcionários do Intep a atual Governadora cortou gratificações e plantões os obrigando a paralisarem suas atividades. Funcionários do Seduc entram em GREVE. Viaturas policiais só trabalham meio período por falta de combustível. Caos no hospital Walfredo Gurgel. Diretores do hospital Walfredo Gurgel pedem demissão por falta de compromisso por parte do Governo. Governo suspende concurso publico segundo o Governo o estado não tem condições de arcar com a folha de pagamento de novos funcionários.
 Agora gostaria que todos prestassem bem atenção nas palavras da Governadora.
O Estado esta endividado e é hora de economizar temos que cortar gastos.  Mesmo após estas palavras a Governadora apóia e da aumento aos Deputados, estes que já ganham muito bem. O concurso foi cancelado para cortar gastos e porque não cortaram o aumento dos Deputados? Resumindo em menos de 60 dias de Governo a impressão que fica e muito ruim muito pior que oito anos que passaram.
Esta é a opinião de um simples cidadão Mipibuense
Marcos welber Rodrigues de Souza

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

PMDB minimiza dissidências no Senado

BRASÍLIA (Folhapress) - Líderes peemedebistas minimizaram ontem as dissidências do partido na votação do projeto que reajustou o salário mínimo para R$ 545, no Senado. Cinco peemedebistas votaram a favor de reajustes maiores ou se abstiveram, na maior dissidência registrada entre partidos governistas na votação do Senado.
O senador Romero Jucá (PMDB-RR) disse que não há a possibilidade de retaliação dos dissidentes, uma vez que todos votaram “de acordo com as suas consciências”. “O PMDB deu para os R$ 545 unanimidade, ninguém votou contra na votação simbólica, e na votação dos destaques, o PMDB deu dois votos contrários. Os votos de abstenção, não foram contra o Governo. Empataram muito mais a oposição que é quem tinha de colocar votos contrários”, afirmou.
O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), considerou “maciça” a adesão do PMDB à proposta do Governo apesar das dissidências. Mas reconheceu que, entre partidos, podem haver atritos especialmente em votações polêmicas. “A relação entre partidos sempre tem um certo atrito. São atritos pontuais, mas no conjunto geral elas são boas. Até porque hoje nós temos o vice-presidente da República, é uma situação invertida. Não estamos só apoiando o Governo, nós participamos do Governo, somos parte do Governo.”
Os senadores Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) e Roberto Requião (PMDB-PR) votaram contra os R$ 545 para apoiar, respectivamente, os reajustes do mínimo para R$ 600 e R$ 560. Já os senadores Pedro Simon (PMDB-RS), Casildo Maldanes (PMDB-SC) e Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC) se abstiveram da votação. Na Câmara, onde o projeto foi aprovado na semana passada, não houve nenhuma dissidência do PMDB. Além dos peemedebistas, outros governistas também votaram contra o projeto do Executivo no Senado: Ana Amélia Lemos (PP-RS) e Pedro Taques (PDT-MT).

Tabela do IR pode gerar a próxima disputa política no Congresso

A correção da tabela de desconto na fonte do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) deve gerar a próxima grande disputa no Congresso Nacional. Aprovado o salário mínimo de R$ 545, a presidente Dilma Rousseff deve editar medida provisória (MP) com o reajuste de 4,5%, como informado aos líderes governistas em reunião da coordenação política, no Palácio do Planalto, no dia 22.
O reajuste da tabela do IRPF integra o acordo firmado há quatro anos com as centrais sindicais, que agora anunciam intenção de questionar o percentual anunciado pelo governo. Elas querem pelo menos 6,46%, que correspondem à variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 2010.
O presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), disse que na primeira batalha o governo derrotou os pobres, numa referência à aprovação do salário mínimo de R$ 545. Agora, segundo ele, a batalha é contra a classe média (os salários até 1.499,15 são hoje isentos de retenção do IRPF na fonte).
A oposição já se articula para mudar a medida provisória. O líder do DEM, senador José Agripino (RN), disse nesta quinta-feira (24) que, se o reajuste for realizado por MP, "vamos mostrar a defasagem na correção da tabela, que não é pequena; é grande, bastante grande".
O líder do governo, senador Romero Jucá (PMDB-RR), confirmou que a presidente Dilma Rousseff editará nos próximos dias uma medida provisória com a correção de 4,5%. O percentual, conforme o senador, corresponde ao centro da meta da inflação para este ano.
Agência Senado

Salário mínimo: Alvaro Dias diz que Senado, como instituição, 'ficou menor'

Em comunicação de liderança nesta quinta-feira (24), o senador Alvaro Dias (PSDB-PR) disse que o Senado, como instituição, ficou menor, após a votação do projeto de lei (PLC 1/11) que reajustou o valor do salário mínimo e permitiu que o governo defina esse valor por decreto presidencial nos próximos anos.
- O que assistimos ontem foi a subtração de prerrogativa essencial do Poder Legislativo - afirmou o parlamentar, anunciando que o partido, juntamente com o DEM e o PPS, entrará com ação direta de incostitucionalidade (ADI) no Supremo Tribunal Federal (STF), tão logo a lei seja publicada.
O líder do PSDB citou opiniões de juristas para respaldar o entendimento da oposição segundo o qual o artigo 7º da Constituição é claro ao determinar que o salário mínimo deve ser fixado em lei.
- Usou-se um projeto de lei que exige maioria simples para alterar uma norma constitucional, para permitir ao presidente da República impor [o valor do salário mínimo] por meio de decreto - afirmou o parlamentar, lamentando profundamente "que Senado Federal tenha desperdiçado a oportunidade de recuperação de parte da credibilidade que perdeu nos últimos anos".
O senador disse que, se hoje o governo pretende impor o salário mínimo por meio de decreto, amanhã pode querer fazê-lo também para matérias relacionadas à política tributária, à saúde ou à educação.
- Abrir mão de debater, de questionar, de propor, não é tarefa de quem se elege senador, e foi o que se fez ontem, lastimavelmente - acrescentou o parlamentar, ressalvando os 20 senadores e senadoras que votaram contrariamente à aprovação do projeto.
Agência Senado

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Após aprovação do mínimo, DEMOCRATAS diz que vai ao STF

Do IG

Logo após o projeto de lei que estabelece a política permanente de reajuste do salário mínimo ser aprovado no Senado, o Democratas (DEM) prometeu protocolar no Supremo Tribunal Federal (STF) uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin) contra o Artigo 3º do projeto.

Segundo o senador Demóstenes Torres, o partido irá questionar a validade do artigo, que prevê reajustar o salário mínimo por decreto presidencial. Pelo artigo, a presidenta Dilma Rousseff poderá seguir os critérios determinados na lei para definir o valor por decreto presidencial. “O DEM vai com certeza (mover a ação). Já falei com o (presidente do partido, deputado) Rodrigo Maia”, garantiu Torres.

O partido deverá se valer de decisões anteriores do próprio STF relacionadas a tentativas de governos estaduais de definir o valor dos mínimos regionais sem consultar o Poder Legislativo local. Além disso, o senador democrata apresentou, nesta quarta-feira (23), um voto relatado pelo ministro Celso de Melo, de 1996 – ano em que o Congresso havia se omitido de estabelecer o valor do salário mínimo.

Freire reúne oposição de Pernambuco, mas avisa: 'Tudo pode acontecer, inclusive a falta de unidade'

Desarticulada no último pleito para o governo estadual, a oposição vem dando pequenos passos para chegar estruturada e forte nas eleições de 2012. O pontapé foi dado pelo deputado federal Roberto Freire (PPS-SP), que abriu as portas do seu apartamento em Brasília, na terça à noite, para o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB), os deputados federais Mendonça Filho (DEM), Raul Henry (PMDB), Augusto Coutinho (DEM) e o ex-deputado Raul Jungmann (PPS). O deputado federal Bruno Araújo (PSDB) também foi convidado, mas tinha jantar marcado no mesmo dia em homenagem ao ex-governador Albano Franco, que também contou com a presença do deputado Sérgio Guerra (praticamente um dissidente).

Apesar de anfitrião do grupo, Freire disse em entrevista que a eleição no Recife "será difícil" para todos. Ele lembra que há uma preparação para 2014 e "tudo pode acontecer", inclusive a falta de unidade dos opositores. Por outro lado, Roberto Freire disse acreditar nesse momento de dobradinha Jarbas/PPS. Fez questão, inclusive, de dizer que o jantar tinha sido articulado durante uma conversa no gabinete do peemedebista. Enquanto Freire defende uma candidatura única para 2012, com o nome de Raul Jungmann, Jarbas também não pensa em abrir mão de Raul Henry para enfrentar o prefeito petista João da Costa. "Mesmo com toda a dificuldade, Jungmann teve boa votação no Recife nas últimas eleições", avisa o pós-comunista. Enquanto o grupo não chega a um consenso, outras reuniões estão previstas para acontecer numa espécie de "rodízio" nos apartamentos dos parlamentares.
Freire disse reconhecer que a oposição saiu destroçada nas últimas eleições, mas cabe agora se reestruturar para chegar firme em 2012. Apesar de reconhecer a força política do governador Eduardo Campos (PSB), lembra que "ninguém deve se julgar imbatível". Para o deputado, os próximos meses podem ser complicados para os aliados do Governo Federal. "O governo Dilma está trazendo de volta a inflação e o governo Lula está sendo processado por improbidade", advertiu.
Integrante do encontro em Brasília, Augusto Coutinho ressalta que é preciso conversar muito e unificar as ações, antes de definir o candidato. Uma das metas do grupo é interagir com a bancada de vereadores, embora não tenha explicado como isso se dará. Questionado se era defensor de uma candidatura única em 2012, o democrata disse que ainda é cedo para essa questão, por ter provavelmente no meio do caminho uma reforma política. "Toda eleição tem a sua história. Pontos que precisam ser formador. A oposição precisa ser mais articulada e falar a mesma língua", disse o deputado. BLOG DA FOLHA

"Os lobistas tomam conta do fundo do plenário, e a Mesa, placidamente, não toma nenhuma providência" - (Senador Jarbas Vasconcelos ao reclamar, ontem, da presença ostensiva de lobistas nas sessões do Congresso)

Maviael ironiza pedidos feitos por governistas

RENATA BEZERRA DE MELO   
Após observar a quantidade de requerimentos de deputados governistas solicitando a recuperação de “16 estradas” à Secretaria de Transportes, o deputado oposicionista Maviael Cavalcanti (DEM) foi à tribuna, ontem, chamar atenção para o fato, “porque nos ajuda (à oposição) a batalhar pelas estradas”, ironizou. Como exemplos de rodovias alvo de cobranças, citou as de Timbaúba, Macaparana, Machados e Limoeiro. Os requerimentos foram atribuídos por ele aos deputados João Fernando Coutinho (PSB), Clo­doaldo Magalhães (PTB) e Rodrigo Novaes (PTC).

Em aparte, o democrata To­ny Gel insistiu que, com as referidas cobranças, a bancada governista estava “poupando energia da oposição” e tachou as estradas de “verdadeiras tábuas de pirulitos”. Apesar das queixas, ele retirou de pauta a sugestão de grande expediente especial, de sua autoria, cujo objetivo era averiguar o que está sendo feito pelo Governo nas cidades devastadas pelas enchentes de junho. Tony Gel recuou ao  esbarrar em iniciativa de João Fernando, que sugeriu, via requerimento, uma visita da Comissão de Negócios Municipais à região da Mata Sul, atingida pelas chuvas. A proposta do socialista foi assinada, inclusive, pelo líder da oposição Antônio Moraes (PSDB), além do líder do governo, Waldemar Borges (PSB) e de lideranças com base na região.

Que vergonha, Pernambuco ocupa 3ª posição no ranking de homicídio de jovens

Augusto Coutinho quer mudança no calendário eleitoral

A recém-criada Comissão da Reforma Política na Câmara Federal terá o deputado estreante Augusto Coutinho (DEM) como um dos representantes pernambucanos no colegiado. “Acho a minha nova tarefa importante porque essa legislação eleitoral brasileira é imoral. O que a gente vê hoje é uma degradação na política”, criticou. Responsável por uma das pautas mais cobradas e polêmicas da Casa, o parlamentar destacou a mudança do calendário eleitoral como uma de suas prioridades.

“De dois e dois anos você mexe com o calendário político. Isso prejudica, inclusive, a gestão”, contestou, em entrevista à Rádio Folha FM 96,7, ontem. O deputado também se mostrou favorável à proposta do petista Pedro Eugênio de unificar os pleitos municipal e federal para uma disputa a cada cinco anos. Em contrapartida, o democrata defendeu o dispositivo da reeleição.

Agressão em Tabira : Os abatedores de gado em Tabira, a 400 km do Recife, desrespeitam as leis e agridem à natureza ao incluírem na matança vacas prenhas. E o pior: descartam os fetos, que em meio ao sacrifício são retirados ainda com a vida. Nunca se viu tamanha violência! A bola está com o secretário de Agricultura, Ranilson Ramos, que tem poder de controle sobre os abatedores. Por Magno Martins

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Jarbas Vasconcelos reclama de limitação para debater mínimo

O senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) foi ontem (22) à noite à tribuna do Senado Federal defender a ampliação dos debates na Casa sobre o novo valor do salário mínimo. “Usando de uma manobra, o presidente da Casa – para atender a interesses subalternos do Governo, apoiado pelo Líder do Governo, o Senador Romero Jucá – se propõe a uma empreitada dessas para deixar mal a Casa, que já anda assim há muito tempo”, afirmou Jarbas.
O senador Jarbas – que volta à tribuna hoje à tarde para tratar do assunto – defenderá que o salário mínimo seja fixado em R$ 560.

“Amanhã (hoje), os olhos da Nação estarão postos aqui, neste Plenário. A Câmara debateu exaustivamente o salário mínimo, os prós e os contras. Eu vi o Regimento antes de vir para cá, são cinco os Senadores que falam, cinco a favor e cinco contrários, é a limitação que será imposta às pessoas para falarem amanhã”, argumentou o parlamentar. Para Jarbas, a manobra de regime de urgência é para impedir o livre debate.

“Homens maduros, ex-governadores, ex-prefeitos, ex-ministros, ex-presidentes da República não poderão tratar matéria da maior dimensão, da maior sensibilidade, da maior atenção, como é essa matéria, quer em seu aspecto inconstitucional, quer pelo aspecto de o Governo ter promovido gastança e, agora, não quer dar um aumento condigno ao assalariado, porque há desajustes evidentes, claros, visíveis dentro das contas Públicas”. Jarbas Vasconcelos disse ainda que o Senado Federal não vai se reafirmar limitando o uso da palavra pelos Senadores. “Isso é um absurdo. É um verdadeiro absurdo um Senador ter apenas dez minutos para falar”.

MPF aciona Lula na Justiça Federal

BRASÍLIA (AE) - O Ministério Público Federal em Brasília acusou na Justiça o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-ministro da Previdência Amir Lando de ato de improbidade administrativa. Na ação, que será decidida pelo juiz da 13ª Vara Federal do Distrito Federal, os procuradores da República afirmam que Lula e Amir usaram a máquina administrativa para fazer promoção pessoal e favorecer o Banco BMG.
Segundo o Ministério Público, as irregularidades ocorreram no período de outubro a dezembro de 2004 e consistiram no envio de mais de dez milhões de cartas a segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) informando sobre a possibilidade de obtenção de empréstimos consignados com taxas de juros reduzidas. Com a impressão e a postagem das cartas teriam sido gastos R$ 9,5 milhões.
O Ministério Público quer que a Justiça conceda uma liminar para bloquear os bens de Lula e Lando com o objetivo de garantir um eventual ressarcimento dos danos. No mérito, os procuradores pe­dem que seja determinado o ressarcimento dos valores aos cofres públicos. Se forem condenados, Lula e Lando poderão ter os seus direitos políticos suspensos e perder eventuais aposentadorias.

PPS classifica como 'chavismo' proposta de Dilma sobre mínimo


Após pedir que a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) análise a constitucionalidade de o salário mínimo ser fixado por decreto, o presidente do PPS, deputado Roberto Freire (SP), classificou nesta quarta-feira (23) a medida como mais um dos "pequenos chavismos" da presidente Dilma Rousseff. Segundo Freire, o aval para que o mínimo seja fixado por decreto, e não mais por lei aprovada pelo Congresso, pode abrir brecha para que outras medidas que são atribuições de deputados e senadores sejam editadas pelo Palácio do Planalto. O deputado citou a regulamentação da mídia como uma dessas preocupações.
"Não podemos abrir a guarda porque existem setores que pretendem controlar e regular os meios de comunicação. Se abrirmos a guarda ou a possibilidade de que por decreto e não por lei ordinária a presidente fixe o salário mínimo, podemos correr o risco da concessão de outros poderes inconstitucionais e perigosos para a democracia", disse. Blog da Folha

Janela de troca não consegue unanimidade

SÃO PAULO (Folhapress) - Nem partidos que têm tradição de seguir uma estratégia da ordem unida nos debates políticos, como o PT, têm uma posição comum sobre a criação de uma janela para a troca de partidos. A discordância ficou evidente na festa dos 90 anos da Folha de S.Paulo, realizada anteontem na Sala São Paulo (centro). Enquanto petistas como a senadora Marta Suplicy (SP) e o deputado federal Jilmar Tatto rechaçam a medida, o líder do PT na Câmara, Cândido Vaccarezza, e o ministro José Eduardo Cardozo (Justiça) são favoráveis, com alguns senões, à criação de um prazo em que os políticos poderiam trocar de partido sem serem penalizados - hoje eles podem perder o cargo.
Tatto até debocha dos eventuais resultados de um período para a troca: “Janela para quê? Para inchar o PMDB? O DEM ia acabar. É a única coisa boa da janela”. Os presidentes do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), dizem ser contrários a essa medida. “A janela partidária é casuísmo. Mas o País precisa de uma rearrumação partidária. Vai haver um momento que será necessária uma rearrumação partidária da legitimidade. Os partidos estão muito superficiais”, diz Sarney.

Governistas silenciam na Câmara do Recife

MANOEL GUIMARÃES   
Um dia após a bateria de apartes no plenário da Câmara do Recife, a bancada governista optou por se calar a respeito das denúncias da oposição sobre um suposto superfaturamento de 716% em processo licitatório para aquisição de lonas impressas. A estratégia foi anunciada ontem na Casa, pelo líder do Governo, Josenildo Sinésio (PT). O vereador afirmou que tanto a bancada petista quanto a própria Prefeitura do Recife já prestaram os devidos esclarecimentos. “Cada um fez sua parte. A oposição atacou, o Governo rebateu, e a partir de agora a Prefeitura só se pronunciará se for notificada. O importante é que estamos tranquilos, não perdemos um minuto sequer de sono. Portanto, a bancada governista não falará mais sobre as denúncias infundadas que foram colocadas na Casa de José Mariano, até porque elas já foram esclarecidas”, afirmou Sinésio.
Na segunda-feira, o presidente da Câmara, Jurandir Liberal (PT), e os outros vereadores petistas - Osmar Ricardo, Múcio Magalhães, Luiz Eustáquio, Inácio Neto e o próprio Sinésio - questionaram as denúncias apresentadas, na semana anterior, pela vereadora Priscila Krause (DEM). Durante mais de uma hora, a democrata passou a ser o alvo dos ataques governistas.
A bancada utilizou termos como “denuncismo barato”, “acusações infundadas“ e “uso de má fé para enganar o povo”.
Priscila voltou à tribuna, no pequeno expediente da Casa, para dizer que a iniciativa dos adversários não afetará seu comportamento, e ainda prometeu novas denúncias para as próximas semanas. “Aquela foi uma clara orquestração para me inibir nesse processo escandaloso que temos denunciado e que está coberto por uma lona superfaturada”, ironizou a vereadora. “Estamos falando de um processo licitatório fraudado, assim como foi o dos palcos, que foram construídos antes da licitação terminar já que as empresas já tinham certeza da vitória.  Mas faço questão de incomodar muito, de ser a pedra no sapato, porque foi esse o papel que me delegou o povo da cidade do Recife”, completou Priscila.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

SPORT NÃO DIVIDE O TÍTULO DE CAMPEÃO

BRENNO COSTA   
O Sport é claro e irredutível. Em hipótese alguma, o clube aceita dividir o título do Campeonato Brasileiro de 1987 com o Flamengo. O motivo é óbvio. Existe um processo transitado em julgado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) que homologa o Rubro-negro pernambucano como o legítimo vencedor do certame. A decisão se equipara a uma lei e pode resultar até em prisão a quem descumpri-la. Portanto, o Leão da Ilha ruge e tomará providências cabíveis para que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) se redima da posição oficializada ontem.
“O Sport disputou a Libertadores de 1988, foi reconhecido campeão brasileiro pela CBF, (Confederação) Sul-americana, Fifa e pela Justiça Federal. A prova disso é que o São Paulo recebeu a taça por ter sido cinco vezes campeão brasileiro e não o Flamengo”, disse o pre­sidente leonino, Gustavo Dubeux. “Eu costumo dizer que justiça não se discute, se cumpre. Então, o Sport, através do Departamento Jurídico, tomará as medidas cabíveis na Justiça. O Sport não aceita dividir esse título. Ele é 100% do Sport”.
O vice-presidente jurídico, João Humberto Martorelli, seguiu o discurso do mandatário leonino e disse que, durante esta semana, o clube definirá de que maneira interpelará judicialmente a decisão da CBF. “Existe uma decisão transitado em julgado no Superior Tribunal de Justiça que deixa o Sport como o único campeão. A ela não cabe recurso. Não há o que discutir”, observou. “Essa decisão é completamente ilegal e pode gerar uma prisão. Isso é crime porque é uma desobediência a uma lei”, acrescentou.
Presidente do Sport durante o Nacional de 87, Homero Lacerda concedeu diversas entrevistas ontem e, como de cos­tume, foi enfático. “Vamos pedir indenização, multa e pro­cessá-lo criminalmente”, disse, referindo-se ao presiden­te da CBF, Ricardo Teixeira.
Longe do rebuliço que causou em Pernambuco, Teixeira não se mostrou preocupado com uma provável ação do Sport na Justiça. “Não temo, porque o Sport já disputou a Libertadores em 1988 como representante do País e segue como campeão daquele ano. Não acredito que eles foram lesados”, afirmou o cartola, em entrevista ao  “Sportv”.
A polêmica sobre o Campeonato Brasileiro de 1987 ressurgiu ontem, após a CBF divulgar em seu site oficial que o título da edição ficará dividido entre Sport e Flamengo. O ato foi oficializado através da Resolução da Presidência nº 02/2011. Nela, ainda ficou re­conhecido que Guarani e Internacional são os vice-campeões. A portas fechadas, a decisão foi comunicada ao clube carioca por Ricardo Teixeira. Na sede da entidade máxima do futebol nacional, estiveram presentes a presidente do Urubu, Patrícia Amorim, e outros dirigentes do time.
Segundo nota divulgada no site da CBF, o Rubro-negro ca­rioca passou a ser campeão porque o clube apresentou “novos e convincentes argumentos”. Com eles, Ricardo Teixeira passou a considerar que houve dois Campeonatos Brasileiros em 1987, com Flamengo e o Sport sendo os campeões. Procurada pela reportagem para saber quais foram os tais argumentos, a assessoria de imprensa da CBF limitou-se a dizer que o ideal seria procurar o clube carioca e não passou qualquer outro tipo de informação.

Vereador do Recife quer anular comenda dada a Ricardo Teixeira

O vereador do Recife, Sérgio Magalhães (PTC), envia projeto de resolução pedindo a revogação da Medalha do Mérito José Mariano ao presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira. O cartola anunciou ontem que o Flamengo vai passar a dividir o título de campeão brasileiro de  1987 com o Sport, fato que gerou revolta no time de Pernambuco.

"O Pernambucano só se curva para agradecer.Quando foi dada a maior comenda da Câmara Municipal do Recife, ao senhor Ricardo Teixeira, os vereadores do Recife tiveram como objetivo,agradecê-lo exatamente pelo fato, de que o mesmo tinha tido a coragem de enfrentar a confraria carioca reconhecendo ao SPORT CLUBE DO RECIFE,o título de CAMPEÃO BRASILEIRO de 1987.Esta luta não foi só dos torcedores do SPORT.  Ela é de todos pernambucanos, pois se trata do único título de campeonato brasileiro do futebol de Pernambuco", diz o vereador no documento, que pede a revoga da resolução nº 1851/1994.

"Este título,conquistado em 1987, ou seja,mais de vinte anos, foi referendado por várias vezes pelo Presidente da CBF,o senhor Ricardo Teixeira,reconhecido pela FIFA, justiça comum em última estância e pela Confederação Sulamericana de Futebol", continua. De acordo com Magalhães, ao "adotar outra conduta em relação ao reconhecimento do título conquistado pelo Sport", o presidente da CBF,não agride apenas ao clube, mas a todos pernambucanos independente de ser rubro-negro, e a história do nosso futebol,que tem entre os vinte maiores goleadores de todas as copas do mundo três pernambucanos que são: Vavá com 9 gols, Ademir também com 9 e Rivaldo com 8.

O vereador do PTC afirma que a postura de Ricardo Teixeira o levou a propor a anulação da homenagem prestada pelos vereadores do Recife, "a quem não respeita as tradições do povo pernambucano, se curvando aos desejos e caprichos da confraria cariocae que em determinado momento,pensávamos que o presidente da CBF tivesse coragem e vontade de enfrentá-los". O vereador Sérgio Magalhães é torcedor do Náutico, mas tem carinho pelos eleitores rubro negros.

Blog da Folha

Sinval assume Prefeitura

IZABELYTA GUERRA   
Assume a Prefeitura de Itaiba,  hoje , às 15h,  o presidente da Câmara de Vereadores da Cidade, Sinval Batista da Silva (PSC) . Há oito dias, o município ficou  “sem comando”, depois que teve o prefeito, Marivaldo Bispo ( PMDB ), e o vice, Juliano Martins, cassados por compra de voto e abuso de poder. “Na verdade eu só fui notificado hoje (ontem) sobre a cassação do prefeito e do vice. Eu soube apenas pela Imprensa. E só não assumi antes porque encontrei dificuldades de reunir todos os vereadores da cidade (nove) para o ato”, explicou Batista. Uma crise de hipertensão também teria impossibilitado o parlamentar de assumir a Prefeitura. “Eu sou hipertenso e estava me recuperando, mas o médico disse que eu já estou bem. Vou assumir para não parar a cidade”, avisou, assegurando ainda que vai colocar a “máquina para funcionar”.

Constrangimento em cobrança de cearense

MAGNO MARTINS    
Na segunda parte da reunião da presidente Dilma Rousseff com os governadores do Nordeste, que começou após o almoço no hotel de Barra dos Coqueiros, a presidente chegou a se irritar com o governador do Ceará, Cid Gomes (PSB). Ignorando a política de cortes e de ajuste fiscal da União, o cearense ocupou 20 minutos do seu tempo para fazer uma proposta de investimentos no Nordeste totalizando R$ 12 bilhões.
“Se estamos cortando, aonde vou arranjar R$ 12 bilhões? O momento não contempla uma proposta nesse sentido”, desabafou Dilma, constrangendo o governador do Ceará. Por conta disso, Cid foi o único governador a não participar da entrevista coletiva ao final do encontro. Os demais governadores acompanharam a entrevista de Marcelo Déda, anfitrião e porta-voz oficial do Fórum Nordestino.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Governadores do Nordeste defendem nova CPMF

Agência Estado
Governadores do Nordeste reunidos hoje em encontro em Barra dos Coqueiros, Sergipe, defenderam a volta de um mecanismo para o financiamento da saúde, nos moldes da CPMF, extinta pelo Senado em 2007. "É fundamental que tenhamos uma fonte de recursos para custeio. É fundamental implementarmos uma nova contribuição", declarou o governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), ao chegar ao Fórum dos Governadores do Nordeste.
O governador da Bahia, Jacques Wagner (PT), seguiu a mesma linha. Segundo ele, "8% ou 10%" da população devem ajudar a prover recursos para atender "85% da sociedade". "Sou a favor de uma nova contribuição, sim", completou Wagner. Tanto Wagner quanto Cid não deram detalhes de como seria esse novo instrumento de financiamento. A CPMF foi extinta em 2007, depois de ser derrubada no Congresso, numa das principais derrotas no Legislativo do governo Luiz Inácio Lula da Silva.
O governador de Alagoas, Teotônio Vilela, disse não ter "posição definida. "Mas apoiarei, se a proposta for colocada", disse. A governadora do Rio Grande do Norte, Rosalba Ciarlini (DEM), afirmou ser contra a criação de um novo tributo, assim como o anfitrião, o governador de Sergipe, Marcelo Déda (PT), e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB).
"Sou contra a criação de uma nova contribuição. Sou a favor da regulamentação da emenda 29", afirmou Rosalba. "Aumentar a carga tributária não é o caminho neste momento", disse Campos.
Os governadores defenderão a regulamentação da emenda 29, que fixa porcentuais mínimos de investimento na área da saúde pela União, Estados e municípios. Participam do encontro os governadores do Nordeste e o governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB), além da presidente Dilma Rousseff.

Dilma erra nome de cidade e dá bronca em sua equipe em evento no NE

O Estado de S.Paulo 
A presidente Dilma Rousseff deu uma bronca na sua equipe, durante sua apresentação no Fórum dos Governadores do Nordeste, que ocorre em Barra dos Coqueiros, município próximo a Aracaju, em Sergipe.
 Dilma citava experiências que disse considerar de sucesso, como APLs (Arranjos Produtivos Locais) no Nordeste. “Há de se dar suporte e fazer com que se reproduzam experiências de sucesso, como é o caso de Ibotirama, não é Eduardo (Campos, governador de Pernambuco)”, disse a presidente, que logo foi corrigida pelo pernambucano.
Diante da correção, Dilma soltou: “Não é Iotirama? Eu falei para vocês que não é Ibotirama”. “Vocês vejam o que é uma ótima assessoria. Eles acharam esse Ibotirama na internet”, soltou a presidente.
A cidade que Dilma queria citar é Toritama, no semi-árido de Pernambuco, conhecida por ser pólo de confecção de jeans.
A presidente também falou da criação de uma Secretaria Nacional de Irrigação e voltou a citar o Ministério das Micro e Pequenas e Médias Empresas, uma de suas promessas de campanha.

Governo e oposição se preparam para votação do mínimo

Agência Senado
Governo e oposição definem nesta terça-feira (22) suas estratégias para votação, na quarta-feira (23), do salário mínimo de R$ 545. Serão duas votações: pela manhã, na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e, à tarde, no Plenário do Senado.
Já o líder do PSDB, senador Alvaro Dias (PR), anunciou para as 14h30 desta terça-feira reunião com a bancada para discutir duas emendas: a que eleva o mínimo a R$ 600 e a que veda a possibilidade de fixação do valor do salário por decreto presidencial.
Também o líder do DEM, senador José Agripino (RN), deve reunir sua bancada nesta terça-feira para acertar a posição do partido, que pode tentar resgatar no Senado a emenda, rejeitada pela Câmara, que estabelecia o valor em R$ 560.

O Pajeú amou Orisvaldo

O sertão do Pajeú perdeu, ontem, o ex-deputado Orisvaldo Inácio da Silva (PMDB) aos 72 anos. Nascido em Alagoinha, onde ocorre hoje o seu sepultamento, Orisvaldo, médico vacionado e devotado, nunca imaginou trocar a missão de salvar vidas pela política. Foi o destino que o fez primeiro prefeito de Afogados da Ingazeira e depois deputado estadual. Há uma coisa que nem a morte pode fazer: o poder de apagar o legado dos homens. Na vida pública, o de Orisvaldo foi servir sem servir-se dos cargos que exerceu. Um bom arquiteto, ao planejar uma casa, presta cuidadosa atenção nos sonhos daqueles que vão nela morar. Orisvaldo cuidou do seu povo, seja como médico ou político, com igual semelhança. Era um homem de trato fácil, humilde, amigo, amante do seu sertão, das coisas simples e belas das suas paragens, como um pôr-do-sol. Com a morte dele virá o silêncio, o vazio. Nascerá em seu lugar a saudade, porque a saudade só floresce na ausência. Na vida, tudo que a gente ama deseja que permaneça para sempre. Mas tudo que a gente ama existe sob a marca do tempo. Efêmero é o pôr-do-sol, efêmera é a canção, efêmero é o abraço, efêmera é a casa construída para o resto da vida. O Sertão queria Orisvaldo para sempre. Mas a vida é como uma peça. Também tem o seu fim.
Por Magno Martins

Mínimo e comissões dominam debates na semana

Do G1
Dois temas devem dominar as discussões do Congresso Nacional nesta semana: a proposta do governo de reajuste do salário mínimo e as nomeações e indicações para comissões no Senado e na Câmara.No Senado, a proposta do governo que prevê o valor de R$ 545 para o novo salário deve ser votada na quarta-feira (23). O líder do governo, senador Romero Jucá (PMDB-RR), disse que apresentará nesta terça o requerimento de urgência da votação.
Na Câmara, devem começar na quarta as discussões em torno dos nomes que vão compor a comissão especial da reforma política, assunto tido como prioritário pelas duas Casas. Depois de ter sido aprovado pela Câmara com a rejeição de duas emendas que previam reajustar o valor para R$ 560 (do DEM) e R$ 600 (do PSDB), o projeto de valorização do mínimo apresentado pelo governo chega ao Senado com a previsão de receber na Casa as mesmas emendas. Uma delas é a que rejeita o artigo da lei que permite a fixação por decreto, até 2015, do valor do mínimo, com base nos critérios estipulados no projeto - reposição da inflação e aumento pela variação do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes. O artigo previsto na lei do governo tem sido uma das principais críticas da oposição.
“Isso [decreto] é uma afronta à Constituição. Ao estabelecermos que o governo está autorizado a fixar o salário mínimo por decreto estaremos rasgando a carta magna do país e não podemos fazer isso”, disse o líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias, ao comunicar as emendas que serão apresentadas pelo partido à proposta.O relator do projeto do governo, senador Romero Jucá (PMDB- RR)  disse que, na terça, pretende promover uma série de conversas com as bancadas da base aliada do governo, em busca dos votos necessários para a aprovação.

Vereadora do Recife pega ônibus para denunciar mobilidade

Após denunciar na tribuna da Câmara do Recife, Aline Mariano (PSDB), sentiu a ineficácia da mobilidade no Grande Recife. A tucana fez questão de tomar um coletivo, na volta para casa, depois de participar da prévia carnavalesca em Olinda. "O Recife, e cidades em seu retorno, não estão preparados para eventos de grande porte. A mobilidade é zero”, considerou. Segundo ela, por volta das 18h15 pegou um ônibus próximo ao Chevrolet Hall, na Agamenon Magalhães, mas só conseguiu chegar em sua casa, no Parnamirim, por volta das 20h. Esse é o preço que se paga para morar numa cidade com as vias estranguladas e obsoletas. Blog da folha

Sozinha, Priscila Krause vira alvo de petistas e aliados em sessão

Todos contra Priscila Krause. Assim pode se definir a sessão de hoje (21) no Plenário da Câmara dos Vereadores do Recife. Toda a bancada petista foi ao microfone para defender a gestão da Prefeitura do Recife. Críticas não faltaram. Parlamentares afirmaram diversas vezes que a oposição está fazendo "denúncias baratas, infundadas e sem a legitimidade que o debate exige", referindo-se aos casos das lonas e montagem dos palcos da Fundação de Cultura da Cidade do Recife (FCCR), levantados pelos opositores.
Os seis vereadores do PT, incluindo o presidente da Casa, Jurandir Liberal, rebateram as acusações da vereadora Priscila Krause (DEM). Liberal, inclusive, apresentou documentos que comprovam que a empresa responsável pela montagem dos palcos do Carnaval Multicultural já tinha vencido o processo licitatório e se adiantado no serviço. "Fizeram isso para não atrasar o cronograma", disse o parlamentar. Pela manhã, na Rádio Folha FM 96,7, a democrata cobrou documentação da licitação à FCCR e acusou que empresas estão trabalhando antes mesmo da divulgação do resultado. Blog da folha

TRE decide hoje cassação de Marivaldo Bispo

IZABELYTA GUERRA  
Está previsto para hoje o pronunciamento do desembargador do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), Francisco de Queiroz Bezerra Cavalcanti sobre o pedido de liminar que solicita a supensão da cassação dos mandatos do prefeito da cidade de Itaiba, Marivaldo Bispo
(PMDB) e do vice, Juliano Martins (PSDB), expedida pelo  juiz da comarca local, Evandro de Melo Cabral, no último dia 15.  Os gestores tiveram o pedido de cassação deferido, baseado em denúnicas de compra de voto e abuso de poder político e econômico. Caso a liminar seja aceita, o peemedebista e o tucano - irmão do deputado Claudiano Martins Filho (PSDB) - poderão retornar as suas funções ao mesmo tempo em que aguardam a decisão da Justiça de convocar ou não novas eleições para o município.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Jarbas Vasconcelos, na mesma linha de José Serra, apoiará o salário mínimo de 600,00

O senador Jarbas Vasconcelos (PMDB) anunciou no Recife que na votação do novo salário mínimo, na próxima quarta-feira, no Senado, defenderá o ponto de vista do ex-candidato a presidente José Serra: R$ 600,00.

Aba da serra, São Joaquim do Monte: Convite festa a fantasia

Minha gente,
vejam o convite da nossa festa de fantasias!
poder celebrar a vida simplesmente dançando, curtindo um som legal e sobretudo encontrando os amigos!
tudo é pretexto pra festejar a vida! e viva o carnaval!
peço-lhes divulgar este evento e enviar pra sua lista de amigos.
reserve sua mesa e garanta seu espaço.
quem vier de longe tem a pousada, ligue com antecedência e garanta seu apto.
estamos aqui, preparando o espaço para recebê-los com mto axé e alegria,
abraços,
Socorro, Paula, Margarida e Fernando!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!muita gente, a irmandade!  rsrsrsrrsrsrsr
e somos mto mais!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Afogados da Ingazeira de luto oficial pelo falecimento do ex-prefeito Orisvaldo Inácio

O prefeito de Afogados da Ingazeira, Totonho Valadares (PSB), decretou luto oficial por três dias pelo falecimento do médico, ex-prefeito do município e ex-deputado estadual, Orisvaldo Inácio da Silva. Uma série de homenagens está sendo realizadas pela Prefeitura.  Às 10h, Valadares, o vice-prefeito Augusto Martins e secretários municipais passam no velório, que acontecerá na Câmara de Vereadores.

“É com muito pesar que recebemos a notícia de falecimento do ex-prefeito de Afogados da Ingazeira e do ex-deputado-estadual, Orisvaldo Inácio. Deixa um legado na vida política e profissional para toda a região do Pajeú. À família, nossas condolências e força para continuar caminhando”.

Como exige a ordem da precedência nas cerimônias oficinais, os pavilhões das bandeiras municipal, estadual e nacional vão ficar ao meio mastro em frente da sede da Prefeitura como luto oficial. De 1989 a 1992, Totonho Valadares foi vice-prefeito de Dr. Orisvaldo Inácio e, na mesma gestão, acumulou a função como secretário de infraestrutura de Afogados da Ingazeira. De 1993 a 1996, Valadares foi prefeito.

Sérgio Guerra perde apoio no Congresso para continuar na presidência do PSDB

Da Folha.com
O presidente nacional do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE), perdeu a quase unanimidade que havia em torno de sua permanência no cargo entre as bancadas tucanas no Congresso. Enquete feita pela Folha mostra que Guerra tem a preferência de 23 dos 53 deputados eleitos em outubro, mas 19 agora afirmam que é muito cedo para fechar com ele. Entre os dez senadores do PSDB, Guerra tem três apoios contra seis indefinidos. Um não quis opinar.

O quadro é bem diferente de três semanas atrás, quando 53 de 55 deputados tucanos, entre atuais e da legislatura passada, assinaram um abaixo-assinado em favor da manutenção do presidente. Guerra minimizou a perda de apoio. Disse ter mais votos em sua própria contabilidade e acreditar que os colegas não foram "explícitos". Ele afirmou que os congressistas podem ter recuados nos apoios públicos após o ex-governador José Serra (SP) passar a ser cotado para a presidência do partido. "A possibilidade de o Serra (se candidatar) faz com que as pessoas não arrumem confusão", disse Guerra.

Um deputado do PSDB-SP que pediu anonimato também atribuiu a mudança à movimentação de Serra e disse que o ex-governador "está falando com todo mundo" sobre a candidatura. Serra tem evitado comentar publicamente o assunto. Entre os deputados paulistas, só 3 de 13 optaram por Guerra. Aliado de Serra, o senador Aloysio Nunes (SP) preferiu dizer que é "muito cedo" para definir um nome e disse que calcular os apoios é "ruim para o partido".

O deputado paulista Vaz de Lima, que também não quis fechar com um nome, disse que Serra pode ser o presidente. "Mais do que ninguém, ele incorpora o sentimento de oposição", disse. A única que deu apoio declarado ao candidato derrotado à Presidência foi Mara Gabrilli (SP): "Por incrível que pareça, acho Serra superagregador", disse. Sob o comando do senador Aécio Neves, para quem Guerra é o "candidato natural", a bancada mineira está quase toda unida em torno do atual presidente: 7 de 8 deputados. Só Eduardo Barbosa não quis se pronunciar.

A eleição do PSDB deve ocorrer em 29 de maio. Os congressistas titulares --mesmo quem está licenciado-- são uma parcela dos eleitores. Segundo o PSDB, votam ainda o Diretório Nacional, composto de mais de 200 nomes, delegados de todos os Estados e do DF e os suplentes que estiverem ocupando cargo no Congresso.

Com "Lei Tiririca", começa reforma política possível

Do Estadão

A proposta de reforma política que começa a ser debatida no Congresso, a partir de terça-feira, deve aprovar uma mudança radical na eleição de deputados. Há uma grande chance de os partidos condenarem à morte o atual sistema proporcional, baseado em coeficiente eleitoral. No lugar entraria o voto majoritário simples. Traduzindo: quem tem mais votos é eleito.

Hoje, as vagas são distribuídas conforme o número de votos recebidos pela legenda ou coligação. Levando em conta esse resultado, o partido tem direito a um número de eleitos, mesmo que alguns tenham menos votos que outros candidatos.

A mudança tornará inútil a figura do candidato puxador de votos, geralmente representado por algum político importante ou por celebridades. Tanto que a proposta do voto majoritário simples foi, ironicamente, apelidada de "Lei Tiririca" - ela impedirá justamente a repetição do fenômeno provocado pela eleição do palhaço, deputado pelo PR de São Paulo.

Tiririca teve 1,35 milhão de votos e ajudou a eleger candidatos bem menos votados, como Vanderlei Siraque (PT-SP), que somou 93 mil votos, menos que outros dez candidatos não eleitos.

Em eleições passadas, outros puxadores levaram a Brasília uma bancada de candidatos nanicos, como Enéas Carneiro e Clodovil Hernandez, ambos já falecidos e campeões de votos em 2002 e 2006, respectivamente. Há nove anos, Enéas foi escolhido por 1,5 milhão de eleitores e puxou mais quatro deputados, incluindo Vanderlei Assis de Souza, com ínfimos 275 votos.

"É um pouco chocante. Alguém que teve 128 mil votos não pode decidir em nome do povo, e quem teve 275 votos pode", diz o vice-presidente Michel Temer (PMDB), defensor do voto majoritário simples. "Os partidos não vão mais buscar nomes que possam trazer muitos votos, nem vão procurar um grande número de candidatos para fazer 2,3 mil votos ou menos, só para engordar o coeficiente eleitoral."

Se aprovada, a "Lei Tiririca" vai gerar um imediato efeito colateral: tornará inúteis as coligações partidárias nas eleições proporcionais. Hoje, os partidos se aliam para formar chapas para somar forças e produzir um alto coeficiente. Na nova regra, uma aliança partidária não produz qualquer efeito.

Unificação. Outra mudança em debate é a unificação das eleições e a coincidência de mandatos. A proposta é de consenso difícil, mas tem alguma chance de ser aprovada se entrar em vigor para eleições futuras, sem afetar os direitos de quem tem mandato e pode se reeleger.

Se houver consenso, os próximos prefeitos e vereadores serão eleitos em 2012 para mandato de dois ou de seis anos. No primeiro caso, menos provável, as eleições unificadas ocorreriam já em 2014. Se for um mandato de seis anos, a unificação ficaria para 2018.

Apesar da complexidade da proposta e do lado pouco prático - criaria uma supereleição em um único dia -, a ideia da reforma política, desta vez, é que ela não cometa o erro de sempre: uma debate inchado de propostas que, apesar de defendida como prioritária por todos os políticos, sempre acaba patinando. Pior: alterações significativas, como fidelidade partidária, verticalização das alianças e seu fim, acabaram sendo decididas por ordem do Poder Judiciário.

Por isso, veteranos do debate acreditam que a reforma só tem chance de passar se for restrita a poucos pontos. Em 2009, o Senado aprovou um texto que a Câmara ignorou, por não ter sido negociado em comum acordo. "Se vierem poucos pontos, pode sair. Caso contrário, não", diz o deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP), principal líder político do partido que, no passado, ajudou a derrubar o projeto que criava a cláusula de barreira para legendas que não somassem 5% do total de votos para a Câmara Federal, o que praticamente inviabilizaria a atividade desses partidos.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Aécio vê autoritarismo durante a votação

RIO DE JANEIRO (AE) - O senador Aécio Neves (PSDB-MG), uma das principais lideranças da oposição, fez ontem no Rio duras críticas à forma como o aumento do salário mínimo foi apresentado e aprovado na Câmara dos Deputados. Sem entrar no mérito da discussão sobre o valor, ele se concentrou no que chamou de forma “autoritária” do Governo lidar com a questão. “Esta é a primeira relação da presidente eleita com o Congresso Nacional. Acho que o Governo tem todo direito de defender sua proposta para salário mínimo, mas tem que fazer isso como prevê a Constituição: anualmente e por lei. É uma violência enorme esta tentativa de subjugar o Congresso Nacional, buscando aprovar a partir de agora a majoração do salário mínimo via decreto”, disse.
Segundo ele, além de contrariar “violentamente” a Constituição, esta forma “foge à lógica”. “Me chamou muito a atenção uma declaração durante esta semana do ministro das Relações Institucionais. Quando perguntado como seria a votação, ele disse ‘a ordem é votar‘. Um governo que assume dando ordens ao Congresso Nacional traz consigo um viés autoritário que não é bom para a democracia.”

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

DEVA DE ZACARIAS PÕE NOME NA DISPUTA EM TUPARETAMA

O vereador Deva de Zacarias (PSB),  um dos mais votados na historia de Tuparetama, está lançando o nome a prefeito da cidade.  "Estou em constante debate com meu grupo,com o PSB estadual e os deputados Ângelo Ferreira e Danilo Cabral, que apoiamos aqui em Tuparetama. Eles tem apoiado este projeto. Estamos no paréo, mas   abertos a dialógo, disse.
Vitalino Patriota, hoje diretor da Ciretran regional,  sua esposa Vanilda Patriota,  o vice prefeito Romero Perazzo, também estão no páreo. 
Por Marcello Patriota

Paraíba paga salário a 71 funcionários mortos

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Da Folha de São Paulo
Mais de mil funcionários contratados para atuar no setor de educação da Paraíba constam da folha de pagamento mas não davam expediente. Destes, pelo menos 71 já estavam mortos. A presença de fantasmas na Secretaria de Educação foi revelada após o governo iniciar um recadastramento dos servidores em algumas secretarias do Estado. Além dos 71 mortos, a lista inclui 44 funcionários que vivem no exterior e 187 aposentados que recebiam tanto do governo quanto do INSS. Outros 62 funcionários não foram localizados durante o recadastramento e, por isso, engrossam a lista de fantasmas no Estado.
Os funcionários recebiam de um a dois salários mínimos mensais, o que corresponde a uma faixa salarial entre R$ 540 a R$ 1.080. Também constam como irregulares outros 1.327 servidores comissionados que estavam à disposição do governo para trabalhar em outras secretarias, quando apenas efetivos podem ser emprestados para outros setores. O prejuízo total para os cofres públicos pode chegar a R$ 2,5 milhões ao mês. A Secretaria de Administração da Paraíba diz que todos os nomes de quem não foi localizado ou tiver sido identificado fora de suas funções já foram excluídos da folha de pagamento do Estado.
O levantamento foi feito após a posse do governador Ricardo Coutinho (PSB), em janeiro. A nova administração culpa o governo anterior, de José Maranhão (PMDB), pelas irregularidades. A Paraíba é um dos Estados que mais gastam com funcionalismo, com cerca de 55% da receita destinada ao pagamento. Segundo a Lei de Responsabilidade Fiscal, os Estados não podem gastar mais do que 46,55% para o pagamento de pessoal. De acordo com o secretário estadual de Administração, Gilberto Carneiro, as pessoas que recebiam sem trabalhar devem responder na Justiça e podem ser obrigadas a restituir o Estado.
Os documentos e a lista dos servidores serão enviados para a Procuradoria-Geral do Estado. No caso dos servidores mortos, a família pode ser responsabilizada caso fique comprovado que alguém se passava pelo servidor para receber o salário.
Outro ladoMaranhão disse, por meio de sua assessoria, que a informação de que havia servidores fantasmas na Secretaria da Educação não passa de um "factoide" da nova gestão. Ele falou que o governo "está criando um fato que não existe". Francisco de Sales Gaudêncio, secretário da Educação no governo anterior, disse que não teve conhecimento da existência de servidores fantasmas. "Esse assunto de pessoal é controlado pela Secretaria de Administração."
Já segundo o ex-secretário de Administração Antônio Fernandes, a responsabilidade por informar se um funcionário não vai ao serviço é dos diretores das escolas e dos responsáveis por cada secretaria do Estado.

STF manda Ninho assumir na Câmara

GILBERTO PRAZERES e RENATA BEZERRA DE MELO   
Primeiro suplente pelo critério partidário, o ex-prefeito de Igarassu Severino Ninho (PSB) conquistou o direito de substituir na Câmara dos Deputados o seu correligionário Danilo Cabral, que se licenciou do mandato para comandar a Secretaria das Cidades do Estado. Em decisão monocrática, o ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Mello acolheu o mandado de segurança preventivo impetrado por Ninho, afastando do posto Vilalba de Jesus (PRB) - que ocupa a vaga pelo critério de coligação. “Defiro medida acauteladora pretendida para que se observe, ante o afastamento do deputado Danilo Jorge de Barros Cabral, o suplente do partido que capitaneou a respectiva eleição, ou seja, do Partido Socialista Brasileiro”, diz o texto assinado pelo ministro.