sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Dilma está sem rumo

Dilma está sem rumo. A recente entrevista da presidente onde tentou lavar as mãos sujas com o lamaçal da Petrobras só demonstra o quão perdida ela se encontra. E ainda age de má fé ao querer jogar na década de 1990 a responsabilidade da corrupção que se desenvolveu nos governos do PT. A única coisa que podemos concluir é que a presidente não consegue pensar em nada para sair da crise. Está sem rumo, desesperada e parte para mentiras. A diferença é que após o estelionato eleitoral de 2014 o brasileiro agora está vacinado. Sabe, por exemplo, que não cola essa desculpa de que o reajuste da tabela do Imposto de Renda de acordo com a inflação "não cabe no Orçamento".O brasileiro hoje sabe que, quando é para empresas financiadoras de campanhas do PT, o dinheiro nunca faltou no Orçamento. Só falta para o bolso do trabalhador que continua pagando pela crise fiscal que Dilma criou.

DILMA: FUNCIONÁRIO FOI CORRUPTO, NÃO PETROBRAS

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A presidente Dilma Rousseff disse, nesta sexta (20), que os casos de corrupção investigados pela Operação Lava Jato não podem ser creditados às empresas, mas sim a funcionários que praticaram as irregularidades; "Nós iremos tratar as empresas tentando, principalmente, considerar que é necessário gerar emprego e renda no Brasil. Isso não significa de maneira nenhuma ser conivente ou apoiar ou impedir qualquer investigação ou qualquer punição a quem quer que seja, doa a quem doer. Eu não vou tratar o caso Petrobras como a Petrobras tendo praticado malfeitos. Quem praticou malfeitos foram os funcionários da Petrobras, que vão ter que pagar por isso" afirmou; Dilma também cutucou o ex-presidente FHC; "Se em 1996 e 1997 tivessem investigado e tivessem naquele momento punido, nós não teríamos o caso desse funcionário que ficou quase 20 anos praticando atos de corrupção", disse; ex-funcionário da Petrobras, Pedro Barusco afirmou, em delação, que começou a receber propina em 1997

Para Aécio, Dilma tenta 'zombar' dos brasileiros

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Senador mineiro critica “reaparecimento” da presidente após dois meses de “conveniente silêncio” para afrontar a inteligência da nação; Aécio convocou coletivo para rebater as declarações de Dilma de que, que se tivesse sido investigada nos anos 1990, época do governo do correligionário FHC, a corrupção na Petrobras não teria alcançado as atuais proporções; Dilma se referia ao depoimento do gerente da estatal Pedro Barusco, que disse em depoimento ter recebido propina já em 1997

FHC sugere "exame de consciência" a Dilma

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Em resposta às declarações da presidente Dilma Rousseff de que o esquema de corrupção das empreiteiras que prestam serviço à Petrobras começou em 1996, o ex-presidente FHC, que estava no exercício do mandato à época, disse hoje que "em vez de tentar encobrir suas responsabilidades", Dilma "deveria fazer um exame de consciência"; "A excelentíssima presidente da República deveria ter mais cuidado e, em vez tentar encobrir suas responsabilidades jogando-as em mim, que nada tenho a ver com o caso, fazer um exame de consciência e assumir que pelo menos foi descuidada ao não recusar a compra da refinaria de Pasadena e aguardar com maior serenidade que se apurem as acusações que pesam sobre o seu governo e de seu antecessor"

OPOSIÇÃO QUER PRESENÇA DE LULA NA CPI DA PETROBRAS


Integrantes da bancada de oposição no Congresso defendem a ida do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para prestar esclarecimentos na nova CPI da Petrobras, que será instalada na próxima semana na Câmara; fato de Lula ter recebido representantes de empreiteiras investigadas na operação Lava Jato é o motivo principal; "Se ele for honesto, se disporia a depor na CPI. Nenhum homem público pode se negar a falar sobre o que fez", disse o deputado Rubens Bueno (PPS-PR); também são a favor de um convite para que o ex-presidente sente na cadeira da CPI o senador Ronaldo Caiado (DEM) e o líder do DEM na Câmara, Mendonça Filho; senador Aécio Neves (PSDB), entretanto, descartou a medida

Por uma democracia mais... Democrática!

Por José Serra*
Já mencionei aqui a existência de uma espécie de cláusula pétrea do petismo que consiste em empregar o máximo de palavras para expressar um mínimo de conteúdo. Quem duvida deve ler as 470 páginas da mensagem que a presidente Dilma Rousseff enviou ao Congresso. Destaque-se que, pela enésima vez, o governo fala em reforma política, agora com uma novidade: desta feita nada sugeriu - nem mesmo aquelas ideias alucinadas de plebiscito para definir forma de financiar campanhas políticas. Limitou-se a dizer que espera do Congresso a iniciativa e a materialização das propostas. Permito-me aceitar o desafio, não porque assim quer Dilma, mas porque a reforma é necessária. A questão é saber como e por onde começar.
Volto ao tema do voto distrital, projeto que apresentei depois da Constituinte. Eu era deputado federal e constatei, então, a imensa dificuldade para alterar o sistema de eleição de deputados, apesar de todos os seus defeitos, entre os quais aponto três: os elevadíssimos custos das campanhas eleitorais, o excesso de candidatos e a fraca representatividade dos parlamentares eleitos. Por que é tão difícil mudar se os defeitos são tão evidentes? Porque muitos parlamentares temem que a alteração das regras eleitorais ponha em risco a meta que lhes é mais preciosa: a reeleição.
No início da década passada, depois da eleição presidencial que perdi (2002), levantei uma hipótese nova e propus ao então líder do PSDB na Câmara, deputado Jutahy Jr. (BA), que a transformasse numa proposta de emenda constitucional (PEC). Depois da eleição de 2010 sugeri ao recém-eleito senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) que reapresentasse essa PEC.
A ideia é promover o sistema distrital nas eleições de vereadores dos grandes municípios, os com mais de 200 mil eleitores. São 90 municípios, onde moram 38% dos eleitores. Ao trabalhar a emenda, o senador concluiu que o novo sistema poderia ser criado mediante lei ordinária. Uma PEC só seria necessária para implementar o voto distrital para deputados.
Na expectativa de que a mudança pudesse valer para as eleições de 2012, fiz uma peregrinação junto a presidentes e líderes de todos os partidos à procura de apoio. O projeto acabou não prosperando, mas a romaria foi útil: percebi não haver resistências insuperáveis a tal mudança.
A introdução no organismo político de um vírus benigno - que gera anticorpos contra o peso do poder econômico e a favor do aumento da representatividade dos eleitos - é viável e necessária. Basta mencionar que dois anos depois de cada eleição cerca de três quintos dos eleitores não lembram o nome do parlamentar em quem votaram! O que dizer, então, da cobrança de desempenho, coerência, cumprimento de promessas?
Sobre os custos de campanha, é suficiente citar um exemplo eloquente: o Município de São Paulo tem 8,8 milhões de eleitores. Nas eleições municipais de 2012 houve 1.277 candidatos, caçando votos em todos os cantos da cidade e em todos os segmentos sociais. Evidentemente, alguns deles têm fortes redutos eleitorais, mas, sob a pressão da concorrência, ninguém deixa de ultrapassar suas fronteiras. Isso aumenta imensamente o custo do voto per capita, sem falar no imenso número de postulantes.
No sistema distrital, a cidade de São Paulo seria dividida em 55 regiões eleitorais - esse é o número de vereadores da capital paulista. Cada um desses distritos, com aproximadamente 160 mil eleitores, elegeria um representante. Haveria apenas um candidato por partido, de modo que, num distrito, dificilmente se ultrapassaria o número de 10 ou 15 postulantes. Imaginem, caros leitores, a economia em matéria de gastos eleitorais. No caso das 90 cidades brasileiras com mais de 200 mil eleitores, essa economia seria da ordem de R$ 5 bilhões, segundo estimativas da nossa assessoria no Senado!
Recentemente participei de um debate no Instituto de Direito Público, dirigido pelo ministro do STF Gilmar Mendes, com o vice-presidente Michel Temer e o presidente do TSE, Dias Toffolli, figuras altamente qualificadas para tratar do tema. Por isso mesmo considerei valiosa a opinião de ambos sobre minha proposta: a introdução do voto distrital nos grandes municípios poderia ser uma experiência decisiva para testar o modelo e, paralelamente, quebraria a modorra nacional em matéria de reforma política, hoje diretamente proporcional à distância entre o tanto que se menciona o tema e o nada que se faz a respeito.
Mediante contribuições da consultoria do Senado, de ministros e ex-ministros do STF, bem como de advogados especializados em Direito Eleitoral, reelaboramos o projeto com vista, inclusive, a habilitá-lo a entrar em vigência nas eleições de 2016. Para isso tem de ser aprovado até o fim de setembro deste ano.
Todos temos convicções, pontos de vista, ideologia, afinidades eletivas, gostos. São coisas legítimas e fazem parte do jogo. Mas é preciso reconhecer que há benefícios para a sociedade que não têm coloração partidária. Baratear as campanhas eleitorais, aproximar o eleitor do eleito, permitir que a população acompanhe e avalie mais de perto o trabalho do seu parlamentar, tudo isso, convenham, compõe apenas matéria de civilização.
O PSDB não tem opinião formada a respeito. Não cheguei a avaliar, confesso, se o modelo que proponho será benéfico ou maléfico para o meu partido. Mas estou certo, isso sim, de que ele representa um grande avanço para o povo brasileiro.
Os dias andam tristes. A reputação da política e dos políticos está sujeita a mais especulação do que as ações e o futuro da Petrobrás. É preciso restaurar a dignidade dessa atividade, que é o único seguro que temos contra as ditaduras.
O voto distrital nos municípios, já em 2016, é o primeiro passo de uma restauração moral que pode dar-se alargando o espaço da democracia. Pense nisso e se engaje nesse esforço. Não é uma bandeira partidária. Não é uma bandeira ideológica. Não é um projeto de poder. Trata-se apenas de tornar mais democrática a... democracia!
*Senador da república, ex-prefeito e ex-governador de São Paulo

Tem boas chances de passar na Câmara o projeto de autoria de Mendonça Filho (DEM-PE) proibindo fusão de partidos políticos que não tenham cinco anos de registro no TSE. O alvo do projeto é o ministro Gilberto Kassab (Cidades), que criou o PSD e está recriando o PL. Após a recriação, o PL se fundiria com o PSD para engrossar a base de sustentação da presidente Dilma Rousseff.


LAVA JATO: MP QUER RESSARCIMENTO DE R$ 4,4 BI DE EMPRESAS


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O Ministério Público Federal do Paraná vai pedir o ressarcimento de R$ 4,47 bilhões de executivos e empreiteiras envolvidas no esquema de corrupção da Petrobras; a devolução dos recursos é uma das medidas que constam das ações de improbidade que a promotoria apresentou à Justiça nesta sexta (20); procuradores querem ainda que as empresas sejam proibidas de fechar novos contratos com a administração pública

Levy ouve elogios ao 'pragmatismo' de Armando

Outra revelação de Vera Magalhães, hoje na Folha de S.Paulo:
Joaquim Levy (Fazenda) passou o Carnaval em Washington, onde teve reuniões com integrantes do governo norte-americano, congressistas e executivos de multinacionais.
Levy se encontrou com o ex-embaixador dos EUA no Brasil, Thomas Shannon, hoje conselheiro do secretário de Estado, John Kerry. Ouviu elogios ao "pragmatismo" do colega Armando Monteiro (Desenvolvimento), que esteve na cidade alguns dias antes.

TODO MUNDO CORROMPE UM POUQUINHO



Michel Filho: São Paulo - SP 18/12/12, Governadores de vários estados e partidos, estiveram hoje à tarde no Instituto Cidadania, zona sul da cidade,  para encontro de apoio ao ex-presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, citado nos depoimentos de Marcos Valério. Na foto,
Presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto critica a cultura da corrupção no país e afirma ter sido procurado por várias empreiteiras que relataram dificuldades que estariam enfrentando: “No caso da Lava Jato, tem a ver com as mazelas do País. Para vencer as dificuldades que a gente tem muitas vezes nas empresas, como questões burocráticas, as pessoas usam de expedientes condenáveis”; ‘No Brasil, infelizmente, é assim. Todo mundo corrompe um pouquinho. A gente tem uma cultura de comprar facilidade, que é ruim’, acrescentou

Governo Dilma !!!


Impunidade à vista

Por sete votos a um, uma decisão do plenário do STF, na quinta-feira passada, reafirmou o entendimento de que é necessária a aprovação de dois terços das assembleias legislativas estaduais para o STJ processar governadores.
A subprocuradora da República Ela Wiecko reclamou, lembrando o paradoxo que se avizinha na Lava-Jato.
Enquanto senadores e deputados serão processados sem obstáculos, qualquer governador que tenha apoio político na assembleia ficará impune. (Lauro Jardim - Veja Online)

Copa: elefantes brancos, prejuízo R$ 10 milhões

O prejuízo de três "elefantes brancos" da Copa – os estádios Mané Garrincha (Brasília), Arena da Amazônia (Manaus) e Arena Pantanal (Cuiabá) – para os respectivos contribuintes já atingiu pelo menos R$ 10 milhões desde o fim do Mundial, de acordo com um levantamento feito pela BBC Brasil.
Os dados, de difícil acesso, são incompletos e portanto a conta é uma estimativa. Após três meses de contato com governos e administração dos arenas, a busca iniciada em dezembro não obteve um resultado exato para o balanço (custo de manutenção x arrecadação mensal) desses estádios desde o fim da Copa do Mundo.
A BBC Brasil procurou obter também informações sobre o quarto "elefante branco" do torneio, a Arena das Dunas, de Natal, sem sucesso. Manaus, Natal, Cuiabá e Brasília não são cidades com tradição no futebol.
Por isso, ao serem escolhidas como sedes da Copa do Mundo, despertaram críticas pelo alto investimento público em estádios que corriam risco de ficar sem uso. (Da BBC - Renata Mendonça)

PT: Dilma não pode jogar crise sobre trabalhador

Josias de Souza (Blog)
Francisco Rocha, o Rochinha, é um petista de mostruário. Preside a Comissão de Ética do PT e coordena a corrente majoritária da legenda, à qual pertence Lula. Nesta quinta-feira (19), ele veiculou no site do partido um artigo que expõe o drama do petismo. No texto, ele diz que Dilma Rousseff não pode jogar o peso da crise econômica sobre os ombros dos trabalhadores.
Rochinha resumiu o que chamou de ‘X da questão’ nos seguintes termos: “O PT, que nasceu do meio das classes sociais dos pobres, operários, comunidades, não pode sair dos trilhos da esquerda. Um governo, seja ele qual for, eleito pelo Partido dos Trabalhadores e por outros partidos de esquerda, especialmente no caso da reeleição da presidenta Dilma no segundo turno, não pode, em hipótese alguma, jogar o peso da crise econômica –criada sobretudo por ganância de especuladores financeiros– nas costas do povo pobre e trabalhador.”
O artigo de Rochinha foi ao ar na internet no mesmo dia em que Dilma recebeu no Planalto, fora da agenda oficial, os ministros Joaquim Levy (Fazenda), Nelson Barbosa (Planejamento) e Carlos Gabas (Previdência). A presidente discutiu com os três a tramitação legislativa das medidas provisórias 664 e 665, contra as quais o PT de Rochinha se insurge. São aquelas medidas que dificultam o acesso dos trabalhadores ao seguro desemprego, ao abono salarial, à pensão por morte e ao auxílio doença.
Dilma preocupou-se em afinar o discurso com os ministros porque o governo terá de sair da toca na semana que vem para convencer seus apoiadores no Congresso a aprovar os ajustes. A presidente deseja que Levy, Gabas e especialmente Barbosa auxiliem os operadores políticos do Planalto nos encontros que terão com líderes dos partidos governistas.
Ecoando um discurso feito pelo presidente do PT, Rui Falcão, na festa de aniversário de 35 anos da legenda, Rochinha sugere que o governo lance um olhar para fora do Legislativo. “É preciso manter diálogo constante com as classes sociais, movimentos sindicais ao lado daqueles que em boa parte foram os principais responsáveis pelo crescimento do partido e sustentação dos governos Lula e Dilma.”
Dilma esgrime a tese segundo a qual seu governo não está suprimindo direitos, mas corrigido “distorções” que oneram os benefícios sociais. Espera economizar R$ 18 bilhões. Sem consultar a calculadora, Rochinha acha que dinheiro poderia ser retirado de outro lugar:
“Reconhecemos as dificuldades que o Brasil e o mundo passam em relação à economia, mas chegou a hora de nos mobilizarmos para fazer com que o preço da crise econômica do Brasil seja pago por aqueles que acumularam grandes fortunas às custas da mão de obra da classe trabalhadora.” Ele quer taxar os “ricaços do Brasil”.
De acordo com a mais recente pesquisa do Datafolha, 60% dos brasileiros acham que Dilma mentiu na campanha presidencial. Desse total, 46% avaliam que a candidata disse mais mentidas do que verdades. E 14% acham que ele vocalizou apenas mentiras. Sem fazer menção à sondagem, Rochinha toma as dores dos eleitores que deram mais quatro anos de mandato para Dilma.
Na visão do dirigente petista, Dilma foi reeleita com os votos “de esquerda e progressistas que, mesmo não fazendo parte do PT, foram para as ruas defender um projeto de inclusão social” iniciado sob Lula há 12 anos. Agora, escreve Rochinha, “doa a quem doer, o PT precisa assegurar para essa camada da população que seus esforços não foram em vão.”
Rochinha indica o caminho a seguir: “É preciso mostrar para o povo, que não haverá desvio, e que o partido e o governo se manterão nos trilhos a qualquer custo, comprometidos com os direitos sociais e orientados pela ideologia de esquerda.”
Por alguma razão que a lógica desconhece, o coordenador da corrente majoritária do PT acredita que um governo que tem em Renan Calheiros (PMDB-AL) um de seus pilares de sustentação legislativa pode se considerar “de esquerda''. Por algum outro motivo que foge à compreensão, Rochinha também ignora que toda ideologia precisa ser baseada num orçamento. O mais dramático é que Rochinha não está só. Ele traduz o pensamento médio do PT.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Depois do carnaval

Carlos Chagas
A força da afirmação geralmente é maior do que a força da negação. Se alguém acusa determinado cidadão de ladrão ou assassino, por mais que ele negue será maior a impressão de tratar-se de alguém culpado e condenado. A dúvida, prejudicando a imagem do infeliz, permanecerá contra ele. É assim que as coisas funcionam, com raras exceções.
Afirma-se que os escândalos na Petrobras emergiram no governo Lula, estendendo-se até o governo Dilma. Pode até ser que a roubalheira na estatal se tenha multiplicado a partir da subida do PT ao poder, mas alguém negará que vem de antes? Fica, no entanto, a versão afirmativa.
Vale o mesmo para a campanha que há tempos denuncia a fragilidade dos políticos e os compara a marginais. Claro que tem muitos vigaristas na atividade, gente que precisaria estar na cadeia, mas será justo generalizar serem todos bandidos? Tem políticos honestos e competentes, no Congresso e fora dele, ainda que diminuindo de número, de ano para ano.
Da mesma forma como na administração pública. Existem ministros que jamais mereceriam ter sido nomeados, pessoas sem a menor capacidade de exercer suas funções, escolhidos por fatores corporativos, fisiológicos ou desimportantes. Mas pode-se verificar no ministério e nos escalões subsequentes quem justifique seus vencimentos e seu trabalho.
Seria bom que depois do Carnaval a poeira começasse a assentar e o bom senso prevalecesse, independente de partidos, grupos e até quadrilhas que evoluem em torno do governo. Porque, caso contrário, caminharemos para o precipício, ou seja, a negação de todos os valores que deveriam pautar a vida em sociedade. Um pouco de otimismo não faz falta a ninguém, sejam os donos do poder companheiros, tucanos, socialistas ou conservadores. Ruim com eles, pior sem eles.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Fora Dilma !!!


VENHAM DE VERDE E AMARELO - TRAGAM SUA BANDEIRA E SUAS FAIXAS


Beija-Flor é campeã no Rio de Janeiro

Do G1
A Beija-Flor de Nilópolis, com seu enredo de exaltação da cultura e da alma africana, venceu o carnaval carioca, superando a polêmica do apoio recebido da Guiné Equatorial – país que vive sob ditadura e que foi homenageado no desfile.
Terceira escola a entrar na Sapucaí na segunda-feira, segunda noite do Grupo Especial do Rio, a azul-e-branca da Baixada Fluminense conquistou nesta quarta-feira seu 13º título, com apenas um décimo perdido na apuração.
"Sentimento é de dever cumprido", comemorou o intérprete Neguinho da Beija-Flor, chorando muito.
Na quadra lotada, com gritos de "A campeã voltou", a torcida comemorava o título que não era conquistado desde 2011. Os outros campeonatos vencidos foram em 1763 ,1977, 1978, 1980, 1983, 1998, 2003, 2004, 2005, 2007 e 2008.

Um testemunho corajoso da era Collor

Entre os livros que devorei no Carnaval, o que mais me impressionou foi o de Rosane Malta, a ex-primeira-dama do País, que assinava por Rosane Collor, ex-mulher do ex-presidente Collor. Não há revelações bombásticas que já não tenham sido especuladas pela mídia, mas o testemunho de Rosane, feito de forma muito seguro, impressiona pela sua coragem.
Separada de Collor, Rosane move um processo de pagamento de pensão e de tudo que tinha direito ao longo dos 22 anos em que foi casada. Seu livro é um mergulho profundo na era Collor, que nunca mais será esquecida. A era em que se cassou um presidente da República logo após o período de redemocratização.
Rosane foi cortejada por Collor quando ainda usava uniforme escolar, aos 15 anos, em Canapi, interior de Alagoas, terra governada pela sua família Malta. Da pequena Canapi para o cenário nacional, levada pelo namorado e depois esposo, Rosane acompanhou crises de depressão e medo de suicídio do marido, além de humilhações públicas.
“Tudo o que vi e vivi” (R$ 39,90, editora LeYa) é a versão de Rosane Malta (agora com o nome de divorciada) sobre a sua relação com o ex-presidente apeado do poder. “Tudo o que digo no livro é verdade”, diz a ex-primeira-dama.
No livro, com 222 páginas, numa linguagem direta, Rosane revela que, mesmo vivenciando a conturbada rotina de primeira-dama, com muitas brigas conjugais, subiu a rampa do Palácio do Planalto após o impeachment, apertou a mão de Collor, e disse: “Levante a cabeça. Não abaixe, não. Seja forte”.
Em seu depoimento, Rosane confessa que Collor é o maior amor e a maior decepção de sua vida. Relata intrigas familiares, os rituais macabros que eram realizados na Casa da Dinda, os esquemas e a morte do ex-tesoureiro de campanha de Collor, Farias, o PC, Paulo Cesar, além do destino do dinheiro do esquema de corrupção.
No tempo em que ficou na Presidência da República, ela conta que Collor usava a Casa da Dinda para rituais que pudessem fortalecê-lo politicamente. O relato mais forte sobre as sessões realizadas pela Mãe Cecília, de confiança do ex-marido, envolveu fetos humanos.
“Cecília me contou que, certa vez, fez um trabalho para Fernando envolvendo fetos humanos. Ela pegou filhas de santo grávidas, fez com que abortassem e sacrificou os fetos para dar às entidades. Uma coisa terrível, da qual ela obviamente se arrepende. Quando eu soube disso, chorei copiosamente”, conta ele, no livro.
Um dos primeiros “trabalhos” dos quais Rosane teve notícia ocorreu quando Collor ficou enfurecido com a decisão de Silvio Santos de se candidatar à Presidência em 1989. E ainda mais com o apoio de José Sarney, seu inimigo político. O dono do SBT havia dito a Collor que não concorreria ao cargo, mas descumpriu o acordo. O candidato do PRN, então, encomendou um “trabalho”. Pouco depois, a candidatura de Silvio foi impugnada pelo Tribunal Superior Eleitoral.
 “O grande problema de Fernando era com Pedro. E o meu, com Thereza, a mulher dele”, revela Rosane, ao falar sobre o irmão de Collor, Pedro Collor, que provocou a queda do ex-presidente a partir de uma entrevista reveladora à revista Veja. Rosane afirma que o irmão caçula do ex-marido tinha ódio do ex-presidente. Segundo ela, Pedro sustentava que Fernando cantava Thereza.
“Acredito na tese de que os dois tiveram algo antes do meu casamento e Thereza continuou apaixonada. Eu também não duvido que tenha sido por Thereza, por essa obsessão que ela tinha pelo cunhado, que Pedro resolveu destruir o próprio irmão”, diz ela.
No período mais agitado da República desde a redemocratização, ela diz que não tinha dúvidas de que Collor era inocente. “Eu era muito nova, pouco experiente e acreditava no meu marido. Eu achava normal que as pessoas ajudassem Fernando espontaneamente, como fazia PC Farias”. Depois, no entanto, mudou de opinião e relatou que “algumas dúvidas foram surgindo”.
Rosane descreve o deslumbramento da jovem que desfrutou o poder: a dedicação ao figurino e as palavras elogiosas que trocou com a princesa Diana, além da amizade com Cláudia Raia e outras pessoas famosas. Conta que foi elogiada por Fidel Castro:
 “Esse presidente do Brasil é muito esperto. Arrumou uma esposa novinha e linda” teria dito o ditador cubano a Collor. Segundo Rosane, mesmo após o impeachment, Fidel continuou a enviar charutos da ilha caribenha ao ex-presidente.

Radicalização política avança no continente

A radicalização política está tomando conta da América Latina, constata Ilimar Franco, hoje na sua coluna do Globo. O mote da conflagração é o mesmo – avalia o colunista. Quem está na oposição acusa os governistas de antidemocráticos e ladrões. Quem esta no poder chama o oponente de golpista e inimigo dos pobres. Aqui no Brasil, ao entrar no 13º ano de poder, o PT, de Lula e Dilma, começa a viver o mesmo ambiente. A oposição os acusa de corruptos e os governistas a chamam de golpista.
‘Esse embate ocorre desde que Hugo Chávez chegou ao poder na Venezuela (1998). Impasse semelhante tem marcado os mandatos de Evo Morales, na Bolívia, a partir de 2006. O peronismo, liderado desde 2003 pelos Kirchner, Nestor e Cristina, vive esse drama na Argentina.’

Maioria quer o fim da reeleição

Dos 34 deputados titulares integrantes da recém-instalada comissão especial sobre a reforma política, pelo menos 23 são favoráveis ao fim da reeleição do presidente da República, dos governadores e dos prefeitos. A maioria (22) também é favorável à coincidência da data das eleições, conforme enquete realizada pela Agência Câmara, que mostra a tendência anterior ao início dos debates da comissão. Responderam ao questionário 28 dos 34 membros titulares.
O fim da reeleição e a coincidência das eleições municipais com as eleições estaduais e federal a partir de 2018 estão previstos na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 352/13, que será a base do início dos debates da comissão especial. “Acredito que o fim da reeleição é um ponto de convergência de quase todos os parlamentares”, opina o deputado Victor Mendes (PV-MA).
O deputado Henrique Fontana (PT-RS), que foi relator da reforma política na legislatura passada, destaca que só é a favor do fim da reeleição se forem instituídos mandatos mais longos, de cinco anos. Sobre a coincidência das eleições, Fontana observa que é a favor de que todos os pleitos sejam realizados no mesmo ano, mas não no mesmo dia. “Por exemplo, as eleições municipais poderiam ocorrer no início de agosto, e no início de outubro poderia haver a eleição presidencial”, afirma.

PL propõe fim dos partidos de aluguel

A Câmara dos Deputados está analisando proposta (PL 23/15) que permite a fusão entre partidos somente entre as legendas com tenham no mínimo cinco anos de registro definitivo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A proposta altera a Lei dos Partidos Políticos (9.096/95).
O autor da proposta e líder do Democratas, deputado Mendonça Filho (PE), explica que a medida tem por objetivo evitar que partidos sejam criados somente para depois se juntarem a outro. "O que nós queremos coibir é uma verdadeira indústria para a criação de partidos com a finalidade de desvirtuar a chamada fidelidade partidária. Não é cabível que a gente possa ter uma situação onde os partidos sejam criados apenas como janela para violar um princípio democrático que exige um mínimo de fidelidade entre os detentores de mandato e os partidos políticos do nosso país."
O projeto tramita em conjunto com o PL 2211/07, que prevê a perda do mandato parlamentar em casos de desfiliação ou infidelidade partidária. Ao todo são 18 propostas que tratam do assunto e que serão analisadas pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania e depois pelo Plenário.
Com a aprovação do pedido de urgência, a proposta pode seguir direto para análise do Plenário, assim que os líderes decidirem por incluí-la na pauta.

Empreiteiro confirma que pagamento de 'consultoria' para Dirceu era propina do petrolão

Preso há três meses, o engenheiro Gerson Almada, presidente da Engevix, disse que a empresa sempre foi obrigada a pagar propina ao ex-ministro

O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu,   condenado no processo do mensão, É visto   saindo do Centro de Progressão Penitenciária   (CPP), em Brasília, rumo ao seu trabalho em um escritório de advocacia
O ex-ministro José Dirceu: mais uma vez no centro de um escândalo de corrupção (Dida Sampaio/Estadão Conteúdo)
Depois da divulgação do depoimento do doleiro Alberto Youssef à Justiça, nesta quinta-feira, o ex-ministro José Dirceu recorreu à sua resposta padrão para negar envolvimento no maior propinoduto da história deste país: há dez anos, desde que o mensalão veio a público, o petista "repudia com veemência" qualquer acusação. Segundo Youssef, Dirceu mantinha uma estreita relação com o empresário Julio Camargo, da Toyo Setal, um dos operadores dos desvios de recursos da Petrobras para o bolso de políticos e partidos. Na "contabilidade ilícita" de Camargo, o dinheiro destinado ao petista aparecia sob a sigla "Bob", uma possível referência a Bob Marques, seu assessor e carregador de malas há anos. Dirceu não foi o único a reagir prontamente ontem. A advogada Beatriz Catta Preta, que defende Julio Camargo, classificou como “absurdas” as declarações do doleiro.
Em sua edição desta semana, contudo, VEJA mostra que os indícios de que Dirceu se beneficiou do dinheiro desviado da Petrobras não se encontram apenas no depoimento de Youssef. Diz a reportagem O Consultor do Esquema​, de Rodrigo Rangel e Alexandre Hisayasu:
"A presença do ex-ministro no caso Petrobras já tinha sido captada no radar dos investigadores diante de uma estranha coincidência: as empreiteiras envolvidas tinham a JD Consultoria, a empresa de Dirceu, como cliente. Contratos milionários por serviços vagos ou inexistentes. Além das empreiteiras, há cervejarias, fabricante de remédio e até consultorias – sim, o consultor Dirceu, de tão competente que era, recebia pagamentos até de outras empresas com atuação no mesmo ramo que ele. Há casos de clientes que, em um curto espaço de tempo, transferiram 4 milhões de reais para as contas da consultoria de Dirceu. O auge do faturamento foi no ano eleitoral de 2010. O que será que um consultor – advogado que mal exerceu a profissão, político formado sob ideais anacrônicos de Fidel Castro e condenado por corrupção – pode oferecer de tão valioso às maiores empresas brasileiras?
A resposta vem justamente de um dois contratantes. O engenheiro Gerson Almada, presidente da Engevix, uma das empreiteiras envolvidas com os desvios na Petrobras está presos há três meses. A pessoas próximas, ele disse que a empresa sempre foi obrigada a pagar propina ao ex-ministro José Dirceu, em troca dos contratos que a empreiteira firmou com a Petrobras e também para garantir a influência do ex-ministro para os contratos futuros.
A Engevix é uma das construtoras que figura na lista de clientes da JD Consultoria. Almada confirmou a esses interlocutores que as “consultorias” eram uma forma de lavar o dinheiro da propina paga ao petista."

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Líder cobra de ministro sobre a suspensão de contratos do FIES



Brasília – O líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima (PB) quer saber os reais motivos que levaram o Ministério da Educação (MEC) a suspender novos contratos de adesão feitos pelos alunos no programa do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) em universidades particulares do país.

Líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima alerta mais uma vez para os graves problemas que o Brasil vivencia, e a discussão do impeachment - que está na Constituição e não é golpe


Ex-diretor da Petrobrás cita propina de R$ 400 mil para Cândido Vacarezza (PT), ex-líder do governo na Câmara


Raul Jungmann toma posse na Câmara como 4º suplente da Frente Popular


120215 -  foto Gustavo Lima - Câmara dos Deputados

O ex-vereador recifense Raul Jungmann (PPS-PE) tomou posse nesta quinta-feira (12) como deputado federal, em Brasília, em substituição a Danilo Cabral (PSB) que é secretário de planejamento e gestão do governo Paulo Câmara.
Jungmann é o 4º suplente da Frente Popular e foi chamado para assumir a cadeira porque o governador convidou três deputados federais para a sua equipe: o próprio Danilo (PSB), Felipe Carreras (PSB) e Sebastião Oliveira (PR).
Jungmann era vereador no Recife pelo PPS e fazia dura oposição ao prefeito Geraldo Júlio (PSB). Após ser mandado para a Câmara Federal, o prefeito livrou-se de um opositor incômodo.
Assim que assinou o livro de posse, Jungmann foi convidado para assumir a vice-liderança da oposição.
Segundo ele, “o governo que está aí nos levou a uma situação de crise, como eu, ao longo dos meus 62 anos de vida, nunca vi”.
Além do combate à corrupção, o deputado federal do PPS também se dedicará ao meio ambiente, às relações exteriores, área na qual trabalhou nos dois mandatos que exerceu na Câmara Federal, e à segurança pública, cuja comissão já presidiu.
Além disso, dará atenção especial à reforma urbana, tema no qual mergulhou profundamente durante o mandato de vereador do Recife, e à educação.

Doleiro envolve Dirceu e Palocci no escândalo da Petrobras


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Em seu depoimento à Justiça Federal no processo de delação premiada que está vazando para a imprensa a conta-gotas, o doleiro Alberto Yousseff acusou os ex-ministros José Dirceu e Antonio Palocci de serem o elo entre o PT e o lobista e operador de propina na Petrobras, Júlio Gerin Camargo.
Ambos, por meio dos seus advogados, negaram a acusação, mas nem por isso os líderes da oposição deixaram de tirar proveito da acusação.
“Palocci já veio de outros escândalos, inclusive o que o derrubou do Ministério da Fazenda. Ele é um personagem sumido, mas que sempre esteve encabeçando as posições de destaque do PT”, disse o líder da bancada do DEM na Câmara Federal, deputado Mendonça Filho (PE).
Ele se referia à quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa, em 2006, quando Palocci foi responsabilizado pelo fato e acabou pedindo demissão do governo Lula.
“O fundo do poço está mais fundo que o pré-sal”, ironizou o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) que foi o candidato a vice-presidente na chapa de Aécio Neves.
Ele disse que o depoimento do doleiro, que vazou nesta quinta-feira, deverá ser aprofundado pela nova Comissão Parlamentar de Inquérito da Petrobras que a Câmara instalou na última terça-feira.
O vice-líder da bancada do PT, deputado Paulo Teixeira (SP), disse ser necessário aguardar provas para fazer um juízo sobre o depoimento de Yousseff.
Segundo ele, a delação premiada faz parte de uma estratégia de defesa dos réus. “Nesse processo de delação premiada em que o réu quer buscar sua liberdade, ele vai ter uma tese. Precisamos aguardar a conclusão desde processo e todas as provas colhidas”, afirmou.

O líder do Democratas no Senado, Ronaldo Caiado (GO), provou com dados os prejuízos à saúde com a nova regra de financiamento do setor aprovada ontem (10/2) na PEC do Orçamento Impositivo.


Fonte: Assessoria de imprensa
O líder do Democratas no Senado, Ronaldo Caiado (GO), provou com dados os prejuízos à saúde com a nova regra de financiamento do setor aprovada ontem (10/2) na PEC do Orçamento Impositivo. Segundo o parlamentar, se essa nova norma já estivesse em vigor em 2014, o orçamento da saúde teria uma perda de R$ 7 bilhões em relação à regra vigente hoje. Para Caiado, a alforria do legislativo tão comemorada pelos parlamentares com orçamento impositivo não pode ser moeda de troca para a vida de milhões de brasileiros.
“Essa emenda constitucional, da forma como foi aprovada inicialmente na Câmara dos Deputados, é merecedora de aplauso, mas da maneira como redigida no Senado vinculando o orçamento das emendas individuais ao financiamento da saúde é de uma gravidade que eu acredito que os senadores não tem noção do que foi feito. É desumano! As pessoas não vão entender como o Congresso Nacional, para ter a garantia às suas emendas, trocou vidas de milhões de brasileiros”, protestou.
O senador reiterou que a regra fixada agora por emenda constitucional destinará um percentual inferior ao previsto no projeto apelidado de Saúde + 10 (Projeto de Lei Complementar 321/2013), proposta de iniciativa popular que chegou ao Congresso com 2,3 milhões de assinaturas.
“Esse é um clamor nacional. A União investe cada vez menos na saúde. A partir de agora, passou a ser norma constitucional o que era lei complementar. E a base de cálculo para definir o valor de ações em saúde se tomarmos como base 2014 caso já estivesse promulgada a PEC, já teríamos R$ 7 bilhões a menos para a saúde da população brasileira. Desafio que o governo venha contraditar com dados!”, disse comparando a regra do financiamento da saúde aprovado na PEC do orçamento impositivo com o parâmetro atual. A norma atual é calcula o orçamento do setor pela variação nominal do PIB, que garantiu R$ 91 bilhões em 2014. Já a base de cálculo aprovada ontem vai considerar, incialmente, 13,2% da receita corrente líquida.
O líder democrata ainda alertou que nesse novo cálculo já estão incluídos os 50% que virão das emendas de deputados e senadores bem como os 25% dos royalties do petróleo. “Aquilo que está sendo colocado como momento de alforria do Congresso Nacional vai ser maculado pela maldade cada vez maior em punir a população que assiste escândalos onde só a corrupção na Petrobras chega até o momento na baixa dos ativos de R$ 88 bilhões”, criticou.
O senador prometeu apresentar mais dados na data da promulgação da PEC que comprovam os prejuízos à saúde. “Eu quero ainda trazer mais dados para naquela data deixar a população informada do que estão comemorando é motivo de inquietação do cidadão que precisa do atendimento SUS. Se hoje já é calamitosa a situação, com essa norma estará aumentando o número e mortes, de não atendimentos, de sequelas que serão reproduzidas nos corredores dos hospitais afora”, finalizou.

A Bela do Dia

Fátima Brito

Senador Cássio Cunha Lima

“A palavra impeachment está escrita na nossa Constituição e, portanto, por ser um tema constitucional, não tem de causar arrepio em ninguém. Se chegar o instante em que a Constituição tenha de ser cumprida, ela será cumprida em todas as suas letras, porque estamos aqui para isso.” As palavras são do líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima (PB), que se impressiona com a quantidade de vezes que tem ouvido o termo nas ruas.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Benone Leão carnaval no Rio de Janeiro


Ferias 


Congresso: carnaval começou com antecedência

Na tarde de ontem, pouco se falava sobre orçamento impositivo, Petrobras, biodiversidade ou qualquer outra das polêmicas que tomaram conta do Congresso Nacional no início da semana, observa a colunista Mel Bleil Gallo, no blog Poder Online.
Entre parlamentares, assessores e servidores da Casa, o comentário geral era de que hoje já começa o carnaval. Embora o painel da Câmara registrasse a presença de 485 deputados e ainda fosse uma tarde de quarta-feira, dia tradicionalmente mais movimentado no Congresso, a presença já era escassa.
Antes do por do sol, aliás, tanto o plenário da Câmara como o do Senado fecharam as portas.

Impeachment Já !!!

O líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima (PB), voltou a afirmar que o impeachment da presidente Dilma "está na boca do povo", embora não faça parte da agenda do seu partido. Cristovam Buarque (PDT-DF) defendeu uma agenda positiva para evitar que a discussão ganhe força. Gleisi Hoffmann (PT-PR) disse que a tese de impeachment levantada pela oposição representa um atentado contra a democracia.

Câmara: revés faz Dilma montar tropa de choque

Diante de uma base governista desarticulada e a cada dia mais rebelde, o Palácio do Planalto decidiu montar uma tropa – ao estilo petista batizada de “fórum de sustentação da governabilidade” – para liderar uma ofensiva pela aprovação de seus projetos prioritários, que incluem medidas impopulares para promover ajustes fiscais no país.
A iniciativa também é uma tentativa de enfraquecer o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que tem acelerado a tramitação de projetos e conduzindo a Casa de forma "independente" das vontades do governo. A medida foi tomada um dia após a aprovação do Orçamento Impositivo à revelia do Planalto.
À frente da tropa estará o novo líder do governo, José Guimarães (PT-CE), irmão do mensaleiro José Genoino. Segundo ele, o grupo de deputados foi formado para “repartir os ônus e os bônus de ser governo” e para "segurar a onda". “Há um desafio de recomposição da base e vamos dialogar com o governo. Foi uma boa largada que demos antes do Carnaval”, disse.  (Da Veja – Marcela Matos)

Fora Dilma!!!


Renan escolhe aliado que poderá julgá-lo depois

Após ser citado na Lava Jato e negar, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), acertou a recondução de João Alberto Silva (PMDB-MA), um leal aliado, para a presidência do Comissão de Ética. Próximo da família do ex-presidente José Sarney (PMDB), João Alberto é da confiança de Calheiros e terá como missão conduzir processos por quebra de decoro que chegarão decorrentes da Operação Lava-Jato.
Entre eles espera-se o do próprio presidente do Senado, que teria sido citado no caso por um encontro com o doleiro Alberto Youssef, um dos delatores do esquema. Calheiras nega o encontro e ter participado de qualquer irregularidade.
A intenção dos caciques do Senado é fazer uma composição da comissão com nomes de pouca expressão e dispostos a enfrentar a opinião pública e engavetar processos contra senadores que venham a ser mencionados no esquema de desvio de recursos da Petrobras. João Alberto está a frente do Conselho desde 2011.(De O Globo - Eduardo Bresciani Cristiane Jungblut,)

Vereadora Priscila Krause

Assumi hoje, aqui na Alepe, a vice-presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, a titularidade na de Negócios Municipais e a suplência no importante colegiado de Finanças. Muita responsabilidade e vontade de trabalhar. Foto: Cecilia Sá Pereira.

Dilma recorre a Lula

Depois de reunir o “sexteto das 9h30” para avaliar os índices de popularidade em queda e as formas de refazer sua base política, a presidente Dilma Rousseff decidiu recorrer a Lula. O relacionamento entre os dois – que, na festa de aniversário do PT, ainda não estava 100% – teve o gelo quebrado por esse chamamento.
Sabe como é, na hora em que a coisa “pega” diante do eleitorado, o partido recorre sempre àquele que tem o dom de falar diretamente à população.
Lula, entretanto, já avisou: não adianta Dilma chamar, dizer que vai mudar e continuar fazendo tudo igual.


Para quem se esqueceu, vale lembrar o sexteto: Aloizio Mercadante, Pepe Vargas, Miguel Rossetto, José Eduardo Cardozo, Jaques Wagner e Ricardo Berzoini - os responsáveis pela estratégia de articulação política do governo.(Denise Rothenburg - Correio Braziliense)