segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

PREFEITURA DE TUPARETAMA DE PORTAS FECHADAS EM PROTESTO

Nill Júnior

 A Prefeitura de Tuparetama e todas as secretarias e órgãos do governo municipal estarão fechadas hoje como forma de protesto e de alerta à comunidade para a situação de caos e de depredação de patrimônio em que foram entregues pela gestão anterior.  Somente os serviços fundamentais como saúde, limpeza urbana e educação estarão funcionando. 
Conforme já noticiado anteriormente em mídias da região, o quadro encontrado pelo prefeito Dêva Pessoa ao assumir a prefeitura de Tuparetama no último dia 01 foi desolador: obras paralisadas, salários atrasados, algumas secretarias sem nenhum computador, lixo tomando conta da cidade.  O Gabinete do Prefeito foi deixado pelo gestor Sávio Torres sem veículo e não havia sequer uma cadeira para o prefeito  Dêva Pessoa sentar-se.
Além desse quadro lamentável, há outra razão mais grave para o protesto em forma de “portas fechadas” na prefeitura de Tuparetama nesta segunda feira:  Dêva Pessoa encontrou uma dívida de cerca de 2,5 milhões de reais deixada por Sávio Torres. Esses valores ainda são resultantes de cálculos parciais, estima-se que a dívida poderá ser bem maior. O protesto acontece em pleno dia de feira livre na cidade.

DEMOCRATAS procura se salvar largando o PSDB

Folha de S.Paulo 

 Eliane CantanhêdeEmbalados pela vitória de ACM Neto para a Prefeitura de Salvador, líderes do DEM se reuniram no sábado, na capital baiana, para traçar planos e afastar o fantasma da fusão ou do fim do partido. Eles decidiram se desgarrar do PSDB e ampliar o leque de alianças com PMDB, PDT e PSB, aliados do Planalto, para aumentar a participação no Congresso na disputa de 2014. É com base na bancada da Câmara que se definem o tempo na TV e o Fundo Partidário.
A meta é manter o DEM como 'partido viável': recuperar o total de deputados que tinha antes do racha que gerou o PSD, articulado pelo ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab. Eram em torno de 40. Hoje são 27, insuficientes para pavimentar, por exemplo, o futuro de ACM Neto na política nacional. A palavra 'fusão', que ronda o noticiário, foi vetada na reunião. Privilegiou-se 'independência'.

sábado, 5 de janeiro de 2013

Imoral, legal, enoja

CARLOS BRICKMANN 

Quem gosta de futebol sabe quem é Pagão: um gênio da bola, o primeiro companheiro de Pelé, que acabou deixando os gramados de tanto que levou pancada (e nunca reagiu). Foi o maior ídolo de Chico Buarque de Holanda, que, garoto, ia ao Pacaembu sem dinheiro para o ingresso, esperava a abertura dos portões no segundo tempo e só então entrava, e apenas para ver Pagão.

Num certo jogo, alguém dividiu uma bola e o zagueiro adversário caiu no chão, machucado. A bola sobrou para Pagão, sozinho na frente do gol. Ele não quis se aproveitar da situação: elegantemente, colocou a bola para fora. Poderia ter feito o gol. Era legal e o jogador adversário poderia ser atendido do mesmo jeito. Mas como enfrentar sua própria consciência?

No Governo Itamar Franco, seu principal auxiliar e amigo Henrique Hargreaves sofreu uma acusação. Itamar o afastou até que o caso fosse investigado. Não havia nada contra ele; e, inocentado, Hargreaves voltou ao cargo. Durante o processo, ficou longe do palácio: não ficaria bem uma pessoa sob suspeita dando ordens no Governo.

E aí chegamos a José Genoíno. É legal ele tomar posse, mesmo condenado em última instância, já que faltam algumas formalidades para que ele seja enviado à prisão, em regime semiaberto. Legal, é; como seria legal se Pagão tivesse feito o gol, se Hargreaves tivesse se mantido no cargo. Mas ambos, em papéis diferentes, tinham consciência do que é comportamento ético.

Já Genoíno tomou posse. Ele, que violou a lei, agora irá votar as leis.