terça-feira, 28 de julho de 2015

Mãe, Dirça Piancó de Oliveira, um ano de saudades...

Dizer obrigado, às vezes, não é suficiente para agradecer a tão amável e gentil pessoa que nos momentos das nossas vidas, aqueles mais difíceis, nos estende a mão amiga e nos oferece amparo.

Estou agradecida a você e não sei neste instante como retribuir tanto carinho, mas é claro que encontrarei uma maneira de fazê-lo. Estou à sua disposição para quando precisar, a qualquer momento e a qualquer hora.


Grato sou a Ti, ó mãe, pelas bênçãos recebidas,
Pelas horas passadas da noite,
Por esta manhã cristalina em minha alma,
Que muito tem alegrado o meu coração,
Trazendo ricas virtudes para a minha vida.
És o mãe da minha vida, em quem confio,
A quem entrego a minha vida, a minha alma,
O meu coração nesta expressão de louvor.
Seja bendito o teu nome para sempre.
Eu te louvarei enquanto viver,
Em reconhecimento de que as bênçãos que tenho recebido
São obras das tuas mãos maternas e amorosas.


E, obrigado por tudo! 

Benone Leão

segunda-feira, 27 de julho de 2015

FBC e Jarbas discutem crise e eleições


O deputado federal Jarbas Vasconcelos (PMDB) e o senador Fernando Bezerra Coelho (PSB) se reuniram, hoje, no Recife. Na pauta do encontro a situação política do País e a volta dos trabalhos do Congresso Nacional, que acontece na próxima semana. Jarbas e Bezerra certamente incluiram na conversa as eleições no Recife. O senador, embora não assuma, tem se manifestado nos bastidores um entusiasta defensor da candidatura jarbista a sucessão de Geraldo Júlio.
Na avaliação de Jarbas, o segundo semestre em Brasília será marcado por embates entre o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e o Governo Federal.  “Será um semestre muito difícil. Como o presidente da Câmara anunciou o rompimento com o Governo, corremos o risco de trabalharmos diante do famoso “toma lá, dá-cá”. E nós não podemos, como representantes eleitos da população, sermos pautados por quem não tem condições éticas de conduzir sua função”, afirma Jarbas.
Para o senador Fernando Bezerra Coelho, o momento político do País requer cautela e diálogo. “O deputado Jarbas Vasconcelos é uma liderança importante e respeitada por todos no Congresso Nacional. Conversar com ele manter esse canal aberto é sempre bom para nós que militamos na política”, afirmou o senador.

Ex-governador do RN preso no Rio


Portal G1
O ex-governador do Rio Grande do Norte Fernando Freire foi preso na manhã deste sábado (25) em Copacabana, Zona Sul do Rio. De acordo com a Secretaria de Estado de Segurança (Seseg) do Estado Rio de Janeiro, ele foi capturado por agentes da Subsecretaria de Inteligência (Ssinte).
Com quatro mandados de prisão em aberto, todos expedidos pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, Freire estava foragido desde 2014. Ele foi condenado a 13 anos e quatro meses de reclusão, além de 400 dias-multa por desvio de recursos públicos.

Freire foi levado para a 12ª DP (Copacabana). De acordo com a delegada Thaiane Moraes, o ex-governador deverá permanecer na unidade policial até segunda-feira (27). Segundo ela, a Polícia Civil precisa que a Justiça do Rio Grande do Norte envie uma autorização para que ele seja transferido.

Ainda de acordo com a delegada, Fernando Freire estava há três meses no Rio. Ele foi preso em um condomínio na Avenida Atlântica, em Copacabana. Após ser detido, ele teria alegado que tem problemas de saúde e não poderia ficar na unidade até segunda-feira.

Prejuízo de R$ 57,8 mil
As investigações apontaram que Freire cometeu desvio de dinheiro público entre fevereiro e novembro de 2002, quando foi vice-governador e, depois, governador do Rio Grande do Norte. O prejuízo estimado aos cofres públicos foi de R$ 57.832,13 em valores da época.
De acordo com os autos do processo, Fernando Freire desviou recursos públicos mediante o pagamento de 83 cheques-salários em favor de 14 parentes e correligionários do então vereador Pio Marinheiro, contemplando-lhe interesses pessoais e político-eleitorais. No entanto, os beneficiários não eram servidores públicos e não guardavam qualquer vínculo funcional com o Estado e os pagamentos foram feitos sem qualquer respaldo legal, realizados sempre sob a intermediação direta do réu.

A sentença da condenação é da 7ª Vara Criminal de Natal, assinada pelo juiz José Armando Ponte Júnior, e determina que a pena seja cumprida em regime fechado.  Durante a ação penal, Freire não foi encontrado e o magistrado ordenou a prisão preventiva do acusado. O ex-governador foi ainda condenado a pagar metade das custas processuais.

Pelo afastamento de Eduardo Cunha


* Jarbas Vasconcelos 
O cenário é turvo. Na Câmara dos Deputados, os trabalhos do segundo semestre nem recomeçaram e já dão sinais de que as dificuldades e os embates serão uma constante. A começar pelas denúncias que envolvem o atual presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que numa demonstração oportunista e aproveitadora anuncia posições pessoais como se tal comportamento pudesse ser dissociado do cargo que hoje ocupa. Não pode.
 
Para que os trabalhos na Câmara Federal ocorram com mais tranquilidade e com o debate reestabelecido –o que não vimos no primeiro semestre–, e para que o próprio presidente da Casa possa se explicar e se defender das acusações que lhe pesam, o seu afastamento é o melhor caminho.
 
No governo do ex-presidente Itamar Franco, o então ministro da Casa Civil, Henrique Hargreaves, se afastou para que as denúncias que existiam na época contra ele fossem esclarecidas. Isso foi feito e ele retornou ao cargo.
 
Esse tipo de atitude, no atual momento que vivemos, serve de modelo de conduta. Serviria para dar tranquilidade ao trabalho que é feito na Câmara. Trabalho esse que foi, nesta primeira metade do ano, marcado pelo autoritarismo.
 
A pressa, o açodamento e a desorganização foram rotinas no dia a dia da Câmara. Desorganização que pôde ser vista tanto na agenda do dia –que não teve hora nem para começar nem para terminar– como nas votações, que ocorreram sem que o debate em torno da pauta fosse aprofundado e que ocorresse de maneira civilizada –algo que todos esperam do Parlamento, principalmente a opinião pública.
 
A leitura de quem pensa que discutir e votar ao longo da madrugada é algo que "mostra serviço" à população é equivocada. Isso, na verdade, mostra como os trabalhos foram executados de forma precipitada e desordenada, atropelando as discussões e fazendo com que temas extremamente importantes para o país fossem votados de forma precária e precipitada.
 
A população pôde acompanhar sessões de votações cheias de manobras regimentais. Esses manejos procedimentais fizeram com que assuntos altamente relevantes passassem pela Casa sem as discussões necessárias, como a terceirização, a redução da maioridade penal e essa falsa reforma política que está sendo discutida no Congresso.
 
Trabalhar com responsabilidade e organização é condição básica em qualquer lugar. Na Câmara dos Deputados, onde estão em jogo projetos e ações que mexem com a vida de toda a população brasileira, não é correto trabalhar de forma medíocre e confusa, como ocorreu no primeiro semestre deste ano.
 
É em busca do reestabelecimento do debate e de condições decentes de trabalho que acredito que presidência da Câmara dos Deputados não deve ter seu nome envolvido em escândalos e denúncias de corrupção, como estamos assistindo ocorrer neste momento.
 
É incontestável que irão pairar dúvidas sobre os atos e as ações naturais do cargo –a exemplo da abertura das Comissões Parlamentares de Inquérito–, sobre as reais motivações da Casa enquanto seu presidente dividir as manchetes dos jornais com a Operação Lava Jato.
 
Trabalhar diante desta realidade amarga, diante do enorme risco do famigerado "toma lá, dá cá", definitivamente não é o melhor caminho. Não podemos, como representantes eleitos da população, correr o risco de trabalhar pautados por quem não tem condições éticas de exercer sua função.
 
* Artigo de Jarbas Vasconcelos publicado hoje na Folha de São Paulo 

Ministro do TCU acusado de desvio


O ex-tesoureiro da Prefeitura de Campina Grande (PB) Rennan Trajano Farias afirmou à Folha que, em 2010, fez entregas de dinheiro em espécie ao então candidato ao SenadoVital do Rêgo (PMDB-PB), hoje ministro do TCU (Tribunal de Contas da União). O dinheiro foi desviado, segundo Farias, de um contrato de R$ 10,3 milhões entre a prefeitura e uma empreiteira que não executou os serviços.
Farias, que gravou um vídeo para o TV Folha com a acusação, disse que também fez entregas ao irmão do ministro, o deputado federal Veneziano Vital do Rêgo (PMDB-PB), e a firmas que atuavam nas campanhas da família.
Em 2010, o ministro do TCU disputou e ganhou uma vaga no Senado pelo PMDB-PB. Veneziano era prefeito de Campina Grande. Eles negam as acusações (leia abaixo).
No TCU, Vital será um dos nove ministros a analisar as contas de 2014 da presidente Dilma Rousseff. Ele é ligado ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). A análise é vista pela oposição como possível via para um processo de impeachment.  (Da Folha de S.Paulo)

Trincheira do PMDB para defender Cunha


Peemedebistas já ensaiam discurso para dar sustentação a Eduardo Cunha quando acontecer sua esperada denúncia na Lava Jato. "Denúncia não significa condenação. Veja só o caso de Adarico Negromonte, denunciado e absolvido", diz Lúcio Vieira Lima (BA).
Para um partido que não lança um nome ao Planalto desde 1994, o PMDB exibe agora ampla vitrine de possíveis candidatos à Presidência da República em 2018.
O vice Michel Temer, que em viagem internacional revelou a investidores um certo desejo de concorrer, conversou mais de uma vez sobre a possibilidade de a ministra Kátia Abreu (Agricultura) sair candidata.  (Folha de S.Paulo - Natuza Nery)

Vigília pede rejeição das contas de Dilma


Um grupo de pouco mais de 50 pessoas se reuniu na avenida Paulista no final da tarde deste domingo para pedir que o Tribunal de Contas da União (TCU) reprove as contas da presidente Dilma Rousseff referentes ao ano de 2014. A manifestação ocorreu em frente à sede paulista do tribunal e contou com velas acesas formando a frase “SOS TCU”.
— Queremos não só a reprovação das contas devido às pedaladas fiscais e aos passivos que foram deixados, mas também queremos uma maior independente dos tribunais de contas — afirmou Carla Zambelli, porta-voz do movimento Nas Ruas, um dos organizadores da vigília, que também ocorre em outras capitais do país.
A reprovação das contas da presidente Dilma, caso ocorra, pode dar início a um processo de impeachment. O Ministério Público de Contas já sugeriu a reprovação das contas por considerar que as pedaladas fiscais feriram a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
Após as velas acesas, os manifestantes gritaram “fora, Dilma”, “rejeita, TCU” e “Lula na Papuda”. Para eles, se as contas não forem reprovadas, o TCU deve ser extinto. Eles ainda cantaram a primeira parte do hino nacional.
Para Zambelli, além da reprovação das contas, é importante pedir maior independência dos órgãos que auditam as contas públicas. Os movimentos envolvidos nessa manifestação defendem que os conselheiros e ministros dos tribunais de contas sejam indicados pelos servidores da área. O Executivo escolheria o novo ministro ou conselheiro a partir de uma lista tríplice feita por esses servidores.
Para fazer a vigília, os organizadores afirmam que cada participante doou R$ 20 para arcar com os custos das velas. Além das velas, os manifestantes tentaram distribuir adesivos de “Fora Dilma” aos pedestres que passavam pela calçada da avenida Paulista, mas poucos pegaram o souvenier.
Os manifestantes ainda seguravam duas faixas. Uma com um pedido “pela despetização do estado brasileiro #brasilmelhor” e outra “pela investigação total de Dilma e Lula”.
A vigília foi organizada pelos movimentos Nas Ruas, Brasil Livre, Vem Pra Rua, Brasil Melhor, BH Contra a Corrupção e Acorda Brasil, entre outros.  (De O Globo - Ana Paulo Ribeiro)

As digitais de Lula


     As digitais de Lula
A capa da revista Veja desta semana ainda está dando muito o que falar. Com o título “A vez dele” e uma foto de um Lula extremamente envelhecido, revela que o operador da empreiteira OAS, Léo Pinheiro, o maior amigo do ex-presidente, que reformou toda a sua fazenda de Atibaia, decidiu contar ao Ministério Público Federal tudo o que sabe sobre a participação de Lula no petrolão e como o filho Lulinha ficou milionário.
Segundo a reportagem, Léo Pinheiro não quer repetir o que fez o Marcos Valério do mensalão, que está mofando numa penitenciária de Minas Gerais. “Léo e Lula são bons amigos. Mais do que por amizade, eles se uniram por interesses comuns. Léo era operador da empreiteira OAS em Brasília. Lula era presidente do Brasil e operado pela OAS. Na linguagem dos arranjos de poder baseados na troca de favores, operar significa, em bom português, comprar”, diz um dos trechos da matéria.
Para acrescentar:” Agora operador e operado enfrentam circunstâncias amargas. O operador esteve há até pouco tempo preso em uma penitenciária em Curitiba. Em prisão domiciliar, continua enterrado até o pescoço em suspeitas de crimes que podem levá-lo a cumprir pena de dezenas de anos de reclusão. O operado está assustado, mas em liberdade. Em breve, Léo, o operador, vai relatar ao Ministério Público Federal os detalhes de sua simbiótica convivência com Lula, o operado”.
Para a revista, agora o ganho de um significará a ruína do outro. Léo quer se valer da lei sancionada pela presidente Dilma Rousseff, a delação premiada, para reduzir drasticamente sua pena em troca de informações sobre a participação de Lula no petrolão, o gigantesco esquema de corrupção armado na Petrobras para financiar o PT e outros partidos da base aliada do governo.
Por meio do mecanismo das delações premiadas de donos e altos executivos de empreiteiras, os procuradores já obtiveram indícios que podem levar à condenação de dois ex-ministros da era lulista, Antônio Palocci e José Dirceu. Delatores premiados relataram operações que põem em dúvida até mesmo a santidade dos recursos doados às campanhas presidenciais de Dilma Rousseff em 2010 e 2014 e à de Lula em 2006.
As informações prestadas permitiram a procuradores e delegados desenhar com precisão inédita na história judicial brasileira o funcionamento do esquema de sangria de dinheiro da Petrobras com o objetivo de financiar a manutenção do grupo político petista no poder. É nessa teia finamente tecida pelos procuradores da Operação Lava-Jato que Léo e Lula se encontram.
Léo Pinheiro autorizou seus advogados a negociar com o Ministério Público Federal um acordo de colaboração. As conversas, segundo a Veja, estão em curso e o cardápio sobre a mesa. “Com medo de voltar à cadeia, depois de passar seis meses preso em Curitiba, Pinheiro prometeu fornecer provas de que Lula patrocinou o esquema de corrupção na Petrobras, exatamente como afirmara o doleiro Alberto Youssef em depoimento no ano passado”, revela a reportagem-bomba.
Resta saber se o executivo da OAS se dispôs de verdade a explicar como o ex-presidente se beneficiou fartamente da farra do dinheiro público roubado da Petrobras, o maior escândalo da história republicana. Só um bobo para acreditar que a falcatrua não tem o DNA do ex-presidente Lula.

domingo, 26 de julho de 2015

Bolsonaro vem aí?


Ilimar Franco – O Globo
O desempenho de Jair Bolsonaro na pesquisa MDA chamou a atenção. Dirigente de partido de oposição diz que os cerca de 5% podem decidir 2018. Cita o pleito de 2014, definido por 3,2% de votos. A desmoralização do PP governista (Lava-Jato) abre portas para sua candidatura. Se vingar, num 2º turno, o voto do segmento não irá por gravidade para outro candidato. Mas de forma organizada e será negociada. 
O fermento à direita
O Movimento Brasil Livre, o Revoltados Online e o S.O.S. Forças Armadas, vinculados ao que se define como direita, foram a vanguarda e usaram as redes sociais para chamar o protesto de 15 de março. Pregam contra o comunismo, pelo combate à corrupção e contra a interferência do Estado na economia. O Revoltados elegeu Jair Bolsonaro como maior porta-voz de suas ideias. O S.O.S. prega a intervenção militar. Todas essas organizações vão às ruas atacando as cotas, os nordestinos, os sem-teto e alguns usam símbolos como a suástica nazista. A corrupção (nos governos do PT) e o descrédito do Congresso e dos partidos (pesquisa MDA) criam a química perfeita para o ressurgimento dessa força.


O potencial de uma candidatura como a de Jair Bolsonaro (4,6%) ou Ronaldo Caiado (1% nas pesquisas), diz o cientista político Alberto Carlos de Almeida, “não tem expressão real”. Espiridião Amin (PPR) fez 2,7% dos votos no pleito de 1994.

Ação às 18h pela rejeição das contas de Dilma


Tereza Cruvinel
Está marcada para o dia 16 de agosto a grande manifestação dos grupos anti-Dilma e favoráveis a impeachment ou qualquer foram de remoção da presidente do poder. Eles, entretanto, resolveram fazer neste domingo, 26 de julho, manifestações simultâneas em todas as capitais, a partir das 18 horas, conclamando o TCU a rejeitar as contas de Dilma. O "SOS TCU" é um ensaio, um teste da receptividade à nova investida contra o governo.
Desde ontem os movimentos que participam da convocação estão mobilizando simpatizantes através das redes sociais. Fazem parte da ofensiva os grupos Brasil Livre, Nas Ruas, Vem Pra Rua, Brasil Melhor, BH Contra a Corrupção, Pátria Livre, Gigantes Brasileiros, Acorda Brasil, Democracia e Ética, Força Democrática, Caras Pintadas e For a Dilma Vitória.
Eles anunciam também um panelaço para o dia 6 de agosto, quando será exibido no rádio e na televisão o programa semestral do PT, que vem sendo preparado por João Santana e terá a participação da própria Dilma em defesa de seu governo e do PT.

O não de FHC a Lula e Dilma


Fernando Brito
Três dias depois de iniciada, a "onda" criada a partir do boato – publicado pela Folha – de que o ex-presidente Lula estaria fazendo sondagens para uma conversa entre Dilma e Fernando Henrique Cardoso, produziu-se o que qualquer pessoa de bom-senso sabia que iria se produzir.
Nada, a não ser mais uma demonstração de arrogância do decano do tucanato, que publicou uma nota grosseira dizendo que "o momento não é de aproximação com o governo" e que "qualquer conversa não pública com o governo pareceria conchavo na tentativa de salvar o que não deve ser salvo".
Grosseira porque se serve de uma especulação para dar foros de verdade ao que ele próprio não é capaz de afirmar que aconteceu: a sondagem para um contato. E porque recusar-se a uma conversa com a Presidente da República significa, na prática, negar-lhe a legitimidade de Chefe de Estado que as urnas lhe deram.
E isso não se faz na democracia, embora não se precise ou nem mesmo se deva concordar com o que diz o governante maior do país.
Fernando Henrique, ele próprio, no final de 2002, convocou para uma conversa os principais candidatos à sua sucessão, para anunciar-lhes que iria, de novo, ajoelhar o Brasil diante do FMI. Todos compareceram, ouviram o então Presidente e suas explicações sobre a "terceira quebra" do país e, mesmo discordantes, reconheceram seu direito de agir como lhe parecia adequado, a alguns meses apenas de sua saída do cargo.
Ninguém lhe disse que não iria a uma "tentativa de salvar o que não deve ser salvo", talvez tenha esquecido o desmemoriado da Sorbonne.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

José Dirceu perde mais uma na Justiça Federal gaúcha

José Dirceu - Foto Victor Soares- hor-ABr
O ex-ministro José Dirceu perdeu mais uma batalha nesta quarta-feira (22) no afã desesperado de evitar uma nova prisão por suposto envolvimento no escândalo da Petrobras.
É que a 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (Porto Alegre) indeferiu o recurso (agravo regimental) interposto por ele contra a decisão do juiz Nivaldo Brunone, que lhe negou um habeas corpus preventivo para não ser preso por ordem do juiz Sérgio Moro.
Dirceu entrou com um “pedido de reconsideração” perante o próprio Brunone, que o indeferiu, e por esse motivo decidiu recorrer ao colegiado.
A 8ª Turma, porém, manteve a decisão do magistrado, que alegou em seu despacho não dispor de elementos para conceder um habeas corpus preventivo porque não sabe sequer se o ex-ministro está sendo de fato investigado.

Delação pode levar a inquérito contra Dilma


Kennedy Alencar
Investigadores avaliam se há indício de crime contra ex-tesoureiro Edinho Silva
A delação premiada do presidente da UTC, Ricardo Pessoa, pode resultar em inquéritos no STF (Supremo Tribunal Federal) contra a presidente Dilma Rousseff e o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Edinho Silva.
Motivo: a colaboração premiada de Pessoa derruba o argumento que foi utilizado pelo Ministério Público para não investigar a presidente quando o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, analisou as delações do doleiro Alberto Youssef e do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa.
Quando Janot pediu ao STF no início de março a abertura de inquéritos em relação a políticos com foro privilegiado, ele sustentou que os fatos narrados sobre a presidente tinham ligação com o mandato anterior. Portanto, concluiu que não poderiam ser utilizados para sustentar uma investigação no atual mandato. Mas a delação premiada de Ricardo Pessoa invalida esse argumento.
Segundo Pessoa, ele doou R$ 7,5 milhões à campanha de 2014 de Dilma a pedido do então tesoureiro, o hoje ministro Edinho Silva. Segundo Pessoa, Edinho Silva teria pedido a doação alegando que a UTC tinha contratos com a Petrobras e deveria contribuir. Pessoa disse que se sentiu obrigado a dar para não atrapalhar seus negócios. Edinho Silva nega.
O Ministério Público está analisando a conduta de Edinho Silva, para avaliar se há indício de crime. Se houver, poderá solicitar a abertura de inquérito. Se não houver, ocorrerá o pedido de arquivamento.
Em relação à presidente Dilma, haverá a mesma avaliação, pois o ato foi cometido na campanha à reeleição. Logo, tem ligação com o atual mandato. O Ministério Público estudará se há alguma evidência que justifique um inquérito ou não. Em tese, portanto, a delação premiada de Ricardo Pessoa pode levar à abertura de inquéritos contra a presidente e o seu tesoureiro de 2014.
Os investigadores também analisam trechos da delação de Pessoa que apontam entrega de recursos de caixa 2 para João Vaccari, ex-tesoureiro do PT preso em Curitiba. Apuram se houve alguma conexão desses recursos com a campanha do ano passado. A presidente Dilma nega ter recebido recursos de caixa 2 nas campanhas de 2014 e de 2010.

PF quer Odebrecht e Andrade em prisão comum


A Polícia Federal solicitou à Justiça que os executivos das empreiteiras Odebrecht e Andrade Gutierrez, presos há quase um mês na superintendência do órgão em Curitiba, sejam transferidos para um presídio comum. A informação é da Folha de S.Paulo.
O pedido foi feito ao juiz Sergio Moro, responsável pelas ações da Operação Lava Jato.
Se a proposta for aceita, eles devem seguir para o Complexo Médico Penal, onde estão outros presos da Lava Jato, numa ala separada dos demais presos.
Segundo a colunista Monica Bergamo, a transferência dos executivos e empreiteiros presos na Lava Jato para o Complexo Médico-Penal do Paraná deve causar desconforto às famílias, que estão entre as mais ricas do país. Elas agora terão que passar por revista íntima para visitar os parentes detidos, o que não ocorria na superintendência da Polícia Federal.
Marcelo Odebrecht tem recebido, entre outras, a visita da mulher, Isabela, e da irmã, Mônica Odebrecht, que é também advogada da empreiteira e pode ir mais vezes à prisão. 

Aécio: mudança prova incapacidade do governo


Em nota, o senador Aécio Neves (PSDB) criticou a mudança do superávit primário anunciada nesta quarta-feira (22) pelo governo federal. "A revisão para baixo da meta do superávit primário é mais uma prova da incapacidade do governo de cumprir com os compromissos assumidos e decorre de inúmeros e repetidos erros na condução da política econômica nos últimos anos. A medida já era esperada e demonstra que, ao contrário do que havia sido divulgado pelo governo federal, o ajuste ainda é incerto e não será rápido. O cenário para os próximos anos é de um ajuste fiscal difícil e que exigirá um aumento do superávit primário ao longo dos próximos três anos", afirmou.
Ele disse ainda que "depois de mais de seis meses, tem-se a impressão de que se avançou quase nada e a responsabilidade desse desastre ocorrido com o Brasil é do governo do PT que gastou ao longo dos últimos anos além do crescimento da economia, adiou o pagamento de despesas e 'fez o diabo' para vencer as eleições".
Abaixo a nota na íntegra:
A revisão para baixo da meta do superávit primário é mais uma prova da incapacidade do governo de cumprir com os compromissos assumidos e decorre de inúmeros e repetidos erros na condução da política econômica nos últimos anos. A medida já era esperada e demonstra que, ao contrário do que havia sido divulgado pelo governo federal, o ajuste ainda é incerto e não será rápido. O cenário para os próximos anos é de um ajuste fiscal difícil e que exigirá um aumento do superávit primário ao longo dos próximos três anos.
Se antes havia a expectativa de crescimento do PIB de 1% este ano, a expectativa agora é de uma queda de 2% e de crescimento "zero" ou negativo em 2016. A queda do PIB se transforma em perda de arrecadação. Segundo a Receita Federal, no primeiro semestre deste ano, a arrecadação de receitas federais teve queda real de R$ 18,3 bilhões, diminuição de 3% em relação ao primeiro semestre do ano passado.
Do lado da despesa, o que se cortou foi investimento público, cortes temporários, sem nenhum ajuste estrutural. Adicionalmente, as despesas de custeio no primeiro semestre deste ano continuaram crescendo muito acima do PIB porque o governo não teve a coragem de fechar um único ministério e ainda está pagando contas atrasadas da primeira gestão da presidente Dilma.
O que mais preocupa na revisão para baixo da meta de superávit primário, de hoje, não é o ano de 2015, mas se o governo terá condições políticas para aumentar o resultado primário a partir do próximo ano e fazer uma economia fiscal (superávit primário) que seja suficiente para evitar um crescimento excessivo da dívida pública até 2018.
Depois de mais de seis meses, tem-se a impressão de que se avançou quase nada e a responsabilidade desse desastre ocorrido com o Brasil é do governo do PT que gastou ao longo dos últimos anos além do crescimento da economia, adiou o pagamento de despesas e "fez o diabo" para vencer as eleições. Se o governo tivesse tomado as medidas corretas no tempo certo, não estaríamos passando por uma recessão, com aumento do desemprego e ainda com um elevado risco de desequilíbrio fiscal. Se o governo tivesse agido com responsabilidade com o país, os brasileiros não estariam hoje tendo que pagar a conta dos erros do PT.
Senador Aécio Neves, presidente nacional do PSDB                     (Do Portal Br 247)

Lula vai a FHC ver crise e conter impeachment


Da Folha de S.Paulo – Marina Dias e Ricardo Balthazar
Ex-presidente autorizou amigos a procurar antecessor e falou com Serra
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorizou amigos em comum a procurar seu antecessor, o tucano Fernando Henrique Cardoso, e propor uma conversa entre os dois sobre a crise política. O objetivo imediato do movimento é conter as pressões pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff. Há cerca de duas semanas, amigos de Lula discutiram separadamente com ele e FHC a possibilidade de um encontro dos dois. Os contatos ocorreram às vésperas de o tucano viajar de férias para a Europa.
Lula disse a aliados que a conversa poderia ser por telefone e antes de Fernando Henrique viajar. O tucano preferiu deixar a definição de um eventual encontro para ser discutida depois que ele voltar ao Brasil, em agosto.
Não foi o primeiro aceno de Lula à oposição. Em maio, ele encontrou o senador José Serra (PSDB-SP) na festa de um amigo comum e disse que gostaria de marcar uma conversa reservada. Lula derrotou Serra na eleição de 2002.
Por meio de nota, a assessoria de imprensa do Instituto Lula afirmou nesta quarta-feira (22) que o ex-presidente não tem interesse em conversar com Fernando Henrique nem soube de nenhum interesse da parte do antecessor.
Por e-mail, Fernando Henrique disse à Folha: "O presidente Lula tem meus telefones e não precisa de intermediários. Se desejar discutir objetivamente temas como a reforma política, sabe que estou disposto a contribuir democraticamente. Basta haver uma agenda clara e de conhecimento público."
Serra não quis confirmar o conteúdo da conversa que teve com Lula em maio, e disse apenas que não tem nenhum encontro marcado com ele.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Simon faz coro com Jarbas e defende afastamento de Eduardo Cunha



Jarbas Vasconcelos - foto Agência Brasil
“A posição dele ficou muito delicada”, disse nesta terça-feira (21) em Porto Alegre o ex-senador Pedro Simon (PMDB-RS) sobre o presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), acusado pelo empresário Júlio Machado de cobrar 5 milhões de dólares de propina por um contrato assinado entre a empresa dele e a Petrobras.
Simon faz coro com outro histórico do PMDB, o deputado Jarbas Vasconcelos (PE), que chamou Cunha de “ditador” e defende o afastamento dele da presidência da Casa, embora tenha sido seu eleitor.
“Ele (Cunha) é inimigo do Executivo, e inimigo ele pode ser. Agora, presidente da Câmara e inimigo do governo é uma coisa complicada. E com essas acusações, então. O ideal, nesse sentido, seria o afastamento dele”, disse o senador gaúcho.

Pesquisa: Dilma vem deter a queda no Nordeste


A presidente Dilma Rousseff deve iniciar a jornada de viagens para tentar brecar a queda nas pesquisas pelo Nordeste, informa Mônica Bergamo, hoje na sua coluna da Folha de S.Paulo.
Revela Mõnica que o governo está fazendo levantamento de obras que ela pode inaugurar.
As regiões de projetos da transposição do rio São Francisco em fase de finalização estão entre as prioridades.


Já a coluna Painel da Folha infora que pode haver mudanças na articulação política do governo. O vice Michel Temer cogita colocar um nome de sua confiança na Secretaria de Relações Institucionais. Os cotados são Rodrigo Rocha Loures e Tadeu Filipelli, ambos do PMDB.

Severino Cavalcanti: "Câmara piorou muito"


Da Folha de S.Paulo - Leonardo Souza
Ex-presidente da Câmara que renunciou em 2005 acusado de receber propina do dono de um restaurante da Casa, Severino Cavalcanti, 84 anos, avalia que a instituição piorou muito desde sua saída.
"Está muito ruim. Você só ouve piadas", disse em entrevista à Folha por telefone. "Na minha gestão era porta aberta, todo mundo tinha entrada. Não tinha esse negócio de 'eu sou o dono do mundo'".
A referência é ao atual presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), acusado de US$ 5 milhões em propina por um lobista que faz delação na Operação Lava Jato.
*
Folha - Como o sr. avalia o trabalho da Câmara neste ano?
Severino - Está havendo um certo tumulto. A coisa tem que ser fiscalizada. Quem deve tem que pagar.
O que o sr. acha da atuação de Eduardo Cunha como presidente da Câmara?
Eu achava que ele, no início, estava tentando realmente acertar. Mas agora está tomando umas posições um pouco confusas. Se ele participou, digamos, de alguma coisa danosa, ele tem que pagar também. Não é porque ele é presidente que não vai pagar.
Um delator na Lava Jato afirmou que Cunha lhe exigiu US$ 5 milhões.
Ele tem de provar que realmente não participou disso.
E ele tem condição de continuar a presidir a Câmara?
Se for comprovado que ele recebeu esse dinheiro, não tem condição.
Oferecida a denúncia pelo Ministério Público, ele deveria renunciar?
Se não renunciar, [os demais deputados] deveriam cassar o mandato dele. Se for provado [o recebimento de propina].
O sr. mantém atividades políticas?
Estou com 84 anos. Houve uma denúncia falsa contra mim, de um camarada que queria de qualquer maneira ficar no restaurante [da Câmara dos Deputados]. Está provado que ele é incorreto.
Que imagem a Câmara dos Deputados passa para o Brasil atualmente?
A Câmara tem que mostrar à nação que não compactua com bandalheira.
Piorou a imagem da Câmara?
Ah, está muito ruim; você só ouve piadas.
Comparada com o período em que o sr. presidiu a Casa?
Piorou muito. Na minha gestão, era porta aberta, todo mundo tinha entrada. Não tinha esse negócio de "eu sou o dono do mundo", não.
Eduardo Cunha é um bom deputado?
Eu acho que ele tem alguma justificativa para chegar aonde chegou. Ele ganhou a eleição contra o PT, numa vitória esmagadora. Ele derrotou o Lula, assim como eu derrotei. Eu saí sozinho e fui eleito presidente da Câmara dos Deputados, numa vitória esmagadora. 

Maioria quer impeachment


   Maioria quer impeachment
Os números mais preocupantes para o Governo na pesquisa CNT-MDA que saiu, ontem, apontando Dilma com estratosféricos 70% de rejeição, são outros que não receberam tanto destaque. Para 62,8% dos entrevistados, o Congresso deveria abrir imediatamente o processo de impeachment da presidenta.
Para os que são favoráveis ao impeachment, 26,8% citaram as irregularidades nas prestações de contas do Governo (pedaladas fiscais); 25,0%, a corrupção na Petrobras; 14,2%, irregularidades nas contas da campanha em 2014 e 44,6% consideram os três motivos como justificativa para o impeachment.
Para 78,3% dos entrevistados, a presidente sabia das maracutaia na Petrobras. Desse grupo, 69,2% consideram que Dilma é culpada pela corrupção que está sendo investigada e 65,0% acham que o ex-presidente Lula também é culpado.
Ainda em relação aos que acompanham ou já ouviram falar do escândalo, 40,4% consideram que o maior culpado na operação Lava Jato é o governo, seguido de partidos políticos (34,4%), diretores ou funcionários da empresa (14,2%), construtoras (3,5%). A pesquisa aponta ainda que 67,1% não acreditam que os envolvidos em corrupção serão punidos.
Outro dado curioso: 86,8% consideram que as denúncias são prejudiciais para a economia do País e 52,5% acreditam que o Governo não será capaz de combater a corrupção na Petrobras. Para 90,2% dos entrevistados, não está ocorrendo exagero em relação às prisões e 37,3% disseram saber o que é delação premiada.
Para 53,4%, a corrupção é um dos principais problemas do País, enquanto 37,1%, avaliam como o principal problema. Enfim, nunca o Governo petista recebeu uma pesquisa com resultados tão negativos em todas as variáveis pesquisadas. A avaliação da atuação do Governo Dilma e o índice de aprovação pessoal atingem os piores níveis da série histórica das pesquisas de opinião da CNT, desde julho de 1998.
Na avaliação da CNT, a conclusão final da pesquisa mostra uma elevação do pessimismo do brasileiro em consequência da alta do custo de vida, do aumento da inflação, do crescimento do desemprego e da forte percepção sobre a corrupção e a incapacidade do governo em resolvê-la.