quarta-feira, 16 de agosto de 2017

PMDB voltará a se chamar MDB para 'ganhar as ruas', diz Jucá

No G1

O presidente nacional do PMDB, senador Romero Jucá (RR), anunciou nesta quarta-feira (16) que os dirigentes da legenda decidiram rebatizar a sigla com seu nome original: MDB – 'Movimento Democrático Brasileiro'.
Na prática, o PMDB apenas perderá o "P" de sua sigla, que se refere a "partido". A troca de nome é parte de um movimento que inclui outras legendas para tentar modernizar os nomes da siglas antes das eleições de 2018.
A iniciativa é efeito do desgaste do meio político nos últimos anos por conta de revelações de esquemas de corrupção, como o investigado pela Operação Lava Jato.
A cúpula do PMDB se reuniu nesta manhã para discutir a mudança. A alteração deve ser colocada em votação na convenção nacional da legenda, em 27 de setembro.
Segundo Jucá, a mudança de nome será comunicada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quarta-feira, mesmo antes de a proposta ser analisada em convenção.
"Quero rebater críticas de que o PMDB estaria mudando de nome para se esconder. Não é verdade. Estamos resgatando nossa memória histórica. Queremos realmente ganhar as ruas. Nós vamos ter uma nova programação, bandeiras nacionais", explicou.
O presidente da legenda disse que a cúpula do partido não discutiu outros temas, como a expulsão dos senadores Kátia Abreu (TO) e Roberto Requião (PR). Segundo Jucá, o partido ainda não tem posicionamento sobre o que será feito.
O partido estuda expulsar os senadores devido às críticas que os dois têm feito ao governo e às reformas propostas pelo governo Michel Temer, como a trabalhista e a da Previdência.

Tendência

O PMDB estudava resgatar o nome desde o fim de 2016. Até então, alguns legendas também optaram por mudar a sigla para se descolar da atual crise política e se aproximar dos eleitores.
O PTN já efetivou a troca para Podemos. O PTdoB virou Avante. O PSDC se intitula agora Democracia Cristã. O PEN quer passar a ser denominado Patriota.

Cid elegeu-se governador em 1958 após liderar uma campanha contra o Código Tributário

Coluna Fogo Cruzado 
Genro do empresário Edson Mororó, que fundou e fez crescer em Belo Jardim a fábrica de baterias Moura, o executivo Paulo Sales está com o nome posto na arena como possível candidato a governador em 2018 com apoio de parte do empresariado. Seria de fato muito bom que nossos empresários participassem mais da vida pública, como já ocorre em outros estados. Mas é importante também ter em mente que Pernambuco, historicamente, sempre elegeu políticos de classe média para gerir os seus destinos. É uma tradição que vem de longe (1946), incluindo os que foram eleitos diretamente pelo povo, indiretamente pela Assembleia Legislativa e os vices que concluíram o mandato dos titulares. Veja a lista: Barbosa Lima Sobrinho, Agamenon Magalhães, Etelvino Lins, Cordeiro de Farias, Cid Sampaio, Miguel Arraes, Paulo Guerra, Nilo Coelho, Eraldo Gueiros, Moura Cavalcanti, Marco Maciel, José Ramos, Roberto Magalhães, Gustavo Krause, Miguel Arraes (pós exílio), Carlos Wilson, Joaquim Francisco, Jarbas Vasconcelos, Mendonça Filho, Eduardo Campos, João Lyra Neto e Paulo Câmara. Nilo e João Lyra tinham vínculo com grupos empresariais, mas não chegaram ao poder por causa disto e sim por serem políticos. A exceção que confirma a regra foi Cid, que ganhou a eleição como empresário (1958) após liderar uma campanha contra o Código Tributário.

Hemobrás continua em Pernambuco


O ministro da Educação, Mendonça Filho, teve uma audiência, hoje, com o ministro da Saúde, Ricardo Barros, sobre as operações da Empresa de Hemoderivados (Hemobras), localizada no município de Goiana, na Zona da Mata Norte de Pernambuco. O ministro, que estava acompanhando dos também ministros e pernambucanos Bruno Araújo (Cidades) e Fernando Bezerra Filho (Minas e Energia) e Raul Jungmann (Defesa), solicitaram a permanência da produção do Fator VIII na Hemobras, no qual foram prontamente atendidos. A reunião foi um pedido do presidente Michel Temer.
“O estado de Pernambuco e o Sistema Único de Saúde (SUS) ganham com essa notícia. Primeiro porque o estado de Pernambuco, do ponto de vista da logística, é estratégico para a distribuição dessa produção, o que pode gerar economias para o SUS e esses recursos serem investidos em outras áreas. Depois porque esse polo de tecnologia é importantíssimo para nosso futuro”, comentou Mendonça Filho. Quando foi governador, em 2006, Mendonça Filho cedeu o terreno para a implantação da Hemobras no estado.
A decisão do ministro da Saúde, Ricardo Barros, põe fim à polêmica que poderia comprometer parte do funcionamento da Hemobras em Pernambuco. Com o cronograma de obras atrasadas, o Ministério da Saúde estava estudando a possibilidade de produzir o Fator VIII – recombinante utilizado no tratamento da hemofilia A (distúrbio da coagulação do sangue) – em uma fábrica no município de Maringá, no estado do Paraná, cuja construção consumiria U$ 200 milhões. O estado de Pernambuco receberia U$ 250 milhões para a finalização de planta para fracionamento de plasma.
Após o encontro com os ministros, o Ministério da Saúde anunciou que fará negociações com os investidores detentores de tecnologia para iniciar a construção de uma fábrica de Fator VIII recombinante, no complexo de Goiana, em Pernambuco. Com a notificação do Ministério da Saúde, a empresa Shire aumentou a proposta de investimento anteriormente apresentada a Hemobrás, em Pernambuco, de US$ 30 milhões para US$ 300 milhões para construir uma fábrica de Fator VIII recombinante, no complexo de Goiana (PE).
A construção da fábrica era uma obrigação não cumprida pela Hemobrás. Em função das negociações iniciadas pelo Ministério da Saúde, a empresa Shire apresentou nova proposta, com novos investimentos privados. Em razão da crise fiscal do país, a busca do Ministério da Saúde é realizar investimentos sem novos recursos públicos para esta finalidade, arcando somente com a compra centralizada de hemoderivados.
Provocada pela proposta da Octapharma para a construção de fábrica no Brasil, a empresa Shire se manifestou interessada em realizar investimentos e manter a Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) com a Hemobrás. A conclusão de fábrica para fracionamento de plasma humano, que está inacabada no complexo de Goiana (PE) e que também requer investimento privado, será objeto de outra negociação, uma vez que não está contemplada na proposta da Shire.
A Hemobras possui 259 colaboradores em sua folha de funcionários, cujas despesas mensais giram em torno de R$ 2 milhões. Para terminar as obras, o Ministério da Saúde estima o investimento necessário de R$ 600 milhões. Até agora, a construção da fábrica, que já está em 70% da capacidade de funcionamento em operação, recebeu R$ 1 bilhão em investimentos.

Racha: muro dos tucanos sempre ocupado


O presidente interino do PSDB, senador Tasso Jereissatti (CE), disse ao presidente Michel Temer que os tucanos não vão ceder “nenhum milímetro” em sua posição de "independência" ao governo por causa de cargos. O partido controla quatro ministérios, mas, mesmo assim, 21 dos 47 deputados da bancada votaram a favor do prosseguimento da denúncia por corrupção passiva contra Temer, no último dia 2.
“Deixei muito claro a ele que em nenhum momento estamos defendendo o 'Fora Temer'. Não vamos mudar um milímetro nossa defesa das reformas por causa de cargos. Nossa posição é de independência”, afirmou Tasso
Na terça-feira, quem conversou com Temer, no Palácio do Planalto, foi o senador Aécio Neves (MG), presidente licenciado do PSDB. Alvo de inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF), Aécio disse que, se Temer achar melhor redistribuir os espaços na equipe, isso não alterará o voto do PSDB a favor das reformas, especialmente a da Previdência. 

Vem Pra Rua: contra os R$ 3,6 bilhões para eleição


O Vem Pra Rua vai lançar na internet o movimento ‘Tchau, queridos’, listando deputados que apoiam a criação do fundo de R$ 3,6 bilhões para custear a eleição, que não aceitaram a denúncia contra o presidente Michel Temer e que não apoiaram o impeachment da petista Dilma Rousseff.
O grupo coordena uma frente de renovação do Congresso.
Integrantes do VPR dizem que o bloco é apartidário e que têm percorrido o país para estimular novas candidaturas.

Murro e ameaças


Marisa Gibson, hoje na sua coluna DIARIO POLÍTICO
Foi uma reunião tensa, em que não faltou murro na mesa, no início da tarde, em seu gabinete, que levou ao recuo do ministro Ricardo Barros (PP) de transferir para o Paraná a futura linha de produção do fator recombinante da Hemobrás, insumo de alta densidade tecnológica e elevado valor agregado essencial no tratamento da hemofilia.
Os ministros Mendonça Filho (Educação), Bruno Araújo (Cidades) e Fernando Filho (Minas e Energia), mais o senador Armando Monteiro (PTB), único parlamentar a participar do encontro, imprensaram Barros, confidenciou a assessores um dos ministros presentes.
Mendonça Filho foi o mais veemente na defesa da Hemobrás, chegando mesmo a ameaçar com a renúncia dos cargos dos três ministros pernambucanos caso Barros não voltasse atrás.
Armando foi igualmente duro. Demonstrando pleno domínio do tema, questionou Barros porque os investimentos da Octopharma, prometidos para o Paraná, não poderiam ser direcionados à linha do recombinante de Goiana, até porque, neste caso, seriam de menor custo para o grupo suíço.
Os ministros pernambucanos foram recebidos por Barros por determinação do presidente Michel Temer, e, ao contrário do que informou a nota oficial do Ministério da Saúde, o ministro Raul Jungmann (Defesa) não participou da reunião.
Bem, a decisão que beneficia o Estado coloca em destaque a atuação dos ministros pernambucanos, valoriza o trabalho da bancada que chegou a criar uma Frente Parlamentar em defesa da Hemobrás e, claro, deixa Barros com um pé fora do Ministério da Saúde.

PT perde espaço entre os deputados mais influentes


Radar Online
Na semana passada, o PT perdeu força entre os deputados mais influentes nas redes sociais. Pelo menos é o que indica um levantamento semanal exclusivo da FSB.
Quem manteve-se na ponta é Jair Bolsonaro (PSC-RJ). O pré-candidato à Presidência da República ficou à frente de Paulo Pimenta (PT-RS) e do Delegado Fernando Francischini (SD-PR). Na comparação com a semana anterior, quem mais subiu no ranking foi Pompeo de Mattos (PDTRS), que ganhou 39 posições e ocupa agora a 13ª posição.
Entre os partidos, pela primeira vez o PT perdeu espaço no ranking, ficando com seis integrantes entre os 20 primeiros (na semana anterior, eram nove petistas). O PSC manteve quatro nomes entre os mais influentes, enquanto PDT, PR e PSB entraram na lista, com um parlamentar cada.
O índice “FSBinfluênciaCongresso” é calculado levando-se em consideração o número de seguidores, o alcance, os posts, as interações e o engajamento registrado no Facebook e no Twitter.

Gleisi: É cedo para falar de vice nordestino para Lula


Política Real
Muito se especula sobre as eleições de 2018, onde serão eleitos os 27 governadores das unidades federativas, dois terços do Senado, a totalidade da Câmara dos Deputados, representantes do legislativo estadual e presidente da República.
A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, falou ao portal Política Real sobre a estratégia do partido para o pleito no Nordeste, a possível candidatura do ex-presidente Lula, e sobre um projeto nacional de poder incluindo os mais pobres. Ela disse que é muito cedo falar de vice-presidentes na chapa de Lula vindos do Nordeste e evitou falar sobre os nomes de Flávio Dino, PCdoB, e Ricardo Coutinho, do PSB.
De acordo com a senadora, a intenção do PT é mostrar aos nordestinos que o país foi tomado por golpistas, liderados pelo atual presidente Michel Temer (PMDB), pelo deputado cassado, Eduardo Cunha (PMDB) e pelo senador Aécio Neves (PSDB).
"Juntos, eles já conseguiram aprovar o congelamento dos investimentos públicos em saúde e educação por 20 anos e acabaram com a CLT, retirando uma série de direitos dos trabalhadores. O governo de Temer é um desastre, pois aumenta salários de juízes e promotores, que são a elite do funcionalismo público, enquanto suspende reajustes e corta benefícios do Bolsa Família; distribui R$ 14 bilhões em benefícios a parlamentares para evitar sua cassação por corrupção, ao mesmo tempo em que acaba com as unidades do programa Farmácia Popular e com os investimentos no Minha Casa, Minha Vida", afirmou Gleisi.
Para a senadora, as pessoas estão com saudade de Lula, que foi o único governante que incluiu os mais pobres no orçamento brasileiro. "Em agosto, nosso ex-presidente terá a oportunidade de fazer a caravana de 20 dias pela Região Nordeste para se reencontrar com um Brasil que muitos, infelizmente, ainda insistem em ignorar", contou.
O PLEITO DE 2018 – A presidente contou que ainda é prematuro falar das eleições de 2018, porque existe muita especulação. Mas, com base nos retrocessos do Congresso Nacional, Gleisi afirma que a saída da crise se dará por meio de partidos de esquerda.
"Hoje são [os partidos de esquerda] os mais preocupados em defender uma pauta que contempla desenvolvimento social e desenvolvimento econômico. Ano que vem temos eleição e as pessoas precisam se conscientizar da importância de seus votos para o Congresso Nacional. Precisamos de deputados e senadores com propostas que sejam do interesse da população para não repetirmos o que está ocorrendo atualmente, em que a bancada de ruralistas consegue perdão de dívidas bilionárias e empresários aprovam leis que prejudicam o trabalhador", ressaltou.
A CANDIDATURA DE LULA – Gleisi contou que a candidatura de Lula irá unir vários nomes de peso em torno de um projeto político voltado aos mais pobres, buscando a retomada do crescimento e do emprego, mas falar de qualquer montagem de candidaturas seria um equívoco.
"Lula já provou que sabe governar e acredito que essa experiência adquirida em seus oito anos de mandato vai aglutinar forças importantes para derrotar o projeto entreguista de Temer, que só beneficia os mais ricos de nossa sociedade", ressaltou.
Segundo a senadora, nenhuma discussão eleitoral começou e nomes nordestinos especulados para vice-presidente – como Flávio Dino (PCdoB-MA) e Ricardo Coutinho (PSB-PB) – só serão discutidos depois que as regras para novas eleições sejam aprovadas.
"O que posso adiantar é que o PT e Lula vão buscar um vice comprometido com o projeto de nação que queremos, e que saiba respeitar o candidato eleito nas horas mais fáceis e nas mais difíceis, que seja companheiro, leal, a exemplo do que fez o saudoso e honrado José Alencar", garantiu a senadora.
GRANDES LIDERANÇAS – A senadora também falou da integração do Sul num projeto nacional de poder. A região sul do Brasil – Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul – tem o IDH elevado, é raiz do empreendedorismo, cooperativismo e agronegócio, e onde os setores econômicos mais se integram.
"A região Sul do País já produziu grandes lideranças, como os ex-presidentes Getúlio Vargas e João Goulart, fortemente marcados pela defesa de causas sociais, e o ex-governador do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro, Leonel Brizola. Esses três gigantes de nossa história deixaram um legado de conquistas que ainda hoje tem impacto sobre a vida dos brasileiros", lembrou a senadora.
"Os governos recentes do PT, embora liderados por um nordestino, Lula, contaram com a participação de várias figuras da região Sul, entre as quais destaco Olívio Dutra e Tarso Genro, o ex-senador Pedro Simon e o atual Roberto Requião, entre outros. Mais do que nunca, está na hora de integrarmos esse país com solidariedade e conhecimento. Queremos um Brasil soberano e que tenha como prioridades o atendimento aos mais pobres, que hoje voltaram a passar fome e a pedir esmola nos semáforos e nas portas dos supermercados. Não podemos aceitar esse retrocesso, ainda mais depois de todo o trabalho realizado por Lula e Dilma, que lutaram incansavelmente para reduzir um pouco das desigualdades sociais que afligem os brasileiros", finalizou.

Caravana de Lula pelo Nordeste enfrenta percalços


A agenda da viagem do ex-presidente Lulapelo Nordeste incluirá o encontro com um reitor que foi ameaçado, uma honraria que está sendo contestada na Justiça e a entrega de um título de cidadão proposto há duas décadas.
A caravana que será iniciada nesta quinta (17) em Salvador e passará por 28 municípios nordestinos demandou engenharia complexa para conciliar homenagens ao ex-presidente em nove Estados.
Na Paraíba, o ex-presidente vai receber um título de cidadão de João Pessoa proposto em 1997 pelo então vereador Júlio Rafael (PT), morto em 2013. A proposta, aprovada na época, foi resgatada pelo vereador Marcos Henriques (PT).
O ato, contudo, acontecerá sem a presença da Mesa Diretora da Câmara: "Não vamos participar. Entendemos que é um contrassenso entregar um título a alguém condenado por corrupção", diz o vice-presidente da Câmara, vereador Lucas de Britto (PSL).
A honraria de duas décadas atrás foi a solução encontrada após a entrega de título de doutor honoris causa ao ex-presidente não ter sido confirmada pela UFPB (Universidade Federal da Paraíba).
O ato chegou a ser divulgado pelo PT, mas a reitora Margareth Diniz informou que não teria tempo hábil para organizar a solenidade. Segundo ela, "não há viés político" na decisão de postergar a entrega do título, aprovado pela universidade em 2011.
Em Alagoas, por outro lado, a entrega do título de doutor honoris causa a Lula foi confirmada pela Uneal (Universidade do Estado de Alagoas). O ato acontecerá na quarta (23) em Arapiraca.
O reitor da universidade, Jairo José Campos da Costa, diz ter sido ameaçado de morte no final de julho, dias depois da divulgação da homenagem.
Já na Bahia bastaram três semanas para que a Universidade Federal do Recôncavo propusesse, aprovasse e marcasse a data para a entrega de honraria semelhante.
O vereador de Salvador Alexandre Aleluia (DEM), porém, entrou com ação popular na Justiça Federal pedindo a suspensão da homenagem. "A gente não pode achar normal que se conceda uma honraria a uma pessoa que foi condenada. Criminoso não merece título, merece sentença", diz o vereador, que também questiona o uso da universidade como palco de "campanha antecipada".
Em entrevista a uma rádio, o ex-governador Jaques Wagner (PT-BA) disse que o vereador era movido pela "inveja". "Quem sabe, se trabalhar, ele pode chegar ao nível que o presidente Lula chegou."
Em Estância (SE), o vereador Sandro de Bibi (PRB) entrou com um pedido de anulação do título de cidadão que será concedido ao ex-presidente. Ele alega que a homenagem foi aprovada em regime de urgência, desrespeitando o regimento interno.
O PT também teve que mudar a programação em Salvador –um ato que seria realizado no Cerimonial Pupileira, administrado pela Santa Casa da Bahia, foi transferido para a área interna do estádio da Fonte Nova.
Presidente do PT na Bahia, Everaldo Anunciação afirma que a administração da Santa Casa vetou o uso do local, alegando que seria inadequado para eventos políticos. Jaques Wagner disse que houve "preconceito" com Lula.
A Santa Casa nega veto e diz que o ato foi anunciado no local pelo PT antes que um contrato fosse firmado.

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Na estratégia e dobrando

Por Magno Martins
Um passarinho de bico afiado, que canta para alegrar os jardins do Palácio das Princesas, serviu de pombo correio, ontem, para informar que o prefeito de Afogados da Ingazeira, minha terra natal, José Patriota (PSB), sai candidato a deputado estadual em dobradinha com João Campos, herdeiro político do ex-governador Eduardo Campos. Os currais eleitorais do Pajeú estão, a princípio, fechados para Patriota, mas como ele teria um papel acima da coordenação da campanha de João, outros redutos floridos seriam abertos para ele (Patriota) entre o Agreste e os demais sertões pela força do candidato a federal. A dobradinha tem o dedo da viúva Renata Campos.

Civilidade política

Por Magno Martins

O que levou o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, da corrente light petista, a procurar o governador Paulo Câmara (PSB), num sábado, para um almoço em Palácio? Haddad é o plano B de Lula. Se o ex-presidente não conseguir entrar na disputa, o seu candidato in pectoris é sua criatura Haddad, que não deu certo em São Paulo e, candidato à reeleição, perdeu no primeiro turno para João Dória.
Haddad veio ao Estado numa articulação do ex-prefeito do Recife, João Paulo, com que Câmara se encontrou primeiro, casualmente, na inauguração do novo plenário da Assembleia Legislativa, e depois num cafezinho em Palácio. João é do time dos petistas que vêem com muito pessimismo a viabilidade do projeto Lula, não apenas para conseguir o registro junto ao TSE, por força dos inúmeros processos a que responde, mas em termos eleitorais, também.
Por isso, a aposta alternativa é Haddad. E o que pensa o ex-prefeito paulista numa eventual candidatura ao Planalto? Que possa reaglutinar em seu palanque as mesmas forças que Lula uniu em duas campanhas dele e nas duas de Dilma, incluindo ai o PSB. Será tarefa fácil? Em principio, não. Depois da morte do ex-governador Eduardo Campos, o PSB virou uma nau sem rumo. Não tem uma liderança que chame o PSB de meu e que saia por ai tangendo suas ovelhas.
O foco da divisão está justamente em São Paulo, principal colégio eleitoral do País. Ali, o partido está na aliança com o PSDB, que detém o controle do Governo do Estado, e ocupa a Vice-Governadoria com Márcio França. Márcio quer ser o próximo presidente nacional da legenda e já está em campanha, tendo no Congresso eleito os líderes no Senado e na Câmara.
Se Alckmin sair de fato candidato a presidente, em abril do próximo ano, Márcio vira governador, com direito a disputar a reeleição numa aliança com o PSDB. É fato que nem sempre as alianças locais obedecem a uma lógica nacional, mas é muito previsível que o PSB se alie numa jornada nacional ao PSDB do que ao PT. Até já se fala, inclusive, na possibilidade, de Paulo Câmara vir a ser o vice de Alckmin.
Sendo assim, o encontro de Haddad com Câmara pode ser entendido apenas como mais um capítulo da boa civilização política, que ensina não ser aconselhável fechar portas. A politica, como virou lugar comum, é como uma nuvem: muda de repente. Ninguém sabe o dia de amanhã.

Maia não acredita que Doria sairá do PSDB


Folha de S. Paulo - Mônica Bergamo

O presidente da Câmara Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) aponta outras razões, além da "lealdade de João Doria", para afirmar que dificilmente o prefeito deixará o PSDB para ser candidato a presidente: "É muito difícil que São Paulo tenha dois candidatos à Presidência, Geraldo Alckmin e Doria, com o mesmo perfil". 
Enquanto, isso, com agenda intensa fora de São Paulo nesta semana (ele vai a Palmas, Natal, Fortaleza e Recife), João Doria tem até recusado mais convites do que aceitado os que chegam a seu gabinete. 
Entre junho e agosto, ele foi chamado para 73 viagens -37 delas fora do Estado de São Paulo. 

Ciro Gomes: “Me chamam de doido porque não podem de chamar de corrupto ou incompetente”

Em conversa com internautas nesta sexta-feira (11), o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) declarou que é o candidato mais preparado para assumir a Presidência da República em janeiro de 2019.
Lembrou que já foi deputado estadual e deputado federal, prefeito de Fortaleza, governador do Ceará e ministro da Fazenda no governo Itamar Franco e da Integração Nacional no governo Lula.
Além disso, já foi candidato à Presidência da República em duas ocasiões – 1998 e 2002, estando devidamente habilitado para conduzir os destinos do Brasil.
Ao ser questionado sobre o seu conhecido “pavio curto”, o ex-ministro respondeu que carrega a pecha de “doidão” porque seus adversários não podem chamá-lo de corrupto ou incompetente.
Sobre o deputado Jair Bolsonaro (RJ), que deverá ser candidato pelo “Patriotas” (sucedâneo do PEN), Ciro Gomes declarou que ele nunca administrou “uma bodega”, lembrando a “experiência trágica” da ex-presidente Dilma Rousseff, que chegou ao Palácio do Planalto sem experiência administrativa e fez um governo desastroso.

Doria reafirma lealdade a Alckmin


Tucanos tentam minimizar crise aberta após grupo do governador reagir à movimentação do prefeito para se cacifar como candidato ao Planalto
O Estado de S.Paulo - Pedro Venceslau 

O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), foi até o Palácio dos Bandeirantes na noite deste domingo, 13, onde gravou um vídeo ao lado do governador Geraldo Alckmin no qual reafirma sua "amizade" e "lealdade" ao padrinho político.
“É uma relação de 37 anos. Não há nada que vá nos dividir, nada que vá nos afastar, nada que vá nos colocar em campos distintos”, diz Doria no vídeo.
A iniciativa do prefeito visa a minimizar a crise  aberta com o governador após Doria intensificar sua agenda de viagens nacionais e articulações com partidos para pavimentar uma eventual candidatura ao Palácio do Planalto em 2018.
"João é um amigo querido desde os tempos do Mário Covas", diz Alckmin no vídeo.
No fim de semana, durante evento em Florianópolis, em uma clara reação à movimentação em campo aberto do prefeito, o governador disse que “não seria ruim fazer um tira-teima contra Lula em 2018”.
Na sexta-feira passada, Alckmin esteve em Porto Alegre, em uma palestra para empresários. Na ocasião, foi ainda mais direto em suas alfinetadas ao prefeito. O governador afirmou que o pleito de 2018 “será a eleição da experiência”.
Em uma indireta ao afilhado político, que disputou sua primeira campanha em 2016 e se apresenta como a inovação, Alckmin disse que “o novo é defender o interesse” do País. “O que é o novo? O novo é em relação à idade? Ter 30, 50, 70 anos? É não ter sido candidato? Eu acho que o novo é defender o interesse do Brasil.”

MEC planeja investir R$ 4,9 bi no ensino médio


O Estado de s. Paulo - Tulio Kruse 

O Ministério da Educação (MEC) planeja investir R$ 4,9 bilhões, em quatro ou cinco anos, para reformar o ensino médio. A previsão é do secretário de Educação Básica, Rossieli Soares da Silva. Segundo ele, os recursos serão aplicados em cinco eixos: construção da base curricular, formação profissional, material didático, infraestrutura e desenvolvimento dos itinerários formativos.
O planejamento de como a verba será gasta ainda depende, porém, da aprovação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que definirá o que os estudantes precisarão aprender nesta etapa do ensino. “Temos um planejamento em construção, em discussão dentro do MEC”, disse Rossieli ao Estado. “Logicamente, há Estados que vão demorar mais do que outros, mas estamos trabalhando com um período de transição de quatro a cinco anos.”
No mês passado, o MEC protocolou um pedido de empréstimo equivalente a R$ 789 milhões ao Banco Mundial. O aporte deve financiar principalmente formação de professores, construção de currículos e estudos de viabilidade para a implementação da reforma nas redes estaduais, de acordo com o ministério. Se aprovado, mais de 88% do valor será destinado a governos que alcançarem determinadas metas acordadas entre o MEC e o Banco Mundial.
O ministério espera realizar a primeira rodada formal de negociações sobre o empréstimo ainda neste mês, quando também devem ser discutidos os critérios para medir os resultados da reforma. “Estamos olhando para todos os tipos de financiamento que podemos conseguir, novos recursos sempre interessam”, afirmou Rossieli.

EUA: guerra não é iminente mas risco cresce


Agências internacionais
Autoridades do primeiro escalão do governo norte-americano afirmaram neste domingo (13) que um confronto militar com a Coreia do Norte não é iminente, mas que a possibilidade de guerra com o país é maior do que era há uma década.
O diretor da CIA (Agência Central de Inteligência) Mike Pompeo e o tenente-general do Exército H.R. McMaster, conselheiro de segurança nacional do presidente Donald Trump, tentaram oferecer garantias de que oconflito é evitável, mesmo tentando passar a mensagem de que apoiam as palavras duras de Trump em relação a Pyongyang.
Na semana passada, o republicano afirmou que as armas americanas estavam "engatilhadas" caso o regime norte-coreano resolvesse fazer algo "imprudente".
A mensagem foi uma resposta aos recorrentes testes de mísseis pelo ditador Kim Jon-un, à ameaça de que usariam como alvo a ilha de Guam -território americano no Pacífico que abriga uma base militar do país- e ao relatório da Defesa americana segundo o qual os norte-coreanos já são capazes de construir uma bomba nuclear pequena o suficiente para caber em um míssil.
Pompeo e McMaster afirmaram que os aliados norte-americanos -uma alusão a Japão e Coreia do Sul- não poderão mais esperar enquanto a Coreia do Norte avança com seu projeto de desenvolver um míssil balístico intercontinental.
"Não estamos mais perto da guerra do que estávamos a uma semana atrás, mas estamos mais perto do que estávamos há dez anos", afirmou McMaster, acrescentando que o governo Trump está preparado para lidar com a Coreia do Norte militarmente, se necessário.
McMaster ressaltou que os EUA têm feito "esforços diplomáticos", liderados pelo secretário de Estado Rex Tillerson, além de impor sanções financeiras contra o país para tentar dissuadir o líder norte-coreano Kim Jong-un de continuar as provocações.
Questionado se as pessoas deveriam se preocupar com a escalada das tensões entre os dois países, Pompeo afirmou ainda que "não há nada iminente neste momento". Para o diretor da CIA, Kim é "racional" e responde a "circunstâncias adversas".
"Esperamos que a Coreia do Norte entenda que os EUA não terão mais a paciência estratégica que permitiu o avanço do programa de armas local", declarou Pompeo. "É simples assim." 

domingo, 13 de agosto de 2017

"Tenho a honra de governar PE sucedendo Eduardo"


Governador participou, neste domingo, de missa celebrada na Igreja Matriz de Casa Forte, na Zona Norte do Recife.
O governador Paulo Câmara participou, na manhã deste domingo (13.08), ao lado da primeira-dama, Ana Luiza, do Prefeito Geraldo Júlio e da família Campos, de uma missa em homenagem ao dia dos pais. A ocasião também serviu para relembrar a memória dos ex-governadores do Estado de Pernambuco, Eduardo Campos e Miguel Arraes, falecidos há 3 e 12 anos, respectivamente.
A missa, que acolheu centenas de pessoas entre amigos e fiéis na Matriz de Casa Forte, na Zona Norte do Recife, foi conduzida pelo Padre Rinaldo Pereira dos Santos, pároco da Igreja Madre de Deus, no bairro do Recife. Na ocasião, o chefe do executivo Estadual destacou as boas lembranças que mantém vivas de Eduardo e o legado deixado por ele para a população pernambucana. 
"Tenho a honra de governar Pernambuco sucedendo Eduardo. Tudo aquilo que eu aprendi como secretário e gestor público tem a participação dele em minha vida. Então, eu quero continuar governando Pernambuco olhando sempre os bons exemplos, tanto o de Eduardo como o de Arraes, buscando avançar e contribuir. O momento difícil exige isso. Exige a certeza de que a gente tem que pegar o que tem de bom e fazer com que isso se torne realidade. Eduardo faz muita falta a Pernambuco e ao Brasil, e a gente tem o compromisso de avançar naquilo que ele deixou. Então, como pernambucano e governador, eu quero continuar minha gestão contribuindo para Pernambuco e continuar o trabalho que ele iniciou", frisou.
Paulo Câmara também aproveitou o momento para deixar uma mensagem a todos os pais e reafirmar o seu desejo de continuar governando o estado com o apoio dos pernambucanos. "Dia dos Pais é sempre um dia de comemorar, de se reunir com a família, confraternizar e refletir sobre o futuro. Hoje, como pai e filho, eu quero parabenizar a todos. Estamos trabalhando muito por um Pernambuco melhor, e eu espero que todos os pais e filhos continuem a nos ajudar nessa caminhada em favor daqueles que mais precisam", finalizou.
O prefeito da cidade do Recife, Geraldo Julio, relembrou o modo como Eduardo Campos enfrentava os problemas e ratificou a sua esperança em encontrar saídas para o atual momento vivido pelo país. "Eduardo dizia que o problema não era para ser cuidado, acompanhado e tratado. Não se leva problema para casa. O problema era para ser enfrentado. Você enfrenta, encontra um caminho e uma solução, e lá na frente tem a saída. Eduardo se colocava desse jeito sempre que surgiam dificuldades, que algumas coisas eram colocadas à sua frente. E neste momento que o Brasil passa, de extrema dificuldade, é importante saber que sempre existe um caminho. Sempre tem uma forma de resolver", destacou.
Acompanharam a missa ainda o vice-governador e secretário de Desenvolvimento Econômico, Raul Henry, o presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, Guilherme Uchôa, secretários de governo e outras autoridades.

Corpo do presidente municipal do PR é enterrado


Klebyo Luciano Bezerra Vieira, 38 anos, foi assassinado na madrugada do sábado (12), em frente ao aeroporto de Petrolina. Sepultamento aconteceu no Cemitério Campo da Paz.
Do Portal G1 - Petrolina

Familiares, amigos e vários políticos se despediram neste domingo (13) de Klebyo Luciano Bezerra Vieira, 38 anos, presidente do Partido da República (PR), em Petrolina, no Sertão de Pernambuco. Ele foi assassinado na madrugada do sábado (12), em frente ao aeroporto Senador Nilo Coelho. O corpo de Klebyo foi enterrado no Cemitério Campo da Paz, no bairro Henrique Leite, na Zona Leste da cidade.
Durante toda a noite, o corpo de klebyo foi velado na Câmara de Vereadores de Petrolina. Políticos da cidade lamentaram a morte do presidente do PR. O velório seguiu até a metade da manhã deste domingo. Sob aplausos, o corpo foi levado para o Cemitério Campo da Paz, onde foi sepultado.
Bastante abalada com o crime, a esposa de Klebyo não conseguiu comparecer ao sepultamento do marido. A mãe do presidente do PR estava muito emocionada e precisou ser amparada durante a despedida do filho. O caixão de Klebyo foi coberto com a bandeira do Santa Cruz, time do seu coração.
O crime
De acordo com a Polícia Militar (PM), a vítima estava em seu veículo, indo buscar a esposa no aeroporto. Ele estava acompanhado da filha de dois anos, quando uma caminhonete de cor escura se aproximou do carro de Klebyo e efetuou vários disparos de arma de fogo. Ele foi atingido na cabeça e na cintura e morreu no local.
A Polícia Civil informou que trabalha com três linhas de investigação, que estão sendo mantidas em sigilo para não atrapalhar o andamento o caso.

Classe política enfrenta rejeição


94% dos eleitores não se veem representados. A pouco mais de um ano da eleição, pesquisa Ipsos revela que só 6% se sentem representados pelos políticos nos quais já votaram e apenas 50% defendem a democracia.
Fonte:  pesquisa pulso Brasil - INFOGRÁFICO/ESTADÃO
O Estado de S. Paulo - Daniel Bramatti
A pouco mais de um ano das eleições para a Presidência, os governos estaduais e o Congresso Nacional, os brasileiros manifestam rejeição generalizada à classe política, independentemente de partidos, e ao atual modelo de governo. Segundo pesquisa do instituto Ipsos, apenas 6% dos eleitores se sentem representados pelos políticos em quem já votaram.
Desde novembro do ano passado houve queda de nove pontos porcentuais na taxa dos que se consideram representados. A onda de negativismo contamina a percepção sobre a própria democracia: só metade da população considera que esse é o melhor regime para o Brasil, e um terço afirma que não é. Quando os eleitores são questionados especificamente sobre o modelo brasileiro de democracia, a taxa de apoio é ainda mais baixa: 38% consideram que é o melhor regime, e 47% discordam.
Passado pouco mais de um ano das manifestações de massa que culminaram no fim do governo petista de Dilma Rousseff, nada menos do que 81% dos entrevistados pelo Ipsos manifestaram concordância com a afirmação de que “o problema do País não é o partido A ou B, mas o sistema político”.
Para 94%, os políticos que estão no poder não representam a sociedade. Apenas 4% acham o contrário. Quem está na oposição também é alvo de desconfiança. Quando a pergunta é sobre os políticos em quem os entrevistados já votaram em algum momento, 86% dizem não se sentir representados.
Distância
“Segundo a opinião pública, os eleitos não representam os eleitores”, observa Rupak Patitunda, um dos responsáveis pela pesquisa Ipsos. “A democracia no Brasil, desta forma, não é representativa.”
Somente um em cada dez cidadãos veem o Brasil como um país onde a democracia é respeitada. Para 86%, isso não acontece. “A própria democracia, o que se espera de seu conceito, não é respeitada”, avalia o pesquisador. “Existe uma expectativa sobre o regime que não é atendida pelos seus clientes.”
A percepção de desrespeito às normas democráticas pode estar relacionada à ideia de desigualdade. Para 96% dos entrevistados, todos devem ser iguais perante a lei, mas somente 15% consideram que essa regra é devidamente observada no Brasil.
É quase consensual a noção de que a corrupção é um entrave para que o País alcance um nível mais avançado de desenvolvimento. Nove em cada dez eleitores concordam com as avaliações de que “o Brasil tem riquezas suficientes para ser um país de primeiro mundo”, de que “o Brasil poderia ser um país de primeiro mundo se não fosse a ação da corrupção” e de que “o Brasil ainda pode ser um país de primeiro mundo quando acabar com a corrupção”.
Os dados do Ipsos mostram que, após um ciclo de acirramento da polarização política no País, há uma ânsia por iniciativas de conciliação. Nada menos do que 88% dos entrevistados concordam com a afirmação de que “as pessoas deveriam se unir em torno das causas comuns, e não brigar por partido A ou partido B”. Parcela similar considera que “brigar por partido A ou B faz com que as pessoas não discutam os reais problemas do Brasil”.
Os dados do Ipsos são parte de um levantamento chamado Pulso Brasil, realizado mensalmente desde 2005 para monitorar a opinião pública sobre política, economia, consumo e questões sociais. Foram ouvidos 1,2 mil entrevistados, em 72 municípios, entre os dias 1.º e 14 de julho. A margem de erro é de três pontos porcentuais para mais ou para menos. As informações são do jornal 
O Estado de S. Paulo.

Temer: reforma política e contradições


Temer afirma que não discute reforma política e se contradiz sobre encontrar com Gilmar Mendes
Congresso em  Foco – Edson Sardinha
Em nota à imprensa, o presidente Michel Temer negou, neste sábado (12), que esteja participando das discussões sobre a reforma política. A declaração do peemedebista contradiz a justificativa apresentada por ele para os vários encontros que têm mantido com o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), inclusive fora da agenda oficial no Palácio do Jaburu. Temer tem atribuído as conversas com o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) às discussões sobre reforma política.
https://t.dynad.net/pc/?dc=5550003218;ord=1502597704129“O presidente Michel Temer não está participando da discussão sobre a reforma política. Não se envolveu na adoção do distritão nem na criação do fundo eleitoral. Esses são temas do Congresso Nacional”, diz o comunicado.
No último domingo, Temer recebeu Gilmar no Jaburu. O próprio ministro alegou que o encontro foi para discutir mudanças no sistema político e eleitoral. No fim de junho, os dois também se encontraram na residência oficial também a pretexto de discutir reforma política, fora da agenda. Essa reunião ocorreu na véspera da escolha de Raquel Dodge como nova procuradora-geral da República e da sessão do Supremo que validou a delação da JBS.
A nota divulgada pelo Planalto neste sábado é uma resposta a matérias publicadas nos últimos dias que indicam que Temer apoia a criação de um fundo eleitoral de R$ 3,6 bilhões para financiar as campanhas eleitorais e a instituição do voto majoritário para as eleições de deputado e vereador, o chamado “distritão”.
Nesse caso, os eleitos serão aqueles parlamentares que obtiverem a maior votação, até que todas as vagas sejam preenchidas. Uma das principais críticas ao modelo, adotado em apenas quatro países, é que ele favorece os políticos com mandato, mais conhecidos do eleitorado.
De acordo com reportagem deste sábado do jornal O Estado de S. Paulo, o governo apoia a destinação de recursos de emendas para a criação desse fundo eleitoral, alternativa defendida por políticos diante da proibição do financiamento empresarial.