segunda-feira, 31 de julho de 2017

Tasso entregará presidência do PSDB a Aécio


Nessa terça-feira
Tasso Jereissatti se recusa a continuar como presisente interino. "Ele que reassuma e assuma as responsabilidades", afirmou Tasso.
O Globo - Maria Lima

A movimentação do presidente afastado do PSDB, senador Aécio Neves (MG) para recuperar espaço político no governo e retornar ao comando do partido, nos últimos dias, deve ter um desfecho nesta terça-feira. Incomodado com o recuo de Aécio, que antes do recesso parlamentar teria concordado em convocar uma reunião da Executiva nacional para se afastar definitivamente da presidência do PSDB e escolher o novo presidente, o presidente interino Tasso Jereissatti (PSDB-CE) deverá entregar o cargo.
Segundo interlocutores de Tasso, ele se recusa a continuar como presidente interino, tendo Aécio articulando com o governo e outras forças políticas como “presidente de fato”. Tasso disse que nos últimos três dias viu que Aécio começou a mudar de posição “muito firmemente” em relação a disposição de, depois do recesso, fazer a transição.
 
Ele citou o encontro com o presidente Michel Temer na última sexta-feira e ligações para deputados do partido. Nas conversas Aécio estaria comunicando a disposição de reassumir todos os cargos para os quais fora eleito.
 
— Me parece que tem uma articulação do governo para Aécio voltar a presidência do PSDB. Para mim isso não é problema nenhum. Amanhã eu entrego o cargo para o Aécio e digo: toma, você é o presidente. E ele que assuma as responsabilidades. Se tem tanta gente pedindo para ele voltar, se tem apoio majoritário a ele no partido, que reassuma — disse Tasso ao GLOBO.
 
Interlocutores de Aécio tem dito que nas últimas semanas, com o movimento pelo desembarque do governo Temer refluindo, o melhor era adiar a convocação da Executiva e a escolha do novo presidente, para não descambar para uma nova discussão sobre rompimento com o governo. A disposição desse grupo seria “colocar o pé no freio” e esperar as votações das denúncias contra Temer.
Depois do encontro com Temer no Jaburu na última sexta-feira, Aécio voltou a articular com deputados votos contra a denúncia e ganhou força a ideia de retomar o comando do partido para fazer a transição, com o apoio dos ministros tucanos e da ala governista do PSDB. Para Tasso, não procede informações de que o governador Geraldo Alckmin esteja articulando para que o governador de Goiás, Marconi Perillo, seja o novo presidente do PSDB já.
 
Para ele a intenção de Aécio é retomar o comando e continuar até maio, quando acaba seu mandato.
 
— Essa é uma articulação do Aécio, dos ministros e do governo. Alckmin não está nesse circuito e acho que talvez esteja até incomodado. Se Aécio quer mesmo reassumir, acho que vai ficar empurrando a escolha do novo presidente com a barriga até maio — disse Tasso.

Com tropas, Temer cria fato em véspera de votação


Presidente Temer no comando das Forças Armadas, no Rio de Janeiro
Helena Chagas – Blog Os Divergentes
Tirando o exagero de dizer que os índices de criminalidade já caíram “enormemente” em dois dias de atuação das Forças Armadas na segurança do Rio, Michel Temer conseguiu finalmente, às vésperas da votação de seu afastamento pela Câmara, criar um fato positivo, devidamente faturado na viagem-relâmpago ao estado neste domingo. Muda alguma coisa na contagem dos votos? Diretamente não, mas é uma tentativa de amenizar o clima, além de tentar reduzir as traições na bancada do Rio.
Todo mundo sabe que botar o exército nas ruas é um paliativo, e que a violência urbana crescente e alarmante só será contida de verdade com medidas estruturais. Muitos temem a militarização dessa questão e até possíveis incidentes entres os militares e a população. Mas o povo vivia numa tal insegurança que gostou: aplaudiu, buzinou, deu entrevista.
Michel, numa rara ocasião, conseguiu sair de Brasília para uma viagem em que não foi vaiado. Apareceu nas imagens e fez um pronunciamento, cercado de ministros – até Henrique Meirelles foi. Aproveitou a viagem para conversar com deputados da bancada do Rio, que está dividida em relação à votação da denúncia, sobretudo depois que o relatório do deputado Sérgio Zveiter foi derrotado pelos governistas na CCJ.
O principal efeito político de curto prazo da ação no Rio, porém, não será medido em votos. Ao botar a tropa na rua, Temer criou uma pauta importante para a mídia, que está com os canhões apontados contra ele mas passa a ter outro tema para abrir os telejornais, de igual ou até maior importância aos olhos da população. E, quem sabe, ajuda a criar um clima de ruim com ele, pior sem ele…

PGR entra com 3º pedido de prisão contra Aécio no STF


Portal Terra
A Procuradoria-Geral da República (PGR) entrou hoje (31) no Supremo Tribunal Federal (STF) com novo recurso pedindo a prisão do senador Aécio Neves (PSDB-MG). A PGR pretende anular decisão anterior do ministro Marco Aurélio, que negou outro pedido de prisão e determinou o retorno do parlamentar, no mês passado, às atividades no Senado.
É o terceiro pedido sucessivo feito pela procuradoria para prender o senador. Dois foram rejeitados desde a homologação da delação premiada da JBS. A questão será analisada pela Primeira Turma da Corte, composta pelos ministros Alexandre de Moraes, Rosa Weber, Luiz Fux e Luís Roberto Barroso, além do relator.
No mês passado, Marco Aurélio manteve decisão anterior de negar o pedido de prisão preventiva do senador, mas proibiu Aécio de deixar o país e de fazer contato com outros investigados ou réus no processo.
Antes da decisão de Marco Aurélio, Aécio Neves estava afastado da atividade parlamentar por uma decisão do antigo relator do caso, ministro Edson Fachin. Aécio foi citado pelo empresário Joesley Batista, dono do grupo JBS, e um de seus depoimentos de delação premiada. Joesley contou aos procuradores que Aécio lhe pediu R$ 2 milhões para pagar despesas com sua defesa na Operação Lava Jato.
À época, a defesa de Aécio comemorou a decisão de Marco Aurélio e o senador disse que sempre acreditou Justiça e que seguiria "no exercício do mandato que me foi conferido por mais de 7 milhões de mineiros, com a seriedade e a determinação que jamais me faltaram em 32 anos de vida pública", declarou em nota.

Palácio Joaquim Nabuco se torna museu


Do G1/PE
Há 142 anos funcionando como a casa da Assembleia Legislativa do Estado (Alepe), o Palácio Joaquim Nabuco fecha, definitivamente, as suas portas para as atividades parlamentares a partir da terça-feira (1º). Com a construção de um novo prédio que sediará os debates dos deputados, o palácio passará por uma reforma para se transformar no Museu Legislativo do Estado.
De acordo com o presidente da Alepe, o deputado Guilherme Uchoa, o orçamento para recuperação do prédio está submetido à primeira secretaria da casa parlamentar, um valor que pode chegar a R$ 18 milhões. Ainda segundo o presidente, o recurso pode ser captado pela Lei Rouanet, que permite o financiamento de empresas para atividades culturais, mas ainda não há data para início da reforma.
Localizado na Rua da Aurora, área central do Recife, a construção neoclássica do século 19 se destaca pela beleza. De coloração azulada, ele ostenta esculturas e uma abóbada dourada. Com duas pequenas galerias, ele é tombado pelo Patrimônio Histórico e pelo Instituto Brasileiro de Museus.
“Todos os elementos como arquitetura, entalhes do mobiliário e documentos históricos passam a ser incorporados ao museu e tombados também. Eu acho que é mais um símbolo turístico que se incorpora à cidade do Recife”, pontua a superintendente de Preservação do Patrimônio Histórico do Legislativo, Cíntia Barreto.
O novo local, que recebe as atividades legislativas a partir da terça-feira (1º), fica localizado na Rua da União. Além de contar com uma arquitetura moderna, tem auditório para 142 lugares, três pequenos plenários para comissões parlamentares e o plenário principal Eduardo Henrique Aciolly Campos para reuniões, solenidades, audiências públicas especiais e votações. O painel também passa a ser eletrônico, possibilitando a votação digital.
“Tudo foi feito com recurso próprio. Aqui não tem, sequer, uma suplementação orçamentária do Executivo. Tudo foi feito com as economias da Casa. Ele tem capacidade para essa Assembleia do futuro chegar a 90 deputados. Então, essa é uma obra de perspectiva de crescimento. Nós estamos pensando no Pernambuco de amanhã”, finaliza Uchoa.

Bolsonaro escolhe o PEN para se lançar à Presidência


Folha de São Paulo
O deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) escolheu o PEN (Partido Ecológico Nacional) para lançar sua candidatura à Presidência em 2018.
De acordo com Adilson Barroso, presidente nacional da sigla, o acerto depende apenas da assinatura final, que só poderá ser feita durante a janela partidária – ou seja, o período de 30 dias em que os parlamentares podem trocar de legenda sem perder o mandato.
"Está 99,9% fechado, estamos só esperando a assinatura do 'casamento partidário', por isso o 0,1%", afirmou Barroso à Folha. A assessoria do deputado também confirmou que a troca está acertada, mas ainda não concluída.
A janela partidária deve ocorrer em março de 2018, mas pode ser antecipada pela reforma política.
Segundo o presidente nacional do PEN, o partido conversa com o grupo de Bolsonaro há cerca de seis meses para acertar a troca de partido. "A gente chegou à conclusão que ele é o candidato que mais queremos", afirmou.
Na última pesquisa Datafolha, em junho, o pré-candidato apareceu com 16% de intenção de voto.
A saída de Bolsonaro do PSC já era dada com certa desde o começo de 2017, embora o parlamentar ainda não tivesse acertado com nenhum partido. O deputado se diz decepcionado com a aliança do PSC com o governador do Maranhão, Flávio Dino, do PC do B, em 2016.
TROCA DE NOME
Com a ida de Bolsonaro par a sigla, o PEN também acertou uma troca de nome. Barroso afirma que a mudança já estava sendo discutida. "Há quem ache que a ideologia do PEN por ter 'ecológico' no nome defende só isso, e não é verdade", afirmou.
O partido – que precisa de autorização do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para se renomear – ainda não decidiu qual deve ser seu novo nome.
Em uma enquete na página de Facebook do partido, por enquanto vence o nome "Patriota". Em segundo lugar, a opção "Prona", nome do antigo partido de Enéas Carneiro (1938-2007), que se fundiu ao PL em 2006 para se tornar o PR.

COM 29 DEPUTADOS DEM TEM 72,4% DA BANCADA 'NO MURO' SOBRE TEMER

A dois dias da votação contra Michel Temer no plenário da Câmara, o partido que mais está "no muro" é o DEM. A sigla do presidente da Casa, Rodrigo Maia (RJ), tem 21 dos 29 deputados que não se posicionaram, ou 72,4% da bancada, segundo o Placar do jornal O Estado de S. Paulo.
Maia, como presidente da Casa, não vota e é o primeiro na linha sucessória da Presidência. Temer e Maia tiveram momentos recentes de mal-estar. O episódio mais emblemático foi quando Temer tentou cooptar para o PMDB os deputados "descontentes" do PSB, enquanto Maia tentava fazer o mesmo. O líder do DEM na Câmara, Efraim Filho (PB), chamou o gesto de "desleal". Ele faz parte dos 15 que não quiseram revelar seu voto - os seis restantes se declararam indecisos. O segundo e o terceiro partido que menos revelaram votos foram PR e o PRB, ambos da base aliada. O primeiro tem 68,4% dos parlamentares "no muro" e o segundo, 60,9%.
Os líderes das principais frentes parlamentares mantiveram as posições sobre a denúncia contra Temer em segredo até a semana que antecede a votação. Anteriormente, Nilson Leitão (PSDB-MT), Alberto Fraga (DEM-DF) e Alan Rick (DEM-AC) haviam declarado ao Placar do Estado que não iam se manifestar sobre a denúncia.
Agora, os líderes da bancada ruralista e da Segurança Pública dizem estar com Temer, "mas com ressalvas". Já Rick, da bancada da Família, sinaliza apoio ao presidente. 
Agência Estado

AÉCIO RETOMA PRESIDÊNCIA DO PSDB E TENTA CONTER ROMPIMENTO COM TEMER

O senador Aécio Neves (MG) deve retomar a presidência do PSDB em agosto para coordenar a eleição e transição de seu substituto definitivo no comando da legenda e, ao mesmo tempo, tentar evitar o rompimento dos tucanos com o presidente Michel Temer. Licenciado da direção partidária desde 18 de maio, após ser atingido pela delação da JBS, ele trabalha ativamente nos bastidores para manter a sigla na base do governo.
No esforço para reverter votos de tucanos, Temer convidou Aécio para um jantar na noite de sábado. O encontro aconteceu no Palácio do Jaburu, onde o presidente mora com a família, e contou com os ministros tucanos Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo) e Bruno Araújo (Cidades) e Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência), do PMDB, e das respectivas esposas. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), foi convidado, mas não compareceu.
Aécio tem ligado para deputados do PSDB em busca de reverter votos daqueles que são favoráveis à aceitação da denúncia por corrupção passiva contra Temer apresentada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. A votação da denúncia no plenário da Câmara está marcada para esta quarta-feira. E pelas previsões do líder do partido na Casa, Ricardo Tripoli (SP), a maioria dos 46 deputados tucanos deve votar pela aceitação da denúncia.
“A maioria deve votar para que a investigação seja aberta. Hoje, o placar está na faixa de 28 a 30 (deputados) a favor da denúncia e de 17 a 19 contra”, disse Tripoli ao Estado/Broadcast. No Placar do Estado, 18 deputados do PSDB já declararam voto a favor da aceitação da denúncia e apenas seis se disseram contra. Dos outros 22 parlamentares, 19 não quiseram responder e três se disseram indecisos sobre como se posicionarão.
O líder do PSDB ressaltou que dificilmente a bancada fechará questão a favor ou contra a denúncia, como fizeram outros partidos da base aliada. Sigla de Temer, o PMDB fechou questão para barrar a abertura de investigação do presidente, assim como PSD, PP, PR, PRB e PTB, legendas que integram o chamado Centrão. “Vamos nos reunir nessa semana para discutir o assunto, mas fechar questão é difícil”, afirmou Tripoli.
Na votação da denúncia na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), cinco dos sete deputados do PSDB que integram o colegiado votaram contra Temer. Os outros dois votaram a favor, entre eles, Paulo Abi-Ackel (MG). Aliado de Aécio, ele foi o responsável por apresentar parecer pela rejeição da denúncia contra o presidente, em substituição ao do deputado Sergio Zveiter (PMDB-RJ). O relatório do peemedebista recomendava a aceitação da denúncia, mas foi rejeitado.
Sucessão
Aécio combinou com o presidente interino do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), de se reunirem no início de agosto para decidirem juntos a data da convenção do partido para eleger uma nova executiva nacional. Segundo Tripoli, a previsão é de que essa eleição ocorra no fim de agosto. É durante esse intervalo que aliados pressionam Aécio a retomar a chefia do partido para comandar a transição. Segundo aliados, o senador já topou.
“É legítimo que isso (transição) seja feito pelo próprio Aécio. Não tem nada que o impeça de conduzir a transição. Como já se decidiu que vai ter uma eleição fora de época, não há razão para o Aécio não conduzir isso”, afirmou o deputado Nilson Leitão (MT), vice-líder do PSDB na Câmara e segundo-secretário da legenda. “O partido não o afastou. Ele se licenciou. Estamos falando de uma transição. Não podemos sentenciá-lo.”
Hoje dois nomes são colocados pelos tucanos como candidatos à sucessão de Aécio. O próprio Tasso Jereissati e o governador de Goiás, Marconi Perillo. Considerado o favorito, o senador cearense é favorável ao rompimento do partido com Temer. Já Perillo é favorável à permanência do PSDB na base do governo.
Manifestação
O movimento Quero Um Brasil Ético realizou neste domingo, na Avenida Paulista, um ato em apoio à Operação Lava Jato. A pauta da manifestação, que segundo os organizadores teve a participação de aproximadamente mil pessoas, também pediu “Fora Temer, Lula, Aécio e todos os corruptos”. Entre os participantes do ato estavam os juristas Modesto Carvalhosa e Hélio Bicudo, um dos autores do pedido de impeachment contra a presidente cassada Dilma Rousseff.
O promotor e presidente do conselho deliberativo do Instituto Não Aceito Corrupção, Roberto Liviano, destacou o caráter apartidário do ato e já marcou nova manifestação para o próximo domingo. “Vamos levar as fotos de todos os deputados que votarem contra a admissibilidade da denúncia (contra Temer) para a Avenida Paulista”, disse.
O movimento também garantiu o seu apoio ao jurista Modesto Carvalhosa em uma eventual eleição indireta, no caso do afastamento de Temer. “A manifestação avançou em outras pautas, como no apoio à possibilidade de candidaturas independentes concorrerem em 2018”, afirmou Carvalhosa. 
Agância Estado

A PERSONALIDADE DO DIA !!!

Por Claudio Soares 

LEMBRANÇAS

PEDRO TORRES - BENONE LEÃO 

Ano: 1986- Encontro Regional do PFL, em São José do Egito
Foto do arquivo pessoal de BENONE LEÃO

Por Gilberto Lopes

Destituído da presidência do PSB-CE, deputado Danilo Forte está a caminho do DEM

Após ter sido destituído da presidência do PSB do Ceará por ter votado a favor da reforma trabalhista, o deputado federal Danilo Forte (ex-PMDB) está em negociação com o DEM.
Ele é um dos 14 dissidentes da bancada do PSB que não seguiram a orientação do presidente Carlos Siqueira no sentido de votar contra essa reforma, já aprovada pelo Congresso e sancionada pelo presidente da República.
Danilo Forte está aguardando apenas a “janela” para fazer a travessia do PSB para o DEM, sem risco de perda do mandato por infidelidade partidária.
“Quem mudou não fui eu, foi o PSB. Quando vieram conversar comigo sabiam que eu era a favor do impeachment (de Dilma) e de reformas, até para garantir conquistas sociais. Não dá para ficar só na oposição, rebelde sem causa, sem propor nada”, disse ele.
A situação de Danilo Forte é exatamente a mesma do ministro Fernando Filho (PSB-PE), que responde a um processo no Conselho de Ética do partido por ter votado a favor da reforma trabalhista.

Governador afaga PMDB de Patos e presenteia Grupo Mota com direção da Maternidade. Ricardo teria exigido nome de médico para o cargo

O pediatra Dr. Umberto Marinho Junior teve seu nome confirmado pelo governador Ricardo Coutinho como novo diretor da Maternidade Peregrino Filho de Patos. Ele deve assumir nesta segunda-feira (31/07) o lugar do médico Odir Borges que agora é prefeito de Catingueira.
A confirmação se deu neste sábado (29/07), quando o governador da Paraíba esteve aqui em Patos participando de um encontro de seu partido político.
Com essa nomeação, Ricardo Coutinho afaga o Grupo Motta, liderado pelos deputados Nabor Wanderley (estadual) e Hugo Mota (federal). Os dois são peças importantes do PMDB estadual, e podem pesar na hora de uma possível aliança entre PMDB e PSB, esse último partido do governador.
Alguns peemedebistas do município de Patos davam como certa a escolha do nome da vereadora Nadir Rodrigues (PMDB) para o cargo de Diretora da Maternidade, mas segundo se comenta, o governador teria exigido de Nabor o nome de um médico para ocupar o cargo.
 Patosonline.com 

Aécio volta a circular em reuniões de Brasília


Após delação da JBS, Aécio volta a circular com desenvoltura em reuniões de articulação política
Folha de S. Paulo - Por Painel

Um político que é figurinha carimbada nos jantares de Brasília reparou que Aécio voltou a atuar com desenvoltura nas reuniões de articulação.
 
Recolhido desde a explosão da delação da JBS, o senador mineiro esteve na residência de Maia na sexta (28), em jantar com Temer no Palácio do Jaburu no sábado (29) e em almoço com o presidente da Câmara, novamente, neste domingo (30).
 
A votação da denúncia contra Temer na Câmara vai pôr fim à guerra de versões sobre o tamanho da divisão na bancada do PSDB na Câmara no que diz respeito à manutenção do apoio ao Planalto. A ala que defende o desembarque diz que 30 dos 47 deputados são a favor da denúncia.
 
O grupo que prega o apoio ao governo fala em placar apertado, com 23 votos para cada lado.

PT decide por Marília


   A decisão da executiva estadual do PT, de disputar em faixa própria o Governo do Estado nas eleições do próximo ano, já era esperada. E a candidata é a vereadora Marília Arraes, líder da oposição na Câmara do Recife, que não tem nada a perder. No caso de não ser bem sucedida, passará a ser um quadro para o futuro e renovará, dois anos depois, seu mandato na capital.
Ao final do encontro de ontem, para não antecipar o lançamento de Marília, a direção do partido citou, além da vereadora, o nome do ex-prefeito do Recife, João Paulo, como alternativa, mas ele está fora de qualquer projeto majoritário. Tentará um mandato na Câmara dos Deputados, assim como o senador Humberto Costa, sem chances de emplacar a reeleição.
O PT resolveu antecipar que terá candidatura própria 20 dias após Humberto apresentar Marília ao ex-presidente Lula. Por que o PT vai de Marília? Fato novo, cara nova, tem projeção no Grande Recife, sobrenome Arraes, dissidente do PSB, de onde migrou, e, principalmente, por ser mulher.
Será a primeira mulher candidata a governadora do Estado. O PT aposta no fenômeno e na popularidade do ex-presidente Lula para viabilizar a eleição de Marília. Quanto aos argumentos de que o senador Armando Monteiro, pré-candidato do PTB a governador, havia sido descartado para uma aliança por ter votado a favor da reforma trabalhista, isso é balela.
O próprio Armando em momento algum acenou para repetir a aliança com o PT, como fez em 2014. Perdedor com os petistas também na eleição para prefeito do Recife, apoiando João Paulo, Armando quer, na realidade, montar uma nova coligação, longe do PT, para tentar tirar o PSB hegemônico do poder.
Para isso, abriu conversações com dissidentes do PSB, liderados pelo senador Fernando Bezerra Coelho, o DEM e o PSDB, partidos cujos interlocutores são o ministro da Educação, Mendonça Filho, e o ministro de Cidades, Bruno Araújo. Armando também inclui Jarbas Vasconcelos, principal líder do PMDB, com quem já conversou sobre 2018 por diversas vezes. Sua intenção é esta. Se vai conseguir, são outros quinhentos.Por Magno Martins

Comemora ou não?


Ricardo Boechat – IstoÉ
Michel Temer planeja fazer um pronunciamento à nação caso vença a votação da denúncia apresentada pela PGR no plenário da Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira 2. Como a sessão deve acabar tarde, a fala ocorreria no dia seguinte. O governo quer garantir o quorum de 342 políticos no plenário, mas admite que após a marcação de presença, alguns políticos da base aliada deixem a Câmara, sem que a fuga dê a oposição os votos suficientes para a abertura de ação contra o presidente no STF. 
Agora, com o núcleo central do Planalto focado na proteção a Temer, o que se percebe nos governos sãos os ministérios bem paralisados, com seus titulares trabalhando poucos dias na semanas e onde falta dinheiro para praticamente tudo.
Surpreendeu a área econômica do governo, na semana passada, nota da Associação Nacional dos Procuradores da República em defesa da proposta de Orçamento para 2018 do MPF. Primeiro, ao destacar que o reajuste salarial de 16,38% para o funcionalismo “não acarretará em aumento de gastos públicos”. Depois, ao afirmar que o impacto de R$ 116 milhões estimado pelo Ministério Público da União “serão compensados”. Em ambos os casos faltou explicar como.

Bancadas boi, bala e Bíblia fazem pedidos ao governo


Coincidindo com a delação do Grupo J&F e a tramitação da acusação da PGR contra o presidente, parlamentares reforçam demandas de seus interesse no governo
O Estado de S.Paulo - Valmar Hupsel Filho, Gilberto Amendola, Marianna Holanda, Pedro Venceslau

As principais frentes parlamentares da Câmara dos Deputados reforçaram nos dois últimos meses as demandas por pautas de seus interesses no governo federal. A investida coincidiu com a delação do Grupo J&F e o início da tramitação da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República contra o presidente Michel Temer por corrupção passiva.
As chamadas bancadas “BBB” (Boi, Bala e Bíblia), que se organizam para defender temas ligados ao agronegócio, à segurança pública e à religião, abrigam 80% dos 213 deputados que não declararam publicamente como vão votar a respeito da admissibilidade ou não da acusação formal, segundo o Placar do Estado.
Além de distribuir emendas parlamentares e de receber mais de uma centena de deputados, Temer já atendeu algumas reivindicações das frentes e indica que poderá apoiar outras demandas históricas dos grupos. A sinalização mais clara foi dada à bancada ruralista, a mais organizada e combativa da Câmara, formada por 205 deputados.
Valmar Hupsel Filho, Gilberto Amendola, Marianna Holanda, Pedro Venceslau, O Estado de S.Paulo
31 Julho 2017 | 04h00
As principais frentes parlamentares da Câmara dos Deputados reforçaram nos dois últimos meses as demandas por pautas de seus interesses no governo federal. A investida coincidiu com a delação do Grupo J&F e o início da tramitação da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República contra o presidente Michel Temer por corrupção passiva.
As chamadas bancadas “BBB” (Boi, Bala e Bíblia), que se organizam para defender temas ligados ao agronegócio, à segurança pública e à religião, abrigam 80% dos 213 deputados que não declararam publicamente como vão votar a respeito da admissibilidade ou não da acusação formal, segundo o Placar do Estado.
O presidente da Câmara Rodrigo Maia
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (PMDB-RJ) Foto: André Dusek/Estadão
Além de distribuir emendas parlamentares e de receber mais de uma centena de deputados, Temer já atendeu algumas reivindicações das frentes e indica que poderá apoiar outras demandas históricas dos grupos. A sinalização mais clara foi dada à bancada ruralista, a mais organizada e combativa da Câmara, formada por 205 deputados. 
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Para barrar o prosseguimento da denúncia na Casa, Temer precisa de um mínimo de 172 votos. A admissibilidade da acusação requer um mínimo de 342 votos. O governo está confiante de que a denúncia será rejeitada. A sessão está marcada para quarta-feira.
A expectativa, contudo, é de que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresente ao menos uma nova acusação formal contra o presidente, que ainda é investigado pelos crimes de obstrução da Justiça e organização criminosa. Esta situação intensificou o clima de cobrança na Câmara.
No mês passado, em meio à tramitação da denúncia, Temer destravou os principais itens da chamada “Pauta Positiva” apresentada pela Frente Parlamentar pela Agropecuária em maio de 2016 ao então vice-presidente – uma semana antes do afastamento de Dilma Rousseff.
Entre os itens da pauta, foi sancionado no dia 11 deste mês a medida provisória que permite a legalização em massa de áreas públicas invadidas, apelidada por ambientalistas de “MP da Grilagem”. Oito dias depois, o presidente Michel Temer aprovou parecer da Advocacia-Geral da União (AGU) que determina que o entendimento do Supremo Tribunal Federal no julgamento da terra indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima, deve balizar próximas demarcações.
O governo também encaminhou neste mês de julho ao Congresso um projeto de Lei que altera os limites da Floresta Nacional do Jamanxim e cria uma Área de Proteção Ambiental de mesmo nome, no Pará. Na prática, o governo propõe o aumento da área passível de ser desmatada, o que gerou protestos de ambientalistas.
O deputado Nilson Leitão (PSDB-MT), coordenador da Frente Parlamentar Mista da Agricultura destaca avanços nas negociações com o governo Temer em relação a demarcação de terras indígenas, venda de terras para estrangeiros, licenciamentos ambientais e anistia às dívidas de agricultores com o Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural), entre outras.
“Estamos mantendo um bom diálogo com o governo em diversos aspectos, principalmente em pautas que não avançavam há muito tempo”, disse Leitão.
Pressões. A Frente Parlamentar Evangélica conseguiu em junho que o Ministério da Educação determinasse a retirada de circulação de mais de 90 mil livros didáticos de conteúdo considerado impróprio pelos religiosos. A ação foi uma demonstração de força dentro da Comissão de Educação e mostrou a disposição do governo em dialogar com o grupo.
O deputado Alan Rick (DEM-AC), membro da frente, afirmou que na volta do recesso a bancada deve concentrar suas atenções para proposições ligadas à descriminalização do aborto – mais especificamente o Estatuto do Nascituro, que, na prática, transformaria o aborto em crime hediondo.
Em tramitação desde 2007, e já com parecer favorável na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o projeto deve ir ao plenário da Câmara tão logo a denúncia contra Temer seja um assunto do passado. Rick acredita que o Estatuto terá apoio do governo e de sua base. “Já conversei com o presidente e ouvi que ele, pessoalmente, é contra o aborto. Por isso, estou confiante que iremos conseguir barrá-las com o apoio do governo.”
Sem ter suas pautas atendidas de forma tão direta, a Frente Parlamentar da Segurança Pública projeta para o segundo semestre uma resposta do governo à sua principal demanda: a revogação do Estatuto do Desarmamento.
O grupo quer que o projeto do deputado Rogério Peninha Mendonça (PMDB-SC), que flexibiliza pontos do Estatuto do Desarmamento, seja lavado ao plenário. Entre os principais pontos estão o fim da obrigatoriedade da renovação do registro de armar e a redução da idade mínima para compra de armas de 25 para 21 anos. “Temos que insistir na votação da flexibilização do Estatuto. O governo não pode ser tão reticente ao tema”, disse o deputado Alberto Fraga (DEM-DF), coordenador da Frente Parlamentar da Segurança Pública. “Antes era o viés da omissão. Agora, ao menos, estamos trazendo essas questões para o debate”, completou.

Emendas: Temer libera R$ 19 mi de ministros tucanos


O Estado de S. Paulo -Thiago Faria

Mesmo afastados de seus mandatos no Congresso, três dos quatro ministros filiados ao PSDB, partido que ameaça deixar o governo, tiveram R$ 19,2 milhões em emendas empenhadas entre junho e julho. O presidente Michel Temer incluiu na lista dos favorecidos pela liberação projetos apresentados por Aloysio Nunes (Relações Exteriores), Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo) e Bruno Araújo (Cidades), quando estavam na Câmara e Senado. O quarto ministro tucano – Luislinda Valois (Direitos Humanos) – não é parlamentar.
Dos 14 ministros que se licenciaram dos mandatos para assumir um cargo na Esplanada, apenas os três e Fernando Coelho (Minas e Energia) apresentaram emendas durante as discussões do Orçamento de 2017. No caso de Coelho, que teve R$ 2,8 milhões empenhados, o PSB, partido ao qual é filiado, já desembarcou do governo, mas o ministro se manteve no cargo.
Desde a divulgação da delação da JBS, no fim de maio, Temer liberou R$ 4,1 bilhões em emendas, o que representa 97% do total empenhado no ano. Embora o pagamento da maior parte das emendas tenha se tornado obrigatório desde 2015, o ritmo de liberação é definido pelo governo.
A estratégia tem sido criticada pela oposição, que aponta uma tentativa de Temer de “comprar” o apoio de deputados que vão votar, na próxima quarta-feira, se autorizam ou não o Supremo Tribunal Federal (STF) a examinar a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente por corrupção passiva.
Para o Palácio do Planalto, o orçamento impositivo, criado em 2015, obriga o governo federal a não contingenciar as emendas parlamentares. “Tradicionalmente, o maior volume de liberação das emendas ocorre no final de cada semestre, em virtude da programação orçamentária do Ministério do Planejamento. Não existe relação entre as emendas orçamentárias e votos de parlamentares em qualquer tipo de matéria.”
Ao empenhar uma emenda é como se o governo fizesse uma promessa de pagamento a ser concretizado futuramente. A liberação desses recursos, é vista como uma espécie de moeda de troca entre o governo e o Congresso, e costuma ser usada pelo governo para garantir apoio em votações importantes. Para o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), ao incluir os ministros-parlamentares na lista de favorecidos, Temer estaria cometendo crime de responsabilidade por usar recursos públicos para agradar os aliados.
Campeão. Bruno Araújo foi o campeão em emendas empenhadas até a semana passada, mais que todos os atuais parlamentares. Ao todo, foram R$ 10,9 milhões. Cerca de metade do valor – R$ 5,3 milhões – foi destinado a programas da própria pasta de Araújo, o Ministério das Cidades.
Em nota, o ministro afirmou que “quando da designação das emendas parlamentares para 2017, estava em pleno exercício do mandato de deputado”. Araújo foi um dos primeiros tucanos a ameaçar deixar o governo após a divulgação da delação do empresário Joesley Batista, da JBS, usada na denúncia contra Temer. Na época, foi dissuadido pelo próprio partido, que decidiu se manter no governo.

domingo, 30 de julho de 2017

Aloysio e o PSDB: “baixar a bola” e ficar com Temer


Folha de S.Paulo – Daniel Carvalho e Bruno Boghossian
Defensor da permanência do PSDB no governo dopresidente Michel Temer, o ministro Aloysio Nunes (Relações Exteriores) diz que seu partido precisa "baixar a bola" e deixar de pensar que abandonar o barco vá salvá-lo nas próximas eleições.
"Achar que se afastar deste governo e contribuir para a sua queda vai salvar o PSDB nas eleições é subestimar a inteligência do povo brasileiro. O fato de sair do governo não vai fazer com que o sujeito emirja da pia batismal vestido de branco, 'não tenho nada a ver com essa situação'. Temos, sim [bate a mão na mesa]. Nós criamos essa situação", disse em entrevista à Folha.
O PSDB volta do recesso nesta terça-feira (1º) dividido sobre a decisão de romper com o governo Temer ou continuar na base de sustentação e manter os quatro ministérios que ocupa -Cidades, Relações Exteriores, Direitos Humanos e Secretaria de Governo.
Para o ministro, o PSDB precisa reduzir a temperatura de seus conflitos internos para decidir quem será o próximo presidente da sigla -cargo ocupado interinamente por Tasso Jereissati (CE) desde maio, quando Aécio Neves (MG) foi afastado ao ser gravado pelo empresário Joesley Batista, do grupo J&F, pedindo R$ 2 milhões.
Nunes reconhece que Aécio "foi muito atingido", mas pondera que "injustamente". "Acho que afetou muito. O presidente, evidentemente, é a cabeça do partido. Mas não foi só o Aécio que foi atingido por essas delações -e atingido injustamente. Muitos outros o foram. Inclusive eu", diz o chanceler, também mencionado em delação da Odebrecht.
Ao sair em defesa do governo, o tucano classificou como "milagre" que Temer governe no atual sistema político, com troca de benesses por votos.
"É um milagre que o presidente Temer esteja conseguindo fazer um governo que enfrente os problemas do país com eficácia tendo que negociar, que abrir mão de objetivos máximos", afirmou.
2018
Para as eleições presidenciais de 2018, Nunes defendeu que os tucanos se alinhem a um "campo reformista", identificado com o atual governo, para se opor a uma candidatura oposicionista.
Ele também minimizou as pré-candidaturas de Jair Bolsonaro (PSC) e Marina Silva (Rede).
Para ele, Jair Bolsonaro "não é uma opção real" da disputa presidencial, e tem uma "pauta esquálida".
"O que diz o Bolsonaro para a sociedade brasileira? É a apologia do regime militar, à homofobia, ao antifeminismo. Não se sustenta. Pode fazer bonito na eleição, mas não é uma opção real colocada na mesa, assim como Marina." 

LEMBRANÇAS...

BENONE LEÃO 

40 anos de aniversário do Hospital Municipal de São José do Egito- PE.

U.M.M.R.S. 

Foto do arquivo pessoal de BENONE LEÃO

Por Gilberto Lopes

Efraim Filho e Aleluia coordenam o novo programa do DEM

Os deputados federais Efraim Filho (PB) e José Carlos Aleluia (BA) estão à frente de uma comissão encarregada de elaborar o novo programa do Democratas com o qual o partido enfrentará as urnas das eleições de 2018. Também fará parte desta comissão o ex-ministro Gustavo Krause, pai da deputada estadual pernambucana Priscila Krause e um dos “ideólogos” do partido.
O programa será basicamente voltado para as classes médias, com ênfase na educação, na saúde, na segurança pública, na ciência e tecnologia, e no empreendedorismo.
Também estão sendo ouvidos sobre a revisão do programa demista o presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia (RJ), o ministro Mendonça Filho e o prefeito de Salvador, ACM Neto.
Hoje o DEM possui uma bancada de 29 deputados federais e planeja chegar a 50 se for o desaguadouro dos 14 dissidentes do PSB. Essa dissidência é comandada pelo senador Fernando Bezerra e seu filho, Fernandinho, ministro de Minas e Energia.

Maia: denúncia contra Temer votada, mesmo sem oposição


Blog do Camarotti
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, afirmou em entrevista à GloboNews que é possível ter quórum para iniciar a votação da denúncia contra o presidente Michel Temer mesmo sem a presença de deputados da oposição.
"Eu acho que dá, dá pra votar sem a oposição, com aqueles deputados da base dos partidos da base que votarão pela abertura do processo. São muitos deputados já, não é tão grande assim, mas é um número que, com aqueles que governo diz que já confirmaram que votarão com o governo, dá um número bem pouco superior a 342", afirmou.
"A gente sabe que o governo já teve uma base de 400, os partidos que estão na base representam menos de 400, mas mais que 342. Então eu acho que os deputados que votarão contra a abertura [do processo] e aqueles que votarão pela abertura da base não têm motivos de obstruir. É por isso que eu estou apostando que, mesmo com a obstrução da oposição, na quarta-feira a gente tem quórum e a gente vota essa matéria", complementou o presidente da Câmara.
Questionado, então, sobre o motivo de o governo estar tão inseguro em colocar a matéria em votação já nesta quarta-feira (2), Maia disse que uma das possibilidades é pelo fato de diversos deputados ainda não terem declarado publicamente se votarão contra ou a favor de Temer.
Ele, porém, defendeu que, para o próprio governo, é melhor encerrar de vez o assunto para poder "construir um ambiente de votações que colabore com o Brasil". 
"Eu acho que é importante votar. Pelo últimas sondagens que a gente vem acompanhando, a situação do governo hoje é muito melhor do que era duas, três semanas atrás. Então eu acho que para o próprio governo encerrar essa matéria na quarta-feira, do meu ponto de vista, é muito importante", afirmou Maia.
Maia disse respeitar a estratégia da oposição de deixar o governo "sangrando", mas defendeu rapidez para encerrar o tema.
"O que a oposição quer é que essa matéria não seja votada na quarta-feira. É uma estratégia política. Eu respeito essa estratégia, é uma estratégia política de deixar o governo sangrando semana a semana para que o quórum seja atingido só um pouco mais a frente", disse..

Os mudos falantes


Carlos Brickmann
Um dos sintomas universais de crise é a epidemia de discursos de quem tem por obrigação manter-se calado. Juiz, ensina a tradição de nosso Direito, deve falar apenas nos autos. Aqui todos seguem este princípio: falam nos autos sempre que os repórteres enfiam os microfones pela janela, e só param de falar quando o motorista enfim pisa no acelerador.
Generais devem falar nas ordens do dia, e até isso muitas vezes é perigoso; aqui, estão dando entrevista. E, como o general Sérgio Etchegoyen, de primoroso currículo, respeitado dentro e fora do Exército, falam da participação militar na segurança pública.
Com um detalhe: ele sentado e o ministro da Defesa atrás, de pé, na condição de papagaio de pirata.
Vazamentos de informação de documentos usados como prova na Justiça têm fontes conhecidas: promotores interessados em punir futuros réus destruindo sua imagem pública, antes mesmo que sejam levados a julgamento. A técnica (a propósito, fora do bom procedimento legal) foi usada na Itália, na Operação Mãos Limpas. E é usada há muito tempo no Brasil, alegando-se informalmente que se não for assim os acusados, “que têm dinheiro para contratar bons advogados”, escaparão ilesos após cometer ilegalidades. Elogia-se quem contrata um bom médico, um bom arquiteto, mas quem contrata um bom advogado – hummmm, aí tem!
Mudos estão falando. E quando os mudos falam a democracia se cala.

Bolsonaro: alarmes falsos alimentam simpatizantes


Imagem do youtube
Folha de S. Paulo 

Notícias falsas e comentários alarmistas de cunho islamofóbico alimentam a rede virtual de simpatizantes de Jair Bolsonaro (PSC-RJ), em um ambiente similar ao da campanha que elegeu Donald Trump nos EUA. 
Muitas vezes, os conteúdos giram em círculos, mesmo depois de contestados, abastecendo grupos por semanas. 
Em junho, ocorreu um caso exemplar. Viralizou um áudio atribuído ao senador Magno Malta (PR-ES) –ele nega– em que o narrador anuncia "a invasão de 1,8 milhão de muçulmanos" ao país. 
Seria supostamente estratégia do governo Michel Temer para agradar a ONU, "que é completamente islâmica", para obter assento permanente no Conselho de Segurança do organismo, que se define pela neutralidade política, geográfica e religiosa. 
Não há sinais de "invasão" no Brasil. Segundo a Polícia Federal, 399 sírios pediram refúgio ao Brasil de janeiro a maio deste ano. Somando-se solicitações do Líbano e do Iraque, há 1.094 pedidos em 2017. A entrada é controlada. 
Mas a mensagem pede "intervenção hoje". "Bem-vindos ao Brasilquistão, a nova Turquia da América Latina. Espero que Bolsonaro ganhe, pelo amor de Deus. Espero que as Forças Armadas façam algo, porque [senão] o nosso país estará destroçado", diz o narrador. 
Bolsonaro está em campanha para viabilizar uma candidatura à Presidência em 2018. Desde o ano passado, quando foi batizado pelo pastor Everaldo no rio Jordão, faz acenos ao eleitorado evangélico enaltecendo Israel. 
Essa agenda acabou por aproximá-lo de parte da comunidade judaica. 
TERRORISMO 
Em um vídeo na semana passada, uma simpatizante de Bolsonaro que se identifica como Jane Silva, "pastora e presidente da Comunidade Internacional Brasil-Israel", afirma que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) "deu de presente" uma embaixada para a Palestina. 
"E para quê? Para trazer o terrorismo, eles financiam o terrorismo no Brasil", disse. 
O país condena o terrorismo e aprovou lei no passado que tipifica o crime. Tem como praxe doar áreas para embaixadas, como foi feito com a Palestina em 2010. Em reciprocidade, recebeu doação, em 2015, de terreno em Ramalá. A construção é custeada pelo país estrangeiro. 
"O Brasil dá tudo de graça, pega o nosso arroz e manda para a Faixa de Gaza, pega o nosso dinheiro e investe numa embaixada caríssima, e nós passamos necessidades", reclama essa pastora, em possível referência à doação de R$ 25 milhões anunciada por Lula à faixa de Gaza em 2010. 
Em seguida, ela mira o ministro de Relações Exteriores: "Aloysio Nunes recebe ordens no Itamaraty daqui". 
O ministro entrou na rota dos ataques virtuais quando da tramitação da Lei de Migração, de sua autoria, que estabeleceu regras mais flexíveis para imigrantes. 
"Embora meu Facebook tenha sido inundado com esse tipo de conteúdo falacioso, o impacto fora da rede foi mínimo: meia dúzia de gatos pingados foi às ruas protestar", afirmou à Folha. 
"Os fatos desmentem o ridículo, mas é importante encontrar mecanismos capazes de frear a disseminação de notícias falsas. Porque se consolidou a ideia de que notícia falsa é a notícia com a qual não se concorda, e isso é perigosíssimo", concluiu. 
Procurada, Jane Silva não respondeu à reportagem. 
VIAGEM AOS EUA 
Em sua campanha à Presidência dos EUA, Trump fomentou a islamofobia ao generalizar a associação de terrorismo com muçulmanos. Bolsonaro, de sua parte, concorda com a "preocupação" do americano. 
"Junto com as laranjas boas vêm as podres e podemos, mais cedo ou mais tarde, ter essa preocupação", disse o deputado sobre refugiados. 
Quanto a notícias falsas e alarmistas, ele diz que "não estimula nada, cada um é responsável pela opinião que emite". Mas, na retórica, vai na mesma linha. 
"Agora, eu te pergunto: se chegarem dez milhões [de refugiados] em navios, eles vão poder entrar aqui? O Brasil é muito complacente. O governo não se manifesta, o pessoal acaba ficando no Brasil." 
Bolsonaro planeja percorrer cidades americanas em outubro para tratar dessa e outras agendas em comum. Diz que tem uma rede de apoiadores no país. 
Para Salem Nasser, professor na Fundação Getulio Vargas que estuda o direito islâmico e sua relação com o direito internacional, o discurso conservador brasileiro contra muçulmanos demonstra "ignorância absoluta". 
A comunidade islâmica brasileira é sensivelmente diferente da americana e europeia, uma vez que é formada sobretudo por sírios e libaneses, enquanto nas outras regiões há muitos africanos. 
"Nossa leitura sobre o tema não é fina, não é sofisticada", afirmou Nasser. "Dá uma abertura muito grande para teorias conspiratórias."