quinta-feira, 31 de março de 2016

PTN SE POSICIONA OFICIALMENTE A FAVOR DO IMPEACHMENT

ESCLARECE QUE A EXECUTIVA NACIONAL NÃO CONVERSOU COM O GOVERNO FEDERAL E NÃO NEGOCIARÁ MINISTÉRIOS

Na tarde desta quinta-feira (31), o Partido Trabalhista Nacional (PTN) emitiu nota para imprensa divulgando seu posicionamento favorável ao impeachment da presidente Dilma Rousseff. 
De acordo com o texto, a executiva nacional do PTN orienta a sua bancada a votar a favor do impedimento, mas destaca que cada deputado " decida com base no desejo do seu eleitor, sua consciência e o melhor para o país".
A vice-presidente da legenda, deputada federal Renata Abreu já pronunciou ser favorável ao impeachment.
Esclarece que a executiva nacional não conversou com o governo federal e não negociará ministérios. 

COMITÊ PRÓ-IMPEACHMENT DIZ TER VOTO FAVORÁVEL DE 346 DEPUTADOS

LISTA FOI FEITA POR ESTADO PELOS LÍDERES E DEPUTADOS DE OPOSIÇÃO

A coordenação do Comitê Pró-Impeachment suprapartidário diz ter mapeado 346 votos a favor do impedimento da presidente Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados. O número é maior do que o mínimo de 342 votos que a oposição precisa para aprovar a abertura oficial do processo de afastamento da petista na Casa e enviá-lo para o Senado julgar.
Segundo o coordenador do comitê, deputado Mendonça Filho (DEM-PE), o número foi colhido por líderes e deputados da oposição, que mapearam os votos por Estado. Membros do comitê tentam, no entanto, manter a lista sob sigilo. Eles alegam que não podem passar nomes ou divisão por Estados, para não dar "munição" para o governo tentar convencer esses parlamentares a mudar de voto.
Na contabilidade do Planalto, Dilma tem hoje entre 130 e 150 votos contra o impeachment, número inferior aos 172 necessários para barrar a abertura do processo. O governo já avalia, contudo, que poderá conquistar até 190 votos, após distribuir cargos para partidos do centrão da base aliada que estão divididos ou possuem muitos deputados "indecisos", como PP, PR e PSD.
Em outra frente, o governo também atua para convencer outros indecisos a faltarem à sessão de julgamento do impeachment. Assim não atrapalharão, já que o afastamento só é aprovado se tiver 342 votos a favor, independente do quórum da sessão. O julgamento deve durar cerca de três dias, uma vez que cada um dos 25 líderes partidários da Câmara tem regimentalmente até uma hora para defender o voto.
Obstrução
Nesta quinta, 31, a oposição anunciou que obstruirá as sessões a partir desta sexta-feira, 1º, até o julgamento do impeachment. Parte dos opositores avalia que o PMDB pode ter desembarcado do governo na "hora errada". Para alguns líderes, ao anunciar o rompimento na última terça-feira, 29, o partido deu tempo para o Palácio do Planalto tentar recompor a base aliada, ao distribuir o espólio peemedebista.
"Estrategicamente, pode ter sido ruim para o impeachment. O PMDB podia ter esperado mais um pouco", diz um parlamentar do PSDB. A avaliação é compartilhada até mesmo por alguns peemedebistas da ala favorável ao impedimento da presidente Dilma Rousseff. "Botamos o milho na mão deles (governo)", afirmou um parlamentar do PMDB pró-impeachment. (AE)

Campeão da Lava Jato, PP vira trunfo na barganha

Sigla que teve 7 denunciados ao STF por caso Petrobras faz negociação dupla com Dilma e oposição
El País - Afonso Benites
A legenda que hospeda 32 dos 51 políticos investigados por envolvimento no esquema de propinas da Petrobras, o Partido Progressista (PP), está em vias de se tornar o principal aliado do Governo Dilma Rousseff no Congresso Nacional e herdar o ministério mais rico da União, o da Saúde. Com o desembarque do PMDB, que ainda tem seis dos 32 ministérios, a gestão petista investe na aliança com o PP para tentar se salvar do impeachment e pode oferecer a ele mais de uma pasta. Do outro lado, o grupo favorável à queda de Rousseff e à assunção de Michel Temer ao Planalto também assedia a sigla, filha da ditadura militar e frequentemente envolvida em escândalos políticos.
A razão é o número de deputados que o PP possui, 49, a quarta maior bancada da Câmara, atrás do PMDB, do PT e do PSDB. Essa posição confortável da legenda, no entanto, não é antiga. Foi quando já era "campeã da Lava Jato" que o PP conseguiu atrair o maior número de deputados na janela de infidelidade partidária que se encerrou no último dia 18. Oito parlamentares deixaram seus partidos e migraram para ele, entre os 68 ao todo que mudaram de sigla.
É por isso que agora o PP é uma espécie de trunfo na barganha do impeachment e se comporta como tal.
Tudo isso enquanto se aprofundam os problemas do PP na Lava Jato. Nesta quarta-feira, 7 dos 32 políticos do PP que são investigados pela Lava Jato foram denunciados no Supremo Tribunal Federal pelos crimes de corrupção passiva e ocultação de bens. Os acusados são os deputados Arthur Lira, José Otávio Germano, Luiz Fernando Faria, Mario Negromonte Jr. e Roberto Brito, além dos ex-deputados João Alberto Pizzolatti e Mário Negromonte – este que já foi ministro das Cidades.

Na linha da sucessão


De Marisa Gibson, hoje, na sua coluna DIARIO POLÍTICO
Sendo eleito presidente da Câmara dos Deputados, após a esperada saída de Eduardo Cunha (PMDB) do cargo, Jarbas Vasconcelos (PMDB) será o segundo na linha da sucessão num eventual governo de Michel Temer (PMDB). Dependendo das circunstâncias, então, Jarbas poderá chegar à Presidência da República.
Teve suplente de deputado federal pernambucano que, ao ouvir por telefone, que não iria participar da votação do impeachment, passou uns cinco minutos mudo do outro lado da linha, tamanho o espanto, indignação e decepção. 
Dentro do PSB estadual houve quem discordasse da decisão dos quatro secretários do governo Paulo Câmara de reassumirem os mandatos para votarem a favor do impeachment: “O voto dos suplentes não divergia do votos dos titulares dos mandatos. Foi, portanto, uma ação desnecessária”.
“Vai que a presidente Dilma consegue reverter a situação e vence o processo de impeachment, como é que Paulo Câmara (PSB) vai se comportar, depois de ter liberado auxiliares para votar contra ela”, questiona um adversário do governador.

Agora é golpe?

 O deputado Raul Jungmann (PPS) não tem dúvida de que a presidente Dilma Rousseff cometeu crime de responsabilidade. "O PT entrou com o impeachment contra os presidentes José Sarney, Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso. Em nenhum desses casos, para o PT, foi golpe. Quando é a favor do Partido dos Trabalhadores, é impeachment, é legal, é constitucional. Quando é contra, é golpe? Não é assim que as coisas se resolvem. O Supremo Tribunal Federal decidiu a respeito do rito do impeachment, que está sendo rigorosamente seguido", afirmou.

A ordem é comprar votos

    Na tentativa de barrar o impeachment, a presidente Dilma começou, ontem, no dia seguinte ao perder o PMDB, a lotear o seu fim de Governo de forma vergonhosa. Ao PP, que já tem a Integração Nacional, ofereceu Saúde. Ao PR, donatário atual da área de Transportes, ofertou Minas e Energia. Ao PSD, que ocupa Cidades, estendeu o latifúndio do Turismo.
As ofertas são as mais descabidas. Não interessa currículo ou capacidade de gerenciamento. O que está em jogo é a guerra travada com a oposição na Câmara dos Deputados para sepultar qualquer tentativa desdobramento do processo de impeachment, aberto pela Comissão Especial, que aprova o relatório provavelmente na terça-feira, 12.
O PP tem uma bancada de 49 deputados. Segundo vazou ontem, a promessa do partido é a garantia de 30 votos, no plenário da Câmara, onde o Governo só tem, hoje, 102 votos para os 172 necessários de freamento do impeachment. Dos 102, 58 seriam do PT, 20 do PDT, 13 do PCdoB, 6 do PSOL e 5 da Rede.
Na prática, o Governo precisaria de mais 70 votos, o que pode vir, no toma-lá-dá-cá, do PP, PR e PSD, que, juntos, criam uma espécie de Frentão, movimento que eclodiu na Constituinte, liderado pelo ex-deputado Ricardo Fiúza, com a expressão intenção de impedir avanços na Carta Magna.
A negociação com o novo Centrão é para tornar o deputado Cacá Leão (PP-BA) o novo ministro da Integração Nacional no lugar de Gilberto Occhi, que tem menor representatividade na bancada de 49 deputados. Occhi assumiria a presidência de alguma estatal ou autarquia federal. A Saúde ficaria com o deputado Ricardo Barros (PP-PR).
Em reunião na manhã de hoje, no gabinete do presidente do PP, Ciro Nogueira (PI), o partido decidiu marcar para o dia 11, véspera da votação do impeachment na Comissão Especial da Câmara, a decisão final se vai ou não permanecer no Governo. Logo depois da reunião, o deputado Ricardo Barros disse que não foi convidado para nenhum ministério e que nem poderia discutir qualquer assunto relacionado a isto porque seu partido decidiu marcar reunião para o dia 11 para decidir sua posição sobre o impeachment.
O nome de Barros, porém, faz parte da lista que o Palácio do Planalto montou para tentar garantir a manutenção do PP na base aliada e, com isto, evitar a abertura do impeachment. Ciro se encontrou, na última terça-feira, com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que comanda os entendimentos para tentar barrar o impeachment de Dilma Rousseff.
A Saúde é comandada hoje pelo deputado licenciado Marcelo Castro (PMDB-PI), cuja permanência se tornou difícil após a decisão do PMDB de romper com o Governo. Além do PP, PR, PSD e outras legendas menores, como o PTN e o PHS estão sendo procuradas pelo Governo com a proposta de ocupar o espaço que será aberto com a entrega de ministérios e cargos pelo PMDB.

PF INDICIA GLEISI E PAULO BERNARDO POR CORRUPÇÃO PASSIVA

SEGUNDO A PF, O EX-MINISTRO PAULO BERNARDO TERIA SOLICITADO A QUANTIA AO DOLEIRO ALBERTO YOUSSEF OU AO EX-DIRETOR DA PETROBRAS PAULO ROBERTO COSTA (FOTO: ESTADÃO CONTEÚDO)

A Polícia Federal indiciou a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) e o ex-ministro Paulo Bernardo (Planejamento e Comunicações do Governo Lula), por corrupção passiva, na Operação Lava Jato ao concluir que o casal recebeu R$ 1 milhão de propina oriundo de contratos da Petrobrás. A senadora petista teria recebido o valor em espécie na campanha de 2010 para custear as despesas da eleição ao Senado. Também foi indiciado o empresário Ernesto Kugler Rodrigues, de Curitiba.
Segundo a PF, o ex-ministro Paulo Bernardo teria solicitado a quantia ao doleiro Alberto Youssef ou ao ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa para custear a campanha. Para a PF, Paulo Bernardo tinha conhecimento de que os valores eram ilícitos, caso contrário não teria solicitado a Paulo Roberto Costa.
A PF ainda aponta que Ernesto Kugler Rodrigues  recebeu o valor em quatro parcelas a pedido da senadora e do marido.
Durante as investigações, a PF encontrou na agenda de Paulo Roberto a inscrição a ‘1,0 PB’ e confirmou que se tratava do ex-ministro. Os valores, segundo os federais, foram levados de São Paulo a Curitiba por Antonio Carlos Fioravante Pieruccini, que documentou todo o local da entrega para os policiais. A PF identificou ainda registros telefônicos que confirmariam a propina para a campanha.
À PF, Gleisi também negou ter recebido os valores. No inquérito, Paulo Bernardo negou que tivesse solicitado os valores para a campanha de Gleisi. O ex-ministro alegou na época que havia uma orientação do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que os ministros não se envolvessem na arrecadação das campanhas.
Em sua delação premiada, o dono da UTC Engenharia Ricardo Pessoa contou que Paulo Bernardo lhe pediu financiamento para a campanha de Gleisi. Segundo o empreiteiro, as doações ao caixa oficial da campanha e também para ao Diretório Nacional do PT foram registradas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). (AE)

Chefe da Força Nacional de Segurança pede demissão

Ao pedir demissão do comando da Força Nacional de Segurança de Pública, o coronel Adilson Moreira enviou um e-mail a seus subordinados com críticas ao governo federal e à presidente Dilma Rousseff.
"Minha família exigiu minha saída, pois não precisa ser muito inteligente para saber que estamos sendo conduzidos por um grupo sem escrúpulos, incluindo aí a presidente da República. Me sinto cada vez mais envergonhado. O que antes eram rumores, se concretizaram", diz o texto do coronel.
Aos colegas, ele afirma que sempre viveu um "conflito ético de servir a um governo federal com tamanha complexidade política". "A nossa administração federal não está interessada no bem do País, mas em manter o poder a qualquer custo. Como o compromisso era de não causar solução de continuidade, solicitei apontar um substituto."
Adilson Moreira estava no cargo de diretor da Força interinamente desde janeiro e disse, no comunicado, que gostaria de ficar até o fim dos Jogos Olímpicos, mas que "agora, em março, não foi mais possível manter o foco na área técnica somente".
A saída da diretoria a poucos meses da Olimpíada traz preocupação, porque a Força Nacional é responsável pela segurança durante o evento. A expectativa é de que cerca de 10 mil homens sejam enviados ao Rio de Janeiro com esse objetivo.
Inquérito
A Força Nacional de Segurança Pública é um órgão ligado ao Ministério da Justiça. A pasta afirmou ontem, por meio de nota, que considerou "graves" as declarações feitas pelo coronel e que, como elas "podem implicar falta disciplinar e gesto de deslealdade administrativa", o ministério vai instaurar inquérito administrativo e levar o caso à Comissão de Ética Pública da Presidência da República, uma vez que Moreira mencionou o nome da presidente Dilma Rousseff.
O Ministério da Justiça também informou que pediu à Advocacia-Geral da União (AGU) que verifique se cabem eventuais medidas judiciais contra o coronel Adilson Moreira. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


quarta-feira, 30 de março de 2016

Veneziano diz que respeita rompimento do PT

O rompimento do PMDB com o governo Dilma Rousseff provocou um rompimento local do PT estadual com o PMDB na Paraíba.

O deputado federal Veneziano Vital do Rêgo disse que respeita a decisão do PT em não apoiá-lo para prefeito de Campina Grande. Ele lembrou que o PT participou por mais de sete anos de suas duas gestões na prefeitura, inclusive ocupando secretarias.

No entanto, conforme lembrou o peemedebista, às vésperas da campanha de 2012, decidiu romper e se aliar ao PP. Depois, o então petista Alexandre Almeida, ex-secretário de Obras, decidiu lançar candidatura própria, o que gerou uma batalha jurídica, mas ele conseguiu homologar sua postulação.

“O PT participou de nosso governo por mais de sete anos e depois rompeu conosco. Eu respeitei a decisão e o PMDB continuou dando apoio ao governo de Dilma Rousseff. Espero que nossa decisão hoje seja respeitada pelo partido”, afirmou Veneziano. PBAgora 

São José do Egito: Açude velho tomando água !!!

Na madrugada desta quarta-feira, foram registrados altos índices de chuva em várias cidades do Sertão do Pajeú. Em São Jose do Egito, a 404 km do Recife, os níveis chegaram a 215 mm.

O açude jureminha estava totalmente vazio. 

A esperança de dias melhores !!!

Fotos de Kassio Vinicius

IBOPE: MANEIRA DE DILMA GOVERNAR É REJEITADA POR 82% DA POPULAÇÃO

DE ACORDO COM A PESQUISA IBOPE, 18% CONFIAM NA PRESIDENTE, ENQUANTO 80% AFIRMAM NÃO CONFIAR. FOTO: MARCELO CAMARGO
Diário do Poder

Pesquisa Ibope encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e divulgada nesta quarta-feira, 30, aponta que “a maneira de governar” da presidente tem a aprovação de 14% da população, contra 82% que a desaprovam; e 3% não souberam ou não responderam. Pela pesquisa, 69% dos brasileiros avaliam o governo da presidente Dilma Rousseff como ruim ou péssimo. E apenas 10% avaliam o governo como ótimo ou bom
Na última pesquisa do Ibope encomendada pela CNI, divulgada em dezembro do ano passado, 9% dos entrevistados aprovavam o governo (consideravam "ótimo" ou "bom"); 70% consideravam a gestão Dilma "ruim" ou "péssima"; e 20%, "regular".
Dilma tem apenas a confiança de 18%, enquanto 80% dos entrevistados afirmaram não confiar, e 2% não souberam ou não responderam.
Segundo mandato
Na comparação com o primeiro governo Dilma, 3% dos entrevistados consideram o segundo mandato dela “melhor”. Para 80%, a atual gestão é “pior” e 16% dizem ser “igual”.
Ainda de acordo com a pesquisa Ibope, 10% dos entrevistados avaliam como “ótimo/bom” as perspectivas em relação ao restante do mandato de Dilma à frente do Planalto, enquanto 68% dizem acreditar que o governo será “ruim/péssimo”. Para 18%, será “regular”.
O levantamento foi realizado entre 17 e 20 de março, com 2.002 pessoas em 142 municípios. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Rompimento com o governo marca homenagem aos 50 anos do PMDB


 O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, disse que o PMDB tem a maior bancada na Câmara, com 69 deputados, além de sete governadores, quatro vice-governadores, 18 senadores e o vice-presidente da República José Cruz/Agência Brasil
Eduardo Cunha disse que o PMDB tem a maior bancada na Câmara, com 69 deputados, além de sete governadores, quatro vice-governadores, 18 senadores e o vice-presidente da República. Foto: José Cruz/Agência Brasil
Da ABr
Ainda em clima de ressaca pela decisão do Diretório Nacional do PMDB que, ontem (29), por aclamação, deixou a base aliada do governo da presidenta Dilma Rousseff, poucos parlamentares da legenda participaram hoje (30) da sessão solene marcada para comemorar os 50 anos do partido. A cerimônia foi na Câmara dos Deputados. Nenhum senador ou figuras históricas do PMDB, como o ex-senador Pedro Simon e ex-presidente José Sarney, compareceram, assim como o presidente da legenda, Michel Temer, vice-presidente da República.
O dever de falar sobre a importância do rompimento no momento de aniversário da legenda ficou com o advogado e ex-deputado Eliseu Padilha, vice-presidente do PMDB e ex-ministro da Aviação Civil no governo Dilma. Padilha disse que a decisão reflete o que “há décadas” a maioria dos correligionários desejava.
“De cada 10 peemedebistas, 11 queriam e querem a candidatura própria, projeto próprio correspondente ao tamanho do nosso partido. Ontem, dissemos que estamos independentes e vamos cuidar com muito zelo das eleições municipais, pavimentando a estrada para chegar em alta velocidade a 2018”, disse.
Eliseu Padilha lembrou que foi um dos fundadores do MDB que deu origem ao PMDB e afirmou que, pela história política, o partido não pode abrir mão do “protagonismo”. “Fizemos o que nossa consciência política nos determinou. Não podemos abrir mão do protagonismo nacional, não podemos abrir mão que temos ideias e soluções para os graves problemas que o país vive hoje”, completou. O ex-ministro de Dilma disse, ainda, que a legenda sempre foi fator de estabilização. “Não será agora que vai contribuir para desestabilização”, concluiu.
Diversidade
Na mesa de abertura da solenidade desta quarta-feira, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (RJ), não citou diretamente a decisão de ontem, mas, num discurso indireto, definiu o atual momento como uma “tempestade”, afirmando que o PMDB “se mostra, como sempre se mostrou, um porto seguro”, apesar de ser composto por diversidade de correntes e ideias internamente.
Cunha lembrou o papel do partido na instalação do processo democrático brasileiro e que todos os atuais partidos políticos tiveram origem no PMDB. Ao apresentar a contabilidade da legenda, o peemedebista lembrou que hoje ela tem a maior bancada na Câmara, com 69 deputados, além de sete governadores, quatro vice-governadores, 18 senadores e o vice-presidente da República.
Cunha ainda destacou o programa “Uma ponte para o futuro”, lançado pelo PMDB em outubro do ano passado e disse que esta agenda apresenta soluções para o momento de “turbulências dos últimos tempos”. “Neste momento crucial, o PMDB – que sempre soube se pautar pela defesa do interesse público – não faltou e não vai faltar com a população”, finalizou.

JOSÉ AGRIPINO ACREDITA QUE REJEIÇÃO DE DILMA É REFLEXO DO ABANDONO DE PRIORIDADES

PARA AGRIPINO, A PERCEPÇÃO DA SOCIEDADE É A MESMA DO CONGRESSO NACIONAL. FOTO: FACEBOOK
Diário do Poder

O presidente do Democratas, senador José Agripino (RN) disse que a reprovação do governo Dilma Rousseff por 82% da população é reflexo do abandono do PT a todas as bandeiras que eram prioritárias, “com o passar do tempo o governo do PT ao invés de aprimorar procedimentos conseguiu desqualificar as suas próprias prioridades”, declarou. 
Segundo pesquisa CNI/ Ibope divulgada nesta quarta-feira, 30, o governo Dilma é desaprovado em todas as áreas de atuação, incluindo áreas defendidas historicamente pelo partido como o combate à fome e à pobreza, 69%, educação, 74%, e combate ao desemprego, 86%. Ainda de acordo com a pesquisa, para 80%, a atual gestão é ainda “pior” do que o primeiro mandato da presidente e para 68% dos entrevistados, a perspectiva em relação ao restante do mandato de Dilma à frente do Planalto será “ruim/péssimo”.
Para Agripino, a percepção da sociedade, reforçada pelos dados da pesquisa, é a mesma do Congresso Nacional: não há outra saída para o Brasil que não seja a aprovação do impedimento de Dilma, “o pior é que, na economia, o governo mostra-se incapaz de reagir à recessão. Os déficits orçamentários estão levando as finanças públicas à insolvência. Se não houver uma providência agora, o calote será inevitável”, afirma o senador.

Temer viaja pelo País com sua ‘caravana da vitória’ em abril


Temer 1
Estadão Conteúdo – Após orquestrar o desembarque do PMDB do governo Dilma,  o vice-presidente da República, Michel Temer, planeja iniciar em abril viagens pelo País para “aquecer” a militância do partido às vésperas da disputa municipal de outubro. A legenda detém o maior número de prefeitos eleitos em 2012.
O novo giro pelo País foi batizado previamente de “Caravana da Vitória”, nome escolhido coincidentemente em meio às negociações pelo rompimento com o governo. As viagens deverão ser nos moldes da “caravana da união”, realizada por Temer no início do ano. Na ocasião, o vice percorreu quase todos os Estados em busca de apoio para a sua candidatura à reeleição como presidente do PMDB, confirmada na convenção de 12 de março.
As viagens estão sendo organizadas pelo segundo vice-presidente do PMDB, o ex-ministro Eliseu Padilha. Além do fortalecimento na relação com os diretórios estaduais, responsáveis pela vitória da tese do desembarque do governo de Dilma Rousseff, as viagens também têm como pano de fundo deixar Temer longe de Brasília neste período de escalada da crise política.
A estratégia de se ausentar da capital federal no momentos de maior tensionamento político tem sido adotada por Temer desde o início deste mês, quando o afastamento de Dilma passou a ser considerado irreversível. Ontem, Temer deixou Brasília a caminho de São Paulo. “Ele tem de submergir, ficar longe de especulações”, considera um aliado do vice. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Chuva em São José Do Egito ultrapassa os 200 milímetros

São José do Egito - PE
Na madrugada desta quarta-feira, foram registrados altos índices de chuva em várias cidades do Sertão do Pajeú. Em São Jose do Egito, a 404 km do Recife, os níveis chegaram a 215 mm. A água invadiu casas e lojas do centro, derrubou residências e provocou medo. O maior estrago foi no bairro Pajeú, mas ainda não há informações sobre feridos.
Em Itapetim a chuva atingiu 180 mm, Afogados da Ingazeira registrou 59 mm, Carnaíba 45 mm. Choveu também nas cidades de Ingazeira, Solidão, Serra Talhada, Salgueiro, Iguaracy e Sertânia.

PARA COMPRAR APOIO, DILMA OFERECE SAÚDE AO PP E MINAS E ENERGIA AO PR

Por Claudio Humberto

A presidente Dilma Rousseff mandou oferecer o Ministério da Saúde ao Partido Progressista (PP), presidido pelo senador Ciro Nogueira (PI), e o Ministério de Minas e Energia ao Partido da República (PR), cujo principal mandante é o ex-deputado Waldemar Costa Neto (SP).
Nogueira e Costa Neto, aliás, estão reunidos neste momento na sede do PR, no complexo empresarial Brasil 21. A reunião é realizada nesse local porque é ali onde Waldemar Costa Neto mora, no prédio ao lado, no cumprimento de prisão domiciliar. Ele usa tornozeleira eletrônica e não pode ser afastar do prédio.
O oferecimento do Ministério da Saúde ao PP atende a uma questão estadual do presidente do partido, Ciro Nogueira, que é adversário, no Piauí, do atual ministro Marcelo Castro.

Governo Dilma tem desaprovação de 69%, diz Ibope

Do G1
Pesquisa Ibope divulgada hoje mostra os seguintes percentuais de avaliação do governo da presidente Dilma Rousseff (PT):
- Ótimo/bom: 10%
- Regular: 19%
- Ruim/péssimo: 69%
- Não sabe: 1%
O levantamento do Ibope, encomendado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), foi realizado entre os dias 17 e 20 deste mês e ouviu 2.002 pessoas, em 142 municípios. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos.
Segundo a CNI, a soma dos percentuais não iguala 100% em decorrência do arredondamento.
Na última pesquisa do Ibope encomendada pela CNI, divulgada em dezembro do ano passado, 9% dos entrevistados aprovavam o governo (consideravam "ótimo" ou "bom"); 70% consideravam a gestão Dilma "ruim" ou "péssima"; e 20%, "regular".
O nível de confiança da pesquisa, segundo a CNI, é de 95%, o que quer dizer que, se levarmos em conta a margem de erro de dois pontos, a probabilidade de o resultado retratar a realidade é de 95%.
'Maneira de governar'
A pesquisa divulgada nesta quarta também avaliou a opinião dos entrevistados sobre “a maneira de governar” da presidente: 14% aprovam; 82% desaprovam; e 3% não souberam ou não responderam.
Além disso, 18% disseram confiar na presidente, enquanto 80% afirmaram não confiar, e 2% não souberam ou não responderam.
Segundo mandato
Na comparação com o primeiro governo Dilma, 3% dos entrevistados consideram o segundo mandato dela “melhor”. Para 80%, a atual gestão é “pior” e 16% dizem ser “igual”.
Ainda de acordo com a pesquisa Ibope, 10% dos entrevistados avaliam como “ótimo/bom” as perspectivas em relação ao restante do mandato de Dilma à frente do Planalto, enquanto 68% dizem acreditar que o governo será “ruim/péssimo”. Para 18%, será “regular”.
Notícias sobre o governo
O levantamento do Ibope listou ainda as notícias sobre o governo mais lembradas pelos entrevistados. Veja as cinco mais citadas:
- "Presidente Dilma convida o ex-presidente Lula para assumir um ministério em seu governo/Lula assume ministério": 31%
- "Notícias sobre manifestações a favor do impeachment da presidente Dilma": 17%
- "Notícias sobre operação Lava Jato/Investigação de corrupção na Petrobras/Petrolão": 13%
- "Notícia sobre manifestações contra o governo Dilma": 8%
- "Notícias sobre manifestações contra a corrupção": 8%
Conforme o levantamento divulgado nesta quarta, 9% apontam que as notícias têm sido"mais favoráveis" ao governo; 9% as consideram "nem favoráveis nem desfavoráveis"; 76%, "mais desfavoráveis"; e 5% não souberam ou não responderam.
A pesquisa também ouviu os eleitores sobre a opinião deles por área de atuação do governo. Veja os resultados:
Combate à fome e à pobreza
Aprovam: 29%
Desaprovam: 69%
Não souberam/Não responderam: 2%
Educação
Aprovam: 24%
Desaprovam: 74%
Não souberam/Não responderam: 2%
Meio Ambiente
Aprovam: 25%
Desaprovam: 68%
Não souberam/Não responderam: 7%
Saúde
Aprovam: 13%
Desaprovam: 87%
Não souberam/Não responderam: 1%
Segurança Pública
Aprovam: 14%
Desaprovam: 84%
Não souberam/Não responderam: 1%
Combate à inflação
Aprovam: 12%
Desaprovam: 86%
Não souberam/Não responderam: 3%
Combate ao desemprego
Aprovam: 12%
Desaprovam: 86%
Não souberam/Não responderam: 1%
Taxa de juros
Aprovam: 7%
Desaprovam: 90%
Não souberam/Não responderam: 3%
Impostos
Aprovam: 8%
Desaprovam: 91%
Não souberam/Não responderam: 1%

IMPEACHMENT JÁ TEM DATA MARCADA: 21 DE ABRIL

LÍDERES GARANTEM VOTAÇÃO DO IMPEACHMENT NO DIA DE TIRADENTES.
Diário do poder

O impeachment da presidente Dilma Rousseff será votado na Câmara dos Deputados no feriado de 21 de abril, uma quinta-feira, segundo garantem os principais líderes partidários. A intenção do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), era pôr o assunto em votação no domingo 17 ou 24 de abril, com o povo na rua, mas a tendência é que seja realizado mesmo no Dia de Tiradentes. Com o povo na rua. 
Como restam poucos dias, haverá intensificação dos conchavos para garantir votos pró-impeachment (e pró-governo Temer) ou pró-Dilma.
A vitória do impeachment ou de Dilma passará pelo entendimento com as bancadas de 140 votos do PP, PR, PSD e PRB, o fiel da balança.
O Planalto tenta convencer PP, PR, PSD e PRB a aceitarem a “herança” de sete ministérios e 600 cargos abandonados pelo PMDB
O Planalto quer pressa na votação do impeachment, temendo as articulações, já iniciadas, com vistas a eventual governo Michel Temer.

Jarbas diz que rompimento do PMDB consolida processo de impeachment de Dilma

POR  EM NOTÍCIAS
Na reunião do partido nesta terça-feira (29), que durou cerca três minutos, o deputado dividiu a bancada com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e alegou ter ficado constrangido.
“Fiquei constrangido de dividir a mesma mesa. Esse cidadão não tem a menor condição de presidir a Câmara dos Deputados muito menos um processo de impeachment. Mas se os fatos caminharam para isso, cuidemos de um para depois tiramos o outro. O tempo dele também já acabou. As denúncias contra ele só aumentam”, disparou Jarbas.
Nesta segunda-feira (29), um dia antes de o PMDB bater o martelo oficialmente, o deputado defendeu um governo de coalizão caso a legenda assuma a presidência. “Se o partido assumir a Presidência da República, tem que ficar claro que não se poderá fazer um governo do PMDB. Tem que ser um governo de coalização, com representantes dos demais partidos inclusive do PT. E se o PT não quiser participar, é outra coisa. Mas tem que ser um governo de entendimento. Será uma travessia longa e penosa. O País precisará da soma de forças para sair da situação que está hoje”.

Oposição vai monitorar os votos pelo impeachment de Dilma Rousseff

Mendonça Filho - foto Beto Oliveira - Agência Câmara
Deputados de oposição criaram um “comitê” em Brasília nesta terça-feira (29) para monitorar os votos dos colegas sobre o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.
O coordenador do comitê é o deputado Mendonça Filho(PE), ex-líder do DEM na Câmara Federal.
Haverá subcoordenadores nos estados, cuja missão é procurar colegas de outros partidos que ainda não se definiram sobre a matéria.
Pelos cálculos de Mendonça Filho, 342 dos 513 deputados já seriam favoráveis ao impeachment. Como são necessários 382 votos, estariam faltando apenas 40.
De Pernambuco estariam indecisos os deputados Cadoca (sem partido), Eduardo da Fonte (PP), Ricardo Teobado (PTN), José Côrte Real (PTB), Zeca Cavalcanti (PTB) e outros.
Segundo Mendonça Filho, a proposta do comitê é que o processo de impeachment seja votado no plenário da Câmara no dia 14 de abril.
“A ideia inicial era fazer a votação num dia de domingo. No entanto, avaliamos que o processo de impeachment não pode ser visto como uma partida de futebol. Mesmo que a votação ocorra durante a semana, o Brasil inteiro vai parar para assistir”, disse o deputado pernambucano.

Governo prepara reforma ministerial para até sexta


Jaques Wagner fala em 'governo novo' e 'boa oportunidade' para a presidente
O Globo - Catarina Alencastro e Eduardo Barretto
A presidente Dilma Rousseff escalou seu chefe de gabinete, ministro Jaques Wagner, para dizer que, após o rompimento formal do PMDB, o governo prepara uma reforma ministerial, que deverá ser anunciada até sexta-feira. Wagner chegou a falar em "governo novo", pontuando que a saída do principal aliado abre uma "boa" oportunidade para que Dilma inicie uma nova fase, em que outros aliados assumam os espaços deixados pelo PMDB.
Nesta terça-feira, em clima de festa e aos gritos de "Fora, PT" e "Temer presidente", o PMDB aprovou por aclamação em três minutos a moção de rompimento com o governo.
- Eu creio que a decisão dele (PMDB) chega em uma boa hora. Boa hora porque oferece à presidenta Dilma uma ótima oportunidade de repactuar o seu governo. Poderia até falar de um governo novo - disse, completando em outro momento:
- Eu estou muito confiante de que essa oportunidade será uma boa caminhada da presidente Dilma.

Marina: PMDB tentar sair da fogueira que ateou


A ex-senadora e ex-candidata à Presidência da República Marina Silva criticou nas redes sociais a decisão do PMDB de abandonar o governo, oficializada nesta terça-feira (29).
Em seu perfil do Facebook, Marina escreveu que o PMDB "abandonou o governo do qual foi o maior sócio e beneficiário". "Nenhuma satisfação à sociedade, nenhum pedido de desculpas por ter sido igualmente responsável por tudo o que levou à situação atual, nenhuma autocrítica, nenhuma proposta", escreveu, completando que o partido agora tenta "renascer das cinzas da fogueira que ele mesmo ajudou a atear".
Em três minutos, apenas três minutos, e por unanimidade dos diretórios presentes, o PMDB abandonou o governo do qual foi o maior sócio e beneficiário nos últimos 13 anos. Nenhuma satisfação à sociedade, nenhum pedido de desculpas por ter sido igualmente responsável por tudo o que levou à situação atual, nenhuma autocrítica, nenhuma proposta. Apenas a jogada política supostamente magistral para tentar se descolar da crise política e reinventar-se como solução. Continua o mesmo e velho PMDB tentando renascer das cinzas da fogueira que ele ajudou a atear.  (Portal Brasil 247)

Enfim, PMDB na oposição!

    Nunca como antes na história deste País, como diz Lula, o PMDB tomou uma decisão tão rápida. Em menos de três minutos, o diretório nacional oficializou, no início da tarde de ontem, sua saída do Governo. Aos gritos de "Brasil para frente, Temer presidente" e "Fora PT", uma moção que determina a entrega de todos os cargos no Executivo e a punição de quem desobedecer isso.
Vice-presidente nacional da legenda, o senador Romero Jucá (RR) leu a moção, de autoria do diretório regional da Bahia, sustentada na "imediata saída do PMDB do Governo com entrega dos cargos em todas as esferas do Poder Executivo Federal, importando a desobediência a esta decisão em instauração de processo ético contra o filiado".
A votação ocorreu de forma simbólica. Nos bastidores, foi decidido que não haveria exposição dos peemedebistas que se posicionassem contrários à decisão. Nos bastidores ficou combinado que as cadeiras ocupadas pelo partido na Esplanada dos Ministérios devem ser entregues até 12 de abril. Jucá reiterou que cada caso será avaliado separadamente, podendo inclusive, serem avaliadas as reivindicações de alguns ministros, como Celso Pansera (Ciência e Tecnologia) e Marcelo Castro (Saúde) de se licenciar do partido.
Temer não estava presente na reunião que oficializou o desembarque. Os ministros peemedebistas também não compareceram. Nomes como José Sarney, Eduardo Paes e Sergio Cabral também não compareceram. No entanto, enviaram aliados para o encontro, como a ex-governadora Roseana Sarney e os secretários do Rio de Janeiro Pedro Paulo e Marco Antônio Cabral.
A relação do PMDB com o Governo do PT tem se deteriorado nos últimos anos. Quando Dilma se preparava para disputar o segundo mandato, o partido deu mostras claras de que estava rachado quanto ao apoio à petista. Na época, em junho de 2014, a manutenção da aliança foi aprovada pela convenção nacional do PMDB, mas recebeu mais de 40,8% de votos contrários.
A ala dissidente reclamava que o partido não era ouvido pelo Governo Federal e que os ministros da legenda não tinham real poder de comando. Ao longo do primeiro ano do segundo mandato de Dilma, a crise se agravou. O primeiro embate entre PT e PMDB ocorreu na disputa pela presidência da Câmara, quando o governo federal iniciou uma campanha ostensiva para que Arlindo Chinaglia (PT-SP) vencesse a eleição e derrotasse o candidato peemedebista Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que se elegeu em primeiro turno.
Sob o comando Cunha, a Câmara derrotou o Planalto em diversas ocasiões neste ano, com a votação de matérias desfavoráveis ao Governo. Além disso, no ano passado, houve na Casa a instalação da CPI da Petrobras, para investigar o escândalo de corrupção na estatal. Para tentar conter a rebelião na base, a presidente promoveu, em 2015, uma reforma ministerial para ampliar o espaço do PMDB no governo, que chegou a ter sete ministérios.

terça-feira, 29 de março de 2016

Deputado Mendonça Filho diz que sua campanha para prefeito recebeu doação legal da Odebrecht, conforme prestação de contas feitas à Justiça Eleitoral‏

Deputado Mendonça Filho diz que sua campanha para prefeito recebeu doação legal da Odebrecht, conforme prestação de contas feitas à Justiça Eleitoral
Nádia Ferreira

     Com relação à divulgação da planilha de doações feitas pela Odebrecht, o deputado federal, Mendonça Filho, esclarece que a sua campanha para prefeito do Recife em 2012 recebeu doação empresarial da Odebrecht de forma legal, repassada por meio das contas do Democratas, conforme prestação de contas feita à Justiça Eleitoral e disponível ao público. O deputado destaca, ainda, que é importante separar a doação empresarial legal, permitida então pela Lei Eleitoral, e contribuições ilegais derivadas de corrupção, as quais são investigadas pela Operação Lava Jato. 

REUNIÃO DEFINE POR ACLAMAÇÃO SAÍDA DO PMDB DO GOVERNO DILMA


POR ACLAMAÇÃO, PARTIDO ABANDONA O GOVERNO E MAIS DE 600 CARGOS
Por André Brito

O diretório nacional do PMDB decidiu por aclamação pela saída do governo da presidente Dilma Rousseff. Sob a presidência do senador Romero Jucá (RR), mas sem a presença dos poucos correligionários contrários ao desembarque como o presidente do Senado, Renan Calheiros (AL), a reunião de tema único definiu a saída do governo, bem como a entrega de todos os cargos ocupados por representantes do PMDB. A decisão se estende aos seis ministros de Estado, já que o ministro do Turismo, Henrique Alves, entregou carta de demissão à Dilma ontem.
A moção aprovada, por aclamação, pede a "imediata entrega de todos os cargos", entretanto não estabelece um prazo para isso.
Aliados importantes como Jorge Picciani, um dos caciques do partido no Rio de Janeiro, marcaram presença engrossando o coro de "Brasil pra frente, Temer presidente" e "Fora PT", entoados pelos participantes.
Enquanto o maior partido com a maior bancada na Câmara deixava a base aliada da presidente Dilma, manifestantes fizeram protesto do lado de fora do plenário com uma faixa (abaixo) dizendo: não vai ter golpe, vai ter impeachment.