terça-feira, 28 de novembro de 2017

Candidatura: Alckmin tem a ameaça Meirelles e Maia


 Alckmin assume PSDB por candidatura, mas aproximação de Meirelles e Maia ameaça o tucano
Geraldo Alckmin assumirá o PSDB para tentar salvar sua candidatura ao Planalto,mas o estrago produzido pela autofagia da sigla é tão grande que a tarefa tornou-se hercúlea. Michel Temer enviou um recado claro ao governador no fim de semana. Hoje, disse, a chance de uma aliança em 2018 é remotíssima. Cientes disso, duas peças se movem: Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Henrique Meirelles (Fazenda). Se, com o suporte do PMDB, eles se alinharem, abalarão muito o potencial do tucano.
Aliados do ministro e do democrata dizem que eles têm um encontro marcado para depois da votação da Previdência. Enquanto o PSDB travava uma corrida contra o próprio rabo, Maia tornou-se forte influenciador do centrão, grupo sem o qual não se decide nada em Brasília.  (Daniela Lima - Folha de S.Paulo - Painel)

Imbassahy e a queda do cargo : “Empurrado eu não vou!”


Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo) dá sinais de que só sairá da pasta quando sentir que o desembarque será assimilado como decisão dele. Aliados dizem que ele recorre a uma frase de Tancredo Neves quando brinca sobre o assunto: “Empurrado eu não vou!”.  A informação é de Daniela Lima, na coluna Painel da Folha de S.Paulo desta terça-feira.
E mais disse a colunista sobre o que rola nos bastidores de Brasília:
Michel Temer acompanha o alinhamento de Maia e Meirelles com entusiasmo, mas pediu ao ministro que não discuta qualquer assunto relacionado à eleição até março do ano que vem.
Quer desvincular da briga sucessória a proposta que muda as aposentarias.
Enquanto isso, em meio às discussões sobre as novas regras de aposentadoria, o líder do governo no Congresso, André Moura (PSC-SE), emplacou o novo presidente do INSS. A nomeação de Francisco Paulo Soares Lopes será publicada nesta quarta (29).

Topo, diz Alckmin sobre presidência do PSDB
















Alckmin dá entrevista após jantar com FHC, Tarso Jereissati e Marconi Perillo
Folha de S.Paulo – Thais Bilenki
Após jantar com Marconi Perillo e Tasso Jereissati, o governador Geraldo Alckmin disse que aceita presidir o PSDB para "fortalecê-lo". "Topo", afirmou.
Se o meu nome puder unir o partido, fortalecer o partido, como vigoroso instrumento de mudança para o Brasil, é nosso dever", afirmou na noite desta segunda-feira (27). "Vamos estar à disposição."
O PSDB tem marcada convenção no dia 9 para eleger sua nova Executiva. Perillo, governador de Goiás, e Tasso, senador pelo Ceará, retiraram suas candidaturas a presidente do partido em acordo com Alckmin.
Favorito entre tucanos para disputar o Planalto, o governador paulista evitou comentar como se comportará, caso assuma o PSDB, em relação ao PMDB e ao governo Michel Temer.
"Vamos aguardar a convenção", afirmou. "Estamos concluindo esse período", disse, sobre o debate em torno do desembarque. "A minha posição nunca mudou, sempre achei que não devia ter entrado."
Ele tampouco detalhou os termos do acordo e que cargos Perillo e Tasso ocupariam na Executiva em sua eventual gestão. "Todos devem participar. As lideranças das várias regiões do Brasil."
Alckmin defendeu a implementação de um conselho político no PSDB. "É importante uma instância para ouvir, dialogar", justificou.

Fernando e Armando entram no páreo


   Por Magno Martins
Dois candidatos a govermador reafirmaram, ontem, suas postulações ao Palácio do Campo das Princesas. O primeiro, o senador Fernando Bezerra Coelho (PMDB), reafirmou em entrevista à Rádio Jornal que é pré-candidato ao Governo do Estado nas eleições de 2018. Fernando explicou que as oposições de Pernambuco estão num processo de diálogo, que deve ser intensificado em dezembro, mas confirmou que pretende participar da disputa.
“Sou pré-candidato e estou animado. Meu nome está colocado, como o de várias outras lideranças políticas estaduais. Vamos unir forças e definir propostas, para que possamos levar ao povo de Pernambuco um projeto que traduza os sonhos das pessoas”, disse. Fernando, no entanto, ponderou que ainda é cedo para que os nomes de uma possível chapa de oposição sejam consolidados. “Vamos aprofundar mais as discussões, poderemos até ter mais de uma candidatura, mas o principal é que possamos dialogar sobre o futuro”, destacou o governador Paulo Câmara.
Pré-candidato ao Senado, o deputado e vice-líder da oposição na Câmara Federal, Sílvio Costa (Avante), foi ovacionado, ontem, no encontro de lideranças políticas realizado pelo senador Armando Monteiro Neto (PTB), no município de Surubim, no Agreste. Mais de 100 lideranças – prefeitos, vereadores, ex-prefeitos e ex-vereadores – saudaram o deputado Sílvio Costa aos gritos de "senador, senador", repetindo as manifestações individuais de aprovação e apoio à atuação do deputado na oposição ao governo Michel Temer (PMDB).
Em seu pronunciamento, Sílvio Costa ressaltou a liderança política de Armando Monteiro – que colocou-se à disposição de uma convocação das oposições para o governo estadual – e revelou sua confiança na condução pelo senador, a partir de 2018, das mudanças que Pernambuco necessita para retomar o desenvolvimento e os empregos. "O senador Armando foi ministro da Indústria e Comércio, é reconhecido em todo o Brasil por esse trabalho e lutou contra o impeachment da presidente Dilma. Vamos continuar unidos para retirar do comando do Estado esse governo que paralisa Pernambuco", destacou Sílvio.
Sob aplausos, Sílvio Costa também ressaltou a falta de liderança do governador Paulo Câmara para articular o combate à violência e minimizar as dificuldades na saúde pública. "Há 60 municípios sem delegado, hoje, no Estado. Há municípios que têm apenas um policial. O governo fala em educação, mas quem conhece a realidade são os professores que até agora esperam o cumprimento da promessa de duplicação dos salários", citou sob aclamação Sílvio Costa.

Carta do Recife apresenta propostas aos candidatos


No segundo dia de trabalhos da 72ª Reunião Geral da Frente Nacional de Prefeitos, hoje, os prefeitos discutem, elaboram e apresentam à sociedade a Carta do Recife, documento com propostas e ponderações referentes à vida nas cidades e à rediscussão do Pacto Federativo. 
 


O documento é de caráter suprapartidário e será apresentado aos candidatos à Presidência da República nas eleições de 2018. O prefeito anfitrião da 72ª Reunião Geral da FNP e vice presidente de Mudanças Climáticas, Geraldo Julio, o presidente da Frente, Jonas Donizetes (Campinas/SP), e demais prefeitos presentes fazem a discussão e o lançamento do documento a partir das 12h desta terça-feira, no Sebrae Recife.

Para Joaquim Barbosa, há um único plano: a Presidência


Nas conversas mantidas com o PSB, o ex-ministro do STF afirmou que não topa concorrer a outro cargo
ÉPOCA - Coluna Expresso – Nonato Viegas
O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa já conversou três vezes com o presidente do PSB, Carlos Siqueira. Barbosa se filiará ao partido apenas – e unicamente – para concorrer à Presidência.
Não topa nem ser vice. Sua resposta final será dada em janeiro.
Enquanto isso, filho de Jorge Picciani (PMDB), presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro preso pela Polícia Federal, o ministro do Esporte, Leonardo Picciani (PMDB), mandou seus assessores levantar informações da delação do marqueteiro Renato Pereira, que o acusa de corrupção, incluindo os registros de visitas no prédio do ministério em Brasília.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Procuradores: 2018 será a batalha final da Lava Jato


Reuters - Rodrigo Viga Gaier
As eleições de 2018 representam a batalha final para o futuro da operação Lava Jato, disseram nesta segunda-feira procuradores da operação de Curitiba, Rio de Janeiro e São Paulo, alertando que não vão se acanhar com os ataques que vêm sofrendo por causa das investigações e que haverá ações conjuntas no próximo ano.
Eles ressaltaram que o futuro da operação depende da composição do próximo Congresso Nacional e exortaram a população a fazer boas escolhas, de preferência, candidatos ficha limpa, sem histórico de corrupção e que pretendem se eleger para apoiar a Lava Jato.
"É preciso que a sociedade continue atenta aos movimentos dos atuais parlamentares, manifestando-se contra qualquer tentativa de dificultar ou impedir as investigações criminais de pessoas poderosas", afirmaram em carta os procuradores da Lava Jato de Curitiba, Rio e São Paulo.
O procurador federal do Paraná Deltan Dallagnol acrescentou em entrevista concedida na capital fluminense: "2018 será a batalha final para a Lava Jato....será uma vitória para a Lava Jato se forem eleitos candidatos com passado limpo e que atuem no combate a corrupção, mas o futuro será sombrio se os que estão aí forem mantidos".
Procuradores que atuam nas forças-tarefas do Rio de Janeiro, de Curitiba e de São Paulo se reuniram nesta segunda para traçarem novas estratégias para 2018, e a perspectiva é que ocorram novas operações conjuntas.
"Esperamos que o STF dê uma resposta rápida para o foro privilegiado e se essa restrição não vier pelo STF ou Congresso esperamos que a sociedade acabe com o foro não votando em corruptos e ficha suja", disse Dallagnol. "Se a população quer que pessoas com foro sejam investigadas então o caminho é não elegê-las em 2018 para que possam ser investigadas."
Apesar do tom político dado na entrevista, os procuradores da Lava Jato disseram desconhecer que algum membro da operação tenha pretensões eleitorais em 2018.
O procurador paranaense aproveitou para criticar o Judiciário brasileiro, que segundo ele, peca pela falta de "resolutividade" dos processos. "O sistema brasileiro é feito para não resolver questões importantes e investigações contra poderosos", finalizou Dallagnol.

O candidato de Lula


Por Lauro Jardim
Quem está no entorno de Lula garante: É Jaques Wagner, e não Fernando Haddad, o candidato de Lula à Presidência das República, caso Sergio Moro e o TRF4 barrem as pretensões eleitorais do ex-presidente.

FBC afirma que é pré-candidato ao governo do Estado


O senador Fernando Bezerra Coelho (PMDB) afirmou, hoje, em entrevista à Rádio Jornal que é pré-candidato ao governo do estado nas eleições de 2018. Fernando explicou que as oposições de Pernambuco estão num processo de diálogo, que deve ser intensificado em dezembro, mas confirmou que pretende participar da disputa.
“Sou pré-candidato e estou animado. Meu nome está colocado, como o de várias outras lideranças políticas estaduais. Vamos unir forças e definir propostas, para que possamos levar ao povo de Pernambuco um projeto que traduza os sonhos das pessoas”, disse. Fernando, no entanto, ponderou que ainda é cedo para que os nomes de uma possível chapa de oposição sejam consolidados. “Vamos aprofundar mais as discussões, poderemos até ter mais de uma candidatura, mas o principal é que possamos dialogar sobre o futuro”, destacou.
Fernando foi o convidado do debate da emissora, apresentado pelo radialista Geraldo Freire, que teve como participantes os jornalistas Fernando Castilho e Igor Maciel. Em aproximadamente uma hora de entrevista ele respondeu a perguntas sobre a atuação no Senado, economia e o desempenho da atual gestão. “O governo estadual tem um ritmo lento. Pernambuco é campeão absoluto em desemprego, investe menos que Ceará e Bahia, tem indicadores terríveis de violência e não consegue realizar as entregas que a população pede”, salientou. Segundo os dados do IBGE, divulgados há dez dias, a taxa de desemprego em Pernambuco está na casa dos 18%, quando a média nacional é de 12,4%. Os números oficiais mostram ainda que o número de Crimes Violentos Letais e Intencionais no estado superou os 4,5 mil homicídios, o mais alto patamar em uma década.
“Ninguém barra o sentimento de mudança que está no coração dos pernambucanos. Tenho andado por todas as regiões e percebemos claramente que as pessoas querem um novo rumo. Falta ousadia, coragem e direção ao atual governo”, avaliou Fernando. Ele explicou que, mesmo num cenário de dificuldades, outros estados do Nordeste estão conseguindo realizar investimentos públicos, realizando obras e projetos. “Queremos recuperar o protagonismo que Pernambuco sempre teve no Nordeste”.

Sílvio Costa: "Armando é candidato"

Pré-candidato ao Senado, o deputado e vice-líder da oposição na Câmara Federal, Sílvio Costa (Avante), foi ovacionado, ontem, no encontro de lideranças políticas realizado pelo senador Armando Monteiro Neto (PTB), no município de Surubim, no Agreste.
Mais de 100 lideranças – prefeitos, vereadores, ex-prefeitos e ex-vereadores – saudaram o deputado Sílvio Costa aos gritos de "senador, senador", repetindo as manifestações individuais de aprovação e apoio à atuação do deputado na oposição ao governo Michel Temer (PMDB).
Em seu pronunciamento, Sílvio Costa ressaltou a liderança política de Armando Monteiro – que colocou-se à disposição de uma convocação das oposições para o governo estadual – e revelou sua confiança na condução pelo senador, a partir de 2018, das mudanças que Pernambuco necessita para retomar o desenvolvimento e os empregos. "O senador Armando foi ministro da Indústria e Comércio, é reconhecido em todo o Brasil por esse trabalho e lutou contra o impeachment da presidente Dilma. Vamos continuar unidos para retirar do comando do Estado esse governo que paralisa Pernambuco", destacou Sílvio.
Sob aplausos, Sílvio Costa também ressaltou a falta de liderança do governador Paulo Câmara para articular o combate à violência e minimizar as dificuldades na saúde pública. "Há 60 municípios sem delegado, hoje, no Estado. Há municípios que têm apenas um policial. O governo fala em educação, mas quem conhece a realidade são os professores que até agora esperam o cumprimento da promessa de duplicação dos salários", citou sob aclamação Sílvio Costa.
O vice-líder da oposição na Câmara lembrou, ainda, o "papel golpista" do PSB no processo de impeachment da presidente Dilma e no apoio ao governo Temer. "Tenho grande admiração pelo presidente Lula e vou lutar, até o último segundo, para que o PT vote em Armando em 2018. O PT diz que não vota em golpista e o partido golpista no Brasil é o PSB", argumentou Sílvio.
O deputado revelou, ainda, confiança na renovação da aliança com o ex-presidente Lula e o PT, nacional e em Pernambuco, para as eleições do próximo ano. "Acredito que Lula e o PT estarão com Armando e que iremos construir um novo caminho para o Estado", concluiu sob entusiasmo das lideranças presentes.

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Resistência de Aécio em deixar comando aprofunda crise no PSDB



O presidente em exercício do PSDB, senador Tasso Jereissati, tem dado sinais de que está no limite com o caso Aécio Neves e tem dado manifestações de que pode entregar o comando da legenda a qualquer momento.

Nesta quarta-feira (25), Tasso e Aécio devem ter uma nova conversa para tentar definir a situação da presidência do PSDB.

Na semana passada, numa reunião com caciques do partido, Aécio tinha pedido um prazo, que acabou na terça-feira (24), para definir seu futuro. Na ocasião, os tucanos pediram que Aécio renunciasse em definitivo ao comando da legenda.

Apesar de licenciado, o senador mineiro ainda é o presidente do PSDB. Para tucanos, Aécio decidiu de forma deliberada adotar a estratégia de "empurrar com a barriga" essa questão para criar constrangimento ao senador Tasso e forçar que ele deixe o cargo.

"Enquanto isso, a crise se aprofunda no PSDB. Dessa forma, Aécio está sepultando o partido", disse ao Blog um cacique tucano.

George Borja de Freitas


Parabéns a todos os colegas que se dedicam a essa profissão tão apaixonante, nobre e importante. Amo o que faço!!!!

Quarta-Feira


Oposição diz a Maia: tem 200 deputados para travar sessão


Blog de Camarotti

Em uma reunião secreta na residência do líder do PDT, deputado Weverton Rocha (MA), a oposição comunicou ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) que tem 200 deputados dispostos a se ausentarem da sessão marcada para esta quarta-feira (25) e impedir a realização da votação da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer.

Segundo relatos, Maia quis saber exatamente qual era o número de apoiadores entre os partidos de oposição. Foi quando foi informado da contabilidade.

Caso esse número se confirme, a votação não poderá ser realizada, uma vez que será preciso o voto de ao menos 342 dos 513 deputados para que a sessão tenha validade. 

A reunião foi realizada na noite de ontem, e contou com a presença de pouquíssimos deputados, entre eles o líder do PT, Carlos Zaratini (SP), a líder do PCdoB, Alice Portugal (BA), a presidente do PCdoB, Luciana Santos (PE), o líder da minoria, José Guimarães (CE), entre outros deputados.
A estratégia da oposição é tentar evitar a realização para criar um desgaste ao governo Temer. Durante a votação da primeira denúncia, a oposição tentou colocar em prática estratégia semelhante, mas não obteve sucesso.

DEM e Presidência: indeciso entre Huck, Doria e Alckmin


Mônica Bergamo - Folha de S.Paulo
O DEM pretende definir até o fim do ano se terá ou não candidato próprio à Presidência da República. Os dirigentes do partido, queapostavam em João Doria, voltaram à estaca zero depois que o prefeito não decolou nas pesquisas.
Eles consideram que Doria não é carta fora do baralho, mas acham que o prefeito, por enquanto, se perdeu em polêmicas desnecessárias: bateu boca com outro tucano, o ex-governador Alberto Goldman, e aderiu ao programa de distribuição dafarinata, que acabou apelidada de "ração humana".
Já Luciano Huck, com quem também chegaram a conversar, não deu a eles a segurança necessária de que pretende mesmo concorrer à Presidência. Segundo um dos dirigentes, o partido não pode esperar até o próximo ano para que o apresentador se decida, sob pena de ficar não apenas sem candidato como em posição desfavorável numa coligação com outros partidos.
A tendência, hoje, é de reaproximação com Geraldo Alckimin (PSDB-SP), definido por um dos líderes do DEM como "maior aliado histórico do partido".  

O vate tudo de Temer


  Por Magno Martins
Para garantir os votos necessários para barrar a segunda denúncia oferecida pela Procuradoria Geral da República, hoje, o Palácio do Planalto lançou mão de uma série de estratégias. Uma delas foi a exoneração de nove ministros que têm cargo de deputado para votarem na sessão de quarta. De olho na bancada ruralista, também foram anunciadas medidas polêmicas, como a que dá desconto de até 60% em multas por crimes ambientais e outra que torna mais brandas as regras de fiscalização do trabalho escravo. Temer também centrou esforços na liberação de emendas parlamentares da base aliada.
A oposição definiu a estratégia de prolongar ao máximo a sessão e assim tentar ampliar o desgaste de aliados do governo. O martelo foi batido numa reunião de líderes oposicionistas, ontem, em Brasília. A estratégia é fazer com que a votação se prolongue até o meio da noite, quando a maioria da população já estará em casa e diante da televisão, com possibilidade de acompanhar a votação.
Os oposicionistas pretendem retardar o momento de registrarem presença, contribuindo com o quórum apena no início da noite.  "Quem quiser votar com Temer vai ter que assumir o desgaste de dar o 'sim' em pleno horário nobre", disse o líder do PSB na Câmara, deputado Júlio Delgado. Tática semelhante já foi adotada durante a votação da primeira denúncia, quando a sessão só foi concluída perto das 22 horas.
Líderes da oposição na Câmara anunciaram que não vão registrar presença na sessão plenária de hoje, quando está marcada a votação da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente Michel Temer e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência). O objetivo é tentar impedir que a votação ocorra, deixando Temer "sangrando" por mais tempo.
Para que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), possa começar os procedimentos da votação, é necessário que pelo menos 342 dos 513 deputados registrem presença no plenário. Esse é o mesmo quórum mínimo exigido pelo regimento interno da Casa para que a denúncia da PGR seja aceita. Juntos, partidos da oposição reúnem cerca de 100 deputados, o que, se somada à ala oposicionista do PSB, podem chegar a 120 parlamentares.

Maia sobre Temer: "Em política não tem amiguinho"


Folha de S.Paulo - Daniel Carvalho
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), bem que tentou dar ares de normalidade à sua relação com Michel Temer nesta terça-feira (24), véspera da votação da segunda denúncia contra o presidente da República. Mas o discurso de paz não resistiu a uma provocação.
Pouco depois de voltar do Palácio do Planalto, onde reuniu-se com Temer, Maia sentou-se para conversar com um grupo de jornalistas no cafezinho anexo ao plenário da Câmara.  Questionado se a relação com Temer estava totalmente pacificada e se agora eram "amiguinhos para sempre", Maia reagiu: "Em política não tem amiguinho, muito menos para sempre."
Os atritos entre Maia e Temer se intensificaram quando o PMDB passou a assediar parlamentares do PSB que negociavam migração para o DEM, partido de Maia.
O presidente da Câmara disse não ter se incomodado com a ação do presidente do PMDB, senador Romero Jucá (RR), mas com a presença dos ministros peemedebistas Moreira Franco (Secretaria-Geral) e Eliseu Padilha (Casa Civil) na filiação do senador Fernando Bezerra Coelho (PE).
"O Palácio não podia ter participado disso", afirmou Maia. 

Trabalho escravo: mais um tiro no pé do Planalto


Helena Chagas - Blog Os Divergentes
Bem que o governo Temer poderia ter passado sem mais esse tiro no pé. A rigor, a liminar da ministra Rosa Weber que suspende a portaria que modificou as regras de fiscalização do trabalho escravo no país não deve alterar a decisão que a Câmara dos Deputados vai tomar amanhã de arquivar a segunda denúncia contra Michel Temer. Mas é um tremendo desgaste, um episódio politicamente vexaminoso, que deve erodir o que resta da baixíssima popularidade do governo.
 Todo mundo sabe que a portaria foi editada na base do toma-lá-dá-cá para assegurar os votos da poderosa bancada ruralista contra a segunda denúncia. Mas sua divulgação foi um erro de cálculo – mais um – do Planalto, que não imaginou que a medida teria um forte simbolismo negativo, alvo da mídia, de setores da sociedade e da comunidade internacional.
Em vez de voltar atrás imediatamente, como não teve vergonha de fazer outras vezes, o Planalto anunciou o “aperfeiçoamento” futuro da medida, supostamente adotando sugestões da PGR Raquel Dodge, que é uma especialista no assunto.  Mas hoje pela manhã tivemos fortes declarações da própria Dodge, e, reunião do CNMP, dizendo que a portaria fere a dignidade humana. No mínimo, não combinaram nada com ela.
Por fim, a ministra Rosa Weber, do STF, fez agora há pouco aquilo que a torcida do Flamengo esperava: concedeu liminar suspendendo os efeitos da portaria. Vale até o julgamento de mérito – que, nesses tempos midiáticos, dificilmente deverá restaurar seu conteúdo.
O único consolo de Temer é que, em meio à brutal desconexão entre sociedade e políticos que vivemos nos tempos atuais, ele não deve perder os votos dos ruralistas na Câmara. Afinal, valeu a intenção…

Seres inimputáveis: louco, menor e Aécio Neves


Josias de Souza
Presidente interino do PSDB, Tasso Jereissati fez malabarismo retórico para justificar na semana passada os votos do tucanato a favor da devolução do mandato a Aécio Neves, presidente licenciado do ninho. Segundo Tasso, o refresco servido a Aécio não significava a impunidade. Longe disso: “No meu entender, é dar ao senador Aécio o que ele não teve até agora, que foi o direito de defesa.” Como assim? “Aqui, no próprio Senado, ele vai ter o Conselho de Ética. E, no Conselho de Ética, vai ter que se defender.”
Decorridos cinco dias, o presidente do Conselho de Ética (?!?) do Senado, João Alberto (PMDB-MA), homem de José Sarney, mandou ao arquivo a segunda representação formulada contra Aécio Neves. Brandiu um parecer da Advocacia do Senado. Alega-se no documento que Aécio já foi alvo de um pedido de cassação de mandato por falta de decoro. E não há “fatos novos” que justifiquem a reabertura do caso.
O diabo é que a representação anterior também foi arquivada. E os fatos velhos —R$ 2 milhões da JBS, áudios vadios, malas e mochilas de dinheiro— constituem farto material para uma alentada investigação. As únicas coisas que faltam ao Senado são recato e vergonha na cara.
No Brasil, há seres que são legalmente inimputáveis —os doentes mentais e os menores, por exemplo. Agora, além dos loucos e das crianças, há Aécio Neves. Não importa o que o personagem fez, deixou de fazer ou ainda fará. Reza a Lei da Selva, em vigor no Senado, que Aécio não precisa prestar contas dos seus atos.

História contada por Temer ofende agentes do Estado


Elio Gaspari – Folha de S.Paulo
“Se você não tiver a saboneteira no lugar certo significa trabalho escravo”
Michel Temer deve um pedido de desculpas aos servidores públicos que batalham no combate ao trabalho escravo. Numa entrevista ao repórter Fernando Rodrigues, ele disse o seguinte: "O ministro do Trabalho me trouxe aqui alguns autos de infração que me impressionaram. Um deles, por exemplo, diz que se você não tiver a saboneteira no lugar certo significa trabalho escravo". Se uma empresa foi autuada só por isso, a arbitrariedade foi gritante e o argumento usado pelo presidente da República justificaria uma revisão das normas existentes.
A história era bem outra. Em 2011, a construtora MRV sofreu 44 autos de infração pelas condições de seus operários num canteiro de obras em Americana (SP). A empresa atrasava salários e retinha carteiras de trabalho (golpe velho). Nos seus alojamentos, faltavam colchões e água potável. Sem saboneteiras, os banheiros eram inadequados.
O caso foi para a Justiça, a MRV foi condenada a pagar uma indenização de R$ 10 milhões por danos morais e, em 2014, fez um acordo, pagando R$ 2 milhões. O que foi apresentado pelo presidente como prova de um absurdo, era justo o contrário, uma demonstração de que a fiscalização punia maus empresários. O acordo assinado pela MRV coroava a eficácia da legislação.
Dias depois, perguntado sobre o caso, Temer justificou-se, lembrando que as informações lhe haviam sido dadas pelo seu ministro do Trabalho. Quando o repórter Ricardo Mendonça lembrou-lhe que havia outras infrações no processo, esquivou-se: "Ah, aí eu não sei".
Trapalhadas acontecem e às vezes são produzidas por assessores ou ministros. Winston Churchill sentou-se a uma mesa de almoço com o filósofo Isaiah Berlin, supondo que ele era o compositor Irving Berlin. Em outros casos, são apenas produto da distração. Temer estava na Noruega quando anunciou que ia se encontrar com o rei da Suécia, Ronald Reagan estava em Brasília quando saudou "o povo da Bolívia" e Lula disse que Napoleão foi à China.
As chamadas "gafes" de Temer são de dois tipos. Umas são chatas, porém banais. Outras, como a da saboneteira, traem um propósito e sugerem que o presidente tem uma propensão para construir convenientes realidades paralelas.
No capítulo das banalidades desastrosas, estão as falas em que associou a relevância das mulheres à capacidade que elas têm de acompanhar os preços nos supermercados, ou quando ele se encontrou com o governador Pezão, restabelecido de um tratamento quimioterápico e disse: "Você está até mais bonito, acabou sendo uma coisa útil".
A segunda família das "gafes" tem a ver com a capacidade dos poderosos de dizer o que querem, confiando na credulidade de quem os ouve. Ele ainda era vice-presidente e cabalava a deposição de Dilma Rousseff quando foi ao ar um áudio no qual apresentava um programa de governo. Explicou que foi um acidente. Vá lá. No discurso de posse, lembrou-se que em um posto de gasolina haviauma faixa dizendo: "Não pense em crise, trabalhe". O posto Doninha fechara havia anos.
Temer pode acreditar no que quiser, mas a Presidência da República pede que nela esteja uma pessoa em quem se acredita. "Ah, aí eu não sei" é coisa de vendedor de pomada milagrosa.

“Prefeita ostentação” é presa pela polícia em São Luís


Folha de S.Paulo – Wanderley Freire Sobrinho (Colaboração)
A ex-prefeita de Bom Jardim, no Maranhão, Lidiane Leite, conhecida como "prefeita ostentação", foi presa nesta terça-feira (24) em São Luís (MA). Ela foi condenada por improbidade administrativa em março deste ano.
Ao UOL, o delegado da Superintendência de Combate à Corrupção (Seccor), ligada à Polícia Civil, confirmou a prisão determinada pelo juiz Raphael Leite Guedes. A prisão, no entanto, será domiciliar e sem a necessidade de tornozeleira eletrônica.
A decisão atendeu a um pedido do Ministério Público. Ela foi detida em sua casa, no bairro Araçagi, e levada pelos policiais para a Seccor, onde chegou assessorada por três advogados.
"Ela foi trazida até aqui para o cumprimento de nota de culpa. Ela assinou documentos, como os que lhe dão garantias constitucionais", informou o delegado. "Mas ela já voltou para casa, porque a prisão é domiciliar."
O CASO
Lidiane ganhou fama de "prefeita ostentação" porque exibia nas redes sociais uma vida de alto luxo, o que despertou a desconfiança das autoridades.
Condenada neste ano por improbidade administrativa, teve R$ 12 milhões bloqueados em setembro por ordem da Justiça.
Ela chegou a ser presa em 2015, quando ainda comandava a prefeitura de Bom Jardim. Lidiane foi presa no dia 28 de outubro daquele ano depois de passar 39 dias foragida.

PMDB não fechará questão a favor de Temer

O líder do PMB na Câmara Federal, deputado Baleia Rossi (SP), não deverá fechar questão para obrigar seus parlamentares a votarem pelo arquivamento da segunda denúncia do Ministério Público Federal contra o presidente Michel Temer.
Segundo ele, não há necessidade de fechar questão nesta segunda denúncia porque o partido já fez isto na primeira.
Naquela ocasião, 53 deputados peemedebistas votaram contra a denúncia e apenas cinco pela sua admissibilidade.
Foram eles: Celso Pansera (RJ), Jarbas Vasconcelos (PE), Laura Carneiro (RJ), Veneziano Vital do Rêgo (PB) e Sérgio Zveiter (RJ).
Este último foi o relator da denúncia na CCJ e deu parecer pela sua admissibilidade. Ameaçado de expulsão, desligou-se do partido e se filiou ao Podemos.

terça-feira, 24 de outubro de 2017

PSDB volta a discutir situação de Aécio


Do G1
Senadores do PSDB se reuniram nesta terça-feira (24) na liderança do partido, pela segunda semana seguida, para definir futuro de Aécio Neves (MG) à frente da legenda, mas o encontro terminou novamente sem definição.
Desde a semana passada senadores tucanos e o presidente interino da legenda, Tasso Jereissati, passaram a defender que Aécio renuncie ao comando do partido.
Como a reunião havia sido marcada para esta terça, a expectativa era que Aécio desse uma resposta no encontro.
Mas, ao deixar a reunião, Aécio voltou a dizer que não discute questões partidárias com a imprensa.
Reunião de 'avaliação'
Ao sair da reunião, o senador Tasso Jereissati disse que a reunião serviu para que os tucanos fizessem uma "avaliação da situação". Para ele, a "solução definitiva depende de Aécio".
"O senador Aécio Neves, dentro do seu livre arbítrio, analisando a situação, deve ter uma conversa conosco ainda nesta semana. Uma solução definitiva depende dele [Aécio]", disse.
Mas, pouco antes, o líder do PSDB no Senado, Paulo Bauer (SC), chegou a dizer que Tasso deve permanecer na presidência da legenda até a convenção partidária, marcada para dezembro.
"A liderança do partido continua sendo Tasso, no pleno exercício do mandato de presidente, com plena liberdade e solidariedade de todos os membros da bancada, e deve permanecer até 9 de dezembro, quando teremos a convenção", disse Bauer.

Priscila Krause


Existem os gastos de custeio, de manutenção, de pessoal... e os de investimento. Esses últimos são, na administração pública, costumeiramente chamados de “gastos bons”, justamente porque transformam o dinheiro dos impostos que pagamos em melhorias diretas na vida das pessoas: construção e reforma de escolas, requalificação de estradas, compra de equipamentos de segurança, etc. Ontem, quando o secretário de Planejamento e Gestão, Márcio Stefanni, foi à Alepe apresentar os dados do projeto orçamentário de Pernambuco para 2018, apresentamos um relatório que aponta uma queda significativa dos investimentos públicos capitaneados pelo governo de Pernambuco nos últimos três anos, com a queda mais acentuada acontecendo justamente em 2017. A deputada Priscila Krause questionou o secretário de que forma a gestão pretende enfrentar essa questão em 2018. Mesmo em crise, é bom lembrar, a arrecadação estadual está crescendo. Lembra que houve aumento de impostos, como o ICMS da gasolina e o IPVA? Essa, portanto, não deve ser a desculpa.

Maia: Não dá para culpar a mídia por problemas no Rio

O Globo O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, rebateu o general Walter Souza Braga Netto e disse que não é possível transf...