segunda-feira, 18 de setembro de 2017

PMDB

O RETRATO DE UM POVO COVARDE


Um povo que aceita passivamente ser governado por uma quadrilha - agora confirmada pela PF -, merece o presente que vive e o futuro que está sendo traçado. Um povo covarde, que espera que os outros façam, cercado de miséria e insegurança, e que vê apenas como espectador seus amigos e parentes atingidos por todo tipo de desgraça não é uma nação, mas um aglomerado de gente sem cidadania e se fanatizando por canalhas na religião e na política. Quem ousa são os bandidos...Somos uma tribo de ignorantes covardes.
NADA MAIS QUE ISSO!

Jucá está desinformado Sobre a política regional


Coluna Fogo Cruzado 
Romero Jucá acredita ser possível a convivência de Jarbas com Fernando Bezerra no PMDB
O senador Romero Jucá, presidente nacional do PMDB, declarou ontem à imprensa local que o partido terá candidato próprio ao Governo do Estado no próximo ano, que houve um pedido de dissolução do diretório regional, mas ele próprio não acredita que isto vá acontecer. E que ainda crê num entendimento entre o deputado Jarbas Vasconcelos e o senador Fernando Bezerra Coelho para que ambos possam conviver civilizadamente no partido. É possível que do seu posto de observação, em Brasília, Jucá não tenha a exata noção do que houve em Pernambuco após a divulgação da notícia de que ele iria “tomar” o PMDB de Jarbas a fim de entregá-lo a Fernando Bezerra. Em primeiro lugar, Jarbas tem compromisso com a reeleição de Paulo Câmara e não embarcará na tese da candidatura própria. Segundo, tem informações de que o relator do processo de dissolução, deputado Baleia Rossi, dará parecer pelo arquivamento do pedido. Mas mesmo que isto não ocorra levará o caso à Justiça comum. Terceiro, o espaço para convivência se estreitou porque os projetos de ambos são conflitantes. Enquanto Jarbas defende a permanência do PMDB na Frente Popular, o senador quer levar o partido para a oposição.

Em Pernambuco, o PMDB minguou


   Por Magno Martins  
Os aliados de Jarbas Vasconcelos promovem, hoje, um ato de desagravo contra a decisão do PMDB nacional de interferir na executiva estadual, passando o seu controle para o senador Fernando Bezerra Coelho. Independentemente do que o grupo do senador possa fazer, o fato é que o PMDB em Pernambuco encolheu na última década, atingindo patamares que não refletem a grandeza nacional da legenda. Os números falam por si mesmos.
Em 2006, último ano da segunda gestão de Jarbas Vasconcelos, o partido elegeu três deputados federais: Carlos Eduardo Cadoca, Raul Henry e Edgar Moury Fernandes. Quatro anos mais tarde, o mesmo Jarbas disputaria sua quarta eleição para governador. O PMDB saiu das urnas como o grande derrotado em nível estadual, conseguindo eleger apenas um representante para a Câmara Federal, entre as 25 vagas existentes.
Já em 2012, aliado à Frente Popular, Jarbas tentou eleger o filho vereador do Recife. Mesmo tendo sido prefeito da cidade por duas vezes, não conseguiu sucesso eleitoral. Em 2014, mais um desempenho pífio, com a eleição de um único deputado federal, exatamente Jarbas. O PMDB de Pernambuco, que sempre teve uma forte presença metropolitana e já chegou a contar com as prefeituras de Recife, Olinda, Jaboatão e Paulista, minguou na cena política.
No ranking das prefeituras estaduais está na quinta posição, atrás de legendas como PR, PSD e PTB. Entre as principais cidades da RMR apresentou candidato apenas em Olinda, o deputado estadual Ricardo Costa, onde contou com míseros 3,91% dos votos. Uma distância abissal em relação ao desempenho nacional do PMDB, que ficou no segundo lugar no ranking brasileiro.
Tudo isso comprova que o PMDB de Pernambuco está em declínio. Do ponto de vista eleitoral, o desempenho dos atuais peemedebistas é notoriamente insuficiente. Não passa hoje de um satélite do PSB cujo propósito na reação à chegada de Fernando Bezerra e seu grupo é o de apoiar a reeleição do governador Paulo Câmara, exercitando, portanto, a posição de satélite socialista. Muito pouco para uma sigla do tamanho do PMDB.

Dodge toma posse como procuradora-geral da República


Do G1
Há mais de três décadas no Ministério Público Federal (MPF), Raquel Dodge tomou posse, na manhã de hoje, no cargo de procuradora-geral da República, na cadeira que foi ocupada nos últimos quatro anos por Rodrigo Janot.
Em sua fala de oito minutos na cerimônia de posse, a nova chefe do Ministério Público prometeu defender a democracia, zelar pelo bem comum e meio ambiente e garantir que ninguém esteja "acima da lei".
A cerimônia de posse contou com a presença de familiares de Raquel Dodge, integrantes do Ministério Público, magistrados e políticos. Prestigiaram a solenidade os chefes dos Três Poderes: o presidente da República, Michel Temer, a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE).
Antecessor da nova procuradora-geral, Janot não participou da solenidade alegando "motivos protocolares". Em uma carta enviada no domingo (17) aos integrantes do MPF, o agora ex-procurador-geral desejou à sucessora "sorte e sobretudo energia para os anos que virão".
Após a execução do Hino Nacional, Michel Temer assinou o termo de posse de Raquel Dodge. Na sequência, ela assinou o livro e fez seu primeiro discurso como procuradora-geral da República. “Estou ciente da enorme e tarefa que está diante de nós e da legítima expectativa a que seja cumprida com firmeza, equilíbrio e coragem”.
Primeira mulher a assumir o comando do Ministério Público, Raquel Dodge chefiará a PGR pelos próximos dois anos.
Desde 1987 no Ministério Público Federal, ela foi indicada para o comando da PGR por Temer, em junho. Raquel Dodge ficou em segundo na eleição da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), atrás de Nicolao Dino, candidato apoiado por Janot. A indicada por Temer foi aprovada pelo Senado em julho.
À frente do MPF, Raquel tem a missão de garantir a continuidade da Operação Lava Jato, que investigou mais de cem políticos de diferentes partidos durante a gestão de Janot, que se tornou o primeiro procurador-geral a denunciar um presidente da República.
A solenidade ocorreu no início da manhã, a pedido do Palácio do Planalto, para que Temer conseguisse embarcar a tempo para Nova York, nos Estados Unidos, para participar, nesta noite, de um jantar que será oferecido pelo presidente norte-americano Donald Trump. Nesta terça (19), o chefe de Estado brasileiro fará o tradicional discurso de abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas.
'Abuso de autoridade'
Ao final da primeira manifestação de Raquel Dodge como procuradora-geral, Michel Temer fez um rápido discurso de improviso.
Em meio à fala, o presidente da República voltou a alfinetar Rodrigo Janot, que se tornou um dos principais desafetos do peemedebista.
"Foi com prazer imenso ouvi-la dando aula em seu discurso. Uma aula referente aos grandes princípios regentes do nosso país, todos eles encartados na Constituição Federal de 88. Foi com o prazer extraordinário que eu ouvi dizer que autoridade suprema não está nas autoridades constituídas, mas está na lei. Ou seja, toda vez que há ultrapasse dos limites da Constituição Federal ou dos limites da lei, verifica-se o abuso de autoridade", afirmou Temer em meio ao discurso.
"Porque a lei é a maior autoridade do nosso sistema. Não é sem razão que a constituição estabelece que o poder não é nosso, mas é do povo. Não é sem razão a ouvi dizer da harmonia entre os poderes", complementou.
O antecessor de Raquel Dodge apresentou duas denúncias contra Temer, a última na quinta-feira (14), pelos crimes de obstrução de Justiça e organização criminosa. Para que o Supremo possa analisar a acusação, é preciso a autorização da Câmara dos Deputados.
Na primeira denúncia, apresentada em junho por corrupção passiva, a maioria dos deputados decidiu barrar a acusação. Com isso, a denúncia de corrupção só poderá ser analisada pelo Judiciário ao final do mandato de Temer.

Meirelles: Não podemos entrar em 2018 sem reforma

Folha de São Paulo
O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta segunda-feira (18) que o país não pode correr o risco de não realizar a reforma da Previdência antes de 2018.
Segundo ele, se as mudanças na aposentadoria não forem realizadas neste ano, terão de ser feitas "em um futuro próximo".
Ele disse esperar que a tramitação de denúncia contra o presidente Michel Temer por obstrução judicial e organização criminosa não paralise as discussões em torno da reforma.
"Se ela não for feita agora, deverá e terá de ser feita num futuro próximo. Não podemos correr o risco de entrar em 2018 ainda com a Previdência pendente ou, pior ainda, iniciarmos o próximo governo com uma discussão de reforma da previdência", disse.
Para ele, as mudanças na aposentadoria devem ser feitas agora para que o país entre em um "novo capítulo com equilíbrio fiscal e estabilidade econômica".
O ministro compareceu à posse da nova procuradora-geral da República, Raquel Dodge. Na saída da cerimônia, esquivou-se ao ser questionado se pretende ser candidato à sucessão presidencial em 2018.
"No momento, sou ministro da Fazenda", disse.

General fala em ação militar; comando repudia


Antonio Hamilton Martins Mourão defendeu intervenção caso crise enfrentada pelo Brasil não seja resolvida pelas próprias instituições
Tânia Monteiro, O Estado de S.Paulo
O general do Exército da ativa Antonio Hamilton Martins Mourão falou por três vezes na possibilidade de intervenção militar diante da crise enfrentada pelo País, caso a situação não seja resolvida pelas próprias instituições. A afirmação foi feita em palestra realizada na noite de sexta-feira, na Loja Maçônica Grande Oriente, em Brasília, após o então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, denunciar pela segunda vez o presidente Michel Temer por participação em organização criminosa e obstrução de justiça. Janot deixou o cargo nesta segunda-feira.
A atitude do general causou desconforto em Brasília. Oficiais-generais ouvidos pelo Estado criticaram a afirmação de Mourão, considerada desnecessária neste momento de crise.
“Ou as instituições solucionam o problema político, pela ação do Judiciário, retirando da vida pública esses elementos envolvidos em todos os ilícitos, ou então nós teremos que impor isso”, disse Mourão em palestra gravada, justificando que “desde o começo da crise o nosso comandante definiu um tripé para a atuação do Exército: legalidade, legitimidade e que o Exército não seja um fator de instabilidade”.
O general Mourão seguiu afirmando que “os Poderes terão que buscar uma solução, se não conseguirem, chegará a hora em que teremos que impor uma solução… e essa imposição não será fácil, ela trará problemas”. Por fim, acrescentou lembrando o juramento que os militares fizeram de “compromisso com a Pátria, independente de sermos aplaudidos ou não”. E encerrou: “O que interessa é termos a consciência tranquila de que fizemos o melhor e que buscamos, de qualquer maneira, atingir esse objetivo. Então, se tiver que haver haverá”.

Sem reforma, Supremo pode barrar coligações


O Globo
Os parlamentares costumam fazer críticas ao que consideram interferência do Judiciário em assuntos do Legislativo, mas a reforma política poderá ser o próximo assunto que acabará nas mãos dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), por falta de ação dos próprios deputados. O alerta foi feito pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes, em encontros com congressistas para tratar da votação da reforma política pela Câmara. O tema que poderá migrar do Legislativo para o Judiciário é o que trata das coligações entre os partidos nas eleições proporcionais.
Essa é considerada uma das principais disfunções do sistema eleitoral brasileiro, uma vez que os eleitores escolhem para representá-los na Câmara deputados de uma linha ideológica e podem acabar elegendo outros, com bandeiras muito distintas. Em 2010, por exemplo, os eleitores de São Paulo que votaram em Tiririca (PR) para deputado acabaram ajudando a eleger Protógenes Queiroz (PCdoB). Além disso, a avaliação majoritária hoje no STF é que as coligações partidárias foram focos de irregularidades apontadas pelas próprias investigações da Lava-Jato e que não seria possível manter o atual sistema na eleição de 2018.
O caso seria discutido usando uma brecha em ação já em análise no STF, caso a Câmara não consiga avançar na votação da reforma política. O alvo é uma ação ajuizada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que trata da distribuição das vagas decididas pelo atual modelo.

Líderes tucanos vão atuar para derrubar denúncia


Blog da Andréia Sadi
O presidente Michel Temer recebeu nos últimos dias relatos das principais lideranças do PSDB de que eles trabalharão na Câmara dos Deputados para barrar a segunda denúncia da Procuradoria Geral da República (PGR) contra o peemedebista.
Na primeira denúncia, a bancada do PSDB rachou no plenário: foram 22 votos contra a denúncia, e 21 a favor.
Ao Blog, tucanos já preparam o discurso público: argumentam que a segunda denúncia de Rodrigo Janot, apresentada na última quinta-feira (14), "não é suficiente" para provocar uma "ruptura" no cenário político em meio à discussão sobre as reformas econômicas.
Mas os mesmos tucanos admitem que o pano de fundo do apoio a Temer, no entanto, é outro: não interessa ao partido, neste momento, causar "turbulências" a um ano da eleição presidencial.
No PSDB, Temer conta com o apoio, principalmente, do senador Aécio Neves (MG) – denunciado ao Supremo Tribunal Federal (STF) por propina e obstrução de Justiça – e do prefeito de São Paulo, João Doria, pré-candidato à disputa presidencial de 2018.
Na primeira denúncia, tanto Aécio quanto Doria trabalharam para ajudar Temer junto à bancada. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, ficou de fora das articulações e acabou sendo responsabilizado pela ampla votação contra Temer na bancada paulista do PSDB.
Para agradar a ala tucana que o apoia, Temer tem afastado a possibilidade de demitir o ministro Antonio Imbassahy, articulador político do Palácio do Planalto com o Congresso Nacional.
Imbassahy foi indicado ao ministério em uma operação que contou com a bênção de Aécio Neves, no começo do ano, mas passou a ser alvo de críticas de deputados insatisfeitos com a demora na liberação de cargos e emendas do governo.


Temer, segundo seus auxiliares, não pretende trocar o ministro.

Janot tinha pressa para tirar Temer e barrar Dodge


Folha de S.Paulo – Camila Mattoso
O procurador da República Ângelo Goulart Villela, 36, afirma que Rodrigo Janot fez o acordo de delação com a JBS com o objetivo de derrubar o presidente Michel Temer e impedir a nomeação de Raquel Dodge para substituí-lo no comando da Procuradoria-Geral da República.
Ele contou que presenciou uma conversa em que Janot (a quem chama pelo primeiro nome, Rodrigo) afirmou: "A minha caneta pode não fazer meu sucessor, mas ainda tem tinta suficiente para que eu consiga vetar um nome". "Ele tinha pressa e precisava derrubar o presidente", diz. "O Rodrigo tinha certeza que derrubaria", afirma.
Villela concedeu à Folha no sábado (16) sua primeira entrevista após deixar a prisão, no dia 1º de agosto, onde ficou por 76 dias sob suspeita de vazar à JBS informações do Ministério Público. "A desonra dói muito mais que o cárcere", disse.
Alvo da Operação Patmos, de 18 de maio, ele foi denunciado por corrupção passiva, violação de sigilo funcional e obstrução de Justiça.
Em sua delação, Joesley Batista, a JBS, disse que Villela teria recebido uma "ajuda de custo" de R$ 50 mil por mês para vazar informações. Depois, porém, afirmou não saber se o dinheiro chegava ao procurador.
O advogado Willer Tomaz seria o intermediário. A Polícia Federal monitorou em maio um encontro de ambos com Francisco Assis e Silva, advogado e delator da empresa.
Villela integrava a força-tarefa da Operação Greenfield, que investiga um suposto esquema de uso irregular de recursos de fundos de pensão.
Na entrevista, ele nega ter recebido propina e diz que se aproximou da JBS para negociar uma delação. Relata sua amizade com Janot e afirma que o ex-procurador-geral chamava Dodge de "bruxa" em conversas reservadas.

Já descrentes, aliados do PT procuram substituto de Lula


No reflexo mais explícito do estrago que a ofensiva judicial fez às pretensões do ex-presidente Lula, o PC do B, parceiro histórico do PT em eleições nacionais, decidiu iniciar consulta aos seus dirigentes para buscar uma alternativa para 2018. A decisão foi tomada após uma série de reuniões ao longo da última semana. O depoimento de Antonio Palocci ao juiz Sergio Moro alastrou a sensação de que o petista não conseguirá ser candidato. E a sigla quer ter o próprio plano B até novembro.
Integrantes da legenda estão divididos sobre o movimento, mas ele foi deflagrado. Não haverá gesto hostil a Lula. Se ele puder concorrer, a aliança está assegurada — o problema, dizem, é que cada vez menos gente dentro e fora do PT acredita nessa possibilidade.
O recente ataque de Ciro Gomes (PDT-CE) a Lula foi um outro sintoma do movimento de desagregação da esquerda. Em revide, o PT afirma que, ao partir para cima do petista, o pré-candidato do PDT ao Planalto minou as chances de uma aliança caso o ex-presidente não possa ser candidato. Integrantes de movimentos sociais ligados ao PT dizem que o gesto aumentou a rejeição a Ciro.  (Painel – Folha de S.Paulo)

domingo, 17 de setembro de 2017

Viagem de Temer aos EUA: confabulações finais


Da redação, Estadão Conteúdo
O presidente Michel Temer se reuniu na manhã deste domingo com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Maia chegou ao Palácio do Jaburu, residência de Temer, às 10h06, e permaneceu por cerca de 40 minutos, deixando o local pouco antes das 11h.
Ontem, no Palácio do Planalto, Temer se reuniu com o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, além de outros assessores, dando prosseguimento aos preparativos para a viagem a Nova York, a partir de segunda-feira, onde participará da cerimônia de abertura da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Temer também recebeu em seu gabinete o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Augusto Nardes. 

TEMER ERA O LÍDER DA ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA DO PMDB, ACUSA JANOT

Segundo a denúncia, eles praticaram ações ilícitas em troca de propina por meio da utilização de diversos órgãos públicos, como Petrobras, Furnas, Caixa Econômica, Ministério da Integração Nacional e Câmara dos Deputados.

Diario de Pernambuco

Reação de Lula a Palocci desagrada até amigos


Josias de Souza
Até amigos de Lula avaliaram que ele errou ao desqualificar tão drasticamente Antonio Palocci no depoimento que prestou a Sergio Moro. No PT, ninguém ignora que Palocci sempre foi um suavizador das necessidades monetárias de Lula. Fora do PT, todos sabem que Palocci era um fiel escudeiro de Lula. Por isso, petistas chegados ao ex-presidente ficaram com a impressão de que, ao pintar Palocci como um mentiroso frio e calculista, Lula condenou-se ao descrédito. De fato, nunca um inocente pareceu tão culpado —ou nunca um culpado pareceu tão inocente.
Petistas que privam da intimidade de Lula acham que, em vez de desqualificar Palocci, o pajé do PT deveria ter recoberto seu ex-ministro de elogios. Na sequência, Lula associaria o desejo de Palocci de se tornar um delator à prisão longeva e a uma hipotética pressão psicológica da equipe da Lava Jato. O efeito seria o mesmo. Com a vantagem de que Lula não precisaria ter cutucado Palocci com o pé, arriscando-se a ser mordido com mais força pelo delator-companheiro.
Apesar do discurso externo, situado em algum lugar entre a vitimização e o triunfalismo, o PT rumina internamente a impressão de que Palocci ficou ainda mais à vontade para contar o que sabe aos investigadores. E ele sabe demais. Já havia declarado diante do juiz da Lava Jato que Lula fizera um “pacto de sangue” com a Odebrecht, que rendeu um pacote de propinas de R$ 300 milhões.
Descobre-se agora, que Palocci já informou em sua proposta de delação que entregou dinheiro vivo a Lula em pelo menos cinco ocasiões. Foram pacotes de R$ 30 mil, R$ 40 mil ou R$ 50 mil. Formalmente, Lula nega. Informalmente, começa a admitir, longe dos refletores, que pode ter subestimado o teor radioativo de uma delação de Palocci. O resultado prático é que a candidatura presidencial de Lula vai migrando rapidamente da condição de “provável” para a de “inviável”.

Sob as barbas do PT


Da esq. para dir., os então ministro das Relações Institucionais Tarso Genro, deputado federal Geddel Vieira Lima (PMDB-BA), o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva e o governador da Bahia Jaques Wagner (PT) durante encontro em que ficou acertado o ministério da Integração Nacional para Geddel Vieira, em Brasília, em 2007
Da esq. para dir., os então ministro das Relações Institucionais Tarso Genro, deputado federal Geddel Vieira Lima (PMDB-BA), o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva e o governador da Bahia Jaques Wagner (PT) durante encontro em que ficou acertado o ministério da Integração Nacional para Geddel Vieira, em Brasília, em 2007

Bernardo Mello Franco - Folha de S.Paulo
A segunda denúncia contra Michel Temer não deveria despertar tanto entusiasmo no PT. A acusação fragiliza o presidente, mas deixa claro que o "quadrilhão" do PMDB da Câmara deve parte de seus lucros aos governos Lula e Dilma.
O procurador Rodrigo Janot fez um breve histórico da aliança. Ela começa em 2006, quando o petismo teve que recompor sua base no Congresso depois da crise do mensalão.
O PMDB do Senado, comandado por Renan e Sarney, já era lulista desde criancinha. Faltava a ala da Câmara, que esperou o presidente se reeleger para negociar a adesão.
Os jornais da época registraram a euforia de Temer e seus amigos denunciados pela Lava Jato. "União assim, só para apoiar o Tancredo contra a ditadura militar", celebrou o então deputado Henrique Eduardo Alves, hoje preso em Natal.
O primeiro fruto da aliança foi a nomeação de Geddel Vieira Lima, hoje na Papuda, como ministro da Integração Nacional. Ele impôs um pedágio de 3% nas obras da pasta, segundo as investigações. Parte do propinoduto ficou documentada no sistema Drousys, da Odebrecht.
No segundo governo Lula, o "quadrilhão" ainda ocuparia a diretoria internacional da Petrobras, a presidência de Furnas e a vice-presidência de Loterias da Caixa, na qual se revezaram Moreira Franco e Geddel.
Com Dilma, Temer virou vice-presidente e passou a indicar os ministros da Agricultura e da Aviação Civil. A denúncia descreve a atuação de Moreira na concessão de aeroportos como "um verdadeiro escambo com a coisa pública".
Só a Odebrecht teria repassado ao menos R$ 11 milhões em propinas. As planilhas da empresa registram a entrega de dinheiro nos escritórios de Eliseu Padilha e José Yunes.
Na sexta-feira, o PT afirmou que Temer chefia um governo "corrupto e ilegítimo, que deve ser afastado o quanto antes". Tudo bem, mas faltou explicar por que a turma faturou tanto sob as barbas do partido.

Discurso duro de Raquel Dodge terá vários recados


Pessoas próximas à nova procuradora-geral da República, Raquel Dodge, dizem que, em seu discurso de posse, nesta segunda (18), ela criticará vazamentos e ressaltará os danos de condenações midiáticas.
Também defenderá o respeito ao devido processo legal e levantará a bandeira da harmonia entre os Poderes.
A colegas do Judiciário, Dodge explicou que a decisão de criar uma estrutura para revisar delações não tem conexão com caça às bruxas. Ela quer encontrar lacunas para novas investigações.
Disse ter medo que, só com os relatos, as acusações não parem de pé.(Painel - FSP)

Jornalista mulher de Joesley não será convocada à CPI


Relator da CPI da JBS, o deputado Carlos Marun (PMDB-MS) avisou aos colegas de comissão que não concorda com a convocação da jornalista Ticiana Villas Boas, mulher de Joesley, para falar ao colegiado.
De maneira discreta, Ticiana visitou o marido na Superintendência da PF na última terça (12).
A expectativa no Judiciário é de que o debate em torno da validade das provas do acordo de colaboração premiada da J&F no STF reacenda na corte a discussão sobre o alcance da revisão das delações.(Painel - Folha de S.Paulo)

Sem convite, Janot confirma: não vai à posse de Dodge


Procurador-geral da República disse que convite, feito por e-mail, foi impessoal
O Globo – Jailton de Carvalho
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, decidiu não comparecer à posse de sua sucessora Raquel Dodge, marcada para a manhã desta segunda-feira. Ele considerou uma descortesia ter sido convidado apenas por e-mail. Segundo disse a interlocutores, a mensagem era impessoal e assinada pelo Ministério Público Federal. A cerimônia contará com a presença do presidente Michel Temer. Quando Janot assumiu, em 2013, seu antecessor Roberto Gurgel, foi à posse.
Janot e Raquel pertencem a grupos distintos dentro da Procuradoria-Geral da República e rivalizaram em vários temas nos últimos meses. No sábado, a equipe de Raquel comunicou a dois procuradores que eles não devem continuar na força-tarefa que auxilia nos inquéritos da Lava-Jato montada por Janot.
Na última quinta-feira, ele denunciou o presidente Temer pela segunda vez. A nova denúncia foi pelos crimes de organização criminosa e obstrução de Justiça. A decisão do procurador-geral foi por oferecer uma única denúncia, envolvendo fatos relacionados aos dois crimes, e não duas, como se cogitou até esta reta final do mandato do procurador-geral.

Mais da metade do quadrilhão do PMDB já está presa


Ex-presidentes da Câmara Eduardo Cunha e Henrique Alves, ex-ministro Geddel Vieira Lima (pela segunda vez), e o ex-assessor especial de Temer, Rodrigo Rocha Loures, o 'homem da mala da JBS', foram capturados pela Polícia Federal ao longo de quase um ano














Da esquerda para a direita: Eduardo Cunha, Henrique Alves, Geddel Vieira Lima e Rodrigo Rocha Loures. Fotos: Dida Sampaio, Ed Ferreira/Estadão

O Estado de S.Paulo - Julia Affonso e Luiz Vassallo
Quatro dos sete acusados pelo procurador-geral da República Rodrigo Janot de integrarem o ‘quadrilhão’ do PMDB – supostamente liderado pelo presidente da República – já estão atrás das grades. São eles: os ex-presidentes da Câmara Eduardo Cunha e Henrique Eduardo Alves, o ex-ministro Geddel Vieira Lima (pela segunda vez) e o ex-assessor especial de Michel Temer, Rodrigo Rocha Loures, o ‘homem da mala da JBS’.
Houve um tempo em que os quatro desfrutaram de poder e prestígio político em Brasília até que, ao longo do último ano, foram tirados de circulação pela PF no bojo de operações distintas, todas deflagradas para combater corrupção e lavagem de dinheiro – Lava Jato, Manus, Pátmos e Tesouro Perdido.
Contra Temer e seus aliados históricos, Janot afirma que a liderança do ‘quadrilhão’ era exercida pelo presidente.
Também fazem parte do grupo, segundo a acusação, os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República).
Todo o ‘quadrilhão’ foi denunciado por organização criminosa na última flechada de Janot, que encerra seu segundo mandato neste domingo, 17.
Eduardo Cunha foi o primeiro integrante do ‘quadrilhão’ a ser capturado. Em 19 de outubro de 2016, por ordem do juiz federal Sérgio Moro, o peemedebista foi preso na Asa Sul, em Brasília, e levado a Curitiba.
O ex-deputado já foi condenado por crimes de corrupção, de lavagem e de evasão fraudulenta de divisas a 15 anos e 4 meses de prisão na Lava Jato. O peemedebista foi sentenciado em ação penal sobre propinas na compra do campo petrolífero de Benin, na África, pela Petrobrás, em 2011.
A prisão de outros dois protagonistas do ‘quadrilhão’ ocorreu em um período de três dias, este ano.
Em 3 de junho, Rodrigo Rocha Loures, o ‘homem da mala da JBS’, foi capturado preventivamente por ordem do ministro Edson Fachin, do Supremo.
No dia 6, Henrique Alves foi levado pela Polícia Federal, aos gritos de ‘ladrão’ e ‘safado’, na Operação Manus por suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo a construção da Arena das Dunas, em Natal.
Loures é o ‘homem da mala preta’. Em abril, a Polícia Federal filmou, em ação controlada autorizada pela Corte, Loures saindo apressado do estacionamento de uma pizzaria em São Paulo. Na mão direita, uma mala recheada com R$ 500 mil em propinas da JBS.
A prisão de Loures foi substituída, em 30 de junho, por uso de tornozeleira eletrônica e recolhimento domiciliar noturno (das 20 às 6 horas) e também aos sábados, domingos e feriados. O homem da mala e Michel Temer foram denunciados pela Procuradoria-Geral da República por corrupção passiva em 26 de junho. A acusação foi rejeitada pela Câmara dos Deputados em agosto.
Henrique Alves continua preso. O ex-deputado é acusado de receber propina por meio de doações eleitorais oficiais e não oficiais, entre 2012 e 2014, em troca de favorecimento a empresas de construção civil, como a OAS, Odebrecht e Carioca Engenharia.
O peemedebista foi ministro do Turismo do Governo Temer por pouco mais de um mês. Em junho do ano passado, Henrique Alves deixou o cargo após ser citado na delação premiada do ex-presidente da Transpetro Sergio Machado, que declarou ter repassado ao ex-deputado R$ 1,55 milhão em propina entre 2008 e 2014. Henrique Alves também foi ministro do Turismo de Dilma.
O último peemedebista do ‘quadrilhão’ a ser preso foi Geddel Vieira Lima. O ex-ministro de Temer e Lula foi capturado duas vezes em dois meses por ordem juiz federal da 10ª Vara, Vallisney de Oliveira.
Em 3 de julho, Geddel foi levado pela PF em caráter preventivo por supostamente tentar atrapalhar as investigações da Operação Cui Bono?. A ação investiga irregularidades cometidas na vice-presidência de Pessoa Jurídica da Caixa Econômica Federal, durante o período em que foi comandada pelo aliado de Temer.
Geddel ficou preso pouco mais de 1 mês. Por ordem do desembargador Ney Bello, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em 13 de julho, o peemedebista foi mandado para casa. Sem tornozeleira eletrônica, porque o equipamento não estava disponível na Bahia.
A prisão domiciliar de Geddel foi encerrada em 8 de setembro. Três dias antes, a Polícia Federal havia encontrado a fortuna de R$ 51 milhões em um apartamento no bairro da Graça, em Salvador. O dinheiro estava armazenado em caixas e malas dentro do bunker atribuído a Geddel. Nas cédulas, a PF identificou as digitais do peemedebista. Geddel está agora no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.
O ‘quadrilhão’ do PMDB arrecadou R$ 587 milhões em propina, segundo a denúncia de Janot. Valores teriam sido arrecadados na Petrobrás, em Furnas, na Caixa Econômica Federal, no Ministério da Integração Nacional, no Ministério da Agricultura, na Secretaria de Aviação Civil e na Câmara dos Deputados.
“Os crimes praticados pela organização geraram prejuízo também aos cofres públicos. Nesse sentido, em acórdão lavrado pelo TCU, estimou-se que a atuação cartelizada perante a Petrobrás implicou prejuízos à estatal que podem ter chegado a R$ 29 bilhões”, afirma o procurador-geral.
COM A PALAVRA, CEZAR BITENCOURT, QUE DEFENDE RODRIGO ROCHA LOURES
“Rodrigo Rocha Loures não participou de nenhum acordo de pagamento ou recebimento de propinas atribuído ao PMDB da Câmara.Rodrigo era apenas um assessor pessoal do Presidente e não tinha nenhuma intervenção em atividades financeiras, ao contrário da recente denúncia contra o PMDB da Câmara.  A defesa repudia veemente mais uma denúncia leviana de Rodrigo Janot!!!”
COM A PALAVRA, DANIEL GERBER, QUE DEFENDE ELISEU PADILHA
Sobre a denúncia por organização criminosa feita pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot ao Supremo Tribunal Federal, contra o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, o advogado Daniel Gerber que defende o ministro afirma: “Entendo como equivocada o oferecimento de uma denúncia com base em delações que estão sob suspeita, mas iremos demonstrar nos autos a inexistência da hipótese acusatória”.
COM A PALAVRA, O ADVOGADO DELIO LINS E SILVA JÚNIOR, QUE DEFENDE EDUARDO CUNHA
Sobre a nova denúncia oferecida pela PGR, a defesa de Eduardo Cunha tem a dizer que provará no processo o absurdo das acusações postas, as quais se sustentam basicamente nas palavras de um reincidente em delações que, diferentemente dele, se propôs a falar tudo o que o Ministério Público queria ouvir para fechar o acordo de colaboração.
COM A PALAVRA, MICHEL TEMER
O procurador-geral da República continua sua marcha irresponsável para encobrir suas próprias falhas. Ignora deliberadamente as graves suspeitas que fragilizam as delações sobre as quais se baseou para formular a segunda denúncia contra o presidente da República, Michel Temer. Finge não ver os problemas de falta de credibilidade de testemunhas, a ausência de nexo entre as narrativas e as incoerências produzidas pela própria investigação, apressada e açodada. Ao fazer esse movimento, tenta criar fatos para encobrir a necessidade urgente de investigação sobre pessoas que integraram sua equipe e em relação às quais há indícios consistentes de terem direcionado delações e, portanto, as investigações. Ao não cumprir com obrigações mínimas de cuidado e zelo em seu trabalho, por incompetência ou incúria, coloca em risco o instituto da delação premiada. Ao aceitar depoimentos falsos e mentirosos, instituiu a delação fraudada. Nela, o crime compensa. Embustes, ardis e falcatruas passaram a ser a regra para que se roube a tranquilidade institucional do país. A segunda denúncia é recheada de absurdos. Fala de pagamentos em contas no exterior ao presidente sem demonstrar a existência de conta do presidente em outro país. Transforma contribuição lícita de campanha em ilícita, mistura fatos e confunde para tentar ganhar ares de verdade. É realismo fantástico em estado puro. O presidente tem certeza de que, ao final de todo esse processo, prevalecerá a verdade e, não mais, versões, fantasias e ilações. O governo poderá então se dedicar ainda mais a enfrentar os problemas reais do Brasil.
Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República

O mensalinho de Lula


Delator da Odebrecht revela que pagou reforma de sítio, patrocinou o filho mais novo de Lula e pagou mesada em dinheiro a um dos irmãos do petista
VEJA - Thiago Bronzatto
Com a delação dos executivos da Odebrecht, a situação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que já não era boa, vai ficar ainda mais complicada.
Um ex-diretor da empreiteira contou aos procuradores que pagava uma mesada a um dos irmãos do ex-presidente.
Além disso, a empreiteira confirmou que reformou o sítio de Atibaia, comprou um lote para abrigar o Instituto Lula.
E, ainda, financiou palestras e  patrocinou o filho mais novo do petista – tudo a pedido do ex-presidente.

Maia vai ficar à espreita do que acontecerá com Temer


Do Painel - Folha de S.Paulo
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), foi aconselhado a diminuir a intensidade do apoio à agenda econômica e à pauta reformista do governo, ao menos enquanto o fantasma da nova denúncia pairar sobre a cabeça de Michel Temer. Para aliados, neste momento, o figurino de defensor de propostas liberais deve sair de cena para dar lugar ao de um personagem isento. Principal beneficiário de eventual queda do peemedebista, Maia avisou que ficará “mais quieto do que nunca”.
Aliados de Michel Temer identificam no assédio a Antonio Imbassahy uma tentativa de reacender a polêmica sobre a saída do PSDB do governo. Na cúpula do PMDB, a ordem é minar o fogo amigo. Nova crise no ninho tucano, explicam, fragilizaria o Planalto.


Na primeira denúncia, 21 deputados tucanos votaram pelo afastamento de Temer e 22 apoiaram o presidente. A ala pró-governo diz que, hoje, ao menos 25 parlamentares estariam com o peemedebista.

Não sai: Temer será estrela do congresso nacional


O PMDB está tão certo de que o presidente Michel Temer não será afastado que fez dele um dos principais homenageados de seu congresso nacional, dia 4 de outubro.
No ato, a história da sigla será apresentada em fases.
Ulysses Guimarães será o ícone da resistência democrática, José Sarney aparecerá como o agente que consolidou a democracia e Temer como o que liderou a reconstrução do país pós-Dilma. (Painel - Folha de S.Paulo)
O PMDB colocou na conta do governador Geraldo Alckmin o fato de a bancada do PSDB de São Paulo ter votado praticamente inteira contra o governo. Recentemente, o tucano negou ter sido o responsável pelo resultado.
Alckmin disse que, com a sigla dividida, aconselhou o líder, que é paulista, a liberar a bancada para votar como julgasse melhor. Tenta diminuir a antipatia do PMDB às suas pretensões presidenciais para 2018.
O governador reforçou que, se tivesse endossado a ofensiva da ala anti-Temer — que se mostrou menos numerosa –, transmitiria o sinal de que não consegue liderar os deputados.

Afastada do PMDB, Katia chama Geddel de bandido


Senadora utilizou suas redes sociais para fazer críticas ao correligionário, que foi preso depois de a PF localizar R$ 51 milhões em imóvel atribuído a ele
Do Último Segundo
Afastada de suas atividades partidárias, a senadora Katia Abreu (PMDB-TO) chamou de bandido o seu correligionário Geddel Vieira Lima, preso pela Polícia Federal pela segunda vez no dia 8 de setembro. A provocação foi feita por meio do perfil da parlamentar no Twitter na madrugada deste domingo (17).
Katia Abreu , que foi ministra da Agricultura durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), publicou uma fotomontagem em seu perfil. Nela, continha uma imagem de uma faixa utilizada em uma manifestação, com os dizeres: “pessoas não morrem nas filas dos hospitais! Elas são assassinadas pela corrupção”.
Na mesma montagem, foi colocada uma foto de Geddel e das malas de dinheiro apreendidas pela Polícia Federal no início do mês  em um imóvel em Salvador (BA) atribuído ao ex-ministro. Foram encontrados no local cerca de R$ 51 milhões em espécie. A suspeita é de que o dinheiro seja oriundo de propina em esquema na Caixa Econômica Federal, banco do qual o peemedebista já foi vice-presidente de Pessoa Jurídica.
Acima da montagem, a senadora postou a seguinte legenda: “cadeia foi feita para bandido”. Na sexta-feira (15), ela havia dado mais uma declaração polêmica contra outro integrante do governo Michel Temer (PMDB). Em entrevista ao jornal “Folha de S.Paulo”, Abreu defendeu que o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, deixe o cargo após ter sido alvo de uma operação de busca e apreensão da Polícia Federal, na semana passada. Ele é suspeito de integrar um esquema de corrupção no Mato Grosso, estado que governou entre 2003 e 2010.
Afastamento


Na última quinta-feira (14), o PMDB anunciou o afastamento da senadora de suas atividades parlamentares por 60 dias. A decisão foi comunicada ao Senado em um documento assinado pelo presidente da sigla, o senador Romero Jucá (RR), que também é envolvido em uma série de escândalos na Justiça.