quinta-feira, 27 de julho de 2017

LEMBRANÇAS...

BENONE LEÃO - SOLANGE LEÃO 

Formatura de Solange em Itapetim/PE

Foto do arquivo pessoal de BENONE LEÃO


Por Gilberto Lopes

PT vai pagar voos de Lula em jatinhos privados


A incorporação de Lula ao diretório nacional do PT, como presidente de honra, resolveu problemas financeiros práticos envolvendo o ex-presidente.
A legenda pode agora, por exemplo, pagar o aluguel de aeronaves para que ele viaje pelo país.
Antes disso, sempre que pagava por uma viagem, o PT tinha que dar várias explicações na hora de prestar contas ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), já que Lula era, juridicamente, um militante comum.
O diretório recebe cerca de R$ 30 milhões por ano do fundo partidário.  (Painel - Folha de S.Paulo)

Michel Temer sepulta a política


O Estado de S. Paulo - José Roberto de Toledo

Temer fez o que ninguém conseguiu: transformou a Presidência da República em instituição menos confiável até do que os partidos políticos. Pesquisa inédita do Ibope revela que, de 0 a 100, a confiança dos brasileiros no presidente despencou de 30 para 14, desde 2016. Pela primeira vez, é menor do que a confiança nos partidos. De fato nada é menos confiável aos olhos da população hoje do que quem ocupa a Presidência. E esse nem é o pior problema detectado pelo Ibope.
No último ano, a desconfiança na política em geral bateu todos os recordes – segundo a edição 2017 do Índice de Confiança Social, que o Ibope pesquisa e calcula anualmente desde 2009. Do governo federal às eleições, passando pelo Congresso e pelos partidos, a confiança em quase todas as instituições políticas despencou desde 2016, com exceção dos (recém-eleitos) governos locais. A maioria delas chegou ao seu ponto mais baixo em 2017.
Já é ruim o suficiente porque mostra que, ao contrário do que dizem os políticos, as instituições que eles comandam não estão funcionando – não aos olhos de quem os elege. Mas nem é o tamanho inédito da descrença da população nas estruturas que exercem o poder que mais preocupa. Quando se compara a outras instituições, percebe-se que a crise de confiança não é generalizada. Ao contrário, ela tem foco e sujeito determinado.
Em 2009, a confiança nas instituições políticas era 15 pontos menor do que a confiança média nas demais instituições: 48 a 63. Oito anos depois, a desconfiança na política dobrou, e a no resto ficou praticamente estável. O processo começou com os protestos de junho de 2013, se aprofundou com o impeachment de Dilma e chegou a seu ápice com Temer. Em 2017, o “gap” de confiança nas instituições que envolvem políticos – em relação às demais instituições – chegou a inéditos 35 pontos: 25 a 60.
“Com o descrédito da política, as pessoas estão se apegando na fé e na polícia. Ou seja, nas instituições cuja percepção majoritária da população é que estão fazendo algo para melhorar”, diz a CEO do Ibope Inteligência, Márcia Cavallari.
De 2016 para 2017, a confiança média no conjunto das seis instituições políticas (governo federal, eleições, Congresso Nacional, partidos políticos, presidente e governos municipais) caiu 15%. Ao mesmo tempo, a confiança nas outras 14 instituições subiu, em média, 8%. Entre as mais confiáveis aparecem igrejas (subiram de 67 para 72), Polícia Federal (de 66 para 70), Forças Armadas (de 65 para 68) e meios de comunicação (de 57 para 61).
Projetando-se esse descompasso de confiança para as eleições presidenciais de 2018, percebe-se onde eventuais candidaturas-surpresa – e até pretensos salvadores da pátria – poderão se apoiar. Não há transposição direta de confiança de instituições para pessoas. Nem todo padre ou pastor será automaticamente um favorito na corrida presidencial. Mas terão influência.
O mesmo vale para militares (vide o crescimento da intenção de voto em Bolsonaro) e policiais federais. E promotores? A confiança no Ministério Público ficou estável em 54 pontos. É maior do que nos políticos, sindicatos e na Justiça em geral, mas menor do que nos bombeiros, policiais e até nos bancos.
Indubitável mesmo pela pesquisa é que quem estiver ligado ao governo federal ou umbilicalmente conectado ao presidente terá muito mais dificuldade para se eleger do que quem estiver contra ele. A falta de manifestações de rua expressivas e de penelaços pode dar a falsa impressão a deputados e partidos governistas de que sustentar Temer no poder não lhes custará tão caro assim. O auto-engano é sempre um atalho para o suicídio político.

Heloisa Helena e Thereza Collor juntas em 2018


Veja
Há um fator novo em Alagoas. Thereza Collor, ex-cunhada de Fernando Collor, pode ser a surpresa do estado nas eleições de 2018. E ela não estará só: a ex-senadora Heloísa Helena articula uma dobradinha com a empresária.
As conversas estão caminhando bem. Ambas se admiram.
A Rede, partido de Helena, está de braços abertos para receber Collor, filiada ao PSDB.
O que ainda enrosca o acordo é decidir quem disputará uma cadeira no Senado e quem deve tentar um espaço na Câmara.

Mudança de oportunidade


DEM tenta mudar como já mudou outras vezes. Desde que era Arena
VEJA - Dora Kramer
O DEM dá notícia de que pretende mudar de nome de de programa, agora que se dedica a uma dieta de engorda a fim de aproveitar a presença do deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) na presidência da Câmara e na posição de primeiro na linha de sucessão de um presidente na corda bamba. Fez movimento semelhante em 2007, por motivo diferente. Na época, a dieta era aquela que fazem as vacas ficarem magras: dos 105 deputados federais eleitos em 1998, o então PFL havia caído para 60 em 2006. Confirmando o viés de baixa, hoje não chegam a 30. Mas, diante do destaque que as circunstâncias proporcionam a Maia, acha que pode inverter a trajetória com base na lei não escrita da perspectiva de poder.
Até pode, se encontrar uma boa forma. O problema é o conteúdo. O partido foi criado pela ditadura com o nome de Arena; a dissidência no fim do período autoritário fez surgir a Frente Liberal, nominado no ano seguinte (1985) Partido da Frente Liberal (PFL). Antes, porém, fez um breve estágio probatório como PDS. A troca do nome seria, agora a quinta tentativa.
Mas, voltemos à anterior em 2007: a ideia de Jorge Bornhausen (então presidente do partido) era “renovar”. Entregou-se a presidência da legenda a quem? Rodrigo Maia. Que inovou o quê? Nada, ao ponto de o senador Agripino Maia, hoje presidente do partido, se dizer arrependido da mudança. Os novatos não teriam dado conta do empuxo da missão. Rodrigo foi substituído por outro jovem ( ACM Neto) que cuidou bem da própria carreira (hoje é prefeito de Salvador), mas não conteve a trajetória descendente do partido.
E por que nada mudou? Porque nada se alterou na relação da legenda com a sociedade. Rodrigo Maia dará jeito nisso? Difícil, embora possa inflar o partido levando-o à obesidade mórbida que já vitimou PT, PSDB e PMDB

Miguel e João Tenório se destacam



  Não tenho pesquisas ainda de avaliação dos seis primeiros meses de gestão nos principais municípios do Estado, mas a impressão é que em Petrolina, maior colégio eleitoral do Sertão, o prefeito Miguel Coelho (PSB) está dando conta do recado. Dos novatos é, sem dúvida, o mais criativo, arrojado, capaz de gerar uma agenda positiva sem deixar ser contaminado pelos fatos negativos.
Miguel é também muito jeitoso e articulado. Conta em Brasília com dois apoios importantes para atrair recursos para o município: o pai, o senador Fernando Bezerra Coelho, líder do PSB no Senado, e o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, seu irmão. Ambos já garantiram emendas para obras e pela influência que detém abriram as portas para o patrocínio dos festejos juninos.
Petrolina montou uma mega estrutura, só comparável a de Campina Grande. Com ajuda de empresas públicas e privadas foi possível montar uma das mais atraentes grades para o evento, com a presença de artistas nacionais renomados, sem esquecer o autêntico e mais que cultural forró pé de serra. Até os mais radicais adversários do prefeito tiraram o chapéu para o São João que ele promoveu.
Tenho recebido, igualmente, boas referências ao trabalho do prefeito da pequena São Joaquim do Monte, João Tenório (PSDB), já em segundo mandato. Dizem que ele administra o município como uma empresa e que a cidade virou um canteiro de obras e de boas experiências na área social, a que todos os prefeitos deveriam, verdadeiramente, priorizar pelo seu poder de transformar vidas.
Como Miguel, João Tenório é jovem e vem de uma família tradicional, tendo seu pai governado o município. Pernambuco é um Estado que tem um baixo nível de formação de novos quadros e de renovação política. Certamente, existem outros gestores muito bem avaliados e que possam ser destacados e valorizados.
Por falar no social, recorro a Mahatma Gandhi para abrir ainda mais os olhos destes novos governantes: “Os sete pecados capitais responsáveis pelas injustiças sociais são: riqueza sem trabalho; prazeres sem escrúpulos; conhecimento sem sabedoria; comércio sem moral; política sem idealismo; religião sem sacrifício e ciência sem humanismo”. 
Por Magno Martins

Preso pela Lava Jato, Bendine chega a Curitiba


Do G1
O ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras Aldemir Bendine chegou à Superintendência da Polícia Federal (PF), em Curitiba. Ele foi preso nesta manhã, na deflagração da 42ª fase da Operação Lava Jato.
Suspeito de receber R$ 3 milhões da Odebrecht, Bendine foi detido na casa da filha, em Sorocaba (SP). Esta nova etapa da Lava Jato foi batizada de Cobra.
Bendine tinha uma passagem de ida para Portugal. A viagem estava marcada para esta sexta-feira (28), descobriu o Ministério Público Federal (MPF) após quebra do sigilo telefônico do suspeito.
"É importante destacar que o MPF encontrou apenas a passagem de ida, não significa que não havia a passagem de volta", afirmou Athayde Ribeiro Costa, procurador da República, em entrevista à imprensa em Curitiba.
O procurador afirmou que vários fatores justificaram a prisão temporária de Bendine. Entre eles, está o fato de haver indícios de cometimento de crimes após a deflagração da Lava Jato e também o fato de Bendine ter nacionalidade italiana. "Todos esses fatos foram levados em conta. [...] É concreto o risco à ordem pública", disse Costa.
O MPF afirma que, quando comandava o Banco do Brasil, Bendine pediu R$ 17 milhões à Odebrecht para rolar uma dívida da empresa com a instituição, mas não recebeu o valor. Na véspera de assumir a Petrobras, teria pedido mais R$ 3 milhões para não prejudicar os contratos da estatal com a empreiteira, segundo delação de ex-executivos. O valor foi pago em 2015.
Braço direito de Dilma
Em 2015, Bendine era braço direito da então presidente Dilma Rousseff. Ele havia deixado o banco com a missão de acabar com a corrupção na petroleira, alvo da Lava Jato. Mas, segundo delatores da Odebrecht, Bendine já cobrava propina no Banco do Brasil e continuou cobrando na Petrobras.
Segundo as investigações, Bendine usava o nome de Dilma em negociações, mas a polícia não encontrou nenhum indício de envolvimento da ex-presidente nesse esquema.
Outras prisões
Outras duas pessoas foram presas temporariamente nesta nova fase da Lava Jato.
Segundo o procurador, também há evidências de que os outros dois alvos dessa operação tentaram apagar provas e obstruir a Justiça. Um deles, André Gustavo Vieira da Silva, foi detido em um aeroporto no Recife. Ele viajaria para Brasília.
Foi preso ainda o irmão dele, Antônio Carlos Vieira da Silva Júnior. Os dois são sócios em uma agência de publicidade, chamada Arcos, e são apontados como operadores da propina.

PT vai ao Supremo contra o aumento dos combustíveis


Lauro Jardim
O PT vai tentar barrar o aumento do PIS/Cofins decretado pelo governo na semana passada e que resultou no aumento do preço dos combustíveis.
O partido ajuizou ontem uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI). Nela argumenta que o decreto viola três artigos da Constituição — um deles o 150, segundo o qual a majoração de tributos somente pode ser feita por lei, e não por decreto.
A ação foi distribuída para a ministra Rosa Weber.

Marina: partidos fazem negócios em vez de política


Em entrevista à GloboNews, a ex-ministra, derrotada nas eleições presidenciais de 2010 e 2014, defendeu candidaturas avulsas para concorrer com as legendas e desconversou sobre estar na disputa em 2018. Para Marina, maioria dos partidos faz 'negócios' em vez de política
O Estado de S. Paulo - Fábio Grellet

Ex-ministra, ex-senadora, candidata derrotada em duas eleições presidenciais (2010 e 2014) e provável concorrente ao cargo na sucessão de 2018, Marina Silva (Rede) afirmou que “os partidos não estão mais fazendo política, a maioria deles está fazendo negócios”. Ela foi entrevistada pelo jornalista Roberto D’Ávila, em programa exibido na noite desta quarta-feira, 26, pelo canal por assinatura GloboNews.
A ex-ministra do Meio Ambiente defendeu candidaturas avulsas para concorrer com os partidos. “Os partidos não estão mais fazendo política, a maioria dele está fazendo negócios. É preciso criar uma concorrência idônea para os partidos. Vários países têm candidaturas independentes. Não é a pessoa, é uma lista endossada por um percentual de cidadãos, uma plataforma que precisa ser registrada na Justiça Eleitoral, e com isso você conseguiria recrutar pessoas da sociedade. Esse monopólio fez muito mal à política, e agora os partidos estão se tornando autarquias, com o megafundo partidário que estão querendo e com toda a concentração de poder.”
Marina afirmou que a política está ampliando os problemas nacionais: “Eu tenho dito que a política há muito deixou de ajudar a resolver os problemas e passou a criar problemas. O Brasil era a oitava economia do mundo e despencou em função de decisões políticas equivocadas. Nós eramos um país de pleno emprego e agora temos 14 milhões de desempregados por decisões políticas equivocadas”. Segundo ela, o Brasil está “vivendo num poço sem fundo, o que é pior do que o fundo do poço”. “Nesse momento não vai ter um partido ou uma figura salvadora da pátria”, disse.
Para Marina, “a reforma política que está sendo feita piora a situação. É fundamental que a gente pense a reforma política não para dar mais poderes aos partidos, como estão querendo dar, não para transformar a montanha de dinheiro da corrupção em fundo partidário mega bilionário para institucionalizar o abuso do poder econômico”.
A líder da Rede Sustentabilidade afirmou que um dos primeiros passos para o Brasil se recuperar “é sair desse presidencialismo de coalizão que virou presidencialismo de desmoralização”. “As pessoas compõem o governo distribuindo pedaços do Estado, fazem a maioria no Congresso fazendo aliciamento de votos, como está fazendo agora o presidente (Michel) Temer, para ter maioria para se manter no poder juntamente com seus ministros investigados escondidos atrás do foro privilegiado, mas através de aliciamento e distribuição de emendas.”
Na entrevista, Marina também criticou a decisão do governo federal de fazer cortes no orçamento. “Como a Polícia Federal sofre os cortes que está sofrendo, quando uma das coisas mais importantes que está acontecendo é o trabalho da Operação Lava Jato? Às vezes chega a se pensar que o que está acontecendo é uma sabotagem. Tem agora uma medida do governo que aumenta impostos de combustíveis e ao mesmo tempo faz um verdadeiro festival de distribuição de emendas gastando dinheiro do contribuinte para aliciar votos no Congresso. Tira com uma mão para comprar votos de parlamentares na Comissão de Constituição e Justiça e faz com que o contribuinte tenha que pagar o preço. Infelizmente no Brasil aqueles que praticam o crime são premiados, e aqueles que cumprem são prejudicados. Agora voltou tudo de novo. Quem invadiu terra ilegalmente na Amazônia está recebendo as dádivas do governo para poder votar a favor dele”, afirmou.
Quando questionada sobre uma possível candidatura à Presidência da República em 2018, Marina desconversou. “Ainda estou fazendo meu discernimento, e isso é a verdade, senão lhe daria um furo”, disse. Sobre a afirmação de estar participando menos do que se esperava do debate político brasileiro, Marina respondeu: “Estou participando assiduamente dos debates, o problema é que as pessoas acham que só fala em debates (aqueles) que estão na polarização. Como eu desde o início sou a favor da Lava Jato, tem gente que diz que isso não é uma fala. Como eu sempre fui contra o foro privilegiado, tem gente que acha que isso não é uma fala. Como eu desde 2015 estou defendendo a cassação de chapa Dilma-Temer e uma nova eleição, e eles querem ficar no poder, acham que isso não é uma fala”.
Marina também comentou a polarização na política. “É preciso que a gente crie um espaço, uma zona de amortecimento, para essa polarização que levou o Brasil ao desastre, para que os partidos tenham tempo de se reinventar, para que eles possam se reconectar com seu pacto fundador”, disse.
A ex-ministra afirmou ainda que o Brasil precisa parar de “fulanizar as conquistas”. “O Plano Real começou com o PSDB, mas era para ter sido institucionalizado independente de quem fosse o governo. As políticas sociais que iniciaram no governo do PT eram para ter sido institucionalizadas, não fulanizadas. Não posso ter um governo onde as coisas boas só funcionam com um partido ou com um líder”.

PF cumpre mandados da Lava Jato em Pernambuco

Do G1

O ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras Aldemir Bendine foi preso na 42ª fase da Operação Lava Jato deflagrada pela Polícia Federal (PF), na manhã de hoje, no Distrito Federal, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo. Bendine foi preso em Sorocaba.
O publicitário André Gustavo Vieira da Silva, que é representante de Bendine, e Antônio Carlos Vieira da Silva Júnior também foram presos.
A atual fase foi batizada de Cobra e cumpre três mandados de prisão temporária e 11 de busca e apreensão. A prisão temporária tem prazo de cinco dias e pode ser prorrogada pelo mesmo ou convertida para preventiva, que é quando o investigado não tem prazo para deixar a prisão.
Segundo depoimento de delação feito por Marcelo Odebrecht e Fernando Reis, Bendine solicitou e recebeu R$ 3 milhões para auxiliar a empreiteira em negócios com a Petrobras. Conforme os delatores, o dinheiro foi pago em espécie através de um intermediário.
A nova fase também mira operadores financeiros suspeitos de operacionalizarem o recebimento dos R$ 3 milhões. Aparentemente, de acordo com a PF, estes pagamentos somente foram interrompidos com a prisão de Marcelo Odebrecht.
Segundo o Ministério Público Federal (MPF), há evidências indicando que, numa primeira oportunidade, um pedido de propina no valor de R$ 17 milhões foi realizado por Aldemir Bedine à época em que era presidente do Banco do Brasil, para viabilizar a rolagem de dívida de um financiamento da Odebrecht AgroIndustrial.
"Marcelo Odebrecht e Fernando Reis, executivos da Odebrecht que celebraram acordo de colaboração premiada com o Ministério Público, teriam negado o pedido de solicitação de propina porque entenderam que Bendine não tinha capacidade de influenciar no contrato de financiamento do Banco do Brasil", disseram os procuradores.
Os presos serão levados para a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba.
A fase anterior da Operação da Lava Jato, batizada de Poço Seco tinha ocorrido em maio deste ano.
Investigações
Em 2015, Bendine era braço direito da então presidente Dilma Rousseff. E deixou o banco com a missão de acabar com a corrupção na petroleira, alvo da Lava Jato. Mas, segundo os delatores, ele já cobrava propina no Banco do Brasil, e continuou cobrando na Petrobras.
O pedido de propina, segundo os delatores, foi feito em 2014, quando Aldemir Bendine era presidente do Banco do Brasil. Na delação de Fernando Reis, o ex-executivo da Odebrecht conta que foi procurado pelo publicitário André Gustavo Vieira da Silva com uma queixa sobre o ministro da Fazenda Guido Mantega.
Em junho deste ano, o juiz Sérgio Moro, que é responsável pelos processos da Lava Jato, autorizou abertura de inquérito para investigar Bendine.
O nome da operação
O nome da operação é uma referência ao codinome dado ao principal investigado nas tabelas de pagamentos de propinas apreendidas no chamado Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht durante a 23ª fase da operação.

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Negociação com o DEM fragiliza senador no PSB


Coluna Fogo Cruzado

Sem Fernando Bezerra Coelho, o PSB de Pernambuco terá apenas um líder que é Paulo Câmara
O senador Fernando Bezerra Coelho tornou-se um dos principais protagonistas da política de Pernambuco nos últimos 30 dias após ter aberto negociação com o DEM para possível filiação dele e dos dois filhos, o ministro de Minas e Energia (Fernandinho) e o prefeito de Petrolina (Miguel). A negociação está sendo feita com o presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia, que sonha com a construção de um novo partido formado por líderes do Democratas e dissidentes do PSB. Ocorre que, ao iniciar o diálogo com os “demistas”, FBC se fragilizou dentro do seu atual partido, no qual “cantou de galo” duas vezes: quando fez o filho ministro à revelia da cúpula partidária e quando articulou a candidatura da ruralista Tereza Cristina para líder da bancada na Câmara Federal. Agora, que está com um pé fora do partido, ele permanece líder dos dissidentes que deverão acompanhá-lo em direção a outro projeto. Sem ele, o PSB ficará menos forte em Pernambuco, porém mais coeso e mais homogêneo, e sob comando de um único líder: o governador Paulo Câmara.

Aécio deixa comando do PSDB em agosto


Aécio: tentativa de acordo esbarra em Alckmin (Pedro Ladeira/Folhapress)
Veja - Coluna Holofote 
Aécio  Neves (MG), enfim, pediu que um aliado fizesse chegar ao colega de Senado Tasso Jereissati (CE), interino na cadeira, que pretende deixar a presidência do PSDB em agosto, numa negociação pacificada, quando o Congresso retomará suas atividades com uma agenda com potencial explosivo ao governo Michel Temer.
O principal argumento é que Tasso não enfrentaria constrangimento em anunciar o desembarque oficial da sigla da gestão Temer caso o presidente sobreviva à votação da denúncia da Procuradoria-Geral da República, na semana que vem, no plenário da Câmara.
A saída de Aécio do posto tem o aval de José Serra, do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e, há semanas, é opinião majoritária nas bancadas da Câmara e do Senado.
Um entrave impede o fim da novela: o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, não quer Tasso à frente do partido dada a proximidade do calendário eleitoral de 2018. Alckmin tem péssima memória da última passagem de Tasso pelo comando da legenda, especialmente o ano de 2006, quando concorreu à Presidência da República. Avalia que o colega jogou contra sua candidatura ao Palácio do Planalto e repetiria a dose agora. Segundo aliados, acha que Tasso faria campanha interna por SerraAlckmin quer o governador de Goiás, Marconi Perillo, à frente do PSDB. A novela tucana não tem — nunca teve — fim.

PSDB e DEM já articulam o pós-Temer


O Pós-Temer
O Estado de S.Paulo - Vera Magalhães

O encontro do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, é simbólico não pela confirmação de uma aliança PSDB-DEM, mas pela demonstração de que os dois partidos já articulam o pós-Temer, que começa imediatamente, independentemente de o presidente permanecer ou não no posto. Como disse no domingo, o presidente consegue, dia a dia, se tornar invisível.
Maia e Alckmin discutiram, sem ninguém do governo, a necessidade de avançar com uma reforma da Previdência possível, e que tucanos e democratas empunhem esta bandeira. Para isso, dizem aliados de ambos, pouco importa se o presidente ficará no cargo. A negociação se dará sobretudo com Henrique Meirelles (Fazenda) como interlocutor.
Na impossibilidade de o PSDB tomar uma posição definitiva sobre seu dilema pueril de ficar com o governo ou romper, Alckmin vai se afastar dessa discussão.
Maia, por sua vez, empenhado em dissipar a imagem de conspirador, quer ser reconhecido pelo mercado como avalista de que a pauta econômica não ficará refém da política. Avalia, segundo seus aliados, que isso lhe dará legitimidade para assumir caso Temer não aguente o tranco de delações como a de Eduardo Cunha ou de Lúcio Funaro e caia mais adiante.
Caciques do DEM reagiram à versão de que o jantar de segunda-feira selou um eventual apoio a Alckmin no ano que vem. Cientes de que ainda podem ter o presidente da República caso Temer seja afastado, querem deixar essa decisão para o ano que vem. Além disso, vão tentar inflar ao máximo a bola de suas estrelas mais vistosas, como o senador Ronaldo Caiado e o prefeito ACM Neto, para negociar apoio dos tucanos em praças importantes.
Para costurar uma aliança forte caso seja o candidato a presidente do PSDB, Alckmin terá antes de apagar incêndios em sua própria base. O DEM resolveu medir forças com o projeto estadual do vice-governador Márcio França, e ameaça lançar candidato à sucessão do tucano. O único nome de consenso, dizem os democratas, seria João Doria Jr. Pessoas próximas ao prefeito, no entanto, garantem que ele só deixaria a Prefeitura para disputar a Presidência.

Alckmin a Maia: aliança com DEM não está descarada


Folha de S. Paulo - Thais Bilenky

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), minimizou nesta quarta-feira (26) a fala do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), de que o DEM não apoiará o PSDB na eleição para presidente em 2018.
"É natural que cada partido queira ter candidato próprio, é legitimo", disse Alckmin, que trabalha para ser candidato e tem no DEM paulista um de seus principais aliados no governo estadual.
"Você pode ter aliança no primeiro turno, no segundo turno, em nível federal, em nível estadual", sugeriu, antes de jantar com caciques do PSB, no Palácio dos Bandeirante, sede do governo paulista. "Precisamos ter pontes, ter diálogo."
Ao site "Poder 360", Maia disse que "o DEM não tem condições de apoiar o PSDB para presidente". Sua fala se deu após encontro de líderes do DEM com Alckmin na segunda-feira (24).
Sobre a sequência de conversas com partidos em meio a articulações para viabilizar a sua candidatura presidencial, o governador negou qualquer caráter eleitoral.
"É sempre bom conversar nesses momentos de crise", afirmou. "Não tem conversa para o ano que vem, cada coisa tem seu tempo. As conversas são para agora."
Participam do jantar o vice de Alckmin, Márcio França, o presidente do PSB, Carlos Siqueira, o ex-deputado Beto Albuquerque, os governadores Paulo Câmara (PE) e Rodrigo Rollemberg (DF), o prefeito de Recife, Geraldo Julio, e o ex-governador do Espírito Santo, Renato Casagrande.
Ao se despedir dos jornalistas, questionado sobre qual seria a próxima conversa com partidos, ele se saiu com uma piada e deixou no ar que as articulações permanecem.
"Em Pindamonhangaba [(SP, sua cidade natal], tinha um cinema chamado Cine Brasil. Domingo tinha o seriado. Aí, no auge, quando a mocinha caía do precipício, a tela fechava e dizia 'Volte domingo que vem'." 

Ex-prefeito de Afogados segue com bens bloqueados


Por Larissa Rodrigues – especial para o blog
O Juiz Federal 18ª Seção Judiciária de Pernambuco, Bernardo Monteiro Ferraz, não acatou o pedido do ex-prefeito de Afogados da Ingazeira, no Sertão, Totonho Valadares (PSDB), de desbloqueio de suas contas e bens. O magistrado liberou apenas a aposentadoria do tucano, pouco mais de R$ 3 mil. Totonho foi condenado a devolver a soma de R$ 220 mil aos cofres públicos por irregularidades na prestação de contas do convênio firmado entre o Ministério do Turismo e a Prefeitura de Afogados, em 2010.
A parceria visava incentivar o turismo local apoiando o São João da cidade. O Tribunal de Contas da União (TCU) encontrou falhas nas informações do convênio e aplicou a multa ao ex-prefeito. Totonho Valadares recorreu no final de junho deste ano, mas a Justiça Federal negou o pedido este mês alegando que a movimentação financeira do tucano indica condições de pagar o valor estipulado pelo Tribunal.
“Os valores encontrados nas contas do embargante (Totonho) apontam para a existência de capacidade de custear o feito judicial, em especial quando demonstram a existência de rendas outras que não a aposentadoria”, afirma a decisão assinada pelo juiz Bernardo Monteiro Ferraz.
A sentença também diz que o valor bloqueado é inferior ao valor da dívida de Totonho, razão pela qual o pedido de suspensão não deve ser atendido. Totonho Valadares alegou que o bloqueio atingia os rendimentos de aposentadoria e de caráter alimentício. Mas, segundo o juiz, os extratos anexados pelo próprio ex-prefeito mostram que o crédito recebido do INSS (a aposentadoria) é de R$ 3.203,69, mas as movimentações financeiras na mesma conta superam esse número.
“Ressalte-se que os extratos não vieram completos, o que dificultou a análise, sendo ônus do embargante a comprovação de suas alegações. A título de exemplo, em maio deste ano, mês do bloqueio, o valor encontrado foi de R$ 6.431,50, equivalente ao dobro do recebido do INSS. Ou seja, a movimentação na conta da Caixa Econômica Federal não é exclusiva dos créditos provenientes do INSS”, explica o juiz Bernardo Monteiro Ferraz.
O juiz ainda afirma que a condenação tem caráter definitivo, ou seja, Totonho já foi intimado fazer o pagamento pelo Tribunal de Contas da União porque não cabe recurso, mas ainda não pagou. “Diante da dilapidação patrimonial, estão preenchidos os requisitos para adoção de medidas de urgência com o objetivo de assegurar a efetividade da execução”. Mesmo assim, a o magistrado determinou o desbloqueio da aposentadoria de Totonho, no valor de R$ 3.203,69, que cai na conta da Caixa Econômica.
O advogado de Totonho Valadares, Walber de Moura Agra, disse ao blog ter certeza de que vai reverter essa decisão. Segundo ele, o Tribunal mudou os valores dos shows anos depois do convênio para o São João de 2010. “É um absurdo, mudaram as regras depois. Não tenho dúvidas de que vou reverter”, disse.

DEM tenta acalmar Alckmin, que continua desconfiado


Helena Chagas - Blog Os Divergentes
Da hora e meia que durou o encontro do governador Geraldo Alckmin com a cúpula do DEM, nesta segunda-feira, mais de uma hora foi gasta em conversas sobre amenidades. Só no final, quando os visitantes já se levantavam para ir embora, é que se animaram a tocar no assunto que os levara lá: o avanço sobre parte da bancada governista do PSB, que deve mudar de legenda. Rodrigo Maia, ACM Neto e José Agripino explicaram que seu partido não tem intenção de ter hegemonia na Câmara, e que não quer ter uma bancada maior do que o PSDB e nem competir com os tucanos em 2018.
O mais enfático nessas explicações foi o prefeito de Salvador, nome cogitado para a vaga de vice de Alckmin numa eventual aliança presidencial na eleição do ano que vem. Alckmin fez que acreditou e ficou com cara de satisfeito.
Mas o principal objeto das angústias tucanas, o deputado Rodrigo Maia, não falou tanto assim. Por isso, ainda restou um fiapo de desconfiança no tucanato, que teme ver Maia fortalecido, na presidência, engordar seu partido e acabar candidato à reeleição em 2018. Pelo sim, pelo não, a ala do PSDB que defende a candidatura Alckmin continua apostando na permanência do partido no governo e na sustentação de Michel Temer até o fim do atual mandato.

terça-feira, 25 de julho de 2017

Hélio dos Terrenos assume Prefeitura em Belo Jardim


O prefeito e o vice-prefeito de Belo Jardim, eleitos no pleito suplementar, no último dia 2, foram diplomados e empossados hoje. Hélio dos Terrenos (PTB) e Dr. Silvano assumiram os cargos em solenidades realizadas na Comarca Municipal no Salão do Júri, e na Câmara de Vereadores de Belo Jardim, marcando o último ato oficial da Justiça Eleitoral nas eleições suplementares. Eles foram diplomados pelo juiz eleitoral Demétrius Liberato Aguiar e empossados pelo presidente da Câmara de Vereadores, José Anselmo da Silva.
Ao sair da Câmara, Hélio e Dr. Silvano foram recebidos pelo povo que se concentrava na praça aguardando-os para juntos seguirem em caminhada até a prefeitura. A transmissão de cargos foi feita pela procuradora do município, a advogada Fernanda e o secretário municipal de Saúde, Dr. Maneco, que cordialmente receberam o prefeito e o no gabinete do até então gestor interino, Gilvandro Estrela (PV). Além dos secretários e vereadores, amigos, familiares e demais lideranças políticas e autoridades da cidade se fizeram presentes nas solenidades. Entre eles, o ex-prefeito e deputado Cintra Galvão e o deputado estadual José Humberto, que preside o PTB em Pernambuco. Ele representou o senador Armando Monteiro (PTB).
O deputado estadual Augusto César e João Paulo Costa também estiveram na solenidade, assim como os deputados federal e estadual Silvio Costa e Silvio Costa Filho. Após a transmissão de cargos, o prefeito discursou em frente ao Palácio Municipal, reforçando o compromisso em trabalhar para garantir melhor qualidade de vida a todos os cidadãos belo-jardinenses, "com uma gestão pautada na transparência e na participação popular". O prefeito ainda anunciou os novos secretários municipais, ressaltando que alguns nomes ainda serão divulgados até o início da próxima semana.
Confira o novo secretariado de Belo Jardim:
- Secretaria de Saúde: Dr. Silvano Galvão
- Procuradoria Municipal: Uriel José Campelo Filho
- Secretaria de Educação e Tecnologia: Ricardo de Oliveira
- Secretaria de Cultura, Esporte, Turismo e Eventos: Sílvio Romerio
- Secretaria de Obras: Fábio Galvão
- Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente: Roberto Barbosa
- Secretaria de Juventude e Trabalho: Neto Andrade
- Secretaria Especial da Mulher: Zuleide Oliveira
- Secretaria de Governo e Articulação Política: Cecílio Galvão
- Controladoria Geral: Uriel José Campelo
- Secretaria de Ação e Desenvolvimento Social: Luza Torres
- Autarquia Educacional: José João Ribeiro
- Instituto de Previdência dos Servidores Municipais: Sebastião Cordeiro Filho
- Autarquia de Trânsito: José Valdemir de Brito
- Gabinete do Prefeito: Ivanildo Assis
Por Magno Martins

segunda-feira, 24 de julho de 2017

A BELA DO DIA !!!

Dra Ruana Furtado

Deus é fiel em todo tempo. Para ele toda honra e toda glória pelos séculos dos séculos, Amém.

DEM poderá lançar Priscila Krause para a Câmara Federal

Diferentemente do que dissemos neste Blog, o DEM tem representante, sim, na Assembleia legislativa de Pernambuco que é a deputada Priscila Krause, um dos melhores parlamentares da atual legislatura.
Ela disputou a prefeitura do Recife nas últimas eleições e virou um “quadro majoritário” no partido para as futuras eleições.
Em 2018, caso o ministro Mendonça Filho (Educação) resolva disputar um cargo majoritário, ela (Priscila) deverá substituí-lo na Câmara Federal.
Priscila é filha do ex-governador Gustavo Krause, que no JC deste domingo (23) prestou uma homenagem ao ex-senador Marco Maciel que na última sexta-feira (21) completou 78 anos de idade.
O título do artigo é “A falta que ele faz na política” e nele Krause cita o fecho de um documentário produzido pela TV Senado sobre a vida do ex-vice-presidente da República, consoante a sua ótica: “Marco Maciel foi o ser humano menos imperfeito que eu conheci”.
“Não fosse a enfermidade (Alzheimer) que comprometeu seriamente sua saúde, Marco Maciel estaria inteiramente dedicado à vida pública, buscando saídas para a crise que atormentou o Brasil”.

Capela do Monte / São José do Egito - PE

SÃO JOSÉ DO EGITO - PE. 

CAPELA DO MONTE 

"Por do Sol em São José do Egito PE, tendo o reflexo nas nuvens e ao fundo a capela do Monte, em 22.07.2017" 
Fotografia e texto de JOSIMAR MATOS
Por Gilberto Loper

Deputados do DEM compõem núcleo duro de Maia


Grupo fiel ao presidente da Câmara tem correligionários e claque de novos aliados
O Estado de S. Paulo - Isadora Peron

Primeiro na linha sucessória da Presidência da República, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), mantém um núcleo duro de formado por aliados antigos correligionários e uma claque de deputados que se aproximou dele após assumir o comando da Casa, em julho de 2016. Caso chegue à Presidência, após um eventual afastamento de Michel Temer do cargo, esse grupo deve ter influência sobre o governo e pode vir a ocupar cargos importantes na Esplanada dos Ministérios.
Dos antigos aliados, todos do seu partido, destacam-se o ministro da Educação, Mendonça Filho, o presidente do DEM, senador Agripino Maia (RN), o atual líder da legenda na Câmara, deputado Efraim Filho (PB), além dos deputados Pauderney Avelino (AM) e José Carlos Aleluia (BA).
O prefeito de Salvador, ACM Neto, também é figura próxima do presidente da Câmara. ACM Neto costuma ir a Brasília quase todas as semanas para se reunir com Maia e outros integrantes do DEM. Na quarta-feira passada desembarcou na capital federal para tentar apaziguar os ânimos entre Maia e Temer, depois de o presidente convidar para o PMDB parlamentares do PSB que estudam migrar para o DEM.
Entre os nomes que passaram a gravitar mais recentemente em torno de Maia estão os deputados de primeiro mandato Alexandre Baldy (Podemos-GO) e Fernando Monteiro (PP-PE). A convivência entre eles extrapola assuntos políticos. Os três formaram um grupo informal de corrida e suas mulheres também se encontram.
Baldy se aproximou de Maia porque o cunhado é amigo de longa data do deputado fluminense. No dia da votação da denúncia na
Pai. Outra figura de extrema importância na vida política de Maia é o pai, o ex-prefeito e atual vereador do Rio César Maia (DEM), o grande articulador da carreira do filho. A possibilidade de Maia assumir o Palácio do Planalto afastou o ministro Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência) do núcleo político do presidente da Câmara. Antigo aliado de Temer, Moreira é padrasto da mulher de Maia e trabalhou para que o então deputado chegasse à presidência da Casa. No momento em que a crise com Temer se agravou, o presidente da Câmara esclareceu: “O ministro Moreira Franco não é meu sogro, ele é casado com a minha sogra".