terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Grito de Osvaldo Coelho

Por Magno Martins
Conhecedor profundo das políticas públicas para o semiárido, o ex-deputado Osvaldo Coelho (DEM) meteu o dedo na ferida. Aproveitando que o debate da mais longa seca dos últimos 50 anos entrou definitivamente na mídia nacional, mandou carta ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, na tentativa de dobrar o seu coração financeiro.
Disse que Dilma só tem olhado para as regiões ricas e que, quando se quer, não falta dinheiro, como não tem faltado dinheiro para a Copa do Mundo, as Olimpíadas, trem bala e até conceder empréstimo ao FMI.
“O Governo só não tem dinheiro para irrigação no Nordeste”, advertiu, acrescentando: “A fruticultura irrigada no semiárido gera um emprego direto e mais dois indiretos por hectare. Não é por outra razão que os dois países mais populosos do mundo, a China e o Japão, utilizam-na maciçamente pela sua capacidade de criar empregos”.
Coelho disse, ainda, que Dilma precisa dar um tratamento diferenciado ao Nordeste. “Temos a maior taxa de analfabetismo do País, o PIB per capta do semiárido correspondente a metade do nordestino e a 25% do nacional. Temos apenas três de um total de 63 universidades federais”, alertou.
Segundo o ex-deputado, o semiárido tem um potencial de irrigação da ordem de 1,3 milhão de hectares, que se viesse a ser devidamente explorado poderia de fato transformar a região numa nova Califórnia.

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