Esta
semana talvez não, porque os trabalhos parlamentares reabrem no dia em
que Suas Excelências costumam ir embora, ou seja, quinta-feira.
Na
próxima, porém, são esperadas múltiplas escaramuças: dos presidentes da
Câmara e do Senado contra a presidente da República. Do PT contra o
PMDB, e vice-versa. Dos companheiros contra a companheira. Dos pequenos
partidos da base oficial contra o palácio do Planalto.
Sobra
o Judiciário, na hipótese de o presidente Joaquim Barbosa der solução
cirúrgica e imediata aos embargos dos mensaleiros, sinalizando o rumo da
cadeia para os réus condenados. (Carlos Chagas)
terça-feira, 30 de julho de 2013
EXEMPLO DE FIDELIDADE–
O presidente da Assembleia
Legislativa, Guilherme Uchôa (PDT), garante que não existe a menor
possibilidade do deputado Tony Gel deixar o DEM e migrar para o PTB em
apoio à candidatura do senador Armando Monteiro Neto (PTB). “Nunca vi um
político com maior grau de fidelidade do que Tony Gel. Veja que ele foi
para a forca no primeiro e segundo turnos com Mendonça Filho. Precisa
dizer mais alguma coisa?”, observou.
Nasce um novo líder mundial
Eis
um Papa simples, humilde, simpático e solidário. Um líder com a
envergadura moral que está ausente nas grandes personalidades mundiais. Um exemplo deles é Nelson Mandela, mas este está fora do poder. Agonizando. Obama, a grande esperança norte americana, envolvido em espionar a vida alheia. Os outros, são vítimas das primaveras e dos outonos. Carismático, o Papa Francisco pregou a radicalização da mudança nos costumes e convocou os jovens para uma nova revolução. Condenou o provisório e o dinheiro como objetivo máximo de vida. Declarou que adora nos jovens a inquietação e o inconformismo com a realidade. Sem escamotear para vieses ideológicos, defendeu a cultura do diálogo acima de qualquer confronto. Convocou todas as religiões para ajudar o próximo, seja no combate a fome, ao desemprego e nas melhorias na educação e na saúde. Max Weber num de seus escritos ao analisar o sermão da montanha, abordava que havia dois tipos de discursos: o discurso de convicção e de exaltação da fé e o discurso de realidade. Enquanto Bento XVI encenava o discurso de convicção, o Papa Francisco encerra o discurso de realidade e de comprometimento com a mudança. Um Papa que desafia o compromisso evangelizador e a burocracia da Cúria Romana. Recomenda que os olhares se voltem menos para os dogmas do passado e para as utopias fantasiosas do futuro. Mirem no presente com responsabilidade sobre a realidade. A íntegra deste artigo, de autoria do professor e pensador Carlos Alberto Fernandes, você confere no menu Opinião. Vale a pena! |
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Escrito por Magno Martins |
segunda-feira, 29 de julho de 2013
Segundo a revista Veja, se as manifestações de rua se intensificar e adotarem a linha “Fora, PT”, a saída para os petistas pode ser apoiar a candidatura de Eduardo Campos logo no primeiro turno. Em caso de vitória dele, o partido ainda manteria um pedaço importante do poder. Mas o ex-presidente tem como prioridade ajudar na recuperação política da presidente Dilma para que ela seja candidata, evitando sua entrada no páreo.
quarta-feira, 24 de julho de 2013
Vereador é preso em Vicência
O vereador de
Vicência, Romeu Ataíde de Andrade (PT), foi detido, na manhã desta
quarta-feira (24), no centro do município. O tenente José Edson,
responsável pela ação, disse apenas que a Polícia Militar recebeu da
Justiça um mandado de prisão expedido contra o petista e que, por isso,
deslocou uma viatura até a casa do vereador para conduzi-lo à Delegacia
de Goiana.
'Romeu do Povo', como é conhecido na região, afirmou estar surpreso com o acontecimento e disse que irá acionar seus advogados para poder se pronunciar oficialmente sobre o ocorrido. De acordo com informações da Polícia Militar, o vereador será transferido ainda hoje para a Cadeia Pública de Vicência.
Romeu protagonizou matérias veiculadas em âmbito estadual após o deputado federal Pedro Eugênio (PT) ter reforçado um pedido de proteção para o vereador. De acordo com o parlamentar, seu correligionário teria recebido ligações anônimas com ameaças de morte, um episódio relativamente corriqueiro, uma vez que, em 2009, o carro do vereador teria sido alvejado por disparos de arma de fogo.
'Romeu do Povo', como é conhecido na região, afirmou estar surpreso com o acontecimento e disse que irá acionar seus advogados para poder se pronunciar oficialmente sobre o ocorrido. De acordo com informações da Polícia Militar, o vereador será transferido ainda hoje para a Cadeia Pública de Vicência.
Romeu protagonizou matérias veiculadas em âmbito estadual após o deputado federal Pedro Eugênio (PT) ter reforçado um pedido de proteção para o vereador. De acordo com o parlamentar, seu correligionário teria recebido ligações anônimas com ameaças de morte, um episódio relativamente corriqueiro, uma vez que, em 2009, o carro do vereador teria sido alvejado por disparos de arma de fogo.
sábado, 20 de julho de 2013
Prefeito trapalhão
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Prefeito trapalhão Romério Guimarães (roupa verde e branca) |
SÃO JOSÉ DO EGITO : JORNALISTA CRITICA GOVERNO DO ESTADO POR FISCALIZAÇÃO DOS FAZENDÁRIOS E SITUAÇÃO DAS ESTRADAS
O jornalista Cláudio Soares não
poupou críticas ao Governador Eduardo Campos por situação de parte das
estradas na região e pelo rigor na fiscalização dos fazendários. Foi na
Rádio Comunitária Liberdade FM.
“Ele não cria vergonha e não manda tapar essas estradas. Mandou essa
semana a fiscalização vir a São José do Egito e arrochou o nó no
comércio. O comércio já sufocado, devido a uma crise já generalizada de
falta de emprego, de desemprego, de seca. Aí vem Eduardo Campos mandar a
fiscalização fiscalizar o comércio de São José do Egito”, reclamou.
Soares continuou : “Eu pergunto quando é que os prefeitos da região,
lá de Tuparetama, daqui, de Itapetim, de Brejinho, de Santa Terezinha,
de Afogados da Ingazeira, de Tabira quando é que eles vão pedir ao
governador pra fazer essas estradas daqui e o povo assiste tudo
passivamente. Se a gente paralisasse um dia aqui, tocasse fogo em pneus,
sem vandalismo, mas interditasse essa rodovia aí tocando fogo em pneu e
não deixando nenhum carro passar pra chamar à atenção das autoridades
já teriam feito esse asfalto”.
Festa em São José do Egito provoca crise e secretário pede demissão
A tradicional
Festa Universitária de São José do Egito, no Sertão do Pajeú, se
transformou numa rinha política. Por perseguição, o prefeito Romério
Guimarães(PT) não autorizou a banda Canto e Poesia, do poeta Antônio
Marinho, a subir ontem no palco do festival para se apresentar.
Mas mesmo assim,
não vai escapar de pagar uma multa de R$ 50 mil estipulada pelo juiz do
município. A decisão arrogante e prepotente do prefeito levou o
secretário de Agricultura, Pedro Augusto, filho de Antônio José, família
do poeta dono da banda, a pedir demissão do cargo.
Em menos de seis meses de gestão já é o sexto secretário que se afasta do governo municipal por não aceitar as trapalhadas e os desacertos do prefeito, que tirou também da programação da festa a cantora Maria Dapaz quando ela já arrumava as malas para viajar.
O reinado deste canalha vai acabar,disse um de seus ex-aliados.
Em menos de seis meses de gestão já é o sexto secretário que se afasta do governo municipal por não aceitar as trapalhadas e os desacertos do prefeito, que tirou também da programação da festa a cantora Maria Dapaz quando ela já arrumava as malas para viajar.
O reinado deste canalha vai acabar,disse um de seus ex-aliados.
PMDB velho de ontem e hoje
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sexta-feira, 19 de julho de 2013
Na base de Dilma, todos tiram proveito da queda de Dilma nas pesquisas. Tem muita gente adorando a fragilidade dela. “Eles aproveitam para tentar tirar tudo. Cada um usa a sua arma”, diz um ministro referindo-se aos partidos governistas. O PMDB quer mais um Ministério e o PT, partido da presidente, também conspira com o “Volta Lula”. Já há quem defenda dentro do PMDB o fim da reeleição e ameaça com rompimento.
Prefeito de São José do Egito tenta rifar banda e sofre multa de R$ 50 mil
O prefeito de São
José do Egito, Romério Guimarães (PT), tentou rifar mais um grupo
musical da Festa Universitária, que começou ontem (18), e acabou levando
a pior: a banda Encantos e Cantos, do poeta Antônio Marinho, recorreu
ao Ministério Público e, além de ganhar a causa, a prefeitura será
obrigada a pagar uma multa de R$ 50 mil.
Bem que Maria Dapaz, também rifada sem a menor consideração por parte do prefeito, poderia ter seguido o exemplo. Retirada de última hora da programação, a cantora pernambucana teve um grande prejuizo, pois cancelou apresentações em São Paulo para cumprir a sua agenda previamente fechada em Pernambuco.
Bem que Maria Dapaz, também rifada sem a menor consideração por parte do prefeito, poderia ter seguido o exemplo. Retirada de última hora da programação, a cantora pernambucana teve um grande prejuizo, pois cancelou apresentações em São Paulo para cumprir a sua agenda previamente fechada em Pernambuco.
quarta-feira, 17 de julho de 2013
Mendonça Filho apresenta emendas à MP dos Médicos
O deputado
Mendonça Filho (DEM) apresentou 22 emendas alterando o texto original da
Medida Provisória 621, que cria o programa “Mais Médicos”, lançado pela
presidente Dilma Rousseff (PT) e que tem por objetivo facilitar a vinda
de médicos estrangeiros ao Brasil e ampliar em dois anos os cursos de
medicina.
Entre as alterações propostas pelo democrata, está a instituição do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos (Revalida) expedidos por universidades estrangeiras e retirar da medida provisória a proposta de ampliação do curso de medicina em dois anos, remetendo-a a um projeto de lei a ser discutido no Congresso Nacional.
Das 22 emendas apresentadas por Mendonça Filho, 15 acataram, integralmente, as sugestões de entidades médicas nacionais recebidas através do Cremepe. As demais resultaram de sugestões de médicos pernambucanos como Hildo Azevedo, Ennio Cantareli, Guilherme Robalinho, Ricardo Lima, Tito Barros Correia e Geisa Macedo, que têm ampla experiência na área da saúde pública.
“Analisei todas as propostas com a equipe técnica da Câmara dos Deputados e decidi acatá-las. O problema da saúde no Brasil não pode ser resolvido com uma medida provisória, numa discussão ‘a toque de caixa’. O governo Dilma não pode transferir para os médicos a responsabilidade por anos de descaso”, afirmou Mendonça.
O deputado lembra ainda que, nos últimos dez anos, período em que o Partido dos Trabalhadores esteve à frente do país, houve redução de investimentos proporcional ao PIB na área de saúde e uma clara transferência de responsabilidade para estados e municípios, que estão assumindo o ônus pelo caos na saúde. “O problema da saúde no Brasil não se restringe a oferta de médicos, mas a toda uma estrutura que vai do reforço de profissionais como enfermeiros, biomédicos e fisioterapeuta, da melhoria da estrutura física e de equipamentos, passando pela garantia de exames em tempo hábil e acesso a medicamentos.”
Entre as alterações propostas pelo democrata, está a instituição do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos (Revalida) expedidos por universidades estrangeiras e retirar da medida provisória a proposta de ampliação do curso de medicina em dois anos, remetendo-a a um projeto de lei a ser discutido no Congresso Nacional.
Das 22 emendas apresentadas por Mendonça Filho, 15 acataram, integralmente, as sugestões de entidades médicas nacionais recebidas através do Cremepe. As demais resultaram de sugestões de médicos pernambucanos como Hildo Azevedo, Ennio Cantareli, Guilherme Robalinho, Ricardo Lima, Tito Barros Correia e Geisa Macedo, que têm ampla experiência na área da saúde pública.
“Analisei todas as propostas com a equipe técnica da Câmara dos Deputados e decidi acatá-las. O problema da saúde no Brasil não pode ser resolvido com uma medida provisória, numa discussão ‘a toque de caixa’. O governo Dilma não pode transferir para os médicos a responsabilidade por anos de descaso”, afirmou Mendonça.
O deputado lembra ainda que, nos últimos dez anos, período em que o Partido dos Trabalhadores esteve à frente do país, houve redução de investimentos proporcional ao PIB na área de saúde e uma clara transferência de responsabilidade para estados e municípios, que estão assumindo o ônus pelo caos na saúde. “O problema da saúde no Brasil não se restringe a oferta de médicos, mas a toda uma estrutura que vai do reforço de profissionais como enfermeiros, biomédicos e fisioterapeuta, da melhoria da estrutura física e de equipamentos, passando pela garantia de exames em tempo hábil e acesso a medicamentos.”
sábado, 13 de julho de 2013
A ex-deputada Miriam Lacerda (DEM) pode disputar novamente um mandato estadual em 2014, mas está na dependência do que venha a decidir o seu marido, atual deputado Tony Gel (DEM). A família tem um entendimento: se sair um só candidato a estadual será Gel, mas se este disputar um mandato federal Miriam sai a estadual.
CCJ promete votar PEC 18
Por Renata Bezerra de Melo
Da Folha de Pernambuco
Na última semana, o senador Jarbas Vasconcelos subiu à tribuna praticamente todos os dias, inclusive na sexta-feira, quando a frequência é, costumeiramente, reduzida no plenário. Na quinta-feira, ainda que não tenha subido à tribuna, e para não fugir à regra, pediu para fazer uma intervenção. E todas as vezes que abriu a boca foi para tratar de um assunto só: o pedido de inclusão da PEC 18, de sua autoria, na ordem do dia. Tamanha foi a insistência que venceu, em alguma medida, pelo cansaço – o presidente da Comissão de Constituição e Justiça, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), que vinha fazendo ouvido de mercador, comprometeu-se a colocar a proposta em votação, no colegiado, na próxima terça-feira.
Conhecida como “a PEC dos mensaleiros”, a proposta prevê automática cassação do mandato de parlamentares condenados por crime contra a administração pública ou improbidade. Estava na CCJ sendo ignorada, sob conhecimento de Vital, desde abril, quando foi apresentada. Ao relator, Eduardo Braga – líder do Governo Dilma Rousseff – chegou no último dia 13 de maio e, do jeito que chegou, lá ficou, nas mãos dele, empancada. O fato de a matéria não ter andando nem ao menos na Comissão de Justiça deixou Jarbas indignado e descrente. Por isso mesmo, a despeito da promessa de Vital do Rêgo, o pernambucano preveniu-se e costurou uma articulação paralela.
O ex-governador de Pernambuco apresentou dois requerimentos à presidência do Senado. Em um, pede a inclusão da PEC 18 na ordem do dia, com base no regimento interno, tendo em vista o comportamento de Vital do Rêgo e “a inércia que dominou suas ações com relação a essa Proposta”. Para dar entrada no segundo requerimento, Jarbas recolheu assinatura de 90% dos líderes da Casa. Pede, nesse caso, calendário especial para tramitação da proposta.
E, antes mesmo que a Mesa Diretora se pronunciasse, exigindo que a unanimidade dos líderes subscrevesse o pedido de calendário especial, Jarbas Vasconcelos muniu-se de casos anteriores acatados com apoio de até 50% das lideranças. Resultado: o presidente do Congresso, Renan Calheiros, parece ter cansado do “zumbido” frequente em seus ouvidos e comprometeu-se a colocar os dois requerimentos em votação na próxima terça-feira.
Antes disso, na segunda-feira, o ex-governador de Pernambuco volta a fazer barulho na tribuna. Já deixou avisado. O grito isolado de Jarbas soa como a voz infiltrada das ruas dentro do Congresso aparentemente surdo. Como a coluna Folha Política registrou, ontem, o relator da PEC, senador Eduardo Braga, é alvo de inquérito, cuja abertura foi determinada pelo ministro do STF, Gilmar Mendes. Braga é investigado por formação de quadrilha, fraude em licitação e peculato, caso semelhante ao do próprio Renan Calheiros.
Da Folha de Pernambuco
Na última semana, o senador Jarbas Vasconcelos subiu à tribuna praticamente todos os dias, inclusive na sexta-feira, quando a frequência é, costumeiramente, reduzida no plenário. Na quinta-feira, ainda que não tenha subido à tribuna, e para não fugir à regra, pediu para fazer uma intervenção. E todas as vezes que abriu a boca foi para tratar de um assunto só: o pedido de inclusão da PEC 18, de sua autoria, na ordem do dia. Tamanha foi a insistência que venceu, em alguma medida, pelo cansaço – o presidente da Comissão de Constituição e Justiça, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), que vinha fazendo ouvido de mercador, comprometeu-se a colocar a proposta em votação, no colegiado, na próxima terça-feira.
Conhecida como “a PEC dos mensaleiros”, a proposta prevê automática cassação do mandato de parlamentares condenados por crime contra a administração pública ou improbidade. Estava na CCJ sendo ignorada, sob conhecimento de Vital, desde abril, quando foi apresentada. Ao relator, Eduardo Braga – líder do Governo Dilma Rousseff – chegou no último dia 13 de maio e, do jeito que chegou, lá ficou, nas mãos dele, empancada. O fato de a matéria não ter andando nem ao menos na Comissão de Justiça deixou Jarbas indignado e descrente. Por isso mesmo, a despeito da promessa de Vital do Rêgo, o pernambucano preveniu-se e costurou uma articulação paralela.
O ex-governador de Pernambuco apresentou dois requerimentos à presidência do Senado. Em um, pede a inclusão da PEC 18 na ordem do dia, com base no regimento interno, tendo em vista o comportamento de Vital do Rêgo e “a inércia que dominou suas ações com relação a essa Proposta”. Para dar entrada no segundo requerimento, Jarbas recolheu assinatura de 90% dos líderes da Casa. Pede, nesse caso, calendário especial para tramitação da proposta.
E, antes mesmo que a Mesa Diretora se pronunciasse, exigindo que a unanimidade dos líderes subscrevesse o pedido de calendário especial, Jarbas Vasconcelos muniu-se de casos anteriores acatados com apoio de até 50% das lideranças. Resultado: o presidente do Congresso, Renan Calheiros, parece ter cansado do “zumbido” frequente em seus ouvidos e comprometeu-se a colocar os dois requerimentos em votação na próxima terça-feira.
Antes disso, na segunda-feira, o ex-governador de Pernambuco volta a fazer barulho na tribuna. Já deixou avisado. O grito isolado de Jarbas soa como a voz infiltrada das ruas dentro do Congresso aparentemente surdo. Como a coluna Folha Política registrou, ontem, o relator da PEC, senador Eduardo Braga, é alvo de inquérito, cuja abertura foi determinada pelo ministro do STF, Gilmar Mendes. Braga é investigado por formação de quadrilha, fraude em licitação e peculato, caso semelhante ao do próprio Renan Calheiros.
DEMOCRATAS e PTB bem afinados para 2014
Numa eventual aliança entre o DEM e o PTB para 2014, ventila-se, nos
bastidores, a hipótese de o deputado Augusto Coutinho ser indicado a
vice de Armando Monteiro Neto numa chapa majoritária. Embora não
confirme, Coutinho é só elogios ao petebista. Tal composição facilitaria
a eleição de Mendonça Filho e Tony Gel. DEM e o PTB teriam quase quatro
minutos de tempo de TV.
sexta-feira, 12 de julho de 2013
O inferno astral de Dilma Rousseff
Os sinais estão
por toda parte: uma greve geral de sindicalistas travou vários pontos do
país; a popularidade – desde o início do mandato nas alturas – caiu
como uma tumba pesada depois dos protestos de junho; os prefeitos,
sempre tão elogiosos e sedentos por recursos do Governo Federal,
vaiaram-na durante discurso; a economia, como se sabe, não vai nada bem;
e o Congresso Nacional, na forma do aliado PMDB, se sentiu mais do que
confortável para enterrar a proposta de plebiscito sugerida pela
presidente Dilma Rousseff (PT).
Os últimos 30 dias não foram felizes para a mandatária.
“Agora está fácil bater. É a lógica de empurrar o bêbado na ladeira”, afirma o cientista politico do Insper, Humberto Dantas. Para ele, as vaias dos prefeitos e o comportamento dos aliados no Congresso Nacional são nada mais que uma consequência do momento de fragilidade vivido pela presidente.
Dilma, claro, continua durona. Em reunião com ministros na semana passada, deixou claro – nos tons amenos pelos quais já é conhecida - que não “estava acuada”. Mas é notório que só pelo fato de ter de dizer tal coisa já indica que a situação não é favorável. “Ninguém me defende, fugiram todos”, teria confessado Dilma a um interlocutor, segundo a coluna de Dora Kramer, no Estadão.
Dilma vive hoje “seu pior momento em dois anos e meio de governo”, atesta o professor de ciência política aposentado da Universidade de Brasília, Octaciano Nogueira.
Diante do quadro, os petistas querem reverter o cenário o quanto antes. O marqueteiro João Santana já cravou: Dilma recupera a credibilidade nas pesquisas em até quatro meses. Segundo levantamento do Datafolha realizado após os protestos, a popularidade da presidente caiu 27 pontos percentuais em apenas três semanas.
Que tudo é reversível, já se sabe: também em seu terceiro ano de mandato, em 2005, Lula sofreu o desgaste da descoberta do mensalão. E nem por isso deixou de ser reeleito no ano seguinte.
“É a economia, estúpido!”. A frase, cunhada pela campanha de Bill Clinton para resumir o único problema incontornável para os Estados Unidos em 1992, sintetiza o principal entrave no caminho de Dilma Rousseff rumo à reeleição: a economia. Esta dificuldade, mesmo pós-mensalão, Lula não teve.
Analistas políticos concordam que Dilma pode se recuperar – nas pesquisas e na moral com aliados e movimentos sociais - mas tudo vai depender mais do desempenho da economia do que de outros fatores que a estejam prejudicando neste momento, tais como a atrapalhada resposta ao clamor das ruas em junho.
No dia 24 do mês passado, por exemplo, Dilma sugeriu uma constituinte exclusiva para reforma política, ideia logo enterrada ao ser tida por juristas como impossível.
Os últimos acontecimentos mostram ainda que a presidente não conseguiu driblar inteiramente as críticas, feitas desde que assumiu o mandato, de que precisa dialogar mais com políticos aliados e movimentos sociais, embora ela tenha tentado em várias ocasiões.
Para Humberto Dantas, do Insper, não ajuda ninguém o perfil centralizador de Dilma, tanto para tomar decisões quanto no âmbito da execução de grandes projetos nacionais, que acabam se concentrando nas mãos da União.
Mas se o primordial para a recuperação da petista for mesmo somente a economia, o receituário de cientistas políticos soa simples.
O grande problema é que economistas estão tendo dificuldades para vislumbrar quaisquer sinais de recuperação da atividade produtiva. A expectativa dos analistas ouvidos no começo do ano pelo Boletim Focus, do Banco Central, era de que o PIB fecharia 2013 com crescimento de 3,26%. Agora, já se espera 2,34%. A mesma curva ascendente foi vista no ano passado, quando o PIB cresceu magros 0,9%.
Os últimos 30 dias não foram felizes para a mandatária.
“Agora está fácil bater. É a lógica de empurrar o bêbado na ladeira”, afirma o cientista politico do Insper, Humberto Dantas. Para ele, as vaias dos prefeitos e o comportamento dos aliados no Congresso Nacional são nada mais que uma consequência do momento de fragilidade vivido pela presidente.
Dilma, claro, continua durona. Em reunião com ministros na semana passada, deixou claro – nos tons amenos pelos quais já é conhecida - que não “estava acuada”. Mas é notório que só pelo fato de ter de dizer tal coisa já indica que a situação não é favorável. “Ninguém me defende, fugiram todos”, teria confessado Dilma a um interlocutor, segundo a coluna de Dora Kramer, no Estadão.
Dilma vive hoje “seu pior momento em dois anos e meio de governo”, atesta o professor de ciência política aposentado da Universidade de Brasília, Octaciano Nogueira.
Diante do quadro, os petistas querem reverter o cenário o quanto antes. O marqueteiro João Santana já cravou: Dilma recupera a credibilidade nas pesquisas em até quatro meses. Segundo levantamento do Datafolha realizado após os protestos, a popularidade da presidente caiu 27 pontos percentuais em apenas três semanas.
Que tudo é reversível, já se sabe: também em seu terceiro ano de mandato, em 2005, Lula sofreu o desgaste da descoberta do mensalão. E nem por isso deixou de ser reeleito no ano seguinte.
“É a economia, estúpido!”. A frase, cunhada pela campanha de Bill Clinton para resumir o único problema incontornável para os Estados Unidos em 1992, sintetiza o principal entrave no caminho de Dilma Rousseff rumo à reeleição: a economia. Esta dificuldade, mesmo pós-mensalão, Lula não teve.
Analistas políticos concordam que Dilma pode se recuperar – nas pesquisas e na moral com aliados e movimentos sociais - mas tudo vai depender mais do desempenho da economia do que de outros fatores que a estejam prejudicando neste momento, tais como a atrapalhada resposta ao clamor das ruas em junho.
No dia 24 do mês passado, por exemplo, Dilma sugeriu uma constituinte exclusiva para reforma política, ideia logo enterrada ao ser tida por juristas como impossível.
Os últimos acontecimentos mostram ainda que a presidente não conseguiu driblar inteiramente as críticas, feitas desde que assumiu o mandato, de que precisa dialogar mais com políticos aliados e movimentos sociais, embora ela tenha tentado em várias ocasiões.
Para Humberto Dantas, do Insper, não ajuda ninguém o perfil centralizador de Dilma, tanto para tomar decisões quanto no âmbito da execução de grandes projetos nacionais, que acabam se concentrando nas mãos da União.
Mas se o primordial para a recuperação da petista for mesmo somente a economia, o receituário de cientistas políticos soa simples.
O grande problema é que economistas estão tendo dificuldades para vislumbrar quaisquer sinais de recuperação da atividade produtiva. A expectativa dos analistas ouvidos no começo do ano pelo Boletim Focus, do Banco Central, era de que o PIB fecharia 2013 com crescimento de 3,26%. Agora, já se espera 2,34%. A mesma curva ascendente foi vista no ano passado, quando o PIB cresceu magros 0,9%.
quinta-feira, 11 de julho de 2013
“Muito obrigado a Vossa Excelência”, diz o senador Renan Calheiros
O senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) irritou-se nesta quarta-feira com o presidente do Senado, Renan Calheiros,
por está-se recusando a pôr em votação a chamada “PEC dos Mensaleiros”
de autoria dele e cobrou-lhe que o faça de imediato, até como forma de
dar resposta ao povo que saiu às ruas para protestar contra a corrupção e
a impunidade.
O senador pernambucano disse na tribuna, olhando nos olhos de Renan, que não comunga da “euforia” que existe no Senado de que a Casa estaria se voltando para a “pauta da sociedade”.
Dar resposta a sociedade, disse ele, seria aprovar a “PEC dos Mensaleiros” segundo a qual quem teve condenação criminal como os deputados José Genoíno (PT-SP), Valdemar Costa Neto (PR-SP) e João Paulo Cunha (PT-SP) deve ser afastado do parlamento imediatamente.
Frio como um balde de gelo, Renan se limitou a dizer apenas isto, olhando nos olhos do senador pernambucano: “Muito obrigado a Vossa Excelência!”.
O senador pernambucano disse na tribuna, olhando nos olhos de Renan, que não comunga da “euforia” que existe no Senado de que a Casa estaria se voltando para a “pauta da sociedade”.
Dar resposta a sociedade, disse ele, seria aprovar a “PEC dos Mensaleiros” segundo a qual quem teve condenação criminal como os deputados José Genoíno (PT-SP), Valdemar Costa Neto (PR-SP) e João Paulo Cunha (PT-SP) deve ser afastado do parlamento imediatamente.
Frio como um balde de gelo, Renan se limitou a dizer apenas isto, olhando nos olhos do senador pernambucano: “Muito obrigado a Vossa Excelência!”.
Por melhores condições de trabalho, 6 mil pessoas protestam em frente ao Congresso
BRASÍLIA - Cerca de 6 mil pessoas manifestaram em frente ao Congresso
Nacional, segundo a Polícia Militar. O protesto, convocado pelas
centrais sindicais, marca o Dia Nacional de Luta. As principais
reivindicações dos trabalhadores são o fim do fator previdenciário, a
redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução de
salários, a aceleração da reforma agrária, a aplicação de 10% do Produto
Interno Bruto (PIB) na educação e de 10% do Orçamento da União para a
saúde.
Os manifestantes marcharam pela Esplanada dos Ministérios durante a tarde e fizeram atos nos ministérios da Agricultura e das Comunicações. Em frente ao Congresso, parte dos manifestantes ouviram discursos dos representantes dos trabalhadores sentados no gramado ou em frente ao espelho d'água. Policiais fizeram um cordão de isolamento em frente ao Parlamento.
Movimentos estudantis e LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais) também participaram do protesto. Os estudantes pedem a valorização do professor e mais recursos para a educação. Os grupos LBGT pedem a saída do deputado Marco Feliciano da presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara e a criminalização da homofobia.
Os manifestantes marcharam pela Esplanada dos Ministérios durante a tarde e fizeram atos nos ministérios da Agricultura e das Comunicações. Em frente ao Congresso, parte dos manifestantes ouviram discursos dos representantes dos trabalhadores sentados no gramado ou em frente ao espelho d'água. Policiais fizeram um cordão de isolamento em frente ao Parlamento.
Movimentos estudantis e LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais) também participaram do protesto. Os estudantes pedem a valorização do professor e mais recursos para a educação. Os grupos LBGT pedem a saída do deputado Marco Feliciano da presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara e a criminalização da homofobia.
quarta-feira, 10 de julho de 2013
Dilma é vaiada por prefeitos de todo Brasil
É fato que a presidente Dilma Rousseff (PT) vive o pior momento
político do seu mandato. Na manhã desta quarta-feira (10), ela sentiu
mais uma vez na pele o sabor dessa desaprovação ao seu governo. Durante a
16ª Marcha a Brasília em defesa dos Municípios, que reúne em Brasília
mais de quatro mil prefeitos de todo Brasil, a petista prometeu
transferir R$ 3 bilhões aos municípios para área de saúde e educação.
Os gestores municipais, porém, não concordaram com o pacote e queriam mais. De acordo com o prefeito de Moreno, Adilson Gomes Filho, o Dilsinho (PSB), os prefeitos e prefeitas estavam impacientes e interromperam o discurso da presidente a todo instante com gritos “FPM”. “Ela não deu bola e foi vaiada ao final”.
PROTESTO
Após o discurso da presidente, os prefeitos revoltados e frustrados com o pacote anunciado pelo Governo Federal bloquearam o trânsito nas proximidades do Palácio do Alvorada.
Os gestores municipais, porém, não concordaram com o pacote e queriam mais. De acordo com o prefeito de Moreno, Adilson Gomes Filho, o Dilsinho (PSB), os prefeitos e prefeitas estavam impacientes e interromperam o discurso da presidente a todo instante com gritos “FPM”. “Ela não deu bola e foi vaiada ao final”.
PROTESTO
Após o discurso da presidente, os prefeitos revoltados e frustrados com o pacote anunciado pelo Governo Federal bloquearam o trânsito nas proximidades do Palácio do Alvorada.
terça-feira, 9 de julho de 2013
sábado, 6 de julho de 2013
Mendonça Filho culpa base pela falta de avanço
O deputado federal Mendonça Filho (DEM) afirmou, durante entrevista à Rádio Folha FM 96,7,
que a visão da presidente Dilma Rousseff (PT) de falar de Reforma
Política neste momento é um “tanto quanto tarde”. Além disso, o
parlamentar declarou que se não houve avanços no tema foi por causa de
falta de vontade própria base da petista.
A oposição tem se colocado contra a proposta do plebiscito argumentando que um referendo seria uma opção melhor devido à complexidade de uma Reforma Política. No entanto, o tema não foi votado, nem ele conseguiu ser levado ao plenário.
Ao ser questionado como é que se esperaria que o tema fosse aprovado para poder ser referendado pela população em seguida, Mendonça Filho disse que “primeiro essa visão da presidente Dilma de falar em Reforma Política agora é um tanto quanto tarde”.
“A primeira mensagem que ela enviou ao Parlamento como presidente eleita, ainda no início do seu mandato, ela falava em Reforma Política. A base governista tem mais de 400 deputados no Congresso Nacional. E esmagadora maioria no Senado. Então, se não houve avanços no tema Reforma Política foi por conta de falta de vontade da própria base da presidente Dilma”, disparou.
Para ele, um plebiscito fazendo com que as pessoas consultem temas como financiamento público, sistema eleitoral distrital misto, distrital puro, proporcional lista fechada, lista aberta, voto facultativo, entre outros temas, não é uma coisa simples para “se tocar da noite para o dia, como imagina a presidente”.
O parlamentar ainda disse que “o que a gente deduz da iniciativa é que há, na verdade, uma tentativa de desviar o foco, desviar o foco das manifestações que ocorreram recentemente no Brasil e que dizem respeito principalmente à reclamação por parte do povo com relação aos problemas que estão afetando diariamente a população”.
“Então, eu acho que a presidente deveria dar uma demonstração de que quer ajustar o governo, reduzir essa máquina inchada, tem mais de 39 ministros para vinte no máximo ministros, na metade, e fazer com que a gente possa investir naquilo que de fato vai se traduzir em melhoria da qualidade de vida da população”, cravou o democrata.
A oposição tem se colocado contra a proposta do plebiscito argumentando que um referendo seria uma opção melhor devido à complexidade de uma Reforma Política. No entanto, o tema não foi votado, nem ele conseguiu ser levado ao plenário.
Ao ser questionado como é que se esperaria que o tema fosse aprovado para poder ser referendado pela população em seguida, Mendonça Filho disse que “primeiro essa visão da presidente Dilma de falar em Reforma Política agora é um tanto quanto tarde”.
“A primeira mensagem que ela enviou ao Parlamento como presidente eleita, ainda no início do seu mandato, ela falava em Reforma Política. A base governista tem mais de 400 deputados no Congresso Nacional. E esmagadora maioria no Senado. Então, se não houve avanços no tema Reforma Política foi por conta de falta de vontade da própria base da presidente Dilma”, disparou.
Para ele, um plebiscito fazendo com que as pessoas consultem temas como financiamento público, sistema eleitoral distrital misto, distrital puro, proporcional lista fechada, lista aberta, voto facultativo, entre outros temas, não é uma coisa simples para “se tocar da noite para o dia, como imagina a presidente”.
O parlamentar ainda disse que “o que a gente deduz da iniciativa é que há, na verdade, uma tentativa de desviar o foco, desviar o foco das manifestações que ocorreram recentemente no Brasil e que dizem respeito principalmente à reclamação por parte do povo com relação aos problemas que estão afetando diariamente a população”.
“Então, eu acho que a presidente deveria dar uma demonstração de que quer ajustar o governo, reduzir essa máquina inchada, tem mais de 39 ministros para vinte no máximo ministros, na metade, e fazer com que a gente possa investir naquilo que de fato vai se traduzir em melhoria da qualidade de vida da população”, cravou o democrata.
SÃO JOSÉ DO EGITO: ASSOCIAÇÃO CULTURAL DIVULGA PROGRAMAÇÃO
Dia 18 - quinta-feira Calcinha Preta, Pinga Fogo e Colinho de Papai
Dia 19 - sexta-feira Elba Ramalho, Paulo Matricó e Forró das Estrelas
Dia 20 - sábado Atração principal a confirmar, Maria da Paz e Bicho do Mato
Dia 21 - domingo Forró da pegação, Val Patriota, Voadores do Forró, Forró do Amasso e Trio Asas da América.
O PMDB já ensaia o caminho da oposição
Por Inaldo Sampaio
Antes das manifestações de rua, havia disputa entre partidos políticos no Congresso para ver qual deles era o mais “dilmista”. A presidente Dilma Rousseff aparecera em três pesquisas de avaliação com a popularidade nas alturas e os parlamentares queriam pegar carona no prestígio dela para ficar de bem com a opinião pública. Foram ou voltaram para a base governista o PDT de José Queiroz, o PTB de Armando Monteiro, o PR de Inocêncio Oliveira e o PSD de André de Paula.
Hoje, já começa a se notar um movimento inverso: partidos atrás de um pretexto para caírem fora do barco governista. O mais apressado deles é o PMDB do vice-presidente Michel Temer. O partido já se comporta com independência na Câmara Federal, graças à postura rebelde do seu líder, o deputado Eduardo Cunha, ora se vingando do Palácio do Planalto por ter demitido os afilhados políticos que ele mantinha na hidrelétrica de Furnas desde o governo do ex-presidente FHC.
A insatisfação da bancada federal com o governo está tão forte que a votação para confirmação da aliança com o PT em 2014 já começa a correr risco. Os dois partidos estão em rota de colisão em 12 estados, em razão da disputa pelos governos estaduais. E isso terá consequências graves na convenção nacional do PMDB, cuja maioria poderá rejeitar, no voto, a proposta de uma nova aliança com os petistas. Não significa ainda que o PMDB já pulou fora do barco, e sim que isto está a caminho.
Antes das manifestações de rua, havia disputa entre partidos políticos no Congresso para ver qual deles era o mais “dilmista”. A presidente Dilma Rousseff aparecera em três pesquisas de avaliação com a popularidade nas alturas e os parlamentares queriam pegar carona no prestígio dela para ficar de bem com a opinião pública. Foram ou voltaram para a base governista o PDT de José Queiroz, o PTB de Armando Monteiro, o PR de Inocêncio Oliveira e o PSD de André de Paula.
Hoje, já começa a se notar um movimento inverso: partidos atrás de um pretexto para caírem fora do barco governista. O mais apressado deles é o PMDB do vice-presidente Michel Temer. O partido já se comporta com independência na Câmara Federal, graças à postura rebelde do seu líder, o deputado Eduardo Cunha, ora se vingando do Palácio do Planalto por ter demitido os afilhados políticos que ele mantinha na hidrelétrica de Furnas desde o governo do ex-presidente FHC.
A insatisfação da bancada federal com o governo está tão forte que a votação para confirmação da aliança com o PT em 2014 já começa a correr risco. Os dois partidos estão em rota de colisão em 12 estados, em razão da disputa pelos governos estaduais. E isso terá consequências graves na convenção nacional do PMDB, cuja maioria poderá rejeitar, no voto, a proposta de uma nova aliança com os petistas. Não significa ainda que o PMDB já pulou fora do barco, e sim que isto está a caminho.
Eleitores de dez cidades voltam às urnas neste domingo
Agência O Globo
Em dez cidades, 121.310 mil eleitores devem voltar as urnas a partir das 8h deste domingo (7) para escolher seus novos prefeitos, devido à anulação, nestes municípios, das eleições realizadas em outubro do ano passado. Um pleito é anulado pela Justiça Eleitoral quando o candidato que obtém mais de 50% dos votos válidos tem o registro de candidatura indeferido.
As dez cidades estão divididas em cinco estados: Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pernambuco e Rio Grande do Sul. Em Goiás, haverá novas eleições em São Domingos, Nazário e Flores de Goiás. No Mato Grosso, em Juara e Glória D’Oeste. No Mato Grosso do Sul são três municípios: Figueirão, Jardim e Bela Vista. Em Pernambuco, ocorre novo pleito na cidade de Brejo da Madre de Deus. E no Rio Grande do Sul, será realizada eleição na cidade de São José do Ouro.
Nestas cidades, os principais motivos que levaram os vencedores do pleito de 2012 à perda do mandato foi a acusação de abuso do poder econômico e político ou eles foram barrados com base na Lei da Ficha Limpa.
Desde o inicio deste ano, foram realizadas novas eleições em 32 municípios de 13 Estados e já foram marcados novos pleitos para o próximo semestre em outras dez cidades. No dia 4 de agosto, as novas eleições ocorrerão em: Marituba, no Pará; em Pedro Canário, no Espírito Santo; Ponte Serrada, em Santa Catarina; Jaquirana, no Rio Grande do Sul; Barra do Piraí, no Rio de Janeiro; e Osvaldo Cruz, Itaí, Boa Esperança do Sul e Pedrinhas Paulista, em São Paulo. Já no dia 1º de setembro, a eleição será realizada em Taipas do Tocantins, em Tocantins.
Em dez cidades, 121.310 mil eleitores devem voltar as urnas a partir das 8h deste domingo (7) para escolher seus novos prefeitos, devido à anulação, nestes municípios, das eleições realizadas em outubro do ano passado. Um pleito é anulado pela Justiça Eleitoral quando o candidato que obtém mais de 50% dos votos válidos tem o registro de candidatura indeferido.
As dez cidades estão divididas em cinco estados: Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pernambuco e Rio Grande do Sul. Em Goiás, haverá novas eleições em São Domingos, Nazário e Flores de Goiás. No Mato Grosso, em Juara e Glória D’Oeste. No Mato Grosso do Sul são três municípios: Figueirão, Jardim e Bela Vista. Em Pernambuco, ocorre novo pleito na cidade de Brejo da Madre de Deus. E no Rio Grande do Sul, será realizada eleição na cidade de São José do Ouro.
Nestas cidades, os principais motivos que levaram os vencedores do pleito de 2012 à perda do mandato foi a acusação de abuso do poder econômico e político ou eles foram barrados com base na Lei da Ficha Limpa.
Desde o inicio deste ano, foram realizadas novas eleições em 32 municípios de 13 Estados e já foram marcados novos pleitos para o próximo semestre em outras dez cidades. No dia 4 de agosto, as novas eleições ocorrerão em: Marituba, no Pará; em Pedro Canário, no Espírito Santo; Ponte Serrada, em Santa Catarina; Jaquirana, no Rio Grande do Sul; Barra do Piraí, no Rio de Janeiro; e Osvaldo Cruz, Itaí, Boa Esperança do Sul e Pedrinhas Paulista, em São Paulo. Já no dia 1º de setembro, a eleição será realizada em Taipas do Tocantins, em Tocantins.
Sport vence e convence em Santa Catarina
Quando o momento é de desespero, 1×0 é goleada. Os jogadores deixam
de lado o glamour do futebol e partem para a guerra. Jogam com raça. Um
dos candidatos para ocupar o G-4 da Série B, o Sport não seguiu a linha
do desespero. Na tarde deste sábado (6), o Leão esteve em Santa Catarina
para encarar o Joinville. A desenvoltura dos rubro-negros dentro de
campo deixou claro que o clima anda muito bem no vestiário da Ilha do
Retiro. A vitória de 3×2 fora de casa é a maior prova disso. Diferente
do que vinha sendo visto no início do ano, o Sport reaprendeu a tocar a
bola. Soube afastar os perigos do adversário sem ser na base do chutão.
O resultado alimenta ainda mais o desejo dos rubro-negros em voltar a disputar a Série A. Marcelo Martelotte chegou a jogar retrancado em alguns momentos, mas soube administrar bem a equipe. Não errou nas substituições. Avançou a marcação, que esteve forte durante os 90 minutos. Os pernambucanos chegaram a sofrer pressão, mas nada fora do normal. O Leão termina a 7ª rodada a um ponto do G-4. Embarca de Santa Catarina com uma boa vitória na bagagem, e se prepara para o confronto do próximo sábado (13), contra o América/RN, em Natal.
Ciente de que o Joinville começaria o jogo indo para cima, o Sport impôs uma marcação forte, tanto que o lateral Carlos Alberto recebeu uma dura entrada de Tobi e, machucado, precisou deixar a partida. Bem postada, a defesa rubro-negra deixou o jogo morno, evitando qualquer tipo de ameaça da equipe catarinense. Com espaço, o Leão aproveitou para tocar bem a bola. Mas o primeiro gol da partida surgiu após jogada individual de Camilo. Aos 12 minutos, o meia avançou com qualidade, invadiu a área, puxou para a perna direita e largou uma bomba: 1×0. O gol trouxe desespero para os donos da casa.
No entanto, perfurar a zaga do Sport não era uma tarefa das mais fáceis. Sem muitas opções, o Joinville apostou em jogadas pelas pontas, arriscando também chutes de longa distância. Por sua vez, o Leão queria aproveitar os contra-ataques. O time até tinha uma boa saída de bola, mas não finalizava bem. À medida que o primeiro tempo foi caminhando para o fim, a equipe catarinense tentava desesperadamente chegar ao empate. Nos minutos finais, pressão total no gol de Magrão. Mas o placar não foi alterado.
Diferente do primeiro tempo, a etapa complementar começou quente. Nos primeiros minutos, o Sport ampliou o placar com Marcos Aurélio, que, como de costume, acertou um chute de primeira, no canto direito do goleiro Ivan. Não demorou muito para o Joinville reagir. Um minuto depois, Lima diminui para os donos da casa.
Enquanto o Sport se retrancava (Renan Teixeira entrou no lugar de Felipe Azevedo), o Joinville avançava. O técnico Arturzinho fez mudanças drásticas na equipe. O treinador tirou o zagueiro Rafael para dar vaga ao meia Wellington Bruno. Maior no jogo, a equipe catarinense foi para cima e, aos 30 minutos, sofreu um pênalti. Lima foi para a cobrança e deixou tudo igual no placar.
O Sport não se abateu com a reação do adversário e logo tratou de buscar a vitória. Como no primeiro tempo, o Leão não encontrou dificuldades para tocar a bola. E foi justamente numa troca de passes que a equipe chegou à vitória. Rithely se aproximou da grande área e rolou para Lucas Lima, que encontrou Renan Teixeira, como homem surpresa, livre pela direita. O volante chutou de primeira, rasteiro, para marcar. A bola passou por entre as pernas do goleiro antes de estufar as redes.
O Joinville ficou abatido. Viu todo o esforço ir por água abaixo ao ver a tranquilidade do Sport tocando a bola. Apesar de alguns momentos de pressão, os donos da casa foram vencidos pela determinação dos rubro-negros, que saíram de Santa Catarina com um grande resultado. Os três pontos alimentam ainda mais a tese de que o Sport é um forte candidato para conseguir uma das quatro vagas que garantem lugar na Série A em 2014.
Ficha Técnica: Joinville 2 x 3 Sport
Joinville: Ivan; Carlos Alberto (Eduardo), Rafael (Wellington Bruno), Sandro e Rafinha; Augusto Recife, Marcos Vinícius, Ricardinho e Marcelo Costa (Kim); Ronaldo e Lima. Técnico: Arturzinho
Sport: Magrão, Patric, Pereira, Tobi e Marcelo Cordeiro; Anderson Pedra, Rithely, Lucas Lima e Camilo (Roger); Marcos Aurélio (Jonathan Balotelli) e Felipe Azevedo (Renan Teixeira). Técnico: Mercelo Martelotte
Local: Arena Joinville
Árbitro: Rodrigo Batista Raposo (DF)
Assistentes: Marrubson Melo Freitas e Jose Reinaldo N. Júnior (ambos do DF)
Gols: Camilo, Marcos Aurélio e Renan Teixeira (Sport); Lima (Joinville)
Cartões amarelos: Rithely, Anderson Pedra, Renen Teixeira, Roger (Sport), Rafael, Ivan, Lima (Joinville)
O resultado alimenta ainda mais o desejo dos rubro-negros em voltar a disputar a Série A. Marcelo Martelotte chegou a jogar retrancado em alguns momentos, mas soube administrar bem a equipe. Não errou nas substituições. Avançou a marcação, que esteve forte durante os 90 minutos. Os pernambucanos chegaram a sofrer pressão, mas nada fora do normal. O Leão termina a 7ª rodada a um ponto do G-4. Embarca de Santa Catarina com uma boa vitória na bagagem, e se prepara para o confronto do próximo sábado (13), contra o América/RN, em Natal.
Ciente de que o Joinville começaria o jogo indo para cima, o Sport impôs uma marcação forte, tanto que o lateral Carlos Alberto recebeu uma dura entrada de Tobi e, machucado, precisou deixar a partida. Bem postada, a defesa rubro-negra deixou o jogo morno, evitando qualquer tipo de ameaça da equipe catarinense. Com espaço, o Leão aproveitou para tocar bem a bola. Mas o primeiro gol da partida surgiu após jogada individual de Camilo. Aos 12 minutos, o meia avançou com qualidade, invadiu a área, puxou para a perna direita e largou uma bomba: 1×0. O gol trouxe desespero para os donos da casa.
No entanto, perfurar a zaga do Sport não era uma tarefa das mais fáceis. Sem muitas opções, o Joinville apostou em jogadas pelas pontas, arriscando também chutes de longa distância. Por sua vez, o Leão queria aproveitar os contra-ataques. O time até tinha uma boa saída de bola, mas não finalizava bem. À medida que o primeiro tempo foi caminhando para o fim, a equipe catarinense tentava desesperadamente chegar ao empate. Nos minutos finais, pressão total no gol de Magrão. Mas o placar não foi alterado.
Diferente do primeiro tempo, a etapa complementar começou quente. Nos primeiros minutos, o Sport ampliou o placar com Marcos Aurélio, que, como de costume, acertou um chute de primeira, no canto direito do goleiro Ivan. Não demorou muito para o Joinville reagir. Um minuto depois, Lima diminui para os donos da casa.
Enquanto o Sport se retrancava (Renan Teixeira entrou no lugar de Felipe Azevedo), o Joinville avançava. O técnico Arturzinho fez mudanças drásticas na equipe. O treinador tirou o zagueiro Rafael para dar vaga ao meia Wellington Bruno. Maior no jogo, a equipe catarinense foi para cima e, aos 30 minutos, sofreu um pênalti. Lima foi para a cobrança e deixou tudo igual no placar.
O Sport não se abateu com a reação do adversário e logo tratou de buscar a vitória. Como no primeiro tempo, o Leão não encontrou dificuldades para tocar a bola. E foi justamente numa troca de passes que a equipe chegou à vitória. Rithely se aproximou da grande área e rolou para Lucas Lima, que encontrou Renan Teixeira, como homem surpresa, livre pela direita. O volante chutou de primeira, rasteiro, para marcar. A bola passou por entre as pernas do goleiro antes de estufar as redes.
O Joinville ficou abatido. Viu todo o esforço ir por água abaixo ao ver a tranquilidade do Sport tocando a bola. Apesar de alguns momentos de pressão, os donos da casa foram vencidos pela determinação dos rubro-negros, que saíram de Santa Catarina com um grande resultado. Os três pontos alimentam ainda mais a tese de que o Sport é um forte candidato para conseguir uma das quatro vagas que garantem lugar na Série A em 2014.
Ficha Técnica: Joinville 2 x 3 Sport
Joinville: Ivan; Carlos Alberto (Eduardo), Rafael (Wellington Bruno), Sandro e Rafinha; Augusto Recife, Marcos Vinícius, Ricardinho e Marcelo Costa (Kim); Ronaldo e Lima. Técnico: Arturzinho
Sport: Magrão, Patric, Pereira, Tobi e Marcelo Cordeiro; Anderson Pedra, Rithely, Lucas Lima e Camilo (Roger); Marcos Aurélio (Jonathan Balotelli) e Felipe Azevedo (Renan Teixeira). Técnico: Mercelo Martelotte
Local: Arena Joinville
Árbitro: Rodrigo Batista Raposo (DF)
Assistentes: Marrubson Melo Freitas e Jose Reinaldo N. Júnior (ambos do DF)
Gols: Camilo, Marcos Aurélio e Renan Teixeira (Sport); Lima (Joinville)
Cartões amarelos: Rithely, Anderson Pedra, Renen Teixeira, Roger (Sport), Rafael, Ivan, Lima (Joinville)
quinta-feira, 4 de julho de 2013
Ideli é convocada para explicar supostas chantagens
A Comissão de
Fiscalização e Controle da Câmara dos Deputados aprovou na noite de
ontem (3) o convite para a ministra Ideli Salvatti (Relações
Institucionais) ir ao Congresso Nacional explicar a suposta chantagem
sofrida por parlamentares. O requerimento, assinado pelo deputado
Mendonça Filho (DEM-PE), explica que a ministra, responsável pela
articulação política do Governo Federal, declarou em entrevistas que
estaria sendo chantageada em troca da liberação de emendas
parlamentares.
“A ministra Ideli deve vir aqui explicar, de forma definitiva, quais são os chantagistas que ocupam cadeira no parlamento. Como fazemos parte do Congresso Nacional e temos grande responsabilidade perante a sociedade, temos a obrigação de fiscalizar e apurar atos do Poder Executivo”, afirmou o vice-líder do Democratas.
De acordo com Mendonça Filho, o acordo firmado com deputados da base governista definiu prazo de 30 dias para que Ideli Salvatti vá até a Comissão de Fiscalização prestar os esclarecimentos. Caso contrário, será apresentado novo requerimento de convocação que determina prazo constitucional de um mês para a autoridade comparecer ao parlamento.
“A ministra Ideli deve vir aqui explicar, de forma definitiva, quais são os chantagistas que ocupam cadeira no parlamento. Como fazemos parte do Congresso Nacional e temos grande responsabilidade perante a sociedade, temos a obrigação de fiscalizar e apurar atos do Poder Executivo”, afirmou o vice-líder do Democratas.
De acordo com Mendonça Filho, o acordo firmado com deputados da base governista definiu prazo de 30 dias para que Ideli Salvatti vá até a Comissão de Fiscalização prestar os esclarecimentos. Caso contrário, será apresentado novo requerimento de convocação que determina prazo constitucional de um mês para a autoridade comparecer ao parlamento.
segunda-feira, 1 de julho de 2013
Pesquisa constata o fim de um ciclo
Por Inaldo Sampaio
A pesquisa que o Instituto Datafolha divulgou sábado mostrando que no espaço de apenas três semanas a aprovação ao governo Dilma Rousseff caiu de 57% para 30% é o prenúncio do fim de um ciclo. Este ciclo se iniciou em 2003 com a chegada de Luiz Inácio Lula da Silva à presidência da República. Foram oito anos de governo dele, além de quatro de Dilma Rousseff que só se completarão em 2014. Ao todo, portanto, terão sido 12 anos de PT no mais alto cargo executivo do país.
Que fique logo claro para os eleitores que a alternância de poder é próprio das democracias. O PSDB ficou oito anos no governo por intermédio de FHC, e ainda tentou emplacar Serra para ficar mais quatro, mas não deu. Os tucanos foram substituídos pelos petistas. Agora, a menos que haja um segundo tsunami (o primeiro foram as manifestações de rua), chegou a hora de o PT ceder a cadeira a um dos partidos de oposição. Fôlego para ficar mais quatro, o partido dificilmente terá.
Não que a presidente Dilma Rousseff seja uma governante fraca ou incompetente. O problema é que o povo está sinalizando que cansou do governo do PT, assim como já sinalizou em 2012 na eleição para prefeito do Recife. Hoje, só quem defende o PT, com convicção, são os beneficiários do “Bolsa Família”. Mas nenhum governo se sustenta se não tiver o apoio da classe média e esse o PT praticamente não tem mais. Por isso, em 2014 pode dar qualquer coisa, menos o PT pela quarta vez.
A pesquisa que o Instituto Datafolha divulgou sábado mostrando que no espaço de apenas três semanas a aprovação ao governo Dilma Rousseff caiu de 57% para 30% é o prenúncio do fim de um ciclo. Este ciclo se iniciou em 2003 com a chegada de Luiz Inácio Lula da Silva à presidência da República. Foram oito anos de governo dele, além de quatro de Dilma Rousseff que só se completarão em 2014. Ao todo, portanto, terão sido 12 anos de PT no mais alto cargo executivo do país.
Que fique logo claro para os eleitores que a alternância de poder é próprio das democracias. O PSDB ficou oito anos no governo por intermédio de FHC, e ainda tentou emplacar Serra para ficar mais quatro, mas não deu. Os tucanos foram substituídos pelos petistas. Agora, a menos que haja um segundo tsunami (o primeiro foram as manifestações de rua), chegou a hora de o PT ceder a cadeira a um dos partidos de oposição. Fôlego para ficar mais quatro, o partido dificilmente terá.
Não que a presidente Dilma Rousseff seja uma governante fraca ou incompetente. O problema é que o povo está sinalizando que cansou do governo do PT, assim como já sinalizou em 2012 na eleição para prefeito do Recife. Hoje, só quem defende o PT, com convicção, são os beneficiários do “Bolsa Família”. Mas nenhum governo se sustenta se não tiver o apoio da classe média e esse o PT praticamente não tem mais. Por isso, em 2014 pode dar qualquer coisa, menos o PT pela quarta vez.
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