sexta-feira, 16 de março de 2018

Na PB, Maia defende novo ciclo e fim de jogo político

MaisPB 



O presidente da Câmara dos Deputados e pré-candidato a Presidência da República, Rodrigo Maia (DEM), defendeu, durante coletiva em João Pessoa, nesta sexta-feira (16), fim do jogo político feito pela maioria dos parlamentares. Segundo ele, o interesse da população precisa ter prioridade, ao invés das disputas de poderes.
“Às vezes a gente sabe da importância e urgência de um projeto e a gente vota contra apenas porque tem que ficar contra o Governo. Acho que isso é o que tem de mais necessário nesse ciclo da nova república que acaba. É a necessidade da gente ter coragem de, representando a sociedade, entender que aquilo que tiver consenso, não tem que ficar em debate de obstrução apenas por não apoiar governo”, analisa.
De acordo com Rodrigo Maia, dentro desse novo ciclo da nova República, o Brasil precisa aproveitar as revoluções tecnológicas para acelerar o desenvolvimento e acabar com a burocratização no país.
Para Rodrigo Maia, o debate entre os partidos é fundamental para o desenvolvimento do Brasil. Segundo o parlamentar, a ‘fórmula anterior’ de fazer política no Brasil foi responsável pelo situação atual do país. “A gente precisa acabar com isso”, afirma. Ele também pontuou a necessidade da qualidade na educação para crianças e adolescentes.
Campanha em 45 dias 
Questionado sobre a redução do tempo de campanha, o democrata considerou que é possível fazer o debate e a apresentação política em 45 dias como determina as novas regras eleitorais.
De acordo com Rodrigo Maia, ao mesmo tempo que foi aprovada uma campanha menor, os parlamentares também instituíram a pré-campanha. Para ele, o tempo curto de campanha também irá se adequar a diminuição dos recursos com o fim do financiamento privado.
“Tirando de pedir votos na pré-campanha, você pode acrescentar suas idéias, fazer audiência públicas e, com isso, antecipar o processo político que é permanente. Deixando a campanha para um prazo curto como é em outros países. Nenhum país desenvolvido faz campanhas tão longas como no Brasil. Tem país que tem campanha de duas semanas. Aqueles que estão se colocando para disputar qualquer posição já estão trabalhando. Visitando a sociedade, dialogando e nos 45 dias apenas vai aparecer com mais nitidez como um programa de governo, com as ideias. 45 dias são mais que necessários”, destacou.

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