A caravana da bancada de oposição da Assembleia Legislativa esteve, quinta-feira(8), no hospital da Fundação Hemope (Fundação de Hematologia e Hemoterapia de Pernambuco) para verificar como anda o funcionamento. Os deputados foram recebidos pelo presidente Divaldo Sampaio, que os acompanhou pelas dependências do local e relatou deficiências que há no serviço. O grupo encontrou dois andares interditados. No quarto andar, fechado desde o final do ano passado, funcionavam leitos para tratamento pediátrico de oncologia; já o quinto nunca funcionou. O hospital completará quatro anos de inauguração no mês de dezembro, portanto data da gestão estadual passada - de Jarbas Vasconcelos (PMDB) e Mendonça Filho (DEM) - contando com uma estrutura aparentemente nova. “Queremos saber o porquê do abandono. Diante das condições que a saúde do Estado passa, não podemos ficar sem alternativas para um hospital como esse”, disse Augusto Coutinho, líder da oposição.Outra constatação ficou por conta da falta de profissionais para atender a demanda média de 300 pessoas por dia no ambulatório. Divaldo Sampaio lembrou da necessidade da haver concurso público, já que o último realizado foi em 1995, e muitos dos profissionais aprovados naquela seleção já faleceram ou chegaram à aposentadoria. Segundo o administrador, seleções simplificadas foram realizadas, mas não atendem, principalmente, ao custo-benefício dos profissionais candidatos às vagas do Hemope. Questões operacionais, como falta de estacionamento para pacientes e funcionários, “quatro leitos não rentáveis pelo SUS” e falta de medicação, que tem orçamento de R$ 30 milhões, dirigida ao tratamento de leucemia foram anotadas por Divaldo.
Depois de escutarem e criticarem os deputados foram à Secretaria de Saúde. Participaram da visita, além de Augusto Coutinho, Maviael Cavalcanti (DEM), Pedro Eurico (PSDB), Terezinha Nunes (PSDB), Miriam Lacerda (DEM) e Adelmo Duarte (DEM). FP,09/10/09.
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