MANOEL GUIMARÃES
A estratégia oposicionista para o pleito de 2012 pode repetir a de 2008. Naquela eleição, João da Costa (PT) saía como candidato apoiado por João Paulo (PT), e tendo Milton Coelho (PSB) na vice, enquanto Cadoca (PSC), integrante da Frente Popular de Pernambuco, também era lançado pela base governista. No campo da oposição, disputaram o ex-governador Mendonça Filho (DEM), numa chapa puro-sangue com André de Paula (ex-DEM, hoje no PSD), e o deputado federal Raul Henry (PMDB), que tinha como vice Bruno Rodrigues (PSDB). A fatura foi liquidada no primeiro turno, com o petista obtendo 51% dos votos válidos. Juntos, Mendonça e Raul somaram 40%. Aquela experiência embasa o entendimento atual dos oposicionistas. A maioria defende a opção de duas candidaturas, com a possibilidade de uma terceira.
Deputado federal e presidente estadual do DEM, Mendonça Filho, condiciona o planejamento para o pleito que vem às ações do prefeito João da Costa. “A pauta da sucessão no Recife foi colocada pelo próprio João da Costa, na polêmica que ele se envolveu com João Paulo. Ele antecipou os debates, de modo que você não tem uma clareza nem por parte do governo. Quem está no poder é naturalmente candidato à reeleição, e nem isso está sendo colocado, o que é uma coisa inusitada”, alfineta o democrata, que foi o terceiro pernambucano mais votado para a Câmara Federal em 2010, com 48.327 votos. Em 2008, ele ficou em segundo na corrida pela PCR.

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