SÃO PAULO (Folhapress) - O presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), disse ontem que ainda há dúvida na Casa quanto à situação regimental dos parlamentares que vão compor o PSD, cujo registro nacional foi aprovado no dia 27 de setembro pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ele avaliou que “tem que ser levado em conta que a nova legenda poderá ser a terceira maior bancada na Câmara”, por isso ainda há muita coisa para ser discutida.A situação dos componentes do partido, no entender de Maia, “difere daquela em que deputados trocam de partido”. Trata-se da fundação de outra sigla, disse Maia, argumentando que ainda não se concluiu no âmbito da Mesa Diretora da Câmara a visão constitucional sobre a nova situação.
Democratas e PPS entendem que os deputados do novo partido devem perder o mandato. Dirigentes do PSD defendem que todos os que vão aderir ao seu quadro participaram ativamente da fundação, por isso estariam imunes a quaisquer restrições no Legislativo. O PSD, segundo seu líder na Câmara Federal, deputado Guilherme Campos (SP), deve ter mais de 50 parlamentares. No Senado, dois senadores já anunciaram que vão se filiar ao novo partido: a senadora Kátia Abreu (TO), que é presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), e o senador Sérgio Petecão (AC). Kátia saiu do DEM, enquanto Petecão deixou o PMN.
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