sábado, 22 de julho de 2017

Prefeito de Maceió: "Temer faz teatro com chuvas"

O prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB), fez duras críticas, ontem, ao Governo do presidente Michel Temer (PMDB). Ele definiu como "um teatro" visita deTemer e ministros no final de maio, após grande volume de chuvas provocar estragos em cidades de Alagoas e Pernambuco. Ao comentar a demora na liberação de recursos emergenciais prometidos na ocasião, Palmeira falou em "burocracia idiota". 
"Já tem dois meses, e a coisa não acontece. É muito frustrante! A gente vai a Brasília, ouve promessa, se reúne com ministros, vem aqui o presidente da República fazer todo aquele teatro com um monte de ministros e não sai nada. Isso vai cansando. Beira a irresponsabilidade a atitude do governo federal em relação não só a Maceió, mas sei que Recife está a mesma coisa. Ficam enrolando não o prefeito, mas a população, porque vão lá e dizem é hoje, é amanhã. Aí manda agora tirar foto, fazer vídeo. Isso porque é emergencial, imagina se não fosse", disse o prefeito. 
Temer visitou Maceió e o Recife na noite do dia 28 de maio, um dia após as maiores precipitações registradas no ano nas duas cidades. Em Maceió, ele fez uma reunião rápida, que não durou meia hora, e, na saída, disse que iria liberar recursos emergenciais, mas não informou valores ou prazos. Segundo a Defesa Civil municipal, a capital alagoana sofre com chuvas acima da média desde abril. A média histórica de abril a julho é de 1.256 milímetros, mas até hoje foram registrados 1.767,6 mm --40,7% a mais. 
O prefeito ainda reclamou da burocracia exigida para a liberação dos recursos em uma situação de emergência. "Para ter ideia, a gente solicitou cerca de R$ 4 milhões para escolas danificadas, mas a burocracia é tanta que precisamo ir em cada escola, tirar 16 fotos daquela escola, enviar para o Ministério da Educação. Não dá para entender isso porque a cidade vive realmente uma situação de emergência. Foi uma quantidade de chuva que há anos não caía, e a gente fica preso a uma burocracia idiota que nos força a fazer um projeto, tirar um monte de foto, dar um monte de dados, quando poderia enviar o dinheiro e dizer: 'Gaste nisso, nisso e nisso. O que não gastar, devolva'. Se houver algum gasto não especificado, eles vão glosar. Poderiam facilitar o trâmite", afirmou. 

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