RENATA BEZERRA DE MELO | Alvo de críticas devido ao aparente distanciamento do aliado e candidato ao governo do Estado, Jarbas Vasconcelos (PMDB), o senador Sérgio Guerra (PSDB) negou, ontem, informações do Palácio do Campo das Princesas, segundo as quais ele já teria encontro marcado com o governador Eduardo Campos (PSB) para definir o pós-eleições. “Não sei de nada disso. Não tenho nada certo com ninguém. Não marquei nenhum encontro”, insistiu o tucano, afirmando que seu único projeto de futuro, no momento, é viajar durante 15 dias ao término do pleito. “Estou muito cansado”, desabafou Guerra. Coordenador geral da campanha de José Serra (PSDB) à Presidência da República, o tucano também disputa uma vaga na Câmara Federal, conciliando as duas atividades. De Brasília, ele também minimizou o fato de ter viabilizado, na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, ontem, a aprovação de projeto em favor da administração estadual, na área de ciência e tecnologia. “Isso não é motivo absolutamente para dizer que há rompimento (entre ele e Jarbas)”, avalizou. Não foi a primeira vez que o senador fez o meio de campo no Congresso Nacional em prol de um político de partido adversário ao seu. Para o próprio Eduardo, Guerra já garantiu verba para a BR-408, visando duplicar a estrada até Carpina. “Ele (Eduardo) mesmo agradeceu de público”, recordou o tucano. Mais atrás, quando ainda militava no PSB, na condição de deputado federal, também costurou recursos para a gestão Jarbas Vasconcelos (PMDB) à frente da Prefeitura do Recife, assim como também o fez a pedido do ex-prefeito Roberto Magalhães (DEM). Guerra não vê gravidade em articular pelo gestor socialista, em sua visão, porque isso não é mais novidade. “Já fiz isso 20 vezes. Estou fazendo o que sempre fiz. Se Jarbas ou Marco Maciel (DEM) estivessem lá, fariam o mesmo”, comparou, frisando que ninguém barrará projetos em benefício do Estado. “As coisas do Governo no Senado sou eu que cuido”, arrematou. Questionado sobra hipótese de aderir à Frente Popular mais na frente, foi taxativo: “Não vou migrar para nada”. E ponderou que eleição não passou para estar se discutindo vitória de Eduardo Campos. |
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