quinta-feira, 2 de setembro de 2010

TSE cassa candidatura de Jáder Barbalho

BRA­SÍ­LIA (AE) - O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de­ci­diu ontem que o de­pu­ta­do fe­de­ral Jader Barbalho (PMDB-PA) não po­de­rá dis­pu­tar neste ano uma ca­dei­ra no Senado Federal. Por 5 votos a 2, o TSE con­cluiu que Barbalho deve ser bar­ra­do pela Lei da Ficha Limpa por­que em 2001 re­nun­ciou ao man­da­to de se­na­dor. Na oca­sião, ele en­fren­ta­va um pro­ces­so por que­bra de de­co­ro par­la­men­tar após o sur­gi­men­to de sus­pei­tas de en­vol­vi­men­to com des­vios de re­cur­sos pú­bli­cos.
A de­ci­são foi to­ma­da um dia de­pois de o TSE ter bar­ra­do a can­di­da­tu­ra do ex-se­na­dor Joaquim Roriz ao go­ver­no do Distrito Federal. Em 2007, Roriz re­nun­ciou ao man­da­to de se­na­dor para es­ca­par de um pro­ces­so por que­bra de de­co­ro par­la­men­tar que po­de­ria levar à sua cas­sa­ção e à ine­le­gi­bi­li­da­de. A Lei da Ficha Limpa, que é deste ano, tor­nou os po­lí­ti­cos que re­nun­ciam ine­le­gí­veis por oito anos con­ta­dos a par­tir do ano em que ter­mi­na­ria o man­da­to.
“O ob­je­ti­vo que o le­gis­la­dor quis al­can­çar foi im­pe­dir que in­gres­sas­sem na vida po­lí­ti­ca aque­les que re­nun­cia­ram para não só não per­de­rem o man­da­to como tam­bém para não se tor­na­rem ine­le­gí­veis”, afir­mou du­ran­te o jul­ga­men­to de an­teon­tem o pre­si­den­te do TSE, Ricardo Lewandowski.
“O que há é que o le­gis­la­dor atual­men­te con­si­de­ra essa re­nún­cia como uma causa que aten­ta con­tra o prin­cí­pio da mo­ra­li­da­de e da pro­bi­da­de ad­mi­nis­tra­ti­va. Não cabe à Justiça Eleitoral ava­liar se o can­di­da­to so­fre­ria ou não a perda do man­da­to. Interessa ve­ri­fi­car se houve re­nún­cia desde o ofe­re­ci­men­to de de­nún­cia”, afir­mou o re­la­tor, Arnaldo Versiani. A pe­di­do do Ministério Público Eleitoral, o TSE re­for­mou uma de­ci­são an­te­rior, do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Pará, que tinha con­ce­di­do o re­gis­tro da can­di­da­tu­ra de Barbalho.
Os mi­nis­tros Marco Aurélio Mello e Marcelo Ribeiro vo­ta­ram a favor de ser con­ce­di­do re­gis­tro à can­di­da­tu­ra de Jader Barbalho. Eles ob­ser­va­ram que a Lei da Ficha Limpa, que tor­nou ine­le­gí­veis os po­lí­ti­cos que re­nun­ciam, é deste ano. Ou seja, ela não exis­tia na época em que Barbalho re­nun­ciou.

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